quarta-feira, outubro 19, 2011

Umidade


A umidade é dos piores inimigos para uma casa. Não só pode provocar diversos estragos a uma habitação, como pode ainda reduzir o isolamento e o conforto da divisão afectada. Como não bastasse, desencadeia o desenvolvimento das bactérias do bolor, tão prejudicial à saúde. Como diagnosticar, prevenir e acabar com a humidade nas divisões de sua casa?
Faça o diagnóstico para saber a origem da umidade:


A existência de umidade pode ser desencadeada por vários factores. Esta também pode apresentar aspectos diferentes ou afectar diferentes zonas. Aprenda a diferenciar os diferentes tipos de humidade, para saber a forma mais eficaz de a combater:

1) Umidade ascendente:Parede com salitre

  • Apresenta-se sob a forma de manchas interiores ou exteriores. No interior poderá se formar salitre, o papel de parede descolar-se ou ainda aparecerem bolores. No exterior pode apresentar-se sob a forma de musgo.

  • Áreas afectadas:

     afecta normalmente a largura da parede, com uma altura entre 50 a 120 centímetros.
  • Aparecimento:
    urge durante todo o ano, mas em diferentes proporções, consoante o aparecimento das chuvas.
  • Descrição:
    Os materiais de construção, quando estão em contacto directo com a água ou com um solo húmido, vão absorvendo esta água ou umidade de uma forma bastante rápida. A água vai se evaporando, mas normalmente sobe mais rapidamente pelas paredes do que se evapora, especialmente se estiver um clima húmido. É por esta razão que algumas construções dispõem de uma camada isolante alguns tijolos acima do solo, de modo a isolar a alvenaria da umidade. Nem sempre existe esta protecção ou muitas vezes está defeituosa, não protegendo devidamente a estrutura em questão.
  • Diagnóstico:
    Como o próprio nome indica, a umidade ascendente é aquela que sobe, mais ou menos entre 50 a 120 centímetros de altura. Esta altura poderá ser menor se a divisão for ventilada ou se a alvenaria tiver menos sais na sua constituição. Contrariamente, a altura pode ser maior se a alvenaria tiver mais sais ou se a evaporação não for possível devido a um revestimento que não seja transpirável ou a um cimento hidrófugo (impermeável à água). Quando em contacto com o ar, os sais formam manchas de salitre nas paredes, tanto interiormente, verificando-se bolores ou eflorescências, como exteriormente, podendo se verificar a presença de musgos. Os revestimentos vão se degradando ao longo do tempo, podendo mesmo destruir por completo as paredes, tanto mais rapidamente quanto maior o teor de água e sais ascendentes. Este tipo de humidade distingue-se facilmente dos outros tipos, pela extensão de parede que pode afectar.
  • Como solucionar:
    As técnicas mais eficazes contra a humidade ascendente são: instalação de uma barreira de impermeabilização, revestimento com rebocos de drenagem ou a injecção de um produto hidrófugo.
    • Barreira de Impermeabilização ou membrana estanque:
      As novas construções já usam este tipo de impermeabilização. Contudo, a aplicação deste tipo de barreira é bastante difícil e complexa para construções já existentes. Esta técnica consiste em retirar, com a ajuda de um cizel, uma fileira de tijolos da parte inferior da parede ou em realizar uma fenda com uma serra estilo tico-tico, por exemplo. O trabalho é realizado por partes, um metro de cada vez. Em cada fenda coloque um pedaço da barreira de impermeabilização (revestimento betuminoso hidrófugo, película de metal inoxidável, como o chumbo, ou uma membrana plástica macia ou rija).Se usar uma membrana em rolo, coloque-a sobre todo o comprimento da parede, antes de a cortar. À medida que vai colocando uma tira da membrana na fenda, coloque novamente os tijolos no local de origem, evitando diferenças de cor entre os materiais novos e usados, preenchendo posteriormente as juntas com argamassa específica.
      Apesar de esta técnica ser muito eficaz, não pode ser realizada quando as paredes são duplas, instáveis ou muito espessas. Este tipo de trabalho produz muito pó e pode afectar o aspecto geral da casa.
    • Revestir com reboco de drenagem:
      Afim de prevenir que os sais arrastados pela humidade ascendente possam provocar a destruição do reboco, é imprescindível que este contenha no seu interior uma rede de canais que permitam o alojamento destes sais e facilitem a evaporação da água. Por tudo isto, é importante que o reboco a ser aplicado seja específico para o tratamento de paredes com salitre e humidade, afim de facilitar a respiração da parede.Para aplicar este revestimento, comece por retirar o revestimento antigo, no mínimo até 50 centímetros acima das manchas de humidade. Sobre pedras pouco duras ou alvenaria diversa, coloque, com pregos por exemplo, uma rede de arame galvanizado, estilo rede de galinheiro. Depois do suporte ter sido humedecido, aplique o reboco de drenagem. Comece a encher as fendas e buracos e posteriormente aplique o reboco final. No caso de querer uma cobertura do reboco, use tintas permeáveis ao vapor de água.
    • Injecte um hidrófugo:
      Este método tem como finalidade de saturar a parte inferior da parede com um produto hidrófugo (resinas sintéticas), afim de criar uma barreira contra a humidade ascendente. Faça vários furos, com um berbequim, seguidos, e introduza o líquido na parede através deles, por injecção sobre pressão. Tape depois os buracos com argamassa.Este tipo de barreira é bastante eficiente e fácil de realizar, já que existem à venda kits especiais, preparados para o efeito.
      Caso seja necessário, retire os rodapés para realizar os furos 5 centímetros acima do chão e a 10 a 15 centímetros uns dos outros. Realize os furos num ângulo de 10 a 15 graus e 80% da espessura da parede. Insira os tubos injectores nos furos e instale os doseadores, suspensos, por exemplo, numa tábua. Para evitar que o produto saia, coloque um vedante entre os tubos e a parede, com cimento de secagem rápida. Agora já pode encher os tubos com resina líquida e encha-os durante mais ou menos 1 hora, confirmando que o líquido não se escapa pelos furos. Após 24 horas, repita o processo e após outras 24 horas, dê o processo por finalizado. Corte agora os tubos rente aos furos e tape-os com argamassa hidrófuga. O produto forma uma reacção química uma zona hidrófuga.


      Toda a água que poderia existir na parede precisa de vários meses para que evapore por completo e aí possa confirmar se o seu trabalho foi bem realizado.

2)umidade pela chuva:Humidade-na-parede-causada-pela-chuva

  •  Apresentação:
    apresenta-se claramente delimitado nas paredes interiores. Nas paredes exteriores apresenta-se por eflorescências brancas, tijolos com rachas, fissuras, juntas estragadas, etc.
  • Áreas afectadas:

    Estragos na parte exterior ou interior. Infiltração de chuvas, principalmente no lado mais exposto ao vento.
  • Aparecimento:

    O seu aparecimento é mais intenso durante ou depois de chuvadas fortes ou contínuas.
  • Descrição:

    Nas construções actuais, as paredes duplas são muito comuns. As águas das chuvas podem infiltrar-se na parede exterior, direccionando-se até a uma membrana impermeável, situada na parte inferior do espaço entre as duas paredes e devolvida ao exterior pelas juntas verticais, deixadas em aberto, na parede de fora. Assim, a parede interior fica normalmente protegida da humidade. Contudo, durante a construção, os dispositivos de fixação das duas paredes podem ser mal instalados, fazendo com que a humidade consiga alcançar a parede interior, manifestando-se por manchas bem delimitadas no seu revestimento. Nas construções mais antigas, as paredes são maciças. Se estas tiverem alguma porosidade, poderão ser menos impermeáveis às chuvas. Pode acontecer ainda que, em paredes exteriores com fissuras, se dê o aparecimento de musgo. Há que tomar cuidado também com os telhados, ode algerozes defeituosos permitam que as águas das chuvas possam infiltrar-se pela alvenaria. 
  • Diagnóstico:

    Chuvas fortes podem fazer aparecer manchas de humidade ou infiltrações. As paredes exteriores mais expostas são as mais afectadas nestes casos. Depois de um degelo, por exemplo, podem surgir manchas de humidade, assinalando um telhado danificado, uma fissura numa parede ou um algeroz furado.
  • Como solucionar:

    Primeiro, comece pelo telhado, verificando se todas as telhas estão em bom estado, se existem buracos pelo algeroz, se toda a estrutura que o sustenta está em bom estado e se não existem juntas partidas. Verifique ainda fissuras nas fachadas, reparando-os caso existam. Se o problema estiver nas paredes mais expostas, proteja a parede das humidades, pintando-a e isolando-a com argamassa especial com propriedades hidrófugas, ou então, faça um revestimento com pedra, ou ainda poderá isolá-la com um hidrófugo transparente (verifique o bom estado da superfície antes de instalar este tipo de produto).
    Antes de realizar qualquer tipo de operação, retire todo o tipo de musgos ou bolor, com água e lixívia, por exemplo. Passe uma escova ou máquina de alta pressão para os remover por completo. Tenha em atenção se usar a máquina de alta pressão, tapando as fendas maiores com argamassa ou silicone e reparando as juntas que estiverem em mau estado.


    Se tiver chovido, deverá esperar no mínimo 7 dias para aplicar qualquer produto. No caso de ter limpo a parede com a máquina de alta pressão, o tempo de espera deverá ser maior, tomando em atenção para que não exista nenhum vestígio de humidade.


    Para aplicar o produto hidrófugo que falámos anteriormente, deverá pulverizá-lo ou aplicá-lo com uma trincha. Aplique com abundância, até se aperceber que a parede já não absorve mais líquido, ficando a parede a escorrer líquido, de preferência. Poderá retirar resíduos deste produto, de vidros ou azulejos, etc, com a ajuda de um pouco de aguarrás.


    Poderá ainda optar, em vez do produto hidrófugo, por uma de mão diluída de primário branco para fachadas (que deixe a parede respirar) e outra de mão não diluída.



    COMO EVITAR

    Para se ter uma casa com paredes sequinhas e saudáveis, é necessário PREVENÇÃO. Isso deve ocorrer no ato da construção da casa. Mais especificamente na fase de alicerce. É necessário impermeabilizar tanto o concreto (cinta ou anel) quanto a alvenaria em contato com o solo (paredes). 

    Adicione VEDACIT no concreto e na argamassa de assentamento. Após o tempo de secagem da cinta de concreto, deverá ser aplicada a pintura asfáltica (eu recomento o FRIOASFALTO, vendido em lojas de material de construção) cobrindo-a por completo como um "U".


    Só então, depois de seca, é que a alvenaria poderá ser iniciada, pois dessa forma, criou-se uma barreira que não permitirá que a umidade suba pela sua parede por capilaridade. Recomendo ainda que as três primeiras fiadas de tijolos sejam pintadas com o mesmo produto para garantir que sua parede ficará realmente protegida. Pronto, seguindo esses passos, você evita problemas e despesas breves ou futuras.

    Mas se você não Previniu, o jeito agora é Remediar!

    COMO COMBATER
      

    Se a impermeabilização do alicerce não foi feita no início da obra, o jeito é recuperar as áreas afetadas.

    Remova cerca de 1,00 metro de altura o reboco da parede até chegar no tijolo. Limpe com escova e aplique o VEDAJÁ ou FRIOASFALTO em 3 demãos cruzadas, esperando sempre a completa secagem de cada uma antes de aplicar a seguinte. Também recomendo rebocar com uma argamassa aditivada com impermeabilizante VEDACIT.


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