segunda-feira, outubro 08, 2018

Ralo Linear Tiny - O que você precisa, em um ralo compacto!

Espaços privados cada vez menores, construções enxutas, smart cities. Essas são algumas das tendências que estudiosos, construtoras e entidades ligadas ao setor estão apontando para os próximos anos. 

E foram elas que pautaram a criação do Ralo Tiny, lançamento da Ralo Linear na Expo Revestir 2018.




Tampa Inox:






Tampa Vazada:







Tampa Oculta:




O Ralo Linear Tiny, com menos de 25cm de comprimento, é feito 100% em aço inox 304 e conta com os exclusivos acessórios Grade Retentora e Fecha Ralo:






A Grade Retentora foi desenvolvida para prevenir a caixa sifonada de entupimentos, nela ficará parada todo tipo de detritos (cabelo, resto de sabonete, gordura corporal...). Além facilitar a limpeza do ralo a grade ajuda a evitar que insetos indesejados subam do esgoto pelo ralo e previne a rede de entupimentos.




O Fecha Ralo é uma válvula que abre somente para a passagem da água e fecha automaticamente assim que o escoamento termina. O sistema impede o acesso de insetos ao ambiente, ameniza gases da tubulação e refluxo de água ou espuma, para proteção e conforto de toda família. Feito 100% em PVC, evita manchas e oxidações mantendo um perfeito funcionamento, além de ser fácil de instalar e simples de remover para limpeza.



domingo, outubro 07, 2018

Porcelanato polido: onde usá-los e onde não







Foto: Shutterstock
Redação AECweb

Os pisos de porcelanato apresentam durabilidade, fácil limpeza e visual arrojado. Disponíveis em diversos modelos, eles aliam beleza e resistência, podendo ser aplicados em diversos ambientes.

O porcelanato polido é extremamente liso e de alto brilho, conferindo decoração sofisticada.

É ideal para áreas secas como corredores, salas e quartos. Em geral, são feitos com discos de diamantes, que garantem a questão do brilho, e recebem uma camada de proteção contra riscos e manchas.

Além dos corredores, salas e quartos, os pisos de porcelanato polido também podem ser aplicados em outras áreas, desde que não sejam úmidas ou molháveis — aplicações nesses ambientes suscitam riscos de escorregamento.

O modelo polido também não é indicado para casas com animais de estimação, pois as unhas e garras dos pets não são porosas — o que exige, constantemente, maior esforço físico da parte deles.

Mais dicas

– Quanto maior o formato do piso, maior será a sensação de amplitude do espaço — pois reduz a quantidade de rejunte.

– A limpeza diária deve ser feita com vassoura com cerdas macias ou com água e sabão neutro. Em casos de faxinas ou limpezas mais intensas, é recomendável recorrer ao fabricante para conhecer produtos específicos.

– É contraindicado o uso de produtos químicos e abrasivos, aditivados com flúor em sua composição.

– A instalação exige contrapiso nivelado. Além disso, a escolha da argamassa de assentamento utilizada deve seguir as recomendações do fabricante.

Pronto! Agora não tem como errar se optar pelo material!

sexta-feira, outubro 05, 2018

Porcelanato

Vai de cerâmica ou porcelanato?

Ideal para o clima quente do Brasil, os pisos frios têm se firmado nos projetos atuais. Sua funcionalidade, praticidade e estética fazem deste tipo de revestimento um aliado na composição de ambientes. A diversidade é outro ponto forte. Entre as diversas opções, destaque para a cerâmica e o porcelanato que juntos preenchem os principais requisitos para a busca da satisfação: beleza, preços acessíveis, facilidade de limpeza, manutenção e aplicação. A dúvida é optar por um deles.


CERÂMICA - Argila é sua matéria-prima. Seu índice de absorção de água gira em torno de 3 a 20%. Se destaca pelo preço acessível, durabilidade, limpabilidade e fácil aplicação. Também possui alto brilho e a possibilidade de desenhos artesanais e peças exclusivas.

PORCELANATO Tem nas rochas moídas a sua matéria-prima. A absorção de água é menor (0,5 a 3%) o que gera maior resistência. Destaque para estética e durabilidade, por isso custa mais caro. Alguns modelos reproduzem com fidelidade a aparência de pedras naturais e madeira.

O porcelanato é durável e resistente, esse revestimento conquistou definitivamente as casas brasileiras.


Porcelanato é um revestimento cerâmico, obtido através de matéria prima selecionada Feito de argila e feldspato e submetida a um tratamento térmico superior a 1.200ºC . Esse processo resulta num produto com baixíssima absorção de água, menor que 0,5%. Só para fazermos uma comparação, o azulejo, em geral, tem uma absorção de água de 10%! Consiste em um corpo homogêneo, denso e vitrificado.

Destaca-se pela alta resistência à abrasão e durabilidade além de manter as cores uniformes.

Ele mudou bastante desde que chegou por aqui, há 16 anos, trazido da Itália. Da primeira fabricação nacional, em 1996, até os dias de hoje, o porcelanato já assumiu inúmeros tons, texturas, tamanhos e imitou quase tudo – cimento, pedra, madeira, metal e tecido. E os avanços não devem parar por aí, diante do alto investimento da indústria brasileira em tecnologia para o aperfeiçoamento das peças.

Mancha?

O porcelanato polido e o acetinado, possuem a superfície plana e porosa, devido a ação do polimento. Nestes casos ele está naturalmente sujeito à aderência de algum tipo de sujeira, assim como ocorre com as pedras naturais, que possuem características semelhantes (superfície plana e porosa). A durabilidade e conservação vai depender de uma limpeza adequada e do cuidado com o manuseio de produtos que, eventualmente, possam causar manchas, como no caso dos ácidos.



Risca?


Não raro vejo pessoas preocupadas em saber o PEI do revestimento (Resistência a Abrasão Superficial), mas tem outro fator que merece atenção nesse caso, que é a Resistência ao Risco (MOHS). O PEI tem a escala de 0 a 5, onde 0 o revestimento é indicado apenas em parede e 5 para altíssimo trafego. A Resistência ao Risco, indica a dureza do revestimento cerâmico. A escala varia de 1 a 10, onde 1 seria a dureza do talco e 10 a dureza do diamante. Para exemplificar, a areia é composta basicamente por quartzo e sua dureza está na escala 7, portanto na sua presença é desaconselhável o uso de revestimentos com MOHS inferior a 7.


COMPRA

Comece identificando as características de cada porcelanato (como polido ou natural) para escolher os mais adequados aos ambientes. Ter segurança na qualidade de fabricação e no recebimento do produto correto também é importante.

As cores escuras e as versões com aparência de madeira trazem a sensação de aconchego, enquanto as claras favorecem a amplitude. Convém evitar as esmaltadas em casas de praia, onde o atrito com a areia é constante.

No piso do boxe do banheiro ou em áreas descobertas, esse tipo de acabamento costumar deixar a superfície escorregadia quando molhado. A recomendação é aplicar produtos que torne as placas antiderrapantes.

Em ambientes como a cozinha, atenção aos rústicos demais. “Alguns retêm gordura com mais facilidade”.

Se você escolheu utilizar o porcelanato brilhante, aqui algumas dicas para evitar os riscos:

• O ideal seria iniciar o assentamento do produto após realizados os trabalhos demais trabalhos como pintura, assentamento de azulejo, elétrica, hidráulica e colocação de gesso. Caso isso não seja possível, procure proteger a área com papelão e cobrir com plástico (lona preta), para evitar o contato direto com sujeiras abrasivas durante os trabalhos e na ocupação do imóvel.

• Na ocupação e para evitar o contato direto de móveis, proteja os pés dos móveis com carpetes, e nas entradas do imóvel disponibilize um capacho.

• Na manutenção do dia-a-dia utilize somente produtos de limpeza doméstica, isentos de ácidos em sua composição.

• Existem no mercado ceras especiais para produtos brilhantes, que aplicados sobre o piso irão formar uma camada protetora na superfície, evitando o contato direto com areia.




ESCOLHA SEGURA
Prefira as peças que sigam a NBR 15 463, criada em 2007 especialmente para os porcelanatos.
Outro cuidado está na exigência da nota fiscal – caso o produto tenha problemas, o código consumidor oferece a garantia legal de 90 dias (a partir da da compra).


Também indico os sites de alguns fabricantes para sanar mais algumas dúvidas que possam surgir:

Itagres
Portobello
Eliane

Acessibilidade em banheiros


Acessibilidade em banheiros: conheça as exigências e soluções
Piso nivelado, área para manobras com cadeira de rodas, maçanetas de alavanca e torneiras ao alcance do usuário são alguns dos cuidados necessários ao projeto.





São várias as soluções empregadas em banheiros acessíveis e que mudam de acordo com a necessidade do cliente.

Deve ser um ambiente totalmente utilizável por um cadeirante, mas isso não significa ter aparência de banheiro de hospital. Ele pode ser bonito e ter ótimo astral, assim como um banheiro comum

“O piso deve ser nivelado, sem degraus. E para não ter invasão de água em ambientes contíguos, o indicado é deixar um desnível bisotado de 1 cm em 45º. A primeira providência ao se projetar um banheiro acessível é fazer a porta com 80 cm de largura, no mínimo, mas, preferencialmente, com 90 cm, para a passagem da cadeira de rodas. 

A área desse ambiente exige espaço confortável para as manobras da cadeira de rodas.



BARRAS DE APOIO

A especificação das barras de segurança – que devem ser colocadas ao lado da bacia, pia e boxe –, exige conhecimento do que há disponível no mercado. As barras de apoio podem ser dobráveis ou não. 

A vantagem das dobráveis é que facilitam a manobra da cadeira de rodas, pois permitem que sejam levantadas ou abaixadas, de acordo com a necessidade. Infelizmente, as melhores soluções não são encontradas no Brasil

. Entre as importadas, recomendo as barras que têm o papel higiênico e o botão de descarga na ponta da barra, evitando que a pessoa vire o corpo para essas operações. Há barras de metal, também importadas, que contêm um plástico ABS preto na parte superior, para evitar que o usuário sinta o toque frio do metal de que é feita.

De forma geral as barras comercializadas no mercado nacional deixam a desejar, tanto na estética quanto na função. Outros itens também são encontrados somente no mercado externo como a ducha manual com regulagem de altura e espelho inclinável.


ARMÁRIOS

Em banheiros convencionais, os armários estão normalmente sob as pias, mas nos acessíveis isto é proibido. A altura da pia deve ser de 0,80 m do piso, respeitando uma altura livre de 0,70 m para o usuário colocar os joelhos.

O armário também deve estar em uma altura de fácil acesso ao cadeirante, não podendo ser nem muito alto, nem muito baixo.

Devem ter prateleiras com, no máximo, 1,20 m de altura para que os cadeirantes tenham acesso ao conteúdo. 

A instalação de armários no banheiro deve ser feita de forma comedida, para não restringir a área de circulação do banheiro. Mas é importante lembrar que, muitas vezes, pensamos somente na facilidade de transitar no ambiente, porém, existem outras necessidades específicas de cada usuário, como ter produtos e equipamentos médicos sempre à mão”, acrescenta.

No caso do uso de persianas nas janelas, o melhor é optar pelo manuseio com controle remoto. A lata de lixo com sensor também é um facilitador. 

Já a bacia deve ter uma altura um pouco mais elevada do que a convencional”, diz a arquiteta.Os pisos usados em banheiros acessíveis são os mesmos de qualquer banheiro, como porcelanato, mármore, granito e pastilhas de vidro e porcelana. 

O importante no piso de um banheiro acessível é não ter desnível ou, no máximo, 1 cm e sempre chanfrado, permitindo que a cadeira passe tranquilamente, sem sobressaltos. As maçanetas das portas devem ser de alavanca e as torneiras instaladas ao alcance do braço do usuário.


Algumas soluções bem simples para a área do chuveiro. Uma é a cortina de plástico que, atualmente, apresenta várias opções no mercado. A outra é a instalação de um boxe contendo um acessório chamado ‘mão amiga’: ao abrir a primeira folha do boxe, o acessório recua automaticamente as demais, abrindo-o todo”, sugere. 




O boxe precisa ter um vão de, no mínimo, 80 cm, mas ela indica que chegue a 90 cm, para a passagem e área de manobra da cadeira de rodas.

O uso de um chuveiro regulável formado por uma barra horizontal, que é o apoio da mão, e outra vertical onde a ducha manual sobe e desce, de acordo com a necessidade do usuário. Ele pode tirar o chuveiro e usá-lo como desviador ou colocar o chuveiro na barra na altura que desejar. 


O comando de luz precisa ser acessível. Os interruptores de luz são instalados a 1,15 m do piso, e a iluminação não deve ficar em cima da cuba da pia, e sim na lateral, para que não faça sombra. O mesmo vale para a área do boxe do chuveiro. O uso de tapetes é dispensável.

Fonte: http://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/acessibilidade-em-banheiros-conheca-as-exigencias-e-solucoes_10048_0_1

quinta-feira, setembro 27, 2018

Rodapé Convencional, Embutido e Invertido.

A função do rodapé é dar acabamento na junção entre piso e parede além de proteger a base da parede contra batidas de móveis e objetos como vassouras e rodos por exemplo.

O rodapé é um acabamento colocado APÓS a colocação do piso pois ele disfarça as imperfeições das réguas quando encostam nas paredes, lembrem-se que as paredes geralmente estão fora de esquadro por isso o recurso do rodapé ajuda muito no acabamento final. Além disso o rodapé protege as paredes de eventuais sujeiras ou panos de chão! Se forem de madeira resistem bem mas quando pintados de branco provavelmente terão que ser retocados de tempos em tempos dependendo do cuidado do dono da casa.

A altura padrão gira em torno de 10 cm a 15cm e isso vale para todos os tipos de piso. No entanto, as peças altas (de até 30cm de altura) Estão sendo muito usadas! Principalmente na cor branca ou em granito para banheiros e lavabos. Além de ressaltar a cor da parede e a tonalidade do piso, o ambiente parece ter mais profundidade. Existem, inclusive, alguns modelos empilháveis, que podem ser instalados um acima do outro.

Existem vários tipos de rodapé 







Rodapé Convencional 

A função de um rodapé convencional é dar acabamento na junção entre o piso e a parede, e protegâ-la contra impactos.Após a instalação ele deixa um ressalto para fora da parede  de 1 cm a 2cm  dependendo do material utilizado. 





Rodapé Embutido 

Você conhece o rodapé embutido? Trata-se do mesmo pedaço de piso cortado para rodapé, só que instalado alinhado ao reboco.

Para que isso aconteça é indicado que seu pedreiro na hora do reboco deixe a parte de baixo da parede sem rebocar. O ideal é que você saiba a altura do rodapé que irá coloca e para definir é sempre bom considerar a dimensão do piso, dividido em partes iguais.

A tendência é utilizar um rodapé mais alto, portanto se seu piso é de 80x80cm que tal dividir em 5 partes iguais de 16cm cada? Dependendo da mão-de-obra disponível e da área de instalação do rodapé, solicitar o corte em uma marmoraria, pois com as serras de lá, os riscos de quebra e consequentemente de desperdício diminuem.


Vantagens:
- Fica rente com a parede permitindo que os móveis fiquem bem encostados nela
- Não junta poeira igual o rodapé comum
- O espelho pode continuar até o chão, sem ter que tirar o rodapé ou ter que parar nele. (esse item é aconselhável apenas em casos onde o espelho não fique na mira dos pés)


Desvantagens:
- como os móveis ficam rentes com a parede, nesse caso, a chance de ter a parede riscada é maior, mas isso acontece só com os móveis que não são fixos.


Vale lembrar que esse tipo de rodapé só fica bonito se tiver um ótimo acabamento e fica melhor ainda se for retificado, pois se tiver a borda meio arredondada o rodapé não fica totalmente rente com a parede.


Rodapé Invertido ou Negativo






Um perfil de alumínio é instalado em um recuo na base da parede como um L invertido
O valor do produto não é muito alto, por exemplo, uma peça de 200 x 5 x 1 custa em média R$ 39,00* se comparado com uma barra de rodapé de poliestireno que dependendo da marca e da altura pode chegar a R$ 120,00 por barra ou mais sem tiver detalhes e desenhos específicos.


Entretanto, o custo da mão de obra do rodapé invertido tende ser maior pois o trabalho a ser executado é mais demorado. O ideal é já decidir o tipo de rodapé na fase inicial da construção ou da reforma, assim, pode negociar um valor de pacote com a empreiteira ou construtora.

Se tem um detalhe que pode fazer uma grande diferença em um ambiente é o rodapé. Mesmo quem não dá a menor importância para ele, percebe quando o ambiente não tem esse acabamento. Afinal, além de proteger a base da parede, o rodapé ajuda a emoldurar o ambiente e hoje já é usado como elemento decorativo, existindo inclusive, vários tipos de rodapé para investir na decoração da casa para deixar o acabamento muito mais bonito.^




Materiais para o rodapé:

 Madeira e MDF

A textura da madeira ajuda a dar um toque sofisticado ao rodapé e é normalmente mais alto que o rodapé comum. É um dos tipos de rodapé fácil de encontrar e aplicar e, no caso do MDF, pode ser pintado ou texturizado.
É preciso apenas ter cuidado com contato com água e combinação com piso de madeira – a mistura de dois tons, no piso e rodapé, pode ser arriscada.

 Mármore ou Granito

A nobreza das pedras faz deste um dos tipos de rodapé com acabamento bonito e resistente, mas são indicados para as áreas úmidas, como cozinhas, banheiros e saunas.
Por ser um material mais caro, aumenta o custo da obra e é preciso ter atenção com o lote de pedra comprado, pois uma mesma pedra pode ter diferentes tipos de padronagens.

Tipos de Rodapé: Porcelanato e Cerâmica
Ainda o tipo mais popular e amado dos brasileiros, a cerâmica é um dos tipos de rodapé fácil de combinar, tem boa durabilidade e é ideal para áreas úmidas. As opções em porcelanato podem 
reproduzir pedras ou madeira, deixando seu projeto ainda mais sofisticado.

Outros Tipos 
Hoje existem também outros tipos de rodapé, como poliestireno expandido (EPS), plástico, gesso e cimento. Ao escolher o material, leve em conta que ele também deve ajudar a vedar e proteger a junção entre a parede e o piso.

O rodapé de EPS é uma novidade no mercado, feito a partir da reciclagem de isopor, carcaças de computador, etc. Além de resistentes e modernos, são ecologicamente corretos e fáceis de instalar.
Cores e Padronagens para Rodapés

Por ser um item de acabamento com uma função de emoldurar a parede, o ideal é usar tons mais neutros nos tipos de rodapé. Mas ele não precisa ser todo branco: a tendência é combinar a cor do rodapé com a parede ou com a guarnição da porta.

O uso do rodapé branco continua em alta com paredes coloridas. Nesses casos, eles são mais altos, acima de 15 cm e, por isso, devem ser usados em locais amplos e de pé direito alto.

Pisos de madeira podem ter rodapés de madeira ou de MDF (MDF é a sigla internacional de Medium Density Fiberboard, que significa placa de fibra de média densidade) pintado de branco, depende da cor dos alisares e das portas pois o melhor é acompanhar o mesmo padrão. Um piso de mármore claro pode ter rodapé do próprio mármore, de madeira ou branco. Pisos de porcelanato podem ter o rodapé em madeira ou pintado de branco, nós não curtimos muito o rodapé feito de porcelanato, os rejuntes se tornam um problema. Gosto não se discute, o que realmente não funciona muito bem é a mistura dos materiais, não vale inventar!

Hoje temos no mercado um rodapé vendido à metro já com acabamento branco pronto para ser instalado, acabando assim com a tarefa complicada de aplicar massa, lixar e pintar. Eles são feitos de poliestireno, resistentes e fáceis de limpar.

Então surge a dúvida: Colocar o rodapé invertido e não me preocupar com cores ou acabamentos nos rodapés?

Tudo tem suas vantagens e desvantagens, o rodapé invertido precisa ser muito bem instalado com uma cantoneira de alumínio em forma de “L” feita para ser colocada para dentro da parede pertinho do piso, assim a sensação será de parede flutuando sem encostar no piso, fica belíssimo. Por outro lado a quina da parede fica mais exposta e os cuidados com a vassoura precisam ser redobrados.




quarta-feira, março 28, 2018

Quando o jardim se une a piscina



Em diferentes regiões do país, na cidade, na praia ou na serra, paisagistas renomados concebem jardins com piscina que reforçam nossa identidade tropical e incorporam outras referências. Em comum, a ideia do lazer absoluto junto à natureza.


Com aura de hotel, por Daniel Nunes

A piscina, de 20 x 40 m, estava degradada. Coube ao paisagista Daniel Nunes pensar a reforma da área de lazer da fazenda de café próxima a Campinas, SP. “A ideia foi fazer a releitura de uma piscina de hotel, oferecendo a mesma gama de serviços e com os apoios à altura da sua escala”, sintetiza. Para combinar coma piscina enorme, o jardim estético, funcional. De um lado, gazebos em forma de cubo (estrutura de metal revestida de pele de cumaru) e chaises, e, de outro, canteiros trabalhados com topiaria. Há também um diálogo entre chaises, gazebos e bancos de cimento, amarelos, de desenho orgânico. “Uma homenagem às formas modernistas de arquitetura”, revela. Daniel preservou o quanto pôde as palmeiras nativas, acrescentando espécies como viburno, azaleia, íris, murta e pata-de-elefante. “Todas a uma distância considerável da piscina para não interferir na visão ampla da obra”, ressalvou.
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Versão praiana de paraíso, por Alex Hanazaki

É um jardim trabalhado há anos pelo paisagista Alex Hanazaki, hoje em meio à terceira reforma na casa de Ilhabela, no litoral paulista. “A aposta foi o tropicalismo, organizado com dedo oriental”, diz Alex. Entre as espécies, destaque para os pândanos, que servem de escultura na área de lazer, delimitando níveis – das piscinas e do deque de estar, com chaises para contemplar a paisagem. Alex projetou as piscinas de modo a aproveitar o declive do terreno – o spa está instalado acima do espelho-d’água, seguido pela piscina de 1,40 m de profundidade, todos revestidos de pastilha verde da atlas. Em outro patamar do jardim, próximo às pedras e ao mar, o deque com mesas parece servir de palco à ikebana natural, o chapéu-de-sol. “Deixei que o desnível de 8 m fosse camuflado pela natureza”, conta Hanazaki, que usou bromélias, costela-de-adão e palmeiras como “enfeite”.
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Europeu com viço tropical, por Gilberto Elkis

A casa de linhas portuguesas, na Chácara Flora, em São Paulo, necessitava de reparos – a piscina, elíptica, não contentava o cliente. Para dar conta do trabalho, entraram em cena o arquiteto Ugo di Pace e o paisagista Gilberto Elkis. A piscina se tornou retangular e revestida de cerâmica azul, por escolha de Ugo. Quanto à vegetação, já existiam árvores de todas as idades no terreno, caso das palmeiras de 10 m de altura e das espécies de um bosque, nos fundos. Elkis adaptou a exuberância tropical ao estilo inglês de paisagismo. Buxos trabalhados com topiaria embelezam as margens da piscina, enquanto a borda molhada, nas laterais, ganha canteiros de guaimbê. Lavandas florescem em vasos de barro e orquídeas, nos troncos das palmeiras. As chaises de ferro, com almofadas azuis, são também sugestão do paisagista.
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Recriar o rio e a mata, por Rodrigo Oliveira

O paisagista Rodrigo Oliveira está habituado a encarar os pedidos de Isay Weinfeld. Desta vez, ele quis que fosse criada uma “mata” ao lado do espelho-d’água, que deveria remeter a um leito de rio. Nesta casa do Morumbi, em São Paulo, Oliveira concebeu um jardim “que dá a impressão de não ter sido imposto pela mão do homem”. Monocromático, com o charme das folhas de desenhos e texturas diferentes, tem parede formada de palmeira, manacá-da-serra, cássia-javanesa e quaresmeira, entre outras. “As plantas crescem e criam sombra sobre a piscina, intensificando o clima de mata”, diz. Revestida de pastilhas da Vidrotil, a piscina conta com deque e ofurô. Margeada por grama-esmeralda, apresenta um caminho de pedra caverna, referência ao conceito de “rio”. Em todo o terreno em declive, repetem-se as espécies tropicais, afora o bambuzal de 12 m de altura.
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No tom da Bahia, por Alex Sá Gomes

É um prazer para o baiano Alex Sá Gomes fazer parceria com o conterrâneo David Bastos. “A arquitetura dele valoriza o trabalho do paisagista”, diz. Esta casa em Trancoso, BA, retrata esse entrosamento: arquitetura e paisagismo conversam segundo o “estilo tropical da Bahia, que aproveita as espécies nativas, como a palmeira-jerivá e a helicônia, e emprega a paisagem do entorno, caso da aroeira”. Neste projeto, grandes extensões do terreno (são 2 mil m² de jardins) mantêm-se limpas. A piscina, que Bastos desenhou de forma retangular, ganhou deque de cumaru e área de hidromassagem e sugeriu ambientações a Sá Gomes. É o caso da área destinada ao chuveiro, com cicas em vasos de terracota – em Trancoso, há muito sol e chuva para a saúde do jardim.
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Sobre a metrópole, por Luiz Carlos Orsini

O trabalho paisagístico, na cobertura de 300 m² da Vila Nova Conceição, em São Paulo, ficou pronto no final de 2012. “Existia um jardim ‘vencido’, daí ter sido deitado abaixo”, conta o paisagista Luiz Carlos Orsini. O desejo do proprietário era ter uma área verde com apelo tropical. “Com folhagem, capaz de preservar a intimidade”, detalha. Em acordo como arquiteto Roberto Migotto (que assina a renovação interna e externa do imóvel, caso do projeto da piscina com spa), o paisagista criou a parede verde de 70 m² na lateral da piscina, com liríopes, trepadeira falsa-vinha e aspargos. Instalou ainda, em um canto dela, o espelho escuro que reflete o skyline. Dracenas arbóreas “camuflam” os prédios próximos, enquanto filodendros-xanadu margeiam a parede verde, contraponto ao preto do deque. Espaço surpreendente, no 20º andar.
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Moldura para o verde da serra, por Daniela Infante

O casal com filhos queria um generoso gramado em torno da piscina e um jardim contemporâneo nesta casa em Itaipava, na Serra dos Órgãos, RJ. “Dei preferência ao verde em lugar da cor, com espécies de fácil manutenção ao longo do ano”, salienta Daniela Infante, responsável pelo projeto paisagístico. Casa e piscina (revestida de pastilhas da Vidrotil e rodeada de placas de granito) são obras de Miguel Pinto Guimarães, arquiteto que explorou o terreno íngreme, implantando nos fundos a área de múltiplas funções a quase mil metros de altura. “Só a piscina está em uma laje 12 m acima do nível da terra, o que dá a sensação de proximidade das copas das árvores”, diz Daniela. A paisagista soube fazer da vegetação serrana a principal estrela ao acrescentar estrelítzias e dianelas, afora o pândano central.
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Entre o descanso e o movimento, por Marcelo Belloto

Há um quê de onírico neste jardim em Camburi, litoral norte paulista, acentuado pelo cortinado de voile que adorna as áreas de descanso sobre tablados, duas voltadas para a praia e uma no espaço da piscina. Tudo o que aqui se destaca é criação de Marcelo Bellotto, que se entende um “arquiteto de exteriores capaz de determinar o layout da piscina, as áreas de circulação e lazer, os jardins etc.”, como se descreve. Deste endereço, pertencente a um hotel, ele reconstruiu a paisagem nativa no terreno de ligeiro declive com coqueiros, helicônias, jasmim-manga e chapéus-de-sol, a caminho da praia. Criou opções de bem-estar, propondo ora relaxamento, com os tais bangalôs, ora movimento, por meio de piscinas de diferentes profundidades. Desenvolveu, ainda, materiais de textura e coloração adequadas ao projeto, caso do piso de concreto que recorta a grama-esmeralda.

*Matéria publicada em Casa Vogue #328

sexta-feira, novembro 10, 2017

Luz em foco: 16 estilos de iluminação em um duplex


1- Logo na entrada do apartamento, um ambiente de estar com quatro poltronas recepciona os visitantes. Como o pé-direito é duplo, os arquitetos sugeriram uma bela e volumosa luminária de piso (Micasa): “Ela também é alta, mas fica na escala das pessoas, ajudando a trazer aconchego e eliminando a sensação opressiva da altura do teto”. 



2- Ao fundo, o home theater tem iluminação no rebaixo do forro preparada para destacar as obras de arte. Lá, vê-se uma tela iluminada por duas lâmpadas dicroicas com facho de luz reduzido e bem marcado.


 3- Ao lado da escada, a persiana automatizada tem o mecanismo escondido numa caixa de gesso rebaixada. Ali, voltado para a persiana, um rasgo oculta lâmpadas xenon (La Lampe), que emitem uma luz suave e geral

Vista geral da grande sala de estar iluminada. Os móveis são da Micasa, objetos da Benedixt e Firma Casa. Na foto ao lado, persiana do tipo rolo da Luxaflex (Arthur Decorações).


Vista geral da grande sala de estar iluminada. Os móveis são da Micasa, objetos da Benedixt e Firma Casa. Na foto ao lado, persiana do tipo rolo da Luxaflex (Arthur Decorações).


14- No quarto, a estante Treme -Treme abriga lembranças de viagem. Para a moradora visualizar as peças com conforto, os arquitetos optaram por instalar lâmpadas AR 70 em um rasgo no forro, à frente da estante. “Assim, evita-se o efeito chapado sobre os objetos”, diz o arquiteto Thiago.

15- A moça gosta de bastante espaço livre sobre as mesinhas de cabeceira, por isso, a solução veio na forma dos pendentes Bubbles Cigar, do designer George Nelson (Dominici). “Além disso, eles garantem um charme extra”, fala o arquiteto Thiago. 




16- Quando a moradora quer uma luz mais aconchegante e intimista, ela precisa apenas da luminosidade suave proporcionada pelas lâmpadas xenon embutidas num nicho da caixa de marcenaria que emoldura a cabeceira da cama.



12– Para o banheiro da proprietária, os arquitetos projetaram um rebaixo no forro sobre a banheira que serve a dois propósitos. Ali, embutiram duas lâmpadas dicroicas com filtro azul . “Segundo a cromoterapia, é uma luz relaxante”, explica o arquiteto Thiago. 



13–O nicho que se formou no rebaixo de gesso leva lâmpadas T5 (La Lampe), que têm uma luz mais fria, mas com boa iluminação difusa. “Elas iluminam todo o ambiente. Além disso, são econômicas”, diz o arquiteto. No banheiro, abaixo, piso e paredes com mármore pigués. No quarto, roupa de cama da Trousseau e almofadas da Missoni.


Vista de cima da piscina iluminada. A banheira é Smarthydro (I-House).
 10- Uma das suítes do andar superior foi transformada num escritório para a moradora. Ela, que é advogada, concentra ali seus livros jurídicos. Por isso, o local ganhou grandes estantes fechadas por portas de vidro. As luminárias wall washer embutidas no forro levam lâmpadas halopin, que direcionam a luz para a estante.



11– No escritório, a moça também lê e escreve. Como precisava de uma luz focada para trabalhar, os profissionais sugeriram a clássica luminária articulada Tolomeo, com cúpula de pergaminho (La Lampe). As estantes são da Ornare. Já a mesa da Adresse e a cadeira da Kartell foram compradas na Toque da Casa.

 9- Instaladas na curva que o painel faz sobre a parede do mezanino, duas lâmpadas PAR 20 (La Lampe) . “Elas dão destaque ao papel de parede, que se assemelha a uma superfície de areia”, diz o arquiteto Thiago. Acima do balcão, papel de parede Mica Expandida (Wallpaper). Os móveis são da Micasa.
 7- Na sala de jantar, os arquitetos capricharam nos detalhes de iluminação. É que aqui, um grande painel de MDF revestido de folhas de freijó delimita o ambiente e é um elemento dominante na decoração. Nas extremidades do painel, três lâmpadas embutidas AR 48. “Elas são densas, bem focadas. Em um lado, iluminam o painel e, no outro, o foco é sobre o balcão”, explica o arquiteto.

8- Para contrastar com o tom escuro da madeira, foi usado mobiliário totalmente branco. Sobre a mesa, duas luminárias de acrílico Miss K, assinadas por Philippe Starck (Dominici). O painel de madeira foi executado pela Marupá Móveis.

 Próximo à entrada, o bar tem lâmpadas minidicroicas Trend (La Lampe) embutidas no forro. O móvel, com portas camarão, se assemelha a uma cristaleira. “A luz se reflete nas prateleiras de vidro e produz um brilho interessante”, diz o arquiteto.


A planta do living mostra os pontos de iluminação detalhados: “Para facilitar o controle, eles estão automatizados e podem ser acionados ainda na garagem do prédio. 

Outra etapa do projeto envolverá a programação desses pontos em circuitos de forma que alguns deles funcionem juntos, em cenas preestabelecidas”, explica o arquiteto Thiago. por isso, a solução veio na forma dos pendentes Bubbles Cigar, do designer George Nelson (Dominici). “Além disso, eles garantem um charme extra”, fala o arquiteto Thiago.

segunda-feira, novembro 06, 2017

Captação de luz - pele com sistema pivotante


Edificio em Melbourne possui pele com sistema pivotante para melhor captação de luz



Nesses dias frios do hemisfério sul, ouço brasileiros reclamando de edificações frias e pouco confortáveis termicamente. Pior do que isso é que no verão a reclamação é oposta: ambientes superaquecidos e pouco ventilados. Quem sofre com esse mesmo desconforto são os Australianos - com cidades em meio ao deserto, em que, durante o dia, as temperaturas chegam a 40˚C e, à noite, caem próximo a zero. Para combater esse problema que o Sean Godsell Architects idealizou a fachada térmica do RMIT Design Hub, edifício comercial localizado em um dos pontos mais importantes de Melbourne.

Entre as estratégias de gestão de energia e melhoria de eficiência, está sua pele dupla - feita, internamente, por vidros duplos, e, externamente, por discos de vidro jateado pivotante. Essa segunda camada possui sistema automatizado de captação de luz solar e de umidade - que cria um sistema de refrigeração natural em todo o interior do edifício. Esse sistema, que possui células com capacidade evolutiva, pode ainda, a longo prazo, gerar eletricidade suficiente para executar todo o edifício.

Eles – e nós também – estão ansiosos pela próxima temporada de sol.







Fonte: Casa Vogue

terça-feira, outubro 10, 2017

Quarto Infantil



Crianças adoram tudo o que é diferente e vibrante. Foi pensando em gêmeos de 7 anos que as designers de interiores Nilza Alves e Rita Diniz criaram esse dormitório. 

A temática foi inspirada no universo dos pequenos: robôs estampam o papel de parede e as almofadas enquanto a estante de brinquedos serve de espaço para os heróis dos quadrinhos. 

E como diversão nunca é demais para garotos, a cartela de cores é vibrante e o espaço é cheio de detalhes a serem desvendados. Para completar, uma das camas foi feita em forma de beliche e a outra se integra ao sofá que fica na frente da TV. Difícil vai ser decidir quem dorme no alto e quem fica mais perto dos jogos.

Fonte: Casa Vogue

terça-feira, agosto 22, 2017

Arquitetura industrial








A arquitetura das indústrias americanas foi muito importante para o desenvolvimento do estilo industrial, seguindo traços rústicos e, ao mesmo tempo, modernos.


As características do estilo tendem a transmitir conceitos mais rígidos e aparentemente menos aconchegantes. Por isso, muitas vezes pode ser difícil encontrar o equilíbrio entre a estética industrial e a elegância.

Porém, vale a pena apostar na tendência para alcançar o visual industrial chique e construir espaços charmosos e contemporâneos.

Pensando nisso, separamos as principais características que podem ser aproveitadas,

O estilo industrial



A tendência urbana começou no meio do século XX, por volta de 1950. A cidade de Nova York foi o palco para a expansão do estilo industrial, que surgiu com o aproveitamento das instalações de fábricas, galpões e garagens.

A estrutura rígida das construções também era bruta, isto é, sem revestimentos e com as instalações elétricas e hidráulicas aparentes, contrastando com o visual protegido e acomodado do interior das estruturas residenciais e comerciais mais tradicionais.

A proposta era, justamente, empregar tais espaços em uma nova modalidade de moradia: os lofts. As estruturas amplas permitem espaços integrados e com ar moderno, fora do padrão.
Características marcantes

O estilo pode ser reproduzido de várias maneiras, permitindo inúmeras releituras e podendo ser adotado em todos os ambientes de uma residência, por exemplo — sem contar com as aplicações em edifícios comerciais e escritórios.

O industrial transita entre o estilo clássico antigo (com o uso de tecidos e modelos de móveis tradicionais), as mobílias mais rústicas (inspiradas do estilo country e próprio das indústrias norte-americanas), e os elementos modernos (coloridos e metalizados em desenhos geométricos e arrojados, trazidos do cotidiano urbano).

Em termos gerais, podemos destacar a exploração de plantas livres e a criação de espaços totalmente integrados, a aplicação de revestimentos tradicionais e rústicos, como tijolos, concreto e acabamentos naturais.

Também fazem sucesso as tubulações aparentes, citadas anteriormente, em combinação com o piso em concreto, madeira ou cimento queimado. Mantendo a estética industrial, as janelas e portas permanecem grandes e amplas, feitas de materiais como ferro, madeira e vidro, valorizando a luz natural e a iluminação do espaço.

A decoração fica por conta de promover o ar vintage com móveis em madeira e metal, além de elementos utilizados nas fábricas, como luminárias pendentes, luminárias em trilhos, estantes de aço, baús, barris, cordas e caixotes ou pallets.


Dicas e inspirações

A estética diferenciada pode se tornar um desafio quando consideramos a elaboração de espaços práticos e elegantes. Confira as dicas para alcançar a harmonia entre o estilo, a funcionalidade e a beleza do espaço:

1. Minimalismo + Industrial

O minimalismo é reconhecido mundialmente como um estilo clean que promove a redução dos artigos de decoração e a valorização dos detalhes, que guia também o design simplificado de algumas peças.

Aliando os princípios da arquitetura minimalista e as características industriais, invista em poucos móveis do estilo, selecionando aqueles que realmente fazem a diferença e garantem o charme.

Com o lema “menos é mais”, o ambiente não fica carregado com muitas informações, apresentando mais suavidade e sofisticação. Não se esqueça de valorizar móveis funcionais e versáteis.



2.0 High-low

Derivada do mundo da moda, a decoração high-low mistura e equilibra artigos de alto valor agregado com itens comuns e acessíveis, muitas vezes antigos ou garimpados.

Essa contraposição pode ser utilizada para garantir a sofisticação em ambientes industriais. Isto é, a harmonização entre as peças industriais e os elementos mais rebuscados e finos adapta o estilo à decoração cotidiana e mais elaborada.

Os ambientes que apostam no charme do contraste também aproveitam peças que combinariam melhor em outro contexto, mas que se tornam notáveis quando misturadas. Esse efeito pode ser criado com a oposição dos itens decorativos e a aparência crua do espaço.

Mas é preciso ter cuidado para assegurar que as peças conversem entre si e para não exagerar na quantidade de itens.

3. Trabalhe com materiais variados

Seguindo a variedade do high-low, a aplicação de diferentes materiais pode garantir um toque a mais de sofisticação e de bom gosto.

Entre os materiais mais utilizados no estilo, destacam-se os tecidos como a sarja e o couro, que apresentam estruturas mais sólidas e resistentes. Os móveis, em geral, são de ferro e de madeira, mas, para variar, podem ser de aço corten e inox. Eles também apresentam características mais despojadas, ou seja, superfícies desgastadas e mais antigas.

Você pode acrescentar uma variedade de materiais — como tipos de vidro, amadeirados, tecidos de pelos sintéticos, plástico, cortiça e cobre —, a fim de ampliar as sensações e personalizar o espaço.

Para aproveitar bem os materiais, o legal é investir em alguns móveis com desenhos diferenciados e arrojados, fugindo dos modelos mais simples.

Outra dica é construir o espaço com móveis que não tragam um aspecto muito pesado. Os mais indicados têm design reto, com traços geométricos ou formatos clássicos.
4. Invista nos revestimentos para piso

A decoração sozinha pode não cumprir o papel de transformar o ambiente, por isso, a escolha dos revestimentos tem importante papel na composição do espaço.

O estilo industrial exige pisos com visual mais simples e inacabado. Mas, para garantir mais conforto, o mercado oferece diversos materiais que reproduzem as características visuais comuns da alvenaria, como cimento e tijolos, e que ainda trazem maior durabilidade e segurança.

Os pisos dos ambientes fabris tendem a ser de cimento queimado ou de madeira. Esses dois materiais são facilmente simulados em peças de porcelanato.

O porcelanato amadeirado, inclusive, pode reproduzir uma infinidade de espécies naturais de madeira em formatos de tábuas ou em peças quadradas, e é vantajoso por ser muito mais durável e apresentar alto desempenho.

Para os porcelanatos que reproduzem concreto e cimento queimado, aposte em linhas e materiais que façam uma releitura do estilo aplicado nos anos 60, por exemplo, de forma mais natural e moderna — com nuances e relevos mais suaves e, ao mesmo tempo, característicos do concreto.

O porcelanato é tão versátil que pode reproduzir, também, pedras nobres e materiais metálicos, além de poder ser aplicado em paredes, áreas externas e bancadas (de acordo com as indicações do fabricante).


5. Destaque para as paredes

Tão importantes quanto o piso, as paredes com revestimentos podem mudar o ambiente e fazer a diferença. Apesar de o estilo industrial pedir materiais com aspecto inacabado, as paredes, assim como os pisos, podem aparecer de diferentes maneiras e ainda, garantir a beleza fabril.

Além disso, é possível aplicar revestimentos como tijolos e pastilhas em formatos de blocos ou mesmo não revestir, aproveitando a própria estrutura da construção.

As paredes são espaço para expor obras de arte, peças de decoração e luminárias, que também reforçam o estilo e podem conferir mais elegância. Capriche nesse aspecto!
6. Cores para harmonizar o ambiente

A paleta de cores do estilo industrial conta com colorações e tons neutros, os mais comuns são: branco, cinza, marrom, preto, gelo e bege. Todas essas cores combinam entre si e transmitem a elegância e a sobriedade desejadas. Entretanto, podem deixar o ambiente um pouco sem vida.

Complete o espaço com cores vivas — que podem ser pontos de luz — a fim de conferir personalidade.

Viu como o estilo industrial pode ser chique e elegante?