segunda-feira, maio 31, 2010

Raízes agressivas

Algumas espécies têm desenvolvimento vigoroso e devem ser evitadas perto de edificações e piscinas.


Levando em conta a beleza, as cores, os formatos e os perfumes, muitas pessoas acabam optando por plantas que, literalmente, não cabem no espaço destinado ao jardim e o resultado acaba sendo, muitas vezes, catastrófico. Uma das questões que deve ser analisada com muito critério é o tamanho que as raízes das espécies podem alcançar. Tudo para evitar gastos desnecessários e aquela desagradável dor de cabeça.
Algumas árvores de florestas densas vêm sendo utilizadas em projetos paisagísticos. Elas são ornamentais, mas é necessário o máximo de cuidado ao utilizá-las perto de construções, pois são vigorosas e podem causar problemas às estruturas a médio e longo prazo. Existe o problema pode ficar mais grave, já que as raízes podem danificar as instalações subterrâneas de gás, água, e telecomunicações.

Dentre as ‘perigosas’, estão (Ficus benjamina), xixá (Sterculia chicha), pau-ferro (Caesalpinia ferrea), guapuruvú (Schizolobium parahyba) e flamboyant (Delonix regia), pois contam com raízes tubulares que ampliam a base da planta, para garantir mais estabilidade. 
O flamboyant, por exemplo, por possuir uma bela florada é escolhido por muitas pessoas que não sabem o estrago que ele pode causar.
Antes de optar pelas espécies, o mais aconselhável é pedir consultoria a um especialista da área. É possível prever o tamanho das raízes com base na copa das árvores, que são relativamente proporcionais. 

Os problemas
Quando essas espécies são inseridas próximas a piscinas e a espelhos d’água, as raízes que vão se desenvolvendo acabam pressionando as laterais dessas construções, deformando as paredes e danificando a impermeabilização, o que pode provocar vazamentos. 

Elas também podem penetrar em pequenas fissuras nas paredes das edificações e, com o passar do tempo espalham-se, criando rachaduras que podem comprometer a estrutura, o que se agrava com a infiltração da água.

Mais espécies a evitar

Fícus (Ficus benjamina), falsa-seringueira (Ficus elastica), alfeneiros (Ligustrum vulgare), chorão (Salix babylonica), eucalipto (Eucalyptus spp), casuarina (Casuarina sp) e grevilha (Greevilha robusta) são algumas das espécies que devem ser evitadas em locais pequenos. 

Entre as frutíferas, a mangueira (Mangifera indica) também não deve ser plantada em lugares reduzidos, já que suas raízes são invasoras.

As floreiras e as jardineiras suspensas construídas sobre as lajes de edifícios e residências também costumam apresentar problemas.

Para se ter uma idéia, existem espécies que perfuram e inutilizam todo o sistema de impermeabilização, danificando completamente as tubulações de drenagem do jardim.

As floreiras e as jardineiras suspensas construídas sobre as lajes de edifícios e residências também costumam apresentar problemas. Para se ter uma idéia, existem espécies que perfuram e inutilizam todo o sistema de impermeabilização, danificando completamente as tubulações de drenagem do jardim.


Sempre atento!
Não são apenas as raízes agressivas de determinadas plantas que podem causar danos à construção. 

A caducidade foliar, queda de folhas, é outro problema comum, já que pode entupir drenos, ralos e calhas, acumulando-se em locais indevidos, provocando mau cheiro e deixando pisos escorregadios.

Outro cuidado importante é evitar espécies de frutos grandes e pesados em áreas de estacionamento ou de grande fluxo de pessoas, para prevenir acidentes. Por isso, sapucaia (Lecythis ollaria), paineira (Chorisia speciosa), jaqueira (Artocarpus integrifolia) e abacateiro (Persea americana) devem ser evitados.

Unha-de-gato (Ficus pumila)
Utilizada como forração de muros e paredes, suas raízes infiltram-se nas brechas dos muros abalando a segurança. Se mal podada, aumenta o nível de retenção da água das regas e das chuvas, causando umidade, que pode passar para o lado interno do imóvel.

Figueira (Ficus benjamina)
Encontrada também na forma de pequena arvoreta podada, quando plantada diretamente no solo pode atingir mais de 15 m de altura e suas raízes superficiais são avassaladoras, pois quebram pisos e arrancam tubulações.

Palmeira-areca (Dypsis lutescens)
Se forem plantadas perto de piscinas podem causar problemas na estrutura do tanque, pois suas raízes buscam por água.

Cheflera (Schefflera actinophylla)
Muitas vezes usada para compor cercas vivas, junto a paredes é perigosa, pois seu sistema radicular de crescimento é capaz de derrubar muros.

As plantas venenosas também estão na lista das “problemáticas”, e devem ser preteridas de jardins por onde circulam crianças pequenas e animais domésticos, que podem ser contaminados pela ingestão de folhas ou de frutos tóxicos.

Existem ainda as espécies que têm rápido crescimento, mas a madeira é mole. Estas não podem ser plantadas perto de casas, pois com os ventos e a chuva forte, quebram-se muitos galhos, tornando-as perigosas, o eucalipto como exemplo.

 fonte: http://revistacasaeconstrucao.uol.com.br/ESCC/Edicoes/41/artigo120473-2.asp

Um comentário:

  1. Gostei muito de suas informações, objetivas e diretas.
    Nós estamos com um dilema em nosso jardim. Gostamos muito de plantas e principalmente da palmeira Areca, ela é linda. Mas, um dia o cano de molhar as plantas quebrou, houve vazamento por uns 3 meses, depois percebemos o chão do terraço rachado, a parede onde ela está encostada rachada... mas a planta continua linda cheia de galhos. E agora, tirar todos os galhos ou deixar só um? O que fazer com esta obra de arte que está destruindo a nossa casa? Será que deixando só um tronco vai parar as rachaduras?

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