sexta-feira, agosto 06, 2010

Quartos



Projeto

Reforma de banheiro

Projeto Casa Germinada

Projeto Home Theater

Projeto Cozinha


Projeto


Residência Unifamiliar no Bairro de Bodocongó em Campina Grande, PB

Reforma - Duplex


Reforma - Duplex  no Bairro da  Palmeira - Campina Grande - PB

quinta-feira, agosto 05, 2010

Pisos

Para analisarmos a melhor opção para cada caso, o ideal é dividirmos o imóvel em três grandes áreas: íntima, social e áreas molhadas (banheiros, cozinha e lavanderia, basicamente). Essa divisão é interessante, pois cada um desses espaços requer pisos com características diversas. Os pisos são agredidos diariamente por diversos fatores: alto tráfego, água, gordura, materiais de limpeza, sol constante, saltos tipo agulha dos sapatos femininos, carrinhos de bebê, patas dos cachorros, tintas, vinho, etc. Veja com atenção qual é a agressão mais frequente em cada ambiente para que a escolha do material seja a mais acertada.

Para a área íntima, podemos utilizar materiais quentes e aconchegantes, como a madeira, materiais mais frios, como as cerâmicas, pisos monolíticos ou ainda os carpetes, carpetes de madeira, pisos de borracha entre outros. Esta área pode receber diversos tipos de revestimento, já que o tráfego costuma ser baixo e a resistência à água não é um problema aqui.

Pisos quentes

A madeira é um material muito desejado nos quartos, já que é mais quente, agradável para se andar descalço e reflete intimidade. Se for a sua escolha, dê preferência para as certificadas, que agridem menos o meio ambiente, e cuidado com as espécies muito moles como, por exemplo, a amendola. Este piso pode ser composto por grandes peças de diferentes larguras, o assoalho, ou peças menores, comumente chamadas de tacos, tacões, taquinhos e parquets.

Enquanto o assoalho geralmente é instalado com parafusos que unem as tábuas a uma estrutura secundária ligada à laje (os populares barrotes), os tacos são normalmente colados diretamente no contra piso. Após a instalação, as peças devem ser lixadas e receber como acabamento algum verniz protetor. No mercado há vários tipos deste material de diferentes marcas. Há também os chamados pisos prontos, que já chegam à obra acabados e dispensam o trabalhoso acabamento do piso “in loco” – raspagem e o tratamento. A madeira é ainda um piso que se comporta bem nas áreas sociais dos imóveis. Para as áreas molhadas não é o mais indicado, já que não lida bem com a umidade. Neste caso, se não tiver um projeto muito bem elaborado, você corre o risco de ver o seu piso empenar ou descolar.

Alguns materiais como os carpetes, os pisos de borracha ou os laminados, popularmente conhecidos como carpetes de madeira, podem ser boas opções se a idéia é ter um piso quente, num local que não é sujeito à incidência de água (com exceção dos pisos de borracha, que são impermeáveis). 

A grande vantagem desses pisos é a rapidez da instalação. Geralmente chega à obra em mantas, rolos ou placas que são coladas rapidamente sobre o contra piso. Muitas vezes podem ser aplicados sobre o piso existente, evitando o quebra-quebra e acelerando a obra. Entretanto, muito usados nos anos 1980, os carpetes são condenados por muitas pessoas com problemas respiratórios (apesar de existir uma série de produtos antialérgicos no mercado). Os pisos laminados não têm este problema, mas a sensação de se pisar em uma superfície mais mole do que um piso de madeira verdadeiro, assim como a aparência um tanto artificial pode desagradar.
  • Getty Images As cerâmicas, porcelanatos e pastilhas de vidro são as mais indicadas para as áreas molhadas

Pisos frios

O clima local é um fator importante na escolha do melhor revestimento. Regiões mais quentes sugerem pisos mais frios. Os pisos cerâmicos e os porcelanatos podem, neste caso, ser uma boa opção. O Brasil é um grande produtor destes materiais e as opções são inúmeras, com várias cores e tamanhos. Como dica, evite peças que imitam (às vezes de forma grosseira) materiais como a madeira e as pedras para não correr o risco de a sua casa ganhar uma aparência datada ou fora de moda em pouco tempo. Estes materiais têm texturas naturais próprias difíceis de serem reproduzidas pelas cerâmicas. E, afinal, se você deseja pedra ou madeira, compre pedra ou madeira e não algo que os imite.

Pisos claros, neutros e com texturas discretas tendem a se comportar melhor ao longo dos anos. Tome cuidado ainda ao revestir toda a sua casa com determinada cerâmica ou porcelanato. Dependendo da escolha, você pode se sentir morando numa grande cozinha ou banheiro. Alterações de revestimentos em alguns ambientes podem ser benéficas. As cerâmicas, porcelanatos e pastilhas de vidro são também as mais indicadas para as áreas molhadas, já que lidam bem com a sujeira e a água. Preste atenção ainda durante a compra para a correta escolha da argamassa de fixação (cada piso tem a sua adequada, com características físicas e químicas específicas) e para os rejuntes. Estes são disponíveis em cores e composições diversas. Consulte um bom vendedor na hora da compra e veja o que melhor combina com a cor de piso escolhida.

Com funcionamento semelhante às cerâmicas, as pastilhas são muito usadas no país desde a década de 1950. Podem ser constituídas de vidro ou cerâmica, apresentam-se em diversos tamanhos e, ao contrário das cerâmicas tradicionais, a sua instalação requer profissionais muito mais especializados. Mais vistas em cozinhas, banheiros e piscinas, as pastilhas podem ser utilizadas em qualquer ambiente. Entretanto, tome cuidado ao revestir o piso e todas as paredes de um ambiente com pastilhas, sob o risco de você acabar se sentindo eternamente dentro de uma piscina.
  • Getty Images Pisos à base de cimento podem ser utilizados em toda a casa, o único porém são as trincas

Sem rejuntes

Os pisos monolíticos são outra gama de revestimentos mais frios que podem ser usados em toda a casa. O popular cimento queimado é o mais conhecido destes materiais, mas no mercado há o cimento polimérico, o microcimento, o granilite, o fulget, o piso epóxi, entre outros. A grande característica deste tipo de piso é agradar àqueles que não gostam dos rejuntes. Neste caso, algum material líquido à base de cimento ou resina, misturado com aditivos ou pequenas pedras, entre outras coisas, é moldado diretamente no local. Quando seco, transforma-se numa superfície uniforme e livre de rejuntes. Dependendo da escolha, juntas de dilatação de plástico ou metal são necessárias a cada um ou dois metros, em ambas as direções do piso, para que se evitem trincas na superfície. As trincas são a grande desvantagem desse tipo de material, já que aparecem na grande maioria das vezes em que estes são utilizados. Ao escolher um piso monolítico, esteja preparado para a possibilidade de conviver com elas.

Outros pisos à base de cimento, as placas de concreto e os ladrilhos hidráulicos, são muito utilizados atualmente, principalmente em salas e cozinhas, já que são muito resistentes e de fácil manutenção e limpeza. As placas são relativamente novas no mercado e chegaram com a missão de garantir a aparência do piso de cimento queimado, o caráter mais homogêneo da superfície e, ao mesmo tempo, impedir trincas. Estas placas têm normalmente dimensões grandes (0,50 m por 0,50 m a 1 m por 1 m). Como a maior parte dos fabricantes produz este material de modo artesanal, tome cuidado na instalação, pois as placas costumam variar de tamanho e espessura e, caso a mão de obra não seja especializada, é grande a chance de acabar com um piso desnivelado, cheio de pequenos degraus.

Muito usados na nossa melhor arquitetura moderna, os ladrilhos hidráulicos nada mais são do que pequenas peças (20 cm por 20 cm normalmente) produzidas de modo semi-artesanal à base de cimento. Chamam-se ladrilhos hidráulicos, pois a cura do cimento acontece debaixo d’água no processo de fabricação do ladrilho. Vários motivos e colorações podem ser escolhidos e o material permite a produção de peças com desenhos sob medida em pequenas quantidades. A instalação precisa ser muito cuidadosa, a variação da espessura das peças deve ser observada e corrigida pelo colocador e resinas incolores de proteção são indicadas para impermeabilizar as peças e reduzir a incidência de manchas ao longo dos anos.

Por fim podemos falar das pedras, os mármores, granitos e outras pedras decorativas como a Goiás, Mineira, São Thomé, Arenito e tantos outros. Por ser um material ainda mais frio que a cerâmica, é pouco usado nos quartos. Quando for usado em cozinhas e ambientes sujeitos à sujeira e gordura, deve-se tomar cuidado com a porosidade da pedra escolhida, já que algumas mancham facilmente e assim ficam para sempre. 

Resinas impermeabilizantes podem ser aplicadas sobre o material para evitar a absorção de líquidos que danifiquem as peças. Os mármores são aplicados frequentemente em áreas menores, como os banheiros, já que a sua grande desvantagem é o alto custo, tendo em vista que muitas vezes trabalha-se com material importado. Entretanto, pela sua grande resistência e durabilidade, as pedras podem ser utilizadas em quase todos os ambientes de uma casa. As cores, texturas e possibilidades de tratamento são inúmeras, o material é resistente à incidência de água e pode ser cortado em peças de grandes dimensões.

As opções e as combinações de materiais nos pisos são, portanto, infinitas. Para a melhor decisão, analise o local em que o piso vai ser instalado e o comportamento de cada material. Veja se é quente ou frio, se resiste ou não à água, veja a cor, a textura. Procure sempre conversar com algum profissional da área ou com vendedores experientes. Afinal, não existe material ruim, o que existe é um material mal utilizado.


Design iluminado

Decorativas e, sobretudo, tecnológicas, luminárias de chão, teto, mesa e parede chamaram atenção na última Euroluce, durante o Salão Internacional do Móvel de Milão.




Tomando o total de seis pavilhões dentro do quarteirão feirístico de Rho, em Milão, a Euroluce 2009 - feira bienal que compõe o conjunto de eventos na Design Week italiana - apresentou novidades, releituras e tecnologia de ponta. São produtos e sistemas inteligentes e impactantes, que mesclam cor, forma e tecnologia em prol da decoração e também do meio ambiente. A mistura de desenhos, materiais e técnicas tradicionais e inovadores ofereceu à mostra um dos seus melhores momentos apesar do clima tenso na economia mundial.

Como um jogo
Peças componíveis, reguláveis e de desenhos que remetem à infância sempre marcam presença entre os lançamentos, seja pelas grandes indústrias ou por designers independentes. Tudo para dar um toque especial de bom humor à casa e à vida


1- Alegria contagiante e gosto pela vida são os conceitos trabalhados pelas novas cores da coleção Muse, de Sandro Santantonio para a Axo Light: amarelo, laranja, vermelho, rosa, violeta, azul marinho, verde, azul e multicor. 2- Não foi propriamente uma novidade (o produto foi desenvolvido e apresentado no final de 2008), mas é inevitável deixar de lado a luminária de mesa Chocolite, da Nemo - subsidiária da Cassina para o setor de iluminação. A peça simula chocolate derretido caindo de uma panela: pura tentação! 3- Com modelos pendente, de chão e de mesa, a luminária Caravaggio, desenhada por Cecilie Manz para a Light Years, pode ser usada de modo convencional ou inclinada. 4- Os canadenses da Molo apresentaram uma versão iluminada do produto para composição de peças de piso ou mesa e também divisórias. 5- Parte da coleção Made in Berlin, apresentada na Zona Tortona, as luminárias Ray, do estúdio LLot llov têm a fiação e a estrutura recobertos por tecido ou tricô. 6- Metacrilato bicolor foi o material escolhido pelo designer Marco Baxadonne para o divertido abajur Carina, da Calligaris. 7- Ingo Maurer desenhou a luminária Zapfall (de mesa e de teto), que tem a haste flexível e a base e a ponta firmes. É feita com silicone, corian e alumínio.


Influência cultural
A moda, a arquitetura e outros movimentos essencialmente culturais influenciam designers, que - literalmente - dão à luz criações repletas de referências à contemporaneidade e com um toque artesanal


1- São as linhas e cores femininas, somadas ao toque delicado do tecido rendado que dão o visual ultrafeminino à luminária pendente Bon Ton, da Litalamp. 2- Para somar calor (físico e visual) aos ambientes, os austríacos da Pudelskern Space Agency apresentaram uma linha totalmente revestida de lã. 3- Lembra um corpete feminino a estrutura de tecido com amarrações da luminária pendente Pin-up, assinada pela Anatomic Factory para a Gallery Vetri d'Arte, da FDV Group. 4- Inspirados no design do museu Guggenheim de Nova York, os pendentes Le Soeil, desenhados por Vicente Garcia Jimenez para a Foscarini, apresentam um visual "ensolarado" através das abas unidas internamente em diferentes espessuras. 5- Um toque agressivo marca a coleção apresentada pela portuguesa Etro na Zona Tortona. Entre as peças, destaca-se o pendente Spider, com o qual a designer Cláudia Melo faz referência às patas de uma aranha. 6- A coleção Dali Black Label, apresentada pela BD Barcelona, tem como tema o estilo de Salvador Dali, como é o caso do abajur surrealista da linha Muletas e Cajones.





Entre passado e futuro
Peças que mesclam tecnologia e visual antigo trazem o glamour e a durabilidade de materiais tradicionais e os somam aos derivados plásticos de forma a criar peças que resgatam o que o passado tem de melhor



1- Cindy é o nome dado aos (então) protótipos de abajures cromados e coloridos da Kartell. O desenho é de Ferruccio Laviani e as cores usadas para os primeiros modelos são violeta, azul, vermelho, verde, rosa, laranja, prata e preto. 2- Franco Raggi assina a coleção Domo Amsterdã, da Barovier & Toso, nessa versão com 12 hastes de vidro e cúpulas pretas. 3- Completando 20 anos, a luminária XX, desenhada por Rodolfo Dordoni para a Foscarini, ganhou em 2009 uma versão de grande formato, com nome de XXL. Na nova versão, os pés curvos deram espaço para um tripé mais robusto e não menos elegante, nas versões branco ou dourado. 4- O retorno à essencialidade utilitária foi o lema de Tom Dixon neste ano. São dele os pendentes de formas simples, feitos com a antiga técnica de vidro prensado. 5- As luminárias de piso ou mesa Radon, design de Hans Sandgren Jakobsen para a Light Years em 2005, ganham agora acabamento branco na cúpula e nos pés - uma atualização necessária que resultou em leveza e feminilidade.



Natureza para a casa
Desenhos que remetem a flores e materiais naturais em diferentes configurações cumprem, sem deixar de lado a beleza do design contemporâneo, a função de aproximar o homem da natureza mesmo nas cidades e dentro de casa



1- Carvalho em pequenas peças estruturado com miniparafusos em um projeto que foi tomando corpo aos poucos deu origem à luminária de piso Brave New World, que leva a assinatura do studio inglês Fresh West para a Moooi. 2- Para desenhar o modelo Joy para a Design Stockholm House, Josefin Hagberg inspirou-se no desejo de estar perto de quem se ama e oferecer-lhe apoio e carinho. Assim nasceu o conjunto de velas que se sustentam mutuamente. 3- Os pendentes da coleção La Vie en Rose, da Brand Van Egmond, são uma espécie de instalação esucltural em formato de rosa. Pode-se escolher a quantidade desejada de hastes com rosas e cristais para a composição. 4- Traduzir suavidade foi a intenção do designer Arturo Alvarez ao criar a luminária pendente FLU, em que a lâmpada fica envolta em levíssimo tecido translúcido. 5- Uma lembrança remota de pescadores com redes molhadas na laguna de Veneza inspirou Ingo Maurer na criação da luminária de teto Lacrime del Pescatore, que tem pequenos cristais suspensos por entre os fios e pode ser instalada de diversas formas, de acordo com o efeito brilhante que se deseja criar.





Novidades futuristas
Formas orgânicas, brilho e acabamentos cromados são sinais nem sempre aparentes de que no ramo de iluminação a tecnologia se torna cada vez mais sistematizado e belo

1- Mesclando o clássico cristal com um design contemporâneo, a Swarovski dá origem à luminária de parede Madison, que cria um belo efeito visual. 2- Ross Lovegrove assina o pendente Andrômeda para a japonesa Yamagiwa, de visual orgânico e forte influência tecnológica. 3- Sugerindo uma natureza "digitalizada", a luminária com haste flexível Doride, assinada por Karim Rashid para a Artemide, remete a uma cobra. 4- Leds instalados por todas as hastes que compõem o seu corpo dão visual leve e moderno às luminárias Ekinos, da Ilti Luce, desenho de Ferdi Giardini. 5- O cubo da Flos é o controle de um sistema muito prático desenvolvido para permitir controle de iluminação automatizada em ambientes; cada face corresponde a uma cena de luz. 6- Rorrim, nome do pendente desenhado por Ross Lovegrove para a Yamagiwa, faz uma brincadeira com os reflexos de um espelho (Mirror). Isso porque a cúpula é feita desse material através de uma delicada técnica.



fonte:   http://revistadcasa.uol.com.br/ESDC/Edicoes/27/artigo143136-3.asp

terça-feira, agosto 03, 2010

Luminária em formato de cubo mágico

 
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 O efeito de luz varia conforme a posição das peças

 
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        A peça também tem um modelo transparente
                                                                                         

Cubo mágico iluminado funciona como abajur. Conforme o movimento das camadas, dá para obter diferentes tonalidades de luz.


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Quem não se lembra do cubo mágico, aquele brinquedo em que é quase impossível ordenar as cores, de modo que as seis faces fiquem com os tons separados em faixas? O designer Eric Pautz, de Porto Alegre, se inspirou neste quebra-cabeças tridimensional – que era febre na década de 80 – para criar um abajur diferente, que vale para decorar ambientes infantis e adultos, com um toque de bom humor: a Rubik’s lamp. O nome se refere ao criador do brinquedo, o húngaro Ernõ Rubik

Assim como o brinquedo, a luminária é feita de 26 cubos que se encaixam e se movimentam em torno de um eixo, onde fica a lâmpada. "Durante o projeto, foram desmontados pelo menos cinco cubos de tamanhos e materiais diferentes para serem estudados", conta o designer. Conforme a posição das peças, é possível formar até 43 combinações de cores, originando diferentes efeitos de luz. O abajur é feito em dois modelos: um com os tons originais do cubo mágico e outro, todo transparente.


fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI101021-16802,00-DESIGNER+CRIA+LUMINARIA+EM+FORMATO+DE+CUBO+MAGICO.html

segunda-feira, agosto 02, 2010

Quais são as diferenças entre os vários tipos de esquadrias?

O edifício Louveira, de Vilanova Artigas, localizado na praça Villaboim, em São Paulo, possui janelas do tipo ideal, comum nas décadas de 50 e 60, com abertura de 100% do vão.

Esquadria é o nome que se dá, em um projeto ou obra, às janelas, portas, portões, venezianas e demais aberturas dessa natureza. Esse é um dos itens mais importantes de uma obra, e muitas vezes figura entre os mais custosos, geralmente variando de 9 a 18% do total de uma construção de alto padrão.

Existe uma infinidade de tipos de esquadrias para sua obra. É um passo muito importante escolher corretamente, não apenas por questões estéticas, mas também por desempenho. Podemos pensar nas esquadrias divididas em dois grandes grupos – as esquadrias prontas, que são adquiridas em lojas de varejo, em medidas padrão pré-determinadas, e as esquadrias feitas sob medida para a obra, realizadas sob encomenda, conforme o projeto. As esquadrias de quase todas as espécies e materiais existem dentro dessas duas grandes subdivisões – as prontas e as feitas sob medida.

E quais os tipos de esquadrias que existem?

São muitos os tipos de esquadrias, e eles variam não somente em relação ao material, mas a natureza da abertura. Vamos vislumbrar as mais comuns, para que seja possível entender quais as principais diferenças entre elas:

De abrir: é o clássico exemplo de portas e janelas de abrir. Uma folha ou mais se abre, girando sobre dobradiças ou pivô (no caso das portas pivotantes, por exemplo) para fora ou para dentro do ambiente. 

De correr: muito comuns, são as janelas e portas que correm lateralmente a partir de um trilho no chão ou no teto (apoiadas ou penduradas). Existem muitos tipos de trilhos diferentes, apropriados para tamanhos diversos, e a boa escolha do trilho é essencial para o funcionamento adequado destas esquadrias. A desvantagem do caixilho de correr é que geralmente metade do vão (espaço aberto para o exterior ou outro ambiente) acaba sempre fechado pelo recolhimento das folhas. É possível, no entanto, realizar a janela ou porta de correr de tal forma que as folhas fiquem acumuladas atrás de uma parede ou painel, graças a um prolongamento do trilho, em especial nas esquadrias feitas sob medida.

Basculante: a janela basculante (também existem os portões basculantes de garagem, muito comuns) é aquela que abre graças a pivôs localizado em suas laterais. Quando a báscula abre, parte da janela se projeta para fora e parte para dentro do ambiente. As clássicas janelas que se fecham quando se solta uma corrente presa a parede (geralmente usada em lugares altos) é um bom exemplo de janela basculante com pivô excêntrico (que não fica bem no meio da janela). Os famosos vitrôs, que são abertos por meio de alavanca, também são da família das esquadrias basculantes. O uso de cortinas fica prejudicado por esse tipo de esquadria, pois parte dela se projeta para dentro do ambiente, batendo no tecido. 

Maxim-Ar: muito comum nos modelos de alumínio, é a janela que se abre de forma similar à basculante, mas toda sua folha se projeta para fora do ambiente, podendo chegar a uma abertura de quase 90 graus. Ela pode parar em qualquer ponto de sua abertura, graças ao uso de uma corrediça especial de mesmo nome em suas laterais, ao invés do pivô da janela basculante. 

Guilhotina: a janela guilhotina é a conhecida janela de fazenda – uma folha em cima e uma embaixo, com venezianas de abrir. Você pode escolher se deixa a parte superior ou inferior aberta. Quando coloca as duas folhas para cima, elas ficam presas por meio de borboletinhas metálicas nas laterais. O inconveniente dessa janela é que quase todo mundo conhece alguém que já deixou a janela cair no dedo e perdeu uma unha!

Camarão: são aquelas em que as folhas vão correndo e dobrando ao mesmo tempo, recolhendo-se e deixando quase 100% do vão aberto. Às vezes são conhecidas como sanfonadas. Os trilhos permitem que as folhas corram horizontalmente e que se recolham para frente e para trás como em um leque. O inconveniente dessa solução é que estes trilhos geralmente não são tão eficientes como os outros modelos e as esquadrias tendem a emperrar com mais facilidade. A operação do manuseio desse tipo de esquadria também é um pouco menos intuitivo para o usuário.

Ideal: a janela ideal é um tipo de janela muito interessante, utilizado no Brasil nos anos 50 e 60, mas que caiu em desuso nas últimas décadas. Trata-se do uso de duas folhas de janela que se fecham como a janela guilhotina, mas no mesmo plano. Quando se abre uma para cima ou outra para baixo, um sistema de contrapesos embutidos dentro da janela faz com que a outra folha também se recolha, obtendo aí 100% de abertura do vão. O famoso edifício Louveira, de Vilanova Artigas, em São Paulo, é um bom exemplo do uso desse tipo de janela. 

Ainda existem alguns outros tipos de aberturas de janelas, como janela de tombar (espécie de maxim-ar invertido, persianas de enrolar, vidros fixos e mesmo combinações entre eles, como o que o mercado brasileiro chama de “janela alemã”, uma espécie de janela que pode abrir ou tombar.
As esquadrias podem, alem das variações de funcionamento, ter aspectos e qualidade totalmente diferentes em função do material. Grosso modo, as esquadrias podem ser em: 

Alumínio: além de possuir vários acabamentos e ser de um material extremamente durável, a esquadria de alumínio é geralmente muito precisa e estanque (com exceções das janelas padrão mal feitas que se vendem em diversos centros de construção no país). O alumínio oferece muitas opções de acabamento e não enferruja, sendo adequado para construções à beira-mar, por exemplo. As janelas termoacústicas, muito utilizadas fora do Brasil, mas cada vez mais consumidas internamente por conta do barulho das grandes cidades, são geralmente de alumínio, utilizando um perfil mais parrudo e complexo, assim como vidros duplos ou triplos.

Madeira: as janelas neste material podem ser realizadas em quase todos os tipos de abertura, e confeccionadas em diferentes tipos de madeira, com preços que variam conforme a região do Brasil. Itaúba, grápia, freijó e jatobá são algumas das madeiras que podem ser utilizadas nas janelas. Como as madeiras são muito diferentes entre si, por se tratar de um material natural, converse com um especialista se optar por realizar peças sob medida para obter o melhor resultado possível.

PVC: no mercado brasileiro há menos tempo, as esquadrias de PVC vem ganhando muito espaço. São duráveis, bonitas e fáceis de limpar, contando com precisão similar as de alumínio. 

Ferro: o uso de ferro nas esquadrias é tradicional no país, mas infelizmente a qualidade de sua mão de obra decaiu muito nas últimas décadas. É possível realizar esquadrias das mais variadas naturezas e dimensões com o ferro, mas é realmente necessário encontrar um bom profissional. A grande vantagem do material é o custo baixo em relação aos demais, mas a manutenção do aço é mais trabalhosa e constante por conta da oxidação e da pouca precisão de seus componentes. 

Vidro: são os sistemas apenas em vidro, geralmente temperados, com pequeninos perfis cantoneira de alumínio em suas laterais. Também são conhecidos como “sistema blindex”, “vitrine de loja” e variações. O interessante desses sistemas é a transparência obtida, como um pano de vidro inteiriço quando fechado. O aspecto ruim é que não é possível realizar todos os tipos de aberturas comentados com esse sistema. 

Existem ainda janelas de outros materiais e até de concreto, mas são variações inusitadas dos temas descritos acima, que correspondem à grande maioria das opções. O importante é imaginar que, quando estamos colocando aberturas em uma construção, elas possuem forte impacto nas fachadas e aparência final da casa. Pense em que aberturas estão sendo propostas em seu projeto, fuja da solução menos pensada (ela provavelmente deixará entrar muito frio em sua casa e pouca iluminação) e tenha uma casa bonita e confortável.

Sauna

A sauna é uma boa opção para complementar o lazer, além de funcionar como um eficiente tratamento para a pele, aliviar as tensões e ter efeitos terapêuticos comprovados



Com a chegada das estações frias, as saunas tornam-se ainda mais convidativas. Elas se apresentam como mais uma opção de lazer e ainda trazem diversos benefícios à saúde dos usuários. Se você está pensando em construir uma em casa, a boa notícia é que a execução pode ser rápida e não é preciso reservar grandes áreas. Se as paredes de alvenaria já estiverem erguidas, em um mês é possível realizar as instalações necessárias, revestir o espaço e inaugurar a sauna seca ou a vapor.

O planejamento é fundamental para garantir o conforto dos usuários. Para calcular a área ideal é preciso analisar quantas pessoas o ambiente irá receber. 

Os profissionais calculam uma medida aproximada de no mínimo 1 m2 por pessoa. Outro ponto importante é a altura do pé-direito, que tem média recomendada de 2,20 m, para permitir o melhor aproveitamento do calor, mas esta medida dependerá da altura das arquibancadas que fazem as vezes de assentos. Os bancos devem ter profundidade mínima de 0,60 m e 2 m de comprimento para que uma pessoa possa se deitar. A altura deve ser equivalente à de uma cadeira - aproximadamente 0,50 m. As arquibancadas devem ter no máximo dois lances para que o pé-direito não seja muito alto.

As portas devem abrir para fora para facilitar a saída dos usuários. As de saunas secas precisam ser de madeira e as de úmidas podem ser de aço inoxidável com estrutura e batente de alumínio anodizado - com isolamento térmico interno - ou de vidro. Normalmente, as portas de ambas possuem um visor de vidro que deve ser temperado ou duplo para não trincar por causa do calor.



Integradas à piscina
Para valorizar o lazer, é possível interligar os projetos. Para isso, é preciso construir um ambiente de três paredes de alvenaria e uma de vidro, que fará a ligação direta com a piscina.
A vedação desta parte poderá ser entre o vidro e a lâmina d'água ou é possível construir uma parte de alvenaria. Os vidros mais indicados são os laminados e temperados, ou blocos de vidro.
A parte que ficar em contato com a água da piscina deve ter uma proteção inferior, como uma aplicação de borracha, impedindo acidentes com o usuário ao mergulhar.
 
Projetada pelas arquitetas Isabella Nalon e Gigi Gorenstein, a sauna seca utiliza equipamento a lenha e tem área de 6 m². Paredes e teto receberam revestimento de madeira cedro e no piso foi aplicada cerâmica (Lastra). A janela de vidro integra o ambiente à natureza do exterior. O projeto foi executado pela empresa Duramax.
Seca
Totalmente revestida de madeira, a sauna seca tem o calor produzido por um forno que pode ser elétrico, a gás ou a lenha. O banho finlandês pode ultrapassar os 80ºC de temperatura. A instalação da madeira - que deve ser especial para saunas secas - é feita sobre uma camada de forro de lã de vidro que garante isolamento térmico e vedação. O piso pode ser cimentício e um deque de madeira removível deve ser colocado sobre ele. É fundamental a projeção de um ralo.

Para saber o quanto a sauna usará de energia, Gilson Pereira Silva, proprietário da Steamax, orienta: "Calculamos normalmente 0,5 m2 para cada kW gasto", explica. A otimização da energia está diretamente ligada à altura do pé-direito do ambiente e à vedação.

Para garantir a renovação do ar, as paredes devem ter duas aberturas. "É preciso deixar um orifício para a saída de ar de mais ou menos 3 a 4 polegadas próximo à porta e também na parte superior da sauna". As luminárias e lâmpadas devem ser especiais, normalmente blindadas, para suportar as altas temperaturas. Os melhores locais para a instalação são as paredes e não o teto. Os interruptores devem ser instalados do lado de fora, para proporcionar mais segurança.






A vapor

Conhecida como banho turco, tem temperaturas mais baixas e produz vapor a partir de geradores (a gás ou elétricos). Por isso, é imprescindível que a sauna seja revestida com materiais antiderrapantes e impermeáveis. Recomenda-se impermeabilizar o piso corretamente e subir com a manta impermeabilizadora nas paredes até 20 cm.

Os acabamentos mais usados são os tradicionais azulejos, as cerâmicas e as pedras, como os mármores. É preciso aplicar isolamento térmico antes do material. Para tanto, é aconselhável colocar vermiculita (um mineral mau condutor de calor) na argamassa de assentamento. "Devido à dilatação que ocorre com o calor da sauna, seu uso é indispensável",. Prudence ainda recomenda que o revestimento tenha cores claras para melhorar a visibilidade do local.

Na construção do cômodo, é indispensável prever uma inclinação do teto de 10% a 20% em relação ao ponto mais alto. "Esta medida evitará que as gotas formadas pelo vapor caiam sobre os usuários e escorram por apenas um dos lados do ambiente". Um ralo de 10 x 10 cm deve ser instalado próximo à parede onde escorrerá o vapor condensado.

Para garantir a segurança dos usuários é preciso instalar do lado de fora do ambiente os interruptores e botões de acionamento, assim como os equipamentos geradores - que devem conduzir o vapor através de tubos de aço galvanizado. Da mesma forma que as secas, as saunas úmidas pedem iluminação especial instalada na parede e blindada, e respiros para a saída de ar.

Nas cores branca e azul, seguindo o padrão da área de lazer, a sauna a vapor projetada pelas profissionais da MLisboa Arquitetura tem área total de 7,2 m2. O piso e as paredes foram trabalhados com pastilhas (Colormix) 2 x 2 cm. O azul foi usado para destacar o volume de alvenaria que remete a uma espreguiçadeira com vista para a represa, possibilitada pela aplicação de uma janela de vidro.










fonte:
http://revistacasaeconstrucao.uol.com.br/ESCC/Edicoes/45/artigo132099-2.asp

domingo, agosto 01, 2010

João Filgueiras Lima, o Lelé




Lelé, ou João Filgueiras Lima, carioca radicado em Salvador, desde o início de sua carreira pesquisa pré-fabricação de elementos construtivos. Não é à toa. Recém-formado, viu-se com a tarefa de construir alojamentos para 2.500 operários no canteiro de obras de Brasília. O arquiteto viu na pré-fabricação com madeira a resposta mais racional para realizar o trabalho com economia de material rapidez.

Na pesquisa de Lelé, a pré-fabricação não se limitou a formas idênticas produzidas em série. Ele soube adicionar inventividade à técnica, e é isso o que a mostra no MCB traz, em maquetes, fotografias, desenhos, filmes e animações em vídeo.

Os hospitais da Rede Sarah Kubitschek, especializados no aparelho locomotor, são de especial interesse. Lelé projetou e construiu todos os hospitais da rede, obras de largas dimensões que, contudo, mantêm a escala humana, importante para a recuperação desses pacientes.

Cuidadosas ventilação e iluminação naturais, espelhos d’água, jardins internos, áreas para os pacientes tomarem banho de sol e até uma maca desenhada especialmente para os hospitais fazem parte do repertório de soluções aplicadas nesses edifícios.


Lofts no Chile unem modernidade e tradição em paisagem colorida.


 Le Corbusier, na década de 1920, idealizou o conceito do loft. Em 70, na zona portuária de Nova York, galpões e toda sorte de construções livres de divisórias internas foram adaptadas para a moradia de profissionais liberais e artistas. O loft tornou-se um estilo de vida, uma opção “cool” de morar. Nos anos 2000, na cidade de Valparaíso, no Chile, dois arquitetos apostaram na fórmula “gente jovem, descolada + atmosfera cultural e boêmia” para empreender duas obras: os lofts “Yungay”.

Projetado em 2008 pelos sócios Antonio Menéndez e Cristian Barrientos – da Rearquitectura, a segunda leva dessas moradias de ambientes integrados é mais que um prédio com 20 lofts. O Yungay 2 é a forma em concreto da união entre as referências históricas e a modernidade construtiva em cores intensas e respeito pelo ambiente urbano (Patrimônio Cultural da Humanidade desde 2003).

A construção fica sobre um dos muitos morros que se alinham à costa do Pacífico. Como as casas ao redor são vivamente coloridas e de porte pequeno, o conjunto de lofts também aderiu a este formato. O Yungay 2 é um condomínio, mas não um bloco. As unidades foram divididas em três pavimentos e duas fachadas principais. Cada nível e cada um dos dois lados apresentam diferenças que criam um todo harmonioso.
O projeto fica no Cerro Yungay, na encosta propriamente dita e, por isso, enfrenta sob suas fundações um íngreme declive. A leste está a rua que também abriga o primeiro conjunto de lofts homônimo projetado por Menéndez e Barrientos. A oeste, a falésia e a imensidão do oceano, que pode ser avistado do topo do Yungay 2, nos terraços.

Desconstruindo

A fundação do Yungay 2 se estabelece em acordo com os desníveis do terreno. Assim, as unidades são baseadas em plataformas que se adaptam ao relevo e não em uma estrutura única. Não houve a necessidade de muros de contenção ou grandes perfurações na rocha, mas sim dois eixos que garantem a “amarração” das plataformas sobre um alicerce profundo em direção ao declive.

Os eixos centrais são correspondentes à orientação norte-sul dos corredores, ou seja, no “comprimento” do prédio. Tais espaços de circulação são constituídos em três níveis ligados por escadas curtas, o que demonstra a adaptação da obra ao terreno. No topo, claraboias auxiliam na iluminação dos corredores.
A base de alicerçamento em pequenas plataformas faz com que a sensação de unidade da construção não determine, em consequência, a percepção do todo como algo “maciço”. Menéndez explica que a ideia era criar uma construção fragmentada em série, o que ganhou força coesiva com a escolha da aplicação de um padrão de cores.

A paleta reúne a brasilidade da combinação verde, amarelo e azul que colore os lofts Yungay 2 em tons diversos dos três matizes, ordenados em sentido decrescente de um azul escuro a um amarelo vibrante. O material que recebe as cores é típico nas fachadas regionais: são chapas onduladas de aço galvanizado que se alinham às janelas de madeira, também comuns, e outras de vinil (PVC) em grande formato e cheias de ares modernos. Tais janelas se destacam em branco, assim como as sacadas e esquadrias e que delimitam os espaços internos das unidades e funcionam como molduras neutras às cores vibrantes das placas em ondas. Sob o aço galvanizado, as paredes têm 15 cm de espessura, chegando aos 20 cm nas bases próximas à rocha, o que diminui a possibilidade de infiltração.

A disposição

Os lofts estão dispostos em três pavimentos, e em cada um deles, a forma da moradia se altera. Pela fachada voltada ao leste (na rua General Mackenna) estão cinco dos 11 triplex, sendo que os outros seis compõem a linha superior de apartamentos da fachada oeste (falésia). Ao rés da rua ainda é possível ver o foyer e, em ambos os lados, garagens.

Na fachada oeste estão as outras nove unidades. A linha “baixa” reúne os lofts dúplex e as janelas, que “dividem” as duas sequências coloridas, correspondem às moradas de apenas um pavimento. Todos os triplex têm dois quartos e terraços no andar mais alto. Os demais contam com um dormitório. Todas as unidades são equipadas com a estrutura de uma cozinha americana, e os dúplex têm a vantagem de se estender em um balcão gramado frente ao oceano Pacífico.

As unidades têm algumas diferenças estruturais. Em três, sendo um de cada formato, há closets. Nos dúplex e “singles” há área de serviço. Nos dúplex os degraus são fixados na parede em perfis de metal, enquanto nos triplex as escadas podem ser em caracol.

Todas as unidades são revestidas com ardósia em formato retangular pequeno, enquanto as escadas são compostas em pínus vitrificado. Nos terraços, cerâmica, e nos balcões, grama. Nas áreas comuns o piso leva porcelanato e as paredes mantêm as cores usadas na fachada externa, mas agora em tons pasteis. Os halls se compõem com painéis verticais de vidro, carpete nas escadas e papéis de parede com acabamento em vinil.

Em Yungay 2 não há excessos. Estes ficam por conta da beleza da costa de Valparaíso e da cultura que a cidade emana. Aliás, o primeiro empreendimento autogerido do escritório Rearquitectura, o Yungay, preservou as fachadas das construções que já estavam em pé quando os arquitetos ocuparam o terreno. Nesta cidade chilena, parece que bom gosto, moradias design e história arquitetônica podem conviver. (Daiana Dalfito, Colaboração para o UOL)

 fonte: http://casaeimoveis.uol.com.br/projetos/arquitetura/lofts-no-chile-unem-modernidade-e-tradicao-em-paisagem-colorida.jhtm

sábado, julho 31, 2010

GreenWall Ceramic


GreenWall Ceramic é opção prática para a criação de jardins verticais



Ivam Grambek
Utilizados como alternativa à falta de espaço ou para embelezar as paredes, os jardins verticais vieram para ficar e, cada vez mais, paisagistas e clientes apostam no recurso para integrar o verde à casa. Fabricado pela Cerâmica Nova Conquista, o GreenWall Ceramic chega ao mercado como uma opção prática e funcional para a montagem de painéis.
Com design inovador e tecnologia nacional, o módulo cerâmico é feito de uma composição de argila, utilizado para construção de jardins verticais tanto em áreas internas como externas. “O módulo foi desenvolvido pensando na aplicação em qualquer área, servindo como divisória de ambientes, horta vertical de ervas aromáticas, temperos e condimentos, parede de orquidários, plantas exóticas, bromélias e outras. O que conta é a criatividade na execução do projeto”, destaca André Miranda, diretor da Cerâmica Nova Conquista.

Ivam Grambek Projeto do arquiteto e paisagista Sérgio Gonzalez aproveita o muro para cultivar uma horta (3 m2) com manjericão, manjericão- roxo, minitomates, alecrim, pimentas e cheiro-verde. O acabamento é de pastilha de vidro nas cores verde, verde-claro e branco.
Ivam Grambek


Na maioria dos casos, o painel padrão (2,5 x 3 m) pode ser instalado em qualquer parede rígida, desde que estruturada para suportar um excedente de peso. Para composições maiores, o mais indicado é fazer o cálculo estrutural, a fim de evitar problemas futuros. Cada bloco de GreenWall possui 29 cm de comprimento, 25 cm de altura e 19 cm de profundidade e seu assentamento é feito diretamente na alvenaria com argamassa flexível, por meio de amarração, utilizandose, para isso, a meia-peça, módulo que apresenta comprimento de 14,5 cm. Cada m2 de GreenWall (13,5 módulos) custa R$ 149.
O GreenWall Ceramic já é adaptado para escoamento do excesso de água, devendo o instalador prever a captação dessa água na parte inferior. A impermeabilização do painel é obrigatória e deve ser realizada com produtos específicos. “Esses produtos devem ser atóxicos, para não prejudicar o desenvolvimento adequado das espécies”, alerta André. Com relação ao acabamento, o que vale é a criatividade, pois o GreenWall Ceramic permite o uso de uma diversidade de materiais. Algumas sugestões propostas podem ser a aplicação de pintura, pátina, textura e pastilha de vidro, entre outros materiais.

Sidnei Bloch
Para a alvenaria suportar o peso de 566 módulos (40 m2), o arquiteto Edson Moisés da Silva removeu o emboço original e instalou- os diretamente na parede. Bromélia-desombra, chifre-de-veado, avenca, peperônia, columeia e samambaias compõem o painel. Abaixo, o paisagista Jades José Spagnol deixou o muro mais bonito com o jardim vertical (13 m2) composto por orquídea chuva-de-ouro, dracena, samambaia e avenca. O conjunto, com acabamento de tinta preta, utilizou 176 módulos de GreenWall.
Ivam Grambek

Jardim
Após a execução da parede é preciso aguardar sete dias para início do plantio. Respeitado esse período, o plantio das espécies é feito de maneira usual. O substrato fica alojado na parte inferior do módulo, que tem capacidade para 3 kg, e a escolha das espécies deve respeitar o clima e a insolação do local. As plantas ideais para esse tipo de jardim não podem apresentar raízes profundas, nem necessitar de grande quantidade de terra e de água para seu desenvolvimento, para não terem seu crescimento comprometido.
Dependendo do tamanho do painel, a irrigação pode ser feita manualmente, porém, para dimensões maiores, o módulo permite a adaptação de um sistema embutido de irrigação por gotejamento. A facilidade construtiva permite que o produto acondicione soluções de irrigação automáticas, garatindo a qualidade da formação verde após o plantio, além da manutenção descomplicada.

fonte: http://revistacasaeconstrucao.uol.com.br/ESCC/Edicoes/60/artigo179530-2.asp

sexta-feira, julho 30, 2010

O jardim perdido

Este jardim, no Sul da Inglaterra, pertenceu à família Tremayne, no século 16.

No entanto, em 1914, a primeira Guerra Mundial levou à morte 16 dos 22 jardineiros que trabalhavam para a família.

A partir daí, totalmente abandonado, o jardim foi gradativamente sendo coberto pelo mato e, assim, desaparecendo.





Em 1991, o escritor e poeta, Thomas Gray, incentivou os moradores da região a formarem um grupo com o objetivo de restaurar o jardim, respeitando todas suas características originais. 
O extenso restauro do jardim demorou 14 anos para ser totalmente concluído, sendo transformado em ponto turístico.  

A atitude do grupo teve êxito notável, não só com a revitalização do jardim, mas também porque colaborou com a economia  local, gerando empregos na região de Heligan.


fonte:   http://blogdepaisagismo.lopes.com.br