sexta-feira, abril 02, 2010

Estantes com caixote de feira

 A idéia não é nova: usar caixas de madeira, daquelas de feira, como espaços para guardar coisas em casa.



Quatro nichos de 60 x 35 cm, profundidade de 40 cm, recortados em uma parede de drywall, deram origem à estante arrematada por caixotes de madeira.
E não é que o visual rústico ficou charmoso?



São simples de customizar e dão um ar despojado em qualquer ambiente!!! Podem ser pintados, só envernizados, forrados com tecido, papel... Decoração custo quase zero!!!

quarta-feira, março 31, 2010

Projeto - Bilheteria Campo de Futebol

Bilheteria Campo de Futebol







Cidade: Mato Grosso, PB
Projeto: Lorena  Cavalcanti

quarta-feira, março 24, 2010

Dicas de Reforma

Uma amiga frequentadora do blog está em fase de mudança e as vezes  me pede algumas dicas sobre a sua reforma e ambientação. Estava pensando e tive uma idéia nova para este espaço. Vou abrir uma oportunidade no blog para esclarecer dúvidas rápidas fazendo uma consultoria rápida online para quem estiver precisando.

 Profª. Vânia Almeida de Brasília :

Não sei se coloco papel de parede ou um quadro na cabeceira de minha cama, o que vc sugere.Vi uma montagem sua de um quarto com sua foto na cabeceira, ficou lindo, é desse jeito que estou pensando em fazer.

Também quero por um adesivo de parede na sala de estar, acima do sofá, o que acha?

Eu não tenho muitas informações sobre o local mas vou deixar algumas sugestões interessantes. 

Esta maquete eletrônica de um quarto que fiz  o pessoal gostou muito da idéia, com o criado mudo suspenso e um quadro com foto no centro, com pendentes.


Alguns projetos de bom gosto que me servem como projetos correlatos:







Para a sala:










 Adorei essa sala, eu gosto muito de cor nos projetos.
 http://www.designwall.hd1.com.br, o rapaz veio aqui no blog e deixou o seu contato.

terça-feira, março 23, 2010

Banheiro Acessível para Deficientes

De acordo com a NBR 9050

BOX
  • piso e proteção anti-derrapante 
  • Largura mínima do box : 80 cm
  • Desnível máximo de 1,5 cm em relação ao piso do banheiro
  • Assento para banho fixo, largura mínima 45 cm, altura 46 cm do piso
  • Suporte/ corrimão lateral/ barras de apoio alturas variáveis
  • Chuveiro portátil
  • Porta objetos fixo
  • Saboneteira para sabão líquido com altura média de1,20 m
  • Fechamento do box com material inquebrável e firme, sistemas de porta de correr, ou utilização apenas de cortina plástica
  • Torneiras de fácil manuseio – monocomando
  • Tapete externo de borracha com ventosas
  • Porta toalha bem próximo ao box altura média de 1,30 m


    projeto-de-banheiro-para-deficiente
    projeto de banheiro de deficiente


    VASO SANITÁRIO
    • Altura média : 48 a 50 cm
    • Aumentar em 10 cm a base do vaso, conforme indica a NBR 9050
    • Descarga simples – caixa acoplada, ou descarga por botão
    • Ducha higiênica manual altura média de 45 cm do piso
    • Sabonete líquido próximo
    • Papeleira externa de fácil acesso altura média de 45 cm do piso
    • Barras de apoio altura de 30 cm acima do tampo do vaso. 
    assento-para-deficiente2

    segunda-feira, março 22, 2010

    Dia Mundial da Água

    Dia Mundial da Água

    História do Dia Mundial da Água, 22 de março, Declaração Universal dos Direitos da Água, sugestões de preservação.

    O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

    No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” . Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

    Declaração Universal dos Direitos da Água

     Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

    Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

    Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

    Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

    Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

    Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

    Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

    Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

    Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

    Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. 

    domingo, março 21, 2010

    Papel de Parede


    O PAPEL DE PAREDE pode ser usado numa única parede, principalmente se o ambiente for grande. Para que o efeito seja mais surpreendente, experimente colocar algo mais discreto nas paredes maiores e escolha, uma das paredes menores do ambiente, para aplicar algo mais extravagante, assim, você cria um ambiente lindo, sem ser cansativo ou carregado.



    A superfície precisa estar lisa e sem sinais de umidade. O ideal é pintá-la com tinta látex PVA fosca. Enjoou da estampa? Antes de substituí-la, é recomendável remover o papel original. Se a parede estiver em bom estado, basta uma nova demão de tinta. É possível aplicar o papel sobre o azulejo antigo desde que a área seja uniformizada com o preenchimento dos rejuntes. ão exagere na limpeza: modelos com proteção de vinil aceitam no máximo pano úmido com sabão neutro.

    https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjpeAy73Y790Se3DYHW22uJF6fSQr3bP8sI0ATYBnOKRIQEIksMD7Z9UMuB72hozX9BQ7ohhRQZYdOIP3MgviDWvduF2t9MtKxQvYyZ2QYvd4VAZT0z2Ixu-zw8Jj7aO-3VmK3reMI4seQ/s400/papelSanderson-Pompom-image-LR.jpg








      








    quinta-feira, março 18, 2010

    Casa ecoeficiente em Campina Grande

    Casa ecoeficiente, parceria SENAI e FIEP em Campina Grande, Paraíba


    Casa Ecoeficiente, com sede no Centro de Inovação e Tecnologia Industrial do Senai, no município de Campina Grande, PB, onde funciona o Laboratório de Energias Renováveis, uma iniciativa do Senai em parceria com a Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep). 

    Com área útil de 350 metros quadrados, a casa oferece programas de formação profissional, serviços tecnológicos e a difusão de tecnologias nas áreas das energias solar térmica, solar fotovoltaica e eólica. Foi projetada com ventilação e iluminação naturais, tijolos e paredes monolíticas de solo-cimento, painéis térmicos (compostos por placas de isopor e resíduos sólidos), telhas de fibras vegetais e piso feito com madeira de demolição e resíduos industriais. 

    A energia elétrica vem de um sistema híbrido, composto por painéis fotovoltaicos, com potência de mil watts, e uma turbina eólica, com a mesma potência. O sistema híbrido fornece energia para toda a casa, que dispõe de estação de tratamento de águas servidas para reúso, cata-vento para captação de água do poço, sistema solar para aquecimento de água e um dessalinizador. 

    A sala de visita se transformou em auditório para palestras e exposições; os quartos são laboratórios para cursos e desenvolvimento de experimentos e pesquisas; a cozinha e a área de serviço funcionam como laboratório de eficiência energética, equipado com eletrodomésticos usuais ligados à energia solar e eólica, e o banheiro serve como demonstrativo do aquecedor solar e de reúso de águas.


    quarta-feira, março 17, 2010

    GESSO: UM MATERIAL ECOLÓGICO

    Por suas características, é considerado material ecológico em todas as fases, desde a mineração da gipsita, a matéria-prima, até a aplicação final.

    •Por suas propriedades físico-químicas, o gesso é con-siderado isolante térmico e acústico natural;

    • Não é inflamável;

    •É inodoro;

    • Não agride a pele (tem uso biológico);

    • Não forma fibras;

    • Não libera poeira depois de instalado.

    O minério de gesso (gipsita), formado entre 100 e 200 milhões de anos atrás, está presente em grande parte da superfície terrestre. Sua extração não gera resíduos tóxicos e requer pouca interferência na superfície. As fábricas de chapas de gesso e outros derivados da gipsita são instalações limpas, que somente liberam vapor d'água na atmosfera.

    POR QUE O GESSO?

    Mesmo com questões relacionadas à durabilidade e qualidade, o gesso sempre foi trabalhado como solução e hoje ganha alguns pontos a mais. Com os devidos cuidados, o gesso tem a mesma durabilidade do que qualquer outra matéria-prima, a exemplo da madeira. A mistura para a formação do gesso recebe barbantes ou telas de sisal, o que oferece ainda mais resistência,.

    A utilização de barbantes de sisal é especialmente indicada para peças grandes, o que garante estabilidade ao material e garantia de um bom resultado final.

    Profissionais de arquitetura e decoração são os que mais investem e acreditam no gesso como opção de acabamento.

    Hoje em dia utilizamos muito o gesso para decorar ambientes, criar detalhes e garantir um toque diferenciado a cada trabalho. Além disso, ele nos permite reparar imperfeições da construção, como rebaixar teto com gesso e disfarçar vigas de sustentação, canos e tubulações.

    Como moldura, ele oferece melhor acabamento e destaca a cor do teto e da parede.

    O gesso é um produto barato, com facilidade de restauro, simplicidade na manutenção e acabamento perfeito.

    É importante que o cliente tenha uma boa idéia do que quer fazer com gesso e que escolha uma empresa conceituada, capaz de atender suas solicitações.

    CARACTERÍSTICAS DO GESSO

    • Leveza: paredes, divisórias e peças de gesso são mais leves do que peças feitas de outro material; e podem ser usadas em apartamentos, sem alterar a estrutura.

    • Facilidade de manuseio para execução de detalhes. o Apesar da inevitável sujeira - seu ponto fraco, não há como evitá-la -, muitos preferem ter uma parede de gesso no apartamento a enfrentar o sobe-e-desce e a sujeira de cimento, pedra, cal e água.

    • Rapidez de aplicação.

    • Resistência, desde que trabalhado com fios de algodão ou sisal que garantam essa característica.
    • Recebe bem todos os tipos de pintura e acabamento.

    •Sua manutenção é simples: basta pano úmido e sabão de coco.

    • Saiba que o gesso não suporta água.

    Por isso os profissionais recomendam sua aplicação apenas em ambientes internos ou protegidos da chuva.

    Terreno

    Com o terreno comprado, se você ainda não tem o profissional responsável pelo projeto, é hora de contratá-lo. Converse com amigos que já passaram por esta experiência e peça indicações de bons profissionais.

    Para o projeto completo você irá precisar de um arquiteto, um engenheiro estrutural, um engenheiro de instalações elétricas e hidráulicas.

    O arquiteto será responsável pelo contato mais direto com os futuros moradores, em um relacionamento de muita conversa para entender com clareza os anseios do cliente e interpretar suas necessidades e desejos em boas idéias e soluções inteligentes.

    O engenheiro estrutural cuidará do dimensionamento da fundação e da estrutura de sua casa. Seu bom desempenho é muito importante, pois é através de seu conhecimento que são determinados o tamanho e a quantidade ideal das ferragens, sem sobrecarga fazendo com que sua obra fique mais barata e segura.

    O engenheiro de instalações hidráulicas será responsável por especificar o local e o tamanho dos tubos e conexões que compõem a rede de água e esgoto, além do dimensionamento dos sistemas de aquecimento.

    O engenheiro de instalações elétricas definirá a localização do quadro geral, o aterramento do sistema, os circuitos para as instalações elétricas e o diâmetro dos fios para que não haja sobrecarga e risco de curto-circuito ou até mesmo incêndio.

    O paisagista (arquiteto) cuidará da área externa, através de um projeto de "arquitetura de exteriores", que pode ou não incluir vegetação (sim, é possível fazer um belo paisagismo sem plantas). Este projeto será um complemento da arquitetura, e por isso, deve ser feito em conjunto com os outros projetos, e não ao fim da obra.



    Dependendo do tamanho da obra, muitas pessoas optam pela não contratação de todos os profissionais, deixando a encargo somente do arquiteto - que deve ter um conhecimento básico de todos estes assuntos, mas não é um especialista em estruturas e instalações - ou a encargo da mão de obra, que resolve os problemas durante o andamento da obra, causando justamente o que todos querem evitar: atrasos, quebra-quebra e desperdício de materiais.

    fonte: http://arquitetandooficinadeprojetos.blogspot.com/2009/02/escolha-do-profissional.html

    segunda-feira, março 15, 2010

    Materiais ecológicos

    O que são materiais ecológicos ou ecoprodutos?

    Ecoprodutos são todos artigos de origem artesanal ou industrializada, que sejam não -poluentes, atóxicos, benéficos ao meio ambiente e á saúde dos seres vivos, contribuindo para o desenvolvimento sustentável.

    Como saber se o material/tecnologia é sustentável ou menos impactante?

    * Matéria-prima – é virgem ou reciclada? Como é extraída? É um recurso renovável?
    * Qual é o processo produtivo? Apresenta baixo consumo de energia? E de água? O processo é poluente? (ar, água, terra, som). Gera que tipo de resíduos?
    * O produto é poluente?
    * Sua instalação, manutenção gera resíduos?
    * Como é a logística de distribuição do produto? Consome muita energia?
    * E a embalagem? Possui potencial de reciclagem ou de reuso?
    * Possui algum tipo de certificação ( tipo ISSO 14001) ou SELO?


    PEDRA

    Um dos preceitos básicos da arquitetura sustentável é aproveitar os materiais disponíveis próximo à obra. Portanto, em locais com pedra em abundância, utilizá-la é um procedimento adequado

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    Pedras pizarra revestem a sala de jantar projetada por Fabiana Avanzi e Tininha Loureiro.


    O processo de extração é ainda mais impactante quando feito em blocos, como no caso do granito. "Sobram muitos pedaços de rocha que não têm uso."

    Já numa lavra de mármore bem conduzida, a quantidade de sobras é menor. Esse tipo de pedra também leva vantagem em relação ao granito no aproveitamento das sobras, que são moídas e usadas na agricultura, como corretivo do solo. Depois de extraídos, os blocos de pedra vão para as serrarias, onde são cortados em placas, e a seguir para as marmorarias, de onde saem como revestimentos, tampos e bancadas.

    Nessas etapas, o ponto crítico é o destino da chamada polpa, uma mistura formada pelo pó resultante da serragem e do polimento e pela água consumida nesses processos. Se liberado na natureza sem tratamento, esse material pode turvar e assorear os cursos d'água próximos.
    Em resumo: o setor de pedras ornamentais ainda está se organizando na busca da certificação. Por enquanto, não é possível ter certeza de que o produto que compramos foi extraído e processado de acordo com as leis ambientais.

    Solo-cimento, solução para economia e sustentabilidade



    O solo-cimento está por aí há décadas, mas seu uso ainda é bem restrito. Com isto, florestas inteiras são devastadas para produzir tijolos cerâmicos que, além de tudo, são mais caros. Conheça as características do solo-cimento e procure utilizá-lo, a natureza agradece (e seu bolso também).

    Muito se tem falado em sustentabilidade, de suas premissas e também de sua necessidade imediata. Mas pouco se fala nas soluções, além das óbvias reciclagem de água e economia de energia, que deveriam ser preocupação de qualquer cidadão.

    As autoridades só se preocupam com o barateamento da construção popular, para produzir mais habitações com menos verba, e logo pensam em economizar nas paredes e materiais de acabamento, mas parece que o solo-cimento vem sendo negligenciado, não entendemos muito bem porque.

    Casa popular feita com tijolos de solo-cimento em Cuiabá-MT
    Casa popular feita com tijolos de solo-cimento em Cuiabá-MT
    O solo-cimento é um material alternativo de baixo custo, obtido pela mistura de solo, água e um pouco de cimento. A massa compactada endurece com o tempo, em poucos dias ganha consistência e durabilidade suficientes para diversas aplicações na construção civil, indo de paredes e pisos até muros de arrimo.

    O solo-cimento é uma evolução de técnicas de construção do passado, como o adobe e a taipa. A vantagem é que os aglomerantes naturais, de características variáveis e instáveis, foram substituídas pelo cimento, produto industrializado e de qualidade controlada.

    Há duas grandes áreas onde o solo-cimento pode ser uma solução muito interessante. A primeira está nos loteamentos populares, onde a própria comunidade pode produzir tijolos e pisos com maquinário simples e a baixíssimo custo. Outra área, mais sofisticada e tão importante quanto, são os condomínios onde a ecologia e a sustentabilidade ditam regras. Nestes empreendimentos, o solo-cimento pode ser produzido igualmente no local, diminuindo o custo da construção, agredindo muito menos o meio ambiente, usando mão-de-obra da região e, de quebra, produzindo habitações com um conforto térmico insuperável, ajudando a diminuir a necessidade de ar condicionado e calefação, novamente, ajudando o meio-ambiente e diminuindo a demanda por energia.

    Modos de utilização

    Na construção civil, o solo-cimento pode ser usado de quatro maneiras diferentes: em tijolos ou blocos, nos pisos e contrapisos, em paredes maciças e também ensacado. Vejamos:

    Tijolos ou blocos -- São produzidos manualmente ou em pequenas prensas, dispensando a queima em fornos. Eles só precisam ser umedecidos para se tornar muito resistentes e com excelente aspecto.

    Paredes maciças – Técnica similar à taipa de pilão usada no período colonial. A a massa é compactada diretamente na forma montada no próprio local da parede, em camadas sucessivas, no sentido vertical, formando painéis inteiriços sem juntas horizontais.

    Pavimentos -- O solo-cimento também é compactado no local, com o auxílio de formas, mas em uma única camada. No final, o piso fica constituído por placas maciças, totalmente apoiadas no chão.

    Ensacado – A mistura de solo-cimento, em formato de uma “farofa úmica”, é colocada em sacos que funcionam como formas. Os sacos têm a boca costurada, depois são colocados na posição de uso, onde são imediatamente compactados, um a um. O resultado é similar à construção de muros de arrimo com matacões, isto é, como grandes blocos de pedra.

    Componentes utilizados no solo-cimento

    Conforme já dissemos, o solo-cimento nada mais é do que uma mistura de cimento, água e solo. Mas não é qualquer solo, o ideal é usar areia argilosa, onde a maior é areia e a menor é de argila. A areia pura não contém argila, assim não é adequada para o solo-cimento, na verdade, estaríamos produzindo blocos de concreto ao invés de tijolos de solo-cimento.

    O solo argiloso, que contém mais argila do que areia, também não é adequado pois requer uma quantidade maior de cimento, sendo difícil de misturar e compactar. Mas este tipo de solo pode ser corrigido, basta adicionar areia. Claro que há limites econômicos e técnicos para isso, por isto é melhor fazer alguns testes e colocar na ponta do lápis até que ponto é interessante corrigir um solo inadequado ou partir logo para blocos de concreto ou cerâmicos tradicionais.

    O solo para a mistura deve estar limpo, sem galhos, folhas, raízes ou material orgânico. Aliás, solos com muito material não servem para a produção de solo-cimento.

    Testando o solo

    Antes de iniciar a produção é preciso saber se o solo é adequado ao solo-cimento, técnica e economicamente falando. Para saber, existe um teste bem simples, apelidado de “teste da caixa”, que consiste em fazer um corpo de prova da seguinte maneira:

    1 -- Retira-se uma amostra de aproximadamente 4kg do solo que está em avaliação. Não usar a camada superficial, que sempre contém matéria orgânica. A amostra de solo deve ficar secando até que possa passar por peneira com malha entre 4 a 6mm

    2 -- Misturar água aos poucos, até que a mistura, ao ser pressionada com uma colher de pedreiro, comece a grudar na lâmina.

    3 -- Colocar o solo já umedecido em uma caixa de madeira com as dimensões internas de 60 x 3,5 x 8,5 cm, conforme figura ao lado. A parte interna da caixa deve ser untada com óleo ou desformante comercial.

    4 -- Encher totalmente a forma, pressionando e alisando a superfície com a colher de pedreiro, certificando-se de não criar nenhum espaço vazio no interior da massa.

    5 -- Deixar a caixa em ambiente fechado, protegida do sol e da chuva durante 7 dias, molhando-a todos os dias. Depois disto, medir a retração ocorrida no sentido do comprimento da caixa e também nos dois lados da mesma. Some as três medidas. Se o valor ficar abaixo de 2 cm e se não aparecerem trincas no corpo de prova então o solo é adequado e pode ser usado.

    Certamente, o ideal é usar solo retirado do próprio local da obra. Caso ele não passe no teste da caixa será preciso procurar solo mais adequado em outro local. Aliás, o local de retirada do solo é denominado “jazida”. Por questões econômicas, a jazida deve ficar o mais próximo possível da obra, já que o custo do transporte pode inviabilizar economicamente o projeto.

    Assim, pode-se estudar várias misturas, com diferentes quantidades de cimento, e água e de adição de areia até conseguir um traço que atenda aos requisitos do teste da caixa de maneira a utilizar o solo do próprio local ou próximo a ele.

    Preparo do solo-cimento

    O traço da massa, ou seja, a dosagem dos componentes, deve ser estudada com cuidado fazendo quantos corpos de prova forem necessários. Em geral, nas obras de pequeno porte usa-se o traço padrão de 1 para 12, ou seja, uma parte de cimento para cada 12 partes de solo adequado, aquela mistura que aprovamos no teste da caixa.

    Em obras de maior porte o solo-cimento pode ser produzido em usinas ou centrais de mistura, com prensas manuais ou hidráulicas. Em obras de pequeno porte, a mistura é feita manualmente pois a mistura em betoneira é difícil pois o material tem muita liga.

    Antes de fazer a mistura é preciso passar o solo por uma peneira de malha entre 4 a 6 mm para retirar pedras e outras impurezas. Depois, esparramar o solo sobre uma superfície lisa e impermeável, numa camada com 20cm a 30cm de altura. Espalhar cimento sobre o solo peneirado e revolver bem, até a mistura ficar com coloração uniforme. Novamente, espalhar a mistura numa camada com 20cm a 30cm de altura e adicionar água, aos poucos, de preferência com um regador com crivo, misturando tudo novamente.

    Os componentes devem ser misturados até que a massa fique parecendo uma farofa úmida de coloração uniforme, próxima à cor do solo utilizado mas levemente escurecida devido à presença da água.

    Entretanto, atenção: é muito importante que a quantidade de água da mistura seja dosada com atenção. Muita água faz com que o material perca resistência e tenda a trincar. Com pouca água a compactação fica difícil e o solo-cimento ficará com menos resistência. Mas como saber se a proporção está certa? Bem, existem alguns pequenos testes práticos:

    Encha bem a mão com a mistura e aperte com força. Logo em seguida abra a mão e o bolo formado deve apresentar perfeitamente a marca dos dedos. Se isto não acontecer, a mistura está com pouca água.

    A seguir, levante o bolo até uma altura de 1 m e deixe cair. No impacto o bolo deve se desmanchar, caso contrário é porque a mistura está com muita água. Nesse caso, esparrame e revolva bastante a mistura, para que o excesso de água evapore, ou então adicione mais solo e cimento. Repita o teste, até estar certo de que a quantidade de água está adequada.

    A mistura do solo-cimento começa a endurecer rápido, devendo ser usada em no máximo duas horas após o preparo. Por isto, deve-se evitar preparar mais solo-cimento do que for ser utilizado nesse intervalo de tempo.

    Fabricação de tijolos: lançamento, compactação e cura

    Numa condição mais rudimentar, os tijolos podem ser feitos em pequenas formas de madeira com adensamento manual. Para agilizar o processo, a produção de pequenos volumes de tijolos pode ser feita com uma prensa manual, leve e de baixo custo. Cada prensa pode facilmente produzir 1500 tijolos por dia. O procedimento é simples:

    Prensa manual para produção de tijolos de solo-cimento
    Prensa manual para produção de tijolos de solo-cimento
    1 -- Abrir a tampa da forma da prensa e preenchê-la com a mistura de solo-cimento previamente preparada.

    2 -- Nivelar a mistura, retirando o excesso, e depois fechar a tampa da forma da prensa.

    3 -- Acionar a prensa para compactar a mistura.

    4 -- Acionar a alavanca da prensa para retirar os tijolos da forma.

    Após esta desforma, retirar cuidadosamente os tijolos da prensa. Eles devem ser empilhados em local protegido do sol e do vento, tomando o cuidado de fazer pilhas com no máximo 1,5m de altura. Feita a produção, é preciso cuidar da cura do cimento.

    A cura é feita nos tijolos recém produzidos, no local onde devem ficar armazenados, sem movimentação, pelos tempo em que dura o processo. Molhar os tijolos ao menos 3 vezes ao dia, durante os 7 primeiros dias. Após essa fase os tijolos estarão prontos para serem armazenados ou outro local ou usados imediatamente.

    As prensas manuais não produzem blocos de solo-cimento, apenas tijolos. Mas as prensas hidráulicas podem fabricar tanto tijolos quanto blocos de solo-cimento, com grande volume de produção, mas o preço do equipameto é elevado e só se justifica em obras de grande porte.

    Usando os tijolos

    Depois de fabricados e curados, os tijolos de solo-cimento podem ser usados normalmente, como se fossem tijolos comuns. A instalações hidráulicas e elétricas também são executadas do mesmo modo que nas construções convencionais.

    Não há necessidade de revestir as paredes feitas com solo-cimento, mas convém fazer uma pintura de impermeabilização à base de latex, esmalte ou técnica similar, para aumentar sua durabilidade, novamente, da mesma forma que se faz com alvenaria de tijolos comuns.

    Em resumo...

    A técnica do solo-cimento é muito interessante e tem inúmeras aplicações. Mostramos aqui apenas o básico para você conhecer alguma coisa dos procedimentos, mas consideramos de grande importância pesquisar o assunto e pensar, além das vantagens econômicas, também no lado social e da não-agressão ao meio-ambiente, ou seja, na sustentabilidade de seu empreendimento ou ação social.

    APLICAÇÕES DO SOLO-CIMENTO NA CONSTRUÇÃO CIVIL
    BenfeitoriaAplicação
    EdificaçõesFundação. Baldrame, sapata corrida ou parede maciça apoiada diretamente sobre o solo
    Alvenaria, com tijolos e blocos ou então em paredes maciças
    Piso e contra-piso, pavimentação
    PaisagismoPiso e contra-piso de passeios e calçadas
    Pátios e terreiros
    PavimentaçãoBase e sub-base de ruas e estradas
    Contenção de encostasMuro de arrimo com solo-cimento ensacado
    Contenção de córregosRevestimento dos taludes e canais com solo-cimento ensacado ou em parede maciça
    Pequenas barragensDique com solo-cimento ensacado
    Cabeceiras de pontes, pontilhões, bocas de galeriasMuro de arrimo com solo-cimento ensacado