sexta-feira, abril 02, 2010
Estantes com caixote de feira
quarta-feira, março 31, 2010
quarta-feira, março 24, 2010
Dicas de Reforma
Profª. Vânia Almeida de Brasília :
Não sei se coloco papel de parede ou um quadro na cabeceira de minha cama, o que vc sugere.Vi uma montagem sua de um quarto com sua foto na cabeceira, ficou lindo, é desse jeito que estou pensando em fazer.
Também quero por um adesivo de parede na sala de estar, acima do sofá, o que acha?
Eu não tenho muitas informações sobre o local mas vou deixar algumas sugestões interessantes.
Esta maquete eletrônica de um quarto que fiz o pessoal gostou muito da idéia, com o criado mudo suspenso e um quadro com foto no centro, com pendentes.
Alguns projetos de bom gosto que me servem como projetos correlatos:

terça-feira, março 23, 2010
Banheiro Acessível para Deficientes
BOX
- piso e proteção anti-derrapante
- Largura mínima do box : 80 cm
- Desnível máximo de 1,5 cm em relação ao piso do banheiro
- Assento para banho fixo, largura mínima 45 cm, altura 46 cm do piso
- Suporte/ corrimão lateral/ barras de apoio alturas variáveis
- Chuveiro portátil
- Porta objetos fixo
- Saboneteira para sabão líquido com altura média de1,20 m
- Fechamento do box com material inquebrável e firme, sistemas de porta de correr, ou utilização apenas de cortina plástica
- Torneiras de fácil manuseio – monocomando
- Tapete externo de borracha com ventosas
- Porta toalha bem próximo ao box altura média de 1,30 m
VASO SANITÁRIO
- Altura média : 48 a 50 cm
- Aumentar em 10 cm a base do vaso, conforme indica a NBR 9050
- Descarga simples – caixa acoplada, ou descarga por botão
- Ducha higiênica manual altura média de 45 cm do piso
- Sabonete líquido próximo
- Papeleira externa de fácil acesso altura média de 45 cm do piso
- Barras de apoio altura de 30 cm acima do tampo do vaso.
segunda-feira, março 22, 2010
Dia Mundial da Água
História do Dia Mundial da Água, 22 de março, Declaração Universal dos Direitos da Água, sugestões de preservação.
No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” . Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.
Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.
Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.
Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.
Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.
Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.
domingo, março 21, 2010
Papel de Parede

O PAPEL DE PAREDE pode ser usado numa única parede, principalmente se o ambiente for grande. Para que o efeito seja mais surpreendente, experimente colocar algo mais discreto nas paredes maiores e escolha, uma das paredes menores do ambiente, para aplicar algo mais extravagante, assim, você cria um ambiente lindo, sem ser cansativo ou carregado.
quinta-feira, março 18, 2010
Casa ecoeficiente em Campina Grande
quarta-feira, março 17, 2010
GESSO: UM MATERIAL ECOLÓGICO
Por suas características, é considerado material ecológico em todas as fases, desde a mineração da gipsita, a matéria-prima, até a aplicação final.
•Por suas propriedades físico-químicas, o gesso é con-siderado isolante térmico e acústico natural;
• Não é inflamável;
•É inodoro;
• Não agride a pele (tem uso biológico);
• Não forma fibras;
• Não libera poeira depois de instalado.
O minério de gesso (gipsita), formado entre 100 e 200 milhões de anos atrás, está presente em grande parte da superfície terrestre. Sua extração não gera resíduos tóxicos e requer pouca interferência na superfície. As fábricas de chapas de gesso e outros derivados da gipsita são instalações limpas, que somente liberam vapor d'água na atmosfera.
POR QUE O GESSO?
Mesmo com questões relacionadas à durabilidade e qualidade, o gesso sempre foi trabalhado como solução e hoje ganha alguns pontos a mais. Com os devidos cuidados, o gesso tem a mesma durabilidade do que qualquer outra matéria-prima, a exemplo da madeira. A mistura para a formação do gesso recebe barbantes ou telas de sisal, o que oferece ainda mais resistência,.
A utilização de barbantes de sisal é especialmente indicada para peças grandes, o que garante estabilidade ao material e garantia de um bom resultado final.
Profissionais de arquitetura e decoração são os que mais investem e acreditam no gesso como opção de acabamento.
Hoje em dia utilizamos muito o gesso para decorar ambientes, criar detalhes e garantir um toque diferenciado a cada trabalho. Além disso, ele nos permite reparar imperfeições da construção, como rebaixar teto com gesso e disfarçar vigas de sustentação, canos e tubulações.
Como moldura, ele oferece melhor acabamento e destaca a cor do teto e da parede.
O gesso é um produto barato, com facilidade de restauro, simplicidade na manutenção e acabamento perfeito.
É importante que o cliente tenha uma boa idéia do que quer fazer com gesso e que escolha uma empresa conceituada, capaz de atender suas solicitações.
CARACTERÍSTICAS DO GESSO
• Leveza: paredes, divisórias e peças de gesso são mais leves do que peças feitas de outro material; e podem ser usadas em apartamentos, sem alterar a estrutura.
• Facilidade de manuseio para execução de detalhes. o Apesar da inevitável sujeira - seu ponto fraco, não há como evitá-la -, muitos preferem ter uma parede de gesso no apartamento a enfrentar o sobe-e-desce e a sujeira de cimento, pedra, cal e água.
• Rapidez de aplicação.
• Resistência, desde que trabalhado com fios de algodão ou sisal que garantam essa característica.
• Recebe bem todos os tipos de pintura e acabamento.
•Sua manutenção é simples: basta pano úmido e sabão de coco.
• Saiba que o gesso não suporta água.
Por isso os profissionais recomendam sua aplicação apenas em ambientes internos ou protegidos da chuva.
Terreno

Dependendo do tamanho da obra, muitas pessoas optam pela não contratação de todos os profissionais, deixando a encargo somente do arquiteto - que deve ter um conhecimento básico de todos estes assuntos, mas não é um especialista em estruturas e instalações - ou a encargo da mão de obra, que resolve os problemas durante o andamento da obra, causando justamente o que todos querem evitar: atrasos, quebra-quebra e desperdício de materiais.
segunda-feira, março 15, 2010
Materiais ecológicos
Ecoprodutos são todos artigos de origem artesanal ou industrializada, que sejam não -poluentes, atóxicos, benéficos ao meio ambiente e á saúde dos seres vivos, contribuindo para o desenvolvimento sustentável.
Como saber se o material/tecnologia é sustentável ou menos impactante?
* Matéria-prima – é virgem ou reciclada? Como é extraída? É um recurso renovável?
* Qual é o processo produtivo? Apresenta baixo consumo de energia? E de água? O processo é poluente? (ar, água, terra, som). Gera que tipo de resíduos?
* O produto é poluente?
* Sua instalação, manutenção gera resíduos?
* Como é a logística de distribuição do produto? Consome muita energia?
* E a embalagem? Possui potencial de reciclagem ou de reuso?
* Possui algum tipo de certificação ( tipo ISSO 14001) ou SELO?
PEDRA
Um dos preceitos básicos da arquitetura sustentável é aproveitar os materiais disponíveis próximo à obra. Portanto, em locais com pedra em abundância, utilizá-la é um procedimento adequado
Já numa lavra de mármore bem conduzida, a quantidade de sobras é menor. Esse tipo de pedra também leva vantagem em relação ao granito no aproveitamento das sobras, que são moídas e usadas na agricultura, como corretivo do solo. Depois de extraídos, os blocos de pedra vão para as serrarias, onde são cortados em placas, e a seguir para as marmorarias, de onde saem como revestimentos, tampos e bancadas.
Nessas etapas, o ponto crítico é o destino da chamada polpa, uma mistura formada pelo pó resultante da serragem e do polimento e pela água consumida nesses processos. Se liberado na natureza sem tratamento, esse material pode turvar e assorear os cursos d'água próximos.
Em resumo: o setor de pedras ornamentais ainda está se organizando na busca da certificação. Por enquanto, não é possível ter certeza de que o produto que compramos foi extraído e processado de acordo com as leis ambientais.
Solo-cimento, solução para economia e sustentabilidade
O solo-cimento está por aí há décadas, mas seu uso ainda é bem restrito. Com isto, florestas inteiras são devastadas para produzir tijolos cerâmicos que, além de tudo, são mais caros. Conheça as características do solo-cimento e procure utilizá-lo, a natureza agradece (e seu bolso também).
Muito se tem falado em sustentabilidade, de suas premissas e também de sua necessidade imediata. Mas pouco se fala nas soluções, além das óbvias reciclagem de água e economia de energia, que deveriam ser preocupação de qualquer cidadão.
As autoridades só se preocupam com o barateamento da construção popular, para produzir mais habitações com menos verba, e logo pensam em economizar nas paredes e materiais de acabamento, mas parece que o solo-cimento vem sendo negligenciado, não entendemos muito bem porque.
| Casa popular feita com tijolos de solo-cimento em Cuiabá-MT |
O solo-cimento é uma evolução de técnicas de construção do passado, como o adobe e a taipa. A vantagem é que os aglomerantes naturais, de características variáveis e instáveis, foram substituídas pelo cimento, produto industrializado e de qualidade controlada.
Há duas grandes áreas onde o solo-cimento pode ser uma solução muito interessante. A primeira está nos loteamentos populares, onde a própria comunidade pode produzir tijolos e pisos com maquinário simples e a baixíssimo custo. Outra área, mais sofisticada e tão importante quanto, são os condomínios onde a ecologia e a sustentabilidade ditam regras. Nestes empreendimentos, o solo-cimento pode ser produzido igualmente no local, diminuindo o custo da construção, agredindo muito menos o meio ambiente, usando mão-de-obra da região e, de quebra, produzindo habitações com um conforto térmico insuperável, ajudando a diminuir a necessidade de ar condicionado e calefação, novamente, ajudando o meio-ambiente e diminuindo a demanda por energia.
Modos de utilização
Na construção civil, o solo-cimento pode ser usado de quatro maneiras diferentes: em tijolos ou blocos, nos pisos e contrapisos, em paredes maciças e também ensacado. Vejamos:
Tijolos ou blocos -- São produzidos manualmente ou em pequenas prensas, dispensando a queima em fornos. Eles só precisam ser umedecidos para se tornar muito resistentes e com excelente aspecto.
Paredes maciças – Técnica similar à taipa de pilão usada no período colonial. A a massa é compactada diretamente na forma montada no próprio local da parede, em camadas sucessivas, no sentido vertical, formando painéis inteiriços sem juntas horizontais.
Pavimentos -- O solo-cimento também é compactado no local, com o auxílio de formas, mas em uma única camada. No final, o piso fica constituído por placas maciças, totalmente apoiadas no chão.
Ensacado – A mistura de solo-cimento, em formato de uma “farofa úmica”, é colocada em sacos que funcionam como formas. Os sacos têm a boca costurada, depois são colocados na posição de uso, onde são imediatamente compactados, um a um. O resultado é similar à construção de muros de arrimo com matacões, isto é, como grandes blocos de pedra.
Componentes utilizados no solo-cimento
Conforme já dissemos, o solo-cimento nada mais é do que uma mistura de cimento, água e solo. Mas não é qualquer solo, o ideal é usar areia argilosa, onde a maior é areia e a menor é de argila. A areia pura não contém argila, assim não é adequada para o solo-cimento, na verdade, estaríamos produzindo blocos de concreto ao invés de tijolos de solo-cimento.
O solo argiloso, que contém mais argila do que areia, também não é adequado pois requer uma quantidade maior de cimento, sendo difícil de misturar e compactar. Mas este tipo de solo pode ser corrigido, basta adicionar areia. Claro que há limites econômicos e técnicos para isso, por isto é melhor fazer alguns testes e colocar na ponta do lápis até que ponto é interessante corrigir um solo inadequado ou partir logo para blocos de concreto ou cerâmicos tradicionais.
O solo para a mistura deve estar limpo, sem galhos, folhas, raízes ou material orgânico. Aliás, solos com muito material não servem para a produção de solo-cimento.
Testando o solo
Antes de iniciar a produção é preciso saber se o solo é adequado ao solo-cimento, técnica e economicamente falando. Para saber, existe um teste bem simples, apelidado de “teste da caixa”, que consiste em fazer um corpo de prova da seguinte maneira:
1 -- Retira-se uma amostra de aproximadamente 4kg do solo que está em avaliação. Não usar a camada superficial, que sempre contém matéria orgânica. A amostra de solo deve ficar secando até que possa passar por peneira com malha entre 4 a 6mm
3 -- Colocar o solo já umedecido em uma caixa de madeira com as dimensões internas de 60 x 3,5 x 8,5 cm, conforme figura ao lado. A parte interna da caixa deve ser untada com óleo ou desformante comercial.
4 -- Encher totalmente a forma, pressionando e alisando a superfície com a colher de pedreiro, certificando-se de não criar nenhum espaço vazio no interior da massa.
5 -- Deixar a caixa em ambiente fechado, protegida do sol e da chuva durante 7 dias, molhando-a todos os dias. Depois disto, medir a retração ocorrida no sentido do comprimento da caixa e também nos dois lados da mesma. Some as três medidas. Se o valor ficar abaixo de 2 cm e se não aparecerem trincas no corpo de prova então o solo é adequado e pode ser usado.
Certamente, o ideal é usar solo retirado do próprio local da obra. Caso ele não passe no teste da caixa será preciso procurar solo mais adequado em outro local. Aliás, o local de retirada do solo é denominado “jazida”. Por questões econômicas, a jazida deve ficar o mais próximo possível da obra, já que o custo do transporte pode inviabilizar economicamente o projeto.
Assim, pode-se estudar várias misturas, com diferentes quantidades de cimento, e água e de adição de areia até conseguir um traço que atenda aos requisitos do teste da caixa de maneira a utilizar o solo do próprio local ou próximo a ele.
Preparo do solo-cimento
O traço da massa, ou seja, a dosagem dos componentes, deve ser estudada com cuidado fazendo quantos corpos de prova forem necessários. Em geral, nas obras de pequeno porte usa-se o traço padrão de 1 para 12, ou seja, uma parte de cimento para cada 12 partes de solo adequado, aquela mistura que aprovamos no teste da caixa.
Em obras de maior porte o solo-cimento pode ser produzido em usinas ou centrais de mistura, com prensas manuais ou hidráulicas. Em obras de pequeno porte, a mistura é feita manualmente pois a mistura em betoneira é difícil pois o material tem muita liga.
Antes de fazer a mistura é preciso passar o solo por uma peneira de malha entre 4 a 6 mm para retirar pedras e outras impurezas. Depois, esparramar o solo sobre uma superfície lisa e impermeável, numa camada com 20cm a 30cm de altura. Espalhar cimento sobre o solo peneirado e revolver bem, até a mistura ficar com coloração uniforme. Novamente, espalhar a mistura numa camada com 20cm a 30cm de altura e adicionar água, aos poucos, de preferência com um regador com crivo, misturando tudo novamente.
Os componentes devem ser misturados até que a massa fique parecendo uma farofa úmida de coloração uniforme, próxima à cor do solo utilizado mas levemente escurecida devido à presença da água.
Entretanto, atenção: é muito importante que a quantidade de água da mistura seja dosada com atenção. Muita água faz com que o material perca resistência e tenda a trincar. Com pouca água a compactação fica difícil e o solo-cimento ficará com menos resistência. Mas como saber se a proporção está certa? Bem, existem alguns pequenos testes práticos:
Encha bem a mão com a mistura e aperte com força. Logo em seguida abra a mão e o bolo formado deve apresentar perfeitamente a marca dos dedos. Se isto não acontecer, a mistura está com pouca água.
A seguir, levante o bolo até uma altura de 1 m e deixe cair. No impacto o bolo deve se desmanchar, caso contrário é porque a mistura está com muita água. Nesse caso, esparrame e revolva bastante a mistura, para que o excesso de água evapore, ou então adicione mais solo e cimento. Repita o teste, até estar certo de que a quantidade de água está adequada.
A mistura do solo-cimento começa a endurecer rápido, devendo ser usada em no máximo duas horas após o preparo. Por isto, deve-se evitar preparar mais solo-cimento do que for ser utilizado nesse intervalo de tempo.
Fabricação de tijolos: lançamento, compactação e cura
Numa condição mais rudimentar, os tijolos podem ser feitos em pequenas formas de madeira com adensamento manual. Para agilizar o processo, a produção de pequenos volumes de tijolos pode ser feita com uma prensa manual, leve e de baixo custo. Cada prensa pode facilmente produzir 1500 tijolos por dia. O procedimento é simples:
| Prensa manual para produção de tijolos de solo-cimento |
2 -- Nivelar a mistura, retirando o excesso, e depois fechar a tampa da forma da prensa.
3 -- Acionar a prensa para compactar a mistura.
4 -- Acionar a alavanca da prensa para retirar os tijolos da forma.
Após esta desforma, retirar cuidadosamente os tijolos da prensa. Eles devem ser empilhados em local protegido do sol e do vento, tomando o cuidado de fazer pilhas com no máximo 1,5m de altura. Feita a produção, é preciso cuidar da cura do cimento.
A cura é feita nos tijolos recém produzidos, no local onde devem ficar armazenados, sem movimentação, pelos tempo em que dura o processo. Molhar os tijolos ao menos 3 vezes ao dia, durante os 7 primeiros dias. Após essa fase os tijolos estarão prontos para serem armazenados ou outro local ou usados imediatamente.
As prensas manuais não produzem blocos de solo-cimento, apenas tijolos. Mas as prensas hidráulicas podem fabricar tanto tijolos quanto blocos de solo-cimento, com grande volume de produção, mas o preço do equipameto é elevado e só se justifica em obras de grande porte.
Usando os tijolos
Depois de fabricados e curados, os tijolos de solo-cimento podem ser usados normalmente, como se fossem tijolos comuns. A instalações hidráulicas e elétricas também são executadas do mesmo modo que nas construções convencionais.
Não há necessidade de revestir as paredes feitas com solo-cimento, mas convém fazer uma pintura de impermeabilização à base de latex, esmalte ou técnica similar, para aumentar sua durabilidade, novamente, da mesma forma que se faz com alvenaria de tijolos comuns.
Em resumo...
A técnica do solo-cimento é muito interessante e tem inúmeras aplicações. Mostramos aqui apenas o básico para você conhecer alguma coisa dos procedimentos, mas consideramos de grande importância pesquisar o assunto e pensar, além das vantagens econômicas, também no lado social e da não-agressão ao meio-ambiente, ou seja, na sustentabilidade de seu empreendimento ou ação social.
| APLICAÇÕES DO SOLO-CIMENTO NA CONSTRUÇÃO CIVIL | ||
| Benfeitoria | Aplicação | |
| Edificações | Fundação. Baldrame, sapata corrida ou parede maciça apoiada diretamente sobre o solo | |
| Alvenaria, com tijolos e blocos ou então em paredes maciças | ||
| Piso e contra-piso, pavimentação | ||
| Paisagismo | Piso e contra-piso de passeios e calçadas Pátios e terreiros | |
| Pavimentação | Base e sub-base de ruas e estradas | |
| Contenção de encostas | Muro de arrimo com solo-cimento ensacado | |
| Contenção de córregos | Revestimento dos taludes e canais com solo-cimento ensacado ou em parede maciça | |
| Pequenas barragens | Dique com solo-cimento ensacado | |
| Cabeceiras de pontes, pontilhões, bocas de galerias | Muro de arrimo com solo-cimento ensacado | |































