A história das garrafas se confunde com os primórdios da civilização humana. Desde suas formas mais rudimentares, para armazenar líquidos, elas já assumiram diversas funções ao longo dos séculos, além de saciar a sede: inspiraram telas de Morandi e Cézanne, foram quebradas por valentões em noites de bebedeira e serviram de último fiapo de esperança para mensagens de “SOS” de náufragos em ilhas desertas. Pois elas também podem fazer bonito na decoração, notadamente em duas situações: com flores ou com velas.
“O fundamental é a questão do grafismo: formatos, cores e volumes”, afirma a florista Helena Lunardelli, que gosta de misturá-las e é fã das garrafas altas de saquê. Para retirar os rótulos, o bom e velho banho-maria solta a cola. “Gosto de buscar a singeleza, sem colocar muita coisa”, afirma a florista Nina, da Nina Vila. Ela recomenda o uso de flores com talo e declara preferência pelas gérberas. Se quiser ousar, é possível botar líquidos coloridos dentro das garrafas. O importante é olhá-las de maneira diferente. E reciclar sempre, sempre e sempre.
A história das garrafas se confunde com os primórdios da civilização humana. Desde suas formas mais rudimentares, para armazenar líquidos, elas já assumiram diversas funções ao longo dos séculos, além de saciar a sede: inspiraram telas de Morandi e Cézanne, foram quebradas por valentões em noites de bebedeira e serviram de último fiapo de esperança para mensagens de “SOS” de náufragos em ilhas desertas. Pois elas também podem fazer bonito na decoração, notadamente em duas situações: com flores ou com velas.
“O fundamental é a questão do grafismo: formatos, cores e volumes”, afirma a florista Helena Lunardelli, que gosta de misturá-las e é fã das garrafas altas de saquê. Para retirar os rótulos, o bom e velho banho-maria solta a cola. “Gosto de buscar a singeleza, sem colocar muita coisa”, afirma a florista Nina, da Nina Vila. Ela recomenda o uso de flores com talo e declara preferência pelas gérberas. Se quiser ousar, é possível botar líquidos coloridos dentro das garrafas. O importante é olhá-las de maneira diferente. E reciclar sempre, sempre e sempre.
Este é o simbolo universal usado para reciclagem de vidros.
Garrafas velhas ou novas, peças avulsas e perdidas... São tantos nomes batizando objetos que, para um olhar desatento, estão a meio caminho do lixo.
Se você gosta de ter objetos e peças decorando a sua casa com personalidade e sem gastar muito, pare e observe com atenção à sua volta.
Garrafas de vidro, por exemplo, muitas vezes praticamente condenadas podem muito bem ser reutilizadas. Não dá para salvar todas bem sei disso, mas se prestarmos bem atenção vamos perceber que a quantidade delas que passam em nossas mãos durante apenas um ano, é assustadoramente gigantesca.
Numa rápida pesquisa pude verificar que a reciclagem de vidro é bastante complicada porque implica em gasto de energia e também a sua coleta é complicada, por isso a REUTILIZAÇÃO de vidros é preferível à sua reciclagem, portanto, resolvi apenas me concentrar em descobrir novos usos para as garrafas e frascos de vidro que vão para o nosso lixo.
Quem sabe você também descubra uma forma bonita de reutilizá-las, uma cor atraente, uma textura curiosa, uma utilidade, uma recordação. Ou até todas essas coisas juntas em um único elemento.
Então, olhe atentamente e invista em criatividade, elas podem se transformar num enfeite original e único ou ainda ganhar nova função.
Outra ótima idéia para aproveitarmos garrafas antigas e usadas e fazermos uma decoração linda para mesa ou aparador quando formos receber. Flores são tudo!
A revista Casa e Jardim publicou uma reportagem muito legal sobre como aproveitar garrafas usadas na decoração da casa. Fica lindinho!
Você também pode pintar a garrafa para o visual ficar mais fashion. No ano passado vi uma reportagem sobre isso num programa de decoração e decidi tentar. Eu e o Marcelo pintamos algumas garrafas de vinho, que tinham um formato bem diferente, com spray preto fosco (comprado em ferragens) e o resultado ficou divino!
Se quiser fazer o mesmo já dou um aviso: escolha um lugar bem espaçoso para brincar de decorador. O spray faz uma boa sujeira e nós acabamos até com o nariz pintado!
Fui indicada para participar do concurso no site TOPBLOG 2010 , a principio fiquei meio assim sem entender, Pq eu? Mas como nada é por acaso e já que a sorte veio bater na minha porta eu pensei, porque participar, porque não participar, então estou participando!!!
Reaproveitar a água deixou de ser algo exclusivamente externo, com cisternas, calhas, jardins com drenagem e etc. Reutilizar a água ficou mais próximo do que você imagina. Já era conhecido o método de usar a água da chuva para o vaso sanitário; agora você pode aproveitar a água usada na pia para dar a descarga! Muito inteligente, o sistema “Profile 5” da empresa Caroma, promete economizar até 70% de água. Esse sistema propõe a pia em cima da caixa de descarga. Não fica muito confortável, mas resolve o problema para quem tem pouco espaço.
Pensando em aliar conforto + sustentabilidade + economia a WaterSaver Technologies resolveu criar o AQUS, um sistema que deixa a pia ao lado do vaso sanitário, onde a água utilizada na pia é transferida para a caixa de descarga. Pode reduzir o consumo de água entre 35-75 litros por dia, em uma habitação com duas pessoas. Esse sistema pode ser usado em ambientes em que espaço não é problema.
Os benefícios de escolher a lâmpada e a luz certas vão além de valorizar o projeto. Evidenciar um quadro sem estragar a tinta, tornar as mercadorias mais atraentes, valorizar a roupa em provadores, tornar ambientes aconchegantes ou adequados para estudos são algumas das vantagens. Em lojas, os produtos e ambientes devem ter a incidência e o tipo correto de luz, tanto para valorizar o que está exposto quanto para não enganar o consumidor.
Começaremos pela mais conhecida: a incandescente. Gera luz com base no aquecimento de um filamento de tungstênio. É a mais comum e barata de todas, e também a menos econômica. Apenas 5%, aproximadamente, da energia é transformada em luz, o restante se perde em forma de calor. Têm uma duração de cerca de 1.000 horas. São indicadas para iluminação interna, possuem luz amarelada, variação no formato do bulbo, podendo ser transparentes ou leitosas.
Tornam os ambientes mais aconchegantes e reproduzem as cores com total fidelidade, porém, além de aquecerem o ambiente, aquecem também a fatura da energia elétrica no fim do mês. Você pode substituir uma lâmpada incandescente de 150W por uma fluorescente de 40W, que ilumina mais por menos. A Celesc oferece uma planilha online para calcular o gasto energético de vários aparelhos, inclusive lâmpadas. Vale a pena dar uma olhada.
A Europa tem planos de acabar com as lâmpadas incandescentes até 2011. A campanha, que começou dia 2 de setembro, pretende substituí-las gradualmente por tipos mais econômicos.
Se você ainda possui lâmpadas desse tipo em sua casa, troque-as o mais rápido possível por fluorescentes, que são mais econômicas e eficientes. E ainda pode transformar as antigas em luminárias e ganchos de parede práticos e criativos!
Quando você vai comprar um eletrodoméstico, qual a primeira coisa que você olha? Aposto que a maioria das pessoas olha o selo de eficiência energética. Agora os edifícios também passarão a ter esses selos. Embora muitos não saibam desde julho do ano passado o Brasil já conta com a etiqueta energética do programa Procel Edifica.
A classificação varia de A até E, e é uma estratégia do Governo Federal e da Eletrobrás para reduzir gastos em residências, prédios comerciais e públicos, que juntos representam 45% consumo de energia do país. Até 2012 a adesão será voluntária, a partir daí passa a ser obrigatória para prédios novos públicos e comerciais. Fique atento às modificações e exigências, pois ter um projeto certificado será um diferencial de peso para arquitetos, engenheiros e empresas de construção civil.
Entram na análise: projeto, obra e operação, tudo inspecionado por laboratórios certificados pelo Inmetro, que já possui a lista de alguns edifícios certificados e o regulamento do programa.
Veja abaixo quais critérios serão avaliados:
Envoltória – inclui a fachada, que deve ter parte protegida do sol e parte coberta com vidros que permitam iluminação natural, mas barrem o calor. Telhados verdes ou brancos também entram nessa categoria.
Iluminação – sensores de presença, acendimento individual para lâmpadas próximas à janelas, uso de lâmpadas fluorescentes, iluminação de tarefa (agem apenas em cima das mesas de trabalho) são alguns dos critérios a serem seguidos.
Selo Eficiência
Ar-condicionado – ganham pontos os que tiverem a etiqueta do Procel. Para sistemas centralizados, o coeficiente de desempenho e os índices de automação serão avaliados.
Em 2010 ficam prontos os selos para residências, com critérios de avaliação adaptados para essa categoria. É possível ganhar um certificado geral ou parcial:
Conheça o projeto arquitetônico de uma casa de praia em Maceió que entre outras novidades, utilizará a cobertura verde
Feliz com a chegada da primeira neta, o pai deu ao filho e à nora um lote na Barra de São Miguel, AL. Badalado ponto turístico, a cidade litorânea fica a 30 km de Maceió, onde eles moram. Essa grata surpresa os animou a construir um refúgio de praia tendo como premissa ter o mínimo de área fechada. "Afinal, quem vai querer ficar dentro de casa diante de uma ampla área verde com piscina?", indaga a moradora.
O casal recebeu dos arquitetos Ricardo Leão e Tiago Angeli, de Maceió, um projeto ousado, no qual uma farta varanda coberta é interligada a um bloco horizontal de alvenaria, com espaço para quatro suítes, cozinha e uma sala de estar compacta. Toda a circulação entre os ambientes e o jardim dos fundos será feita por um vão central na construção. Caberá a ele também promover a ventilação cruzada, deixando a moradia fresquinha nos dias de calor, típicos da região. Outro destaque do projeto é o telhado verde, previsto para ser executado na obra pelos profissionais e incluído no orçamento.
CUSTO* - TEMPO
Projeto arquitetônico: R$ 3 750 + 7% do valor da obra para acompanhamento semanal.
Projetos estrutural, elétrico e hidrossanitário: R$ 3 200, cobrados pelo engenheiro Evaldo Azevedo Peixoto, de Maceió. Mão de obra: R$ 52 904, com três pedreiros e três serventes, dois carpinteiros, dois pintores, um marceneiro, um eletricista e um encanador.
Material: R$ 86 317.
Tempo: cinco meses.
*O valor da obra, incluindo material e mão de obra (sem computar os encargos trabalhistas dos profissionais), está estimado em R$ 929,13 por m². Trata-se de um valor abaixo do Índice A&C abril/2010, que prevê R$ 984,63 para construções de padrão simples na região Nordeste.
COMO CONSTRUIR - ACABAMENTOS
Telhado: na parte dos fundos da construção, serão aplicadas telhas termoacústicas (Eternit) com 5% de caimento apoiadas sobre estrutura de madeira.
Iluminação zenital e ventilação: duas destas aberturas, localizadas no teto dos banheiros, serão cobertas com chapas curvas de policarbonato transparente de 4 mm de espessura. Perfis de alumínio ficarão chumbados na alvenaria, fechando um vão de 1,15 x 0,80 m.
Coifa: seu duto flexível de alumínio será embutido num vão entre as telhas metálicas e o forro de gesso.
Cobertura verde: a laje de concreto armado de 12 cm de espessura será impermeabilizada com manta asfáltica de 3 mm (1), seguida de uma camada de 5 cm de areia (2), terra adubada (3) e grama (4).
Venezianas: serão três painéis de pínus autoclavados, estruturados em perfis de aço corten, planejados para controlar a entrada de sol. Ripados (com intervalos de 2 cm), eles vão correr sobre trilhos de aço inox, material resistente à ação da maresia.
Fundação: sapata corrida de concreto de 40 x 40 cm sob as paredes e sapata isolada de 80 x 80 cm nos pilares, solução que distribuirá melhor o peso da casa.
Paredes internas: serão de tijolos cerâmicos. Na área de estar, ganharão reboco com areia grossa e pintura branca. As dos banheiros serão de pedra são tomé de 60 x 60 cm.
Vidros: do tipo temperado, com 8 mm de espessura, estarão nas divisórias dos quartos, tendo persianas no lado interno para garantir privacidade.
Borda: arredondada e acompanhada de um microvão de 7 x 15 cm (profundidade). A água, através de um sistema de escoamento, volta para a piscina. Esse detalhe rende o efeito de borda infinita.
Piscina: de alvenaria estrutural, revestida de mosaicos de vidro (Vidrotil) azul-escuro de 2 x 2 cm, ela terá 2,80 x 7 m e uma prainha (área mais rasa própria para crianças brincarem).
Estruturas: os pilares de concreto armado de 20 x 20 cm serão totalmente impermeabilizados e forrados com madeiras de demolição, protegidas com cera.
O vão central medirá 5,40 x 10 m e dialogará com a geometria retangular da fachada. A varanda coberta será ampla e integrada com a piscina e a cozinha gourmet (delimitada por uma bancada com pia, cooktop e coifa).
De madeira maciça, quatro portas de correr serão instaladas nas aberturas do módulo social. Abertas, elas ficarão disfarçadas de painéis junto às paredes. Quando for preciso fechar a casa, bastará deslizá-las sobre os trilhos de aço inox, embutidos no forro de gesso, até o centro do vão. A planta espelhada distribui as quatro suítes nas pontas do retângulo. Os banheiros em cada lado têm acessos independentes para os quartos.
Os donos e os hóspedes poderão estacionar os carros na area sombreada do caramanchão de eucalipto tratado e protegido com stain, localizado na entrada do terreno de 572 m2. Para evitar desgaste no gramado, 13 chapas de cimento formam um caminho até a moradia. Outro cuidado dos arquitetos foi prever no projeto de elétrica pontos para iluminação, câmeras e sensores de presença no jardim, garantindo a segurança da casa.
Em São Paulo, na cidade de São Sebastião, os arquitetos Marco Donini e Francisco Zeleniskar construíram uma casa com vigas de metal que causam menos impacto ao meio ambiente.
Devemos construir de forma que a natureza não perceba essa intrusão, e isso passa pela escolha do sistema, disse o arquiteto Marco Donini, autor desta casa com Francisco Zeleniskar, ambos de São Paulo. A dupla especificou uma estrutura metálica leve, com vigas e pilares ocos. "Acredito muito na montagem, em uma obra menos artesanal. Pedaços de tijolo, cacos de telha e massa causam impactos irreversíveis no ambiente", fala Marco.
As lajes empregam o sistema steel deck (a concretagem ocorre sobre uma fôrma metálica). Para a vedação, optou-se por blocos de concreto celular (revestidos de gesso por dentro e de telhas de fibra natural por fora). Essa é uma boa opção para a fachada. Dispensa pintura e manutenção, que fariam muita sujeira.
Para morar em um lugar mais sustentável, o arquiteto americano Michael Rantilla decidiu construir sua casa com base nos princípios da certificação LEED, utilizada para edifícios.
Credenciado pelo Conselho de Greenbuilding dos Estados Unidos, o arquiteto americano Michael Rantilla incorporou em sua própria casa alguns princípios do LEED, certificação para edifícios sustentáveis. A implantação no terreno difícil - delimitado por um barranco e uma área de uso restrito junto a um riacho - definiu a opção por pilotis, recurso que afasta a construção do solo e o deixa livre para que a vegetação original se recomponha naturalmente.
A correta orientação solar poupa iluminação artificial durante o dia, enquanto uma membrana reflexiva na cobertura garante o conforto térmico. O cuidado com os resíduos pautou a obra: em vez de enviar o entulho reaproveitável a um aterro, o arquiteto preferiu destiná-lo a uma usina recicladora.
Os telhados tem a função de receber as águas da chuva, proporcionar isolamento térmico e proteger de outros acontecimentos atmosféricos.
Composto de telhas inclinadas colocadas de maneira a canalizar as águas para o solo, tem também uma função estética.
Quando bem desenhado o telhado invariavelmente embeleza a casa .
Telhas podem ser de:
Barro ............................................... canal ou plana
Cimento amianto ........ ondulada canalete ou plana
Vidro ............................................... canal ou plana
Concreto .......................................... canal ou plana
Partes do telhado
- Água :
superfície plana inclinada de um telhado;
- Beiral:
projeção do telhado para fora do alinhamento da parede;
-Cumeeira:
aresta horizontal delimitada pelo encontro entre duas águas que geralmente localizada na parte mais alta do telhado;
- Espigão:
aresta inclinada delimitada pelo encontro entre duas águas que formam um ângulo saliente, isto é, o espigão é um divisor de água;
- Rincão:
aresta inclinada delimitada pelo encontro entre duas águas que formam um ângulo reentrante, isto é, o rincão é um captador de águas (também conhecido como água furtada;
- Peça complementar:
componente cerâmico ou de qualquer outro material que permite a solução de detalhes do telhado, podendo ser usado em cumeeiras, rincões, espigões e arremates em geral; pode ser também uma peça especial destinada a promove a ventilação e/ou iluminação do ático ou, na inesist6encia de forro, do próprio ambiente da edificação;
- Rufo:
peça complementar de arremate entre o telhado e uma parede;
- Fiada:
seqüência de telhas na direção da sua largura.
Consertar um telhado ou seja remover ou recolocar telhas que tenham sido danificadas, é sempre um trabalho que necessita de muito cuidado.
Altura
- procure instalar uma corda de segurança para evitar quedas.
Telhas
- não pise sobre as telhas, coloque uma tábua, ou uma escada deitada e amarrada.
Peso
- Se tiver de trocar muitas peças não carregue muitas de uma vez, isto provoca desequilíbrio e aumenta as possibilidades de rachar as telhas que estão suportando o seu peso.
Faça pequenos montes distribuídos ao longo do percurso .
Chuva
- Não trabalhe em cima de telhas molhadas, é escorregadio e quebram mais facilmente.
Vento
Reforce o beiral (prolongamento do telhado que ultrapassa o limite das paredes da casa) com a colocação de um forro ou amarrando as telhas com arame.
Infiltração e goteira no teto da casa
Não espere que goteiras apareçam para providenciar a manutenção do telhado. Fique atento aos cupins. Eles podem consumir as madeiras de sustentação e causar o deslocamento das telhas.
Mas se você constatou uma goteira no teto da sua casa, ou infiltração pela laje e até mesmo mofo perto do teto, primeiro é preciso saber a origem do problema.
Em época de chuvas é que esses problemas mais aparecem. Normalmente, estão relacionados à cobertura ( telhado ) da sua casa.
Se o problema for muito grave – por exemplo, o teto está ficando encurvado com o volume de água, a qual está caindo em grande quantidade dentro de sua casa – não pense duas vezes: é preciso tomar uma providência urgente.
Se você percebe que sua segurança está em risco, talvez seja até preciso chamar o corpo de bombeiros.
Se for possível, retire os móveis do local. Mas, se não for esse o caso, talvez até você mesmo possa solucioná-lo.
É possível que algum cano tenha estourado – alguma coluna d’água que desce da caixa d’água, por exemplo. Nesse caso, feche o registro geral imediatamente e abra as torneiras para esvaziar os canos.
Se houver aquecimento e você tiver canos de metal, deslique-o, para não danificar os canos.
Se, por acaso, existir algum vazamento perto de tomadas ou se água estiver saindo por elas, desligue imediatamente a chave geral, para não correr riscos.
Tomadas, lustres e acendedores são os que mais representam risco, quando a água de chuva escorre através deles. De maneira alguma deve-se ligar o interruptor e acender a lâmpada quando estiver pingando água, pois isso pode provocar curto-circuito em toda a rede elétrica da casa.
Esse é um problema imediato e não pode esperar o tempo firmar. Nesse caso, chame o eletricista ou isole a tomada até que o defeito possa ser consertado.
Se você conseguir identificar o cano danificado, amarre um pano ou fita de vedação em volta( no local afetado ) e chame um profissional imediatamente.
Outro problema bastante comum, decorrente de fortes chuvas e tempestades é o destelhamento do telhado.
Quando um telhado é construído, existem indicações de inclinações e telhas que devem ser utilizadas.
Quando a inclinação do telhado é grande ou o local da sua casa está sujeito a grandes ventos, o fabricante recomenda até a amarração das telhas.
Se a instalação não foi feita adequadamente ou surgiu uma situação ímpar que provocou o destelhamento, esse pode ser o motivo da goteira ou infiltração.
Saia de casa ou então, se você tiver acesso ao forro e isso for possível, procure tentar localizar algum ponto que esteja sem telha. Se for esse o motivo, você até pode tentar colocar uma nova telha no local.
No entanto, é preciso muito cuidado com a sua segurança, pois esse tipo de trabalho é bastante perigoso e deve ser evitado quando as telhas estiverem molhadas.
Regra número 1:
Por mais que a goteira incomode, é proibido subir no telhado úmido ou quando não se tem certeza de pisar nas telhas com segurança. Não são poucos os acidentes, como a queda de telhados ou lajes escorregadias.
Calhas entupidas ou sujas também podem provocar goteiras e infiltrações.
Para sanar o problema é preciso limpá-las e também o bocal, retirando folhas e outros materiais que impedem o escoamento da água.
Trata-se de uma tarefa simples, mas que também requer muito cuidado com os aspectos de segurança. Verifique se as calhas e condutores não estão sujos a cada seis meses.
É necessário retirar as telhas laterais e limpar com uma escova.
Quanto ao condutor, basta inserir um pedaço de madeira ou ferro para desobstruir.
Podem existir, ainda, outros problemas, tais como ferrugem, emenda estourada ou buracos. Ou, ainda, talvez seja preciso trocar a calha.
Chame uma empresa especializada e solicite orçamento, antes de fechar contrato para resolver esse problema.
Lembre-se, no entanto, que uma calha deve ser limpa periodicamente, para evitar esse tipo de problema e ter uma vida útil longa.
Tome cuidado com telhados localizados perto de árvores devido ao excesso de sujeira.
Estruturas de apoio tipo tesouras
As armações tipo tesouras correspondem ao sistema de vigas estruturais treliçadas, ou sejam, estruturas isostáticas executadas com barras situadas num plano e ligadas umas ao outras em suas extremidades por articulações denominadas de nós, em forma de triângulos interligados e constituindo uma cadeia rija, apoiada nas extremidades.
Tipos de tesouras
Independente do material a ser utilizado na execução de estruturas tipo tesoura, as concepções estruturais são definidas pelas necessidades arquitetônicas do projeto e das dimensões da estrutura requerida, onde podemos ter os seguintes esquemas:
O caimento
O caimento do telhado depende do tipo de telha escolhida, mas a altura da empena depende também da altura da caixa d’água que ficará debaixo do telhado.
Lembre-se de que é preciso deixar espaço para abrir a tampa da caixa d'água.
Instale a caixa sobre uma base de caibros.
É desejável ter uma distância mínima de 1,50 m entre o fundo da caixa d'água e o chuveiro, para que a água desça com pressão suficiente.
Se você não pretende construir imediatamente o telhado, a laje deve ser feita com caimento mínimo de 2 cm por metro.
Inclinação obrigatória mínima
TIPO.....................................Cm por Metro
O projeto é o conjunto de instruções necessárias à execução de uma obra. É composto de desenhos, placas e até, em alguns casos, de especificações. O importante é que defina o local onde será feita a obra, todas as suas dimensões, os materiais a serem utilizados e as suas quantidades. Quando bem elaborado o projeto pode reduzir o custo da obra, pois evita desperdícios e aumenta a qualidade e a durabilidade da construção.
Ao executar o projeto de uma benfeitoria, é preciso pensar sempre em como ela ficará depois de construída, mesmo que seja executada em etapas ou ampliada aos poucos. Isso evita desperdícios em demolições, geralmente necessárias quando se dá continuidade à obra. Sempre que houver necessidade de fazer modificações na benfeitoria, é recomendável consultar primeiro o autor do projeto, sobretudo nas obras de maior responsabilidade. Ele ajudará a encontrar a melhor solução.
Localização: Todas as obras rurais começam pela escolha do terreno. Ele deve ser pouco inclinado, firme e seco. Também é muito importante a posição do terreno dentro da propriedade. Para isso vários fatores devem ser observados: Proximidade de estradas, facilitando o acesso de veículos; Facilidade de captação de água; Facilidade de acesso à rede elétrica. É importante saber de que lado nasce o sol em relação ao terreno. Várias benfeitorias (estábulos, pocilgas, etc) necessitam de uma proteção contra o sol, ventos ou frio. Essa proteção pode ser feita mediante a localização correta das benfeitorias na área. Fundações As fundações são as partes da obra que ficarão em contato com o solo e transmitirão à ele todo o peso da construção. Por isso, as fundações têm que ser resistentes e dimensionadas para as condições do local. Há vários tipos de fundações, dependendo do tipo de solo e das condições do local onde a benfeitoria será construída.
Os principais tipos usados no meio rural são: Blocos e sapatas, usadas para apoio dos pilares das benfeitorias; Baldrame, usado para apoio das paredes das benfeitorias; Broca ou estaca, usada para apoio dos blocos, sapatas ou baldrames das benfeitorias, quando o terreno não é firme nem seco; Radier, usado alternativamente para apoio das paredes e dos pilares das benfeitorias, quando o terreno é muito mole, como no caso dos alagadiços. O dimensionamento das fundações deve ser feito por um profissional habilitado ( engenheiro agrícola ou civil, arquiteto ), caso a caso, sobretudo nas construções de maior responsabilidade. Estude as possibilidades de construir com Eucalípto, Bambus, Adobe, Taipa, Cob, Solocimento, etc.
Utilizando os recursos disponíveis no local. Cercas para delimitação de áreas As cercas destinadas à delimitação de áreas de propriedades, de culturas, de pastos ou de faixas de estradas utilizam: mourões comuns e mourões esticadores. Nessas cercas, em geral, é usado o arame farpado. Tanto os mourões comuns como os esticadores devem ter ranhuras, para facilitar a amarração do arame farpado. Os mourões comuns são colocados a cada 3,5m, no máximo. Já os mourões esticadores são colocados a cada 50m, no máximo. Além disso, devem ser usados sempre que a direção das cercas ou a inclinação do terreno mudar, e nas extremidades das cercas. A construção da cerca sempre começa pela colocação dos mourões esticadores, enterrados a uma profundidade de 1m e bem aprumados. Os mourões esticadores devem ser escorados antes do esticamento dos fios. O escoramento pode ser retirado à medida que o arame vai sendo esticado, menos nos mourões esticadores das extremidades da cerca, onde o escoramento deve ser mantido. Os mourões comuns s'são colocados nos respectivos locais após o esticamento do arame.
E devem ficar enterrados a uma profundidade de 75cm. Os fios esticados devem ser amarrados nos mourões comuns com arame liso galvanizado. Cercas para currais As cercas para currais, estábulos ou piquetes de contenção de animais de grande porte devem ser construídas com mourões mais robustos, dotados de furos. Essas cercas utilizam: mourões intermediários e mourões de canto (ou mourões de cruzamento). Essas cercas são executadas com cordoalhas ou arame liso avalado. Em geral, tanto os mourões intermediários como os de canto têm seção quadrada. Os mourões intermediários são colocados a cada 3m, no máximo. Os mourões de canto (ou de cruzamento), utilizados nas esquinas e cruzamentos, como o nome indica, devem ser mais reforçados.
A construção dessas cercas começa com a colocação dos mourões de canto, enterrados a uma profundidade de 1m. Depois de aprumados, é preciso lançar solo em torno deles, em camadas sucessivas, compactadas uma a uma, até atingir 90cm. Os 10cm restantes devem ser preenchidos com concreto magro. A seguir, os mourões de canto devem ser escorados. Depois são colocados os mourões intermediários, no mesmo alinhamento. Para aumentar a resistência da cerca é recomendado travar os mourões entre si, no sentido do comprimento. Isso pode ser feito com peças de madeira. Cercas para pátios, pomares, jardins ou moradias.
A cerca para delimitação de pátios, pomares, jardinas ou moradias utilizam um único tipo de mourão. Em geral, essas cercas são feitas com telas (alambrados). Os mourões mais usados nessas cercas são os de seção quadrada e em forma de "T".Esses mourões devem ser colocados a cada 3,5m. Eles devem ser escorados a cada 50m, no máximo, nas extremidaddes da cerca e sempre que a direção da cerca ou a inclinação do terreno mudar. As cercas com esse tipo de mourão são feitas do mesmo modo que as outras duas já explicadas anteriormente. Se for usada tela para fechamento, ela deve ser desenrrolada aos poucos, esticadas a cada lance e firmemente amarradas aos mourões.
MORADIAS CUIDADOS PRELIMINARES
O primeiro passo para construção de moradias numa propriedade rural é dispor de um projeto bem elaborado. Isso garante o atendimento de todas as necessidade do futuros usuários da benfeitoria e a qualidade e durabilidade da obra. Também evita disperdícios durante a construção e reduz enormemente o custo da benfeitoria.
O projeto deve incluir a especificação e a quantidade de todos os materiais a serem usados, inclusive as instalações hidráulicas e elétricas. Esses dados são importantes porque, sem eles, é impossível fazer um orçamento do custo total da obra. O projeto deve ser feito por um profissional habilitado ( engenheiro agrícola ou civil, arquiteto, agrônomo ou técnico em edificações) que também assuma a responsabilidade técnica pelo projeto e pela execução da obra, uma exigência legal das prefeituras municipais e do CREA. Outros aspectos que também devem ser analisados antes do início da construção: Escolha do terreno onde a benfeitoria vai se localizar, levando em conta, inclusive, a resistência do solo, para aguentar o peso da construção; Proteção contra enchentes, assoreamentos e mau cheiro; Posição em relação ao sol aos ventos dominates, para garantir iluminação e temperatura adequadas; Proximidade de fontes de abastecimento de água e de energia elétrica; Facilidade de acesso; Nivelando do local onde a moradia vai ser construída. Considere as opções sustentáveis: Adobe, Cob, Taipa, Bambu, Solocimento, etc.
Há inúmeros recursos disponíveis no local, que minimizam o impacto ambiental. Fundações A primeira etapa efetiva da construção das fundações. O tipo de fundação a ser utilizado depende da resistência do terreno sobre o qual vai ser erguida a casa. Na maioria dos casos, é usado o baldrame, com 20cm de largura e 40cm de altura. Para facilitar, a fundação pode ser feita com blocos-canaletas. Quando o terreno não tem resistência para aguentar o peso da construção (terrenos moles, algados, brejos, etc.) são necessárias brocas (estacas) para escorar o baldrame. Outra solução para terrenos fracos é o radier.
Instalação Nesta etapa da obra, é preciso contar com a participação de um profissional qualificado (encanador, bombeiro). Ele vai ajudar na elaboração do projeto, especificação dos materiais e no cálculo da suas quantidades.
Algunas fabricantes produzem um "kit" (conjunto complemento com os canos cortados na medida certa e todos os acessórios necessários, muito prático para instalações mais simples. Folhetos com informações detalhadas para instalações residenciais de água fria podem ser encontrado em algumas lojas de material de construção que vendem material hidráulico .Esgoto Neste caso, o ideal também é contar com a ajuda de um profissional do ramo.
Algumas lojas de material de construção que vendem material hidráulico dispõem de folhetos com informações úteis para a instalação da rede de esgoto. Um cuidado é fundamenta: não despeje o esgoto da moradia em valetas abertas, nem em córregos ou riachos. Isso os transforma em focos de poluição e doenças. Instalação elétrica O primeiro passo é consultar a companhia de eletricidade da região, sobre o local adequado para colocação dos postes e do relógio de luz.
A instalação elétrica deve ser feita por um profissional habilitado. Ele vai especificar os materiais (caixas de luz, disjuntores, fusíveis, fiação, tomadas, interruptores, bocais e luminárias) e calcular as quantidades necessárias. Também nesse caso, algumas lojas de material de construção que vendem materiais elétricos dispõem de folhetos com informações muito úteis a respeito. Pisos O piso só deve ser feito quando a rede de esgoto já estiver colocada.
Os pisos são construídos sobre uma base de concreto magro denominada contrapiso. Em geral, o contrapiso tem 8cm de espessura e é aplicado sobre o chão da casa, que deve ser bem nivelado e compactado. O piso mais simples e econômico é o solocimento. Ele nada mais é que um contrapiso de superfície alisada, muito usado também em calçadas. Os pisos de acabamento mais sofisticados, como cerâmicas, ladrilhos, tacos ou outros materiais, são assentados com uma argamassa aplicada sobre o contrapiso.
FOSSAS SÉPTICAS: Considere a opção de biofiltro, usando estágios de tratamento com o aproveitamento da carga orgânica em adubação ou biodigestores. As fossas sépticas, uma benfeitoria complementar às moradias .São fundamentais no combate à doenças, verminoses e endemias (como a cólera, por exemplo), pois evitam o lançamento dos dejetos humanos diretamente em rios, lagos ou mesmo na superfície do solo.
O seu uso é essencial para a melhoria das condições de higiêne das populações rurais. Esse tipo de fossa nada mais é do que um tanque enterrado, que recebe os esgotos (dejetos e águas servidas), retém a parte sólida e inicia o processo biológico de purificação da parte líquida (efluente). Mas é preciso que esses efluentes sejam infiltrados no solo para completar o processo biológico de purificação e eliminar os riscos de contaminação. As fossa sépticas não devem ficar muito perto das moradias (par evitar mau cheiro) nem muito longe (para evitar tubulações muito longas, que são mais caras e exigem fossa mais profundas, devido ao caimento da tubulação). A distância recomendada é 6m.
Elas devem ser construídas do lado do banheiro, para evitar curvas nas canalizações. Também devem ficar num nível mais baixo do terreno e longe de poços ou de qualquer outra fonte de captação de água (no mínimo, a 30m de distância), para evitar contaminações, no caso de um eventual vazamento. O tamanho da fossa séptica depende do número de pessoas da moradia. Ela é dimensionada em função de um consumo médio de 200 litros de água por pessoa, por dia. Sua capacidade, entretanto, nunca deve ser inferior a 1.000 litros. As fossa sépticas podem ser de dois tipos: Pré-moldadas; Feitas no local. Fossas sépticas feitas no local
LIGAÇÃO DA REDE DE ESGOTO À FOSSA A rede de esgoto da moradia deve passar inicialmente por uma caixa de inspeção, que serve para fazer a manutenção periódica da tubulação, facilitando o desentupimento, em caso de necessidade. Essa caixa deve ter 60cm X 60cm e profundidade de 50cm. Deve ser construída a cerca de 2m de distância da casa, num buraco de 1m X 1m, com profundidade de 0,5m a 1m. O fundo desse buraco deve ser bem compactado e receber uma camada de concreto magro. As paredes da caixa podem ser feitas com blocos de concreto de 10cm de largura. O fundo e as paredes dessa caixa devem ser revestidos com uma argamassa à base de cimento. A caixa de inspeção é coberta com uma placa pré-moldada de concreto com 5cm de espessura. A ligação da rede de esgoto da moradia à fossa séptica deve ser feita com tubos de 10cm de diâmetro, assentados numa valeta e bem unidos entre si. O fundo da valeta deve ter caimento de 2%,no sentido da caixa de inspeção para a fossa séptica, ser bem nivelado e compactado.
DISTRIBUIÇÃO DOS EFLUENTES NO SOLO
Considere o uso em círculos de bananeiras! Valetas de infiltração Esse sistema consiste na escavação de uma ou mais valetas, nas quais são colocados tubos que permitem, ao longo do seu comprimento, escoar para dentro do solo os efluentes provenientes das fossa séptica. O comprimento total das linhas de tubos depende do tipo de solo e da quantidade de efluente a ser tratada. Em terrenos mais porosos (como arenosos), 8m de tubos por pessoa são suficientes. Em terrenos menos porosos (como os argilosos), são necessários 12 m de tubo por pessoa. Entretanto, para um bom funcionamento de sistema ,cada linha de tubos não deve ter mais que 30m de comprimento. Quando o terreno não permite a construção das valetas nas quantidades e nos comprimentos necessàrios, pode ser feito um número maior de ramificações, de comprimentos menores. É o caso da ocorrência de obstáculos (uma árvore ou rocha) ou da inexistência de espaço suficiente. (limite da propriedade.
Os tubos devem ter 10cm de diâmetro e ser assentados sobre uma camada de 10cm de pedra britada ou cascalho, colocadas no fundo das valetas de infiltração. Os quatro primeiros tubos que saem da fossa devem ser unidos entre si. Entre os demais tubos deve ser deixado um espaço de 0,5cm ,para permitir o vazamento do efluente à medida que ele desce pelos tubos. Junto a esses espaços, os tubos devem ser cobertos (apenas na parte de cima com um pedaço de lona plástica ou outro material impermeável, para evitar a entrada de terra na tubulação. Em seguida as valetas são fechadas com uma camada de brita, até meia altura e o restante co m o próprio solo.
Nos entroncamentos ou ramificações de tubos é recomendável o uso de caixas de distribuição. Sumidouro Cuidado com este tipo de solução! O sumidouro é um poço sem laje de fundo que permite a penetração do efluente da fossa séptica no solo. O diâmetro e a profundidade dos sumidouros depende das quantidades de efluentes e do tipo de solo. Mas não devem ter menos que 1m de diâmetro e mais que 3m de profundidade. Os sumidouros podem ser feitos com blocos de concreto ou com anéis pré-moldados de concreto. A construção de um sumidouro começa pela escavação do buraco no local escolhido, a cerca de 3m da fossa séptica e num nível um pouco mais baixo, para facilitar o escoamento dos efluentes por gravidade. A profundidade do buraco deve ser 80cm maior que a altura final do sumidouro. É recomendável que o diâmetro dos sumidouros com paredes de blocos de concreto não seja inferior a 1,5m para facilitar o assentamento.
Os blocos só podem se assentados com argamassa de cimento e areia nas juntas horizontais. As juntas verticais não devem receber argamassa de assentamento, para facilitar oi escoamento dos efluentes. Se as paredes forem feitas com anéis pré-moldados de concreto, eles devem ser apenas colocados uns sobre os outros, sem nenhum rejuntamento, para permitir o escoamento dos efluentes. Esses anéis podem ser adquiridos diretamente de fabricantes locais de pré-moldados de concreto ou de artfatos de cimento. A laje ou tampa dos sumidouros pode ser feita com uma ou mais placas de concreto. Elas podem ser executadas no próprio local ou adquiridas diretamente dos fabricantes de pré-moldados ou artefatos de cimento da região.
GALPÕES RURAIS
O galpão é uma das principais benfeitorias da propriedade rural. Serve para guardar máquinas, implementos e equipamentos agrícolas, para armazenar a produção e também como depósito e materiais e insumos rurais. Pode ser usado ainda como estábulo, pocilga, aviário e para a criação de bicho-da-seda, cabras, ovelhas e outros animais. O comprimento, a altura, a largura, as condições de ventilação e iluminação e a facilidade de limpeza dos galpões rurais devem atender às necessidades funcionais da atividade a ser desenvolvida dentro deles, porque todos esses itens têm muita importância na produtividade. Por esse motivo, um galpão só deve ser construído em local adequado à sua finalidade e depois de feito o respectivo projeto. Além disso, o ideal é que o espaço interno do galpão rural seja inteiramente livre, sem pilares.
Os galpões rurais pré-moldades de concreto oferecem as seguintes vantagens: Permite atender às necessidades funcionais; Possibilita um espaço interno inteiramente livre; São mais duráveis; Dispensam a manutenção rotineira; São fáceis de construir e simples de montar; São muito resistentes à intempéries ( temporais, chuvas e ventos fortes); Têm custo bastante reduzido. O que garante o espaço interno inteiramente livre nos galpões rurais pré-moldados de concreto é a colocação dos pilares apenas no contorno da construção, no sentido do comprimento. Existem várias soluções técnicas para construção de galpões rurais pré-moldados de concreto.
As duas mais econômicas e simples são as seguintes: Galpão de uma água, para vãos de até 6,5m: Galpão de duas águas, para vãos com mais de 6,5m. Galpão de uma água Uma solução econômica e eficaz é construir o galpão de uma água com peças de concreto pré-moldado no próprio local. As peças desse galpão são de apenas 3 tipos: Pilares, com base quadrada de 20cm X 20cm, altura variando de 3m a 5m e rebaixos no topo para encaixe das vigas transversais, sendo que a metade da quantidade dos pilares deve ter uma altura maior para dar caimento ao telhado; Vigas transversais, de até 7,5m de comprimento ( inclusive 50cm de beiral para cada lado), com rebaixos para fixação nos pilares e para fusos salientes para montagem das terças; Terças, semelhantes às vigotas pré-moldadas usadas na construção de lajes com 3m a 4m de comprimento, encaixe macho-fêmea nas extremidades e furos para o trespasse dos parafusos salientes das vigas transversais.
O dimensionamento exato e o cálculo estrutural para cada galpão desse tipo devem ser feito por um profissional habilitado ( engenheiro civil, calculista). Em caso de dúvida, consulte a ABCP.
A concretagem de todas as peças do galpão é feita com apenas 3 fôrmas diferentes ( uma para os pilares, uma para as vigas transversais e umas para as terças).
Essas 3 fôrmas são de execução muito simples inclusive os moldes dos rebaixos e ressaltos necessários. A fundação mais simples para esse tipo de galpão é a sapata, mas com uma espécie de cálice na face superior onde será encaixado o pilar. Como os pilares são dispostos em pares espaçados de 3m a 4m, no máximo (no sentido do comprimento do galpão ), as sapatas deverão ser executadas nessa mesma disposição. As sapatas devem ser dimensionadas e calculadas pelo profissional habilitado responsável pelo projeto estrutural do galpão.
Após a execução das fundações, os pilares são encaixados nos cálices e aprumados. O espaço vazio entre os cálices e os respectivos pilares é preenchido com concreto. As vigas transversais são encaixadas nos topos dos pilares e rejuntadas com concreto. Tanto os pilarers como as vigas são levantados e movimentados com o auxílio de talhas pois pesam no mínimo 520kg e no máximo 800kg. As terças são encaixadas nos parafusos salientes das vigas transversais e fixadas com porcas.
A cobertura desse tipo de galpão é feita com telhas onduladas de fibrocimento. Essas telhas são fixadas às terças com parafusos e ganchos encontrados nas lojas de material de construção. Paredes e pisos do galpões Os galpões rurais podem ser abertos ou fechados, dependendo da finalidade de uso. As paredes de vedação podem ser feitas com: Adobe; Cob; Solo-cimento: Concreto armado. Os galpões rurais Também podem ser pavimentados com: Piso de solo-cimento.
MUROS E PAREDES DIVISÓRIAS:
Em muitos casos, é necessário cercar a área com um muro de certa altura, para evitar o acesso de pessoas ou animais. E para permitir maior privacidade. Além disso, diversas benfeitorias do meio rural, como estábulos, pocilgas, aviários e outras, exigem a construção de paredes divisórias no seu interior. Os muros e paredes divisórias podem ser feitos com: solo-cimento; Bambus, Adobe, Cob, etc. O solo-cimento tem a vantagem do baixo custo. Vide matéria abaixo.
PISOS E PAVIMENTOS:
Os pisos e pavimentos são benfeitorias muito úteis porque resistem ao peso e ao desgaste produzidos por veículos, máquinas ou animais. Além disso ele mantém as condições de uso iguais em qualquer condição climática. Também oferecem superfícies de apoio firmes e seguras. E por facilitarem a limpeza, contribuem de modo fácil e eficaz para reduzir a presença de microorganismos indesejáveis, que se desenvolvem rapidamente nas áreas não pavimentadas. Os pisos e pavimentos podem se feitos com: Solo-cimento. Pisos e pavimentos de solo-cimento Os pisos e pavimentos de solo-cimento são constituídos de uma camada maciça de solo-cimento executado no próprio local da obra.
O solo-cimento é um material alternativo, de baixo custo, obtido pela compactação de uma mistura de solo, cimento e um pouco de água. Essa solução é, seguramente, a mais econômica, principalmente quando há disponibilidade de um solo mais adequado ( solo arenoso) a execução do solo cimento no local da obra ou próximo a ele, porque esse material constitui justamente a maior parcela da mistura além disso os pisos e pavimentos de solo-cimento têm outras vantagens: Menor consumo de materiais comprados no comércio; Grande durabilidade.
Os pisos e pavimentos de solo-cimento podem ser utilizados em: moradias, galpões, pátios e terreiros, ruas e estradas, passeios e calçadas. A utilização do solo-cimento no piso de moradias segue a mesma orientação. E é até mais simples, porque o contorno da área já está delimitado pelas próprias paredes da casa, que funcionam como fôrma. A superfície dos pisos e pavimentos de solo-cimento sujeito ao tráfego de veículos pesados ( caminhões, carretas, tratores, colheitadeiras, etc.) e animais de grande porte (bovinos e equinos) devem ser revestidas com uma camada de concreto ou outro material equivalente. SOLO-CIMENTO O solo-cimento é um material alternativo de baixo custo, obtido pela mistura de solo, cimento e um pouco de água. No início, essa mistura parece uma "farofa" úmida. Após ser compactada, ela endurece e com o tempo ganha consistência e durabilidade suficientes para diversas aplicações no meio rural. Uma das grandes vantagens do solo-cimento é que o solo um material local, constitui justamente a maior parcela da mistura. A solo-cimento é uma evolução de materiais de construção do passado, como o barro e a taipa. Só que as colas naturais, de características muito variáveis, foram substituídas por um produto industrializado e de qualidade controlada: o cimento.
MODOS DE UTILIZAÇÃO:
Há 4 modos de utilização do solo-cimento: tijolos ou blocos, pavimento, parede maciça, ensacado. Os tijilos ou blocos de solo-cimento são produzidos em prensas, dispensando a queima em fornos. Eles só precisam ser umedecidos, para que se tornem resistentes. Além de grande resistência, outra vantagem desses tijolos ou blocos é o seu excelente aspecto. As paredes maciças Sào compactadas no próprio local, em camadas sucessivas, no sentido vertical, com o auxílio de formas ou guias. O processo de produção assemelha-se ao sistema antigo de taipa de pilão, formando painéis inteiriços, sem juntas horizontais. Os pavimentos também são compactados no local, com o auxílio de fôrmas, mas em uma única camada. Eles constituem placas maciças, totalmente apoiadas no chão. O solo-cimento ensacado resulta da colocação da "farofa"úmida em sacos, que funcionam como fôrmas.
Depois de terem a sua boca costurada, esses sacos são colocados na posição de uso, onde são imediatamente compactados, um a um. O processo de execução assemelha-se à construção de muros de arrimo com matações de pedra.
APLICAÇÕES DO SOLO-CIMENTO
Benfeitoria Aplicações Modo de utilização Edificações Fundação (baldrame ou Parede maciça (a cava pode ser sapata corrida) usada como fôrma) Alvenaria (parede) Tijolos, blocos ou paredes maciças Piso e contra-piso Pavimento Passeios ou calçadas Piso e contra-piso Pavimento Pátios e terreiros Piso e contra-piso Pavimento Ruas e estradas Base e sub-base Pavimento Contenção de encostas Muro de arrimo Ensacado Silo-trincheira Revestimento dos taludes Ensacado ou parede maciça Contenção de córregos Revestimento dos taludes Ensacado ou parede maciça e canais (para irrigação, abastecimento). Pequenas barragens Dique Ensacado Controle de voçorocas Dique Ensacado Cabeceiras de pontes, Muro de arrimo Ensacado pontilhões, bocas de galerias.