terça-feira, maio 25, 2010

Arquitetura de Prédio Abandonado e uma Reforma Desconstrutivista

A criatividade e o reaproveitamento pode desenvolver soluções em todas as áreas, incluindo mesmo a própria arquitetura. A Arquitetura deste  Prédio Abandonado que passou por uma Reforma que gerou uma estética Descontrutivista, é um exemplo de uma situação de reaproveitamento que gerou uma série de moradias. 



Localizado em Logten na Dinamarca, a CF Moler Architects e Christian Carlsen arkitektfirma revitalizaram este prédio situado num local perto de um terreno abandonado. A reforma aconteceu pela idéia de implementar ambientes ao redor da estrutura antiga, como se fossem blocos de montagem. 

O resultado final da reforma foi o de um edifício possuindo 21 unidades habitacionais dos quais todos possuem as mesmas dimensões, junto de um espaço público, supermercado e centro comercial. Veja os detalhes deste incrível trabalho de recuperação, nas imagens.



segunda-feira, maio 24, 2010

Ecohouse

Ecohouse em Brisbane, Austrália, foi construída com materiais reciclados pelo escritório Riddel Architecture.

O projeto apresenta várias soluções para reduzir o consumo de energia, como as grandes aberturas em todas as laterais, que integram o interior e o exterior.

Assim a iluminação natural e a ventilação cruzada são abundantes em todos os ambientes.

Solução contra pichação

A melhor solução para evitar esse aborrecimento e economizar um bom dinheiro veio do arquiteto paulistano Isay Weinfeld, autor de belas casas em São Paulo. Nas últimas, ele fez muros, sempre altíssimos, apenas chapiscados com cimento — algo assim, bem barato — e plantou aquela erva que gruda na parede chamada unha-de-gato.Como cobre totalmente o muro, é um bom desestímulo para os pichadores

domingo, maio 23, 2010

Cadeira Bouquet de Flores

A cadeira poltrona bouquet chair sugere a aparência de um Bouquet de flores com grande beleza e elegância. Esta aparência acontece pela imitação do Bouquet sem a presença das flores.

Com um belo design, seu visual lembra conforto com um espaço considerável, e um desenho Inovador baseado em linhas simples. A idéia de Bouquet se torna mais viva, pela presença de um laço preto amarrado no meio da cadeira.

Em diversas cores, a Bouquet Chair combina pode combinar com diversas decorações de maneira diferente, transmitindo charme ao ambiente.


sábado, maio 22, 2010

Sala de Jantar

A Decoração de Sala de Jantar  bem como a adoção de móveis de sala de jantar tem seu valor e aspecto importantes, dado que este ambiente está em uma área social e, mais ainda, integrado com a sala de estar e sala de TV na maioria das moradias da atualidade. Na Sala de Jantar além de nossos próprios filhos e parentes, recebemos, também, amigos o que a torna parte de um espaço de convívio muito maior formado por vários ambientes.

ESPAÇO E DIMENSÕES DO MOBILIÁRIO

Podemos encontrar salas de jantar que possuem armário ou cristaleira, aparador e até outros móveis, no entanto, é bom lembrar que caso haja espaço para a adoção destes móveis com a intenção de suprir armazenagem, eles deverão comportar todos os itens, ou seja, tudo deve ter o seu lugar. Ao guardar algo se não houver um lugar específico, isto pode representar prejuízos e desapontamento. O mobiliário deve ser bem planejado e adequado para atender suas necessidades de espaço. Assim, é necessário verificar se o móvel que deseja apresenta as dimensões ideais para suportar todo o armazenamento de itens que deseja guardar. É sempre bom lembrar que móveis planejados podem colaborar com o ganho de cada centímetro do espaço proporcionando a otimização dele. 

ESTILO

Como sempre o primordial para qualquer projeto de decoração surge em conhecer a resposta da seguinte questão: Qual é seu estilo? Para tal, é necessário responder: Que cor gosta? Quais tipos de salas de jantar você já viu e quais os que mais gostou? Que tipo de mobiliário prefere? Prefere ambientes mais, ou menos minimalistas? Que tipo de material que você mais aprecia em uma decoração? Responda com o que realmente sente sobre estas questões e anote tudo. Uma forma para responder estas questões, encontra-se em exemplos de revistas, mostras, internet e diversos outros lugares. Olhe com atenção a sala de jantar e o mobiliário e escolha aquela que faz seu estilo.

LAYOUT DA SALA

As cadeiras quando puxadas para se sentar devem fornecer um espaço livre para circulação em passagens e corredores. O ideal é que as posicionadas com as costas para a ou as paredes, também preservem estas distâncias, caso haja espaço para isso. Entretanto, sabemos, hoje, que os espaços reservados para as salas das novas moradias são pequenos. Neste caso, entre a mesa e a parede deve haver o espaço necessário de forma que a cadeira possa ser puxada para que uma pessoa se sente confortavelmente.

Lembre-se que o mobiliário deve atender os moradores em gosto e número. Pense assim: Não tem sentido em uma moradia com 4 moradores, ou mesmo, que receba uma média de 5 pessoas, não ter um mobiliário necessário para atendê-los, como, por exemplo, um conjunto de mesa e cadeiras que permitam que se sentem apenas 3 pessoas. Claro que toda regra tem exceção, no entanto, existem algumas alternativas no mercado que permitem a versatilidade de móveis para espaços pequenos.

A possibilidade de uma sala multifuncional, também não deve ser descartada. Por exemplo, já começa a ser comum em espaços pequenos, ter-se um escritório durante o dia e uma sala de jantar na noite. Se este é o caso é importante adotar um mobiliário que tenha a versatilidade para atender estas situações diferentes.

MOBILIÁRIO E MATERIAIS

O vidro, de certa forma, é considerado um elemento contemporâneo. Ele sugere frieza, transparência e leveza dos ambientes. É uma boa opção para composição do mobiliário em pequenos espaços.

A madeira traz aquecimento e aconchego ao ambiente, porém ela pode diminuir a sensação de espaço, fazendo-o parecer menor. 

O metal, como o vidro, sugere a sensação de frieza e pode dar requinte a uma decoração quando bem aplicado. Neste caso, a presença dele bem distribuída em detalhes pode dar charme e criar uma decoração leve, moderna e até mesmo contemporânea, à sala de jantar.

O “plástico”, melhor dizendo, a resina, muito utilizada no mobiliário contemporâneo e moderno, é outra opção. É comum ver-se salas de jantar compostas pela clássica mesa e cadeiras Saarinen (Retrô) em resina que apresentam um toque especial de design e história. Em geral, sugerem leveza dependendo da forma e tamanho que apresentam.

Os tecidos poderão ou não, serem utilizados nas cadeiras, claro, dependendo da cadeira. Existem diversos como sarja, camurça, veludo, jacquard, etc. Caso goste de padrões, se a sala de jantar for pequena escolha padrões de gravataria, pois não saturarão visualmente o espaço. As cadeiras não necessariamente deverão ser iguais. É muito comum a alternância de duas cores, caso não use padrões, ou mesmo, formas diferentes nas que ficam nas extremidades da mesa. O uso de cores é uma boa opção, porém é importante que todas ou a maior parte delas tenham cor clara, em espaços pequenos. Também é certo pensar na manutenção dos tecidos, por isso, é importante que sejam impermeabilizados para facilitar a limpeza.

Tapete: Ele dá uma “amarração” e mesmo charme ao ambiente. Não é  aconselhado em condições de grande tráfego ou em que se esteja propenso a sujar constantemente, o que se tratando de sala de jantar pode ser muito comum. Outra coisa muito importante é que este tapete não deve de forma alguma prejudicar o movimento das cadeiras.

REVESTIMENTOS

O ideal é que as paredes façam um pano de fundo, ora para harmonizar com, ou ora para destacar objetos e/ou móveis distribuídos pelo sala de jantar criando um todo harmônico, ou mesmo, um centro de atenção.

LUZ   

Com relação à luz muito já foi dito sobre sua importância aqui neste blogsite. Continuo afirmando que nenhum trabalho de decoração pode resistir se a iluminação não for adequada. A iluminação tem um significado fundamental para determinação de climas adequados para diversas situações.

Além disso, ela pode interferir na sensação de dimensão do espaço, fazendo-o parecer maior ou menor. A forma de iluminação adotada pode ser de vários tipos, por isso, novamente busque exemplos e perceba neles as possíveis maneiras de usá-la para criar climas nos ambientes. Tente perceber as sensações que um exemplo de iluminação cria em você? Aí está a resposta para seus sentidos. Até mesmo a luz de velas bem colocada, complementando a iluminação já existente, pode gerar momentos inesquecíveis e especiais em nossa vida.

Outra opção que acho interessante é o uso de pendente sobre a mesa para dar charme e beleza à sala de jantar. Ele até pode fazer um belo contra ponto representando um estilo mais clássico enquanto todo o mobiliário tem um aspecto mais moderno, por exemplo. O uso de luzes de apoio também pode ser importante para criar climas e efeitos especiais na sala. Enfim, no que se trata de luz artificial, o principal é que este tipo de iluminação deve proporcionar claridade suficiente para momentos em que há visitas, festas, etc. E mais ainda, a possibilidade de ajuste para uma iluminação branda ideal para momentos íntimos de um jantar a dois.

Não se esqueça da luz natural que também tem um papel importantíssimo na decoração, e por isso, ela deve ser observada com cuidado neste ambiente. Muita atenção para o efeito dela sobre as cores escolhidas para avaliar se realmente a cor lhe oferece a sensação visual de tonalidade que deseja.

ORNAMENTOS E OBJETOS DECORATIVOS

A escolha de um belo centro de mesa de murano,vidro ou outros materiais,  por exemplo, pode criar um belo centro de atenção, no entanto, tome cuidado para que ele não seja alto ou chamativo o suficiente para acabar “brigando” com o lustre que foi escolhido para ser o centro das atenções na sala de jantar. Ao escolher os objetos pense no destaque pelas cores, material, formas etc. Os quadros são boas pedidas para completar a decoração inclusive como guia para cores que pontuarão o ambiente. A única coisa é que precisam ser bem colocados.

Espelhos são uma opção interessante para aumentar a sensação de dimensão de um ambiente. No entanto, particularmente, não acho interessante que as pessoas se vejam comendo enquanto jantam ou almoçam. Então sugiro que ao colocar um espelho, procure fazê-lo de forma a criar a sensação de amplitude posicionando de maneira que ele não atrapalhe e nem venha a tirar a atenção das pessoas para outra ocorrência.

sexta-feira, maio 21, 2010

Casa de Papel em Londres



A casa de papel é feito de tubos de papel. As paredes são conectadas por uma barra de aço e o telhado é feito de papel "forded". O piso e mobiliário também são feitos de papel com o mesmo tubo de perfil quadrado. O processo de pré-fabricação dos elementos permitem uma fácil montagem e desmontagem.

Lighting Design

Um pouco de  Lighting Design...

A ambientação apresentada neste apartamento em Bucareste mostra diversas formas diferentes de variarmos as sensações com o uso de uma cenografia baseada em variações de luz para diversos períodos do dia e o realce por alguns elementos de design.

O controle da iluminação é uma grande idéia para criar variações de climas e sensações em ambientes, seja ele grande ou pequeno.



Dicas para evitar problemas na ambientação de interiores



Observando algumas pessoas ao decorar seus ambientes e tiveram um desapontamento quanto aos resultados, foi possível constatar vários problemas de decoração que ocasionaram a insatisfação no trabalho final obtido. Assim, neste artigo, colocarei alguns dos problemas reconhecidos, como uma forma de orientá-la(o) a quais caminhos não adotar, ou melhor dizendo, quais opções de caminhos podem resultar em um trabalho não correspondente às suas expectativas. Ao decorar seus espaços esteja atento a eles, pois isso pode ser determinante para que obtenha sucesso na renovação de seu espaço de forma a proporcionar o conforto e bem estar que tanto espera:

    

    Lembre-se antes de tudo que a decoração deve atendê-la(o) em seus sonhos e anseios.
Então VOCÊ deve decidir pelo que deseja ou gosta. São comuns casos de decorações que foram projetadas para atender aos outros e não o morador em particular. Estes tipos de decoração, muitas vezes acabam dizendo “Veja o que tenho” e não “Veja quem eu sou”. A felicidade e o bem de estar de ficar em casa, não dependem do quanto sua moradia tem, mas sim do quanto ela se identifica com você.

    

    Distribuição inadequada do mobiliário e objetos, fazendo com que seu ambiente tenha um layout que comprometa a circulação e o equilíbrio visual de seu espaço.  Avalie seu espaço e busque o mobiliário que tenha as dimensões adequadas a ele. Monte um layout equilibrado e com a circulação necessária às pessoas. Ao adotar objetos, distribua-os de forma equilibrada pelo ambiente, e muito cuidado para não cometer excessos, pois uma quantidade muito grande de objetos mal distribuídos, pode levar a uma poluição visual e até mesmo “derrubar” sua decoração.

    

    Cuidado com a pressa. Outros casos ocorrem quando saímos comprando móveis e objetos, pintando paredes, e adquirindo coisas que no final acabam não harmonizando o ambiente. Pense antes de tudo, em elaborar um pequeno projeto baseado em todos os elementos que gosta. Não saia pintando parede por achar que esta cor ficará boa aqui ou ali. Muito menos adquirindo objetos sem uma prévia do resultado aproximado de todo o processo. Tenha calma. A execução tem sua hora certa e como já disse outras vezes, ela é gratificante e menos exaustiva quando executada com bases em um planejamento bem estabelecido.

    

    O uso de uma cor escura ou altamente vibrante em todas as paredes de um espaço muito pequeno. Este caso apresenta-se também muito comum, e os resultados, como se era de esperar, levam a uma mudança em um intervalo de curto prazo de tempo o que pode complicar a situação. Gosta da cor e seu espaço é pequeno? Use-a em apenas uma parede e se possível na que receber a maior quantidade de luz natural. Se a cor for muito vibrante pinte a parede que não fique exatamente de frente para as pessoas sentadas. Enfim, controle o uso e a distribuição destas cores de maneira a não, causar-lhe cansaço.

    

    O ambiente não proporciona a sensação que o morador realmente gostaria de ter. Aqui é importante a pesquisa de ambientes, por parte do morador, em fotos e exemplos, para ver o que gosta e as sensações que ele oferece. Com base nisso, conheça bem as cores e as sensações que elas transmitem. Uma simples cor que gosta na tonalidade ou nuança correta pode por si só resolver grande parte do problema sem a necessidade de grandes mudanças ou grandes projetos. Não se esqueça de fazer um teste de pintura de 1m x 1m na parede, ou mesmo sobre um papel nestas dimensões, e observar esta cor sob diferentes condições de luz natural e artificial para garantir esta é sensação que tanto busca.

    

    O espaço transmite uma visão confusa e um desequilíbrio estético que levam uma sensação de bagunça. Como já dito antes, pode estar acontecendo uma distribuição irregular dos elementos no que compete à forma, cor ou concentração de elementos. Assim, para a distribuição vale o que foi dito no segundo problema apresentado acima. Uma coisa a acrescentar é que esta situação pode ser característica do excesso do uso de cores de forma aleatório fazendo parecer que nada se liga a nada. Estabeleça uma paleta de cores com no máximo três elementos. Desta forma, o equilíbrio e a harmonia poderão ser restabelecidos com mais facilidade. Não que seja impossível ter uma decoração com várias cores. O que acontece é que com esta opção você diminui as chances de erro e acaba não dependendo da ajuda de um profissional.


fonte:http://marcoscesarinteriores.com.br

quinta-feira, maio 20, 2010

O espelho decorativo

O espelho como efeito decorativo, um design com um formato diferente onde não há espaço para o comum.

A maioria dos grandes designers franceses propôs a sua própria interpretação do material: Jean Marie Massaud, Arik Levy, Patrick Norguet, JC de Castelbajac, Christian Ghion...

 Mais que simples espelhos, estes refletem a visão dos seus criadores, cada modelo tornar-se-á único refletindo o nosso próprio espaço.




fonte: http://mariahome-design.blogspot.comhttp://mariahome-design.blogspot.com

Nova norma deve ser um marco na construção,

A NBR 15.575 - Norma de Desempenho para Edificações Habitacionais de até Cinco Pavimentos, em vigor desde o dia 12 de maio, difere-se substancialmente das normas existentes, pois não trata de sistemas construtivos ou materiais constituintes do edifício. Sua atuação é sobre o desempenho do edifício habitacional, ou seja, seu comportamento global.

A Norma estabelece requisitos e critérios de desempenho considerando as exigências do usuário. Essas exigências, antes subjetivas, viraram requisitos técnicos, com parâmetros determinados. Por isso, muitos conceitos presentes não são considerados em normas prescritivas, como, por exemplo, a durabilidade dos sistemas, a manutenibilidade da edificação, o conforto tátil e antropodinâmico dos usuários.

O prazo para adequação de projetos à Norma é de seis meses. Portanto, a partir de 12 de novembro, todos os projetos protocolados nas prefeituras devem estar de acordo com a Norma de Desempenho. Vale lembrar que a NBR 15.575 não se aplica a obras de reforma ou retrofit.
Marcelo Scandaroli
Os pisos internos devem atender a muitos conceitos antes subjetivos, como conforto tátil
Elaboração e natureza da Norma

Idealizada a partir de um pedido da Caixa Econômica Federal, a Norma inicialmente foi concebida para atuar sobre edifícios residenciais de até cinco pavimentos, para guiar uma análise qualitativa dos edifícios de interesse social. "Havia uma necessidade de atender a essas famílias, e a Norma veio cobrir essa lacuna", explica Inês Battagin, secretária do comitê de estudos da Norma.

Porém, os conceitos colocados na Norma tornaram-na bem mais abrangente. No final, a Norma de Desempenho pode ser aplicada a qualquer edifício residencial, exceto nos requisitos influenciados pela altura. E isso vai impactar, de alguma forma, todas as novas construções de edifícios.


Divulgação: Incepa
Os sistemas hidrossanitários também comportam quase todos os requisitos, desde estanqueidade e isolamento acústico até adequação ambiental
O conceito de normalizar o desempenho segue uma vertente internacional, iniciada na década de 1980. Em 1992 foi criada uma norma britânica (BS 7543), que versa sobre a durabilidade para edifícios e elementos componentes, com conceitos de desempenho. Essa norma britânica, segundo Battagin, guiou os critérios de durabilidade e vida útil da NBR 15.575.

Inês Battagin resume da seguinte maneira: "Existem três atores importantes. Quem faz o projeto, que deve pensar em todos os conceitos; quem executa, que deve agir na direção do desempenho; e o usuário, que deve usar da maneira correta. Estamos aliando esses três atores".

Marcelo Scandaroli
Paredes, pilares etc. podem ser produzidos com distintos concretos e mesmo outros materiais
A Norma de Desempenho brasileira, porém, é mais avançada que muitas outras internacionais. Ainda, segundo Battagin, internacionalmente evoluiu-se muito em questões de desempenho acústico, térmico e um pouco de lumínico, "mas queríamos uma visão mais plena, mais inteira". Carlos Alberto Borges, coordenador da comissão de estudos, destaca o item da vida útil de projeto: "No Brasil, é a primeira norma que coloca a obrigação da vida útil em projeto". Para Borges, de certa forma, isso obriga o setor a não pensar apenas em custo inicial de construção, mas em custos de operação e manutenção.

Construtores também concordam que a Norma de Desempenho trará benefícios à indústria da construção em geral.
Cláudio Mitidieri, gerente do Laboratório de Sistemas Construtivos do IPT (Instituto de Pesquisas Técnológicas do Estado de São Paulo), também colaborador da Norma, acredita que as construtoras aprimorarão seus sistemas de gestão internos de qualidade e seus relacionamentos com fornecedores. "Será necessário uma interação maior, e o impacto da Norma é positivo"
 Daqui para frente
 
Mesmo sendo um grande primeiro passo, a Norma de Desempenho deve sofrer muitos questionamentos. Construtoras e os integrantes da comissão de estudos concordam que agora é que as dúvidas devem começar a surgir.  "A Norma é complexa, por isso é necessário uma organização setorial para um estudo dirigido e um entendimento da Norma de Desempenho", aponta ele. Se alguns setores sentirem algum exagero nas exigências, se houver justificativa técnica e consenso, a Norma poderá ser revista. 


 Estrutura da NormaA Norma divide-se em seis partes: Requisitos gerais; Requisitos para os sistemas estruturais; Requisitos para os sistemas de pisos internos; Sistemas de vedação verticais externas e internas; Requisitos para sistemas de coberturas; e Sistemas hidrossanitários. Não são contemplados os sistemas elétricos, que fazem parte de um conjunto de normas com base na NBR 5.410.

Marcelo Scandaroli
A Norma estabelece as lâminas d'água e o tempo de ensaio dentro do qual não deve haver infiltração
Nos requisitos gerais são definidas as exigências dos usuários que se transformaram em requisitos. São eles: segurança (estrutural, contra o fogo, no uso e na operação), habitabilidade (estanqueidade; conforto térmico; conforto acústico; conforto lumínico; saúde, higiene e qualidade do ar; funcionalidade e acessibilidade; conforto tátil e antropodinâmico) e sustentabilidade (durabilidade, manutenibilidade, impacto ambiental). Cada requisito tem seus critérios mínimos definidos  ou, se for o caso, são indicadas as normas a serem consideradas.





















Níveis de desempenho
A norma define três níveis de desempenho: Mínimo (M), Intermediá­rio (I) e Superior (S). Todos os sistemas devem ter um desempenho que atinja  pelo menos o nível M. Os prazos de garantia mínimos, por exemplo, devem ser aumentados em 25% ou 50% para se atingir os níveis I e S, respectivamente.

No impacto de corpo mole em pisos, um impacto de 480 J atende ao nível M se não ocasionar ruínas, sendo admitidas falhas localizadas (como fissuras, destacamento e outras). Porém, só serão alcançados os níveis I e S se não houver nem ruína nem falhas. Em outro exemplo, no desempenho de vedações, os ensaios de campo para níveis de ruído determinam nível M para índice de redução sonora na faixa de 30 a 34 dB. O nível I é alcançado com desempenho melhor, com redução de 35 a 39 dB, e, o S, acima de 39 dB.

Essa classificação deve ser um diferencial para a comercialização do imóvel, pois se pode cobrar mais por um empreendimento que tenha melhor desempenho e durabilidade, e que possivelmente trará menos custos, por exemplo, com economia de energia.







 Segurança contra o incêndioSegurança contra o incêndio
 
A segurança da estrutura contra incêndios foi pensada em seis partes: dificultar o princípio do incêndio, evitar a inflamação generalizada, dificultar a propagação do incêndio, minimizar o risco de um colapso estrutural, facilitar a fuga e, por fim, dispor a edificação de sistemas de extinção e sinalização de incêndio.  A Norma estabelece que, para dificultar  o princípio do incêndio, deve-se proteger a edificação contra descargas atmosféricas, ignição nas instalações elétricas e vazamentos nas instalações de gás. O projeto e execução desses itens devem seguir as normas existentes.


Para dificultar a inflamação generalizada,  deve-se avaliar todos os materiais que compõem tanto a face interna como a externa do edifício, de tal forma que eles tenham características de propagação de incêndio controladas. Já para a propagação do incêndio para fora da unidade, deve-se atentar para a distância entre os edifícios, as medidas de proteção (como portas corta-fogo) e sistemas que assegurem a estanqueidade e isolamento. Para evitar o colapso estrutural, a avaliação das estruturas deve ser feita segundo normas já existentes. As rotas de fuga e os equipamentos de extinção, sinalização e iluminação de emergência também devem atender a norma própria.

Isolamento de ruído
Há critérios tanto para ruído de impacto em piso como para ruído aéreo entre unidades. O nível de pressão sonora (para o impacto) deve ser no máximo de 80 dB, e o valor mínimo é o correspondente a um piso de concreto maciço com espessura de 10 cm. Para a análise, podem ser utilizados tanto o método de engenharia como o método simplificado, ambos descritos na Norma.

Para isolamento de ruído aéreo, a Norma prevê ensaios em laboratório e em campo. Em laboratório, a redução sonora deve ser de 40 dB para paredes que separam áreas privativas de áreas comuns e 45 dB para paredes e pisos que separam unidades habitacionais. Para avaliação em campo, o requisito é a diferença de nível entre ambientes, que deve ser de 35 dB para paredes que separam áreas privativas de áreas comuns e 40 dB para paredes e pisos que separam unidades habitacionais.

Método de avaliação do desempenho térmicoSão três procedimentos que avaliam a adequação da habitação às oito regiões bioclimáticas do Brasil, definidas na NBR 15.220-3: o simplificado, que consiste na verificação de que os sistemas de vedação e cobertura atendem aos requisitos da própria Norma de Desempenho; e os procedimentos globais, de simulação computacional e medição - "in loco" ou em protótipos.

A edificação que não atender ao procedimento simplificado pode ser aprovada por uma avaliação global. Para a medição, são estabelecidos os recintos para medição, a orientação para simulação ou construção do protótipo, entre outros. Para a simulação computacional, há critérios de avaliação tanto para condições de verão quanto para inverno. Há orientações para a especificação dos dados de entrada no programa em relação à ventilação, absortância das paredes, recintos adjacentes etc., tanto para o verão como para o inverno, e tanto para edificações térreas como multipiso.

Vida útil de projeto x garantia
A norma define o que é a VUP (Vida Útil de Projeto), conceito que difere de prazo de garantia. A VUP é o tempo dentro da qual o edifício e seus sistemas devem atender aos requisitos de desempenho estabelecidos. Já o prazo de garantia é o período de tempo no qual a ocorrência de defeitos não pode ser justificada por mau uso ou envelhecimento natural, garantido pelo construtor ou incorporador.

São oferecidas diretrizes para as definições dos prazos mínimos de garantia por parte dos construtores e incorporadores. Já os prazos mínimos de VUP para cada sistema da edificação são definidos conforme tabela abaixo:

Sistema/VUP mínima (anos)
n Estrutura ≥ 40
n Vedação vertical externa ≥ 40
n Vedação vertical interna ≥ 20
n Cobertura ≥ 20
n Hidrossanitário ≥ 20
n Pisos internos ≥ 13



fonte: http://www.revistatechne.com.br//engenharia-civil/158/artigo174101-1.asp

Abajur de papel

Empresa ucraniana alia design e o ecologicamente correto na criação de peça


O Studio belenko!, da Ucrânia, buscou inspiração nas folhas de uma pilha de livros para criar o abajur Paper Lamp. E o melhor é que a peça é sustentável: a ideia é que ela seja feita de papel reciclado, já que é apenas um objeto-conceito.


quarta-feira, maio 19, 2010

Campus UEPB  Patos, PB

Campus UEPB Catolé do Rocha, PB




                                                     Final de expediente


Campus UEPB - Monteiro



Igreja de Monteiro - Linda, tinha que colocar essa foto.