sexta-feira, junho 11, 2010

Recuperar paredes e rodapés com infiltração

Paredes e rodapés úmidos são decorrentes de falta ou de uma falha na impermeabilização durante a construção. Abaixo, os passos de como evitar esse tipo de problema:

1-Fundações não impermeabilizadas ou com falhas permitem que a água do solo seja absorvida pela alvenaria, causando o efeio de umidade nos rodapés de paredes. Outra causa para esse tipo de umidade é a batida da água da chuva que provoca infiltrações nas paredes.

2-Remova todo o revestimento contaminado, além dos resíduos de carbonatação (depósitos de sais na superfície), obtendo uma superfície sólida.




 3-Também pode ser utilizada uma desempenadeira específica para raspagem do revestimento contaminado. Dependendo da gravidade do problema, pode ser necessário chegar até a alvenaria.





4-Após a remoção do revestimento contaminado deve-se garantir que a base esteja limpa, sem pó, óleo, tinta ou qualquer outra substância que impeça a boa aderência da argamassa de reparo.


5-Lave com água limpa removendo todos os resíduos.


6-Misture com águal limpa (proporção indicada na embalagem). Em um recipiente estanque, limpo, protegido do sol, vento e chuva, misture todo o contetúdo de um ou mais sacos (a água deve ser adicionada aos poucos) até obter uma consistência pastosa e firme.

7-Misture recuperação Anti-umidade Quartzolit manual ou mecanicamente, com quantidade de água indicada na embalagem do produto.

8-Elimine as falhas nas juntas da alvenaria preenchendo com recuperação Anti-umidade.
9-Molhe a base e aplique o produto com uma desempenadeira.

10-Após o puxamento, regularize com régua de alumínio. O revestimento de paredes deve ser feito em uma única demão para espessura até 2,5 cm. Para espessuras maiores, aplique a segunda demão somente quando a anterior estiver firme para suportar a segunda. A espessura máxima do revestimento será de 5 cm com aplicação em duas ou mais demãos.

11-Após o puxamento, regularize com régua de alumínio e dê o acabamento com desempenadeira plástica para obter uma superfície plana e regular.

quinta-feira, junho 10, 2010

Mármore e Granito




O uso do mármore e granito em construções tem uma história muito antiga. Tem-se notícia de seu uso 3º e 4º milênio aC.

No período Greco-Romano o Mármore passa a ser muito mais utilizado. Roma em 660 dC teve sua primeira importação de Mármore para construção de residência Consular. Para frente, a expansão foi muito maior sendo utilizado na ornamentação de Edifícios (ornamentos de arquitetura), elaboração de colunas, vasos, tanques e objetos requintados para ostentação de riqueza.

 Na idade média já eram aplicados em Palácios, Castelos etc. No Século XVII ocorre a descoberta de novas jazidas na Espanha, Itália, França, proporcionando novos tipos.

CARACTERÍSTICAS

O Mármore apresenta versões industrializadas que são constituídas de pedriscos prensados com resina. Já nos naturais as Cores são uniformes e podem acompanhar os veios possuindo baixa resistência à abrasão. São constituídos de Carbonato de cálcio e magnésio, apresentam uma grande diversidade de cores, são sensíveis a alimentos ácidos e produtos de limpeza, também são encontrados em diversas medidas de Chapas, como também, em placas de 40×30cm, 40×40cm e 60×30cm(preços menores)

O Granito é extraído de rocha ígnea dura e constituído de quartzo, feldspato, mica. Por isso, apresenta alta resistência, não risca e raramente deteriora. O desgaste é de 0.5 a 0.6mm(IPT) e é encontrado em diversas medidas de chapas e acabamentos, como segue:


• Jateado( jatos de areia): Feito a partir de jatos de areia, que dão aspecto opaco às pedras. Usado tanto em mármores e granitos e indicado para áreas externas

• Levigado(lixamento bruto)/Aspecto rústico: Usado tanto em mármores como em granitos, trata-se de um acabamento semi-polido, adequado a áreas internas e externas

• Flameado(jato de fogo)/Áspero(externo): Feito a base de fogo, dá um aspecto rugoso e ondulado. É indicado somente para granitos com espessura igual ou superior a 2,0 cm. Por isso, é indicado para áreas externas devido à propriedades antiderrapantes

• Apicoado(pequenas marteladas)/Aspereza variável: Feito a partir de impactos, dá um aspecto poroso e uniforme ás pedras.É indicado somente para granitos com espessura igual ou superior a 2.0cm e para áreas externas devidas á propriedades antiderrapantes

• Polido(brilho)/Estética: Liso e brilhante, feito a partir de lustração tanto em mármores como granitos. É escorregadio em contato com a água.

Para o assentamento do mármore ou granito, as regras são as mesmas adotadas para as pedras naturais sendo que o contra piso e paredes devem estar impecavelmente nivelados. É importante salientar que suas faces internas precisam ser impermeabilizadas, bem como, o contra piso para evitar futuros problemas de mancha.

O Planejamento da paginação é extremamente importante para que não ocorram erros de estética ou desenhos, no assentamento (Existe uma diversidade de formas possíveis para paginação). As placas devem ser numeradas antes do corte e o desenho deve ser remontado pela continuação dos veios, na instalação. Outra opção é a Aleatória (Preferencialmente a instalação de pedras mais claras na entrada e manchadas em locais menos visíveis). 

Antes da colagem do revestimento, deve-se aplicar argamassa/cimento branco ou o indicado, areia lavada e peneirada usando o mínimo de água na mistura e instalação para evitar problemas de eflorescência (mancha preta). A colagem deve ser feita com argamassa Colante-Específico Mármore/Granito e rejunte para pedras.

Mármore:
Granito:

MANUTENÇÃO

A manutenção de mármores e granitos é muito semelhante e deve seguir a mesma feita para as pedras naturais. No caso do tráfego leve de pessoas ela não necessita de nenhum produto particularmente sofisticado a limpeza e pode ser feita com detergente neutro diluído em água limpa, que deverá ser trocada com freqüência. Para proteção pode se utilizar ceras normais, naturais ou sintéticas (Usar enceradeira do tipo doméstica).

Em superfícies já tratadas, a limpeza pode ser feita com água limpa e fria, adicionando uma pequena quantidade de detergente neutro diluído. Em superfícies de pequenas o uso da esponja ou pano é ideal para substituir a água.

Para tráfego intenso de pessoas o ideal é a contratação de uma empresa profissional. Neste caso, é importante fazer uma aplicação, em camadas, de ceras a base de resina polimérica com o uso de um pano embebido, deixando seca cada camada antes de aplicar a seguinte. O uso da enceradeira com alta rotação colabora no endurecimento da cera pela ação mecânica(Polimento).



quarta-feira, junho 09, 2010

Led

Durante muitos anos, utilizamos os recursos do planeta como se estes fossem inesgotáveis. Felizmente, este é um comportamento que a sociedade de hoje já não permite mais. Adquirimos novos hábitos e o mais importante, tomamos consciência. Nessa nova jornada global foram várias as tecnologias que vieram como solução para o desenvolvimento sustentável, uma delas é o LED.

O Light Emitting Diode – LED – é um dispositivo emissor de luz que possui diversas aplicações no mundo de hoje. Podemos observar em sinais de trânsito, lanternas de carros, televisores e equipamentos de iluminação profissional com atuação em fotografia, shows e televisão. Em alguns países já encontramos os LED em iluminação pública e de interiores.

Em um mundo onde mais de 20% de toda energia elétrica gerada é destinada a iluminação, o LED representa importante opção, pois sua eficiência é de 90% contra menos de 10% das lâmpadas incandescentes. Pensando nisso, muitos países já inseriram na sua legislação restrições à fabricação de lâmpadas incandescentes.

A Luz do LED não é somente um assunto apaixonante, nós acreditamos que seja de vital importância. 

 A luz perfeita é a luz do Sol. É a que tem todas as cores de forma balanceada. É a luz de 5600K.
LUZ DE LED – COMO COMPARAR COM AS LUMINÁRIAS INCANDESCENTES

Uma pergunta recorrente é: qual a equivalência em watts quando se compara a luminária de LED com a incandescente?

Esclarecendo:

Watt (W) mede o consumo de energia elétrica,
Lux mede a quantidade de luz que uma luminária gera em uma determinada área
Kelvin (K) mede a Temperatura de Cor.
Então, para comparar a luminária de LED e a incandescente é necessário considerar as medidas de Lux, Kelvin e Watts. E para alcançar qualidade na Iluminação de uma cena é determinante conhecer a relação de Temperatura de Cor (K) e Lux.

Como é do conhecimento de todos, em televisão tudo tem de ter as cores balanceadas. Há 4 opções: Iluminar com uma luz branca (5600K), Filtrar a luz, Filtrar na lente ou Fazer um “White balance” na câmera. E efetivamente todas as medidas de luz para televisão deverão ter como referencia a Temperatura de Cor de 5600K (luz branca).

Como já abordamos anteriormente, se você comprar uma luminária de 3200K fatalmente terá que usar filtros para corrigir a luz. No entanto, esses filtros reduzem a quantidade de luz que a cena receberá. De nada adianta comprar um luminária com lâmpadas incandescente de 300W, se quando corrigir para 5600K restarem apenas 300 lux. Com uma LED light você terá o mesmo efeito consumindo apenas 6W e ainda reduzirá o calor emitido e o peso da luminária.

Apresentamos um exemplo de como comparar luminárias incandescente e LED. No caso usamos uma lâmpada dicróica de 50W, corrigimos sua temperatura de cor original de 2700K para 5600K com gelatinas de correção. O resultado está mostrado abaixo.

Luminária        Cor Original  Ivmax (5600K)       Angulo (θ/2)       Consumo
Dicroica GU5.3    2700K        286 lx@1m               30o                 50W
Prolite Six (LED) 5600K        1160 lx@1m             30o                  11W

Neste contexto, concluímos que o LED (Prolite Six) equivale a 4 lâmpadas dicróicas de 50W cada, ou seja, o LED (Prolite Six) equivale a uma lâmpada dicróica de 200W.

O baixo consumo permite que as luminárias de LED sejam utilizadas em externas, alimentadas por baterias.

Luz é essencial, se não houver luz, não existirá nem imagem nem vídeo. Mas necessitamos saber como iluminar.

A Iluminação pode alterar as sensações de uma cena, produzir medo, suspense, mas pode também transmitir alegria. Não importa as sensações, a iluminação deve antes de qualquer coisa fornecer a quantidade correta de Lux para uma câmera produzir uma boa imagem. 

No Brasil, observamos que existem muitos iluminadores de talento imensurável, porém ainda faltam luminotécnicos, profissionais que irão calcular os diversos fatores de iluminação. Portanto precisamos destacar a importância do profissional de Light Design.

Um dos principais fatores de uma boa iluminação é a correta intensidade de luz. 




Vantagens dos LEDs
Os LEDs oferecem inúmeras vantagens sobre as lâmpadas tradicionais. A relevância dessas vantagens dependerá da aplicação em causa, mas de forma geral essas vantagens incluem:

  • Vantagens gerais

    • Longevidade muito longa (50.000 horas)
    • Baixos custos de manutenção
    • Maior eficiência do que as lâmpadas incandescentes e de halogénio
    • Acendem-se instantaneamente
    • Totalmente reguláveis sem variação da cor
    • Emissão directa da luz colorida sem filtros
    • Espectro de cores completo
    • Controlo dinâmico da cor e ponto branco ajustável
  • Vantagens para o design

    • Liberdade total de design com iluminação escondida
    • Cores brilhantes e saturadas
    • Luz direccionada para sistemas mais eficientes
    • Iluminação robusta e resistente às vibrações
  • Vantagens ambientais

    • Sem mercúrio
    • Sem radiação IV ou UV na luz visível

Como é que funcionam?

O LED é um dispositivo semicondutor. Quando é fornecida corrente ao LED, os electrões deslocam-se através do semicondutor e alguns entram num estado de baixa energia. Durante esse processo, a energia "poupada" é transformada em luz. O comprimento de onda (e logo a cor) da luz pode ser ajustado para praticamente qualquer valor, utilizando materiais semicondutores e processos de produção diferentes. Além disso, a difusão do comprimento de onda da luz emitida é relativamente estreita, dando origem a cores mais puras.

Actualmente, a maioria dos LEDs são feitos de materiais semicondutores compostos tradicionais, como o nitrato de gálio (GaN). No entanto, começam também a surgir LEDs feitos de materiais orgânicos (OLEDs). Aqueles que são feitos de polímeros (geralmente chamados PLEDs ou PoliLEDs) oferecem muitas das vantagens dos LEDs tradicionais e podem ser inseridos em fontes de luz dobráveis.

 Actualmente não há LEDs amarelos, mas esta cor pode ser obtida facilmente pela combinação de LEDs de cores diferentes, por exemplo vermelho e verde.

Iluminação LED está espantosamente beirando a perfeição: Econômica, duravel, eficiente, ecologicamente correta, baixa taxa de manutenção e agora inventaram uma lâmpada que não atrai insetos. Não sei se isto é uma particularidade da lâmpada para iluminação pública da Empresa Japonesa Iwasaki Electric ou das lâmpadas LED em geral.

Mas afinal qual a importância de não atrair insetos ? Luminárias que atraem insetos necessitam de manutenção periodica, uma vez que os vidros ficam cheios de insetos mortos, tanto por dentro como por fora. As lâmpadas LED não atraem insetos pois não emitem raios Ultra Violetas.



 A Empresa Japonesa Iwasaki Electric desenvolveu uma lâmpada especial (foto acima) que além de consumir apenas 15W por ter três modulos LEDs comprimidos, ilumina o equivalente à uma lâmpada LED de 40 Watts, o equivalente a uma lâmpada convencional de 400W e ainda dura 40 mil horas.





Charles Meeker, o prefeito de Raleigh falou que a substituição da iluminação dos estacionamentos municipais por LED proporcionará uma econômia de 80 mil dolares por ano. Meeker informou que o gasto anual da Prefeitura de Raleigh com energia para iluminação pública é de 4 milhões de dolares e já planeja substituir toda iluminação pública por iluminação LED, tornando Raleigh a primeira cidade iluminada a LED e de quebra colaborar para a redução do aquecimento global.

Ainda segundo matéria na WRAL, iluminação LED dura 20 vezes mais que a iluminação tradicional e  o uso intensivo de iluminação LED evitaria a necessidade da construção de 40 usinas geradoras de energia elétrica até 2020.

A aplicação de LEDs como iluminação é uma tendência crescente nas mais variadas áreas, Empresas como a Asus, Fujitsu e Sony introduziram o uso de LEDs na iluminação de fundo das telas de seus notebooks, possibilitando maior brilho e telas mais finas. Empresas do setor automobilisticos como a Toyota e Volkswagem também estão usando LEDs nos farois e lanternas de seus veículos topo de linha, apesar do custo inicial da iluminação LED ser maior, o ROI se dá em 12 meses e ainda tem uma série de vantagens como menor stress visual, maior economia, maior vida útil, não tem o flick das lâmpadas fluorescentes.

Com certeza precisamos rever nossos conceitos de iluminação, pois os LEDs estão presentes cada vez mais no nosso dia a dia.

A iluminação com LEDs é a evolução em termos de iluminação no novo milênio, pois são ainda mais compactas, mais eficientes e ecologicamente corretas. Os LEDs que estamos falando são uma evolução dos mesmos que existem no seu equipamento de som, TV, aquela luzinha verde, amarela ou vermelha.

A eficiência dos LEDs foi aumentando e hoje temos aplicações práticas no nosso dia a dia. Quer um exemplo? Sabe aquele sinal de transito à energia solar instalado na Reserva da Barra da Tijuca no Rio de Janeiro, ele é LED.

Ainda dando asas a imaginação, imagine soluções como as da Morpheus, integradas ao novo conceito multiponto, e conectadas ao sistema de automação residencial. A iluminação agora alem de ser percebida ainda poderá ser colorida, trazendo verdadeiras sessões de cromoterapia ao ambiente e à familia pelo simples pulsar em uma tecla de iluminação.



Jardins em Pequenos Espaços

Muitas vezes os espaços que dispomos para a execução de um jardim são pequenos, principalmente quando se fala de apartamentos, onde o que nos resta é a varanda, não é? Mas, nem por isso, é necessário deixar de lado a idéia de ter um jardim.
Jardim Pequeno


A seguir, alguns exemplos de jardins em pequenos espaços, sejam eles, naquele cantinho do quintal ou na varanda:

Na Figura 1, num espaço de aproximadamente, 2m x 2m, foi possível compor um gracioso jardim. Para tanto, foram utilizadas algumas espécies como lanterninha-japonesa (Abutilon megapotamicum), Ixoras (Ixora coccínea 'Compacta'), Periquito (Alternanthera ficoidea), Azulzinha (Evolvulus glomeratus) e, nos vasos dispostos no centro, algumas ervas como hortelã, alecrim e bálsamo. Espécies, estas, encontradas em praticamente qualquer garden center e que são fáceis de cultivar.


Em outro exemplo, (Figura 2 e 3), temos um terraço, na laje de cobertura da garagem de uma residência.

Aqui, a preocupação foi com a baixa manutenção. Para economia durante o manejo cotidiano, não foi deixado nenhum canto inacessível, o que evita arrastar os vasos na hora da limpeza. As espécies utilizadas neste projeto foram:


    * aequimea(1),
    * palmeira-cariota(2),
    * buxinho(3),
    * trapoeraba(4),
    * epidendro(5),
    * calanchoe(6),
    * bananeira-de-jardim(7),
    * grama-preta(8),
    * musgo(9),
    * bromélia(10).

Inspire-se nas idéias e se presenteie com um cantinho verde... Vale a pena.


Fonte: http://www.jardineiro.net/br/artigos/pequenos_espacos.php

terça-feira, junho 08, 2010

Casa de tora

Entre as espécies de reflorestamento cultivadas, o eucalipto é um gênero de rápido crescimento, com boa aparência, características físicas e mecânicas razoáveis e com condição de melhoramento, facilitando o seu uso como matéria‐prima alternativa no mercado madeireiro. No âmbito da construção civil, o eucalipto é amplamente utilizado de forma transitória (escoras, formas e andaimes), na execução de obras de engenharia em geral (pontes, pórticos, etc.) e em edificações comerciais e residenciais, na forma roliça,serrada ou laminada e colada.




Abaixo algumas dicas importantíssimas para quem está pensando em construir em madeira toda a casa:


ÁREAS CRÍTICAS – MEDIDAS PREVENTIVAS
Elementos estruturais dos pisos térreos das edificaçõesUtilizar fundações de concreto tipo sapata corrida, com o piso elevado do solo, provendo drenagem superficial ao redor da edificação.

Locais enclausurados, úmidos e mal arejados, exemplo: espaço entre barroteamento:
Propiciar ventilação do espaço entre o barroteamento e o solo, com o envenenamento do solo.

Canalizações de água e esgoto fixos na madeira:
Propiciar o acesso fácil a rede de água e esgoto. Não deixar a madeira em contato com a umidade, colocando uma interface de material impermeável.


Batentes de portas e janelas em contato com paredes úmidas

Impermeabilização, emprego de espécies mais resistentes e proteção de
pintura a óleo.

Tacos, assoalhos, assentados sobre pisos em que a água do solo tenha acesso por capilaridade

Impermeabilização do contra‐piso em argamassa e a utilização de sarrafos de fixação com pintura impermeável, deixando espaços entre a última tábua do assoalho e a parede.


Peças de madeira em áreas úmidas como cozinha e banheiro.Receber revestimentos impermeáveis, tais como: tinta esmalte e tinta óleo, tomando‐se cuidado nas extremidades das peças.

Lambris externos

Distanciamento mínimo recomendado do solo de 30 cm. Quando se trata de dois pisos a transição dos lambris externos verticais deve receber proteção metálica fazendo o papel de pingadeira. Emenda de topo dos lambris devem sempre deixar espaço na sua junta.

Elementos estruturais em contato direto com o solo ou embutido em concreto

Tratamento por processo de impregnação pressurizada. Sugere‐se que o concreto não seja impermeabilizado, pois normalmente na sua interface surgem frestas que permitirão infiltrações de águas de chuva. É importante
garantir a drenagem do concreto. Uma solução é utilizar dispositivo metálico deixando a extremidade do pilar ventilado.

Peças de telhados, próximas a rufos, calhas e telhas.

Devem receber atenção especial no seu detalhamento e as peças que ficarão em contato direto com as telhas devem receber tratamento químico, além de adotar medidas visando facilitar a substituição das mesmas.
Os topos expostos das peças de madeira da cobertura (caibros,terças) absorvem umidade com maior facilidade.

Detalhes construtivos para proteger estas extremidades; corte em ângulo reto das extremidades dos caibros; colocação de peças como testeira que evitam a exposição direta das extremidades possibilitar maior rigidez do beiral.

Fendas, juntas e áreas ao redor de conectores como parafusos, pregos, etc.

Além do desenho, pode‐se fazer uso de borracha como espaçadores de maneira para não permitir a permanência de água.

Soleira inferior do diafragma e os topos inferiores dos montantes verticais.

Necessitam de cuidados em relação à umidade do solo. Os usuários devem receber uma orientação sobre a prática de limpeza interna da edificação, como não lavar o piso por exemplo. Caso o piso for cerâmico, o rodapé deve ser do mesmo material cerâmico (10 cm).


Projeto

Projeto - Cafeteria Quiosque

segunda-feira, junho 07, 2010

Arquitetura sustentável repercute no mercado da construção civil


A defesa por um mundo sustentável deixou de ser bandeira, compreendendo um movimento de conscientização em prol de um planeta que utilize recursos naturais





O foco na sustentabilidade ganha, a cada dia, mais força dentro da sociedade contemporânea. A defesa por um mundo sustentável deixou de ser bandeira, compreendendo um movimento de conscientização em prol de um planeta que utilize recursos naturais mantendo a sua continuidade e preservação.

PROJETO CONSCIENTE

Segundo Lorena, o conceito de arquitetura sustentável mantém o olhar racional sobre os projetos arquitetônicos, entendendo-os como corpo do habitat vivo, desmistificando o senso comum de que construções devem ser apenas artísticas.

“O projeto de arquitetura sustentável contesta a ideia do edifício como obra de arte e o compreende como parte do habitat vivo, estreitamente ligado ao sítio, à sociedade, ao clima, a região e ao planeta. Compromete-se a difundir maneiras de construir com menor impacto ambiental e maiores ganhos sociais, sem, contudo, ser inviável economicamente”, explicou a arquiteta.

Aproveitar a natureza do lugar e respeitar seus limites, destacou Lorena, é uma das características principais para uma construção sustentável. Algumas técnicas, inclusive, são utilizadas desde os antepassados. “Muitos exemplos podem ser citados ao longo da história como cada povo construiu usando os elementos que dispunham ao redor de suas ocupações”, contou.

A profissional ressaltou que utilizar recursos da natureza sem agredir o meio ambiente é o que existe de mais moderno na arquitetura atual. Para isso, os projetos devem primar pela utilização de maneira adequada dos elementos naturais, como o vento, a água e o sol.

“Fazendo projetos aliados aos recursos da natureza, devemos não somente atender a necessidade econômica dos clientes, como também garantir a sustentabilidade do planeta”, argumentou.

Para Lorena, atualmente, os edifícios são os principais responsáveis pelos impactos causados à natureza, pois consomem parte de toda a energia usada nos países desenvolvidos e produzem mais da metade de todos os gases que vem modificando o clima.

Isso comprova que a construção civil é considerada uma das atividades que mais geram resíduos e alteram o meio ambiente, em todas as suas fases, desde a extração de matérias-primas, até o final da vida útil da edificação.

“Essas alterações sobre o meio ambiente abarcam desde as etapas de construção de determinado empreendimento até os momentos de manutenção, reforma, ampliação, desocupação e demolição”, comentou.

VANTAGENS

Os resultados obtidos pela arquitetura sustentável são percebidos em todas as esferas da sociedade, pois perpassam além da questão ambiental, refletindo na economia e nas causas sociais. Pontos como redução dos custos de investimento, valor agregado ao produto e redução de riscos são algumas vantagens dos projetos sustentáveis elencadas pela arquiteta.

“As principais vantagens para um projeto com o conceito de sustentável, são tanto do ponto de vista ambiental quanto dos aspectos sociais, culturais e econômicos. Esse projeto proporciona um grande benefício para os consumidores que terão uma casa saudável, clara, termicamente confortável e que gasta menos água e energia. Além de beneficiar o meio ambiente, ele garante o bem-estar de seu usuário, faz bem para a saúde, o bolso e ao planeta”, analisou Lorena.

No mercado imobiliário, observou a arquiteta, a prática da arquitetura sustentável em empreendimentos pode ser ainda mais vantajosa. “Esse nicho de mercado é hoje um diferencial, mas no futuro se transformará em requisito, pois está dentro da necessidade de melhores indicativos de qualidade de vida”, ponderou.

SOBRE LORENA

Lorena Andrade Cavalcanti é formada em Arquitetura e Urbanismo e, atualmente, cursa Pós-Graduação em Lighting Design e Arquitetura de interiores. Em 2009, montou o próprio escritório, onde desenvolve projetos, reformas de interiores residenciais, comerciais, corporativos e maquetes eletrônicas. “Tenho como meta trabalhar com agilidade e precisão. Por isso, utilizo uma metodologia em que os projetos são desenvolvidos em maquetes eletrônicas 3D humanizadas desde os primeiros estudos. Desta forma, o cliente e o arquiteto conseguem conversar ‘a mesma língua”, assegurou a arquiteta.

Antes de iniciar o curso, a profissional confessa que tinha uma visão romântica e limitada a respeito da Arquitetura. Entretanto, o dia a dia fez Lorena perceber as outras faces da profissão. “Para mim, a arquitetura surge do encontro do arquiteto com suas experiências e desejos com o cliente.

Muitos arquitetos deixam de evoluir justamente por fixar-se em receitas prontas. Eles deixam de se arriscar fazendo com que a identidade do cliente seja esquecida. Acredito na criação de uma identidade do trabalho do arquiteto, mas acredito que isso vai acontecendo ao longo do tempo - não é uma coisa inventada”, destacou.

Serviço:
Lorena Cavalcanti – Arquiteta e Urbanista
End.: Rua Maciel Pinheiro, Edifício Ariús, 102 Sala 34, Campina Grande-PB
Blog: http://lorenaarquiteta.blogspot.com

http://www.oestadoce.com.br/?acao=noticias&subacao=ler_noticia&cadernoID=15&noticiaID=24585

A luz é preciosa

Luminotécnica é uma arte que concilia conhecimento técnico, gosto pessoal e aspectos emocionais. Economia também é fundamental
"O maior desafio do arquiteto que desenha a luz está em conseguir bons resultados nos aspectos subjetivos"

 Alcançar resultados positivos depende diretamente de uma grande série de variantes, como tipo de ambiente, tempo de permanência no local, acuidade visual média dos usuários, compatibilidade com a linguagem arquitetônica, restrições físicas à instalação do sistema projetado, possibilidade de compor a luz artifical com a natural ou os recursos capazes de oferecer a melhor iluminação com o menor dispêndio de energia. Esses são apenas alguns dos fatores que devem ser analisados antes que o profissional se coloque diante do computador para calcular o número de lâmpadas, seu tipo e a angulação dos fachos que serão utilizados.



A luminotécnica não tem soluções padronizadas. Isso é positivo porque dispensa o rotineiro e ajuda a conquistar avanços a cada projeto, tudo começa com o espaço que receberá a luz: É preciso ter uma clara identificação do que e como será iluminado"A luz em si é invisível, o que vemos é o objeto iluminado e a fonte luminosa. A luz depende totalmente da matéria e reage de forma diferente com cada tipo de material dessa forma devemor ver a importância de conhecer essa multiplicidade de efeitos.

Um exemplo:os fast-foods costumam ter, intencionalmente, iluminação mais fria, o que induz o cliente a fazer sua refeição rapidamente e sair do local. Um restaurante com iluminação ambarizada, mais cênica e aconchegante, estimula o bate-papo, a descontração e, portanto, a permanência. E com isso as pessoas consomem mais. Esses podem ser os pontos de partida para vários projetos de restaurante, mas as diferentes condições de cada espaço, considerando a diversidade de objetos, destaques, dimensões e intenções, fazem com que cada trabalho seja único.

O mesmo vale para as lojas, embora em todas elas o projeto de iluminação tenha a finalidade básica de atrair o cliente.  Pode-se abusar da cenografia nos displays fixos e na vitrine porque isso desperta a curiosidade e quem passa acaba entrando para ver o produto com mais detalhes. Porém, as áreas internas devem receber cuidados como luz adequada para circulação ou iluminação homogênea de nível elevado nas araras e expositores, de forma que seja possível verificar a qualidade e o acabamento dos produtos. É essencial garantir boa iluminação nos setores de caixa e preenchimento de cheques, evitando ofuscamento, reflexos e efeitos que causem fadiga visual aos funcionários que passam ali horas seguidas.

  Um local bastante delicado é o provador, onde o cliente verifica se a roupa condiz com sua imagem. Esse espaço exige o máximo de homogeneidade, para não gerar sombras e ofuscamento, que desvalorizam a fisionomia do cliente e a roupa."Tecnicamente, é melhor usar iluminação do tipo camarim, com difusores por rebatimento que evitam sombras e reflexos e lâmpadas fluorescentes de nova geração, que garantem bom índice de reprodução de cores (IRC)."

Em escritórios, o projeto luminotécnico depende de uma série ainda maior de fatores, como layout, atividades realizadas, número de microcomputadores, quantidade de salas fechadas, tipos e cores de acabamento, entre outros. Se o programa é previamente estabelecido pelo layout, a iluminação também deve ser vinculada a esse desenho. Mas no escritório do tipo landscape, onde se prevêem mudanças na disposição física e a ocupação é genérica, o melhor é trabalhar com uma média uniforme. O melhor resultado aparece quando arquitetura e luminotécnica são desenvolvidos conjuntamente, independentemente do tipode escritório: A integração dos projetos é fundamental.
Em termos técnicos, o ideal para escritórios é trabalhar com luz difusa e poucos contrastes. Mas isso não significa dar tratamento monocórdico ao conjunto. Zonas diferenciadas, observando-se sempre as exigências das normas, tornam o espaço mais dinâmico e estimulante. Sempre é possível criar áreas diversificadas, em salas de espera ou de estar de uma empresa, por exemplo. Além da luz de trabalho, os escritórios que exigem grande interação necessitam de uma iluminação suave na face das pessoas. Isso torna o ambiente mais agradável e melhora a comunicação.
Temos  que evitar reflexos, contrastes e ofuscamento em escritórios. Acabamentos brilhantes, como tampos de vidro nas mesas, causam reflexos desconfortáveis e pisos escuros criam um contraste cansativo no campo da visão periférica, ele esclarece. A escolha de luminárias adequadas evita o ofuscamento da visão e os reflexos nos monitores: as de refletores parabólicos evitam o reflexo em um sentido; as duplo-parabólicas, em dois, tornando-se, portanto, ideais em projetos que exigem espaços flexíveis. As luminárias de linhas lineares comprometem a flexibilidade do layout ambiental, impondo restrições. As de formato quadrado e, principalmente, as circulares dão mais homogeneidade e simetria, facilitando as mudanças no escritório.
No design, as luminárias devem colocar função e desempenho antes da estética. Algumas luminárias bonitinhas só servem para disfarçar a falta de um trabalho de luz.É importante tomar cuidado na hora da escolha para evitar modelos que reproduzem originais, quase sempre estrangeiros. Há fabricantes que copiam formas mas não outras qualidades do produto, como ótica, engenharia, cálculos, tipo de anodização, curvaturas que refletem ou dispersam a luz e a especificidade do material.

Fonte: Adaptação de  http://www.arcoweb.com.br/lightning/tecnologia-e-iluminacao-economizar-energia-06-06-2001.html

Um banho de luz natural

SHEDS

O shed é muito utilizado em fábricas, especialmente quando não é possível obter luz lateral, ou está deficiente pela excessiva largura do corpo do edifício.
Caracteriza-se por telhados em forma de dentes de serra (faces de pouca inclinação alternadas com outras quase verticais). Essas últimas são envidraçadas.
Fornecem uma iluminação em torno de três quartos do valor obtido com a mesma superfície iluminante localizada continuamente sobre um teto horizontal.
Pede uma estruturação mais elaborada da cobertura. Pois, para proporcionar iluminação e ventilação precisam ser guarnecidos com caixilhos ou com algo que possibilite essas funções, impedindo a penetração de chuvas.
Seu melhor desempenho é quando orientado a sul para latitudes compreendidas entre 24° e 32° S, no caso do Brasil.

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• LANTERNINS
  O lanternim, abertura na parte superior do telhado, ideal para se conseguir boa ventilação, já que, permite a renovação contínua do ar pelo processo de termossifão resultando em ambiente confortável.
Sua melhor orientação, no caso do Brasil, é Norte-Sul.


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• TETO DE DUPLA INCLINAÇÃO
O teto de inclinação dupla que contém superfícies iluminantes possui quase a mesma eficiência de um teto horizontal com superfícies envidraçadas, é da ordem de 90% de eficiência, todavia, normalmente está associado a grandes ganhos térmicos.


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• CLARABÓIAS
Clarabóia: Esta tipologia requer maior manutenção devido à posição mais horizontal da superfície iluminante. Deve-se ter cautela quanto à questão térmica, pois essas podem promover um aumento desagradável da temperatura do ambiente construído.


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Clarabóias tubulares: são domus com tubos reflexivos que conduzem a luz natural da cobertura até o ambiente a ser iluminado. Recomenda-se usar em áreas que possuem a cobertura com certa profundidade e em retrofits e espaços existentes.

• CÚPULA

Uma cúpula (ou domo ) é uma abóbada hemisférica ou esferóide . Se a base é obtida paralelamente ao menor diâmetro da elipse, resulta-se em uma cúpula alta, dando a sensação de um alcance maior da estrutura. Se a seção é feita pelo maior diâmetro o resultado é uma cúpula baixa.

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• ÁTRIO

Átrio é o espaço central de uma edificação, aberto na cobertura muito utilizado como estratégia de iluminação para captação de luz em edifícios com múltiplos andares.
Historicamente o átrio foi usado como um elemento condutor de luz para o centro de edifícios. Nas residências era o local onde aconteciam as reuniões familiares, uma área privada da casa, mas aberta para o exterior em seu topo. Em edifícios comerciais e residenciais de antigamente, a maior função do átrio era levar um pouco do ambiente externo, através da iluminação natural para as áreas destinadas à circulação de pessoas. Atualmente o átrio faz parte de uma arquitetura típica de prédios comerciais, como por exemplo, em centros de compras.


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É bom ressaltar que elementos tipo “shed”, tipo “lanternim” e tetos de dupla inclinação são os mais utilizados em edifícios industriais. O elemento zenital, de superfície iluminante horizontal é usado apenas ocasionalmente, apesar da sua maior eficiência luminotécnica, necessita de elementos protetores da luz solar direta que – uma vez colocados – reduzem consideravelmente a iluminação no local. Sua utilização implica também, em um custo de uso e manutenção maior que o de outros tipos de elementos zenitais.


Fonte:http://colunistas.ig.com.br/dicasdaarquiteta/tag/iluminacao-natural