sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Recortes suavizam fachada monolítica


Quase duas décadas depois de suas obras terem sido iniciadas e paralisadas, o edifício que abrigaria a Eletropaulo deixa para trás seu visual robusto, ganha lajes maiores e nova fachada. A Torre São Paulo é, agora, sede do Santander na capital paulista e faz parte do complexo WTorre JK, que inclui outras duas edificações, um shopping e o prédio da Daslu.

Quem passa em frente da Torre São Paulo, na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, às margens da marginal dos Pinheiros, talvez não se lembre que ela foi por cerca de 17 anos o esqueleto de um edifício que deveria abrigar a sede da Eletropaulo, concessionária paulista de energia elétrica. Ao longo do tempo muitos grupos imaginaram soluções para aquela estrutura, mas foi a construtora WTorre que, em 2007, comprou o imóvel e deu a ele outra destinação. A nova concepção para finalizar o edifício mudou totalmente o projeto original, feito em 1990 pelo Escritório Técnico Júlio Neves, que tinha como proposta uma fachada pele de vidro marcada verticalmente por pilares aparentes. Entre as alterações mais significativas está o preenchimento das lajes dos pavimentos até os pilares, de modo que a área bruta do pavimento-tipo passou de 2.755 para 2.973 metros quadrados.

O aspecto originalmente robusto e monolítico da edificação foi abandonado, e a fachada contínua teve sua verticalidade acentuada pelos recortes centrais em cada uma de suas faces e pelos perfis de aço inoxidável dispostos aleatoriamente.

Com projeto assinado pelo arquiteto peruano Bernardo Fort-Brescia, do escritório Arquitectonica, que tem sede em Miami e é representado no Brasil pelo arquiteto Washington Fiúza, o edifício faz parte do complexo WTorre JK, composto por mais duas torres corporativas, shopping center e o edifício da Daslu. Instaladas em terreno de 61.055,85 metros quadrados, as edificações se distribuirão ao redor da Torre São Paulo, unidas por um bulevar de acesso ao complexo e totalizando 411.975, 60 metros quadrados de área construída. Em uma das maiores transações imobiliárias do Brasil, o banco Santander comprou a Torre São Paulo da WTorre e a transformou em sua sede na capital paulista.

De acordo com Fiúza, o programa da WTorre previa um edifício corporativo utilizando a estrutura existente. "Como a idéia era transformar o esqueleto robusto em uma fachada mais dinâmica, a solução foi dividir o volume original com um rasgo central em cada face, assemelhando-o a quatro blocos menores e mais longilíneos. A decisão de manter a estrutura existente permitiu reduzir em 24 meses o tempo de execução", informa o arquiteto.

O prédio tem 88.441,44 metros quadrados de área construída, distribuídos em 28 pavimentos-tipo, com lajes moduláveis de cerca de 3 mil metros quadrados, dois mezaninos e térreo. Com altura de 10,40 metros, o lobby no térreo está orientado para a marginal do Pinheiros e possui dois setores destinados a restaurantes, voltados para o bulevar. O fechamento do térreo segue o mesmo sistema aplicado às fachadas. Mas, em função do pé-direito triplo, a instalação dos módulos unitizados exigiu estrutura auxiliar de aço e medidas diferentes: no primeiro trecho, logo acima do piso, eles têm 1,25 x 2,90 metros, e depois seguem com 1,25 metro x 1,875 metro.

História das fachadas

"A ampliação da área construída dos pavimentos interferiu na concepção da fachada", observa o arquiteto Paulo Duarte, da empresa Paulo Duarte Consultores, responsável pela consultoria de fachadas da obra. Segundo ele, a mudança foi considerável: no projeto original os pilares eram salientes e as lajes recuadas, as fachadas seriam forçosamente peles de vidro apartadas (e não lateralmente contínuas) e a execução se faria separadamente. 

E, por questões de prazo, a vedação deveria ser realizada ao mesmo tempo, com a criação de várias frentes de trabalho, que onerariam os custos. E mais: o acabamento dos pilares externos deveria ser feito antes da instalação das fachadas. "Em contra partida, a execução teria um controle autônomo e eliminaria a dependência de continuidade dos acabamentos", afirma o consultor. Segundo ele, o impacto da alteração foi positivo em vários aspectos, pois houve aumento na área construída, redução na frente de trabalho e facilidade no detalhamento do sistema de fachada. "Se fossem mantidos os pilares salientes, a especificação dos painéis seria bem mais trabalhosa, pois para saber a medida real de cada um deles seria necessário obter as medidas exatas de cada vão ou, ainda, trabalhar entre vãos e tirar as diferenças. 

O avanço das lajes entre pilares resultou em fachadas-cortina instaladas por fora dos pilares/Iajes, permitindo absorver essas diferenças e conseguir uma modulação homogênea, eliminar os encontros laterais dos módulos com cada pilar, entre outros aspectos, o que resultou na opção pelo sistema unitizado", explica Duarte.

Os cantos também passaram por várias soluções. Originalmente, eram diferenciados dos demais trechos e havia uma quebra neles, pois o projeto original de ar condicionado previa dutos ocultos. Fora desenhado um canto quebrado, com uma grelha de tomada de ar constante que atendia à estética. "Com a alteração do projeto, os dutos foram retirados e ficou mais fácil detalhar a solução para os cantos, com a utilização de perfis de 45 graus que dão uma vedação perfeita à fachada", explica Duarte. 

A nova formatação arquitetônica revela um edifício com quatro cantos bem definidos e fachadas retas e contínuas. Devido ao tamanho das elevações - 56 x 135 metros -, o arquiteto criou uma reentrância central em cada uma, dividindo-a em dois blocos. Essa solução possibilitou módulos de 1,25 x 1,875 metro em painéis unitizados de 1,25 x 3,75 metros e permitiu que cada trecho das fachadas fosse montado separadamente, dando a opção de se empregar diferentes equipes para esse trabalho. As reentrâncias são em ângulo reto e possuem medidas diferentes. Nas faces voltadas para as avenidas Nações Unidas e Chedid Jafet elas medem 6 x 1,50 metro; as outras duas medem 5,50 x 0,70 metro.

Para criar mais um efeito na fachada, a nova proposta arquitetônica indicou um vidro de cor diferente na área das reentrâncias. Ali se adotaram refletivos cinza, enquanto nas demais áreas os refletivos são no tom prata. Com a divisão em trechos, a área envidraçada de 32,4 mil metros quadrados pode ser executada em partes, em dez meses, pelo consórcio Italux, composto pelas empresas Itefal, Luxalum e Algrad. 

O sistema utilizado é o de fachada-cortina unitizada Schüco EFSK. Outra intervenção que o arquiteto determinou foi a inclusão de perfis de aço inox salientes em relação aos montantes e dispostos aleatoriamente, quebrando a monotonia dos planos. "Como as fachadas são muito amplas, essas marcações verticais em ritmo irregular - a cada dois, três ou quatro pilares - dão leveza e evitam a repetição; como a área do prédio era muito grande, para que essas marcações se destacassem foi necessário dimensionar a profundidade dos perfis com pelo menos 15 centímetros", afirma Duarte.

“Para vencer a pressão de vento, os perfis de inox foram fabricados com chapas de 1,5 milímetros de espessura e fixados nas esquadrias, como parte do sistema unitizado", explica a arquiteta Arlena Montesano, responsável pelo setor de Desenvolvimento da Construção Civil da ArcelorMittallnox Brasil. A liga utilizada é a ferrítica K44, também conhecida como 444, e o acabamento é o escovado número 4SP. Para o melhor aproveitamento do material, o tamanho das chapas é variado. Para a área dos caixilhos a ArcelorMittal forneceu 80 toneladas de aço inox; para as demais aplicações de interiores, foram 40 toneladas do material.

Segundo o gerente geral da Schüco do Brasil, Michael H. Eidinger, "as diferentes situações na estrutura preexistente - assim como nos novos elementos estruturais -, a escolha do vidro insulado de alto desempenho fotoenergético e os perfis verticais de aço inox escovado com locação irregular exigiram cuidados especiais e diferentes tipos de ancoragens". Ele conta que, como a edificação já estava com a sua estrutura praticamente concluída, o prazo para projetar as fachadas e planejar os suprimentos foi quase inexistente: o projeto teve de ser desenvolvido junto com o andamento da obra e, na seqüência, todas as tarefas resultantes para os suprimentos e a execução das fachadas.

O papel do vidro
O consultor Paulo Duarte faz algumas observações com relação ao papel do vidro em uma obra. Para ele, vidro não tem cor, e sim aspecto, que muda ao longo do dia, conforme a incidência de luz, com as estações do ano e a orientação das fachadas. Isso tem que ser levado em conta ao especificá-Io: nos trópicos é necessário ter um vidro que barre a entrada de calor e dose a quantidade de luz no interior do edifício. "Nos prédios comerciais, deixar entrar mais de 50% da luz natural causa ofuscamento e atrapalha a visão das pessoas.

Em ambientes residenciais existem as cortinas e a entrada da luz é bemvinda. Hoje temos vidros que permitem a passagem de até 40% da luz natural e eliminam bastante o calor. Nas regiões tropicais é impossível ter um vidro que resolva tudo: ou se tira muita luz do ambiente, ou se tem muito calor.

Daí a importância do desempenho térmico do vidro", esclarece Duarte. Em São Paulo, além disso, há a preocupação acústica. Em uma obra, para definir o vidro considera-se sempre sua resistência mecânica, de acordo com o tamanho da placa, a pressão de vento do local e eventuais cargas acidentais. A espessura do vidro deve suportar essas solicitações, e a partir daí é corrigida em função do projeto de acústica. Para auxiliar no tratamento acústico também se pode trabalhar com vidros laminados de espessuras diversas, de modo a obter ganho acústico com as diferenças de freqüência.

Na Torre São Paulo, segundo Duarte, a solução térmica e acústica foi usar vidro insulado. O edifício se situa em região com muita poluição sonora, e o tráfego intenso da marginal provoca um ruído com freqüências baixas, mais graves, difícil de eliminar. Depois de vários estudos, optou-se para as fachadas por um laminado insulado de 25 milímetros (monolítico de seis milímetros + câmara de 12 milímetros + laminado de oito milímetros), da Glaverbel. Os painéis foram colados com silicone estrutural nos perfis de alumínio e para garantir a estanqueidade na vedação das juntas entre os quadros de vidro foram aplicadas três linhas de gaxetas de EPDM e de silicone.

Segundo o diretor da Glaverbel, Erwin Galtier, os vidros empregados nas fachadas da Torre São Paulo são baixo-emissivo multicamadas e considerados de bom desempenho.

Eles possuem fator de proteção solar de 25%, coeficiente de sombreamento de 26,7, transmissão luminosa de 26%, absorção energética de 40% - o vidro não aquece e com isso não há irradiação para o interior do edifício nem thermal stress das bordas -, reflexão de 32 e fator K de 1,9. Este último, também conhecido como fator U, é a relação watt/kelvin por metro quadrado, ou seja, o vidro normal tem sete unidades de troca de ar. "A frigoria ou a caloria que se encontra no interior do edifício se perde através do vidro. Nesta obra a unidade de troca é de 1,9, isto é, a perda de ar gerado dentro do prédio é muito pequena", explica Galtier. Para auxiliar no tratamento térmico do edifício, diminuindo a incidência solar, os vãos-luz receberam persianas internas e em determinadas áreas roll-on.

Maxim-ar motorizado

Por exigência do Corpo de Bombeiros, é obrigatória a instalação de caixilhos maxim-ar em edifícios com determinadas características. Trata-se de uma medida de segurança, para auxiliar na exaustão da fumaça em caso de incêndio. O número de caixilhos e sua disposição são determinados pelo grupamento de combate ao fogo. Na Torre São Paulo, as 669 unidades móveis se dividem entre manuais e motorizadas.

Os módulos medem 1,25 x 0,80 metro e estão dispostos em todos os andares, porém são motorizados e auto matizados somente aqueles definidos no projeto de exaustão de fumaça. Os caixilhos móveis têm uma regulagem de abertura para segurança. São braços com características especiais que seguram o peso da folha, suportam a pressão dos ventos e limitam a abertura em 0,30 metro.

O sistema do maxim-ar é o Schüco AWS102Ni e está integrado ao sistema de fachadas "O perfil-folha foi ajustado para a espessura do vidro insulado, sendo que o vidro externo está em overlapping perimetral. A dimensão é relativamente pequena; contudo, para a pressão de vento - sucção prevista de 2,3 mil pascals - dimensionamos os pontos de travamento e os braços de aço inox. Os acessórios foram importados da matriz, na Alemanha", explica o gerente geral da Schüco Brasil.

Segundo o consultor Paulo Duarte, o sistema de caixilhos móveis tem a função de eliminar a fumaça e está ligado à central de alarme contra incêndios do prédio. No caso de fogo em determinado andar, o sistema é acionado, as janelas se abrem automaticamente e, conforme as chamas se alastram, os caixilhos vão se abrindo. Exceto nessas ocorrências, para não haver perda de ar condicionado e por medida de segurança as janelas são abertas somente para manutenção e teste.

"A abertura das janelas” é uma questão muito discutida no mundo todo. Nos Estados Unidos e no Brasil, principalmente em São Paulo, os caixilhos são mantidos fechados o tempo todo. Já na Europa, as pessoas têm autonomia para abrir os caixilhos conforme sua vontade. Isso pode desbalancear o sistema de ar condicionado, e nesse caso muitos edifícios possuem uma central de acionamento inteligente, que, ao perceber que o condicionamento do ar está desequilibrado, assume o controle e fecha os caixilhos automaticamente", comenta Duarte.


quinta-feira, fevereiro 24, 2011

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A primeira base espacial da NASA na Terra

Um tour pela Base da Sustentabilidade



Vamos dar uma olhada nesta construção experimental ultra-verde, uma estação espacial na Terra, apelidada de Base da Sustentabilidade.

A Base da Sustentabilidade abrirá as suas portas em maio deste ano – apenas dois anos depois da construção iniciada. Esta semana, tivemos a oportunidade de comparecer ao Autodesk Sustainability Summit e ouvir de algumas pessoas envolvidas no processo como foi o planejamento desta obra da NASA, que fica em Moffett, Califórnia.

A NASA tinha uma lista de exigências para cumprir com seu prédio US$ 20.6 milhões no Ames Research Center: um ambiente de trabalho saudável, excelente qualidade do ar e iluminação natural, baixo consumo de energia e a mais difícil de todas as exigências: status LEED Platina enquanto exemplo de sustentabilidade.



“A NASA está acostumada a ser responsável no espaço, e eles querem trazer isso de volta à Terra”, explica June Grant, uma das Gerentes de Projeto da AECOM que ajudou a projetar o prédio.

Então a AECOM e a William McDonough + Partners começaram a projetar o prédio de dois andares e duas asas, onde cada uma consistirá em mais de 15.000 metros quadrados de espaço, abrigando cerca de 225 trabalhadores quando estiver completo. Usando o software Autodesk, a equipe foi capaz de projetar uma estrutura equipada com exoesqueleto de aço, alto pé-direito para melhorara iluminação, ventilação natural e sistemas de controle que reagem ao ambiente (ajustando automaticamente a temperatura do ambiente, e mais.


Um dos maiores desafios para a AECOM foi entender como usar o teto da construção como uma fonte de energia – uma das exigências da NASA. Qualquer que fosse o sistema utilizado, ele teria que funcionar em climas que iriam de 15ºC pela manhã a 38º à tarde, e depois de volta. A solução: painéis de radiação de teto nos escritórios, painéis de aquecimento nas paredes laterais e pisos elevados para oferecer acesso fácil às instalações. Em espaços que não sejam de escritório, que nem sempre estarão ocupados, a AECOM escolheu pisos de concreto radiante e ventilação natural.

E, claro, bastante tecnologia futurista da NASA foi adicionada ao prédio. “A ideia era: e se a gente pudesse imaginar a primeira estação espacial da NASA na Terra?”, explica DavidJohnson, um sócio da William McDonough + Partners.

A tecnologia projetada pela NASA presente na construção inclui os controles inteligentes de do prédio, um sistema indutivo de monitoramento que detecta quando algo não está funcionando e um sistema de reciclagem de água por osmose que foi originalmente projetado para a Estação Espacial Internacional.

O local usará 90% menos água potável do que um prédio convencional do mesmo porte. A Base de Sustentabilidade da NASA também criará 22% mais energia do que consumirá, graças a uma combinação de painéis solares, um dispositivo de célula combustível e um sistema geotermal que enviará água naturalmente resfriada do solo para painéis de teto no interior da construção.

E este é só o começo para este lugar de testes. “A NASA terá um local para desenvolver e testar tecnologias que que estará por aqui daqui a 50 ou 100 anos”, diz Johnson. Independente da NASA continuar as suas missões ambiciosas ou não, pelo menos a agência terá uma rica fonte de inovação na Terra.

fonte: http://www.gizmodo.com.br/conteudo/a-primeira-base-espacial-da-nasa-na-terra-um-tour-pela-base-da-sustentabilidade/http://www.gizmodo.com.br/conteudo/a-primeira-base-espacial-da-nasa-na-terra-um-tour-pela-base-da-sustentabilidade/

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Criação de Norman Foster, base de lançamento espacial deve ficar pronta ainda em 2011

Spaceport America, edifício todo em aço, "surge" de dentro da terra e busca se identificar com uma espaçonave


A construção do terminal e do hangar do Spaceport America, primeira base de lançamento espacial privada do mundo, está em andamento e deve ser concluída ainda este ano. O projeto, desenvolvido pelo arquiteto Norman Foster em parceria com os escritórios SMPC Architects e URS Corporation, consiste em um edifício que surge de dentro da terra, em uma área desértica no Estado do Novo México, Estados Unidos. O projeto arquitetônico foi escolhido por meio de concurso internacional realizado em 2007.


Divulgação: Foster + Partners
Vista aérea da base espacial
Segundo os arquitetos, o prédio foi pensado de forma a lembrar as dimensões de uma nave espacial. O edifício conta com estrutura toda em aço e aproximadamente 10,2 mil m² de área construída. Por ter uma forma circular, praticamente toda a orientação das áreas internas é feita a partir do raio do edifício. A cobertura é constituída por treliças de aço onduladas, criando uma forma única para o telhado. Além disso, houve preocupação com a integração das áreas internas. Somente alguns espaços, como as salas de controle, contam com acesso limitado, mas ainda podem ser visualizadas pelos visitantes. 

O edifício é divido em três principais áreas: dianteira, traseira e central. Em anexo, uma pequena construção em concreto abriga as áreas de emergência.  

A parte dianteira do edifício conta com uma área de treinamento operacional, sala de embarque, vestiários para os astronautas, restaurante e as salas de controle, divididos em três pavimentos. A partir de uma grande cortina de vidro, é possível assistir aos lançamentos e à chegada de aeronaves.

Uma ponte de aço liga a parte dianteira do edifício com os terceiros pavimentos das partes central e traseira. A parte central, com pé-direto duplo, será utilizada como hangar, tendo uma porta à direta e uma à esquerda. As portas serão formadas por grandes painéis metálicos que fornecem uma abertura de até 170 m.

A parte traseira do edifício abriga as áreas de apoio e administrativas do complexo. A fachada da parte traseira consiste em uma parede mecânica desenvolvida para sustentar um montante de terra, que cobre cerca de 600 m de canos para o pré-condicionamento do ar que entra no edifício, passando pelo sistema de refrigeração e de aquecimento.

Todo o espaço foi construído para alcançar a classificação Leed nível ouro, pois conta com iluminação natural passiva, ventilação natural e sistema de reuso de água e de captação de energia solar.

O edifício é construído pela Gerald Martin Construction Management. Atualmente, a cortina de vidro da fachada dianteira está sendo concluída, assim como a colocação dos painéis metálicos nas portas do hangar.

Divulgação: Foster + Partners
Cobertura é constituída por treliças de aço onduladas, criando uma forma única para o telhado
Divulgação: Foster + Partners
Caminho de entrada no edifício conta com exposição sobre o local e a exploração espacial
Divulgação: Foster + Partners
Fachada de vidro permite que visitantes assistam aos lançamentos
Divulgação: Spaceport America
Edifício deverá ficar pronto ainda em 2011
Divulgação: Spaceport America
Fachada de vidro está sendo instalada
Divulgação: Spaceport America
fonte: http://www.piniweb.com.br//construcao/arquitetura/base-privada-de-lancamento-espacial-com-a-assinatura-de-norman-209825-1.asp
Portas de painéis metálicos em execução

Oscar Niemeyer

Artigo escrito por Oscar Niemeyer e sua mulher, Vera, sobre a construção de Brasília para a edição especial da Revista Nosso Caminho



Somente em 1957 surgiu o problema da nova capital. JK me procurou na casa das Canoas e juntos descemos para a cidade. Queria construir Brasília, a nova capital do nosso país, e, como ocorreu em Pampulha, desejava a minha colaboração - a minha e de Marco Paulo Rabelo, que como eu o acompanhou, de Pampulha à inauguração daquela cidade.

Entusiasmado, JK contou-me que pretendia uma capital moderna, concluindo, empolgado, “a mais bela do mundo”. E ficou combinado que eu procuraria Israel Pinheiro, responsável pela obra.

Na primeira viagem que JK fez ao local o acompanhei. Lembro o ministro da Guerra, o general Lott, a me perguntar: “Os prédios do Exército serão modernos ou clássicos?” E eu a responder: “Numa guerra, o senhor prefere armas modernas ou clássicas?” E ele sorriu com simpatia.

Foram três horas de voo; confesso não ter tido boa impressão do lugar.

Longe, longe de tudo, e a terra vazia e abandonada. Mas o entusiasmo de JK era tal, e o objetivo de levar o progresso para o interior tão válido, que acabamos, todos, com ele concordando.

A distância, a conveniência da presença de JK no local para manter o calor do empreendimento nos levou a pensar na necessidade de iniciar os trabalhos com a construção de uma pousada onde ele pudesse ficar nos fins de semana. Uma casa de madeira foi pensada. Fiz as plantas. Juca Chaves e Milton Prates comandaram a construção, e eu assinei uma promissória que, descontada num banco, permitiu realizar essa obra, depois conhecida como “Catetinho”. Em quinze dias JK já a utilizava.

Era o seu refúgio da política, dos que contestavam a construção da nova capital, a conversar com os amigos, a discutir como seria aquela cidade, o seu sonho predileto. À volta da casinha um grupo de árvores - como um pequeno oásis - a distinguia na terra rasa e vazia do cerrado.

Lembro que a água vinha de uma caixa pendurada em uma das árvores, que o lugar de estar e de conversa era sob os pilotis, ao redor de uma longa mesa com bancos de madeira. E havia uísque e muita camaradagem.

Cedo, o nosso amigo Bernardo Sayão trazia de helicóptero os mantimentos necessários, e Brasília já estava no coração de todos nós.

Na sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, os trabalhos se iniciaram. Pouco depois, senti a conveniência de mudarmos para Brasília. E para lá segui com os meus colaboradores. Não pensava levar apenas arquitetos e convidei outros amigos - um médico, dois jornalistas e quatro camaradas que não cuidavam de arquitetura.

Estavam sem trabalho, eram inteligentes e divertidos, e compreendi ser o momento de ajudá-los. Eu não gostaria de passar as noites de Brasília a falar de arquitetura - para mim um complemento da vida, muito mais importante do que ela.

O problema do Plano Piloto se fazia urgente, e organizamos um concurso internacional. Inquieto, JK me propunha: “Niemeyer, não podemos perder tempo. Faz você o Plano Piloto.” E eu não aceitava. Pensava, inclusive, que talvez o Reidy participasse do concurso. Era de todos nós, pela própria função que exercia na Prefeitura do Rio, o mais informado no assunto, mas isso não ocorreu, surgindo Lúcio Costa com seu talento excepcional.

Recordo como tentaram cancelar o concurso já por terminar, com o projeto do Lúcio se destacando. O presidente do IAB a procurar Israel Pinheiro, sugerindo nomearem uma comissão de urbanistas para elaborar um novo projeto. Israel disse que o assunto era comigo, e foi no Clube dos Marimbás, na presença do arquiteto João Cavalcanti, que declarei: “Da minha parte vocês vão encontrar todos os obstáculos.” E o Lúcio foi o vencedor.

Era uma solução urbanística inovadora, os diversos setores independentes, a área habitacional ligada ao pequeno comércio e às escolas, o Eixo Monumental a lembrar com sua monumentalidade a grandeza de nosso país, e a Praça dos Três Poderes a completá-lo, debruçada sobre o cerrado como ele preferia.

E o plano se desenvolvia numa escala variada, humana ou monumental, que só um homem sensível como Lúcio podia conceber.

O primeiro projeto iniciado em Brasília foi o Palácio da Alvorada. Sua localização ainda não fora fixada pelo Plano Piloto. Não podíamos esperar. E lá fui eu com Israel Pinheiro a procurá-la, o capim a nos bater nos joelhos, pelo cerrado afora.

Elaborei o projeto. Um prédio em dois pavimentos. Destinava-se à residência do presidente e sua área de trabalho. E com tal apuro o projetamos que ambas se entrelaçam sem perderem a independência desejável. Recordo a larga varanda, sem peitoril, um metro acima do chão, protegida por uma série de colunas a se sucederem em curvas repetidas. Lembro André Malraux, ao visitar o palácio: “São as colunas mais bonitas que vi depois das colunas gregas.” E elas a serem copiadas no Brasil, num prédio de correio nos Estados Unidos, na Grécia, na Líbia, por toda a parte. As cópias não me incomodavam. Tal como com relação à Pampulha, as aceitava satisfeito. Era a prova de que meu trabalho agradava a muita gente.

E o palácio sugeria coisas do passado. O sentido horizontal da fachada, a larga varanda protegendo-o, a capelinha a lembrar no fim da composição nossas velhas casas de fazenda.

Depois do Alvorada, começamos a estudar o Eixo Monumental e pela Praça dos Três Poderes iniciamos nosso projeto. Dela faziam parte, como fixava o Plano Piloto, o Palácio do Planalto, o do Supremo e o Congresso, este último localizado mais afastado da mesma. Um afastamento que espelhos d’água e renques de palmeiras justificavam.

Mas a ideia de que o Congresso deveria se integrar na Praça me preocupava, o que explica ter mantido a cobertura desse palácio no nível das avenidas, permitindo aos que se aproximassem ver, por cima dela, entre as cúpulas projetadas, a Praça dos Três Poderes da qual este fazia parte.

E com essa solução as cúpulas do Senado e da Câmara se faziam mais imponentes, monumentais, exaltando a importância hierárquica que no conjunto representam.

Lembro Le Corbusier, dizendo a Ítalo Campofiorito, a subirem a rampa do Congresso: “Aqui há invenção!” Eram as enormes cúpulas daquele palácio que o surpreendiam, pela ousadia inventiva que revelavam.

Ao desenhar os Palácios do Planalto e do Supremo, deliberei mantê-los dentro de formas regulares, tendo como elemento de unidade plástica o mesmo tipo de apoio, o que explica o desenho mais livre que para as colunas desses dois edifícios adotei. E os palácios como que apenas tocando o chão. Uma opção arquitetônica que Joaquim Cardozo, engenheiro e poeta, um dos brasileiros mais cultos que conheci, defendia, a dizer: “Um dia vou fazê-las mais finas ainda, de ferro maciço”. O croqui inicial mostra, num corte do Palácio do Planalto, o tipo de estrutura que desenhei, mais rico sem dúvida do que aquele que uma arquitetura menos ousada teria preferido.

Nos dois prédios a seguir, o Palácio da Justiça e o Itamaraty, minha preocupação foi prever uma arquitetura mais simples, essa arquitetura elegante e repetida, fácil de ser elaborada e aceita pela grande maioria. Seria como um momento de pausa e reflexão para melhor compreenderem a arquitetura mais livre que prefiro.

A ideia de fazer uma arquitetura diferente me permite afirmar hoje aos que visitam a nova capital: “Vocês vão ver os palácios de Brasília, deles podem gostar ou não, mas nunca dizer terem visto antes coisa parecida”. E isso se verifica na Catedral de Brasília, diferente de todas as catedrais do mundo, uma expressão da técnica do concreto armado e do pré-fabricado. Suas colunas foram concretadas no chão, para depois criarem juntas o espetáculo arquitetural. E vale a pena lembrar outros detalhes, com a arquitetura se enriquecendo, como o contraste de luz com a galeria em sombra e a nave colorida. E lá estão os anjos de Ceschiatti, e a possibilidade inédita, que muito agradou ao núncio apostólico, de os crentes olharem pelos vidros transparentes os espaços infinitos onde acreditam estar o Senhor. É o arquiteto a inventar sua arquitetura, que poucos, muito poucos, vão poder compreender.

Não foi fácil trabalhar em Brasília, e o projeto do Congresso Nacional serve de exemplo. Um trabalho elaborado sem programa, sem uma ideia de como se ampliaria o número de parlamentares. “Tudo a correr” era a palavra de ordem. Recordo como foi iniciado aquele projeto, Israel Pinheiro e eu indo ao Rio com o objetivo de dimensionar o antigo Congresso daquela cidade, para, multiplicando a área estimada e os setores existentes, iniciar os desenhos.

Tudo isso explica os prédios anexos depois realizados. Basta mencionar um deles, para avaliar as nossas dificuldades. Quando veio o parlamentarismo, o grande hall do Congresso ficou coberto de novas salas e gabinetes, pedindo uma solução. Aquele hall continuava indispensável e aquelas salas deveriam ficar junto do plenário. Eu queria defender a arquitetura do palácio, e a solução foi aumentar sua largura em 15 metros. A vista da Praça dos Três Poderes que do antigo salão se descortinava desapareceu, mas a arquitetura externa do Palácio foi preservada, e com tanto apuro que ninguém percebe essa modificação que, como arquiteto, sempre lamentei.

Felizmente o contato com deputados e senadores foi tão cordial e a atuação do meu amigo Luciano Brandão, secretário-geral, tão hábil que a obra do Congresso seguiu sem problemas.

Mais recentemente, desenhei três novos edifícios em Brasília - a Procuradoria Geral da República e os anexos do Supremo e do Tribunal de Contas da União. Prédios arquitetonicamente, a meu ver, importantes, mas, para alguns, de construção excessivamente dispendiosa. Recordo-me como os defendi. São prédios públicos; sei que meus irmãos mais pobres nada vão usufruir, mas, se forem bonitos e diferentes, vão parar para vê-los - será para eles um momento de surpresa e encantamento.

Como a própria vida, Brasília teve bons e maus momentos, e um dos melhores, que chegou a nos lembrar os tempos de JK, foi o do governador José Aparecido de Oliveira. Foi ele quem construiu o panteão, quem concluiu a catedral, a Praça dos Três Poderes, o Memorial Lúcio Costa, que, a meu pedido, nela realizou. Foi esse meu amigo que tentou melhorar as cidades-satélites, fazê-las mais acolhedoras e com isso defender um pouco o Plano Piloto da densidade demográfica que se multiplica.

O tempo correu. Pouco a pouco Brasília se foi consolidando em função do traçado de Lúcio Costa, das formas inesperadas que sua arquitetura assumiu, dando vida àquele planalto sem fronteiras, onde o céu parece maior.

Tudo isso me leva a recordar aqueles serões inesquecíveis que o nosso grupo passava na presença de um presidente possuído do maior dinamismo, mas capaz de guardar tempo para ver os amigos e, como outro homem qualquer, rir e brincar um pouco. Tarde, uma ou duas horas da madrugada, JK nos acompanhava na saída. E aí nos retinha, empolgado com a noite de Brasília. O céu imenso, cheio de estrelas, os palácios já erguidos a se destacarem com suas formas brancas na enorme escuridão de cerrado.

Mansamente, como a me dizer um segredo, JK tomava-me pelo braço: “Niemeyer. Que beleza!”

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Futuro

Eu ví no blog da minha amiga http://liselongoblog.tumblr.com e adorei. vou compartilhar com vcs.




O futuro será assim? eu acho que já está sendo assim.

Cobertura segura


Além da função primordial de proteger os interiores das intempéries, os fabricantes de telhas investem no design e em materiais que proporcionam melhor conforto térmico. Conheça os novos modelos do mercado

Ricardo Breda
A telha Eterville (180 x 96 cm) de fibro-cimento requer inclinação mínima de 25%.
Responsável por abrigar nosso lar dos efeitos naturais como sol e chuva e ainda garantir conforto termoacústico, o telhado constitui uma parte fundamental do projeto. Para aproveitar ao máximo seus benefícios, é preciso estar atento às peças que compõem sua estrutura. Nesse momento, a escolha e instalação correta das telhas fazem toda a diferença.

O mercado oferece grande variedade de formatos e matérias-primas, por isso é muito importante verificar os dados que comprovam a qualidade do modelo escolhido. As cerâmicas, por exemplo, são marcadas com o selo do INMETRO.

Entre as telhas mais conhecidas podemos citar as de policarbonato, alumínio, vidro, concreto e cerâmica, mas, com a crescente demanda de soluções ecologicamente corretas, é possível encontrar versões de material reciclado, como caixas Tetra Pak, tubos de pasta de dente e celulose.

Ricardo Breda
O modelo de concreto Big (37 x 49 cm), da Eternit, necessita de inclinação mínima de 30%.

As versões de vidro ou policarbonato translúcido permitem a incidência de luz natural e, consequentemente, reduzem o uso de energia elétrica. Para evitar excessos de iluminação, é possível mesclar as duas opções. "O mercado disponibiliza telhas de policarbonato nos mesmos perfis das versões de alumínio, permitindo a perfeita união entre elas", acrescenta Sérgio Freitas, gerente nacional de produtos da Belmetal.

Um dos fatores que determinam o bom desempenho do telhado é a inclinação correta das telhas, o que ajuda a evitar futuros problemas de vazamento. "Informar a inclinação ideal é responsabilidade do fabricante, pois varia de acordo com o design de cada modelo".

Para obter conforto térmico e acústico, a matéria-prima e a instalação são fatores decisivos. De modo geral, as telhas cerâ- micas atendem a esses dois quesitos.

Já os modelos de policarbonato, alumínio e fibra de celulose betuminosa são menos eficientes. A solução, nesse caso, é o uso de materiais com características termoacústicas, como forros de lãs minerais, poliestireno expandido e poliuretano expandido.

O valor final das peças depende do processo produtivo, do acabamento e até do frete.

"As telhas esmaltadas com camada vítrea e pintura eletrostática são mais elaboradas e têm custo final mais elevado, ao contrário do que ocorre com as cerâmicas no formato Capa ou Canal", Mas o que faz diferença masmo em relação ao preço é o rendimento das peças por m².

Grande parte dos modelos disponíveis no mercado rende de 12 a 14 telhas por m², porém há versões, como as Coloniais Gigantes, que cobrem o m² com apenas nove unidades.
Ricardo Breda 1 e 2. Produzida com fibras vegetais, a telha Design Duo (200 x 105 cm), da Onduline, custa R$ 34,32 na cor vermelha e R$ 37,23 na verde. A inclinação mínima exigida é 18%.
3 e 4. Parte da linha Pirineus, a telha na versão Ouro é feita sob encomenda. A verde-esmeralda integra a coleção Clássica. Ambas de concreto (42 x 33 cm), da Eurotop, necessitam de inclinação mínima de 30 %. Preço sob consulta.



Ricardo Breda
1. Telha Portuguesa Maristela (40 x 24 cm), da Ibravir, de vidro requer inclinação mínima de 30%. Na Leroy Merlin, R$ 37,90 cada.
2, 3 e 4. Os modelos de policarbonato, com inclinação mínima de 5%, da Belmetal, estão disponíveis em diferentes formatos: ondulado fumê (126 x 580 cm), trapezoidal branco leitoso (108 x 580 cm) e ondulado prata (126 x 580 cm). Custam a partir de R$ 250 cada.
5. De cerâmica vermelha, a Portuguesa (40 x 23,3 cm), da Cruzado, requer inclinação mínima de 30%. Na Leroy Merlin, R$ 1,05 cada.
6. Com inclinação mínima de 30%, a telha Mediterrânea (41,8 x 24,9 cm), da Maristela Telhas, é feita de cerâmica. Na Leroy Merlin, R$ 2,29 cada.
7 e 8. De policarbonato, da Polysistem, a Thermogreca (59 cm de largura) branca ou prata exige inclinação mínima de 10%. Por R$ 44 o m².

1. Telha Thermogreca (59 cm de largura), de policarbonato fumê, da Polysistem. Exige inclinação mínima de 10%. Por R$ 44 o m².
2. Da Perkus, o modelo cerâmico (26,5 x 42 cm) precisa de inclinação mínina de 35%. Na Leroy Merlin, R$ 2,93 cada.
3. T.G (41 x 32 cm), de vidro, da Ibravir, com inclinação mínima de 30%. Na Leroy Merlin, R$ 26,35 cada.
4 e 5. Utilizando policarbonato, as telhas (110 x 600 cm) da Polysistem estão disponíveis em duas versões: ondulada transparente, que custa R$ 40 o m²; e trapezoidal branca leitosa (126 x 580 cm), R$ 33 o m². A inclinação mínima é de 10%.
Ricardo Breda

Ricardo Breda
1 e 2. A telha Clássica (42 x 33 cm), de concreto, da Eurotop, é encontrada na Leroy Merlin. A cinza custa R$ 1,95 cada e a grafite, R$ 2,20 cada. Ambas com inclinação mínima de 30%.
3 e 4. Da Belmetal, as telhas de alumínio exigem inclinação mínima de 10%. A versão ondulada (107,2 cm de largura) custa a partir de R$ 24,15 o metro linear, já a trapezoidal (105,6 cm de largura) tem preço a partir de R$ 23 o metro linear.
5 e 6. A linha Tradicional, da Onduline, com telhas (200 x 95 cm) de fibras vegetais recicladas, necessita de inclinação mínima de 18%. A vermelha custa R$ 29,45 e a verde, R$ 32,83.



domingo, fevereiro 20, 2011

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 Fonte: living gazette

sábado, fevereiro 19, 2011

André Le Nôtre - O versátil paisagista francês criador dos principais jardins do mundo

O jardim clássico francês é um produto direto do mundo culto e pessoal do paisagista André Le Nôtre, diferente do que se banalizou como o “estilo francês” difundido através do catálogo de formas de Dézallier, desprovido da profundidade dos questionamentos de Le Nôtre, como se verá ao longo deste escrito. E se a imagem do mais hábil paisagista francês é mais popular fora da França, como observa Bernard Jeannel, é provavelmente porque para vários franceses sua obra ainda está muito associada a um passado fortemente criticado, ligado à monarquia francesa.
Paisagista-Andre-Le-Notre
André Le Nôtre, que viveu entre 1613 e 1700, era filho de jardineiros e seu círculo familiar, profissional e social foi em parte ligado a este meio. Sua família vivia no entorno do Jardim des Tuileries, seguindo uma tradição “tão antiga quanto lógica de alojar os jardineiros nas proximidades dos jardins que cuidavam”. Desde muito jovem Le Nôtre pode assistir as transformações do jardim des Tuileries, acompanhando o trabalho de seu pai e dos melhores jardineiros da época. Certamente também contribuíram em sua formação a leitura dos escritos de autoria de Claude Mollet, primeiro jardineiro do rei e colega de seu pai Pierre Le Nôtre.
Paralelamente à jardinagem, Le Nôtre freqüentou durante seis anos o ateliê de Simon Vouet convivendo com importantes artistas contemporâneos a ele. O pintor Simon Vouet, que foi também professor de Charles Le Brun e Eustache Le Sueur, tinha vivido na Itália entre 1615 e 1627 onde tomou contato com as correntes representativas da pintura italiana da época. Na sua volta à Paris dirigiu um importante ateliê de pintura adaptando o estilo italiano ao gosto das grandes decorações pedidas pela corte, aproximando-se do classicismo de Nicholas Poussin.
charles_le_brun




Nesse ateliê Le Nôtre fez amizade com Charles Le Brun pintor e decorador, de Vaux-le-Vicompte e Versalhes, com quem compartilha do gosto e a curiosidade pelos mitos da antiguidade nos quais Le Brun se inspirava com frequência. Também se iniciou em escultura com Lerambert.



Além das amizades ligadas ao mundo das artes e da jardinagem, outro aspecto a destacar na sua formação foi a familiaridade que adquiriu relativa aos problemas teóricos e práticos da perspectiva. Segundo, Bernard Jeannel na sua época “era possível estudar as Leçons de perspective positive du Cerceau, e segundo este mesmo autor, Le Nôtre também “estuda com atenção os quarenta e três livros de La perspective curieuse ou magie artificielle do padre Nicéron”. Neste tratado, diferentemente da perspectiva teórica (ou ótica), a perspectiva “positiva” trata essencialmente dos efeitos práticos da deformação da perspectiva. Como se verá na seqüência do artigo, Le Nôtre aplicará com maestria os conhecimentos técnicos relativos à perspectiva e outros ligados à arte dos jardins.
La_perspective_curieuse_ou_magie_artificielle_do_padre_Nicron
Em 1635, aos 22 anos de idade, André Le Nôtre foi nomeado primeiro jardineiro de Gaston d’Orleans, irmão do rei Luis XIII e trabalha acompanhando seu pai no Jardin des Tuileries, onde permanecerá durante mais de 20 anos.
Seus contatos, a tradição oral, o estudo de pintura e escritos ligados às técnicas de jardinagem, aliados a sua curiosidade, vão pouco a pouco ampliando sua visão e sua capacidade de expressão plástica. Esta bagagem de conhecimentos e vivências o permitirá realizar, a partir dos seus quarenta anos, um conjunto de obras marcantes das quais destacamos os jardins de Vaux-le-Vicompte e Versailles.
Vaux-le-Vicomte
Vaux-le-Vicompte, situado em Maincy, 55 Km a sudeste de Paris, é considerado uma de suas obras primas. O jardim e o palácio foram concebidos para o ministro das Finanças Nicholas Fouquet. Paradoxalmente – após a festa de inauguração deste jardim em 1661, feita em homenagem a Luis XIV – Nicholas Fouquet foi encarcerado e mantido em prisão até sua morte, entre outros motivos, por possuir uma propriedade mais aparatosa que a do Rei.
Vaux-le-Vicomte_Garden
No jardim de Vaux-le-Vicompte Le Nôtre usa com maestria os recursos da perspectiva na composição paisagística. Este é um jardim para ser visto a partir do Palácio e tem autonomia em relação à sua arquitetura. Para compensar a distribuição axial em pendente do terreno e sua longa extensão em detrimento de sua largura, Le Nôtre oculta partes do jardim e anula os efeitos da perspectiva em fuga. Cria assim um jardim de uma cena só, aparentemente menos longa e não imediatamente evidente como em Versalhes. Para isso, ao longo de um eixo central ordena uma seqüência de parterres, espelhos d’água que culminam com uma estátua de Hércules fechando a perspectiva e relacionando o fundo do jardim com um quadro de Nicholas Poussin dos 7 sacramentos.
vaux-le-vicomte2
No mesmo ano da prisão de Fouquet, Luis XIV iniciou a ampliação do antigo pavilhão de caça de Luis XIII que seria transformado no palácio de Versalhes e residência real a partir de 1682. As obras do palácio foram desenvolvidas num longo período de tempo e dela participaram os arquitetos, Louis Le Vau (1612–1670), Jules Hardouin-Mansart (1646–1708), Jacques Ange Gabriel (1698–1782) e o pintor e interiorista Charles Le Brun (1619–1690).
Com relação ao lugar escolhido para instalar Versalhes, sua topografia plana e sem atrativos e a falta de água para abastecer a corte o indicam como um dos mais inadequados para estabelecer o jardim e a residência da corte. No entanto, para Luis XIV, Versalhes foi concebido para dar “a medida exata da gigantesca dimensão do governo humano sobre a natureza” e entendimento desta iniciativa deve ser vinculado a um contexto de domínio simbólico e físico do território.
Jardim_de_Versailles
jardim-Versailles-frente
Numa escala macro o jardim se estrutura através de grandes eixos retilíneos onde se distribuem parterres, espelhos d’água, elementos arquitetônicos. O eixo central atinge cerca de 14 km de comprimento e permite uma visão ampla do território. Esta experiência do olhar que alcança o horizonte longínquo está na base do eixo visual, o mecanismo fundamental de ordenação do conjunto de Versalhes e de muitos outros da arquitetura barroca. Ela se incorporará como um dos mecanismos de ordenação compositiva mais fundamentais da Ecole de Beaux Arts cujas origens remontam precisamente ao reinado de Luis XIV.
O-jardim-de-Versalhes
Numa escala micro, o jardim apresenta uma cenografia arquitetônica e vegetal obcecada pelo detalhe e voltada ao deleite e à provisão de acontecimentos para os convidados do rei (cenas de teatro, terraços, fontes, conjuntos de estátuas, labirinto, espelhos d’água).
jardim-versailles
jardim-tropical-versalles
Embora Vaux-le-Vicompte e Versalhes em si já representem muito bem o auge da produção de Le Nôtre, paralelamente a estes o paisagista também participa do desenho de vários outros jardins nos arredores de Paris e nas províncias, entre eles Tuileries, Champs-Élysées, Chantily, Saint Germain, Saint Cloud, Sceaux, Fontainebleau, Meaudon. Permanece em todos eles a idéia de ordem, simetria que concorrem para sua inteligibilidade.
Jardins_des_Tuileries
Champs-lyses
Chateau-Fontainebleau
Por outro lado, “numa época na qual a linguagem mitológica é o modo de expressão comum na Europa Artística, os jardins de Le Nôtre exprimem uma mensagem de triunfo que se evidencia ou oculta segundo o caso”. Essa dupla polaridade dos seus jardins que tem como apoteose Versalhes, onde, de um lado temos o rigor de uma organização geométrica do espaço e do outro temos o ressurgimento de uma mitologia lúdica e oracular – vem a cristalizar a herança do humanismo francês, como bem observa Bernard Jeannel. Em síntese, sua obra é um registro excepcional da política, ciência e sensibilidade do seu tempo.

Escrito por Pedro Henrique 

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Estantes



Foto: Ricardo Breda

Organização e beleza

Estantes não são apenas móveis comuns, mas sim importantes peças que organizam e podem definir o estilo da casa


Estante é um móvel que só serve para guardar coisas? É muito mais que isso. Essas peças também podem ser importantes objetos de decoração e ainda ajudar a valorizar o estilo arquitetônico do imóvel. Há modelos para todos os gostos: clássicas, neoclássicas, futuristas... É só definir seu estilo e encomendar o projeto a um especialista.

Muitas pessoas acreditam que as estantes não devem ocupar toda a área da parede. No entanto, existem muitos modelos interessantes que podem, sim, cobrir todo o espaço, valorizando - e muito - uma parte específica do ambiente. Para isso, é necessário que o móvel siga o estilo de decoração adotado para o local.

Além de garantir charme extra para a casa, esses móveis também podem ser úteis para acomodar com beleza livros, porta-retratos e outros objetos. Basta ser criativo e harmonizar os elementos. Inspire-se nessa seleção de estantes expostas na Casa Cor 2010 para organizar sua residência.




Foto: Marco Antônio
A arquiteta Clélia Regina Ângelo imaginou aquilo que todo habitante de cidade grande pensa ao chegar em casa: que sua residência é um refúgio seguro contra o caos urbano. E nesse ambiente com o título de Saleta Íntima os móveis devem ser práticos. Essa é, portanto, a função da estante projetada pela arquiteta. O móvel foi projetado na cor branca. Segundo Clélia, os tons neutros foram mesclados com cores que remetem ao bem-estar, para reforçar a sensação de abrigo da casa. A arquiteta também buscou uma forma de criar uma estante prática e funcional, com vários nichos utilizados para guardar livros, pastas e outros objetos de uso geral, deixando um amplo espaço na lateral para uma televisão de LCD.



Moderno e cool,
o Loft do Artista, projeto do designer de interiores Francisco Cálio para a Casa Cor 2010, privilegia total mobilidade, conforto e bem-estar na homenagem ao artista plástico Marco Magalhães. Transpassando a área destinada à garagem, a estante Brasília (5 x 0,35 x 3,20 m), de MDF laqueado branco, em forma de gráficos superpostos, domina a parede e confere um visual inusitado ao espaço. Uma prateleira superior na cor amarela cria um ponto de contraste. Nos nichos irregulares, livros e adornos se acomodam sob o comando da gravidade, enquanto os vãos maiores emolduram obras do artista.




Foto: Ricardo Breda


A estante projetada
pela arquiteta Simone Goltcher ocupa toda a parede do ambiente Loft do Jogador de Polo da Casa Cor 2010, inspirado no empresário e jogador de pólo Rico Mansur, e abriga uma série de objetos que remetem às corridas de cavalos. Leds nas prateleiras e na parte alta fazem a luz clara contrastar com as cores escuras da madeira.




Sustentabilidade foi a inspiração da arquiteta Débora Aguiar na concepção desse projeto. “A ideia central foi criar um móvel que unisse tecnologia e natureza, o que resultou em uma peça de mobiliário diferente e bastante vistosa”, afirma. A estante compõe o living do ambiente Casa de Campo, exibido na Casa Cor 2010. Com pórticos da Ornare e acabamento em laca, a peça fica ainda mais elegante com a iluminação amarela, que contrasta com os tons da parede e da própria estante. Segundo Débora, o móvel foi inspirado em casais apaixonados que, aos poucos, mobiliam a casa, criando um ninho.


Foto: Rômulo Fialdini



Foto: Marco Antônio
Uma estante moderna, projetada em formas retangulares, porém, não lineares. Esse foi o conceito utilizado pela HAZ Design na criação desse móvel, que se destacou no Stúdio do Designer da Casa Cor 2010. Um dos principais atrativos desse projeto, apresentado pelos arquitetos Saulo Szabó e Fernando Oliveira, a estante chama a atenção sobretudo pela iluminação, em que LEDs criam um efeito cenográfico nos espaços vazios, com uma nuance azul esverdeada. A luz pode ser útil, inclusive, para realçar detalhes dos objetos ali colocados. Oliveira e Szabó também destacam o material utilizado na fabricação do móvel: na estrutura de gesso, caixas de acrílico dão leveza ao móvel. “Este material quebra a forma rígida que normalmente caracteriza as estantes”.


Foto: Demian Golovaty
Quem gosta de decoração futurista vai se identificar com a estante projetada pela arquiteta Fernanda Marques. O móvel construído em aço não segue formas regulares e pode ser usado na sala, guardando livros ou objetos de decoração, ou mesmo na cozinha, onde poderia ser utilizado para abrigar copos, taças ou mesmo garrafas. O móvel integra a Casa Sustentável da Casa Cor 2010, mesclando a arte e o design contemporâneo, e tornou-se um dos principais atrativos da obra. “Optei por uma concepção mais invernal, com couros e peles, além de detalhes em prata, ouro e cobre, para aquecer o mobiliário”, explica. Instaladas em um ambiente com iluminação adequada, as formas triangulares criaram um interessante efeito de luz e sombra. O reflexo gerado pelo aço deixa o móvel com visual impactante.


fonte   :   http://revistacasaeconstrucao.uol.com.br/ESCC/Edicoes/59/artigo177243-5.asp

Identidade carioca terá novo templo em Copacabana

Com inauguração prevista para o segundo semestre de 2012, a nova sede do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS/RJ) tem a missão de se tornar o templo da identidade carioca e um ponto de encontro para a população e para turistas brasileiros e estrangeiros. Implantado na Avenida Atlântica, em Copacabana, o prédio substituirá as instalações do museu aberto em 1965, que atualmente funciona em dois endereços, na Praça 15, re-gião central da cidade, e na Lapa. Ele ainda abrigará o Museu Carmen Miranda, hoje localizado no bairro do Flamengo.

A nova sede do MIS/RJ - uma iniciativa do governo do estado do Rio e da Fundação Roberto Marinho - teve concepção arquitetônica escolhida em concurso internacional vencido por Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio, titulares do estúdio Diller Scofidio + Renfro, de Nova York (leia PROJETO DESIGN 356, outubro de 2009). O desenvolvimento do projeto está a cargo do escritório brasileiro Índio da Costa Arquitetura, Urbanismo, Design e Transporte. Os arquitetos norte-americanos propuseram o museu na forma de um bulevar vertical com sete pavimentos, percurso contínuo externo e volumetria que corresponde ao traçado de rampas e patamares seqüenciais. Para explicar a idéia que serviu de inspiração à fachada, os autores usam a imagem do calçadão de Copacabana dobrado e transformado em elemento vertical. Mas certamente esta não é a única referência do projeto, que apresenta conceito e linguagem semelhantes à proposta que Diller Scofidio + Renfro desenvolveu em 2001 para o Museu de Arte e Tecnologia de Nova York, que não chegou a ser implantada.
Primeiro museu audiovisual brasileiro, o MIS/RJ conduzirá o visitante num passeio pela rica história cultural da cidade, conhecida pela criatividade de suas manifestações artísticas e pela diversidade de ritmos musicais. A divisão interna prevê três grandes eixos, a começar pela Galeria de Exposições, uma espécie de vitrine do acervo. A seguir virão a Fábrica da Memória, que transformará a produção memorialista em produto cultural, e o Centro de Documentação, espaço destinado ao público pesquisador. Além de salas de exposições permanentes e temporárias, o programa inclui sala para teatro e cinema com 300 lugares, loja, café, restaurante panorâmico, terraço, piano-bar e mirante no topo do edifício.
O acervo da instituição inclui 22 coleções particulares, doadas ou adquiridas, que reúnem itens como fotos, cartazes, discos, filmes e textos. O MIS/RJ também produz parte de seu acervo a partir da gravação em áudio e vídeo de depoimentos dados por personalidades ligadas à cultura. São cerca de mil depoimentos e aproximadamente 4 mil horas de gravação, disponíveis para consulta.

A curadoria MIS/RJ ficou a cargo do jornalista Hugo Sukman. Para apresentar aos freqüentadores o acervo da instituição, ele dividiu o museu em temas como humor, música, natureza, noite carioca e modo de vida, no qual será inserido o acervo de Carmen Miranda. Moderna e atraente, capaz de interagir com diversos públicos, a museografia é assinado por Daniela Thomas e Felipe Tassara. (N. C.).

Ficha Técnica
Museu da Imagem e do Som
Local: Rio de Janeiro, RJ
Data do inicio do projeto: 2009
Previsão da conclusão das obras: 2012
Área do terreno: 1.300 m²
Área construída: 9.800 m²
Arquitetura: Diller Scofidio + Renfro - Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio (autores);
Indio da Costa AUDT (nacionalização do projeto)
Estrutura: Escritório Técnico Julio Kassoy e Mario Franco (concreto);
Limonge de Almeida Consultoria e Projetos (metálica)

Agência bancária Sustentável

Pra quem não sabe, essa agência, inaugurada em 2006, foi a primeira construção reconhecida como sustentável na América Latina, através do selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design).

Durante a visita, coordenada pelo engenheiro responsável pela obra, a concepção do projeto e detalhes da construção são apresentados, incluindo materiais e sistemas usados para minimizar o impacto ambiental do prédio e garantir o conforto interno.

Confira alguns diferenciais do edifício:


fachada agência sustentável | imagem: banco real
fachada agência sustentável | imagem: banco real

sistema de ar condicionado sem gases nocivos ao meio ambiente | imagem: banco real
sistema de ar condicionado sem gases nocivos ao meio ambiente | imagem: banco real
iluminação gerada a partir de energia solar | imagem: banco real
iluminação gerada a partir de energia solar | imagem: banco real

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tubos feitos de garrafas pet para captação de águas pluviais | imagem: banco real

central de atendimento a deficientes auditivos | imagem: banco real
central de atendimento a deficientes auditivos | imagem: banco real

paredes com tintas à base de água e argamassa sem processo de queima | imagem: banco real
paredes com tintas à base de água e argamassa sem processo de queima | imagem: banco real