segunda-feira, abril 18, 2011

Projetos laureados têm escala urbana

Iluminação externa da Grande Mesquita de Abu Dabi, Speirs & Major Associates, Radiance Award

Iluminação externa da Grande Mesquita de Abu Dabi, Speirs & Major Associates, Radiance Award
Prêmio de lighting design destaca papel simbólico da luz

A premiação promovida anualmente pela Associação Internacional de Lighting Designers (Iald) é heterogênea, tanto pela variedade de programas quanto pela distribuição territorial dos trabalhos participantes. Do apartamento nos Estados Unidos à mesquita em Abu Dabi, há diferenças marcantes de partido, tecnologia, estética, referências culturais, funcionais e de escala entre os concorrentes, embora prevaleçam sofisticados artifícios de automação da luz combinados a aspectos como sustentabilidade, racionalidade de manutenção e significação cultural.
A iluminação da mesquita Xeque Zayed Bin Sultan Al Nahyan, conhecida como a Grande Mesquita de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, recebeu o prêmio máximo na edição 2010 do certame, o Radiance Award. Os autores do projeto de luminotécnica, membros da equipe do escritório europeu Speirs & Major Associates, conceberam o enredo de uma grande encenação luminosa sobre as superfícies das fachadas, cúpulas e minaretes do colossal templo. Para atingir o objetivo de fazer da luz um instrumento icônico, entraram em cena duas referências religiosas islâmicas: a dinâmica lunar e o posicionamento dos fiéis na direção da cidade de Meca.
Mesquita Xeque Zayed Bin Sultan Al Nahyan...
Mesquita Xeque Zayed Bin Sultan Al Nahyan...
... conhecida como a Grande Mesquita de Abu Dabi
... conhecida como a Grande Mesquita de Abu Dabi
Museu da Nova Acrópole (Atenas), Arup Lighting, Excellence and Sustainability Award
Museu da Nova Acrópole (Atenas), Arup Lighting, Excellence and Sustainability Award
O edifício parece se transformar de acordo com o calendário lunar por meio da coloração da luz incidente, até se tornar uma enorme e homogênea massa branca no período de Lua cheia. Nesse processo, são sete as nuances de cor manipuladas a cada dois dias em um processo vagaroso de transição. Isso demandou uma série de projetores e acessórios especiais para o preciso enquadramento da luz na mesquita, sem que houvesse a interferência de reflexos ou vazamentos de raios no espaço envoltório.

Já a referência a Meca é realizada por meio da projeção de imagens de nuvens em movimento sobre a mesquita, direcionadas como se proviessem da cidade sagrada. A sincronia dos equipamentos, o percurso da imagem através dos elementos arquitetônicos e o seu encadeamento a referências de posicionamento geográfico via satélite constituíram o principal desafio do projeto, demandando até mesmo a criação de um software especial para o comando integrado dos 1,2 mil projetores.

Embora no caso da mesquita esteja circunscrito a um contexto cultural e religioso específico, esse viés simbólico da luz, aplicado à grande escala da cidade, esteve presente em vários dos trabalhos premiados este ano pela Iald. É o que se verifica, por exemplo, no projeto britânico em que a iluminação de uma ponte de pedestres esteve a serviço da indução da exploração do além-rio pela população e pelos investidores; na revitalização do waterfront de uma cidade na Suécia, em que a luz presta homenagem ao passado industrial através da transformação de um antigo guindaste numa estrutura espetacular; nas pontes dinamarquesas sobre rodovia de alto tráfego, que receberam iluminação “revigorante”, como elogiaram os jurados; na instituição financeira norte-americana cuja edificação é articulada por um volume de vidro com leds.

No que se refere à economia de recursos, o bom aproveitamento da luz natural, associado à iluminação que sinaliza apenas setores e fluxos da arquitetura, foi o mote do projeto premiado com a distinção de design sustentável. Trata-se da luminotécnica do Museu da Nova Acrópole (arquitetura de Bernard Tschumi e Michael Photiadis Associates), em Atenas, assinada pela equipe de Arup Lighting.

Em sua 27ª edição, a premiação criada em 1983 contou com cerca de 200 concorrentes. Foram sete os integrantes do júri, cinco deles pertencentes à associação, além de um arquiteto e um especialista em sustentabilidade. A classificação dos projetos depende da pontuação concedida individualmente pelos jurados a uma série de itens preestabelecidos pelo edital. O trabalho com maior pontuação é laureado com o prêmio máximo, denominado Radiance Award.

Luminotécnica do Museu da Nova Acrópole
Luminotécnica do Museu da Nova Acrópole
Luminotécnica assinada pela equipe de Arup Lighting
Luminotécnica assinada pela equipe de Arup Lighting
Infinity Bridge (Stockton on Tees, Reino Unido), Speirs & Major Associates
Infinity Bridge (Stockton on Tees, Reino Unido), Speirs & Major Associates
Lighting Design: Jonathan Speirs, Sandra Downie, Karl Reger, Iain Ruxton e Speirs & Major Associates
Lighting Design: Jonathan Speirs, Sandra Downie, Karl Reger, Iain Ruxton e Speirs & Major Associates
Além dele, há as premiações Excellence e Merit, bem como a eventual concessão de menções honrosas. Desse modo, a quantidade de obras distinguidas varia anualmente, dependendo do desempenho dos projetos em relação ao sistema de pontuação do júri. Em 2010, foram 23 os premiados. A relação completa e imagens dos vencedores podem ser obtidas no site www.iald.org.

Västra Eriksberg Crane and Dock (Gotemburgo, Suécia), Ljusarkitektur
Västra Eriksberg Crane and Dock (Gotemburgo, Suécia), Ljusarkitektur
Västra Eriksberg Crane and Dock recebe prêmio de Excelência da IALD
Västra Eriksberg Crane and Dock recebe prêmio de Excelência da IALD

Pontes em Nyborg (Dinamarca), AF -
Hansen & Henneberg

First National Bank Metro Crossing (Council Bluffs, EUA),
RDG Planning & Design

First National Bank Metro Crossing recebe o prêmio IALD de Excelência

Restauração do Utah State Capitol (Salt Lake City, EUA),
Randy Burkett Lighting Design

Revitalização do Chipotle Mexican Grill (Nova York),
Arc Light Design

Lighting Design: David Singer (Principal), Wesley Burdett (Parcial), Alejandro Bulaevsky (Parcial) e Arc Light Design  fonte: http://www.arcoweb.com.br/lightning/premiacao-anual-iald-projetos-laureados-25-08-2010.html

Nova descoberta sobre energia ameaça a existência dos painéis solares atuais

Nova descoberta sobre energia ameaça a existência dos painéis solares atuais
 



Desafiando uma teoria da física que se mantém há um século, pesquisadores da Universidade de Michigan descobriram que campos magnéticos que surgem das ondas de luz são 100 milhões de vezes mais fortes do que acreditamos, criando novas possibilidades para absorção de energia solar.

De acordo com a PhysOrg, a descoberta aconteceu quando os pesquisadores utilizaram uma fonte de luz em um material não elétrico:

A luz tem componentes elétricos e magnéticos. Até então, os cientistas pensavam que os efeitos do campo magnético eram tão fracos que podiam ser ignorados. O que Rand e seus colegas descobriram é que na intensidade certa, quando a luz está viajando por um material que não conduz eletricidade, o campo de luz pode gerar efeitos magnéticos 100 milhões de vezes mais fortes do que pensávamos antes. Nas condições ideais, os efeitos magnéticos criam uma força equivalente ao efeito elétrico.

Com a tecnologia atual, a luz a luz precisa ser focada em uma intensidade de 10 milhões de watts por centímetro quadrado, que é bem mais forte do que a intensidade natural do sol. No entanto, eles estão trabalhando com materiais que permitem fontes de luz menos intensas para produzir energia (atualmente, eles trabalham com lasers).

Os pesquisadores acreditam que a descoberta pode levar a criação de uma “bateria ótica”, que não utilize semicondutores e não precisem absorver luz (que libera o calor durante o processo). Ou seja, essa tecnologia pode ser mais barata e mais eficiente. Eles acreditam que com mais pesquisas e melhores materiais, é possível alcançar 10% de eficiência, valor que os atuais painéis comerciais de absorção de luz solar atingem

quinta-feira, abril 14, 2011

Fiat lança objetos de decoração baseados no Fiat 500 de 1970

Projeto é chamado de ‘Fiat 500 Design Collection’.

Coleção inclui um sofá, uma mesa e um console.

 

Baseada em réplicas da versão de 1970 do Fiat 500, a fabricante italiana de veículos lança uma linha de móveis. Com a abertura nesta quinta-feira (14) do 50 º Salone del Mobile em Milão (Itália), a montadora apresentou a prévia do projeto chamado "Fiat 500 Design Collection".
Mesa 'Picnic' faz parte da coleção de móveis inspirada no Fiat 500 (Foto: Divulgação) 
Mesa 'Picnic' faz parte da coleção de móveis inspirada no Fiat 500 (Foto: Divulgação)

Em parceria com a empresa de design de interiores Meritalia, também italiana, a Fiat criou três peças de decoração que levam a frente do carrinho como tema: a mesa Picnic (foto), o bar Cincin e o sofá Panorama. Quem se interessar pelas peças inusitadas, a montadora disponibiliza o canal de vendas na internet fiat500design.com, mas os preços são divulgados apenas sob consulta.

De acordo com a Fiat, cada nome é inspirado por uma visão do 500 retratado em um parque, onde as pessoas podem desfrutar de uma paisagem romântica, organizar um piquenique com os amigos ou comemorar com um brinde.

fonte: http://g1.globo.com/carros/noticia/2011/04/fiat-lanca-objetos-de-decoracao-baseados-no-fiat-500-de-1970.html

 

quarta-feira, abril 13, 2011

Casa com grife: Cris Barros assina linha de decoração

Estilista cria peças de home wear para a rede Riachuelo


A fórmula das coleções de moda assinadas por estilistas famosos e vendidas a preços mais acessíveis, em grandes lojas de departamento, tem feito sucesso no Brasil. Depois de invadir o universo fashion, a onda chega ao mercado de decoração. Isso porque, junto com as roupas criadas por Cris Barros, a Riachuelo também apostou numa coleção de home wear, de autoria da estilista. Por enquanto, a linha traz roupas de cama e jogos de toalhas com cores e estampas românticas.

Editora Globo
A linha para a casa tem assinatura de Cris Barros
fonte:http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI225500-16802,00-CASA+COM+GRIFE+CRIS+BARROS+ASSINA+LINHA+DE+DECORACAO.html

segunda-feira, abril 11, 2011

Charlie Sheen’s



A estrela do seriado Two and A Half Men, Charlie Sheen, e sua então mulher, Brooke Mueller, colocaram sua mansão em Los Angeles a venda por mais de 3 milhões de dólares.











fonte: http://hookedonhouses.net/2009/10/29/charlie-sheens-mediterranean-style-home-in-l-a/

Casa favorece fluidez da luz e do espaço





Trabalhar na cidade, morar longe dela. A ideia da vida nos subúrbios, cada vez mais impossibilitada pelas dificuldades de locomoção das grandes metrópoles de hoje, ainda é viável em alguns pontos do globo. É o caso de Pilar, nos arredores de Buenos Aires, onde fica esta casa, quase um refúgio campestre em plena capital argentina.

O proprietário é um advogado que trabalha no centro da cidade, mas que escapa de volta para o retiro assim que o dia termina, para encontrar a esposa e suas duas crianças. A casa é vizinha de um campo de golfe, numa área repleta de árvores antigas. Com a privacidade garantida, o casal encomendou ao escritório do arquiteto portenho Andrés Remy um projeto que privilegiasse as aberturas e o contato com o verde externo.

Numa casa em que muitas das paredes não passam de imensas janelas, o único elemento a delimitar uma fronteira visual entre interior e exterior é uma parede de pedras rústicas que conduz do jardim à entrada. Esta parede é também o grande contraponto a uma construção onde o branco reina soberano – nas fachadas e no mármore de Carrara que reveste o piso interno e dá nome à casa, Casa Carrara.

Para além das enormes janelas, a ligação entre o lado de fora e a parte interna é quase uma obsessão. Faz-se ainda mais evidente pela presença da água, que rodeia a casa na forma de uma grande piscina e de um espelho d’água, este último repetido no hall de entrada, como que a confundir qual espelho está dentro e qual está fora. Há ainda uma cascata interna, que escorre do primeiro andar para o térreo num plano vertical de vidro, reforçando, como se precisasse, a fluidez da luz e da água pela casa.



sexta-feira, abril 08, 2011

Reflexos de Portugal nas casas brasileiras

Se a maneira como planejamos e decoramos nossas casas é também um retrato do lugar e da época em que vivemos, as casas brasileiras não poderiam deixar de refletir, por fora e por dentro, a influência portuguesa na formação cultural do Brasil. Essa é a tese por trás do livro Interiores no Brasil, da designer de interiores Maria Lúcia Machado, lançado nos últimos dias de março pela editora Olhares.

Fruto da dissertação de mestrado da autora, defendida em Lisboa, a obra conta, por meio de textos e fotos, como as artes decorativas tipicamente portuguesas chegaram ao Brasil e influíram historicamente na composição dos espaços domésticos do nosso país. Trata-se de um estudo comparativo de arquitetura de interiores e decoração nos dois lados do Atlântico – Portugal e Brasil.

O livro narra a incorporação, ainda no período colonial, de elementos como azulejos, chitas, rendas de bilros e pedras portuguesas às casas brasileiras. Traça depois a evolução do uso destes elementos, e expõe como foram reinterpretados ao longo dos séculos, até chegar à obra de artistas contemporâneos cujo trabalho valoriza as tradições portuguesas, como Adriana Varejão e Joaquim Tenreiro.



Sala de visitas da Imperatriz D. Theresa Cristina no Museu Imperial de Petrópolis, RJ


Detalhe do painel de azulejos desenhado por Cândido Portinari para o Ministério da Educação e Saúde no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)
Pilotis do Ministério da Educação e Saúde no Rio de Janeiro, atual Palácio Gustavo Capanema, em foto de Michel Gautherot, 1946. Ao fundo, painel de estrelas do mar com longa linha sinuosa destacada, envolvendo a composição e sugerindo um amebóide (Foto: Reprodução)

Sala da Fazenda Resgate, construída em estilo senhorial português, em 1828, Bananal, SP (Foto: Reprodução)
Azulejos portugueses inspirados em desenhos de Debret, em destaque na sala de jantar da Fazenda Fortaleza (1820), em Taubaté, SP. Restauração feita pela designer de interiores Célia Whitaker (Foto: Reprodução)

 Fonte: Revista Casa Vogue
Interiores no Brasil: a influência portuguesa no espaço doméstico
Maria Lúcia Machado
Olhares
140 páginas
Março / 2011

Princípios ecológicos para a construção

Projeto-piloto em condomínio residencial no Arquipélago de Manguinhos, no Espírito Santo, convida ao morar sustentável



Duzentos e quarenta metros quadrados de ecoprincípios. Essa é uma maneira simplista de resumir os fundamentos construtivos da residência- piloto projetada pelo arquiteto Augusto Alvarenga em um condomínio do Arquipélago de Manguinhos, região metropolitana de Vitória (ES). Pautada pela construção ecologicamente correta, a casa reúne conceitos de design sustentável, ecomateriais, efi ciência energética, conservação de água e ambiente interno saudável, premissas que renderam ao projeto o prêmio Eco 2010.

No imóvel, o sistema construtivo tradicional deu lugar ao steel frame, estrutura que, segundo Alvarenga, “permite o correto dimensionamento dos ambientes em função de seu uso, garantindo economia de material e de espaço”. Outro destaque é o sistema hidráulico. “A casa possui reuso de águas cinzas e aproveitamento de água das chuvas. Para a tubulação, tubos flexíveis no lugar dos de PVC garantem pouca perda de pressão e menor desperdício de água; misturadores de água quente e fria nos banheiros e cozinha permitem regulagem rápida da temperatura, evitando o desperdício”.


Outro desafio era valorizar as linhas contemporâneas da construção, o que levou o arquiteto à escolha de cobertura em telha, alocada com inclinação de 8%, obtendo efeitos além da ordem estética. Por sua característica de proporcionar baixas trocas térmicas, evitando a dispersão do ar frio e entrada do ar quente, a residência pede pouco investimento de energia elétrica para a climatização. Os vãos amplos alcançados com a inclinação da estrutura favorecem a circulação de ar e a iluminação natural. “A casa necessita de pouca iluminação artificial e, quando necessário, há luminárias e lâmpadas de alta performance disponíveis”, esclarece Alvarenga.
As paredes externas e os forros do imóvel ganharam ainda isolamento acústico e térmico, feito a partir de lã de garrafa PET reciclada. “Utilizamos o equivalente a 25 mil garrafas PET embutidas”



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Os ambientes de jantar e cozinha seguem a tendência de integração e somam 32,16 m². Segundo o arquiteto, as cozinhas voltam a ter lugar de destaque nos projetos arquitetônicos, sendo o centro da atenção das famílias. Para revestir a área, piso claro da Biancogres. Luminárias pontuam o ambiente de jantar.

 
 
No banheiro, a distribuição central de um misturador de água quente e fria que regula a temperatura da água evita o tempo de espera para a tarefa e o consequente desperdício.

 
 
A área social foi projetada para conter ambientes com multifunções, esses espaços adaptam-se mais facilmente às necessidades dos moradores, evitando reformas e ampliações. Na área superior, fica evidente a comunicação dos ambientes internos com os externos, outra estratégia para facilitar a ventilação e iluminação local.

Customização possível
A residência piloto integra o conceito construtivo a seco. Em projetos desse tipo, o proprietário pode escolher entre modelos predefinidos ou personalizados, uma vez que o sistema permite total customização. O arquiteto Augusto Alvarenga explica porque o método traz mais benefícios ao meio ambiente: “Como a montagem da casa é baseada em um sistema computadorizado, sua casa será “impressa” tal qual projetada, descartando os desperdícios e as incertezas comuns às obras tradicionais”.

A Ecasa pode ser entregue em 120 dias no caso dos modelos préfabricados; para os casos de customização são acrescidos prazo e custos de projeto e planejamento. Segundo Alvarenga, não há empecilhos para a implementação do projeto. A casa piloto foi erguida em quatro meses, ao custo de R$ 450 mil; mesmo a estrutura modelo pode ainda receber cerca de 80 personalizações.


Confira quem fez
Construção: Ecasa Brasil Construtora e Incorporadora
Projeto: Augusto Alvarenga (Alvarenga Arquitetos)
Hidráulica: Emmeti Brasil
Telhas: Dânica Termoindustrial Brasil





O mezanino superior, com 8,95 m², é uma grande porta de entrada para a luz natural, graças ao grande painel de vidro em seu entorno. A área também é revestida com carpete de madeira, com uma capa de 0,5 cm de madeira nativa sobre uma base de madeira reflorestada.
Na fachada dos fundos, grandes panos de vidro permitem o máximo aproveitamento da iluminação natural, tornando desnecessária a utilização de lâmpadas durante o dia; à noite, a iluminação fica por conta de luminárias e lâmpadas de alta performance. Persianas externas automatizadas foram colocadas no home para permitir o escurecimento do ambiente, mesmo nas manhãs ensolaradas.

fonte: http://revistacasaeconstrucao.uol.com.br/ESCC/Edicoes/67/artigo211026-3.asp

quinta-feira, abril 07, 2011

Feng Shui ensina a cuidar de sua mesa de trabalho

Parece simples. Qualquer local parece razoável para dispor uma mesa de trabalho ou estudo. Mas não é bem assim. Digo que as pessoas devem ter muito cuidado na hora de escolher onde vão colocar sua mesa de trabalho ou estudo para que pontos energéticos negativos não afetem as boas energias da pessoa que ali vai sentar por horas todos os dias.
Lugares bagunçados e entulhados papéis são péssimos ambientes
Lugares bagunçados e entulhados papéis são péssimos ambientes

Uma mesa com aspecto energético ruim vai afetar o desenvolvimento do trabalho e estudos, podendo afetar a saúde mental e física. Para saber quais são as recomendações de uma mesa bem-energizada, usaremos aqui os conhecimentos do feng Shui e da radiestesia.
1) Evite que a mesa fique de frente para a porta de entrada do ambiente. Assim, evita-se que a mesa receba muita energia. O excesso de energia irá atrapalhar a concentração e o rendimento no estudo e trabalho.
2) Nunca mantenha sua mesa de trabalho embaixo de uma viga exposta ou de uma prateleira. Esta situação provoca cansaço ou dores de cabeça, por causa da pressão energética exercida pela estrutura sobre a pessoa. Também é ruim para a autoestima da pessoa.
3) Evite espelhos grandes no ambiente onde fica a mesa de trabalho ou estudo. Eles podem atrapalhar a energia de quem fica ali.
4) Evite que a mesa fique de frente a porta do banheiro. O banheiro vai roubar a energia da mesa e prejudicar o progresso do estudo ou trabalho.
5) Não deixe a mesa encostada em paredes que tenham canos de esgoto ou vasos sanitários. Se isso ocorrer, o esgoto e o vaso podem roubar a energia da mesa.
6) Não coloque sua mesa sobre pontos telúricos, que são pontos de energias negativas no subsolo do imóvel. Esses pontos afetam a energia da pessoa e são determinados pela radiestesia.
7) Lugares bagunçados e entulhados de caixas, papéis, máquinas paradas ou quebradas são péssimos ambientes para uma mesa de trabalho, pois neles há muita energia estagnada.
8) Locais escuros, mofados e mal-ventilados têm um péssimo feng shui para o trabalho e o estudo.
Aplique as recomendações acima e bom estudo ou trabalho.

terça-feira, abril 05, 2011

{Momento fofura}

Revista Elle Decor

Idéias e atitudes para uma vida sustentável

A separação do lixo reciclável em casa e o abandono do uso de sacolas plásticas descartáveis no supermercado são as primeiras, mas não as únicas, medidas de consciência ecológica. Existem muitas iniciativas simples, e de baixo custo, na construção, na decoração e no paisagismo, que contribuem para a preservação do meio ambiente


Fotos Marcelo Magnani
Respeito à natureza e ser feliz com o que se tem


Contra o desperdício e o consumo desenfreado, a artista plástica Isabelle Tuchband preserva as peças antigas, herdadas da família e compradas em viagens. “Tenho boas recordações quando olho para elas e isso me faz feliz”, afirma. No jardim de sua casa, a mesa de ferro, dos anos 1950, que sua sogra trouxe de Nova York, está sempre posta para um chá com vasos de flores embaixo da centenária sibipiruna, preservada no terreno. “Esta árvore protege minha casa e dá boas energias”, diz Isabelle. Os assentos das cadeiras de ferro têm almofadas com tecidos naturais, algodão e linho, da Tecelagem Francesa, confeccionadas por Rita Tapeceira. “Restauro e mudo de lugar os móveis, valorizando o que tenho. Ser ecológico é ter esta consciência: fazer o máximo com o que se tem por perto”, afirma ela. Ao fundo, pintura de sua autoria.

1- Há um movimento mundial pelo reuso do que temos em casa ou do que é descartado por empresas ou outras pessoas. Assim, um móvel que não serve mais para os pais pode ser útil na casa do filho. Com um novo olhar sobre os objetos, é possível descobrir outros. Basta uma pintura ou um tecido novo para as peças ganharem destaque na decô.

2 - O improviso é bacana. As caixas de frutas e legumes, jogadas no lixo de entrepostos e supermercados, podem ser empilhadas e virar uma estante para guardar livros. Há anos na Europa, os paletes de madeira, usados para o transporte de máquinas e eletrodomésticos, são aproveitados na produção de mobiliário e pisos. A ideia já tem vários adeptos no Brasil.

3 - Um freio no consumismo. Outro movimento que ganha força entre arquitetos e designers é o low-tech, em oposição ao high-tech. Nada de trocar a geladeira ou outro eletro em uso somente porque lançaram um modelo novo. Se não tem um, vale pegar os aparelhos que estão velhos para outras pessoas, mas ainda funcionam. Mas fique de olho: se for muito antigo, pode consumir energia demais. Melhor usar como armário ou bar na sala. Dá um ar vintage ou retrô ao ambiente.

4 - Reaproveite embalagens. Caixas de papelão, latas de chá e de leite em pó e vidros de geleia esvaziados podem ser muito úteis. Para organizar fotos ou peças de roupa pequenas no quarto, use as caixas forradas com tecido ou papel. No escritório, as latas pintadas ou revestidas servem de porta-lápis ou porta-treco. Os vidros viram vasinhos para decorar as mesas nas festas. Até uma lata grande de tinta tem potencial para ser um banco com assento estofado.

5 - Do tempo da vovó. Nada aquece mais a alma e o corpo do que uma boa manta de patchwork feita com retalhos de tecidos até mesmo aproveitados de roupas em desuso. Além de cobrir o sofá ou a cama, podem ser adaptadas como belas cortinas ou revestir paredes. Vale fazer o mesmo com restos de tapetes. Mesmo de estilos e cores diferentes, rendem um moderno modelo.
Fotos Marcelo Magnani
Para jogar pingue-pongue ou fazer as refeições

No mundo contemporâneo, os móveis flexíveis ou com dupla função são as melhores alternativas para as casas e os apartamentos com espaços cada vez mais reduzidos. Nesta casa onde moram três amigos no bairro do Pacaembu, em São Paulo, a metade da mesa de pingue-pongue é usada na sala de jantar. Encostada na parede, tem lugar para as quatro cadeiras compradas em lojas de usados. As de madeira revestida de Formica vermelha e com pés palito são dos anos 1950. As giratórias e estofadas com corino azul- -turquesa e friso dourado têm design dos anos 1970. A outra metade fica na cozinha e é colocada junto desta quando dá vontade de jogar ou para receber mais pessoas em torno da mesa. Garrafas e vaso da loja Teo. Quadro com fotos de Felipe Morozini.


6 - Na falta de móveis herdados de família, recorra a lojas de usados ou entidades beneficentes que recebem doações. Lá dá para comprar peças de época, com design clássico e moderno, a bons preços. Alguns desses locais oferecem o serviço de restauro. Mas também é interessante usar móveis detonados, com a marca do passado e de sua história.

7 - Existe um teste chamado pegada ecológica no site da WWF (www.wwf.org.br) que determina se a pessoa é consciente pela quantidade de metros quadrados que ela utiliza para morar. Leva em conta que se cada um habitar uma grande casa, não haverá lugar para todos no planeta. “De acordo com essa premissa, um espaço multiuso é uma atitude sustentável”, segundo o arquiteto Gustavo Calazans.

8 - Compre a produção local. De modo geral, as verduras e as frutas disponíveis nos supermercados viajam longas distâncias até chegar a seu destino final. Imagine a emissão de gás carbônico decorrente dessas longas travessias. Em relação aos produtos importados, prefira os transportados por navio, que causa cinco vezes menos impacto na emissão de poluentes em comparação ao frete rodoviário. Logo, ir à feira é uma atitude sustentável.

9 - Na reforma de apartamentos, a demolição de paredes para eliminar o excesso de cômodos integra os ambientes. Além da amplitude, isso melhora a circulação de ar, o que deixa o clima mais fresco no verão, e proporciona maior insolação, aquecendo os ambientes no inverno. “Assim não é necessário instalar sistemas de aquecimento ou de ar-condicionado, minimizando o consumo energético”, diz Calazans.

10 - Em grandes cidades, como São Paulo, os centros têm prédios de apartamentos antigos, incríveis e históricos, abandonados por falta de interesse imobiliário. Para um desenvolvimento urbano sustentável, arquitetos defendem a realização do retrofit nesses edifícios para que voltem a ser habitados em vez de se continuar a construir novos prédios. O princípio do retrofit é restaurar as fachadas e adequar os espaços internos às necessidades atuais, como nova instalação elétrica e hidráulica e acesso à internet.

Fotos Marcelo Magnani
Bancada de trabalho vira aparador no quarto

Em um canto de seu quarto, o designer de produtos e diretor de arte Ilan Wainstein colocou a bancada de trabalho descartada por um artista plástico. “Está toda manchada de tinta, mas funciona bem aqui”, diz ele sobre o móvel de madeira maciça que mede 1,70 m x 0,75 m x 0,50 m. “Era mais alta. Serrei 20 cm dos pés para ficar na proporção certa”, afirma Ilan. Em cima da bancada, ele expõe os perfumes na bandeja de prata, que herdou da avó. Embaixo, ficam o som e livros. O quadro é uma montagem com a capa de um livro e um porta-retrato antigo. Na parede, IIan pendurou o cabide com camiseta dos anos 1980 comprada em brechó.
Sobras de tapetes orientais resultaram no patchwork, da Século, que cobre tacos. Cadeira de Philippe Starck.


11 - Em reforma, o reaproveitamento de revestimentos evita a geração de entulhos, que precisam de caçamba para ser removidos, encarecendo a obra. Muitas vezes, esses resíduos são lançados em rios e córregos da cidade, o que causa enchentes. Por isso, o ideal é restaurar os tacos, que costumam ser de madeira nobre. É melhor do que comprar um assoalho, cuja origem pode ser de florestas devastadas ilegalmente. No caso dos azulejos e pisos cerâmicos, em vez de removê-los, aplique em cima um novo acabamento.

12 - Os móveis de madeira maciça e nobre estão virando artigos de luxo ou de antiquário. A marcenaria caminha para o uso apenas de matéria-prima feita de compostos madeirados, tipo MDF, na fabricação de mobiliário, que será apenas revestido com folhas das madeiras nobres.

13 - Mesmo o tronco de árvore derrubada por tempestade pode ter melhor aproveitamento do que virar somente a base de uma mesa. “Recortado em pranchas ou ripas, rende muitos móveis, projetados com o dimensionamento mais adequado da madeira”, na opinião dos arquitetos Marcelo Ferraz e Francisco Fanucchi, da Marcenaria Baraúna.

14 - Há uma retomada pelos revestimentos simples, como piso de cimento e de ladrilhos hidráulicos, que são materiais de baixo impacto ambiental. Não consomem energia na produção, porque não são queimados em fornos. “O melhor cimento é o CP III, que emite menos poluentes porque é feito 70% de resíduos de siderúrgicas”, diz a arquiteta Adriana Yazbek. Outras opções sustentáveis são os pisos de bambu e de madeira de origem certificada.

15 - As grandes janelas ou panos de vidro, fechando os vãos entre os pilares da estrutura das construções, garantem a entrada de grande quantidade de luz natural nos interiores, dispensando acender lâmpadas durante o dia. Para iluminar o centro da casa, a solução está nas claraboias.

16 - Para a iluminação artificial, existem as lâmpadas de baixo consumo de energia elétrica, como as fluorescentes. Atualmente, há modelos que emitem luz de tom amarelado, mais aconchegante para salas e quartos. Outra opção é a luz de led, que consome dez vezes menos energia do que, por exemplo, as lâmpadas dicroicas.

Fotos Marcelo Magnani
Cores alegres e materiais menos poluentes

O patchwork de ladrilhos hidráulicos e o acabamento de cimento queimado refletem a preocupação com o uso de produtos sustentáveis na reforma do banheiro de casal, feita pela arquiteta Adriana Yazbek para a prima dela, Ana Paula, e o marido, Marcos Santos Mourão. “Eles pediram que fosse bem colorido. Fui à fábrica Dalle Piagge e escolhi entre as sobras de ladrilhos os mais alegres”, diz a arquiteta, que cobriu a bancada com as peças. “Montei o patchwork no chão da fábrica e comprei apenas os ladrilhos que iria usar para não ter desperdício.” Do mesmo local, são as massas de cimento natural, que reveste as paredes, e colorido de azul para o piso. Na aplicação, usou mão de obra da Delta Plan Engenharia. Toalha da Mundo do Enxoval.


17 - A ventilação cruzada
nos ambientes evita o uso de aparelho de ar-condicionado. Para obtê-la, é necessário ter janelas em paredes opostas, de preferência uma em frente à outra. O modelo basculante é útil porque pode ficar aberto mesmo nos dias de chuva.

18 - Nos últimos anos, a produção de placas de captação de energia solar cresceu 19% no Brasil, segundo a Abrava, Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação
e Aquecimento. Isso levou à redução do preço
do produto. Na Soletrol, um sistema de aquecimento solar para quatro banhos diários custa
R$ 1.400 e representa economia de 2 mil kW/h no consumo de energia elétrica por ano. Estima-se que haja 250 mil aquecedores solares instalados em lares brasileiros.

19 - Quem mora em casa pode instalar um sistema de captação de água de chuva por calhas e tubulações para ser armazenada em caixa com tampa ou cisterna enterrada no terreno. Sem tratamento, o líquido é canalizado para as caixas de descargas no banheiro e para as torneiras da área externa usadas na irrigação do jardim. Há kits pré-montados com reservatório – de 100 a 300 litros de capacidade – à venda nas lojas de material de construção.

20 - Cada um pode contribuir para aumentar as áreas com vegetação na cidade. Na construção ou reforma da casa, o telhado tradicional pode ser substituído pelo teto verde. Empresas especializadas, como a Ecotelhado, fazem a instalação das coberturas com terra, grama, sistemas de irrigação e drenagem em lajes. Além de melhorar o clima na cidade, deixa agradável a temperatura nos ambientes.

21 - Os aparelhos eletrônicos, como TV e carregadores de celulares, não devem ficar o tempo todo plugados nas tomadas porque consomem energia mesmo quando não estão sendo usados. Para economizar eletricidade, dispense os acessórios de cozinha de pouca utilidade no dia a dia, como facas elétricas e processadores de alimentos.

22 - Não precisa morar em casa para cultivar plantas. Em apartamento, dá para ter espécies em um painel na parede, como os criados pela paisagista Gica Mesiara, da Quadro Vivo. “Estudos mostram que áreas de 12 m² com plantas já influenciam no microclima: atraem pássaros, diminuem o calor em até 4ºC, melhoram a oxigenação do ar e reduzem a poluição sonora”, diz ela.

23 - Há diversas tecnologias modernas de adubação e de aplicação de defensivos orgânicos para proteger as plantas, oferecidas por empresas como a EcoJardim. Na irrigação, os equipamentos garantem a utilização racional da água, em benefício da preservação dos recursos naturais do planeta.

24 - As calçadas devem ser drenantes para que a água de chuva retorne aos mananciais. Para isso, deve-se evitar a aplicação de massa de cimento e de cerâmica entre os canteiros do jardim. O melhor caminho é espalhar pedriscos ou pôr pedras sobre uma base de areia diretamente no solo. Outra opção é colocar dormentes, descartados por estradas de ferro, ou cruzetas de postes antigos de eletricidade.

Fotos Marcelo Magnani
Humor aplicado em peças do cotidiano renovadas

As instalações, que o fotógrafo e artista plástico Felipe Morozini cria para eventos com peças de lojas de usados, acabam em seu apartamento, no centro de São Paulo. “Dou utilidade a móveis antigos sempre pensando em levar bom humor à decoração”, afirma Morozini, que vende algumas criações na Micasa. “Tenho a questão ecológica como pensamento de vida. Procuro produzir em cima do que existe”, diz. Para um evento de moda, ele pintou a mesa com a estampa pied-de-poule e a máquina de costura com a cor da roupa presa nela. Também customizou o relógio cuco. O cão com flores artificiais é da China. Quadro com cabeças de coração de Yuri Pinheiro.





25 -
Escolha os vasos de materiais naturais, como barro, cerâmica e madeira. São mais duráveis e menos ofensivos ao meio ambiente do que os feitos de compostos plásticos.

26 - Prefira espécies nacionais. As plantas nativas já são adaptadas às condições climáticas do país. Além de exigir menos cuidados, cultivá-las contribui para a preservação da flora brasileira. Algumas sugestões de árvores: jatobá, pitangueira, jabuticabeira, ipê, uvaia e cupuaçu.

27 - Não tem coisa melhor do que comer hortaliças e legumes da própria horta. A principal vantagem é que os alimentos ficam livres de agrotóxicos. Para ter uma em casa, siga as instruções: as plantas de raízes são cultivadas em vasos ou canteiros de 20 cm de profundidade. Já as folhas, mais a abobrinha e o tomate precisam apenas de 15 cm.

28 - Assim como o lixo reciclável, os resíduos orgânicos podem ser aproveitados. Com a técnica da compostagem, dá para produzir adubo orgânico em casa para o canteiro de ervas. Separe cascas de frutas e legumes em um recipiente com tampa (não coloque grãos ou restos de comida, que causam mau cheiro e propagam insetos). Por cima, coloque
uma camada fina de serragem. Depois de cheio, deixe apurar por quatro meses, longe de lugares úmidos.

29 - Evite combater as pragas do jardim com fumo, que não é ecológico.
A agrônoma Marília Lima sugere outra receita caseira: bata no liquidificador 100 g de alho e a mesma quantidade de pimenta-do-reino. Ponha a mistura em garrafa escura com 1 litro de álcool e deixe curtir por
sete dias. Dilua 100 ml a cada 10 litros de água com uma colher de chá de detergente neutro. Pulverize na planta.

30 - Mesmo nas metrópoles, é possível receber a visita de pássaros. Para atraí-los, basta colocar um comedouro com frutas frescas, alpiste e sementes de girassol na varanda ou no terraço. Árvores como a amoreira ou a flor de hibisco causam o mesmo efeito. Lembre-se também de trocar a água todos os dias e jamais acrescente açúcar ou mel.

31 - Já existem vários materiais de construção fabricados com lixo reciclado.
O mais conhecido é a telha ondulada da Ecotop. A peça é produzida a partir da moagem e prensagem de tubos de creme dental, que são compostos de alumínio e plástico. São mais duráveis e resistentes do que a de outros materiais, além de reduzirem o volume de detritos lançados em aterros sanitários.

32 - A decoração pode agredir menos a natureza. Há muitas opções de tecidos naturais, como algodão, linho e seda, para confeccionar cortinas e revestir estofados. Na pintura da casa, podem ser usadas as tintas ecológicas à base de terra, como as da marca Solum, que possui uma cartela de 15 cores. Ou, ainda, vale recorrer à velha e boa pintura com cal.

  


fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI215524-16802,00-IDEIAS+E+ATITUDES+PARA+UMA+VIDA+SUSTENTAVEL.html

segunda-feira, abril 04, 2011

Campus do City of Westminster College conta com espaços internos flexíveis

Espaços devem ser livres para responder às necessidades dos alunos



O novo campus principal do City of Westminster College, projeto dos arquitetos dinamarqueses do escritório Schmidt Hammer Lassen, foi construído de dentro para fora. Segundo os arquitetos, houve a necessidade de que os espaços internos do edifício tivessem flexibilidade, para poder atender às necessidades de diferentes grupos que utilizam a universidade.


Divulgação: Schmidt Hammer Lassen
Edifício tem fachada irregular devido à diferença de tamanhos dos ambientes internos
O novo campus foi construído sobre as antigas instalações da década de 1960 e que já estavam se mostrando ineficientes frente às necessidades da universidade. A construção foi iniciada em 2008 com investimento de aproximadamente 81 milhões de euros, após a escolha do projeto em concurso realizado no ano de 2006.

Utilizando conceitos geométricos, o edifício de 24 mil m² conta com áreas internas diferentes em cada andar e, consequentemente, um desenho irregular em sua fachada. O vidro utilizado em sua fachada permite a iluminação natural, além de um auxílio no controle de temperatura do espaço.

O edifício foi projetado para ser sustentável, utilizando instalações que precisam de pouca manutenção, reduzindo significativamente os custos do edifício e aumentando a sua vida útil.

O projeto foi concebido com o objetivo de fomentar a interação entre os estudantes e funcionários da universidade. Há um grande átrio central que, em alguns casos, chega até a fachada do prédio. Em escadas, há degraus mais altos, onde os estudantes podem se sentar e conversar. "Os pisos em torno do átrio têm conexões visuais entre um andar e outro, fazendo com que o átrio se torne um centro dinâmico e o coração da faculdade", disse Kim Holst Jensen, sócio do escritório.

A motivação do cliente para a construção de um novo campus foi reunir a maioria das áreas curriculares e departamentos que foram espalhados por cinco centros distintos sob um mesmo teto.

"Queríamos criar um novo campus, com uma atmosfera aberta e inclusiva. Um espaço que correspondesse às necessidades do nosso grupo diversificado de alunos. Estamos muito satisfeitos com o resultado, e orgulhosos de ser capaz de acolher as pessoas em um ambiente tão contemporâneo e inspirador de aprendizagem", disse Keith Cowell, diretor da universidade.

Divulgação: Schmidt Hammer Lassen
Edifício foi construído no local do antigo campus, da década de 1960
Divulgação: Schmidt Hammer Lassen
Átrio central tem tamanhos diferentes em cada andar

Divulgação: Schmidt Hammer Lassen
Concreto da estrutura e dos pavimentos é aparente nos ambientes internos

Divulgação: Schmidt Hammer Lassen
Iluminação natural é garantida pela fachada envidraçada fonte: http://www.piniweb.com.br/construcao/arquitetura/campus-do-city-of-westminster-college-conta-com-espacos-internos-211252-1.asp