quinta-feira, junho 23, 2011

Radier

Nivelamento e posicionamento são as chaves para um trabalho bem-executado

Locação topográfica
Se o posicionamento do radier não for feito corretamente, depois da execução é muito difícil remediar. Assim, uma equipe deve garantir o correto posicionamento com aparelhos como teodolito ou estação total.


Nivelamento do terreno
Deve ser respeitada uma tolerância máxima de variação no nivelamento de 1 cm ou 2 cm no momento da terraplenagem, para evitar consumo excessivo de concreto. É recomendável que um laboratório acompanhe esta etapa, fiscalizando o grau de compactação do solo.
Fotos: Marcelo Scandaroli
Nivelamento do gabarito
Além da necessidade de se respeitar a sequência de montagem do gabarito metálico, que já é a fôrma do radier, seu nivelamento garante a espessura mínima de concreto no pior ponto. Aqui, o controle também é feito por topógrafo.

Tubulação
As tubulações são enterradas com localização pré-definida no gabarito. Para demarcar a abertura das valas, a faixa pode ser feita com cal ou areia de outra

Espaçamento da ferragem
Se a armação for de tela ou de barras retas de aço, deve-se tomar cuidado para a ferragem não encostar no plástico. Isso se faz com espaçadores garantindo o cobrimento mínimo da armadura.
Lona plástica
A lona tem duas funções no radier: evitar que a água faça percolação ascendente, pois ela infiltraria no radier e criaria umidade; e evitar perda da água do concreto ou mesmo sua contaminação com a terra.
Acabamento superficial
Mestras metálicas garantem o nivelamento, e, quando a área de projeção é grande, pode-se posicionar placas metálicas junto aos gabaritos metálicos, como guia para o sarrafeamento. A máquina acabadora de superfície deve ser usada quando começa a pega do concreto, pois depois de endurecido não é possível dar o acabamento, e quando o concreto está mole não se consegue entrar com a máquina no radier.


Apoio técnico: engenheiro Marcelo Nogueira, gerente de qualidade, e Thiago Bittencourt, gerente de desenvolvimento de tecnologia da Rossi

fonte: http://www.piniweb.com.br

quarta-feira, junho 22, 2011

Lounge da Vogue na SPFW apostou no preto

Criado pelo arquiteto José Roberto Moreira do Valle e sua equipe, o lounge se destaca pela utilização da cor preta e de outras tonalidades escuras, suavizadas pelo uso de elementos coloridos e pela iluminação com um toque cenográfico. Assim, o piso de madeira na cor cappuccino recebe um tapete preto, enquanto as paredes são revestidas por tecidos da mesma cor, bem como o grande sofá. Negras também são as cortinas e o painel de vidro que ficam atrás da mesa da redação. A pincelada de cor fica por conta dos acessórios, como a banqueta amarela Bubu, de Philippe Starck.

Da mesma forma em que as cores são utilizadas para equilibrar o preto, José Roberto utilizou algumas peças de mobiliário contemporâneo para fazer um contraponto aos móveis e luminárias com desenho clássico. Dessa forma, um lustre vintage de cristal Baccarat e uma mesa lateral inspirada numa lata de refrigerante compõem um ambiente harmônico. O preciosismo nos detalhes, aliás, é uma característica do projeto, que já causou surpresa em vários visitantes. “Nem parece um espaço que vai ser desmontado dentro de poucos dias”, já observaram alguns.


O ambiente do lounge é dominado pelo preto e outras tonalidades escuras: sobre o piso, da Gasômetro Madeiras, tapete Bellouchi (Foto: Fáustulo Machado


A iluminação tem papel importante no projeto: as luminárias de piso e de mesa são da Simone Figueiredo Luz (Foto: Fáustulo Machado)

 Sapatos coloridos sobre a revista fazem alusão ao universo da moda. Ao fundo, Invasão da Piazza San Marco, de Lucio Carvalho, acervo da Galeria Arte Aplicada (Foto: Fáustulo Machado)

 Clássicos de diferentes épocas: sobre a mesa Saarinen (Vermeil), lustre de cristais Baccarat da Began Antiguidades. Ao fundo, painel em vidro Ebony, da Guardian (Foto: Fáustulo Machado)

 Atmosfera vintage: estofada pelo Estúdio Bergamin com tecidos Tecdec, a poltrona anos 50 forma um belo par com o abajur Simone Figueiredo Luz. A cortina de veludo, também da Tecdec, foi confeccionada pela Uniflex D&D (Foto: Fáustulo Machado)

Obras de arte dão um ar irreverente ao espaço. Em primeiro plano, batedeira Kitchen Aid com intervenção de Lucio Carvalho; no centro da mesa, vaso com antúrios da Benedixt e, ao fundo, tela do acervo da Galeria Arte Aplicada (Foto: Fáustulo Machado)

Composto por tubos de PVC com pintura preta fosca, o painel canelado é o pano de fundo para o logo da revista (Foto: Fáustulo Machado)

fonte: http://casavogue.globo.com/interiores/lounge-da-vogue-na-spfw-aposta-no-preto/#gallery-1

terça-feira, junho 21, 2011

Lelé apresenta mais detalhes dos projetos para o Minha Casa, Minha Vida

Arquiteto desenvolveu tipologias em estrutura metálica com argamassa armada montadas manualmente. Proposta também contempla edificações em encostas

Lelé foi convidado pela presidente Dilma Roussef para rever e apresentar uma solução ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Conhecido pela Rede Sarah de Hospitais e Tribunais de Contas da União, um dos maiores especialistas brasileiro na pré-fabricação apresentou dois projetos, inicialmente detalhados para regiões de favelas de Salvador - a urbanização de Pernambués, com ocupação mista de apartamentos e casas geminadas, e o conjunto habitacional para Cajazeiras.

Mas as soluções podem ser adaptadas a qualquer parte do País.

Divulgação: IBTH
Projeto do arquiteto para a favela de Cajazeiras


"O programa tem de levar em conta as diversas tipologias brasileiras, típicas de cada lugar, inclusive topográficas. No caso de Salvador, a topografia dificulta muito a implantação de um prédio convencional, conforme está sendo feito", explica. Desenvolvida e apresentada em janeiro, a proposta está ainda à espera da superação de entraves burocráticos para ser implementada.

Os prédios propostos são de estrutura mista metálica com argamassa armada. Todas as peças, inclusive as metálicas, são montadas manualmente. "A peça mais pesada, uma laje que vence 2,70 m de vão, pesa 86 kg, o que permite que duas pessoas a montem manualmente", explica Lelé.

A proposta para Pernambués, além das unidades habitacionais, inclui creche, escola, área de lazer. "Habitação não é só o lugar onde você mora, é um conjunto de coisas que fazem você sobreviver, inclusive o trabalho. Em Salvador, onde a economia informal tem um peso forte, é impossível pensar uma proposta como essa sem levar em consideração todos os parâmetros", avalia.

Divulgação: IBTH
Proposta do arquiteto para favela de Pernambués
Lelé pretende realizar o projeto pelo Instituto Brasileiro de Tecnologia do Habitat, sem fins lucrativos, que criou há dois anos em Salvador, cujo objetivo, além da pesquisa, é a realização de obras públicas com a pré-fabricação. Segundo Lelé, um programa de abrangência nacional como este requer industrialização e qualidade, o que só se consegue com tecnologia. E disso, ele entende.

Confira, a seguir, entrevista com o arquiteto e mais imagens dos projetos:

Como foi seu trabalho para o Minha Casa, Minha Vida?

Fiz uma análise do programa para o caso de Salvador, onde a topografia dificulta muito a implantação de um prédio convencional, conforme está sendo feito. A proposta não é tirar as pessoas do local, é refazer, com o apoio de uma fábrica.

De que forma a fábrica trabalharia? As casas têm de ser bem feitas, industrializadas. Montaríamos uma mini-usina em cada local, para atender uma demanda de 300 unidades e uma população de 2 a 2,5 mil pessoas. A mini-fábrica, que pode ser desmontável e transportada para outro local, tem capacidade para fazer 40 apartamentos em 45 dias.

Qual é o sistema construtivo?
 
Um sistema misto de aço com argamassa armada. São construções com até quatro pavimentos, como as que eles constroem hoje, e até com uma pequena oficina no quarto nível, pois essa população vive muito do que produz em casa. A proposta contempla a forma de vida que eles adotam hoje, dando-lhes conforto. O bondinho sobre trilhos, por exemplo, leva os moradores morro acima, evita que eles subam 40 metros feito cabritos.\

As pessoas da comunidade poderiam trabalhar para fazer as suas próprias moradias, ou é necessário mão de obra qualificada?

A gente qualifica a mão de obra num instante. A qualificação é pequena porque, a rigor, trata-se de um jogo de armar que se aprende com rapidez. Lógico que há os instrutores. O que estamos propondo é a racionalização da construção nos mínimos detalhes, nada é improvisado. Um tipo de construção que vai se multiplicando e que pode ser repassada para qualquer pessoa, e para as empresas.

Projeto Cajazeiras


Divulgação: IBTH

Divulgação: IBTH

Divulgação: IBTH
Projeto Pernambués

Divulgação: IBTH

Divulgação: IBTH

Divulgação: IBTH

Divulgação: IBTH

Divulgação: IBTH
Leia reportagem e entrevista completa sobre o projeto na edição 208 (julho de 2011) da revista AU
fonte: http://www.piniweb.com.br//construcao/arquitetura/lele-projeta-duas-propostas-para-o-minha-casa-minha-vida-220098-1.asp?utm_source

Conselho elege os melhores edifícios altos do mundo

Frank Gehry, Wilkinson Eyre, Sauerbruch Hutton e Norman Foster assinam os projetos arquitetônicos dos prédios vencedores


O Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH) anunciou hoje (15) em Chicago, Estados Unidos, os vencedores do "Best Tall Building" 2011, premiação que tem como objetivo eleger as melhores edificações altas de quatro regiões: Américas, Ásia e Oceania, Europa e Oriente Médio e África.

Os vencedores desta edição foram o Eight Spruce Street (Nova York), projetado pelo arquiteto Frank Gehry; Guangzhou International Finance Center (Guanzhou), de Wilkinson Eyre; KfW Westarkade (Frankfurt),  de Sauerbruch Hutton; e o The Index (Dubai), de Norman Foster.

De acordo com o Conselho, os edifícios foram escolhidos pelo design, inovações técnicas e atributos sustentáveis. Segundo o presidente do comitê da premiação, Richard Cook, "o ano não foi só um recorde em termos de número de participantes, mas também pela qualidade dos edifícios". Entre os vencedores, um será escolhido como o melhor edifício alto do mundo. A cerimônia de premiação acontecerá no dia 27 de outubro, em Chicago.

Confira os vencedores:

América
Eight Spruce Street, Nova York (EUA)
Altura: 265 m
Projeto arquitetônico: Frank Gehry

Divulgação


O edifico chama a atenção pela fachada metálica ondulada, de modo que cada apartamento tenha uma planta diferenciada. Apesar disso, o júri afirma que o edifício pode ser caracterizado como um prédio típico de Nova York, pois foi construído no mesmo padrão dos outros arranha-céus.

O interior dos apartamentos se adapta a cada irregularidade da fachada, criando um espaço harmônico. Esse é o edifício residencial mais alto da América do Norte, "fazendo grande diferença na população urbana e na diversificação de seu entorno", de acordo com Cook.

Ásia e OceaniaGuangzhou International Finance Center, Guangzhou (China)
Altura: 440 m
Projeto arquitetônico: Wilkinson Eyre
Divulgação


De acordo com o júri, a forma esbelta do edifico é ao mesmo tempo elegante e simples. Com forma triangular arredondada, o edifício alcança sua maior largura após percorrer um terço de sua altura, e vai afinando até o topo. Com essa aerodinâmica, o edifício sofre menos com a ação do vento, reduzindo também a necessidade de uma estrutura mais complexa.

A estrutura metálica, em formato de losangos, é visível do externo do prédio. Segundo o Conselho, é a maior estrutura desse tipo existente no mundo.

Europa
KfW Westarkade, Frankfurt (Alemanha)
Altura: 56 m
Projeto arquitetônico: Sauerbruch Hutton
Divulgação


O KfW Wesarkade é considerado um dos edifício comerciais mais eficientes do mundo, pois utiliza aproximadamente metade da energia que a média de um edifício comercial europeu e um terço de um norte-americano. A fachada dupla do edifício permite que o vento seja capturado e auxilie na ventilação natural. Além disso, sua forma, que lembra uma serra, bloqueia parte da luz solar, assim como sua cavidade segura o calor e o expele com o vento.

A fachada do edifício é toda envidraçada, enquanto os painéis que bloqueiam a luz solar são coloridos, mas dependendo de onde se vê, as cores não aparecem. Segundo o júri, o edifício se integra com o entorno, mas acaba se destacando pelo uso da cor.

Ásia e Oriente Médio
The Index, Dubai (Emirados Árabes Unidos)
Altura: 326 m
Projeto arquitetônico: Norman Foster
Divulgação


O edifício conta com 520 apartamentos de luxo e outros 25 andares de escritórios, que são separados por um lobby com pé-direito duplo com vista para toda a cidade de Dubai. No térreo, há uma área aberta, para permitir a socialização dos trabalhadores e moradores.

A forma do edifício chama a atenção por mostrar para quem vê de fora toda a organização interna e também o sistema estrutural. A "divisão" do edifício em três tornou possível a construção de escritórios com vãos maiores. 

segunda-feira, junho 20, 2011

Nossos acessos - Obg pelo carinho amigos.

domingo, junho 19, 2011

Análise Sísmica de Estruturas em Engenharia Civil

Análise Sísmica de Estruturas em Engenharia Civil
A acção dos sismos pelas terríveis consequências que podem infligir, tanto em termos humanos como materiais, em áreas densamente povoadas, continuam a ser, de longe, as solicitações dinâmicas com maior relevo na análise estrutural. Um dos aspectos mais importantes e que permite de algum modo distinguir estas acções das restantes, assenta no facto de serem de muito difícil, senão impossível, previsão.

O seu efeito devastador pode, no entanto, ser atenuado através de uma análise cuidada do comportamento das estruturas quer in situ, depois de terem sido submetidas a uma acção sísmica real, permitindo, por exemplo, a detecção de falhas nos processos construtivos, quer por modelação numérica. Neste caso, procura-se simular o mesmo acontecimento aplicando ao modelo um movimento tão próximo da realidade quanto possível.

Hoje em dia os meios informáticos que se encontram à disposição de investigadores e projectistas são cada vez mais sofisticados, permitindo que modelos cada vez mais eficientes intervenham na análise deste tipo de problemas. Os elementos finitos ao permitir simular, com rigor, uma grande variedade de fenómenos físicos e leis de comportamento nas mais diversas áreas da engenharia, são neste campo uma das ferramentas mais poderosas e versáteis aplicadas à modelação numérica de sistemas estruturais.

Análise Sísmica de Estruturas em Engenharia Civil
Neste contexto a acção dos sismos assume um papel primordial na análise do comportamento dinâmico das estruturas, revelando uma importância acrescida, em particular, quando estas estruturas apresentem grandes dimensões no espaço ou se encontrem em contacto com domínios fluidos. Por outro lado, e dado que estas acções se propagam através do maciço de fundação divergindo para todos os meios que directa ou indirectamente com ele contactam, na simulação numérica do sistema estrutural deve dedicar-se especial atenção a este factor, permitindo-se que os diversos meios intervenientes possam interactuar entre si de acordo com a realidade.

No entanto, existem meios que não podem ser integralmente representados por estes modelos, meios que apresentam uma geometria tal que uma ou várias das suas dimensões assumem valores desproporcionadamente grandes em relação às restantes, como é o caso das fundações e das albufeiras das barragens, havendo necessidade de restringir o seu volume de influência a limites considerados razoáveis através da imposição de fronteiras fictícias. Ao funcionarem como elementos puramente reflectores estas barreiras impedem a normal propagação das acções perturbando o comportamento dos modelos estruturais que se encontram nestas condições. Este assunto foi abordado por diversos investigadores nesta área donde resultaram algoritmos que permitem a simulação, na grande maioria dos casos aproximada, de situações deste tipo, nomeadamente através da implementação de amortecedores de características especiais sobre o contorno externo fictício do sistema.

Análise Sísmica de Estruturas em Engenharia Civil

Análise Sísmica de Estruturas em Engenharia Civil
Este problema pode ser evitado se se considerar um volume para o meio envolvente suficientemente extenso de modo a que o próprio amortecimento do material seja capaz, por si só, de absorver as tensões impedindo que a sua acção se faça sentir novamente sobre a estrutura. Na maior parte dos casos esta não é, porém, a via mais eficiente, já que o problema pode assumir proporções impraticáveis ou envolver um esforço computacional exagerado. Este assunto tem merecido a atenção de muitos investigadores dedicados à dinâmica das estruturas e que têm procurado ultrapassar esta dificuldade simulando condições de fronteira especiais.

Para certos casos, existem algoritmos que possibilitam a obtenção da solução exacta, ou seja, que permitem simular o comportamento dinâmico do meio suposto infinito, ou de grandes dimensões, modelando apenas parte desse meio. No entanto, dadas as particularidades da sua formulação, estas fronteiras, designadas por consistentes, só podem ser implementadas em problemas pouco complexos e cuja análise se efectue no domínio da frequência.

Embora as acções dinâmicas que actuam nos sistemas estruturais resultem de mecanismos extremamente diversificados, tais como o vento, o ruído das máquinas, o movimento das pessoas, quando se trabalha no domínio da engenharia estrutural os sismos continuam a ser, de longe, a solicitação dinâmica mais importante pelas consequências catastróficas que podem infligir, sobretudo em áreas densamente povoadas.
Apesar dos mecanismos que estão na origem destas acções não serem completamente conhecidos sabe-se, no entanto, que estão directamente relacionados com o movimento das placas tectónicas sobre a crosta terrestre. Os maciços rochosos e os solos por influência, funcionam deste modo como o meio natural de transmissão destas acções aos restantes elementos que com eles contactam.

Assim, ao pretender analisar-se o comportamento de estruturas solicitadas por acções deste tipo, é importante que o modelo adoptado permita que os diversos meios intervenientes possam interactuar, tal como acontece em situações reais, devendo procurar simular-se com a maior exactidão possível não só a estrutura a analisar mas todo o meio que a rodeia e, acima de tudo, o modo como estes elementos se relacionam entre si. Para além deste aspecto, deve ainda considerar-se com bastante cuidado o modo como a acção deve ser introduzida no modelo global.

Ao solicitar um dado conjunto estrutural, seja por exemplo uma barragem fundada num maciço rochoso, por uma acção sísmica, coloca-se a questão importante de saber onde é que deve intervir, se na fronteira do maciço rochoso, se em todos os pontos do sistema ou apenas em alguns e, neste caso, em quais. Antes ainda de se responder a estas perguntas, lembra-se que estas acções, ao propagarem-se através do solo, transmitem-se à estrutura através dos pontos da superfície que lhes são comuns, neste caso a superfície de contacto entre a barragem e o maciço rochoso de fundação.

Análise Sísmica de Estruturas em Engenharia Civil
Os registos sísmicos que servem de apoio a muitos dos trabalhos que se realizam nesta área, correspondem, quer a valores efectivamente observados em campo, quer a acelerogramas gerados artificialmente, na grande maioria dos casos de acordo com disposições regulamentares. Assim, ao impor que sobre um sistema estrutural actue uma determinada lei de deslocamentos ou acelerações, deve procurar-se que estas acções intervenham nos pontos onde efectivamente os valores foram registados ou para os quais as leis foram geradas.

Autor: João Paulo Miranda Guedes
Excerto Adaptado
Imagens: AESP, University of Maryland
http://www.engenhariacivil.com/

Aquecer a casa no frio



No frio, a vontade de ficar em casa curtindo a deliciosa combinação sofá, edredon, pipoca e um bom filme é irresistível. Infelizmente, nem sempre é possível, pois as tarefas do dia a dia nos obrigam a enfrentar os ares gelados. Mas o que podemos fazer é preparar a casa, torná-la mais aconchegante e quentinha, para nos acolher no fim do dia e finais de semana.

Seguindo as 10 dicas elaboradas pelo arquiteto Marcelo Rosset, curtir o inverno poderá proporcionar sensações e momentos muito agradáveis.
1. Aquecedor portátil para os dias mais frios ou mesmo aparelhos de ar condicionado com aquecimento;

2. Utilização de tapetes mais felpudos que tragam conforto térmico para os pés, evitando o contato com pisos muito frios;

3. Utilização de mantas de tricô ou linha com efeito decorativo nos sofás que possam ser utilizadas quando a pessoa, por exemplo, assiste televisão;

4. Lareira portátil de biocombustível que, além de proporcionar um visual bonito, aquece o ambiente;

5. Utilizar almofadas decorativas com tecidos como lã, tricô ou peles sintéticas que oferecem mais aconchego;

6. Utilização de abajours com lâmpadas amareladas;
7. Utilização de velas aromáticas;

8. Torneiras elétricas em pias de cozinha e banheiros para aquecimento da água. Para isso basta ter uma tomada elétrica próximo do ponto a ser instaladas;

9. Revestimento de paredes com papéis de parede também oferecem conforto térmico;

10. Cortinas e persianas complementam o visual da casa e também aquecem os ambientes.

sábado, junho 18, 2011

Tipos de acabamento

Boleado, meia cana, chanfrado, bisotê.

Veja abaixo esses e mais outros tipos de acabamentos que dão o toque final à sua pedra.


Outros tipos de acabamento



Acabamentos usados em superfícies de pisos:

POLIDOS:

O material recebe acabamento lustrado que, se executado de acordo com os normativos técnicos de polimento a abrasivo cerâmico, define o fechamento dos poros e uma maior durabilidade do brilho das pedras.


Utilização: ambientes internos e fachadas.

OBS:
Conforme a escala de brilho e reflexão, que varia de 0 a 100, um polimento aceitável deve chegar a 85 pontos de grau de reflexão. Um bom polimento no granito, não pode levar produtos químicos como a cera e a resina, pois atingem brilho inicial, mas com o passar do tempo vão se desgastando e o brilho desaparece, além de dar um custo elevado para repolimento.

BRUTOS:
Material natural sem nenhum tratamento. Apresenta excelentes características anti-derrapante.


Utilização: áreas externas.
OBS: esse acabamento merece atenção redobrada, pois o material pode não mostrar exatamente a beleza dos detalhes da pedra, porém, se tratada com uma resina acrílica, pode atingir resultados satisfatórios.

LEVIGADO:
Material de superfície semi-polida, de modo a apresentar um acabamento rústico.
Utilização: áreas externas e internas.

FLAMEADO:
Material de face queimado com fogo, possui superfície anti-derrapante, e apresenta a beleza dos detalhes da pedra.
Utilização: áreas externas.

APICOADO:
Material com acabamento de face à base de impacto de martelo diamantado. Tem sido pouco utilizado após as descobertas do flameado.
Utilização: áreas externas.

Mármore e granito

Diferenças entre o Granito e o Mármore: Saiba como escolher a melhor opção

Mármore
  Granito



Antes de escolher entre o mármore ou granito, é preciso saber as características, aplicações e usos indicados para cada um. É possível diferenciar um tipo de mármore ou granito de outro pela sua cor e desenhos das nuances. No entanto, cada tipo possui características específicas: um mármore pode ser mais poroso que outro, por exemplo. 

O mármore é composto por um mineral e por calcita. Já o granito é formado por três minerais (a mica, feldspato e quartzo). Na prática, isso significa que o granito é bem mais duro, resistente e menos poroso do que o mármore, que risca com mais facilidade. No mercado, existem disponíveis mármores e granitos nacionais ou importados. Um dos fatores que influi na oferta e preço desses diversos tipos é sua raridade: quanto mais raro, mais caro. 

O Brasil possui muitas jazidas de granito e está entre os grandes exportadores de granito do mundo, mas sua produção de mármores ainda é pequena. Por isso, o produto importado também ocupa espaço no mercado brasileiro. 

Para diferenciar o Mármore do Granito: Risque com uma faca ou canivete (uma peça de metal) a superfície do material, de preferência em uma parte que não fique visível. O mármore ficará marcado e o granito, em menor proporção devido à sua dureza. Outra diferença é o próprio visual: o granito é mais mesclado, enquanto a coloração do mármore é mais uniforme. 

Ambos possuem alta qualidade, o importante é saber quais as aplicações mais indicadas para um e para o outro. Aplicações: como escolher? O mármore deve ser utilizado preferencialmente em ambientes internos. Isto, porque o material sofre com a ação do tempo (possui sensibilidade à chuva ácida) e da poluição. 

Também deve ser evitada a utilização de mármore em áreas de tráfego intenso, pois desgasta-se mais facilmente. Outro ambiente a ser evitado é a cozinha: por ser poroso, absorve gordura. Além do mais, não tendo resistência contra ácido, pode adquirir manchas e perda de brilho com produtos como vinagre, limão ou materiais de limpeza pesados. 

O mármore é mais indicado que o granito para revestimento de paredes internas, porque é mais leve. Ambos são indicados para piso interno, no entanto é preciso o cuidado de impermeabilizar o contrapiso, no caso de aplicação em andar térreo. Além do mais, é recomendável utilizar cimento branco nos mais sensíveis, como granito claros e mármores, para não correr risco de alterar sua cor. 

Neste caso, evite os mármores mais porosos, que correm o risco de manchar-se com a umidade, apesar da impermeabilização. Se ainda tiver dúvidas quanto às suas aplicações, lembre-se que o mármore é menos resistente à riscos, mais macio e poroso. O granito, mais pesado e mais resistente. 

Cuidados a serem tomados: Qualquer peça de mármore ou granito requer apenas pano úmido. Se necessitar utilizar detergente, escolha sempre o neutro incolor. Nunca utilize produtos como água sanitária ou produtos ácidos ou corrosivos. No caso do mármore, é preciso, ainda, tomar muito cuidado com líquidos: café, refrigerantes, produtos oleosos, etc. 

Como são porosos, tendem a absorver líquidos. A dica é limpar o local imediatamente, utilizando apenas água e detergente neutro incolor. Tome cuidado, também, ao utilizar o granito polido: em pisos externos, torna-se escorregadio, porém, existem alternativas como o granito apicoado ou flameado que ficam antiderrapantes. Por outro lado, é uma excelente opção para a bancada da cozinha, por ser bastante higiênico. 

Aula UEPB - Campus de Campina Grande e Catolé do Rocha

Aula para os professores da UEPB, pela Usina de projetos, um convênio entre a eletrobrás, PaqtcPB e UEPB. Autocad

quinta-feira, junho 16, 2011

Design de Luminárias Contemporâneas Recicladas e Sustentáveis


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As luminárias contemporâneas Idaa e Anemoni são novidades para uma iluminação de design elegante ideal para salas, halls e outros espaços, que apresentam um aspecto escultural. A luminária Anemoni é projetada por uma coluna com emissão de luz em alumínio em laca branco mate com base em aço inoxidável.

Já a Luminária Idaa possui uma cúpula especial e escultural montada em argolas, também em alumínio, branco ou preto. Os projetos destas luminárias foram desenvolvidos com base em reciclagem de materiais mantendo a sustentabilidade durante todo o processo de elaboração. Estas luminárias são bons exemplos para criar um belo destaque em qualquer decoração dado o design e o aspecto visual que apresentam.


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Fonte: Marcos Cesar interiores

Cidade inglesa converterá reservatórios de água em casas de veraneio



A cidade de Lancashire, no noroeste da Inglaterra, promoveu um concurso internacional de arquitetura para converter um conjunto de tanques de água desativado, na zona rural do município, em residências de veraneio.

A competição - que desafiou os participantes a adaptar os reservatórios em duas casas com coberturas verdes, iluminação zenital e fachadas envidraçadas - foi vencido pelo arquiteto inglês Ian Simpson.


Sua proposta transforma o tanque maior em uma residência de seis cômodos, enquanto o reservatório menor é convertido em uma casa com dois quartos.

Ambas serão locadas pela prefeitura da cidade, a fim de estimular o turismo e a economia da região.


Tanto a cobertura zenital quanto as fachadas envidraçadas favorecerão a iluminação natural dentro das residências, além de integrar visualmente os ambientes com a paisagem rural do entorno.

Para a cobertura verde foram escolhidas espécies de forração e arbustos nativas.

Todas as soluções deverão garantir o isolamento térmico das residências, que contarão ainda com paineis fotovoltaicos em quantidade suficiente para o fornecimento da energia necessária para todo consumo diário.