segunda-feira, fevereiro 13, 2012

O maior arranha-céu do mundo terá mais de um quilômetro de altura


 O mundo terá um edifício mais alto que ele: a Azerbaijan Tower. Ela será 50m mais alta, um monólito de vidro, aço e concreto com um total de 189 andares.

A Azerbaijan Tower será construída nas ilhas Khazar, um arquipélago artificial sendo construído no litoral do mar Cáspio próximo de Garadag – a sudoeste da capital do Azerbaijão, Baku. E por que no Azerbaijão? Bem, a exploração de petróleo fez o país crescer a taxas surpreendentes – assim como nos Emirados Árabes Unidos, onde está o Burj Khalifa (edifício mais alto do mundo); e na Arábia Saudita, onde será construída a Kingdom Tower.

As ilhas Khazar serão uma cidade de US$100 bilhões composta por 41 ilhas artificiais. Elas vão cobrir uma superfície de 2.000 hectares e, de acordo com o plano, um milhão de pessoas poderão viver na nova “cidade”.

O empresário responsável pela cidade, Haji Ibrahim Nehramli, presidente da Avesta Group of Companies, já está negociando com as empresas que construíram o Burj Khalifa. Aparentemente, a construção da torre começa em 2015. Ela deve estar pronta em 2019, com um custo total de US$2 bilhões.

Uma pena que o projeto – apesar de bem-organizado e aparentemente bem-estruturado – não é inspirador, nem agradável de se ver. O projeto vai custar US$100 bilhões, mas eles podiam ter gasto um pouco mais no arquiteto, não?


Porta giratória aproveita o movimento para gerar eletricidade

Porta comunica diretamente a contribuição de uma única pessoa para um ciclo de energia possível, faz a coleta mecanicamente e converte a energia para ser usada em um gerador

A Revolution Door é uma porta giratória conceito, criada pelas designers nova-iorquinas, Jennifer Broutine Carmen Trudell, do Fluxxlab. A porta aproveita a energia cinética a partir do movimento giratório para produzir eletricidade.

A ideia por trás de tudo isso é que os seres humanos exercem um pouco de sua própria energia ao empurrar uma porta giratória, e esta energia pode muito bem ser capturada por engrenagens e um gerador de eletricidade.
O equipamento é uma porta giratória modificada composta por três partes - um núcleo central redesenhado, um sistema mecânico/elétrico, que aproveita a energia humana e redistribui a eletricidade para uma saída, e um dispositivo que mapeia a energia aproveitada. A tecnologia pode ser usada em portas novas ou adaptada a portas giratórias existentes.

A Revolution Door irá comunicar diretamente a contribuição de uma única pessoa para um ciclo de energia possível, fará a coleta mecanicamente e converterá a energia para ser usada em um gerador.

Jennifer e Carmen se formaram Mestre de Ciência pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, dentro do programa Advanced Design Architectural.

As portas giratórias são comuns em diversos edifícios de escritórios e estão em uso a qualquer momento do dia. Capturar a energia cinética para fornecer eletricidade gratuita ao local de instalação é uma maneira de oferecer a elas mais uma utilidade.

As designers estiveram presente na conferência Greener Gadgets, no centro de arte e tecnologia Eyebeam, em New York. O Fluxxlab recebeu financiamento da Eyebeam e apoio do fundo de sustentabilidade da Universidade de Nova York.

domingo, fevereiro 12, 2012

Ideia pra organizar os lápis





Latas, uma chapa de metal (ou pode ser de madeira, ou até um espelho)

ARTISTA COBRE PRÉDIO COM PORTAS COLORIDAS


Quem olha de longe este edifício da capital sul-coreana pensa estar vendo um painel ultracolorido ou talvez uma imensa placa publicitária. Conforme a visão se aproxima, porém, as texturas ficam mais claras, e o volume fragmentado se revela: trata-se de uma obra de arte que envolve temporariamente um prédio residencial comum.

Criada pelo artista plástico Choi Jeong-Hwa, a instalação usa mais de mil portas de demolição para transformar o edifício de 10 andares, um tanto sem graça, em um espetáculo visual. Içadas com andaimes, elas compõem a maior obra já criada pelo sul-coreano, que sempre usa objetos descartados para executar seus projetos.


A força do trabalho reside na qualidade tátil dos materiais e faz uma provocação sobre o consumo em excesso. “As pessoas acham que você só pode encontrar arte em museus e galerias, mas essa não é a intenção do meu trabalho”, explica Jeong-Hwa em seu site.

Por conta da imensa escala, a obra – que recebe o adequado nome de 1.000 Doors – foi além e tornou-se uma atração turística de Seul. Não à toa: descartáveis, as portas escondem um edifício como tantos outros da cidade. Elas não podem se abrir e, fechadas, criam uma composição que diverte e agrada – bem mais do que a fachada original.



Fonte: Casa Vogue

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Aquário Nacional de Baltimore


Referência mundial em projetos do ramo, aquário de Baltimore abusa do vidro para dar transparência aos milhares de espécies que abriga.


Encarregados de divulgar a incomparável riqueza da vida em ambientes marinhos e fluviais, ressaltando seu papel essencial na saúde e evolução do planeta, aquários do mundo todo tendem a chamar a atenção pelas formas arrojadas de aplicação dovidro, tanto interna como externamente. A representação fiel do microclima presente em rios, mares e oceanos ampara-se, quase sempre, em uma concepção arquitetônica transparente conjugada a sofisticados mecanismos de exposição da vida nas águas, elementos fundamentais para um centro marinho de qualidade.


Ícone cultural e singular da cidade, o Aquário Nacional de Baltimore, em Maryland, nos Estados Unidos, foi inaugurado em 1981 e, desde então, tornou-se referência básica para projetos similares que vieram depois. A edificação ocupa um píer inteiro no centro do Inners Harbor, porto histórico deBaltimore e um dos mais fortes marcos da paisagem da cidade. O projeto foi concebido pelo escritório Peter Chermayeff, que ostenta em seu portfolio um sem-número de aquários espalhados pelo globo, todos tendo o vidro como material estratégico e preponderante.

Segundo um de seus idealizadores, o arquiteto Bobby Poole, o edifício, que passou por ampla restauração entre 2001 e 2005, foi projetado de dentro para fora, e sua concepção teve como objetivo “celebrar a vida em habitats aquáticos diversos, incluindo espécies que vão de peixes e corais típicos dos recifes caribenhos a tubarões encontrados em mar aberto e anfíbios, répteis e mamíferos da Floresta Amazônica”.

Ocupando uma área de mais de 6 mil metros quadrados, a construção foi projetada de modo a organizar o trajeto da visita de forma vertical e ascendente. “A subida tem como guia um espaço central com iluminação controlada, formando um caminho banhado por luz natural, sob uma cobertura de vidro piramidal”, descreve Poole. “Já a descida é feita por uma rampa junto a um tanque de formato circular e oval de dois níveis.”

Em 20 anos de funcionamento, o aquário de Baltimore se firmou institucionalmente, expandiu-se para o píer adjacente e gradativamente incrementou seus serviços, o que exigiu investimentos pesados em uma nova infraestrutura de atendimento a um público que não parava de crescer. Foi então que o escritório Peter Chermayeff foi novamente acionado, para um projeto de reestruturação que envolveu a ampliação do lobby e das áreas de circulação, além da inclusão de um novo restaurante e uma loja. “O projeto de ampliação consistiu em um criar uma estrutura com paredes transparentes de vidro, além de uma cobertura inclinada, também em vidro, reproduzindo em seu nível mais elevado um novo habitat marinho, desta vez com espécies advindas de cânions australianos”, diz Chermayeff.



“Uma de nossas metas era que o Aquário Nacional ganhasse mais presença e transparência, consolidando-se como o principal destino do porto de Baltimore.”

A nova estrutura passou a contar com cinco níveis ao todo, moldados em concreto para dar sustentação aos habitats artificiais e envoltos por duas paredes e uma cobertura de vidro e aço. O teto inclinado é estruturado por cordas e cabos de aço, às quais se sobrepõe uma claraboia composta por um sistema de envidraçamento especial, em que foram aplicados vidros insulados extraclear de 1,5”, além de uma camada externa de vidro laminado e um revestimento extra de vidros baixo-emissivos, amparados por aranhas de aço inoxidável de 8”.

No fechamento principal da fachada voltada para o sul foi adotada uma inovadora e exclusiva solução, desenvolvida pela empresa Novum Structures, composta por uma estrutura de cabos de aço tubulares que formam um mastro, dando suporte ao cabo que está apoiado no sistema de envidraçamento do telhado, e lateralmente ancorado na ponta do mastro. O sistema de envidraçamento, neste caso, é composto por uma cobertura estrutural de 1,4”, formada por vidros insulados Crystal White, também de baixa emissividade. “A fachada devidro norte, por sua vez, é composta por uma estrutura de aço estrutural secundária, construída sobre a estrutura principal”, descreve o arquiteto.

Especializada em sistemas diferenciados de envidraçamento, a Novum Structures foi responsável por toda a engenharia, fornecimento e instalação dos vidros e de suas estruturas de sustentação. “Nosso foco foi prover, por meio de uma solução customizada, toda a transparência e conforto térmico que o projeto exigia”, afirma Ângela Rossi, gerente da Novum Structures. “Por essa razão, optamos por grandes painéis de vidro insulado e baixo-emissivo, medindo 6’x12’. Para garantir grau máximo de transparência, a empresa descartou vigas aparentes para fixar os vidros às estruturas de sustentação, por meio do sistema Novum PSG-System.


O Aquário nacional de Baltimore tem uma grande variedade de animais, incluindo pássaros, animais aquáticos e animais típicos de vários lugares do mundo. Além dos animais, o aquário tem um cinema 4D e um lindo espetáculo de golfinhos. Tem até uma área que simula a floresta Amazônica. Não deixe de ver a parte especial de águas-vivas com várias espécies curiosas. 




Projeto ampliação e reforma de apartamento

























terça-feira, fevereiro 07, 2012

Estrutura metálica pré-montada e vidro moldam arquitetura de casa na Bahia


Residência é erguida entre a mata e o mar, através de solução construtiva versátil, com execução ágil e sem desperdícios.



Na entrada social, se destacam o pórtico metálico e o amplo espaço de estar com portas de correr de vidro temperado, executadas pela Villas Vidros

Em um amplo lote de esquina, com 2.141m², a cinco minutos da praia e junto a uma mata protegida, surge o desejo dos proprietários em ocupar o terreno com uma casa de arquitetura contemporânea. Definida por dois pavimentos, espaços amplos, integrados e abertos para o entorno, além de uma grande piscina. Outro desejo era que a execução fosse rápida e que interferisse o mínimo no meio ambiente.

O arquiteto escolhido para dar forma à casa, o jovem paulista André Luque, já era conhecido no condomínio Busca Ville, na praia de Busca Vida, em Camaçari, município da região metropolitana de Salvador. Ainda recém-formado (pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie, 2002), construiu na região a casa de uma tia que se mudara de São Paulo para Camaçari. Desde essa primeira obra, os convites não cessaram.

O programa de necessidades da Casa Azul e Branca foi definido durante longas conversas do arquiteto com os clientes, que lhe deram total liberdade de criação. O casal, sem filhos, gosta de receber parentes e amigos que curtem o contato direto com a natureza, a boa comida e banhos de piscina.

André Luque procurou entender os desejos dos clientes e traduzi-los em forma e função. “Acho que entendi bem, pois eles aprovaram logo a primeira versão do estudo preliminar”, diz.

A casa de 615 m² de área construída foi implantada na parte mais alta do terreno, e a distribuição do programa procurou garantir a privacidade dos moradores: os espaços sociais no térreo, e os íntimos no piso superior. No térreo, de frente para a rua, foram instaladas garagem, cozinha gourmet e convencional, e as áreas de serviços e de empregados.

O lado oposto, na face norte, voltado para o verde da mata, foi ocupado pelos grandes ambientes de estar, jantar e escritório, que receberam generosas aberturas de portas de correr de vidro temperado. Alinhados a essa fachada norte estão o espelho d’água, a piscina e o deck de madeira. Todos recebem muito sol e desfrutam de uma perfeita integração com a natureza. No pavimento superior ficaram concentradas duas suítes para hóspedes, além de uma suíte máster com um grande terraço, rouparia e copa.

A entrada social da residência é marcada por um imponente pórtico metálico, com pergolado horizontal, que protege o interior do forte sol do poente. O acesso é feito por uma passarela de madeira, configurada como um deck sobre um espelho d’água, que leva ao amplo salão de estar. Este espaço, de frente para a fachada norte, conecta-se tanto com o exterior quanto com os demais ambientes da casa. O fechamento de toda a fachada norte, com grandes portas de correr de vidro temperado, propicia integração com o exterior e generosas vistas para a mata preservada. A fachada envidraçada é protegida do sol e da chuva pela projeção em balanço da estrutura metálica da cobertura, que foi fechada por tecido branco perfurado, tensionado por cabos de aço fixados nas vigas, o que imprime leveza e fluidez à fachada da residência.

Para atender às várias injunções do projeto, André Luque optou por uma estrutura de perfis de aço, o que possibilitou a execução dos grandes balanços propostos, e conferiu o partido contemporâneo desejado pelos clientes.

Do ponto de vista construtivo, o aço permitiu, ainda, a desejada rapidez de execução da obra, evitando grandes interferências no canteiro e desperdícios de material e de recursos naturais.

Luque diz que as dimensões dos perfis utilizados foram as de padrão industrial, uma vez que a execução de peças sob medida sairia muito cara. A estrutura metálica chegou pronta e pré-pintada à obra, onde foi montada e parafusada. Concluída a montagem, a estrutura recebeu a pintura definitiva.

Os fechamentos foram executados em alvenaria convencional e vidro. O piso da casa foi executado na obra, em granilite branco. Para os ambientes internos, o arquiteto desenvolveu um sistema de iluminação embutida nos pilares metálicos.


A fachada norte tem suas aberturas envidraçadas protegidas pela estrutura metálica com tecido perfurado



Foto 1: Na entrada principal, o grande pórtico metálico de brises horizontais, fornecidos pela Usiminas e executados pela Lemos Metalúrgica, marca a entrada principal e protege o interior do sol | Foto 2: Detalhe da grande cobertura em balanço que protege a casa do sol e da chuva. Para fechamento da estrutura metálica foi utilizado tecido branco perfurado, tensionado por cabos de aço fixados nas vigas | Foto 3: Piscina revestida de pastilhas de vidro da Colormix junto ao deck de madeira cumaru 




Com 615 m², a casa tem uma distribuição de ambientes que a torna acolhedora. Apenas as grandes áreas de estar e varanda com deck aparecem integradas com a área externa. No piso superior, três suítes, uma delas, a máster, com terraço privativo. As linhas picotadas mostram a projeção da cobertura que protege as fachadas de vidro e o deck da insolação excessiva.


segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Tipos de lâmpadas e suas indicações

Para iluminar casas e apartamentos, quatro tipos de lâmpadas são mais usados. Além da diferença do tipo de luz que emitem, elas também diferem no consumo de energia e durabilidade. Confira como elas funcionam e escolha a ideal para cada cômodo da sua casa.

Lâmpada incandescente



O quarto do adolescente ficou ainda mais aconchegante com a iluminação da lâmpada incandescente
Foto: Divulgação

A lâmpada incandescente é considerada a mais comum - usada há anos nas casas brasileiras. Possui um filamento de metal que, quando recebe a energia, emite a luz, que é amarelada. “Está sendo cada vez menos usada porque consome muita energia, para gerar pouca iluminação. Apenas 5% da eletricidade que ela usa vira luz, o restante transforma-se em calor”, explica Ugo Nitzche, arquiteto e light designer. E esse é seu segundo ponto negativo: quando muitas lâmpadas incandescentes são usadas em um ambiente, elas tendem a aquecer o espaço. 
 




Lâmpadas fluorescentes




Nesta cozinha, o arquiteto Leonardo Magalhães usou lâmpadas fluorescentes em plafons
Foto: Divulgação

A lâmpadas fluorescentes se popularizou no Brasil na época do apagão, pois são uma alternativa mais econômica. Elas podem gerar até oito vezes mais luz com a mesma quantidade de energia, se comparadas com as incandescentes. 
 
Toda lâmpada fluorescente precisa de um reator para funcionar. Elas podem ser tubulares (tubos longos, comumente usados em cozinhas e escritórios) ou compactas (que podem vir com o reator embutido e ser colocadas no mesmo bocal da incandescente).
 
A luz emitida pode ser tanto branca, quanto amarela e em ambos os casos, a lâmpada não esquenta demais. Nidia Borelli afirma que esse tipo de lâmpada é muito versátil e abre inúmeras possibilidades de aplicação: plafons (luminárias de embutir ou que são usadas sobrepostas), pendentes, embutidos e até efeitos na arquitetura como sancas, nichos e rasgos nas paredes.

LEDs



As lâmpadas LED foram usadas neste home theather ao lado da tela e no teto pois sua luz não interfere na tela e são uma fonte de iluminação econômica. Projeto de Daniele Cardoso
Foto: Divulgação

Segundo os arquitetos e decoradores, os LEDs são as lâmpadas do futuro. Estão cada vez mais populares, mas ainda não ganharam muita fama devido ao preço de cada lâmpada, que pode ultrapassar R$ 90. Seu sucesso se deve ao seu baixíssimo consumo de energia, inferior inclusive ao das fluorescentes e até 85% menor que o das incandescentes. Além disso, sua durabilidade, que pode chegar a 50 mil horas, tem impulsionado sua fama. Os LEDs geram pouca luz e são normalmente usados dentro de sancas ou para compor efeitos visuais. 
 
Para iluminar um ambiente todo, são necessários muitos LEDs. Mas há promessa no mercado de que sua luminosidade aumente em 50% em dois anos. Apesar de seus altos preços, os LEDs costumam compensar no custo benefício porque reduzem a conta de energia e duram muito, exigindo pouca manutenção. Mas na hora de comprar um LED é necessário atenção: o mercado está repleto de marcas e nem todas são de qualidade, é necessário pedir referência a um profissional da área para saber qual comprar.
 

Localização ou metragem do imóvel?

O que é mais importante: localização ou metragem do imóvel?


Entre um imóvel maior e afastado da área central ou um pequeno e muito bem localizado, por qual você optaria?



Via de regra, as primeiras coisas a serem definidas quando começamos a procurar um imóvel para alugar é a região de interesse e o preço. Mas entre um imóvel maior, porém mais afastado da área central ou um pequeno, mas muito bem localizado, por qual você optaria? 


Alexandre Lafer Frankel, CEO da Vitacon Incorporadora, é categórico: “as pessoas vão preferir apartamentos menores e bem localizados àqueles longe do centro e com grande metragem”. 


De fato, em grandes cidades, onde o trânsito e o transporte público são um grande problema, morar muito longe do trabalho, da faculdade, da escola das crianças ou de qualquer local freqüentado rotineiramente pode dificultar, e muito, o dia a dia. 


Segundo pesquisa divulgada recentemente pela rede Nossa São Paulo, em parceria com o Ibope, o paulistano vê o transito como o segundo maior problema da cidade, atrás apenas da saúde. A pesquisa relata que as pessoas gastam, em média, 2h49 se locomovendo dentro de São Paulo. “A mobilidade urbana já é uma das questões mais importantes para o paulistano, já que hoje as pessoas gastam 30% do seu tempo útil presas no engarrafamento”, diz Frankel. 


Justamente por isso, ele acredita que as pessoas vão preferir morar perto do trabalho e da escola dos filhos, mesmo tendo um apartamento com metragem menor. “Isso afeta também o tema da sustentabilidade, que vem sendo pauta importante entre as famílias paulistanas. Ao morar perto do trabalhadores, por exemplo, usa-se menos o carro, o que – consequentemente – diminuiu a poluição”. 


Mas o tempo gasto no trânsito é também o argumento de muita gente que opta por morar longe e, até mesmo, em outros municípios, ainda que tenham que viajar todos os dias para trabalhar na metrópole. Para essas pessoas, o tempo gasto no trânsito de São Paulo é praticamente o mesmo gasto com a viagem para chegar até o trabalho na capital. Nessa balança, preço e qualidade de vida somam pontos para a escolha de um imóvel maior e mais afastado. 


E você, o que escolheria?

domingo, fevereiro 05, 2012

EXECUÇÃO E MANUTENÇÃO DE PISCINAS


O primeiro passo para construir uma piscina é avaliar o terreno por meio de uma sondagem, o que determinará o tipo de solo e se há lençol freático no local, permitindo a escolha da estrutura a ser adotada:

• concreto armado: profissionais da construção dizem que é a mais segura, resistente e definitiva. A estrutura é feita com fôrmas de madeira, preenchidas com ferragens e concreto. Este processo demora de 1 a 2 meses;

• alvenaria: feita com tijolos comuns ou blocos estruturais, é resistente mas pode se movimentar, fazendo surgir rachaduras. É finalizada entre 7 e 10 dias;

• fibra de vidro: é feito um buraco já na medida da superfície externa da piscina, e colocado um fundo de concreto magro com no máximo 5cm de espessura. Enquanto a piscina é acomodada, joga-se terra ao seu redor, compactando-a. Na mesma proporção de terra é colocada água em seu interior. Se o terreno for muito úmido, faz-se uma caixa de contenção em alvenaria com blocos estruturais. Com o tempo (após 5 anos), perde a cor, mas pode ser repintada com tinta epóxi ou gel-parafinado (recomenda-se que isso seja feito pelo fabricante). Sua instalação é feita em 20 dias, e sua vida útil é de 10 anos;

• aço-carbono ou galvanizado: chapas de aço, parafusadas uma na outra e reforçadas com camadas finas de concreto e vermiculita, substituem os blocos estruturais, dando o formato desejado à piscina que será revestida com vinil.

A impermeabilização é necessária para as piscinas de alvenaria ou concreto armado. As mais indicadas são as de soluções, emulsões e mantas asfálticas. O impermeabilizante deve ser protegido com outra camada de cimento e areia. Recomenda-se nunca esvaziar a piscina nem deixá-la com pouca água, pois ela fica exposta a variações térmicas que podem causar rachaduras ou até comprometer a estrutura da mesma.

O mercado oferece vários tipos de revestimentos como azulejos, pastilhas cerâmicas ou de vidro, mármore, granito, tinta epóxi, borracha clorada e vinil. Os materiais têm que ser lisos, a fim de evitar acidentes, e devem apresentar baixo índice de absorção de água (entre 0 e 6%).

A profundidade da piscina depende de como e por quem ela será usada. Para que a água seja aquecida apenas com a luz do sol, a profundidade não deve ser maior que 1,30m. Em caso de declive, ela pode variar entre 0,60 a 1,60m. A prática de esportes como o biribol (volei na água) requer profundidade uniforme de 1,50m, enquanto o pólo aquático exige 1,80m.

A instalação de trampolim necessita de profundidade mínima de 3,50m, por questões de segurança; para escorregador, 2,00m são suficientes.

As escadas tipo marinheiro devem ser instaladas na parte rasa, e são obrigatórias para piscinas com mais de 0,50m de profundidade. Se houver a freqüência de idosos, deve-se fazer uma escada de alvenaria submersa em uma das laterais, para não atrapalhar os esportes aquáticos.

No caso de uso noturno da piscina é essencial a iluminação subaquática. Os refletores são de cobre, com lente blindada e um tranformador para reduzir a voltagem de 220 para 12V, evitando o risco de choques. Para que a manutenção (troca de spots e lâmpadas) possa ser feita sem o esvaziamento da piscina, pode ser construído um corredor ao redor do tanque, com acesso pela casa de máquinas, ou câmaras de manutenção específicas para os pontos.

Para a garantia da limpeza e qualidade da água existem diversos equipamentos, cuja quantidade, tamanho e potência depende da dimensão e do volume de água da piscina. A maioria dos dispositivos é instalada na casa de máquinas, próxima à piscina e sempre abaixo do nível da água. Aa normas da ABNT determinam um ambiente com área 2,5 vezes maior que o espaço ocupado pelas máquinas, pé-direito de 2,30m, piso lavável com sistema de drenagem e área de ventilação igual a 1/4 da do piso. Os principais equipamentos são:

• skimmers: dreno de superfície (coadeira) que suga as partículas não decantáveis, como fios de cabelo, insetos e folhas;

• filtro: suas funções (filtragem, recirculação, lavagem, drenagem e pré-filtragem) são reguladas por uma válvula. Deve funcionar todas as noites durante 4 a 6 horas. Pode ser feito em aço carbono (pesado e mais sujeito ao ataque dos produtos químicos), fibra de vidro (mais durável que o de aço) ou polietileno (mais leves e livres de ataques químicos);

• bomba: sempre associada ao filtro, com modelos centrífugos (necessariamente instalados abaixo do nível da água, com pré-filtro acoplado com a função de peneirar os detritos maiores antes que alcancem a bomba) e auto-escorvantes (com poder de puxar a água mesmo estando até 1m acima da superfície da piscina). São fabricadas em ferro (mais duráveis, embora sujeitas à ferrugem) ou de polietileno (imunes à corrosão). Ambas podem ser danificadas pela alta temperatura, caso trabalhem sem água;

• dispositivo de retorno: posicionado na parede da piscina, a cerca de 0,40m abaixo da superfície da água, direciona e regula a vazão da água que parte da tubulação de retorno. Utiliza-se um dispositivo a cada 50m³, sendo necessária a instalação de no mínimo dois para qualquer piscina;

• dispositivo de aspiração: também colocado abaixo do nível da água, nele é conectada a mangueira dos aspiradores de fundo. Seu posicionamento correto é importante, permitindo que o aspirador atinja toda a extensão do tanque;

• aquecedores: instalado dentro da casa de máquinas. Existem diferentes linhas específicas para cada tipo de combustível:
» lenha e carvão - baratos, porém de difícil armazenamento, são mais indicados para sítios e fazendas;

» eletricidade - a instalação, além de ser cara, requer a elaboração de projeto para troca do sistema monofásico para trifásico, que deverá ser aprovado pela concessionária de energia. Um bom aterramento é importante;

» gás - barato, tem capacidade de aquecimento maior que a eletricidade. Para o uso do gás de rua, a concessionária local deve ser consultada para autorização da alteração de vazão. No caso de botijões, é preciso estar atento a possíveis vazamentos;

» sol - é a energia mais barata, porém incerta. Os equipamentos solares somente funcionam em dias de sol ou, no mínimo, de mormaço. Consiste na instalação de coletores de cobre ou alumínio, fechados com vidro ou não, com área total equivalente a 80% (em regiões de clima quente) ou 100% (nas mais frias) da área da piscina. 

O local ideal para a instalação é sobre um telhado próximo, com direcionamento para o Norte (na região Centro-Sul do país) ou Sul (Norte e Nordeste) para melhor insolação. Com 5 a 6 dias de sol pleno é possível elevar a temperatura da água a 7ºC acima da ambiente. Seu custo é aproximadamente o dobro do que um aquecimento a gás, mas sua durabilidade é de 15 a 20 anos;

» bomba de calor - retira o calor do ar para aquecimento da água, e é colocado entre o filtro e o retorno, usando a mesma tubulação de PVC da piscina. Em 48 horas de funcionamento, eleva a temperatura a 30ºC.
Para a manutenção da qualidade da água podem ser utilizados diversos métodos, a saber:

• controle de pH: o pH ideal fica numa faixa entre 7,2 e 7,4. Uma série de kits encontrados em casas especializadas permitem verificar seu nível e corrigí-lo com o uso de redutor (bisulfato de sódio e ácido muriático) ou elevador (barrilha ou soda cáustica);

• bactericidas e algicidas químicos: o bactericida mais utilizado é o cloro, encontrado nas formas líquida, granulada ou em pastilhas, e cujo nível residual na água deve girar em torno de 1,0ppm. Os algicidas podem ser de choque (para eliminação de algas já presentes) ou de manutenção, e seu uso depende do volume da piscina;

• cloração automática à base de sal grosso: sistema elétrico composto por um controlador disposto junto ao filtro, enquanto uma célula de titânio, suficiente para até 150.000 litros de água, fica dentro da piscina. Para a produção de cloro é necessário jogar sal grosso na água. Mediante a passagem de uma corrente elétrica, a célula separa as moléculas que compõem o sal (cloreto de sódio), transformando-o em cloro, despejado na água, e sódio, retido na célula. A cada 4 horas o sistema é acionado de forma que haja sempre cloro na piscina;

• ionização: dispensam o uso de quaisquer outros produtos químicos, utilizando íons metálicos de cobre e/ou prata para inibir a formação de algas, fungos e demais microorganismos. Este processo deve ser controlado rigorosamente para evitar o acúmulo de metais e a corrosão dos equipamentos metálicos existentes na piscina;

• floculação ou clarificação: empregado para casos em que o filtro não consegue aspirar toda a sujeira e a água permanece turva. Existem dois tipos de floculação: à base de sulfato de alumínio e barrilha, dando origem a flocos gelatinosos que aglomeram e decantam a sujeira para ser aspirada, e um produto que adota polieletrólitos (grande seqüência de moléculas eletricamente carregadas, emendadas uma na outra). Uma minúscula quantidade deste material pode reunir milhões de partículas negativas de sujeita num só floco fortemente agregado, retido pelo filtro;

• limpeza manual: os equipamentos básicos de limpeza são o aspirador (manual ou automático, que funciona até sem motor), o esfregão (para limpeza dos rejuntamentos) e coadores de plástico rígido e flexível.

O deck não deve ser construído com materiais escorregadios nem de cores escuras, que absorvem o calor do sol. Os mais apropriados são os de pedra (goiás, mineira e são tomé ou mármore e granito apicoados). Os tijolos aparentes são bonitos mas podem esfarelar-se em contato com a água, o que pode ser evitado com a aplicação de um verniz acrílico a cada 4 anos. No caso das cerâmicas, os modelos com características antiderrapantes e refratárias são preferíveis, pois não esquentam com os raios solares. Outra opção é a madeira (jatobá, peroba e ipê são mais resistentes à umidade), que deve ser impermeabilizada e recoberta com verniz naval a cada 6 meses.

A cobertura do espaço da piscina pode ser de plástico retrátil, vidro refletivo laminado ou placas de policarbonato (com estrutura de ferro, alumínio ou madeira) ou lona inflável, presa ao redor da piscina e inflada com a ajuda de um exaustor.


Fonte: Revista Arquitetura & Construção 

sábado, fevereiro 04, 2012

Chineses constroem prédio de 30 andares em apenas 15 dias!

A construtora chinesa Broad Group ficou conhecida no começo deste ano, depois de erguer um prédio de 30 andares em apenas 15 dias! O edifício, que abriga um hotel cinco estrelas, teve 93% de sua construção concluída com extrema rapidez, graças ao uso de componentes pré-fabricados.

O Hotel T30 possui 17 mil metros quadrados de área e está localizado na zona industrial do distrito de Xiangyin, na China. A estrutura comporta mais de 350 quartos, um restaurante, piscina no último andar, estacionamento, heliporto, bar e academia.



A obra possui, ainda, características sustentáveis, com lâmpadas LED, painel solar, banheiro com sistema para a redução do consumo de água, filtragem de ar e amplas janelas em cada quarto do empreendimento.

Além disso, arquitetos e engenheiros investiram em um novo sistema estrutural que, acredita-se, é capaz de suportar uma série de terremotos entre 7.0 e 9.0 de magnitude.

O hotel custou 17 milhões de dólares e foram necessárias cerca de 200 pessoas para que a obra fosse finalizada em tão pouco tempo.

Fonte: Blogportobelo

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Fitas com leds podem valorizar aplicações com o vidro


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Em todas as áreas do conhecimento humano os leds, esses pequenos pontos luminosos com inúmeras cores ou aplicações, estão ganhando espaço. E o vidro, como elemento transmissor ou difusor da luz, pode pegar carona nesse sucesso. Basta aos vidraceiros usarem a criatividade e o argumento de venda apropriado.

Associada ao vidro uma pequena fita adesiva de led pode fazer grande diferença. Um exemplo disso está no showroom da Alto da Lapa Vidros para Arquitetura e Decoração, localizada na cidade de São Paulo. Os sócios Marcos Cardoso e André Alves utilizaram os leds na base de uma estante lapidada de vidros embutida na parede e o efeito foi surpreendente.

Diversas empresas comercializam as fitas com leds, entre elas a Avant, que lançou recentemente os modelos Fita Flex Led Interna e a Fita Flex Led Externa, disponíveis em 31 modelos de cor, três opções de tensão e o opcional de sistema de alternância das cores.

As internas podem ser utilizadas em sancas abertas, armários de cozinhas, molduras, vitrines, entradas e halls, decorações em prateleiras e corrimãos, cenários, decorações temáticas, etc. Já a versão externa pode ser aplicada em batentes de portas e janelas, balaustres, contorno em escadas, ornamentações em plantas e árvores, jardins e tantos outros locais. Por serem flexíveis, as fitas de led aderem a superfícies de diferentes formas, inclusive curvas, o que permite efeitos especiais.

DSC000931Ambas as versões contam com baixo consumo de energia – até 5W por metro (externa) e 6W por metro; alimentação de energia elétrica sem variação e ausência de irradiação direta de calor. “De fácil instalação e fixação, o produto torna a iluminação decorativa mais especial, com baixo consumo de energia, valorizando o trabalho de engenheiros, decoradores e lighting designers”, afirma Gilberto Grosso, diretor comercial da Avant. As Fitas Flex Led Interna e Externa possuem durabilidade estimada em 30 mil horas.

A novidade atende também o segmento moveleiro, pois pode ser usada para iluminação direta ou indireta em móveis, armários e espaços que vão do closet à cozinha - antes limitados ao uso de lâmpadas fluorescentes ou halógenas.

Para utilização do produto é simples, os cortes devem ser executados nas marcas existentes a cada 5 centímetros. Acessórios necessários para a emenda entre fitas e conexão do transformador acompanham o produto.

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Puma Social Club



Salão de jogos do Puma Social Club em noite de competição oficial de pebolim
Os amantes da boa jogatina ganharam um novo espaço em São Paulo, o Puma Social Club. Recém-aberta na rua Augusta, a casa privilegia os esportes a serem praticados com um copo na mão: uma gama de jogos está disponível gratuitamente no espaço, que organiza competições com prêmios diários.
O ambiente amplo e agradável comporta dois bares e um salão com mesas de sinuca, pingue-pongue, pebolim e máquinas de fliperama. O som é atual, com uma pitada de clássicos dos anos 80 e 90, na medida para embalar as rodadas de jogos de cartas, dama ou xadrez. Há ainda a promessa de um karaokê, que ainda não está em funcionamento.

No cardápio, drinques e cervejas nacionais e importadas dividem espaço com lanches e tapas, como hot-dogs especiais ou nachos caseiros. O preço não é dos mais baratos: uma cerveja tipo long neck nacional custa R$6 e a importada, R$10. Os drinques são originais e mantém os valores praticados no mercado, entre R$15 e R$17. Com uma carta especial de shots de tequila, vodca e uísque, é possível pedir dose dupla das misturas para serem servidas com gelo, como drinks. Apesar dos copos de plástico, as bebidas são bem executadas e têm tudo a ver com o clima do clube.


O bar para quem curte beber no balcão

NÃO POR ACASO
O Puma Social Club é resultado da parceria da marca Puma e com a revista “Vice”. A dupla, que foi responsável por uma série de badaladas festas itinerantes, agora lança o “pop-up bar”, com funcionamento previsto para três meses -- o encerramento deve ocorrer em 24 de dezembro.

Apesar da ação ambiciosa, o Puma Social Club é um bom lugar para um happy hour com jogos, karaokê, boa música e bons drinques. Uma ótima pedida para confraternizações de final de ano.

Cultivo de rosas gigantes se multiplica no Brasil

Flores cada vez maiores e mais vistosas ganham os campos do país, no rastro do mercado aberto pelas rechonchudas colombianas



Imagine uma rosa capaz de apresentar sete centímetros do botão à ponta das pétalas e, depois de desabrochar, atingir surpreendentes 15 centímetros de diâmetro. Seriam proporções elementares, caso a origem da flor fosse a Colômbia, mas o que se vê é que o tino para esse tipo de cultivo passou também para o lado de cá da fronteira. Foi com o nascimento do Plano Real, em 1994, que o segmento de rosas de maiores dimensões prosperou no Brasil. Isso porque, como o novo modelo econômico passou a incentivar as importações, as rosas vindas de fora – especialmente os imensos botões colombianos – inundaram o mercado, o que estimulou os produtores do país a buscar variedades que atendessem a esse novo interesse do consumidor. “Hoje, já temos uma condição de plantio que nos permite alcançar um padrão de qualidade semelhante ao dos grandes fornecedores mundiais”, afirma o agrônomo Gustavo Vieira. Ele se dedica há 13 anos aos cultivos do Grupo Reijers, atualmente o maior produtor de rosas do Brasil. Cerca de um terço do que é plantado pela empresa (3,5 milhões de flores, em 45 hectares) corresponde a variedades mais encorpadas, o que equivale a 10 mil rosas diárias no inverno e 20 mil no verão na Fazenda Tropical, em Itapeva, no sul de Minas Gerais, e outras 15 mil unidades na Fazenda São Benedito, no município cearense de mesmo nome, situado na Serra da Ibiapaba.

Há alguns detalhes que fazem a diferença na produção de rosas de grandes dimensões, a exemplo do tipo e da altura da estufa, além das condições de luminosidade, ventilação e irrigação. “Trabalhamos com o sistema de dobras, potencializando a fotossíntese ao dobrar os galhos mais finos e eliminar suas flores, fazendo com que adicionem sua fotossíntese ao galho principal e colaborem para formar o pulmão verde da planta”, diz o agrônomo da Reijers. O acesso à água e nutrientes é um fator de atenção, já que essas rosas elaboram galhos mais compridos e grossos e botões com mais pétalas – enquanto uma variedade normal tem de 40 a 50 pétalas, elas têm de 60 a 80, algumas chegando a até 100 pétalas. Assim, levam de três a quatro semanas a mais para que fiquem prontas e chegam a atingir preços até 50% acima dos de um botão médio. Frente às rosas importadas, as da Reijers alcançam o mesmo patamar de valor. “Às vezes, nosso produto é melhor remunerado, por estar mais fresco”, afirma Vieira.


E por que as rosas colombianas (e mais recentemente as equatorianas) são tão cultuadas? Pois as condições do clima e do terreno explicam boa parte da fama. Os roseirais são mantidos sob temperaturas de 5 ºC à noite e até 27 ºC durante o dia, variação que permite que as flores acumulem mais energia e tenham uma melhor fotossíntese. O solo, de origem vulcânica, é muito fértil. A experiência de mais de 30 anos nesse tipo de produção também pesa. “Uma só empresa pode chegar a ter mais de 120 variedades em produção e as flores podem ir da Colômbia à Holanda, uma distância de 6 mil quilômetros, permanecendo intactas, dada a qualidade e o manejo. Do operário mais simples ao proprietário, a mão de obra é extremamente qualificada”, conta o colombiano Julio Cantillo Simanca, especialista em flores de corte e que há 16 anos atua no Brasil.



Estima-se que existam no país 12 empresas que investem em rosas grandes, concentradas nos campos de São Paulo, Minas Gerais e Ceará. A abertura para o pagamento de royalties, há cerca de quatro anos, foi um impulso decisivo. Antes, as empresas europeias de flores tinham receio de que as cultivares fossem pirateadas. Mas, segundo Simanca, os produtores brasileiros se conscientizaram de que, para ter rosas de ponta, seria preciso pagar royalties. “Com o dólar desvalorizado, a competição com as importadas se acirrou, mas a rosa brasileira já tem condições de se equiparar com as que vêm de fora”, diz.

O leque de cores à disposição do consumidor é democrático: varia do clássico vermelho (que responde por 50% do plantio) ao branco, passando por várias tonalidades de rosa e amarelo.



A Reijers concentra 95% de suas vendas no mercado doméstico, beneficiada pelo salto em termos de consumo nos últimos cinco anos. “A variedade é tão grande hoje e ainda assim as rosas são unanimidade”, afirma Suely Jubram, sócia da loja paulistana Design em Flor. Segundo ela, normalmente os homens é que presenteiam com rosas. “Nos surpreendemos quando um cliente pediu um buquê com 300 rosas das grandes para dar à namorada. Levamos mais de duas horas e meia para montá-lo”, lembra. Para Suely, o consumidor brasileiro está começando a ter critérios para a escolha de flores. “Há uma sensibilidade maior para a qualidade e o design. Hoje, é mais comum que um cliente reclame do que o botão de uma rosa esteja pequeno”, completa.

ROSEIRAIS MOVIMENTAM R$320 MILHÕES De acordo com a Hórtica Consultoria e Treinamento, o mercado consumidor brasileiro de rosas de corte está estimado em US$ 200 milhões anuais (o equivalente a R$ 320 milhões). As duas principais datas de consumo da flor no Brasil são o Dia das Mães, em maio, e o Dia dos Namorados, em junho. No primeiro semestre de 2011, as importações chegaram a representar 15% do mercado de rosas no país, sendo que a Colômbia participou com 8,5% e o Equador com 6,5%. O restante do abastecimento foi garantido com rosas nacionais. Essas compras somaram US$ 2,93 milhões, alta de 11,9% em relação às importações verificadas no mesmo período do ano anterior. No total, as rosas colombianas participaram com 55,65%, enquanto que as provenientes do Equador representaram 44,18%. A Holanda teve, no período, uma participação de apenas 0,17%. Ainda que mantendo a primeira posição no ranking de fornecedores ao Brasil, a Colômbia perdeu espaço para o Equador. “Esse país, adotando uma política muito mais agressiva em termos de preços, elevou sua participação de cerca de US$ 607 mil no primeiro semestre de 2010 para perto de US$ 1,3 milhão nos primeiros seis meses deste ano, com crescimento de 114%”, afirma Hélio Junqueira, diretor da Hórtica.





Fonte: Globo Rural On-line - Mariana Caetano | Fotos Ernesto de Souza