domingo, agosto 26, 2012

Cimento queimado




Com calefação embutida, piso distingue a morada



A jovem pintora buscava um local emoldurado por uma paisagem que pudesse figurar em suas telas. Mas a inspiração para o trabalho não poderia apagar a função do imóvel, já que a artista também pretendia morar e trabalhar sob o mesmo teto. Sorte ou destino, ela encontrou seu santuário particular à beira-mar, bem atrás do museu de arte moderna Louisiana, em Humlebaek, cidade no leste da Dinamarca.

Para iluminar a área, o estúdio Norm Architecture derrubou as paredes e integrou living, cozinha, galeria e sala de jantar no térreo. Só restaram as paredes estruturais, descascadas até os tijolos, e as vigas de aço no teto do recém-criado loft brutalista.

Outro truque para ampliar o espaço foi esconder a tubulação do aquecedor debaixo do piso de cimento. Os arquitetos removeram as camadas antigas para instalar o sistema de calefação, que mantem a casa aquecida por igual. Como arremate, o chão cinza ficou mais vivo e brilhante com a aplicação de epóxi.

A textura rústica das mesas de madeira, as formas orgânicas das luminárias, o design da cadeira Eames e o frescor da paleta P&B modernizam os interiores com leveza. Tendo os materiais brutos da estrutura como cenário, esses elementos imprimem identidades distintas, mas que dialogam entre si.






















Fonte: Casa Vogue

domingo, agosto 19, 2012

Restaurante coloca Paris a seus pés





Localizado no 56° andar da Tour Montparnasse, o restaurante Le Ciel, fundado em 1972, ganhou cara nova com o arrojado projeto de Noé Duchaufourd-Lawrance. A inspiração do jovem arquiteto e designer de interiores francês, formado em escultura e em design, é uma só: Paris (o que mais?).

Concebido para ser uma grande tela, o espaço oferece, a partir de uma imensa vidraça e de aproximadamente 200 metros de altura, uma vista deslumbrante da capital francesa (que pode chegar a 40 km de distância) - um espetáculo onde a Cidade Luz é a estrela.

Cada elemento deste cenário foi minuciosamente pensado e escolhido por Duchaufourd-Lawrance. Formas fluidas, leves e naturais, e tons de âmbar predominam no mobiliário e no impactante bar central, onde o jogo de reflexos e sombras mistura o ambiente à estonteante paisagem. Uma integração irrefutável com resultado perfeito: o restaurante parece, de fato flutuar, no céu de Paris.

Restaurant Le Ciel de Paris
Local: Tour Maine Montparnasse
Endereço: 33, Avenue du Maine, 56º andar, Paris













Fonte: Casa Vogue

sábado, agosto 18, 2012

APÊ MICRO, MAS LINDO



O apê que vocês vão conhecer agora tem modestos 50 m², mas nem parece. Aliás, ele é uma prova concreta de que é possível viver com estilo mesmo em pequenos espaços. O autor dessa mágica da multiplicação de amplitude é o arquiteto e designer Guilherme Torres, que sempre foge da mesmice e nos surpreende a cada projeto. Nesse caso, em que a proposta era criar um loft modelo que estimulasse as vendas do imóvel, Guilherme foi além, idealizando todo um estilo de vida invejável – e bem inspirador.



Pensado para um jovem solteiro que adora promover festinhas open house, o apartamento reúne diversos tesouros: geladeira vermelha retrô , barril de cerveja que funciona como pia, carrinho de bebidas de avião e móveis descolados. A cozinha e a área de serviço, ao invés de ficarem escondidas, ganharam armários em laca laranja ultravibrante, assumindo papel de destaque no meio da sala.

Mas a escolha mais interessante do arquiteto foi o revestimento do mezanino e do teto acima do sofá. Coberto por espelhos, o volume que abriga o dormitório parece sumir em meio aos reflexos, que de quebra ainda fazem com que os ambientes pareçam maiores. A ideia inusitada deixa o apê com uma cara ainda mais moderna e urbana. Sonho de consumo!















OLHA A PLANTA AÍ…





Fotos via www.xnet.co.il

Declaração do Estabelecimento Oficial da Profissão de Lighting Designer Arquitetônico



Declaração do Estabelecimento Oficial da Profissão de Lighting Designer Arquitetônico

Adotado e proclamado pela sessão plenária da Convenção da Profissão de Lighting Designer, realizada em Londres, Reino Unido, em 27 de outubro de 2007

No dia 27 de outubro de 2007 a sessão plenária do PLDC - Professional Lighting Design Convention (Convencão de Lighting Designers Profissionais) adotou e proclamou a Declaração do Estabelecimento Oficial da Profissão de Lighting Designer Arquitetônico, cujo conteúdo completo se encontra no texto abaixo.

Tendo em vista esse ato histórico, a sessão plenária convoca todas as associações, organizações e publicações especializadas em Iluminação, a publicar o texto da Declaração e promover sua disseminação, divulgação, leitura e esclarecimento em círculos internacionais, nacionais e locais, entre todas as autoridades educacionais oficiais, em escolas de disciplinas variadas relacionadas ao design, arquitetura e engenharia e entre os membros dessas associações e organizações.
Preâmbulo
Considerando que suas qualidades especiais, conhecimento, técnica e pratica, habilidade e experiência constituemo fundamento da profissão; considerando que a compreensão de luz, iluminação, suas ferramentas, seu controle e manipulação tenham se tornado bastante complexas e multifacetadas; considerando que o impacto da luz sobre os seres humanos é hoje reconhecido como tendo muito mais ramificações do que apenas o aspecto visual / perceptivo, por mais complexo que este possa ser; considerando que as responsabilidades dos que lidam com projetos e especificações de iluminação para o ambiente humano tenham se tornado bastante significativas, a Sessão Plenária da Convenção do Profissional de Lighting Design proclama a Declaração do Estabelecimento Oficial da Profissão de Lighting Designer Arquitetônico como fato a ser oficializado não apenas por governos, como também todos os organismos internacionaisrelacionados ao reconhecimento de profissões e disciplinas independentes.
Artigo 1: Lighting Design é a arte e ciência de iluminação do ambiente humano. Lighting designers são os profissionais habilitados a aplicar essa arte e ciência a projetos e, conseqüentemente, auxiliar no sucesso de seu desenvolvimento.
Artigo 2: Lighting Design é uma profissão e uma disciplina distintas de todas as outras das áreas de Arquitetura, Decoração, Paisagismo, Urbanismo e Engenharia Elétrica.
Artigo 3: Os lighting designers fazem parte da cadeia de eventos de um projeto arquitetônico. Sua função é cooperar e coordenar seu trabalho em conjunto com as outras disciplinas relevantes ao projeto, no sentido de garantir seu sucesso do ponto de vista holístico.
Artigo 4: Os lighting designers são responsáveis pelo projeto de parte do ambiente humano e conseqüentemente, responsáveis pelo visual de seu projeto e de seu impacto sobre a percepção, o trabalho e o bem-estar das pessoas que utilizam os espaços projetados, bem como em sua eficiência no desempenho de funções visuais, sua segurança. Tudo isso dentro das limitações da influência da iluminação projetada sobre o espaço e seus usuários ou sobre os objetos iluminados e seus observadores.
Artigo 5: Os lighting designers são responsáveis pela sustentabilidade de seus projetos.
Artigo 6: Os lighting designers não fazem parte da cadeia de suprimentos de um projeto, mas possuem um forte vínculo.
Os lighting designers cooperam com os vários participantes dessa cadeia, como fabricantes, contratantes, agentes, representantes e demais prestadores de serviços, dentro de rigorosas limitações de seu código de ética, tendo em vista o benefício do usuário final, do cliente, e do projeto como um todo.
Artigo 7: O Lighting Design possui todos os atributos necessários para seu reconhecimento oficial: é ensinado em nível acadêmico; possui uma massa critica de profissionais atuantes; possui seu código de deontologia e prática profissional.
Tradução: Mariza Stears, para Revista Lume Arquitetura

sexta-feira, agosto 17, 2012

Simpsons inspiram design de cadeiras

Linha é criação dos tailandeses do 56th Studio





A família de desenho animado mais famosa do mundo virou inspiração para os designers do tailandês 56th Studio. Homer, Marge, Bart e Lisa (a pequena Maggie ficou de fora) emprestam seus traços bem característicos e, claro, a cor amarela a uma linha de cadeiras – uma verdadeira homenagem ao mundo da cultura pop e à indústria do entretenimento.

O reconhecimento da família Simpsons no design é imediato: os criadores escolheram as feições principais de cada personagem para trazê-los do desenho ao mundo tridimensional. Seja pelo corte de cabelo, formato da cabeça ou olhos esbugalhados, os personagens dão vida e humor ao mobiliário. Apesar do perfil lúdico, as peças não são necessariamente para o público infantil, até porque os primeiros fãs dos Simpsons estão ficando velhos – a série existe há mais de 20 anos.

Essa linha de cadeiras faz parte de uma coleção maior intitutalada Caricature as... Furniture, da qual fazem parte outras peças dentro do mesmo estilo que enfatizam elementos do design gráfico sem exageros – apesar de divertida, o design preza pelo “menos é mais”, justamente por focar em características-chave. Você teria uma dessas em casa?



























Fonte: Casa Vogue

quinta-feira, agosto 16, 2012

Projetos de Iluminação


A realidade mundial impõe grandes desafios. É preciso conciliar aumento da qualidade de vida nas cidades, investindo em projetos de iluminação mais sofisticados e, ao mesmo tempo, reduzir o consumo de energia. 

Como conciliar uma situação tão antagônica? 

A saída é requisitar um projeto e bastante planejamento.

Mediante a existência de um projeto, é possível planejar o tipo de produto a ser adquirido, suas quantidades reais bem como sua qualidade. É imprescindível criar a cultura do projeto. Você já imaginou iniciar uma obra sem saber o que irá integrar na mesma bem como o valor final do investimento. Então fica aqui CLARAMENTE nosso CONSELHO: adquira sempre um projeto para tudo o que for fazer: vai sair mais barato prá você, tenha certeza!

São destacados a seguir alguns aspectos importantes sobre projeto de iluminação:
  • Economia de energia: A energia é um bem escasso e isto é um fato. Sem condições de criar novas fontes de energia que danifiquem o meio ambiente ou que não garantam a manutenção de gerações futuras no planeta, é preciso tomar medidas que propiciem conservação desse bem fundamental. Os benefícios de um projeto de iluminação podem ser diretos tais como: conforto, modernidade, praticidade, economia na conta de energia elétrica, etc. e indiretos tais como permitir a prorrogação da necessidade de instalação de novas usinas de geração de energia elétrica, canalização de recursos financeiros em outras obras, redução da agressão à natureza, redução de impactos ambientais, etc.


  • Projetos Comerciais: Um projeto de iluminação de interiores, além de contribuir para o conforto das pessoas que utilizam o espaço, contribui para aumentar a produtividade e diminuir o stress profissional.

  • Projetos residenciais:
  • As mesmas preocupações relativas a redução de custo e conforto ambiental presentes em projetos comerciais determinam os modernos projetos para residências. Alia-se a isto a necessidade de incorporar o fator estético, trabalhando com materiais que valorizem os ambientes e todo o aparato de decoração. É simplesmente necessário agregar valor à residência seja do ponto de vista qualidade de vida ou do ponto de vista funcional.


  • Iluminação de Fachadas: Um projeto de iluminação de fachada ajuda a valorizar o patrimônio e gera input para revitalização de áreas degradadas, além, é claro, de contribuir para redução da criminalidade ao seu redor. Quem não admira uma obra que tem sua fachada iluminada adequadamente no período noturno ? 

  • Conforto Ambiental:A luz não é um agente neutro com a qual convivemos indiferentemente. Em seu contexto há todo um mundo de cores e temperaturas que agem diretamente sobre as sensações humanas. Dimensionar um projeto pensando no conforto ambiental contribui significativamente para aumentar a qualidade de vida das pessoas que convivem em ambientes fechados ou abertos. Você sabia que somos influenciados psicologicamente pela luz ? (veja IESNA Handbook 2002 9a edição, New York, USA).
    Conheça sobre controle de iluminação e saiba como poder ser influenciado positivamente através da luz.


  • Iluminação Especial: Áreas expostas a fatores agressivos sejam naturais ou gerados pelo homem (exemplo: imóveis em região litorânea ou instalações industriais) requerem iluminação desenvolvida especificamente para resistir a situações extremas. Um projeto bem dimensionado contribui na redução de custos a médio e longo prazo e no aumento da segurança.


      
    Iluminação Pública:


  • Um projeto adequado para iluminação de vias públicas é de fundamental importância para aumentar a qualidade de vida nos centros urbanos. Além de contribuir para a conservação de energia, permite redução da violência e aumento da segurança. É preciso lembrar que projetos de iluminação de vias públicas devem atender os requisitos de segurança do motorista que trafega por esta via. A segurança do motorista, por sua vez, está relacionada ao tipo de via pública, ou seja, ao fluxo de veículos que circula por esta via. Assim, por exemplo, uma via expressa que não tem controle de trafego to tipo semáforo, tem uma velocidade de tráfego alta e por isto mesmo necessita de um nível de iluminação maior do que uma rua de vila onde o trânsito, se existente, é lento. Em outras palavras, o motorista, trafegando em alta velocidade em ambiente urbano, necessita de maior quantidade de luz para poder ter tempo de reação adequado, em caso de necessidade.



  • quarta-feira, agosto 15, 2012

    BELÍSSIMA CASA











    © Aamer Architects


    Localizada no topo da cidade de Siglap Hill, Cingapura, a casa foi projetada de modo a favorecer e proporcionar as mais belas vistas de todo o entorno. Os quartos e a suíte principal ficam localizados no terceiro nível, de onde é possível desfrutar das melhores vistas. As salas de jantar e estar ficam localizadas no segundo nível, ligadas as varandas externas e terraços aonde o piso se dobra em forma de cobertura proporcionando sombra e também, canalizando o fluxo de ar por toda a casa. No térreo estão localizados os quartos a beira da piscina e um grande terraço coberto para festas.


    O projeto recebeu o prêmio 11º Singapore Institute of Architects Desing Award 2011.





    © Aamer Architects






    © Aamer Architects






    © Aamer Architects






    © Aamer Architects






    © Aamer Architects






    © Aamer Architects






    © Aamer Architects






    © Aamer Architects






    © Aamer Architects






    © Aamer Architects






    © Aamer Architects






    © Aamer Architects