sexta-feira, outubro 05, 2012

Portas pivotantes





As portas pivotantes ganharam espaço em lares Brasil afora – são usadas em diferentes espaços da casa, principalmente em halls de entrada, por serem mais imponentes do que as tradicionais. O modelo tem uma lista considerável de atributos, como proporções mais generosas, abertura silenciosa e o fato de ocupar menos espaço na hora da abertura. “Leves e sofisticadas, se destacam pela estética e pela funcionalidade”, explica a arquiteta Crisa Santos.
O hall de entrada ficou ainda mais charmoso com a porta pivotante feita com madeira de demolição. O modelo, que mede 1,60 m (largura) x 3,45 m (altura), recebeu um puxador desenvolvido com o mesmo material (ambos foram executados pela Marcenaria MCM). Projeto da arquiteta Deborah Roig.



A porta confere leveza e permite a entrada de luz natural na área social, já que foi desenvolvida com vidro. Os pivôs do sistema pivotante foram instalados bem no meio da estrutura, o que possibilita maior mobilidade. Projeto assinado pela arquiteta Fernanda Marques.



A porta pivotante isola o hall da área social. Planejada pela arquiteta Myrna Porcaro, tem 2 m (largura) x 1,80 m (altura) e foi desenvolvida com madeira ébano (Marcenaria Brumol). “O destaque é a paginação em quadrantes iguais”, afirma a profissional. O puxador de aço inox cromado (Punto) foi colocado na horizontal.




A instalação é o que as diferencia das opções convencionais – o processo é simples, porém requer a contratação de profissionais capacitados. “Utilizamos pinos (chamados de pivôs) no lugar da dobradiça. Eles são colocados em cima e embaixo da porta e regulam a abertura da folha, enquanto um trecho menor gira no sentido contrário”, explica a arquiteta Deborah Roig. No mercado existe uma infinidade de tamanhos, cores e desenhos, mas há quem prefira encomendar um modelo exclusivo (feito por um arquiteto ou designer). Em todos os casos, é imprescindível checar a qualidade dos componentes usados para evitar problemas no futuro. “Opte por uma estrutura rígida, o que evita empenamentos”, ressalta Crisa.



 
Os detalhes retangulares tornam a superfície irregular e conferem movimento à porta, idealizada pelas profissionais do escritório Rocha Andrade Arquitetura. O modelo tem vão livre de 1,40 m, foi desenvolvido com madeira laqueada de branco e recebeu puxador de aço inox.

Com desenho do arquiteto e designer de interiores Gerson Dutra de Sá, a porta de 1,50 m (largura) x 1,30 m (altura) foi executada com laminado de madeira na cor imbuia e deixou o hall de entrada do apartamento ainda mais imponente. O detalhe de vidro dá leveza ao modelo, que recebeu um puxador de aço inox.


 
A suntuosa porta pivotante mede 1,50 m (largura) x 2,60 m (altura) e foi desenhada pela arquiteta Eduarda Corrêa. Desenvolvido com madeira laqueada de branco fosco e brilhante, o modelo é o destaque do hall de entrada. A companhia perfeita é o puxador, criado a partir de uma chapa de aço inox dobrada.



As portas podem ser feitas com diversos materiais, como MDF, madeira e até vidro. Puxadores maiores são os mais recomendados, pois garantem segurança e são fáceis de manusear. No entanto, antes de escolher a melhor opção, é importante verificar se a peça combina com o desenho da esquadria. Em seguida, vale deixá-la sempre aberta para receber bem as visitas! “As portas pivotantes facilitam a passagem e ainda garantem ambientes mais arejados”, conclui Deborah.

 
O charme do hall fica por conta da porta pivotante, desenvolvida em cedro-rosa. O item mede 1,10 m (largura) x 2,20 m (altura) e se destaca no projeto criado pela arquiteta Crisa Santos. Executada pela Marcenaria Marcenart, a porta ganhou um puxador de aço inox (Altero).


 
Idealizada pela arquiteta Crisa Santos, a porta pivotante mede 1 m (largura) x 2,10 m (altura) e foi elaborada com madeira maciça laqueada de branco e vidro serigrafado. “O detalhe tem 10 mm e foi colado na madeira com adesivo de alta performance”, diz Crisa. O puxador de aço inox (Altero) deu um toque especial à porta.
fonte: http://revistacasaeconstrucao.uol.com.br/ESCC/Edicoes/85/artigo265631-2.asp

quarta-feira, outubro 03, 2012

Maracanã ganha novas arquibancadas metálicas e cobertura tensionada


Cerca de 4.600 t de perfis de aço e assentos pré-moldados de concreto aceleram prazo de construção da arquibancada da arena, que contará com cobertura tensoestruturada de lona e sistema de amortecimento construído com rejeitos de demolição. Conheça detalhes da obra




"Maracanaço." Assim ficou conhecido o jogo final da Copa do Mundo de 1950 em que a anfitriã seleção brasileira de futebol perdeu por 2 a 1 para os uruguaios, deixando desolados quase 200 mil torcedores naquele que, à época, era o maior estádio do globo: o Maracanã, no Rio de Janeiro. Mais de seis décadas depois, o Brasil terá nova chance de sair vitorioso nos campos do popular Maraca, que sediará a partida decisória da Copa do Mundo de 2014.

Mas antes de a bola rolar, a arena terá de voltar a ser contundente do ponto de vista da engenharia atual, ou pelo menos atender a todas as exigências da Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa). Construído em 1948, o estádio Jornalista Mário Filho além de ter sido palco de inúmeras partidas históricas, também recebeu a visita do Papa João Paulo II, shows de Madonna, Rolling Stones, a segunda edição do festival Rock inRio e as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Pan-Americanos de 2007, entre outros. Com tantos eventos de grande porte, é natural que o estádio tenha sofrido deteriorações em sua estrutura com o passar dos anos que, somadas às adequações exigidas pela Fifa, culminaram na atual reforma pela qual o Maracanã passa e que tem previsão de término para fevereiro de 2013.

Na obra, o primeiro passo foi demolir parte expressiva da arquibancada, pois além de possuir alguns pontos cegos que dificultavam a visibilidade total do campo para parte dos torcedores, sua estrutura também apresentava pontos de corrosão, que poderiam colocar em risco a segurança das pessoas. "Ninguém conhece 100% uma obra sem começar a mexer e enxergar os problemas. Logo no início, começamos com esse trabalho de verificar a estrutura e vimos que estava muito pior do que se esperava", explica o gerente do Consórcio Maracanã Rio 2014, Carlos Zaeyen.




O acesso ao estádio será feito por duas rampas de grandes proporções - que estão sendo reativadas - e outras quatro laterais. Ao lado: retirada da cobertura original do estádio com o uso de guindastes.

Depois da retirada de todos os assentos das arquibancadas, a demolição dos setores superior e inferior em concreto armado - substituídos mais tarde por estruturas metálicas - foi realizada com a utilização de fio diamantado composto por aço inox de tipo flexível (fios torcidos e pérolas diamantadas separadas por anéis de borracha). O material rejeitado dessa demolição acabou sendo usado para compor o sistema de amortecimento do estádio.

Outra parte demolida foi a antiga cobertura do Maracanã, que denotava sinais de corrosão que poderiam impactar a segurança do estádio. "Quando avaliamos o estado estrutural da cobertura, vimos que ela apresentava vários trechos com alta corrosão. Além disso, o concreto tinha uma espessura de apenas 4 cm, podendo cair a qualquer momento", explica o engenheiro e projetista João Luis Casagrande, da Casagrande Engenharia, responsável pelos cálculos estruturais do projeto.

A demolição, aparentemente simples e motivada por questões técnicas e de segurança, se mostrou complexa por uma questão legal: o Maracanã é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e, por isso, a demolição da marquise era proibida. Entretanto, diante de laudos técnicos que comprovavam a falta de capacidade da estrutura original da cobertura para suportar as ampliações exigidas pela Fifa, os técnicos do Iphan acabaram por aprovar a derrubada. Ainda assim, parte da estrutura do Maracanã teve de ser conservada, como a fachada e um pequeno trecho das arquibancadas superiores.

Na demolição da marquise, a cobertura original do estádio foi dividida em pequenas peças que, depois de serradas com discos diamantados finos, foram retiradas com a ajuda de um guindaste. Os gigantes foram retirados da mesma forma; no entanto, alguns continham cabos protendidos externos que corriam o risco de chicotear quando cortados. "A maneira que encontramos de fazer esse processo sem risco foi aquecendo esses cabos para diminuir sua tensão e depois cortá-los", diz Casagrande. Ao todo, foram removidas mais de 18 mil t.

A análise das estruturas originais do estádio e a recuperação do que estava danificado envolveram profissionais brasileiros e estrangeiros. "Tivemos de buscar técnicos do mais alto gabarito em termos de patologias de concreto e estruturas antigas para analisar as estruturas do Maracanã", conta Dante Venturini, diretor de engenharia da Odebrecht, uma das empresas do Consórcio Maracanã Rio 2014. "O trabalho de base foi realizado por brasileiros da Universidade Federal de Goiás com a colaboração de profissionais da Espanha, pois a Europa tem vastos estudos sobre patologias de concreto em estruturas antigas", completa.

Por todas essas reviravoltas, o presidente da interveniente Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro (Emop), Ícaro Moreno, avalia que o grande desafio do projeto do novo Maracanã é "adaptar o projeto original e refazê-lo com características atuais para atender os cadernos de encargos da Fifa", diz. Segundo Moreno, a obra necessita diariamente de um planejamento para um curto espaço de tempo para atender a essas exigências.


Vista externa do novo Maracanã. Mais de 78 mil torcedores acompanharão as partidas em novas cadeiras, com assentos retráteis e com proteção antichamas

ESTÁDIO PRONTO
Depois de finalizadas as obras do novo Maracanã, o estádio terá a capacidade de 78.639 torcedores, que terão acesso ao estádio por quatro novas rampas construídas no novo projeto, além das duas rampas monumentais, que serão reativadas.

O estádio terá 110 camarotes, localizados nos setores leste e oeste, 60 bares e 231 banheiros distribuídos por toda a área construída, sendo 67 deles adaptados para portadores de necessidades especiais.

Uma das exigências no caderno de encargos da Fifa é a evacuação rápida e organizada do público. Para isso, 54 novas saídas da arquibancada foram construídas para que a capacidade total de pessoas permitida no estádio consiga deixar as dependências do Maracanã em até oito minutos.

As novas arquibancadas avançaram 14 m em direção ao campo, deixando os espectadores mais próximos, ficando separados do gramado apenas por uma mureta de 90 cm de altura com uma proteção de vidro, instalada entre os assentos e o campo.

Contraforte
Finalizadas as demolições, foi hora de preparar a estrutura do estádio para as ampliações. A etapa se iniciou com a execução do sistema de contraforte, que amortecerá as cargas verticais de quase 80 mil pessoas nas arquibancadas. Segundo Casagrande, o uso da solução em estádio é inovador. "Decidimos que não usaríamos o sistema de amortecimento tradicional, cujos amortecedores são semelhantes aos de automóveis. E como precisávamos acelerar os processos construtivos, optamos pelo contraforte, instalado na parte mais baixa das arquibancadas", diz.

O sistema consiste em uma espécie de piscina de concreto que aproveita rejeitos da demolição do estádio e do solo retirado para a realização das fundações. Esses destroços foram reprocessados e compõem o sistema de amortecimento do estádio. "O Maracanã inteiro foi feito com uma massa de 95 kg/m², que é leve para um estádio de futebol. Fizemos uma boa economia de aço, graças ao sistema de amortecimento", diz Casagrande.

De acordo com ele, o sistema suporta as vibrações de toda a estrutura em uma frequência de até 6 Hz. "Se o estádio servisse apenas para jogos de futebol, poderíamos atingir uma frequência de 2,5 Hz que já seria suficiente. No entanto, o Maracanã também recebe shows e outros espetáculos, por isso a necessidade de se alcançar a marca dos 6 Hz e garantir a comodidade e o conforto da plateia", diz o engenheiro.



Estrutura das arquibancadas
"Dado o prazo que tínhamos para a reforma do novo estádio, a única forma foi substituir as arquibancadas antigas de concreto armado por estrutura metálica e pré-moldados", explica Casagrande. Na base de concreto do contraforte foram fixados os perfis metálicos que estruturam a nova arquibancada. Com 4.600 t de perfis de aço, a nova arquibancada do Maracanã vai se transformar em um anel único, ao contrário dos dois anéis da antiga arquitetura. A estrutura metálica, já executada e composta por perfis e vigas-jacaré, suporta os degraus de concreto pré-moldado.



Arquibancada estruturada com perfis metálicos e com degraus em concreto pré-moldado, fabricados no próprio canteiro do estádio



Nos próximos meses, serão colocados assentos, instalados em cinco setores do estádio (arquibancada, cadeiras especiais, premium, camarotes e tribuna de honra) e que vão comportar aproximadamente 78 mil torcedores. "A Fifa exige que sejam utilizados assentos com níveis de flamabilidade e resistência. Por isso, foi desenvolvido esse material antichama de classe V0, e que segue os padrões da ABNT [Associação Brasileira de Normas Técnicas]", diz o arquiteto e coordenador de projetos do Consórcio Maracanã, Bernard Malafaia.

Os perfis das arquibancadas receberam lajes de steel deck para acelerar o cronograma da obra. "Devido à proteção passiva que a estrutura tem que ter contra incêndios, foi colocada uma armadura de reforço sobre o steel deck, para que a laje ganhasse uma estrutura de concreto e o steel deck fosse usado apenas como fôrma", explica Casagrande.

Nos vãos em pavimentos abaixo das arquibancadas, serão construídos os bares e banheiros do estádio. Para abrigar os 110 camarotes do novo Maracanã, os projetistas resolveram construir uma viga em "u" em concreto armado, permitindo que as áreas dos camarotes tenham mais espaço, sem a necessidade de construção de pilares que acabariam diminuindo a área interna desses setores.



Detalhe da estrutura metálica mostra vigas-jacaré (onde são montados os degraus das arquibancadas), as divisões dos pavimentos internos do estádio e a ligação de toda a estrutura no sistema de amortecimento



Cobertura
A polêmica reforma da cobertura atende a exigência da Fifa de acobertar os assentos do estádio. No Maracanã, aproximadamente 95% dos assentos serão cobertos, ficando uma pequena área descoberta devido à arquitetura do estádio, que tem um formato ovalado, segundo Malafaia.

No lugar da antiga cobertura, será instalada outra com cabos tensionados e uma membrana de PVC com Teflon PTFE, que vai cobrir um vão de 68,4 m. "A cobertura é apoiada em um anel e funciona como se fosse uma roda de bicicleta. Desse anel externo saem os cabos que vão ser tensionados, num processo chamado big lift", diz o arquiteto.

A previsão é de que a cobertura esteja toda montada até dezembro deste ano, mas é necessário que se terminem as obras das arquibancadas primeiramente, para que a região do campo onde estão concentrados os materiais para a montagem dos pré-fabricados seja liberada. Depois dessa liberação, a cobertura será montada na área do campo de futebol e depois içada com os cabos (big lift). Após o término da montagem da cobertura, haverá um período de um mês em que nenhuma atividade na região do campo e das arquibancadas poderá ser realizada. O trabalho deverá ser feito apenas nas áreas internas do estádio, de acordo com Malafaia.



À esquerda: estrutura metálica fixada ao sistema de amortecimento do estádio, composto por uma camada de concreto feita com rejeitos da demolição das arquibancadas e do solo retirado para as fundações. À direita: lajes de steel deck fecham perfis metálicos das arquibancadas



A nova cobertura do Maracanã vai também captar água da chuva para reutilização em uso não potável nos banheiros. "Isso faz parte da certificação leed que o Maracanã quer implantar, de boas práticas de gestão ambiental", diz Malafaia. "Cerca de 50% da água da chuva que cair sobre o estádio será captada pela cobertura e drenada através de 60 calhas de concreto, que fazem parte da estrutura do Maracanã, por um sistema de sucção a vácuo", completa.

Essa água será, então, levada até dois reservatórios subterrâneos, com 920 m³ e 1.200 m³ de capacidade de armazenamento. Na entrada desses reservatórios serão instalados filtros para tratamento da água, que posteriormente será direcionada aos banheiros. A previsão é de que o estádio capte uma média de 29 mil m³ de água anualmente. De acordo com Malafaia, a água drenada do gramado também será reutilizada para a irrigação do campo.

O gramado do Maracanã terá um sistema de drenagem comum, diferente do inicialmente exigido pela Fifa, a vácuo. "O sistema que a Fifa pediu não era viável por conta do lençol freático do local, que varia em torno de 0,5 m abaixo do nível final do campo", explica o arquiteto. "Isso iria comprometer o terreno, que hoje está compactado, e os tubos poderiam ficar flutuando caso o lençol freático suba, causando uma série de problemas futuros como, por exemplo, o rebaixamento do campo", diz.

Segundo o arquiteto, a opção apresentada à Fifa mostrava que a drenagem por gravidade, que teve sua capacidade dobrada, era suficiente para atender às exigências da entidade e foi aprovada. "O Maracanã tinha uma espécie de espinha de peixe embaixo do campo. A distância entre as espinhas eram de 8 m e nós diminuímos para 4 m, além de aumentarmos o diâmetro dos tubos", explica.

É na cobertura também que foram instalados dispositivos para agregar eficiência energética ao estádio. Ligadas aos anéis de compressão fixados na cobertura do estádio estão instaladas placas fotovoltaicas. Os painéis cobrem toda a superfície das arquibancadas - cerca de 2,5 mil m² - para a captação de energia solar, que posteriormente será convertida para energia elétrica por transformadores. O sistema será capaz de gerar 670 mil kW/h por ano. Esta instalação é um projeto financiado pela Light e Eletricité de France (EDF), e é suficiente para abastecer o equivalente a 25% da energia necessária para o funcionamento do Maracanã.


terça-feira, outubro 02, 2012

Casa Cor Rio 2012









1922. O então prefeito do Rio de Janeiro, Carlos Sampaio, queria transformar a zona sul carioca em um balneário luxuoso, no melhor estilo Riviera Francesa. O primeiro passo foi construir o Hotel Balneário Sete de Setembro: com quase sete metros de pé direito, o prédio na avenida Rui Barbosa se tornaria um marco da época, ao abrigar concorridos chás dançantes.

Esse espaço será aberto ao público, a partir do dia 3 de outubro, para abrigar a 22 ª edição da Casa Cor Rio, que está cheia de soluções para a morada contemporânea. Tem um apartamento com apenas 18 m²? Paloma Yamagata aproveita o pé direito e projeta um loft completo. A roupa de frio mofa e não cabe no armário? Claudia Pimenta e Patrícia Franco trazem uma solução tecnológica e propõem um aspirador que garante a limpeza da casa e que pode ser adaptado para embalar casacos a vácuo. Quer plantas dentro de casa? Carolina Escada e Patrícia Landau investem nas sky plants ( vasos pendurados de cabeça para baixo entre luminárias), enquanto Maritza de Orleans e Bragança desenha esculturas concretas que fazem a vez de vasos perfeitos para uma sala contemporânea.

São 80 arquitetos, decoradores e paisagistas criando 52 ambientes inspiradores.

Estar gourmet
Autores: Alexandre Gedeon e Hugo Schwartz

Inspirado pelo personagem Insônia (figura do grafiteiro Toz, habitué das ruas cariocas), o espaço de Alexandre Gedeon e Hugo Schwartz é composto por móveis da Way Design que garantem um ar industrial ao ambiente, com o madeiramento do telhado exposto através de uma tela metálica. Um grafite de Toz, claro, é o protagonista do ambiente.
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Sala de convivência
Autor: Andrea Chicharo


Andrea Chicharo manteve traços da arquitetura original como o chão de mosaicos que formam desenhos geométricos e coloridos, alisares, balaustrada, tijolos aparentes e o elevador de ferro. Para compor este ambiente, utilizou móveis de madeira da loja Arquivo Contemporâneo com alguns toques de cor – como as mesas Jardim, de Jader Almeida – e criou dois painéis de madeira com as mesmas formas de colmeia do piso.
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Pátios internos
Autor: Anna Luiza Rothier

Bege, caqui, preto e fendi, são as cores dos bancos, mesas e cadeiras cobertas com ombrelones ou poltronas que Anna Luiza Rothier escolheu para conviver com suas árvores, palmeiras e bambus de caule negro com mais de 5 m de altura. A ideia era desenhar um jardim não apenas contemplativos, mas também um espaço de convivência com papel de anexo ao bar.
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Flash Back Bar
Autores: Beto Figueiredo e Luiz Eduardo Almeida

A vista da Baía de Guanabara, no último andar do casarão, é pano de fundo para o projeto do novo bar a ser inaugurado na cidade no melhor estilo flash back, onde o visitante poderá manejar uma jukebox atualizada (Ipads serão distribuídos para a escolha das músicas). O painel de 8 m ganha nichos com discos icônicos dos anos 60, 70 e 80, e o DJ fica dentro do elevador de ferro quase centenário. Para completar o clima retrô, uma mesa de madeira do antiquário Arnaldo Danemberg, cadeiras anos 60 do acervo pessoal dos arquitetos Beto Figueiredo e Luiz Eduardo Almeida, sofás e pufes de couro detonado e, claro, fotos históricas como o encontro de George Harrison e Bob Dylan em um concerto em 1971, em Bangladesh.
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Sala de jogos
Autores: Carlos Murdoch, Georgia Mantovani e Luciana Sodré

Carlos Murdoch, Georgia Mantovani e Luciana Sodré investiram em uma decoração que homenageia ícones das décadas de 60 e 70, como o fusca – um automóvel de verdade foi cortado ao meio, aplicado na parede e coberto por gesso e tinta – e a estética dos quadrinhos com cores e contrastes de luz e sombra. O resultado é um ambiente bastante divertido para "crianças de verdade" e "crianças adultas".
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Foyer do Brigadeiro
Autores: Carolina Escada e Patricia Landau

Depois de assinar o lounge da Vogue no Fashion Rio, as jovens Carolina Escada e Patricia Landau mostraram mais uma vez que estão mais que antenadas no mundo do design, moda e arte. Assinaram o Foyer do Brigadeiro misturando peças de grandes nomes da arte brasileira como Abraham Palatnik e Nelson Leirner, obras de novatos (não menos interessantes) como Maria Lynch e uma belíssima coleção de pratos da italiana Fornasetti e da ceramista Mercedes Orleans Bragança. Para abrigar os brigadeiros de Fabiana D´Ângelo, as arquitetas criaram vitrines com mini homens de bronze escalando essa "joia da culinária", de acordo com as palavras de Carolina.
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Studio do designer
Autoras: Dani Parreira e Flavia Santoro

Ninguém menos do que Sergio Rodrigues foi o homenageando no Studio do Designer, projetado por Dani Parreira e Flavia Santoro. Além de croquis e peças icônicas do designer, a dupla de arquitetas tratou de dar alma ao espaço espalhando peças emblemáticas – imagine boina, meias vermelhas, colete e botas marrom – e porta-retratos delas abraçando o mestre. Destaque para os bancos que viraram luminária.
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Laboratório gourmet
Autor: Duda Porto

A ideia era conceber um espaço para um chef receber amigos e fazer suas experiências gastronômicas. Para unir a área de trabalho e a degustação, Duda Porto apostou na mesa Canaviais, lançamento da Saccaro, e para garantir um ar aconchegante, optou pelo sofá em L que abraça a mesa.
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Estúdio da estilista
Autores: Gabriela Eloy e Carolina Travaglini

Seguindo o mandamento high low da moda, Gabriela Eloy e Carolina Travaglini pensaram no apartamento de uma estilista que gosta de misturar peças rústicas e luxuosas.
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Lounge do hotel
Autora: Gisele Taranto

Dividido em quatro ambientes, o espaço de Gisele Taranto é um dos destaques da Casa Cor desse ano. Os protagonistas são a mesa da segunda metade do século 19 do antiquário Arnaldo Danemberg, a estante de laca cinza desenhada pela arquiteta, o buraco na parede coberto com livros e cimento (uma homenagem ao alemão Hubertus Gojowczyk). Repare ainda nas poltronas Monalisa feitas com corda de garrafas Pet e na curadoria das obras de arte feita por Mara Fainziliber.
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Estúdio sustentável
Autora: Leila Dionizios

Leila Dionizios se inspira no Rio + 20 e apropria-se do upcycling em voga no mundo do decór. No estúdio desenhado para uma mulher moderna e sustentável, vasos e luminárias pendentes – produzidos pela própria arquiteta – são de papelão e o painel da cama foi feito com restos de caixotes velhos.
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Loft + Rio
Autor: Luiz Fernando Grabowsky

Um dos projetos de maior sucesso desse ano, o loft de Luiz Fernando Grabowsky foi pensado para um autêntico carioca que gosta de correr no Aterro e frequentar o Municipal. A iluminação sustentada por vigas metálicas rústicas e os azulejos azuis e brancos de formas geométricas no peitoril das janelas deram um charme a mais aos detalhes originais da arquitetura como tijolos aparentes e o teto de madeira aparente preservados pelo arquiteto. Cozinha, copa, living e banheiro são compostos por móveis da Florense feitos especialmente para a Casa Cor Rio, obras de arte e a luminária da Droog com 85 lâmpadas de Rody Graumans.
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Estúdio do marchand
Autores: Mario Santos Eliane Amarante e Denise Niemeyer

Fragmentos de esfinges, frisos e da própria sacada do antigo Hotel Sete de Setembro são expostos em vitrines no espaço de Mario Santos Eliane Amarante e Denise Niemeyer. Para conceber o loft de apenas 50 m² de um marchand e restaurador, os arquitetos ligaram sala e quarto por um banheiro de duas portas e encheram os dois ambientes de peças de Burle Marx (pinturas, tapeçarias, vidros e azulejos) e fotos da arquitetura antiga do Rio.
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Varanda
Autora: Maritza de Orleans e Braganca

A paisagista Maritza de Orleans e Bragança misturou a brutalidade e rigidez do metal à delicadeza de folhas e flores para desenhar esculturas (a la Amilcar de Castro) que servem como vasos, totens ou mesas para flores que podem compor uma varanda, jardim ou garantir um toque orgânico dentro de um apartamento moderno.
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Cocktail bar
Autora: Paola Ribeiro

Entre o mobiliário do bar de Paola Ribeiro, chama atenção o sofá Chesterfield de couro, poltronas Casual, da italiana Flexform, e as namoradeiras da Interni. Nas paredes, um belo mix de fotografias e espelhos antigos dão o toque especial ao ambiente.
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Lounge
Autora: Paula Neder

Paula Neder homenageia Coco Chanel criando um ambiente todo off-white com cinzas (lembrando as pérolas que tanto marcaram a estilista francesa), sofás de linho desenhados por Marcus Ferreira e peças do antiquário Arnaldo Danemberg. Todo esse clima chique e clássico ganha um toque moderno com a poltrona colorida Pavo Real de Patrícia Urquiola e as peças peludas Gira Mundo (lançamento da Arquivo Contemporâneo). Para finalizar, papel de parede da Orlean, da linha Ralph Lauren.

Fonte: Casa Vogue

Milão ganha ‘o maior jardim vertical’



Milão ganha ‘o maior jardim vertical’
Com 1.263 m², ele ocupa fachada de shopping



Um shopping center da cidade de Rozzano, próxima a Milão, na Itália, acaba de reivindicar um recorde no mínimo inusitado: possuir o maior jardim vertical do planeta. Com mais de 44 mil plantas em sua composição, a cerca viva gigante tem exatos 1.263 m² de área.

Não se trata de um muro em que as espécies foram plantadas – toda a fachada do shoppingIl Fiordaliso foi forrada com a vegetação, transplantada de um viveiro para lá. A obra, desenhada e supervisionada pelo arquiteto Francisco Bollani, levou 90 dias para ser executada.

O revestimento em si parece ser composto por terra, mas a estrutura esconde milhares de vasos – encaixados uns nos outros – que sustentam as plantas. O custo total para que esta engenhoca pudesse ser erguida, porém, é compatível com sua grandiosidade: € 1 milhão.

Além da beleza, o jardim vertical possui, claro, algumas funções: ao reduzir a incidência de luz natural, ele regula a temperatura interna do shopping, diminuindo a necessidade do uso de ar-condicionado. Além disso, o ruído interno e a poluição do ar também diminuem, fazendo do centro de compras um ambiente menos maçante do que de costume.









Fofura do dia



Mesa feita com pastilhas de 1X1! 

Cersaie 2012 Bolonha Itália. 







segunda-feira, outubro 01, 2012

Nova York abrigará a maior roda-gigante do mundo




Singapore Flyer, a roda-gigante que é a atual recordista. (Fonte da imagem: Citytours)

Nesta segunda-feira (01), Michael Bloomberg, prefeito de Nova York, anunciou que a cidade norte-americana vai ser a casa da maior roda-gigante do mundo. O brinquedo vai ter 190,5 metros de altura — ultrapassando por uma grande diferença a atual recordista, que é a Singapore Flyer (165 metros).

A roda-gigante vai ser construída em Staten Island, que é uma área costeira de Nova York, fato que também possibilita uma grande visão dos bairros de Nova Jersey. Segundo o prefeito, a intenção do projeto é a de proporcionar uma experiência totalmente diferente da que os nova-iorquinos estão acostumados, principalmente por causa da paisagem vista.

Além disso, a região também vai ser “presenteada” com um complexo de compra de 470 mil metros quadrados, o que vai abrigar 100 lojas de grife, restaurantes, apresentações artísticas e até mesmo um hotel com 200 quartos. Contudo, o brinquedo e as outras construções vão ficar prontas somente em 2015.

domingo, setembro 30, 2012

Maconha decora janelas de casa na Espanha



Arquitetos espalham folhas de cânhamo gigantes pela fachada




O nome "oficial" é Casa Menta, mas esta residência em Tarragona, nordeste da Espanha, poderia perfeitamente se chamar Casa Maconha. Ou Casa Cânhamo. Ou tantos outros apelidos popularmente usados para a Cannabis sativa.

O desenho da folha de maconha – droga cujo consumo privado não é considerado crime no país – decora quase todas as janelas da residência desenhada pelos arquitetos dos estúdiosJames&Mau e Infinisk. E não é o único aspecto "verde" da casa.

O projeto traz uma série de soluções sustentáveis que vão além da "planta". Exemplos são o uso de energia solar para aquecer a água utilizada ali dentro, e o emprego da biomassa no sistema de aquecimento central. Construída em apenas três meses, a obra foi feita com material reutilizado e custou apenas € 100 mil.































quarta-feira, setembro 26, 2012

Como remover papel de parede



Desfazer-se do velho papel de parede geralmente é mais prudente do que deixá-lo. Novos revestimentos aderem melhor em superfícies despojadas. Dependendo do revestimento da parede e de que tipo ela é, há diversas formas de abordar o trabalho.

Você pode colocar papel de parede sobre revestimentos antigos com sucesso, embora nem sempre seja uma boa idéia, porque a umidade na cola pode fazer com que os novos e os antigos papéis descasquem da parede. Além disso, se tiras anteriores do revestimento forem remendadas nas costuras, estas marcas de remendo ficarão à mostra no novo papel. Se você ainda desejar colocar o papel sobre revestimentos antigos, se necessário, alise as costuras, corte fora as tiras soltas e cole novamente as margens soltas em torno de costuras traseiras ou defeitos antes de aplicar o novo papel. Se você colar o papel sobre revestimento de parede de folha ou vinil, retoque as áreas brilhantes levemente com lixa grossa e, a seguir, aspire ou limpe o pó da lixa da parede.

Agora, se você decidiu retirar o revestimento antigo, leia as instruções detalhadas.




Para retirar o papel removível, levante um dos
cantos e puxe-o da parede para baixo,
mantendo-o tão o mais próximo possível da parede.
para minimizar a possibilidade de rasgar


Papéis removíveis

Apesar da maioria dos revestimentos de parede removíveis se caracterizarem por serem lisos ou de texturas do tipo plástico (incluindo vinil, tecido com fundo de tecido ou papel com fundo de tecido), a única maneira de descobrir se é removível é tentar descascá-lo da parede.

Etapa 1: tente arrancar o papel num canto discreto no alto de uma parede com a ponta de uma faca.

Etapa 2: segure a ponta do canto e, mantenha-o o mais próximo possível da parede, tentando puxar da superfície da parede para baixo. Puxar contra você e longe da parede aumenta a probabilidade de rasgá-lo. Se o papel for removível, deve sair da parede quando você aplicar pressão firme e moderada. Se não, você está lidando com um papel não removível que terá que umedecer, vaporizar ou usar removedor a seco. Contudo, não use os métodos de umedecer ou vaporizar em paredes de gesso. A umidade pode amolecer a superfície de papel kraft da parede e seu núcleo de gesso. Em vez disso, use um método de removedor a seco.

Como fazer fendas e umedecer

Com esta técnica, você corta horizontalmente a superfície do antigo papel de parede com uma faca, uma lâmina de barbear, ou uma ferramenta especial para remover papel de parede, disponível em lojas de revestimentos. Nas fendas, com 20 a 25 cm de distância entre si, deixe que a água quente com sabão ou um removedor de papel líquido penetre na parte traseira do papel e amoleça a cola, de maneira que você possa puxar ou raspar o papel da parede. Você pode também aplicar a solução com uma esponja ou um borrifador. Cuidado: Se borrifar removedor de papel líquido, use máscara de pintor para se manter longe da inalação dos vapores químicos.

Etapa 1: aplique água ou removedor de papel e deixe úmido por alguns minutos.

Etapa 2: faça a mesma coisa na próxima tira. A seguir, volte para a primeira e umedeça novamente da parte superior para a inferior.

Etapa 3: use um raspador de parede de 9 cm de largura com uma lâmina flexível para começar a retirar o papel. Deslize a lâmina sob a margem superior de uma das fendas horizontais e, segurando-a num ângulo de 30 graus, empurre para cima o papel úmido. Um espaço da largura do raspador deve rasgar ao longo dos lados da lâmina e enrugar para cima à medida que você empurrar.

Etapa 4: continue empurrando enquanto estiver retirando o papel. Se a tira de papel raspado rasgar, umedeça novamente esta área e inicie a raspagem em outra fenda. Se, depois de repetir a tentativa de umedecer e raspar, a cola estiver muito mole, você terá que usar outro método.

Sobre paredes feitas de gesso, use um raspador de papel para fazer fendas horizontais como anteriormente, mas não molhe o papel. Apenas raspe moderadamente ou descasque a parede.





Uma maneira de retirar papel não removível é fazer fendas e umedecê-las. Faça fendas em intervalos de 20 a 25 cm; umedeça com água e sabão ou um removedor líquido de papel para penetrar na parte traseira do papel e amolecer a cola




Vaporização

Muitas locadoras de ferramentas e lojas de papel de parede alugam vaporizadores elétricos para que "você mesmo possa fazer o trabalho". Estes aparelhos geralmente consistem em um tanque de água aquecido eletricamente conectado por uma longa mangueira a uma placa vaporizadora com uma face perfurada. Eis aqui como são usados:




Remover antigo papel de parede não é um trabalho fácil. Você pode alugar um vaporizador, mas ainda terá que raspar a maior parte do revestimento com uma espátula com lâmina larga



Etapa 1: uma vez que a água esteja quente, segure a placa contra a parede até observar o revestimento escurecer com a umidade em torno das bordas da placa. Inicie numa única tira e trabalhe de cima para baixo.

Etapa 2: depois de aproximadamente metade da tira ser vaporizada, levante o canto superior com a unha ou uma faca e tente descascar o papel de cima para baixo. Se não funcionar, lance mão de um raspador de parede. Você pode ter que vaporizar a mesma área duas ou três vezes para soltar a cola antiga por trás do papel.