terça-feira, maio 21, 2013

Casa na Dinamarca será totalmente construída com materiais reciclados


Upcycle House, como é chamada, utilizou desde isolamento térmico feito com jornais nas paredes até telhado produzido a partir de latas de alumínio recicladas


O escritório Lendager Architects, em parceria com a Realdania Byg Foundation, propôs a construção de uma casa composta somente por materiais reutilizados em Nyborg, Dinamarca. A habitação faz parte de um empreendimento que receberá outras cinco casas do tipo.






A "Upcycle House" (algo como "Casa Reutilizada"), como é chamada, tem como intuito desenvolver modelos de residências sustentáveis para substituir as tradicionais casas pré-fabricadas. Cerca de 175 mil dólares foram gastos em sua construção.

Além da preocupação com os materiais usados na estrutura da casa, o projeto também prevê soluções para reduzir os gastos decorrentes de seu uso. A construção foi planejada levando em consideração quatro indicadores: redução nas emissões de CO2 (em comparação feita com as casas tradicionais), preço, operação e manutenção (vida útil esperada e despesas com manutenção) e acessibilidade em relação aos materiais.

A base para a casa, de quatro quartos, foi a reutilização de dois contêineres e molduras de madeira reciclada. Eles foram dispostos sobre uma base isolante, que inclui o reaproveitamento de isopor e garrafas de vidro usadas. As paredes são de drywall, feito com gesso reciclado e preenchido com jornais, que garantem o conforto térmico interno.

A casa ainda conta com uma sala de estar, cozinha e banheiro. O piso é feito de um um composto de plástico reciclado e granulado de madeira. Janelas, tijolos e ripas antigos também entraram no projeto. Já o telhado da "Upcycle House" foi produzido a partir de latas de alumínio recicladas, que são processadas até virarem uma folha usada como cobertura.

Já na primeira fase da construção, a casa apresentou resultados expressivos, de acordo com os arquitetos, com a redução de 75% das emissões de CO2 em relação à obra de casas comuns.






















Fonte: PiniWeb



domingo, maio 19, 2013

Casa de praia troca telhado por piscina





A casa no alto de Roca Blanca, no México, é muito engraçada. Ela não tem teto, mas compensa esta falta com o resto: a rede para dormir na parede, o piso rústico e o design feito com todo o esmero pelo artista Gabriel Orozco. Para coroar essa perspectiva lúdica, uma piscina ocupa o lugar do telhado, com direito a deque de madeira e uma bela vista.

A posição, a princípio surreal, tornou-se imprescindível para moradores e seus convidados. A vista para o oceano Pacífico também se funde à piscina (acessível por escadas externas) e cria um cenário exuberante. Não é à toa, aliás, que a Casa Observatório foi inspirada no centro astronômico de Nova Delhi, na Índia – do amanhecer ao crepúsculo, ela faz uma reverência ao Sol.

A arquiteta e executora do projeto, Tatiana Bilbao, refrescou o interior com simplicidade e eficiência. Ela usou cimento como revestimento e a palha para cobrir a varanda. O fundo do tanque também traz alento para dentro dos cômodos, além de demarcar algumas paredes centrais com seu volume abaulado. Refúgio antiestresse, a casa é um espaço de ócio e contemplação.
















Fonte: Casa Vogue

sexta-feira, maio 17, 2013

O perigo que vem do céu


Saiba como proteger sua família, o imóvel e os aparelhos eletrônicos de descargas elétricas e surtos de tensão





Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Brasil recebe cem milhões dos três bilhões de raios que caem no mundo anualmente. Esse fato coloca o país entre as nações com maior incidência de descargas elétricas naturais, o que ocasiona cerca de 140 mortes por ano.


Esse problema natural, aliado a imóveis com instalações elétricas inapropriadas, coloca em risco os aparelhos eletrônicos, a estrutura das casas e até mesmo a vida dos moradores. Isso porque poucas residências brasileiras estão protegidas com itens básicos, como para-raios, aterramento e dispositivos de proteção contra surtos (DPS). E eles são essenciais.


Um raio consegue induzir tensão nas fiações por quilômetros de distância. Não precisa cair necessariamente sobre os imóveis para causar danos. 95% das descargas são do tipo indiretas. Por isso, instalar equipamentos de segurança na rede elétrica é extremamente importante, já que é impossível prever a intensidade das descargas geradas nos arredores e o impacto que pode causar nos aparelhos eletrônicos. Abaixo, listamos os principais componentes que auxiliam nessa proteção.


Dispositivos de Proteção Contra Surtos (DPS) 
Esses dispositivos protegem os aparelhos contra o risco de descargas e sobretensões causadas pelo fornecimento das concessionárias de energia, anormalidades que podem queimar os aparelhos eletrônicos.


Os DPS, também conhecidos como para-raios eletrônicos, podem oferecer proteção em três níveis. O DPS classe I é instalado na entrada da edificação e deve ter capacidade para conduzir descargas diretas. Esse tipo de DPS, também chamado de descarregador de corrente, funciona em conjunto com o pára-raios da edificação. Por essa descarga ser de rara incidência, o DPS classe 1 é desprezado na proteção da rede elétrica no Brasil. Já no quadro de disjuntores são instalados os DPS classe 2, que oferecem proteção intermediária contra descargas indiretas. No terceiro nível de proteção podem ser colocados DPS de baixa energia, filtros, nobreaks e condicionadores em geral.


"A capacidade dos DPS deve ser dimensionada levando em consideração o padrão do imóvel e o perfil dos consumidores", informa Luiz Eustaquio Perucci da Silva, gerente de marketing da Siemens no Brasil. Na área urbana, indica-se que o DPS tenha 20 mil amperes de corrente nominal e o dobro de corrente máxima de descarga. Em zona rural ou área urbana de baixa densidade, a proteção deve ser duas vezes maior. "Como uma descarga elétrica indireta tem em média de 5 a 10 mil KA, o produto resiste a esses surtos por até sete vezes (o que pode levar anos para acontecer). Quando a vida útil chega ao fim, a peça sinaliza automaticamente essa condição".








Aterramento 
Apesar de existir lei que obrigue que os imóveis sejam entregues com instalação elétrica aterrada, infelizmente ainda há distorções nesse sentido pelo país. "Caso o imóvel seja vendido sem essa proteção, os donos podem até processar a construtora que descumprir a regra", relata Perucci da Silva.


O aterramento é importante para descarregar tensões, compor proteção ao lado de DPS e para-raios e também evitar choques em tomadas e acúmulo de descargas nos aparelhos. "Com aterramento, a descarga vai diretamente para a terra. Do contrário, ela encontra outros lugares para sair, o que pode causar destruição de aparelhos eletrônicos", comenta Lobo.
Uma proteção residencial completa deve ser composta por aterramento, para-raios e dispositivos de proteção contra surtos


Clamper Tel: indicado para aparelhos eletroeletrônicos ligados simultaneamente à rede de energia elétrica, à linha telefônica ou à internet via linha telefônica.
Clamper cabo: protege aparelhos eletroeletrônicos ligados simultaneamente à rede de energia elétrica, à antena externa de tevê ou à linha de internet via cable modem.
VCL Slim - DPS monopolar: é utilizado na proteção de aparelhos eletroeletrônicos conectados à rede elétrica.



Imóveis sem aterramento correm o risco de sofrer as consequências da indução eletromagnética causada pela grande energia que se transmite durante uma descarga. Dessa forma, aparelhos eletrônicos, telefônicos, informáticos e elétricos podem ser atingidos e pessoas podem sofrer choques.


Segundo a norma brasileira NBR 5410, que trata de instalações elétricas de baixa tensão, existem cinco modelos de aterramento. Os sistemas são compostos basicamente de condutores enterrados. O objetivo é realizar o contato entre o circuito e o solo com a menor impedância possível. Os sistemas mais comuns incluem hastes cravadas verticalmente, condutores horizontais ou um conjunto de ambos. A forma de aterramento mais completa é a malha de terra, constituída de condutores horizontais formando um quadriculado, com hastes cravadas em pontos estratégicos.


Para-raios 
Ao contrário do que se imagina, os para-raios não protegem os aparelhos, e sim as estruturas residenciais, que podem ser destruídas ao receber fortes descargas elétricas. Quando atingido por um raio, esse equipamento conduz a descarga à malha de aterramento. Prédios com para-raios precisam contar com proteção também na rede elétrica, pois ficam expostos a campos magnéticos consideráveis. Geralmente de cobre ou alumínio, esse tipo de proteção é indicada principalmente para edifícios altos e casas em zona rural.


Outras medidas 
Dentro de um nobreak, de um filtro de linha, estabilizador ou de um condicionador pode existir ou não um DPS, que, geralmente, é de baixa capacidade. Sozinhos, podem não comportar a descarga induzida de um raio. "Além disso, a maioria desses protetores não possui um neutro-aterramento, muito importante nessa proteção de uso final e intermediária. Fora isso, nossa rede já é estabilizada e os aparelhos eletrônicos mais novos contam com fontes internas que toleram de 100 a 240 volts de variação de tensão", cita Perucci da Silva.


domingo, maio 12, 2013

Submarino inspira apartamento




Mais  de dois anos se passaram até que o cineasta Jeremy Noritz conseguisse deixar o apartamento que comprara em Nova York (pela bagatela de US$ 1,3 milhão) com a sua cara. Num imóvel de 1.800 m² de área construída, a tarefa não foi fácil. Entre 2006 e 2008, Noritz se dedicou a adaptar o espaço para suas necessidades. Por ser solteiro, optou por integrar os ambientes, a fim de criar um autêntico loft dentro do seu apartamento, com apenas um dormitório, dois banheiros e um terraço, além das grandes salas abertas.

Agora, em 2011, o cineasta resolveu vender o imóvel e está pedindo US$ 1,75 milhão. O preço é mais do que justo para um lugar tão grande, ainda mais considerando a sua localização: o bairro de Chelsea, coração de Manhattan. O único porém é o fato de Noritz ter adotado um jeito pouco convencional de decorar sua casa, conhecido como steampunk.

Popular no final da década de 1980, esse estilo é representado pela arte de criar objetos que remetam às inovações tecnológicas do passado e à visão de futuro que se tinha antigamente. Entram nesse jogo símbolos como o zepelim, as engrenagens de relógios e a construção naval. Metais como cobre e bronze envelhecidos, além de madeira, compõem o visual dos cenários steampunk.

Não é diferente no apartamento de Noritz. A porta principal de entrada, por exemplo, foi trazida de um submarino desativado. Os banheiros e os quartos estão separados do resto do loft por tubulações e engrenagens industriais, padrão que se repete no revestimento das demais paredes.

Na venda do apartamento, o cineasta também incluiu a maioria dos objetos steampunk que coletou em antiquários e ferros-velhos, o que significa centenas e centenas de peças industriais e miniaturas de navios, zepelins e antigos submarinos, todos dispostos pelo teto ou expostos em paredes e estantes.

Talvez Noritz demore para encontrar interessados em comprar seu apartamento, mas o espaço já se tornou um dos imóveis que mais curiosidade tem despertado no mercado imobiliário de Nova York.
fonte: Casa Vogue












sexta-feira, maio 10, 2013

Casa retorcida cria novas experiências



Uma casa "retorcida" em torno de um único eixo, em total harmonia com a topografia acidentada das colinas de Weinberg, nas cercanias de Stuttgart, Alemanha, é o novo projeto do cada vez mais celebrado escritório holandês UNStudio. Estruturada sobre quatro elementos principais - um poço de elevador, dois pilares e uma coluna interna -, a leve e fluida residência dispõe de um grande vão interior que mantém seus quatro cantos desobstruídos. Paredes envidraçadas retas, em conjunto com as fachadas curvas da construção parecem distorcer a visão de quem olha de dentro para fora da casa, numa instigante ilusão de ótica.

A idéia principal por trás do projeto, segundo os arquitetos, não é oferecer vistas rasgadas para o entorno - o que a morada oferece -, mas sim proporcionar experiências únicas de conexão entre o lado de dentro e o lado de fora do edifício.



O desenho parte de um único ponto central, em volta do qual a escadaria central revolve. A partir deste eixo, a casa se organiza em movimentos diagonais, seguindo o caminho do sol – cada evolução na torção leva a momentos onde a vista exterior se torna um experiência integral do interior da casa.

Diferentes atmosferas e divisões definem seus ambientes internos, todos recebedores de muita luz natural. A exceção é a sala dedicada à música e à caça, propositalmente concebida em painéis de madeira escura do teto ao chão.

Com uma antiga plantação de vinho de um lado e uma bela vista para a cidade do outro, o jardim segue a mesma linha em diagonal, tornando-se uma continuação da planta da residência. Cada área dele possui uma determinada função de plantio e uso da terra.


























Fonte: Casa Vogue

terça-feira, maio 07, 2013

Ladrilho Hidráulico




Processo de fabricação


O ladrilho é uma placa de cimento, areia, pó de mármore e pigmentos com superfície de textura lisa que possui alta resistência ao desgaste, usado para acabamento de paredes e pisos. Seu nome deriva do processo de fabricação onde a cura se dá na água, sem qualquer processo de queima. É produzido em formato quadrado, de 20 x 20cm, com espessura variável de 18 a 20mm, variação característica de um produto artesanal.


Tem formato plano, desempenado, esquadriado, sem fendas, uniforme; possui arestas vivas e tem a face de uso com acabamento liso e cores firmes. Oferece mais de 300 modelos com padrões geométricos, florais, art déco, art nouveau e desenhos contemporâneos.











Colocação

Na véspera da colocação, orienta-se chapiscar a face inferior do ladrilho com cimento e areia a fim de obter maior aderência. Não é necessário submergi-lo na água, apenas molhar com uma trincha. Assentar sobre argamassa gorda de areia, cimento e cal com, no mínimo, 3 cm de espessura. Nivelar com uma régua de alumínio deixando uma junta de 2 a 3 mm. Nunca bater com martelo de borracha, pois, além de marcar as peças, pode fissurá-las ou trincá-las. Essas pequenas fissuras ficarão evidentes no uso. No caso de respingos de argamassa na peça, limpar imediatamente com uma esponja limpa umedecida com água. Se a argamassa secar, retirar usando lixa d'água 200.


Após 48 horas do assentamento, rejuntar com pasta de cimento, água e corante ou com rejuntes prontos, utilizando uma espátula de plástico flexível.


Limpeza e manutenção

Ao final do processo de colocação, limpar com escova, água e sabão de coco. Para a manutenção diária, recomenda-se aplicar cera líquida à base de silicone.


Nunca usar quaisquer tipos de ácidos para a remoção de sujeiras.

Fonte: http://fabricademosaicos.com.br

Pinturas dão vida a casas devastadas


Obras colorem cidade destruída em terremoto


Encontrar lirismo em uma tragédia e transformá-lo em uma obra de arte que ainda ajude os envolvidos a superar o trauma não é uma tarefa fácil. Mas foi justamente essa proeza que garantiu notoriedade ao artista Mike Hewson.

Ele vasculhou as ruas da cidade neozelandesa de Christchurch – parcialmente devastada por um terremoto em 2011 – e encontrou uma série de escombros na qual criou instalações multimídia denominadas Home to the Lost Spaces (em português, "lar para espaços perdidos").

Acompanhadas por gravações de sons domiciliares, as pinturas reproduzem cenas caseiras, perfeitamente encaixadas nos recortes dos prédios deixados pela destruição. De um homem que parece abrir uma porta de entrada a um jovem que parece andar de bicicleta dentro de casa, tudo é possível nas pinturas de Hewson.

A série de obras, porém, é transitória. Isso porque o artista realizou as instalações dentro de um programa da prefeitura de Christchurch que prevê a demolição das construções inutilizadas pelo terremoto – justamente as escolhidas por ele para dar suporte à estimulante obra.















Fonte: Casa Vogue