quinta-feira, junho 27, 2013

Nossos projetos atualizados

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"Projetando Sonhos , Construindo a realidade..."

Várias são as questões a considerar antes de pensar em construir: a localização, o terreno, o arquiteto, o estilo da edificação e claro, o quanto se quer (e se pode!) gastar.

O arquiteto é o profissional capacitado para auxiliar em todas as etapas que envolvem a construção.


Com uma assessoria desde o princípio do processo, o arquiteto vai evitar gastos desnecessários como o quebra-quebra de uma obra mal     projetada.


Portanto, se vai construir, CONSTRUA CERTO, CONTRATE UM ARQUITETO!

Nossa meta é trabalhar com agilidade e precisão.

Por isso utilizamos uma metodologia de trabalho totalmentetridimensional ou seja, os projetos são desenvolvidos em maquetes eletrônicas 3D humanizadas desde os primeiros estudos.



 Arquitetura 



Construção e Reforma
- Estudo preliminar, Anteprojeto e Projeto Arquitetônico.

Projetos para aprovação nos órgãos competentes: 
- Plantas de situação, locação, planta baixa e cobertura;
- Cortes e fachadas.


Design de Interiores e Iluminação
- plantas baixas definitivas com Layout personalizado;
- plantas de demolir/construir;
- Paginação de pisos e paredes;
- Indicação de tomadas, ponto de água, pontos de iluminação e luminárias;
- Detalhamento de forro de gesso;
- Indicação de materiais de acabamento, revestimento e pintura;
- Desenho de detalhamento de peças especiais (bancadas, rodapés, etc.)
- Especificação de acabamentos decorativos (painéis, papel de parede, cortinas e tapetes);
- Detalhamento de marcenaria;
- Indicação de fornecedores e mão de obras especializadas;
- Acompanhamento a compras e auxílio na escolha de objetos;


Acompanhamento de obras
Envolve o controle das etapas de execução, garantindo o sucesso da obra.


Visita Técnica 
Esta inclusa em todos os nossos serviços a visita à obra para verificar se a construção está sendo executada conforme o projeto, e esclarecer as dúvidas referentes ao projeto.


Maquetes eletrônicas
Desenvolvimento de maquetes ilustrativas dos projetos a serem executados, visando melhor entendimento e compreensão do partido arquitetônico adotado.


Consultoria
A combinar com o cliente.


Projetos Complementares
E com a opção de escolher o projeto completo de arquitetura e os complementares. 
Trabalhamos em equipe com Engenheiro Civil que Desenvolve os projetos Estruturais ( importantíssimo), Elétricos,  Hidrosanitários e de combate a incêndio.






Nossos Projetos :


PROJETO BOATE V-8/ C.G. / MIRANTE 

ÁREA DE DANÇA/ PALCO




BAR



Projeto das Casas Bahia em Campina Grande, PB







Reforma loja Ecs Maluket
 












Restaurante na Avenida Manoel Tavares




FACHADAS




Castelo de Pietro - Jardim Tavares, Campina Grande , PB

Construtora Confort


Vista Lateral .

Maquete física



Corte 





PLANTA BAIXA APARTAMENTOS TIPO 01 E 02 - 79,45 M²

* SALA PARA 03 AMBIENTES.
* 03 QUARTOS, SENDO 01 SUÍTE MASTER COM CLOSET E 01 SUÍTE REVERSÍVEL.
* VARANDA GOURMET.
* COZINHA.
* ÁREA DE SERVIÇO.
* WCB SOCIAL.




PLANTA BAIXA APARTAMENTO TIPO 4 - 147,80 M²

* SALA PARA 04 AMBIENTES
* 03 QUARTOS, SENDO 01 SUÍTE MASTER COM CLOSET, 01 SUÍTE COM CLOSET E 01 SUÍTE REVERSÍVEL.
* VARANDA GOURMET COM OFURÔ.
PLANTA BAIXA APARTAMENTO TIPO 4 - 147,80 M²
* SALA PARA 04 AMBIENTES
* 03 QUARTOS, SENDO 01 SUÍTE MASTER COM CLOSET, 01 SUÍTE COM CLOSET E 01 SUÍTE REVERSÍVEL.
* VARANDA GOURMET COM OFURÔ.
* 02 COZINHAS.
* ÁREA DE SERVIÇO.
* DCE.
* WCB SOCIAL.
 

Layout

Suíte Master
Fitness

Área Gourmet

Piscina com Deck

Sala de jogos
Sala de estar



Salão de festas
Brinquedoteca

MAQUETE ELETRÔNICA - CONCURSO DA BIANCOGRES




















Projeto cozinha



Cliente Katiuscia
Projeto de Cozinha 3D - ArquiDesign

Maquete eletrônica para a Construtora Confort Residence.

 

O Príncipe de Gales Residence alia uma arquitetura moderna com espaços planejados para se ter qualidade de vida. O Edifício dispõe de Espaço Gourmet, Elevador, Solarium, Central de Gás, Medições Individuais de água e energia, guarita e garagem coberta. Com apartamentos de 47,70; 49,00; 59,50 e 61,50 m².




Suíte 01
Sala de Estar

Projeto Reforma Fábrica Muriel no Distrito Industrial

 

Levantamento, Reforma e Ampliação


Projeto iluminação e ambientação







Residência Ricardo e Marília ( banheira, suite).


Residência Paulo( lavabo).


Suite 01


Quarto (residência Paulo.)

Banheiro da suíte 01

Quarto 02


Revitalização Apartamento . 



Residência no Bairro Jardim Paulistano, Campina Grande, PB



Vista da piscina


Interior da residência


Cozinha
Escritório

Sala no primeiro andar




Suíte  Master

Projeto residência no Serraville (Condomínio Fechado)



Interior da residência


Sala


 Quarto das meninas


 Sala


Suíte


Condomínio no bairro das Nações


Fachada frontal

Área de laser 

Lay out

lay out

Estúdio de Filmagens Silvio Toledo, Queimadas, PB







Projeto Residencial 






Segunda Residência Unifamiliar no Estado do Pará, cidade do Carajaz, no condomínio da Vale.

Projeto residência de Vilmon



Projeto de Edifício



Projeto Edifício próximo ao Parque do Povo




Projeto Edifício na Floriano Peixoto, Centenário.





Projeto Edifício - Corte mostrando o elevador 



Projeto Edifício no Catolé




Planta baixa

Projeto de Residência ( condomínio) 



Projeto de Duplex em Campina Grande, PB



Projeto Edifício

 



Edifício de Nilton - Av. Floriano Peixoto do lado da Oficina Multicar.
Projeto- 3DArqui-Design

A dificuldade inicial no projeto arquitetônico foi adequar as necessidades do cliente ao terreno de 4x20. Cliente Roberto, no Bairro da Liberdade,projeto em parceria com Eng. Civil Cássia dos Anjos


Projeto - Reforma  de Edifício - Revitalização 

 






 


  Modificação da planta baixa de uma das coberturas do Infinity Residence.

Em breve o projeto de  interiores e ambientação




Projeto de Reforma do Castelinho e Paisagismo
- Jardim Tavares - Campina Grande, PB  Projeto 3d Arqui-Design




Paisagismo





D'Pil - Depilação

Projeto - 3D - ArquiDesign

Nova fachada


interior clinica



recepção



Recepção
Área de depilação


Projeto - Reforma  - Conforto Ambiental para Residência no condomínio Nações Residence Privê.

Área da piscina





Reforma Residência Padre Zé Vanildo


Fachada

Sala de estar

Suíte 01



Jardim inverno


Sala de tv

Sala de tv

Cozinha

Escritório

Cozinha

Casa de apoio para o hospital do trauma - 
Projeto em parceria com a execução de  Nilton - Doação

  
Escritório de Engenharia Civil -

Soares Anjos Engenharia 



    Reforma de residência no Catolé  de Ednalva - transformar 2 banheiros em 3 banheiros, 1 lavabo e 1 Closet 




Projeto de  duplex 



Pilates e Estética - Edif. San Pietro, Prata, Campina Grande, PB

área de estética 





Estudo Preliminar - Residência no Bairro Jardim Tavares, Campina Grande, PB


Vista frontal

Casa Sustentável - Em Desenvolvimento


Duplex 


Projeto ampliação e reforma de apartamento

Cliente: Katiuscia















Vídeo da casa
 Sala de estar







Projeto - Reforma Residência de Socorro



Reforma Residência  Alto Branco


Banheiro
sala tv

Projeto - Área de Lazer - Oliveiros e Verbena

O Projeto:
Vista da piscina





Reforma - Residência no Centro  (vídeo)- Alex Barros e Lorena Cavalcanti




O projeto casa Dione
Sala de estar


Quarto 01

 Cozinha 
Suíte 01
Quarto 01

Projeto - Residência de Dione
Rua Frei Caneca, Campina Grande, PB
3D-ArquiDesign - Alex Barros e Lorena Cavalcanti

Projeto de Interiores - JR Flor 

Cozinha
Sala de estar
Cozinha


Projeto Supermercado - Interior do Ceará - Viçosa





Projeto Clínica de Fisioterapia Cinthya

Edf. Nenzinha Cunha Lima  Centro , Campina Grande, PB


O projeto: 





Reforma e ampliação no Alto Branco residência Thaise 

O Projeto casa Alto Branco:

Cozinha




Sala de estar




Reforma Residência no Bairro do Catolé - Campina Grande, PB

Vista frontal




Projeto Residencial ( casa Allysson)





Residência Unifamiliar no Estado do Pará, cidade do Carajaz, no condomínio da Vale.


Residência de Ruth - Lagoa Seca


Clínica de Ortopedia - Campina Grande - Altamir Cavalcanti


REFORMA DE RESIDÊNCIA - OLIVEIROS E VERBENA


Fachada Frontal


Vista: frente e jardim













Projeto:


Projeto Studio de Pilatis - Campina Grande

Projeto: 3D - Arqui Design - Alex Gonçalves e Lorena Cavalcanti
Localização: Edifício Dão Silveira - Campina Grande - PB

Studio de Pilates





Stand  da Franquia  Bless de Maquiagem para Shopping



Hall - Reforma de Apartamento







Igreja Localizada no Bairro do Catolé - Campina Grande, PB

Igreja Congregacional no Bairro das Malvinas, em Campina Grande, PB






Projeto Home Theater


Projeto cozinha apartamento


Projeto - Clínica de estética



Projeto - Lanchonete Lewis








Reforma de Fachada - Bairro da Conceição, Campina Grande, PB
Projeto - 3D-ARQUIDESIGN

Projeto de Escritório de Advocacia na cidade de Remígio - PB








Projeto em cond. Vale, Estado do Pará
Vista da piscina
Vista lateral

Projeto: maquete do condomínio.

Projeto clinica .


                                                          Projeto piscina, cor RED.


Projeto varanda.


Projeto Guarita

Projeto banheiro


Projeto piscina


Projeto Closet


Monografia Centro de Gastronomia em Campina Grande




"A produção de uma maquete eletrônica evita erros de execução e gastos desnecessários. É um fator determinante na satisfação do cliente, ajuda na compreensão do projeto, facilita a venda e dá credibilidade ao autor, transmitindo ao cliente com fidelidade o que ele terá após a conclusão da obra."

Desta forma, cliente e arquiteto conseguem conversar “a mesma língua”. Ganha-se tempo e o projeto fica exatamente com a “cara” que o cliente deseja.

Experiência com Autocad 2d e 3d, Corel draw, photoshop, maquete eletrônica em sketchup, promob e 3ds Max e V-ray.

O escritório é especializado em :

Arquitetura residencial - Arquitetura de interiores - Arquitetura Corporativa -Arquitetura Comercial - Iluminação - Paisagismo - Acessibilidade- Urbanismo - Maquete Eletrônica - Planta Humanizada - Levantamentos - Retrofit - Automação Residencial e Comercial - Restauração e Intervenção.

Satisfazer as necessidades de seus clientes é um constante desafio para os arquitetos, exigindo qualificação especializada.

Acreditando que o cliente visa essencialmente soluções modernas e econômicas, o nosso escriório proporciona um atendimento personalizado, qualificado e constante,bem como acompanhando até o final da execução.

Atualmente, o brasileiro tem olhado a arquitetura com olhos e sentimentos diretamente ligados ao bem-estar, seja nas áreas residenciais, seja nas comerciais.

No nosso escritório nascem formas que buscam sempre traduzir as necessidades do cliente, com aquilo que existe de melhor em arquitetura, sempre dentro do orçamento estipulado pelo cliente.

Em nossos projetos, colocamos as idéias e debatemos a real necessidade das propostas. Não existem fórmulas prontas, a verdadeira arquitetura está em criar e orientar o cliente sobre tudo aquilo que se pode oferecer em arquitetura e resultando naquilo que se deseja para cada obra.

Dimensionar os espaços físicos, procurando a perfeita funcionalidade, sempre aliada à harmonia e à qualidade estética, são os principais objetivos no desenvolvimento dos projetos arquitetônicos e são fundamentais para o sucesso do emprendimento, seja na Construção Civil, seja na Arquitetura de Interiores.

Algum dia você pensou em contratar um arquiteto para a sua casa ou apartamento novo, mas se deparou com pensamentos como estes abaixo?

“Contratar um arquiteto é algo tão caro... é inviável para mim...


“Tenho que me mudar logo, não tenho tempo pra escolher um arquiteto e fazer um projeto demora...”

Felizmente, todos estes paradigmas estão com os dias contados.

O cliente tem total liberdade pra escolher com quem fazer os móveis ou onde comprá-los.

Estamos vivendo um momento particular na construção civil. Impulsionado por incentivos fiscais promovidos pelo governo atual, o mercado de imóveis novos encontra-se bastante aquecido.

Junte a isto, a estabilização da economia brasileira, que tem provocado uma série de mudanças na sociedade. TVs de LCD, laptops, home-theater, móveis de design, até mesmo eletrodomésticos em aço inox não são mais uma exclusividade da classe A, por exemplo. A melhora do poder aquisitivo nas classes B,C e D traz consigo uma vontade de morar melhor, em ter conforto  em viver ou receber em sua casa.

Outra realidade que inspirou diz respeito à competitividade do mundo globalizado e o ritmo acelerado das grandes cidades. Se pra você, tempo é dinheiro, o seu projeto tem que ser objetivo, inteligente, prático e rápido de executar. 

"Projetando Sonhos , Construindo a realidade..."

quarta-feira, junho 26, 2013

Construção de um dos edifícios mais altos de Londres avança


Assinado pelo escritório Rogers Stirk Harbour + Partners, projeto de 225 metros de altura abrigará escritórios, espaços comerciais e restaurantes, além de um átrio aberto ao público


A obra do Edifício Leadenhall, com 50 andares e 224,5 metros de altura, avança em Londres. O projeto, que será um dos cinco arranha-céus mais altos da cidade, é orçado em 1 bilhão de reais. A arquitetura é do escritório Rogers Stirk Harbour + Partners e a construção está sob responsabilidade da British Land e Oxford Properties.

O complexo de 610 mil m², apelidado de "Cheesegrater' (Ralador de Queijo, em inglês) por causa de sua forma, é executado com estrutura de aço. "Em vez de um core central tradicional que proporcione estabilidade estrutural, o edifício emprega um tubo perimetral totalmente contraventado que define as bordas das lajes e cria estabilidade sob cargas de vento. A circulação e o core de instalações estão localizados em uma torre geminada com orientação a norte", explicam Richard Rogers.

A fachada usará um sistema com vidro duplo para permitir que a luz solar penetre mais profundamente no interior de todo o edifício. Além disso, aberturas de ventilação no interior da fachada permitem que o ar externo entre no empreendimento.

O Edifício Leadenhall abrigará escritórios, espaços comerciais e restaurantes. Já a base do edifício contará com um átrio de 30 m, que será aberto ao público. Além disso, elevadores panorâmicos serão colocados no empreendimento.

As obras estão previstas para serem concluídas em 2014.





Fonte: Piniweb

quinta-feira, junho 20, 2013

Casas suspensas


Com arquitetura arrojada premiada internacionalmente, Edifício 360 graus precisou de ousadia também na hora de ser construído. Planejamento de logística de canteiro e flexibilidade para lidar com os imprevistos foram fundamentais

No Edifício 360 graus, as quatro fachadas assimétricas com volumetria de cheios e vazios dão a sensação de tridimensionalidade e justificam o nome dado ao edifício




RESUMO DA OBRA


Edifício 360 graus
Localização: São Paulo
Construção: Barbara Engenharia
Incorporação: Idea Zarvos, Stan, PDG Realty, Anfab, Lindencorp
Projeto de arquitetura: Isay Weinfeld
Área construída: 15.898,77 m²
Número de pavimentos: 22
Área do terreno: 2.797,63 m²
Número de unidades: 62
Duração da obra: 40 meses


Quando o arquiteto Isay Weinfeld iniciou a concepção do Edifício 360 graus, em São Paulo, havia algumas premissas com as quais ele deveria trabalhar. A primeira delas era que a torre, de uso residencial, tivesse mais de 20 andares, aproveitando o zoneamento que permitia a construção de edifícios altos. Também era necessário tomar partido da topografia. "Quando adquirimos o terreno em 2006, a primeira coisa que nos chamou a atenção foi a localização em um dos pontos mais altos da região, possibilitando uma vista privilegiada para uma área pouco adensada e bastante arborizada", conta Otávio Zarvos, presidente da incorporadora Idea Zarvos. Por fim, era desejável que o prédio não tivesse fachadas frontal e de fundo demarcado. "Pensamos que seria interessante ter um edifício que pudesse ser percebido da mesma maneira, seja na frente, nas laterais ou atrás", revela Zarvos.


Com tais demandas em mãos, Weinfeld foi além. Criou um edifício que, recém-concluído, tornou-se um marco arquitetônico na zona Oeste da cidade, propondo uma nova forma de viver em áreas urbanas. Os 62 apartamentos (com plantas entre 130 m², 170 m² e 250 m²) chamam a atenção pelas grandes salas-varandas que ocupam cerca de 25% da área privativa. "O objetivo foi dar maior qualidade de vida aos moradores, criando casas com quintal, só que nas alturas em vez de térreas", resume Weinfeld. Cada um desses quintais sobre os quais o arquiteto se refere mede entre 25 m, nas unidades menores, e 90 m, nas coberturas.




Ao contrário do que acontece em muitos edifícios, as varandas estão dentro da laje, protegidas das intempéries, mas com grande captação de luminosidade


Detalhe da fachada
O efeito de caixas soltas foi obtido com o uso de painéis pré-fabricados presos às lajes dos pavimentos por meio de soldas




Diferentemente do convencional, todas as quatro fachadas são principais, dando uma ideia de tridimensionalidade, com uma volumetria de cheios e vazios. Daí o nome que batizou o empreendimento: 360 graus. "Buscamos alto impacto estético, perfeita funcionalidade e fácil manutenção", afirma o arquiteto. Por esse trabalho, Weinfeld recebeu, em 2009, o prêmio Mipim Ar Future Projects na categoria residencial, oferecido pela revista britânica The Architectural Review. Superando 300 concorrentes de todo o mundo, o arquiteto venceu na categoria residencial e também na Overall Winner, o melhor entre todas as categorias, sendo o primeiro brasileiro a receber a premiação oferecida anualmente desde 2002.


Elemento surpresa
O terreno, localizado em uma região em transformação, entre os bairros Alto da Lapa e Alto de Pinheiros, possuía um desnível em queda de aproximadamente 22 m que dificultava bastante a execução das fundações e das contenções. Com base em sondagens e estudos geotécnicos, o projeto de fundações previu contenções perimetrais dos subsolos com o apoio de estacas metálicas com bitola W 310 x 52 (mm x kg/m). Foram executadas cortinas de contenção com placas pré-fabricadas de concreto e tirantes provisórios.


As fundações foram projetadas com tubulões de dimensões variadas. Carlos Barbara, diretor da Barbara Engenharia, explica que a maior dificuldade nessa etapa da obra foi a variação das características do solo, que durante a execução mostraram-se maiores do que as apresentadas nos estudos preliminares.


As escavações para os subsolos já haviam sido realizadas e a execução dos tubulões estava começando quando foram detectadas lentes de areia (material de comportamento instável), obrigando a uma mudança de projeto. O projetista de fundações então alterou a fundação de alguns blocos, deixando alguns executados com perfis metálicos cravados e outros com sapatas. A mudança também exigiu a mobilização de um guindaste para cravar os perfis metálicos que substituíram os tubulões originalmente projetados. Tanto as fundações, quanto as contenções tiveram que ser executadas por etapas e cotas de apoio.


Sobre essa fundação, foi erguida a estrutura de concreto sobre pilotis de 11,68 m de altura, formando um amplo vão livre com espelho d' água no térreo. A estrutura é composta basicamente por dez pilares periféricos e um core central que sustentam uma sucessão de lajes retangulares de concreto. Nessas lajes estão apoiadas as "caixas" que formam os apartamentos e que têm parte de sua projeção em balanço, onde a estrutura foi protendida.






A estrutura dos pavimentos foi constituída de lajes planas em todo o perímetro de fachada e estrutura reticulada (vigas e lajes) nas partes internas. No pavimento-tipo, o pé-direito é de 3,79 m.




Mecanização planejada
Além de singular do ponto de vista arquitetônico, o 360 graus possui detalhamentos e conceitos aplicados predominantemente em empreendimentos horizontais. Barbara explica que o fato de tais detalhamentos terem sido transplantados para uma obra vertical trouxe desafios adicionais para a logística de canteiro.

Um exemplo: os escalonamentos das lajes que avançam e recuam de forma irregular ao longo da fachada impossibilitaram que fosse utilizado qualquer tipo de transporte vertical instalado no perímetro da torre. Isso demandou o emprego de grua ascensional posicionada em um dos três poços de elevadores, com capacidade de carga de 2.500 kg e lança com alcance de 30 m. Para o transporte de pessoas e de cargas, foi utilizado um guincho de coluna com capacidade de 750 kg, instalado nas guias definitivas dos elevadores. "Essa estratégia foi fundamental para viabilizar a ascensão de suprimentos para os pavimentos e, principalmente, dos elementos arquitetônicos em concreto pré-fabricado", revela o diretor da Barbara. Ele ressalta que a indisponibilidade de equipamentos de transporte vertical mais velozes para esse tipo de situação tornou crítico o pleno abastecimento da obra. Os poços de elevadores definitivos estavam ocupados quer pela grua, quer pelo elevador de carga, e não havia outra artéria vertical de transportes.

"A logística e o transporte horizontal e vertical foram, desde a fase de contenções e fundações até a fase de fachada e acabamentos internos e externos, um desafio para as equipes de planejamento e produção. Isso foi parcialmente equalizado com uma gestão de uso dos equipamentos de acordo com uma programação prévia estabelecida em comum acordo com as partes", revela Barbara. Também foi decisiva a criação de equipes específicas para transporte vertical, em dois turnos (inclusive noturno), para permitir que cada dia pudesse ser iniciado com o suprimento de materiais nos andares para os operários.

Para acompanhamento e desenvolvimento dos processos do 360 graus, a construtora trabalhou em parceria com uma consultoria em planejamento e gestão de projetos. Na prática, o trabalho consistia na identificação diária das dificuldades e na análise das estratégias de atuação para alimentar reuniões semanais. Nesses momentos, eram definidas as ações a serem tomadas em conjunto com as partes relacionadas (equipe de produção, planejamento, empreiteiros e fornecedores).
Foram criados canais impermeabilizados sobre a laje para o tráfego da tubulação reticulada de água e esgoto


Adaptações necessárias
No decorrer da obra, uma das etapas de maior complexidade foi a execução das fachadas assimétricas. Inicialmente, o projeto previa uma solução mais artesanal capaz de atender à concepção arquitetônica, mas que apresentava grande dificuldade de acessibilidade para execução.

Tal inconveniência foi detectada durante a análise do projeto para orçamentação, momento em que se optou pelo uso de painéis arquitetônicos pré-fabricados de concreto para a execução das "caixas soltas" que iriam compor cada apartamento.

As peças foram "penduradas" nas lajes dos pavimentos superiores por meio de soldas e apoiadas na laje de piso com uso de pontaletes metálicos dimensionados para suportar e, ao mesmo tempo, distribuir o peso dos painéis ao longo do perímetro das bordas das lajes planas. Dessa forma, foi possível obter o efeito desejado por Isay Weinfeld de ter pavimentos e apartamentos isolados.

A solução exigiu, contudo, que toda a rede de tubulação de esgotos, que usualmente corre entre o piso do pavimento e o forro do pavimento inferior, tivesse que correr sobre a laje do próprio pavimento, em enchimento. Os pés-direitos de laje a laje também tiveram que ser adaptados. "Embora nada inovador, a utilização de um sistema reticulado de hidráulica em enchimento com apartamentos que não se repetem um sobre o outro obrigou-nos a aprimorar o conceito dos projetos e criar canais impermeabilizados para tráfego dessas tubulações", explica Barbara. Também foi prevista a construção de prumada de drenagem, para assegurar que eventuais vazamentos dessas tubulações embutidas em piso não causassem algum dano no vizinho dos andares inferiores.

Em função do caráter inovador da obra, outra alteração necessária durante a execução aconteceu no projeto das esquadrias de alumínio, em grande parte constituídas de janelas sobre peitoris na borda de lajes planas em balanço. "Introduzimos ao projeto um sistema telescópico às esquadrias, que aumentou a sua capacidade de absorver eventuais movimentações", comenta Barbara. Tal sistema é constituído de um perfil de alumínio em forma de "U" fixado sobre os caixilhos, permitindo que a esquadria possa absorver deformações de até 20 mm durante o deslizar dos vidros para cima ou para baixo.

terça-feira, junho 18, 2013

Concreto californiano



Não há dúvida quanto ao estilo desta cozinha, fruto de um projeto do escritório Jonathan Segal FAIA em uma casa em La Jolla, na Califórnia. A decoração tem traços marcadamente modernos, desde os vários elementos brancos, que atribuem ao ambiente aparência clean, até o piso que reflete os móveis. Nas paredes, interferências da arte pop confirmam a suspeita de que aqui existe uma alma contemporânea. Apesar de a estética do concreto remeter à frieza de um bunker, o branco imprime uma suavidade hospitaleira, efeito sublinhado pela luz azul e pelo quadro vermelho, escolhas que desarmam a sobriedade e tornam o espaço mais convidativo.

Fonte: Casa Vogue

domingo, junho 16, 2013

Morar na torre para preservar a natureza



Forma da casa leva em conta vegetação ao redor




Uma casa de férias em um local com vista privilegiada é desejo de muitos. Mas, para que isso seja possível, é necessário limpar o terreno, tirando boa parte das árvores - especialmente as mais altas. Tudo em busca de se apreciar o horizonte. Certo?

Não para os profissionais do escritório de arquitetura Gluck+. Destruir a vegetação em prol do lazer não era uma alternativa. Com o intuito de construir uma casa sem devastar a natureza original de seu terreno - e manter a vista desejada pelos clientes -, os arquitetos projetaram sua Tower House, uma casa no interior do estado de Nova York que leva os moradores ao topo das árvores que a circundam.

Os três primeiros andares foram “empilhados”, formando uma torre que leva à ampla sala de estar, localizada no quarto andar da residência. As suítes de 40 m², instaladas nos primeiros pisos, foram posicionadas no lado norte da casa, para receberem luz solar durante o verão. No andar superior, a sala é o principal espaço de convivência, dividida, por móveis, em quatro áreas. Dali acessa-se o terraço, de onde os moradores conseguem ver a floresta circundante, montanhas e lagos pertencentes ao parque Catskill.

Para que a interação entre casa e ambiente fosse completa, usou-se vidro na maioria das paredes, revelando para quem está fora a escada amarela em zigue-zague que interliga os quartos, a sala e o terraço. O Gluck+ também usou painéis verdes que refletem a floresta e camuflam a residência. Por se tratar de uma residência de férias, que é utilizada eventualmente, foi criado um sistema de economia de energia para quando ela não estivesse ocupada.
















Fonte: Casa Vogue

quarta-feira, junho 12, 2013

Reconstruir depois de perder tudo




A nova casa e a vida nova pós incêndio



Tudo começou em 2008. Foi então que a família Fielden mudou de vida. Em termos materiais, pode-se dizer que houve uma "involução cumulativa": hoje eles têm menos posses. No entanto, a qualidade de vida foi elevada. Melhor dizendo, a apreciação pela vida.

Em 2008, quando os Estados Unidos mergulharam em uma de suas mais intensas crises econômicas, Jay Fielden perdeu seu emprego como editor-chefe da Men’s Vogue. Dois anos depois, ainda desempregado, sua casa nova, em Connecticut, foi incendiada irreparavelmente.

Enquanto o fogo ardia, Fielden passou por um momento reestruturador. Viu-se tendo que ponderar uma questão tão simples quanto essencial: “o que tentar salvar?”. Eis a resposta, na prática: metade dos livros, uma obra de Irving Penn, desenhos de seus filhos e poucos móveis, fruto de herança familiar. Yvonne Orteig Fielden, sua esposa, fez questão de salvar – entre outras coisas –as bonecas de Madam Alexander, que hoje vivem no quarto de Eliza, sua filha. Depois de limpas, restam apenas os olhos escurecidos.

Por escrito, a lista pode parecer grande, mas não era. Os Fielden se viram dependentes da caridade alheia. De repente lhes faltava tudo, de xampu a roupa íntima. Por sorte, os amigos não falharam: a família recebeu sacos repletos de roupas, além de produtos básicos de higiene e sobrevivência. Além disso, viveram por um mês na casa de conhecidos. Depois se mudaram para um pequeno apartamento alugado e, algum tempo após, passaram a viver numa casa de fazenda, também alugada.



Era chegado o momento de encarar o terreno onde jazia a antiga casa. Hora da reconstrução. Mas voltar depois de uma catástrofe nunca é fácil – o instinto natural é seguir em frente. Para a tarefa de novamente ter ali um lar, contaram com a competência dos arquitetos Robert Dean e Jesse Carrier, os mesmos que haviam reformado, em 2007, a casa de vidro que antes existiu ali. Embora clientes e arquitetos já se conhecessem, foi como começar de novo: os pedidos desta vez eram bem diferentes.

Não se tratava de uma reforma respeitosa – que visasse preservar a obra de James Evans, protegido de Louis Kahn. “Queríamos um local que refletisse quem somos, mas que não nos subjugasse”, explicou Yvonne. “Também não queríamos alimentar dívidas”, completou Jay.

A ideia era um projeto simples, mas com a cara da família. Se antes a prestigiosa casa refletia a pujança de suas vidas, agora seu lar deveria expor seu desapego. Assim surgiu uma morada simples, aberta e iluminada. Afinal, a vida não é o que se coleciona entre quatro paredes.




















Fonte: Casa Vogue

terça-feira, junho 04, 2013

Poste de iluminação pública 100% alimentado por energia eólica e solar



Cem por cento limpeza 
Por GEVAN OLIVEIRA

Empresário cearense desenvolve o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energia eólica e solar



Não tem mais volta.
As tecnologias limpas – aquelas que não queimam combustível fóssil – serão o futuro do planeta quando o assunto for geração de energia elétrica. E, nessa onda, a produção eólica e solar sai na frente, representando importantes fatias na matriz energética de vários países europeus, como Espanha, Alemanha e Portugal, além dos Estados Unidos. Também está na dianteira quem conseguiu vislumbrar essa realidade, quando havia apenas teorias, e preparou-se para produzir energia sem agredir o meio ambiente. No Ceará, um dos locais no mundo com maior potencial energético (limpo), um ‘cabeça chata’ pretende mostrar que o estado, além de abençoado pela natureza, é capaz de desenvolver tecnologia de ponta.


O professor Pardal cearense é o engenheiro mecânico Fernandes Ximenes, proprietário da Gram-Eollic, empresa que lançou no mercado o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energias eólica e solar. Com modelos de 12 e 18 metros de altura (feitos em aço), o que mais chama a atenção no invento, tecnicamente denominado de Produtor Independente de Energia (PIE), é a presença de um avião no topo do poste.
Feito em fibra de carbono e alumínio especial – mesmo material usado em aeronaves comerciais –, a peça tem três metros de comprimento e, na realidade, é a peça-chave do poste híbrido. Ximenes diz que o formato de avião não foi escolhido por acaso. A escolha se deve à sua aerodinâmica, que facilita a captura de raios solares e de vento. "Além disso, em forma de avião, o poste fica mais seguro. São duas fontes de energia alimentando-se ao mesmo tempo, podendo ser instalado em qualquer região e localidade do Brasil e do mundo", esclarece.
Tecnicamente, as asas do avião abrigam células solares que captam raios ultravioletas e infravermelhos por meio do silício (elemento químico que é o principal componente do vidro, cimento, cerâmica, da maioria dos componentes semicondutores e dos silicones), transformando-os em energia elétrica (até 400 watts), que é armazenada em uma bateria afixada alguns metros abaixo. Cumprindo a mesma tarefa de gerar energia, estão as hélices do avião. Assim como as naceles (pás) dos grandes cata-ventos espalhados pelo litoral cearense, a energia (até 1.000 watts) é gerada a partir do giro dessas pás.
Cada poste é capaz de abastecer outros três ao mesmo o tempo. Ou seja, um poste com um "avião" – na verdade um gerador – é capaz de produzir energia para outros dois sem gerador e com seis lâmpadas LEDs (mais eficientes e mais ecológicas, uma vez que não utilizam mercúrio, como as fluorescentes compactas) de 50.000 horas de vida útil dia e noite (cerca de 50 vezes mais que as lâmpadas em operação atualmente; quanto à luminosidade, as LEDs são oito vezes mais potentes que as convencionais). A captação (da luz e do vento) pelo avião é feita em um eixo com giro de 360 graus, de acordo com a direção do vento.
À prova de apagão

Por meio dessas duas fontes, funcionando paralelamente, o poste tem autonomia de até sete dias, ou seja, é à prova de apagão. Ximenes brinca dizendo que sua tecnologia é mais resistente que o homem: "As baterias do poste híbrido têm autonomia para 70 horas, ou seja, se faltarem vento e sol 70 horas, ou sete noites seguidas, as lâmpadas continuarão ligadas, enquanto a humanidade seria extinta porque não se consegue viver sete dias sem a luz solar".


O inventor explica que a idéia nasceu em 2001, durante o apagão. Naquela época, suas pesquisas mostraram que era possível oferecer alternativas ao caos energético. Ele conta que a caminhada foi difícil, em função da falta de incentivo – o trabalho foi desenvolvido com recursos próprios. Além disso, teve que superar o pessimismo de quem não acreditava que fosse possível desenvolver o invento. "Algumas pessoas acham que só copiamos e adaptamos descobertas de outros. Nossa tecnologia, no entanto, prova que esse pensamento está errado. Somos, sim, capazes de planejar, executar e levar ao mercado um produto feito 100% no Ceará. Precisamos, na verdade, é de pessoas que acreditem em nosso potencial", diz.
Mas esse não parece ser um problema para o inventor. Ele até arranjou um padrinho forte, que apostou na idéia: o governo do estado. O projeto, gestado durante sete anos, pode ser visto no Palácio Iracema, onde passa por testes. De acordo com Ximenes, nos próximos meses deve haver um entendimento entre as partes. Sua intenção é colocar a descoberta em praças, avenidas e rodovias.


O empresário garante que só há benefícios econômicos para o (possível) investidor. Mesmo não divulgando o valor necessário à instalação do equipamento, Ximenes afirma que a economia é de cerca de R$ 21.000 por quilômetro/mês, considerando-se a fatura cheia da energia elétrica. Além disso, o custo de instalação de cada poste é cerca de 10% menor que o convencional, isso porque economiza transmissão, subestação e cabeamento. A alternativa teria, também, um forte impacto no consumo da iluminação pública, que atualmente representa 7% da energia no estado. "Com os novos postes, esse consumo passaria para próximo de 3%", garante, ressaltando que, além das vantagens econômicas, existe ainda o apelo ambiental. "Uma vez que não haverá contaminação do solo, nem refugo de materiais radioativos, não há impacto ambiental", finaliza Fernandes Ximenes.

Vento e sol 
Com a inauguração, em agosto do ano passado, do parque eólico Praias de Parajuru, em Beberibe, o Ceará passou a ser o estado brasileiro com maior capacidade instalada em geração de energia elétrica por meio dos ventos, com mais de 150 megawatts (MW). Instalada em uma área de 325 hectares, localizada a pouco mais de cem quilômetros de Fortaleza, a nova usina passou a funcionar com 19 aerogeradores, capazes de gerar 28,8 MW. O empreendimento é resultado de uma parceria entre a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a empresa Impsa, fabricante de aerogeradores. Além dessa, a parceria prevê a construção de dois outros parques eólicos – Praia do Morgado, com uma capacidade também de 28,8 MW, e Volta do Rio, com 28 aerogeradores produzindo, em conjunto, 42 MW de eletricidade. Os dois parques serão instalados no município de Acaraú, a 240 quilômetros de Fortaleza.Se no litoral cearense não falta vento, no interior o que tem muito são raios solares. O calor, que racha a terra e enche de apreensão o agricultor em tempos de estiagem, traz como consolo a possibilidade de criação de emprego e renda a partir da geração de energia elétrica. Na região dos Inhamuns, por exemplo, onde há a maior radiação solar de todo o país, o potencial é que sejam produzidos, durante o dia, até 16 megajoules (MJ – unidade de medida da energia obtida pelo calor) por metro quadrado.
Essa característica levou investidores a escolher a região, especificamente o município de Tauá, para abrigar a primeira usina solar brasileira. O projeto está pronto e a previsão é que as obras comecem no final deste mês (abr10). O empreendimento contará com aporte do Fundo de Investimento em Energia Solar (FIES), iniciativa que dá benefícios fiscais para viabilizar a produção e comercialização desse tipo de energia, cujo custo ainda é elevado em relação a outras fontes, como hidrelétricas, térmicas e eólicas.
A usina de Tauá será construída pela MPX – empresa do grupo EBX, de Eike Batista – e inicialmente foi anunciada com uma capacidade de produção de 50 MW, o que demandaria investimentos superiores a US$ 400 milhões. Dessa forma, seria a segunda maior do mundo, perdendo apenas para um projeto em Portugal. No entanto, os novos planos da empresa apontam para uma produção inicial de apenas 1 MW, para em seguida ser ampliada, até alcançar os 5 MW já autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os equipamentos foram fornecidos pela empresa chinesa Yingli.
Segundo o presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Antônio Balhmann, essa ampliação dependerá da capacidade de financiamento do FIES. Aprovado em 2009 e pioneiro no Brasil, o fundo pagaria ao investidor a diferença entre a tarifa de referência normal e a da solar, ainda mais cara. "A energia solar hoje é inviável financeiramente, e só se torna possível agora por meio desse instrumento", esclarece. Ao todo, estima-se que o Ceará tem potencial de geração fotovoltaica de até 60.000 MW.
Também aproveitando o potencial do estado para a energia solar, uma empresa espanhola realiza estudos para definir a instalação de duas térmicas movidas a esse tipo de energia. Caso se confirme o interesse espanhol, as terras cearenses abrigariam as primeiras termossolares do Brasil. A dimensão e a capacidade de geração do investimento ainda não estão definidas, mas se acredita que as unidades poderão começar com capacidade entre 2 MW a 5 MW.

Bola da vez

De fato, em todas as partes do mundo, há esforços cada vez maiores e mais rápidos para transformar as energias limpas na bola da vez. E, nesse sentido, números positivos não faltam para alimentar tal expectativa. Organismos internacionais apontam que o mundo precisará de 37 milhões de profissionais para atuar no setor de energia renovável até 2030, e boa parte deles deverá estar presente no Brasil. Isso se o país souber aproveitar seu gigantesco potencial, especialmente para gerar energias eólica e solar. Segundo o Estudo Prospectivo para Energia Fotovoltaica, desenvolvido pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o dever de casa no país passa, em termos de energia solar, por exemplo, pela modernização de laboratórios, integração de centros de referência e investimento em desenvolvimento de tecnologia para obter energia fotovoltaica a baixo custo. Também precisará estabelecer um programa de distribuição de energia com sistemas que conectem casas, empresas, indústria e prédios públicos.
"Um dos objetivos do estudo, em fase de conclusão, é identificar as oportunidades e desafios para a participação brasileira no mercado doméstico e internacional de energia solar fotovoltaica", diz o assessor técnico do CGEE, Elyas Ferreira de Medeiros. Por intermédio desse trabalho, será possível construir e recomendar ações estratégicas aos órgãos de governo, universidades e empresas, sempre articuladas com a sociedade, para inserir o país nesse segmento. Ele explica que as vantagens da energia solar são muitas e os números astronômicos. Elyas cita um exemplo: em um ano, a Terra recebe pelos raios solares o equivalente a 10.000 vezes o consumo mundial de energia no mesmo período.
O CGEE destaca, em seu trabalho, a necessidade de que sejam instituídas políticas de desenvolvimento tecnológico, com investimentos em pesquisa sobre o silício e sistemas fotovoltaicos. Há a necessidade de fomentar o desenvolvimento de uma indústria nacional de equipamentos de sistemas produtivos com alta integração, além de incentivar a implantação de um programa de desenvolvimento industrial e a necessidade de formação de profissionais para instalar, operar e manter os sistemas fotovoltaicos.

Fonte: Revista Fiec


domingo, junho 02, 2013

Austrália terá edifício de 388 m de altura


Considerado o mais alto do hemisfério sul, arranha-céu de 108 pavimentos vai abrigar hotel, restaurantes e bares

O governo do Estado de Victoria, na Austrália, aprovou a construção do maior arranha-céu do hemisfério Sul na cidade de Melbourne, de acordo com informações da imprensa local ABC News. O edifício com 388 m de altura e 108 andares deverá ser o 18º maior mundo.






Batizado de Australia 108, o projeto leva a assinatura do escritório de arquitetura australiano Fender Katsalidis Architects.

A construção vai abrigar um hotel com 600 quartos, restaurantes e bares distribuídos em seus 108 pavimentos. Para os dois andares que se sucedem a partir do 84º pavimento do prédio, foi planejada a construção de um lobby envidraçado para instalação de dois restaurantes e dois bares.







Fonte: Piniweb

sábado, junho 01, 2013

O desenho Árabe



A decoração deste apartamento de 850 m² em São Paulo é de autoria de Bruno Faggiano. Seus clientes pediram que fossem levados em conta os padrões culturais libaneses no desenvolvimento do projeto, dada a origem da família. Assim, o arquiteto desenvolveu um rebuscado desenho de marchetaria para o piso que leva três tipos de madeira: carvalho, nogueira e teca. A materialização do projeto ficou por conta de uma empresa na Itália. De modo geral, a paleta de cores do décor é simples, variando entre nuances de marrom. Há, no entanto, um acabamento que chama a atenção: o folheado de prata. Trata-se de uma tradição centenária. Por fim, cabe ressaltar que as portas originais foram trocadas por versões maiores, que dialogam melhor com o alto pé-direito da casa.


Fonte: Casa Vogue

segunda-feira, maio 27, 2013

Branco no preto


Belíssimo projeto!!

O desafio de usar a cor preta como base resultou em um projeto diferenciado de loft, em que o permanente contraste com o branco e as formas geométricas do mobiliário fazem uma releitura da mais pura tradição Op-Art




Para projetar esse loft de 100m², o designer de interiores Francisco Cálio buscou inspiração no movimento Op- Art, sem abrir mão do minimalismo contemporâneo que faz parte de seus projetos.


Em reuniões com o proprietário para levantamento de necessidades e definição do projeto, lançou-se um desafio quanto ao uso da cor preta, cuja escolha ficou por conta do profissional e foi seu ponto de partida. Ela está presente em todas as paredes, contrastando com o piso, de resina branca, e ambas as cores se alternam no mobiliário de formas puras, geométricas, composto também por peças de época e outras de estilo. Complementando os ambientes, um trabalho cuidadoso de marcenaria, com peças projetadas por Cálio.


"As paredes originais do apartamento foram derrubadas para propiciar a abertura de ambos os lados do living", revela Cálio. "No centro foi colocado o home theater, e os demais ambientes gravitam ao seu redor. No mezanino, uma suíte master para o repouso do proprietário, um jovem empresário com vida social muito ativa e que adora receber os amigo". O acesso ao mezanino se dá por uma belíssima escada de freijó linheiro natural, que, projetada pelo designer, parece flutuar no ambiente.


"A circulação generosa e o projeto de iluminação adequado ao uso de preto em todas as paredes permitiu um resultado final charmoso, elegante e cheio de luz" 
Francisco Calio, arquiteto 



DETALHE DA ABERTURA do jantar para o living, o primeiro com com mesa Saarinen preta e cadeiras Bertoia, de estrutura cromada (São Bernardo Móveis). Destaque para a luminária pendente da (Dominici), dos anos 60. Os degraus da escada fazem uma espécie de cobertura para a sala de jantar, dando a impressão de flutuar sobre ela. O piso branco, Resinfloor (Duratex), reflete e multiplica os pontos de luz. 




A ILUMINAÇÃO é regulável e cria efeitos diversos no ambiente, cujo destaque é a poltrona anos 50, na tonalidade berinjela, pequeno ponto de ruptura do preto e branco dominante em todo o loft. Sobre o estofado em chenille preto, almofadas de seda em branco e rosa-antigo, e a mesa de centro exibe laca branca e aço inox. 

SIMETRIA NA COMPOSIÇÃO de poltrona Charles Eames em acrílico transparente e cubo em mármore preto, sobre o branco do piso Resinfloor (Duratex). O tapete (Punto e Filo) na cor fendi contrasta com a leveza do voile na cortina (Viviane Catelan). Ao fundo, tela de Kris Palo. 

A praticidade na limpeza e manutenção foi determinante na escolha dos acabamentos empregados - como o piso em resina branca Resinfloor (Duratex), a pintura preta acrílica (Suvinil), tapetes em nylon e aço inox na estrutura do mobiliário -, uma vez que a moradia é totalmente voltada para o intenso convívio social.


"Também podemos observar nesse projeto uma circulação generosa, obtida pela disposição estratégica do mobiliário, e um projeto de iluminação adequado que, mesmo aplicado em ambientes com preto em todas as paredes, permitiu um resultado final charmoso, elegante e cheio de luz", finaliza o designer.



NO MEZANINO, o guarda-corpo da escada vira uma mesa de escritório. O freijó linheiro natural aquece o contraste de branco e preto do hall, visto de cima. 


Confira quem fez

Projeto de arquitetura: Francisco Cálio
Móveis: São Bernardo Móveis, Dargham Home
Iluminação: Classic
Estofamento e tapetes: Punto e Filo
Piso: Resinfloor (Duratex)
Cortina: Viviane Catelan 

domingo, maio 26, 2013

Amplitude e leveza marcam o estar


Neste lar em South Yarra, na Austrália, o que se destaca é a arquitetura. Foi a reforma executada por Nixon Tulloch Fortey que garantiu à construção seu estilo contemporâneo. Devido ao engenhoso desenho da caixilharia a grande lareira com acabamento de concreto ganha ainda mais força no ambiente. A impressão que impregna o observador é de que a peça atua como um pilar, sustentando as paredes brancas adjacentes e o teto. Isso cria uma sensação de leveza. Por se tratar de um espaço bastante bem iluminado, instalou-se um carpete preto sobre o piso. O tapete confere aconchego a esse amplo cômodo. Há um diálogo entre este elemento e o negro das esquadrias.

Fonte: Casa Vogue

sábado, maio 25, 2013

Um lar de praticidade


Materiais fáceis de manter e com o custo acessível estão em todas as partes desta casa, que ficou pronta em apenas três meses

O apartamento estava pequeno demais para os sonhos da jovem família. O objetivo era mudar de ares e viver em um local com muito verde e conforto. Não deu outra: o casal arrematou um terreno em Campinas, interior de SP, contratou a arquiteta Bárbara di Mônaco, do escritório Documenta Arquitetura, e assim viu seus desejos começarem a ganhar forma. Aos poucos, a morada saía do papel do jeito que os moradores imaginavam. “Eles desejavam um projeto espaçoso e ao mesmo tempo intimista”, comenta a profissional.

Segundo ela, atualmente os proprietários desfrutam a morada de maneira informal. “Os espaços são usados intensamente”, explica. Outra solicitação em especial foi a baixa – ou quase nenhuma – manutenção.

“Escolhemos alumínio para as esquadrias e o mesmo piso frio para a maior parte dos cômodos, exceto para as suítes”, ressalta Bárbara. O resultado é um lar bom, bonito e barato – custou em torno de R$ 1.400 o m². “Nos preocupamos em garantir um orçamento enxuto em todas as etapas, como no revestimento dos banheiros. Escolhemos o mesmo material para o piso e para as paredes”, revela a arquiteta.

Tijolos aparentes foram usados na fachada da casa. O material deve receber um impermeabilizante para garantir a durabilidade

A arquiteta optou por pedras portuguesas na entrada da casa, pois apresentam um custo acessível – em torno de R$ 35 o metro – e são fáceis de manter

quinta-feira, maio 23, 2013

Reforma de Loja - 3DArquiDesign