terça-feira, setembro 17, 2013

Cores vivíssimas em todos os cômodos


Apartamento com pitadas retrô é a cara dos donos




A visão torna-se o sentido supremo neste apartamento paulistano, que se destaca pelo uso da cor de forma extraordinária. Violetas tingem o hall de entrada e as divisórias entre living e home theater. O cinza cobre a sala de jantar. Verdes dominam a cozinha. O berinjela marca um dos banheiros, com o azul-marinho. Roxo, turquesa e vermelho vibram nas portas laqueadas, cada qual com um desenho em relevo diferente.

Assinada pelo estúdio Superlimão, comandado por Sergio Cabral, Thiago Rodrigues, Lula Gouveia e Antonio Carlos Figueira de Mello, a reforma do imóvel de 225 m² durou cinco meses. Em paralelo, o jovem casal de proprietários pesquisou tonalidades de tintas, tecidos, revestimentos. “Queríamos personalizar uma paleta equilibrada”, explica a dona da casa. A miríade de cores resultou de intuição, preferências particulares, sugestões do escritório e de uma amiga especialista em tendências cromáticas, além de influências fashion.



Matizes à parte, os moradores anotaram propostas para revolucionar o layout do imóvel de três quartos em uma caderneta com capa amarela. O principal apontamento? “Todo lugar será de convívio.” Hoje com duas suítes, o apartamento tem ambientes amplos e abertos o bastante para favorecer a interação do casal e de eventuais convidados.

À esquerda do hall de entrada, a cozinha superequipada é o xodó da casa, e a lavanderia, quase amarelo flúor, com plantas, transforma-se em sua extensão. Até mesmo dali avista-se o conjunto integrado de salas de estar e jantar, escritório e home theater, que pode se reverter em quarto.

O setor social emprega poucas peças do endereço anterior e outras tantas arrematadas recentemente. É esse o caso do sofá reto e cinza do living, assinado por Marcus Ferreira, e da mesa de jantar, criação do mesmo designer. 

O móvel explora a beleza dos tons de madeira e das cadeiras atuais, mas com desenho dos anos 1950. Tecidos da estilista Adriana Barra, craque em combinar estampado e colorido, revestem os assentos. “Seu trabalho foi inspirador”, comenta a proprietária. O espaço conta ainda com prateleiras para livros e objetos e um aparador azul-claro executado sob medida.




As novas aquisições para o living vêm sendo feitas sem pressa, assim como as dos quartos, voltados a um terraço interno envidraçado. Ali, o piso de ladrilhos hidráulicos em preto e branco interage com as paredes pintadas pelo artista João Paulo Cobra, o Nove. “A obra sintetiza nossas cores”, considera o morador. Seu closet, no segundo dormitório, tem porta amarela com escotilha evocando o filme de animação Yellow Submarine (1968), estrelado pelos Beatles, de que o casal é fã.

Brincadeiras como essa lidam com a memória dos dois tanto quanto o imóvel manteve suas próprias lembranças depois da reforma. É que se manteve, por exemplo, a variação dos pisos de madeira, entre os quais um raro, de jacarandá. “Optamos pelo não desperdício”, explica Sergio.

“A participação efetiva dos proprietários, em simbiose com o escritório, foi uma experiência única”, opina o profissional. Diferente do que pode ocorrer com outros clientes, segundo o designer, ambos cuidaram de cada detalhe porque tiveram a consciência de que os moradores seriam eles mesmos, e mais ninguém. Tanto melhor.















* Matéria publicada em Casa Vogue #337

segunda-feira, setembro 16, 2013

Olimpíada de Tóquio terá estádio de Zaha


Palco principal dos Jogos de 2020 é da arquiteta


Faltam sete anos para a cidade de Tóquio se consagrar mais uma vez como sede dos Jogos Olímpicos como foi anunciado na semana passada, mas o projeto do palco principal do evento já está pronto. O novo Estádio Nacional do Japão, que abrigará as competições de atletismo, além das cerimônias de abertura e encerramento, terá capacidade para 80 mil pessoas, cobertura retrátil, arquibancadas adaptáveis para diferentes tipos de eventos (com direito a cadeiras que chegam mais perto do campo em caso de partidas de futebol e shows de música), além de ser ecologicamente sustentável.



Diferentemente do conservador e clássico Maracanã, que fará o mesmo papel na Olimpíada do Rio-2016, o novo estádio japonês é totalmente futurista – suas linhas fazem lembrar um enorme capacete de bicicleta. O desenho tem o traço inconfundível de Zaha Hadid, arquiteta iraquiana radicada na Grã-Bretanha que foi a primeira mulher a receber o Prêmio Pritzker, o Oscar da arquitetura. É dela também o projeto do centro aquático de Londres-2012, cujo teto tinha a aparência de uma enorme onda. Zaha venceu 45 escritórios no concurso feito ano passado pela prefeitura de Tóquio.

O curioso é que o evento que impulsionou a realização do concurso de arquitetura não foi a Olimpíada (Tóquio ainda era só uma candidata), mas sim a Copa do Mundo de Rugby, marcada para acontecer no país em 2019. O novo Estádio Nacional será construído justamente no lugar do antigo, que recebeu os Jogos Olímpicos de 1964, os primeiros ocorridos na capital japonesa.


A fluidez e a inovação do desenho mereceram rasgados elogios de ninguém menos que Tadao Ando, chefe do júri que escolheu o projeto. Para ele, “a entrada dinâmica e futurista do estádio incorpora a mensagem que o Japão gostaria de passar para o resto do mundo”. O arquiteto japonês, também detentor de um Pritzker, acredita que o projeto se encaixa perfeitamente na paisagem de Tóquio. “Acho que esse estádio vai se tornar um altar do esporte mundial pelos próximos 100 anos”, completa.

Orçada em 1,62 bilhão de dólares, a construção está marcada para começar no fim de 2015, assim que a demolição do antigo estádio for concluída.












quarta-feira, setembro 11, 2013

Minimalismo é tendência em decorações modernas de interiores







O minimalismo é um estilo que tem origem na década de 50, porém se mantem atual até os dias de hoje, se tornando uma tendência nas decorações modernas de interiores. A composição minimalista é marcada pela simplificação das formas, os móveis são, essencialmente, práticos, compactos e apresentam múltiplas funções. Os ambientes compostos por cores claras e elementos visuais na medida, trazem um clima de conforto e bem estar aos moradores.

A decoração dos ambientes depende muito do estilo dos moradores. É importante apostar em tendências que combinem com a personalidade de quem frequenta a casa. A grande vantagem da proposta minimalista é que ela pode ser facilmente combinada com outros estilos e permite uma mudança de decoração sem muito esforço e trabalho. Para que você entenda como o minimalismo funciona na prática, nós separamos algumas dicas.

A grande marca do minimalismo é o uso de poucos elementos. Porém isso, não quer dizer um ambiente vazio e pouco explorado. É possível ter cuidado com isso e encontrar o equilíbrio e harmonia. A aposta principal é por móveis simples e elegantes. Os objetos que iram compor o ambiente podem receber cores alegres e vibrantes, como o laranja, vermelho e vinho, mas devem conversar com o restante do ambiente. A proposta clean é por ambientes tranquilos e sem poluição visual.

Os tons pastel e o branco são tendência na decoração minimalista. O objetivo é montar um ambiente em que nenhum objeto chame mais atenção que o outro. Todos fazem parte de um conjunto de que deve ser destacar por inteiro. E para não errar, não dá abrir mão de detalhes que transmitam a personalidade de quem vive na casa. 





Arte na cerâmica



Pamesa investe em máquina especial, faz parceria com o artista Romero Britto e exporta

A impressão dos desenhos só foi possível graças à tecnologia digital, usada atualmente em 100% dos produtos da companhia





Os desenhos do artista plástico pernambucano Romero Britto chegaram à cerâmica numa parceria que garante a exclusividade mundial na fabricação dessas peças à Pamesa do Brasil. A empresa fica instalada em Suape. São 15 peças para piso e parede que fazem parte de várias linhas, como a teen (adolescentes), kids (infantil), kitchen (cozinha), pop e algumas para serem usadas em piscinas. 





Para complementar esses motivos, a companhia desenvolveu uma linha formada por cores vivas (vermelho, azul, mostarda, verde lima e branco), além de pisos listrados e com bolinhas. “Adquirimos um novo equipamento que possibilita fazer peças que antes nunca tínhamos pensado”, explica o diretor da empresa, Marcus Ramos. O maquinário custou US$ 10 milhões (cerca de R$ 22 milhões)

O equipamento permite aplicar qualquer desenho, foto ou detalhes numa cerâmica, imitando, por exemplo, as nuances das cores de um mármore ou granito. A impressão é feita usando a tecnologia HD ( de alta definição). No show room da empresa, são colocadas várias peças de porcelanato no mostruário junto com uma de granito. Não é possível distinguir qual é a de pedra apenas pelo visual.

A ideia de fabricar peças com os desenhos de Romero Britto surgiu quando Marcus Ramos fez uma viagem a Miami, onde mora o artista. “Fiquei observando o grande movimento do escritório de Romero. Entrei, falei com o artista e propus uma linha com os desenhos dele, que é muito versátil. No começo, ele alegou que não sabia como aplicar o desenho na cerâmica”, lembra. O que possibilitou a impressão dos desenhos na cerâmica foi a tecnologia digital, usada atualmente em 100% dos produtos feitos pela companhia.

As peças com os desenhos de Britto chegaram ao mercado desde março último, utilizando técnicas diferentes, incluindo desenhos feitos para a cerâmica e recortes de quadros famosos do artista. Todo o processo de desenvolvimento contou com a participação do artista. “Estamos vendendo bem”, diz a responsável pelo show room da empresa, Luciana Maimone Ramos. A linha também está sendo exportada para os Estados Unidos, onde o artista construiu sua carreira. Além dos EUA, mais 14 países estão importando as peças. “Com esta linha, esperamos chegar a um total de 30 países até o final de agosto deste ano”, comenta o gerente geral de vendas da Pamesa do Brasil, Mariano Hajny.

Só a linha desenhada por Britto e os seus produtos complementares estão gerando um faturamento mensal de US$ 1,5 milhão por mês. “A expectativa é que esse valor dobre até o final do ano com o aumento das exportações”, comenta Hajny. Os outros produtos da Pamesa do Brasil são exportados para mais de 30 países, incluindo Estados Unidos, Argentina, Chile, México e Uruguai. “A Pamesa está investindo muito forte no conceito de cerâmica não como mero revestimento, mas como elemento decorativo. Nesse sentido, a parceria com Romero Britto tem sido fundamental para a implementação desta estratégia de posicionamento comercial”, resume Hajny. Isso significa que a empresa iniciou uma série de palestras e apresentações no Brasil para arquitetos, designers, lojistas e construtores na divulgação da linha concebida pelo pernambucano Romero Britto.

A Pamesa do Brasil surgiu de uma parceria entre a empresa espanhola Pamesa e a família do empresário Marcus Ramos para produzir porcelanato. Hoje, a empresa produz pelo menos seis linhas diferentes de cerâmica mais uma de revestimento vitrificado. Um dos seus produtos que mais tem aceitação é o porcelanato branco similar ao famoso mármore branco, muito usado na decoração.




segunda-feira, setembro 09, 2013

Janelas altas no terreno esguio

Os desafios fazem surgir boas soluções



Terrenos esguios e longos não são exclusividade brasileira. Loteamentos assim, um pouco peculiares e de aproveitamento mais difícil, estão presentes em todo o globo. Na Austrália, por exemplo, fica uma casa que ocupa 115 m² dos 195 m² disponíveis no lote. Por sorte não havia recuos laterais a serem respeitados na região de Newtown, Sydney. Assim,Christopher Polly fez o que a maioria dos arquitetos faria: ocupou o terreno de muro a muro.

A solução, que garante espaços mais amplos - e portanto mais agradáveis -, torna as questões ligadas à ventilação e insolação mais complicadas. Mas Polly foi engenhoso. Criou um sistema de telhados duplos, sendo o maior deles mais alto que a porção mais curta. No vão que restou entre esses elementos, o arquiteto projetou janelas altas, que correm por quase toda a extensão da casa.

Na organização dos cômodos, há um arranjo pouco comum. Logo na entrada estão localizados os dormitórios, isolados. Em seguida, ao percorrer o corredor, chega-se à sala de estar. O volume correspondente ao banheiro separa esse cômodo do resto da área comum, que ocupa o final da construção. Ali estão a cozinha, a área de serviço, a sala de jantar, e um lounge feito para os moradores aproveitarem o jardim.

Não há parede que separe a casa do jardim, nos fundos. Em vez disso, há um sistema de portas de correr de vidro com esquadrias de madeira que podem ser retraídas, abrindo a morada totalmente para fora. Ali, já no exterior, há ainda um pequeno lavabo e um breve deck. Descendo-se dois degraus – uma vez que o térreo da casa é um pouco elevado em relação ao nível do terreno – é possível sentir a terra sob os pés.



























Fonte: Casa Vogue

domingo, setembro 08, 2013

Apartamento de 52 m²



O apê recém-entregue ganhou o acabamento e as soluções certas para deixar tudo com a cara dos moradores


O apartamento de 52 m² localizado em São Paulo foi entregue pela construtora com as vistorias gerais em dezembro do ano passado. Da forma que estava não havia condições para uma mudança imediata - os únicos cômodos com revestimentos de piso e parede eram o banheiro, a cozinha e a área de serviço. Nesta última, também não havia janela. O designer de interiores Edu Gomes foi o responsável pelo desafio de transformar o apê em um lar convidativo e funcional. A escolha de materiais com cores claras aliviou o visual e a transparência do vidro ajudou a disfarçar a pouca metragem. Na reforma, que durou dois meses, o gasto total, com mão de obra, foi de R$ 120 mil.




1 Integração

A madeira MDP (média densidade) foi escolhida para a bancada por ser mais econômica e tão resistente quanto o MDF. Revestida com tampo de Silestone Branco Zeus, a solução não apenas promove a união de quem está nos dois cômodos como convida quem está na cozinha a assistir a TV na sala, já que Edu elegeu a parede oposta à da bancada para instalar o aparelho. Como a moradora gosta de cozinhar e receber, lugar para as visitas não podia faltar - além do sofá, cadeiras e banquetas acomodam com conforto. Algumas portas basculantes foram inseridas nos armários planejados para não tomar espaço. O gasto total na cozinha foi de R$ 12 mil.



À cuba de inox foi acoplada um escorredor. A torneira monocomando com duas bicas possui filtro em uma delas



ESPELHO
Os espelhos um ao lado do outro na área do jantar refl etem todo o ambiente integrado e garantem sensação de amplitude. Para não ofuscar a visão com o refl exo de luz, o designer apostou na iluminação indireta com sancas no teto de gesso e lâmpadas de LED embutidas para promover bemestar e, neste último caso, também economia de energia. Um rasgo retangular, com tampo de vidro leitoso, abriga lâmpadas fl uorescentes e dá um toque original à iluminação da cozinha.









No nicho ho iluminado por uma fita de LED, a lousa é utilizada para fazer anotações do dia a dia


Fonte: http://construirmaispormenos.uol.com.br/ESCM/economia-obra/34/pronto-pra-morar-o-ape-recem-entregue-ganhou-o-acabamento-294279-1.asp


sexta-feira, setembro 06, 2013

Em Londres, prédio projetado por Rafael Viñoli é acusado de derreter carros


Segundo os proprietários dos veículos, raios solares refletem nos vidros espelhados com formato côncavo do prédio e danificam os automóveis estacionados na região


Segundo reportagem do jornal britânico The Telegraph, o prédio espelhado de 37 andares 20 Fenchurch Street está sendo acusado de derreter carros estacionados ao seu redor em Londres, Inglaterra. O complexo, que ainda está em construção, tem projeto arquitetônico assinado por Rafael Viñoli.


O edifício, que recebeu o apelido de Walkie Talkie, em razão do seu formato arquitetônico incomum, teria danificado espelhos retrovisores de um automóvel na semana passada. Já no meio de agosto, o mesmo prédio recebeu a acusação de ter derretido partes do plástico do painel de uma van.

A explicação achada pelos donos dos veículos danificados é que o edifício todo envidraçado e com que formato côncavo, reflete a luz solar atingindo diretamente os carros estacionados nas ruas adjacentes. Segundo a reportagem, pedestres também reclamam do brilho excessivo do empreendimento.

A Land Securities e a Canary Wharf, responsáveis pela construção, divulgaram que estão investigando denúncias sobre o reflexo do sol no edifício. Como medida de precaução, a prefeitura local fechou três áreas de estacionamento próximas à obra consideradas alvos em potencial, enquanto analisa a situação.

As obras do edifício foram iniciadas em 2011. A previsão é que o complexo seja entregue em maio de 2014.

terça-feira, setembro 03, 2013

Projeto em SP brinca com vários tons e volumes




O tamanho da casa de dois andares era bom: 400 m². Mas ela implorava por uma reforma que trouxesse luz e horizonte – afinal, os olhos não querem saber de obstáculos. Depois que o arquiteto Marcio Porto proporcionou à construção compartimentada no bairro paulistano do Alto de Pinheiros sua configuração atual, o casal de moradores, executivos com dois filhos pequenos, começou a tocar, sozinho, a decoração. Nada, porém, parecia resultar harmônico. “Começamos a folhear revistas em busca de um profissional cujo estilo combinasse com o nosso”, conta a proprietária. As muitas páginas viradas apontaram na direção de Francisco Cálio, especialmente pela ousadia com que ele trabalha as cores. A residência havia sido iluminada com a reforma. Agora, tinha de ser colorida.

O designer de interiores logo soube como as peças seriam distribuídas pelos espaços e prestou particular atenção à paleta a ser usada. Amarelo e berinjela já compunham algumas peças dos clientes. Cálio foi acrescentando tonalidades, como o turquesa, e imprimiu em todos os cômodos os mesmos matizes, ou apenas um deles, dando unidade à ambientação.

Além do bom uso de cores, outra “especialidade” de Cálio, por assim dizer, são os quartos; o padrão cama/criado-mudo/banco passa longe da sua concepção de um bom espaço para dormir. Na suíte do casal, ele desenhou a bancada e revestiu a cabeceira preta da cama, que os moradores já possuíam, com uma capa de linho nude, de forma a ressaltar as obras de arte daquele cômodo. Esses cuidados se multiplicam pelos cômodos, que somam formas orgânicas e geométricas – Cálio conta que as ama em igual proporção. Feitas as contas, o resultado é um número perfeito.


















Fonte: Casa Vogue