terça-feira, novembro 26, 2013

Iluminação



Um dos campos mais fascinantes da decoração é a iluminação. Quando bem planejada, consegue oferecer o clima definitivo de um ambiente. Com o acessório adequado, é possível produzir efeitos visuais inimagináveis em composições comuns. Faça um estudo luminotécnico cuidadoso, combine funcionalidade com estética e tenha luzes belas e eficientes.





Luzes indispensáveis 

Um projeto não estaria completo sem as luzes focadas e indiretas. Nessa hora, as luminárias de piso são opções marcantes e charmosas para compor cantinhos de leitura no quarto ou na sala de estar. Com o poder de deixar os ambientes intimistas e sem ocupar muito espaço, elas se adequam facilmente em qualquer décor. Um dos modelos mais famosos é o Arco, desenhado pelo designer italiano Achille Castiglioni. A peça surgiu em 1962 por conta da necessidade de iluminar sem furar paredes. É um ícone de desejo até hoje!


Mesas brilhantes 


Preste atenção nestas dicas de iluminação:

- Pendentes reforçam a luz e realçam a beleza daquelas refeições apaixonantes.

- O processo de instalação exige atenção. Eles devem ser colocados com, pelo menos, 70cm de distância entre o tampo da mesa e a luz, ficando acima da cabeça das pessoas sentadas.

- Mesas com mais de seis lugares merecem duas luminárias ou uma com várias lâmpadas. Quem não perde a oportunidade de ousar, pode misturar e combinar artigos diferentes.


Receitas iluminadas 

Nos locais que passamos muito tempo se movimentando e trabalhando, o indicado é a iluminação uniforme. A cozinha se encaixa nesse quesito, contudo, o balcão gourmet pede por uma luz clara e concentrada para enxergar com precisão os alimentos e auxiliar melhor no preparo de pratos saborosos.

Relaxar, amar e sonhar 

O quarto merece carinho, visto que é o espaço mais íntimo da casa, onde relaxamos, lemos, amamos e sonhamos. Assim, é indispensável que o cômodo seja aconchegante e harmonioso. Iluminações indiretas são grandes companheiras para quem não dispensa uma boa leitura. Aposte nos abajures e arandelas!

Espelhos





HISTÓRIA DO ESPELHO

A primeira vez que o homem viu seu próprio reflexo foi na água. O primeiro objeto desenvolvido com o conceito similar ao dos espelhos que conhecemos atualmente foi há 3000 a.C., em regiões do Irã. Durante a Idade Média, este tipo de artigo só era acessível à nobreza.




ESPELHO, ESPELHO MEU


Com um planejamento cuidadoso, a disposição dos espelhos consegue transformar completamente uma composição. Eles são aproveitados para quem quer causar a sensação de amplitude ou trabalhar a redução de um espaço, além de ajudarem na claridade e na estética. Inspire-se em alguns cômodos que adotaram espelhos na decoração.


Cuidados diários

Elas ficaram esquecidas durante alguns anos, mas voltaram com tudo. Estamos falando das penteadeiras, desejo de qualquer mulher que preze pela beleza. Em banheiros espaçosos, é possível complementar o móvel com um espelho grande, basta dividi-lo. Este modelo tem continuidade na parede lateral, oferecendo vários ângulos para os cuidados diários.


Íntimo e social

Quando colocado em uma área de grande circulação e estreita — como os corredores — o espelho amplia a percepção do local. Já no quarto o recurso serve para aumentar a atmosfera de intimidade. Apenas tome cuidado e evite colocar um na frente do outro, isso pode gerar a sensação de confusão desconforto.



No foco ou no contexto

Um ótimo exemplo de como maximizar um lugar é esta sala de jantar pequena. Quando for posicionar o espelho, escolha um ponto em que o reflexo irá destacar exatamente o que você quer. Se o modelo contar com grandes dimensões, é importante ficar atento com o conjunto da decoração — desde a disposição do mobiliário até a iluminação e os enfeites. Assim fica fácil refletir seu bom gosto a qualquer momento e para todas as visitas!




Charme ao ambiente


Você pode sair um pouco do óbvio e utilizar o espelho como um revestimento do móvel. O armário é uma excelente alternativa, já que no quarto queremos nos arrumar com tranquilidade. Além de tudo, o elemento consegue levar um toque de sofisticação e charme aos ambientes.

segunda-feira, novembro 25, 2013

Fibra ótica







Neste caso, a fibra ótica foi colocada em um nicho, transformando o momento do banho, além da estética, o ambiente trás uma sensação de calma, conforto e aconchego para o bebê.


Fernanda Gamito / Lighting Designer
Iluminação: Fibras Óticas FASA
Projeto Luminotécnico: Guido Lustres

quarta-feira, novembro 20, 2013

Os erros de quem mora em apartamentos pequenos - e como evitá-los


Especialista em espaços pequenos, o arquiteto Graham Hill aponta os erros mais comuns dos moradores. 

Para ter uma vida boa, não é preciso uma casa grande nem muitos móveis. Aliás, talvez você ganhe um cotidiano mais fácil depois de limpar sua casa de alguns objetos e mudar-se para um local menor.

É isso que defende o arquiteto Graham Hill, fundador da Life Edited, uma empresa de design para quem mora em espaços pequenos. “Estamos confundindo espaços grandes com qualidade de vida”, resume o profissional, que ajudou a projetar apartamentos de 19 m² em São Paulo e vive em um de 38 m², em Nova York.
CasaPRO



ERRO: Não planejar a casa de acordo com suas necessidades. Se você recebe visitas raramente, as cadeiras a mais na sala apenas desperdiçam espaço. Vale à pena encontrar-se com os amigos e parentes em um parque ou restaurante. Caso nunca leia os livros que guarda, vale à pena doá-los e liberar espaço nas prateleiras.

COMO EVITAR: Faça escolhas. “Você precisa decidir o que é mais importante para você”, diz Hill. Reflita sobre seu estilo de vida e escolha quais objetos vale à pena manter e quais funções a casa deve comportar. Se você não souber suas reais necessidades, perderá espaço e qualidade de vida.

UM BOM EXEMPLO: Sala integrada à cozinha. Para aumentar o espaço, a arquiteta Maristela Bernal abriu mão das divisórias entre sala e cozinha. Integrar sala de estar, cozinha e home-office significou, é claro, abrir mão das fronteiras entre esses cômodos. O espaço de 14,5 m² fica em um apartamento de Salvador.



Reprodução | CasaPRO



ERRO: Comprar por impulso. Quem compra em excesso acaba tendo que disputar a casa gadgets, enfeites e móveis que não usa nunca.

COMO EVITAR: Antes de comprar, pergunte-se se realmente precisa do objeto. E se a necessidade for emocional? “Você precisa mudar essa necessidade, caso vá viver em um espaço pequeno”, afirma o arquiteto Graham Hill, especializado em espaços pequenos.

UM BOM EXEMPLO: Quarto de duas irmãs. Poucos móveis deixam bastante espaço para duas meninas de 8 e 11 anos brincarem nesse quarto pequeno de Curitiba. As arquitetas Helaine Pinterich e Ester Kloss projetaram o ambiente.



Haruo Mikami



ERRO: Manter eletrodomésticos pouco usados. Não vale a pena comprar eletrodomésticos que usará poucas vezes durante o ano. A não ser que você seja aficionado por massas resista à tentação de ter um fazedor de pães. A mesma regra vale para a máquina de fazer pipoca, sorvete ou crepes. Dependendo do seu estilo de vida, vale à pena abrir mão até do forno!

COMO EVITAR: Use os serviços da cidade. Apartamentos no centro da cidade costumam ser pequenos por causa do alto preço dos terrenos, valorizados por comércio e infra-estrutura nas proximidades. Em vez de gastar espaço, use serviços como rotisserias, padarias e o pipoqueiro.

UM BOM EXEMPLO: Cozinha em apartamento de 49 m². Feita para um casal sem filhos, esse apartamento trocou o excesso de eletrodomésticos por espaço. As cores claras ampliam o ambiente. A arquiteta Karla Madrilis projetou o espaço em Brasília.



Reprodução | CasaPRO



ERRO: Exagerar no número de estantes abertas. Prateleiras abertas e preenchidas com objetos coloridos tornam o ambiente visualmente pesado. Elas diminuem a sensação de amplitude – por isso, dose-as bem.

COMO EVITAR: Cubra as prateleiras. Instale armários com portas de cores claras e sem estampas. Se a marcenaria não couber no orçamento, cubra-as com cortinas. “Superfícies lisas tornam o ambiente menos claustrofóbico”, diz Hill.

UM BOM EXEMPLO:Home-office em apartamento. A arquiteta Paula Fiegenbaum combinou prateleiras com enfeites e armários protegidos por portas brancas nesse espaço. Assim, o canto de trabalho tem um visual leve e parece maior. O espaço faz parte de um apartamento de 92 m² projetado para um jovem casal em Lajeado (RS).



Reprodução | CasaPRO



ERRO: Abusar das luminárias de chão. Essas peças costumam roubar preciosos centímetros quadrados e, com frequência precisam de mais espaço para ser admiradas.

COMO EVITAR: Adote lâmpadas no forro. Assim como as luminárias de chão, as lâmpadas embutidas e spots (pequenos canhões de luz) permitem criar ambientes de iluminação variados.

UM BOM EXEMPLO: Sala de estar. Esse apartamento de Belo Horizonte consegue diferentes efeitos de iluminação graças a uma sanca iluminada e fileiras de luminárias embutidas no forro. Interiores criados por Clarice Andrade, da Projettar Design de Ambientes.



Por que viver com menos?

O canadense aprendeu a viver com pouco depois de, quem diria, lidar com o excesso. Hill ficou milionário antes dos 30 ao vender a empresa que fundou, uma consultoria de internet. Comprou um casarão na cidade de Seattle, Estados Unidos. Preencheu com móveis e eletrodomésticos. Comprou dois carros e uma infinidade de aparelhinhos eletrônicos. Mudou-se para Nova York, onde alugou um loft descolado. Até contratou um personal shopper.

Nesse período, o empresário descobriu que novidades perdiam rapidamente a graça rápido, mas exigiam constante energia para manter, transportar e gerenciar. A lição ficou clara depois que resolveu viajar pelo mundo com Olga, uma bela andorrana. Ele se descobriu feliz da vida longe de seus bens - morando em diferentes cidades do mundo e carregando apenas roupas, laptops e produtos de higiene nas viagens.

Quando o namoro acabou, o arquiteto resolveu simplificar a vida. Vendeu a casa (não sem muita burocracia) e se mudou para outro apartamento em Nova York, dessa vez com 39 m². No espaço, trabalha e recebe até doze amigos – dois podem passar a noite por lá. O apartamento teve tanta atenção da imprensa que Hill abriu a Life Edited.


segunda-feira, novembro 18, 2013

Como adequar um banheiro para um cadeirante?







A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estabelece regras para projetos desse tipo. A primeira questão é checar se o banheiro oferece um diâmetro livre de 1,50 m para um giro de 360 graus da cadeira. 

A porta de entrada, com maçaneta de alavanca, deve medir, no mínimo, 80 cm de largura. Prefira dispor os itens pessoais em nichos abertos, com 70 cm de vão livre abaixo deles, em vez de armários. 

A pia fica a 80 cm de altura do piso, com o sifão flexível correndo pela lateral, se necessário, e a base do espelho, a uma altura de 90 cm.

 O desnível máximo entre a área seca e a molhada é de 1,50 cm. No boxe, com dimensões mínimas de 90 x 95 cm, prefira vidro temperado ou laminado ou mesmo uma cortina. 

Conte com um assento para banho fixo e saboneteira para sabão líquido a uma altura de 80 cm a 1,20 m. Próximo a esse local, o porta-toalhas deve ter altura de 1,30 m. Também é necessária a instalação de barras de apoio em todo o ambiente. 

Misturadores de monocomando são os mais indicados, tanto para regular a vazão de água da torneira como a do chuveiro.

sexta-feira, novembro 15, 2013

10 banheiros super coloridos


É comum acreditar que decorar bem o banheiro não é importante. Ou mesmo que não vale a pena dar muita atenção a um espaço tão reduzido. Mas se pararmos para pensar por um momento, o banheiro é o cômodo mais presente no nosso dia a dia. Estamos sempre passando por ali. Sendo assim, a ideia de transformar o ambiente em um canto agradável parece bastante lógica.


1. Como se fosse de Lego

Acredite ou não, este lavabo é composto por 5.500 cubos de MDF laqueados ou revestidos com folha natural de imbuia. As peças, todas encaixadas manualmente, percorrem as paredes e o teto. Essa ideia maluca foi a resposta encontrada pelo designer de interiores Leo Di Caprio à demanda inusitada de seus clientes: eles queriam que o revestimento usado no lavabo pudesse ser reaproveitado em um endereço futuro.
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2. O clássico preto e branco

Andrée Putman lançou-se ao design apenas aos 53 anos de idade, em 1978. Depois de se separar, a francesa abriu sua própria empresa, a Écart. Algum tempo depois, o reconhecimento veio em cheio, em 1984, quando ela reformulou o interior do Morgans Hotel, em Nova York. Foi ali que a parisiense cunhou o tema de tabuleiro de xadrez (quadrados em preto e branco), que se tornaria sua assinatura.
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3. Rosa é unissex, por que não?

Com tamanha personalidade, este banheiro só poderia pertencer à morada de alguém exótico. Neste apartamento de 260 m², localizado no Flamengo, vivem o italiano Marco Zanini, sua esposa e a filha pequena. Ele é um dos fundadores do Memphis, movimento cultural de vanguarda que atuou de 1981 a 1987 e, assim, não tem medo de ousar nas cores. Por isso, desafia um antigo paradigma de que rosa é para meninas. Zanini, categórico, diz, “não, não é”.
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4. Banheiro de grife, ou melhor, grifes

Eis um banheiro modelo. Literalmente. Este cômodo é o sonho dos profissionais do Ludovica + Roberto Palomba tornado realidade. Trata-se de um protótipo que visa apresentar a sua mais recente linha de louças e acessórios para banheiro, produzida pelas mega empresas Kartell e Laufen. O equilíbrio desta coleção é alcançado por meio de uma mistura fina: a geometria rígida da cerâmica é suavizada pela alegria colorida dos elementos de plástico.
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5. Estampa sobre estampa

O banheiro do hotel Villa des Alyscamps, em Arles, na França, grita o nome de India Mahdavi. A mistura para lá de corajosa de cores e padrões, por si só, sugere de quem é a autoria do projeto. “Não gosto de escalas de duas cores, pois dão um efeito muito estático. Parto sempre de três ou quatro matizes, que equilibro em masculino-feminino, sempre com uma tonalidade predominante. Quando se tem apenas três cores num ambiente, o resultado é muito previsível. Quando se têm cinco ou seis, aí então dá para começar a brincar”, diz a designer.
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6. Flores e continuidade

Em Londres, Christine d’Ornano, executiva da marca de cosméticos Sisley e herdeira da família que criou a Lancôme, vive com o marido, o financista libanês Marzouk Al-Bader. Ela mesma decorou seu lar. Por ali não restou nenhum cantinho vazio de cores, nem o banheiro da suíte, cujas paredes são cobertas por tecidos florais dos anos 1970. O mesmo acabamento foi empregado no quarto do casal, dando unidade.
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7. O glamour presente no amarelo

Já que estamos aqui falando de cores, não há escapatória. Um nome se repete: o de India Mahdavi. Ela é a autora da decoração deste banheiro, que difere totalmente do banheiro repleto de estampas apresentado acima. Eis uma profissional de qualidade: capaz de projetos diversos. Neste ambiente, a designer, de forma simples, criou uma decoração original. Ela apenas elegeu um amarelo forte para aplicar em uma parede, onde também há textura.
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8. Pequeno, mas vermelho

A pequena casa de hóspedes, projetada pelo escritório Poteet Architects, tem dimensões enxutas: sua área não ultrapassa os 30 m². Trata-se de um container que foi convertido em casa. Funcional e confortável, a morada conta com ar-condicionado, chuveiro e um banheiro seco – de compostagem. Sem medo de diminuir o espaço já restrito, os arquitetos lançaram um vermelho forte no ambiente. A escolha errada muitas vezes pode ser a certa.
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9. Paredes de ouro

O requinte deste lavabo se deve a João Mansur, que escolheu para as paredes uma pintura especial feita com folhas de ouro, realizada pela dupla Adriana Pedrosa e Carlota Gasparian. “Quanto mais o tempo passa, melhor o resultado. O revestimento vai mudando de cor e ganhando um lindo aspecto envelhecido”, conta João, que equilibrou o tom marcante com bancada e piso de mármore branco. O grande espelho ajuda a ampliar o espaço.
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10. Inspiração local

O estilo rústico que caracteriza as construções da Andaluzia, no sul da Espanha, norteou a ambientação desta residência em Carmona, cidade localizada naquela região. O designer Jaime Parladé segmentou as paredes em três faixas, coloridas com cimento pigmentado. O piso de ladrilhos hidráulicos tem estampa geométrica em preto, cinza e branco. Surge com isso um ótimo contraste com o verde e o vermelho.
Mais relevância ao menor dos cômodos


É comum acreditar que decorar bem o banheiro não é importante. Ou mesmo que não vale a pena dar muita atenção a um espaço tão reduzido. Mas se pararmos para pensar por um momento, o banheiro é o cômodo mais presente no nosso dia a dia. Estamos sempre passando por ali. Sendo assim, a ideia de transformar o ambiente em um canto agradável parece bastante lógica. Para ajudar nossos leitores a transformarem seus banheiros e lavabos em locais alegres e interessantes, listamos abaixo dez ótimos projetos. Dê uma olhada!


Fonte: Casa Vogue

quarta-feira, novembro 13, 2013

Designer leva conforto a antiga fábrica em NY




Os canadenses Paul Gross e Martha Burns sempre quiseram viver em Nova York. Mas o sonho, para eles, só virou realidade quando seus filhos saíram de casa. Ambos, a menina e o menino, optaram por realizar suas graduações nos Estados Unidos. Em Nova York, para ser mais exato. Uma feliz coincidência. Assim, recusando a nova liberdade, lá foram os pais atrás dos filhotes. Eles compraram uma propriedade industrial de 223 m² em Orchard Street por 2,2 milhões de dólares. Sem mexer em nada, mudaram-se para o novo lar.

Não é que a construção estivesse impecável, pelo contrário. A nova casa estava repleta de itens deteriorados, mas os novos inquilinos adoravam “viver ao modo nova-iorquino”. Para eles, o velho era história e o feio era belo. O piso de madeira, por exemplo, era todo marcado. Mas tais depressões remetiam ao uso anterior do imóvel, que fora uma fábrica de roupas. As antigas máquinas de costurar, pesadas como eram, afundaram a madeira que jazia sobre os pés do móvel.

Mas o encanto desse desarranjo, logo se esvaiu. Assim, depois de alguns anos vivendo mal acomodados, os canadenses contrataram a designer Suchi Reddy. Eles pediram que ela fizesse o impossível: reformar tudo sem mudar nada. O casal queria manter a estética envelhecida e rudimentar do lugar, mas, ao mesmo tempo, viver com mais comodidade. Assim, Reddy promoveu uma renovação com ar de restauro.



Ela trocou o encanamento, mas o manteve à mostra, próximo ao teto. Além disso, trocou as piores tábuas do piso e toda a fiação do sistema elétrico. Às janelas já grandes, ela acrescentou mais 30 cm. As paredes de tijolos à vista e a cobertura de estanho foram meticulosamente limpas e restauradas. Ainda expôs vigas metálicas antes escondidas. Mais do que manter o visual original, Reddy intensificou a atmosfera vintage do lugar.

Na decoração incorporaram-se itens rústicos, como a mesa de jantar, de 5,5 m, feita de madeira e aço reutilizados. As cadeiras que cercam a peça foram cobertas com tecido turco antigo. Na sala de estar, o tecido do sofá imita os tijolos das paredes. Para preservar a amplidão do loft, a designer em vez de criar um ambiente separado para o dormitório, apenas colocou uma cortina translúcida em volta da cama.

Com todas essas medidas, e 350 mil dólares gastos, a casa nova é melhor do que seu modelo anterior, mas ninguém o diz a olhos nus.







Fonte: Casa Vogue

segunda-feira, novembro 11, 2013

Deck Ideal


Na hora de eleger o melhor deck, condições climáticas do local devem ser levadas em conta, assim como os custos de manutenção

A função mais importante de um deck é proporcionar mais espaço livre externo, que possibilite uma área de estar em meio ao jardim. Existem decks fabricados a partir de plástico mesclado com serragem de madeira, outros utilizam garrafa pet e tubos de pasta de dente reciclados, mas também existem os de cimento imitando os veios da madeira. Recentemente foi lançado um deck importado feito de casca de arroz, leve, resistente e muito bonito, porém ainda não está sendo comercializado no Brasil.


Hoje em dia muitas pessoas escolhem os materiais da casa, desde o revestimento de piso até a cortina, com base na manutenção que o produto requer. Com o deck não deve ser diferente. Caso a preferência seja madeira, um ponto importante a ser observado na hora de escolher é o tipo, uma ótima opção para área externa é a Itaúba, que pode ser frisada ou lisa, dependendo do uso. Esse material é muito resistente a mudanças climáticas, à chuva e requer manutenção a cada dois anos no máximo, quando é aconselhável aplicar camadas de um impermeabilizante especial. A madeira lisa pode ser utilizada quando se quer criar um espaço para tomar sol e se deitar, já a frisada é indicada para caminhos, pois ela oferece uma aderência melhor ao calçado.

É interessante o uso do eco deck (sendo ele de plástico ou cimento) em casas de praia e em locais muito úmidos como em Ubatuba, por exemplo, onde o sol é intenso e a chuva também. Há pouco tempo atrás esse material ecológico era mais caro do que a madeira, mas hoje em dia o valor já é similar. Em alguns casos chega a ser mais barato devido à produção em escala do produto. Um dos grandes benefícios é não ter qualquer custo de manutenção, além disso, os decks feitos com material reciclável (plástico ou mesmo casca de arroz) são produtos sustentáveis, evitam que árvores sejam derrubadas.


A madeira em locais muito úmidos se deteriora se não for adequadamente tratada. Os decks de plástico possuem a mesma instalação do deck de madeira. Já o de cimento precisa de uma base sólida, como um contra piso, pois ele é assentado com argamassa como um porcelanato. Na hora da instalação, os decks de madeira ou plástico devem ser instalados por um bom marceneiro ou empresa especializada, já os de cimento devem ser colocados por pedreiros.

Ao contrário do que alguns pensam, a madeira em área externa exige sim manutenção, dependendo das condições do local, esta manutenção pode ser feita a cada 6 meses ou até 2 anos. É fácil perceber quando está na hora de lixar e envernizar a madeira, pois a superfície fica esbranquiçada e passa a ficar com cara de envelhecida. Já os decks de plástico não precisam de nenhum produto, nem manutenção. Os de cimento ou cerâmica possuem um produto fornecido pelo fabricante, que se assemelha a função de um filtro solar, para proteger a cor da tinta aplicada sobre o cimento.

A receptividade e procura por decks têm aumentado muito, a variedade existente no mercado hoje pode ser uma das grandes causas para esse crescimento no interesse por decks, esse mercado está bem aquecido e a concorrência é grande. Hoje existem muitas opções de fabricantes de decks de madeira e piso vinílico (feito de borracha imitando madeira), neste caso apenas utilizado em ambientes internos.

Fonte: http://livingdigital.com.br/deck-ideal/  Artigo de Daniela Sedo Arquitetura e Paisagismo

sexta-feira, novembro 08, 2013

O primeiro lar do jovem advogado


Um belo apartamento de 130 m² em Ipanema




Quando o jovem advogado saiu da casa dos pais, o fez em grande estilo. Contratou os serviços de Anna Backheuser, do escritório Ateliê de Arquitetura, para reformar o apartamento de 130 m² no qual se instalaria. Seguiram-se então quatro meses de prancheta e oito de reforma. “Nós tivemos bastante liberdade no desenho da nova planta e na escolha dos acabamentos”, relembra a arquiteta. “Era o primeiro apartamento, assim, se por um lado havia muita expectativa, por outro não havia bagagens ou manias”, conclui.

Os pedidos do cliente eram simples. Ele fazia questão de modernidade, funcionalidade, integração e destaque para suas obras de arte. Ou seja, tratava-se de conceitos abstratos, o que garantiu amplitude criativa à equipe de Anna. Talvez por isso o apartamento em Ipanema acabou sendo intensamente alterado. Um dormitório e um banheiro foram desfeitos para que a área social ganhasse espaço. Outras paredes vieram abaixo para garantir a relação sem barreiras entre as salas de estar e jantar, e a cozinha.




“Optamos pelo uso de portas de correr de madeira que podem abrir a cozinha totalmente para as salas ou separar completamente os ambientes”, explicou Anna. “Esse é um recurso que funciona muito bem visualmente”. A madeira neste lar está presente em diversos pontos, além das portas. O piso é também de madeira clara, bem como a estante de peroba mica que recosta sobre a parede de tijolos em uma das faces do living. Por ali, a cadeira deSérgio Rodrigues – de madeira! – completa a composição.

No resto da morada, acumulam-se as paredes brancas, que servem de expositores neutros para as obras de arte do morador. A neutralidade dos materiais e mobiliário é proposital, eleita em função da variedade gráfica da arte. No estar, ainda assim, há peças que chamam a atenção. A poltrona da Lattoog, de um design contemporâneo, e o tapete listrado de sizal dão cor ao ambiente. Próximo dali, na cozinha, encontram-se acabamentos práticos e elegantes. Novamente, as linhas retas e o branco predominam.

Outras alterações relevantes foram a realocação da porta principal, que mudou de lugar para propiciar uma melhor circulação na área comum, e a abertura parcial do banheiro da suíte, integrando-o ao quarto, ainda que superfícies de vidro fosco mantenham alguma privacidade por ali. Ao final, o aconchegante apartamento do solteiro ficou com dois dormitórios, além da área comum interna e da varanda. “O cliente, quando viu o resultado, confessou que não imaginava quanto espaço havia ganhado”, finalizou Anna, contente.




































Fonte: Casa Vogue