quinta-feira, janeiro 02, 2014

12,5 m² muito bem-desenhados




Residência estudantil se inspira em trens e navios


Com uma temática bastante atual, o arquiteto Ernesto Bartolini, do DA Studios, em parceria com os designers do estúdio Ab Rogers, desenvolveu em Londres um complexo-dormitório para estudantes universitários com as medidas mais enxutas possíveis. O projeto do alojamento Scape se baseou no aproveitamento máximo do espaço que se vê em trens, submarinos, navios e outros transportes que levam passageiros por períodos longos. Assim, cada uma das 600 suítes tem apenas 12,5 m². Para os designers do Ab Rogers, trata-se de um novo modelo de habitação urbana compacta.

“Começamos o desenho pelo projeto dos quartos, que são peças de alta engenharia”, disse Rogers. Cada célula de morar foi gerada industrial e individualmente e depois transportada para o endereço em que hoje o edifício-dormitório reside. No design destas cápsulas, há nichos e móveis com mais de uma função que visam ao uso eficiente do espaço. Cada quarto tem um pequeno banheiro e uma minicozinha embutida. De modo geral, as superfícies são brancas, mas alguns detalhes recebem cor. São seis possíveis: amarelo, turquesa, vermelho, violeta, azul-elétrico e verde – uma por pavimento.

A grande escada metálica vermelha faz a distribuição do fluxo, do térreo ao último andar. “As áreas comuns comportam uma infraestrutura que promete incentivar tanto a socialização quanto o estudo”, acrescentou Rogers. Enquanto no térreo os restaurantes fervilham, nos apartamentos, vigora o silêncio. Na decoração, o Box Noodle, que oferece comida asiática, aposta no minimalismo, com mesas longas, bancos de madeira e luminárias pendentes vermelhas – tudo muito sóbrio. Já o The Kitchen, uma delicatéssen 24 horas, tem um estilo mais descolado, com cadeiras de assento de madeira e estrutura verde-limão e uma iluminação com visual bagunçado, amarela.

Para projetar a ala comunal, os designers estudaram as ambientações multiúso de museus e galerias. O plano foi criar ambientes flexíveis que pudessem ser modificados, seguindo a grelha estrutural. Embora o complexo já esteja em pleno uso desde setembro de 2012, há planos de modificações. Será adicionado ao edifício um espaço fitness com equipamentos de última tecnologia. Mas, do jeito que está, o projeto já pode ser considerado inovador, além de visualmente atraente. Sorte dos estudantes londrinos!



























Fonte: Casa Vogue 

quarta-feira, dezembro 18, 2013

A sede do Instagram


Em São Francisco, décor esbanja referências



Um lugar que estimula a criatividade e inspira seus profissionais: assim é o ambiente de trabalho dos criadores do Instagram. O primeiro escritório do grupo que fundou a rede social de fotos – sucesso absoluto nos smartphones de todo o mundo –, foi desenvolvido pela Geremia Design de São Francisco, cidade onde funcionava a equipe inicial, antes do aplicativo ter sido comprado pelo Facebook, em 2012.

O próprio DNA interativo do Instagram inspirou a forma como os espaços foram decorados: eles quase não têm divisões explícitas entre si, além de serem compostos por móveis feitos com materiais naturais, como madeira clara, que empresta uma sutil leveza ao espaço, característica comum em empresas com trabalhos flexíveis. A luz natural também é uma forte protagonista da cena, nota-se com facilidade a ausência de cortinas.

Ao invés de muitas mesas e cadeiras individuais, sofás amplos, poltronas e uma sala de reuniões com uma lousa ao fundo. Até um bar, instalado em uma cristaleira com portas de vidro, pode ser encontrado no local. Mas o que chama mesmo atenção são as câmeras fotográficas antigas, reunidas em uma estante de nichos vazados, que fica no lobby do escritório.

A atmosfera descontraída conta ainda com um carrinho projetado para as pausas do café, além de duas esculturas particulares, que lembram antigos gramofones. Fotografias com efeito sépia – quase uma referência aos filtros que deixam as imagens lindas no perfil de qualquer usuário da rede –, também estão espalhadas por lá.

Materiais naturais, como a madeira, compõem a maioria dos objetos da decoração


Poltronas feitas de pedaços sólidos de madeira 


Carrinho com apoio para bebidas 


Estante vazada com câmeras fotográficas antigas


Detalhe das imagens espalhadas pelo local


Sofás aconchegantes também fazem parte do ambiente


A luz natural é um atrativo no lugar


Máquinas fotográficas por todos os lados 


A decoração foi inspirada no DNA do aplicativo 


A lousa para reuniões


Sala de reuniões 


Até um bar faz parte da decoração

Fonte: Casa Vogue

quinta-feira, dezembro 12, 2013

Renovação da tradição mexicana de morar


Porque restaurar é dar nova vida à obra




O que se vê aqui não é uma morada comum. Parte desta casa data do final do século 19, a outra parte é recente. Quando os atuais proprietários arremataram o imóvel, em 2006, o que ocupava seu terreno era apenas uma mal cuidada construção que um dia abrigou a produção de fibra de sisal. Eles então contrataram os serviços de Salvador Reyes Ríos e Josefina Larraín Lagos, do escritório Reyes Ríos + Larraín Arquitectos.

O conceito do projeto elaborado pelos arquitetos era simples: a preservação da tradição arquitetônica local. Assim, depois de um cuidadoso levantamento, definiu-se o que manter e o que demolir da construção original. Em seguida, traçou-se o desenho da arquitetura nova, que integraria as reminiscências da casa antiga. A principal preocupação era elaborar uma morada coesa, que não parecesse um Frankenstein.



Foram empregados como acabamentos materiais muito particulares, que fazem referência aos históricos métodos construtivos mexicanos. Na fachada aplicou-se um estuque cuja resina de base vem da árvore Chukum, típica da região. As paredes de concreto, moldadas in loco, levam em sua composição terra vermelha do tipo Cancab, característica do sul de Yucatán. Assim, a identidade mexicana da casa fortificou-se.

As dimensões planas generosas, os pés-direitos altos, as proporções de aberturas e as orientações dos cômodos respeitam o fazer arquitetônico tipicamente mexicano. Ainda assim, há, claro, alguma reinterpretação com viés atual feita pelos autores do projeto. O resultado é uma morada de 429 m², cuja área divide-se em dois blocos. No centro, onde há um pátio, concentram-se as ruínas da construção antiga.

A propriedade conta ainda com uma pequena capela, um pavilhão sombreado próximo ao lago e as ruínas de uma antiga casa de máquinas. Para o lazer, há piscinas, terraços no térreo e na cobertura. Além disso, o verde que cobre o terreno de dez acres é uma obra de arte inebriante por si só. Os jardins tropicais contam com árvores frutíferas. Para a alegria de todos, os donos deste incrível imóvel alugam-no na alta temporada.













































Fonte: Casa Vogue

terça-feira, dezembro 10, 2013

Closet projetado, sem desperdício de espaço.



Eis o desafio: acomodar roupas, sapatos e acessórios de um casal em um closet de 1,80 x 2 m, sem bagunça nem brigas. 


Nada como entregar a tarefa a quem entende do riscado. Com a consultoria de Sérgio Spadari, diretor da Ornare, empresa de armários de alto padrão, chegamos à configuração ideal de um closet para dois adultos, onde prateleiras, cabideiros e gavetas têm sua área e localização meticulosamente calculados. “Projetos sob medida aproveitam todos os cantos, sobretudo na altura, respeitando o físico dos moradores”, diz Sérgio. Em uma planta de 1,80 x 2 m, até a parede do fundo entra no jogo, ocupada por ganchos para acessórios. O
espelho é fixado atrás da porta do ambiente. Já Sandra Pina, dona da SP Organizer, dá as dicas para manter roupas e sapatos acessíveis, procurando não avançar no território alheio. “O espaço da mulher é sempre maior”, avisa.


Alice Campoy


O abre-alas. Comece pelas medidas mais importantes. Armários para adultos devem ter, pelo menos, 60 cm de profundidade, enquanto a área de circulação não pode ser inferior a 66 cm – sem essa folga, fica difícil abrir gavetas e retirar cabides dos varões.

Em plantas enxutas, portanto, armários abertos são altamente recomendados. “Uma porta isolando o closet do quarto já reduz bastante o acúmulo de pó”, afirma Sérgio Spadari, da Ornare. Com os pés firmes no chão.

Aproveitar toda a altura do ambiente não significa fazer alongamento. As últimas prateleiras ficam reservadas a malas e peças pouco usadas, armazenadas em caixas ou sacos de tecido.

“Faça o revezamento das roupas de uma estação para outra e evite embalagens plásticas, que concentram umidade”, avisa Sandra Pina, da SP Organizer, lembrando que os sacos a vácuo são exceção à regra. 

Pilhas comedidas. Prateleiras são ideais para roupas dobradas. Atenção, porém, ao definir a distância entre as pranchas. Cerca de 30 cm é uma altura razoável para armazenar volumosos pulôveres de lã, mas a medida não funciona para malhas finas – pilhas muito altas desabam facilmente. Gavetas para itens pequenos.

Elas guardam roupas íntimas, meias, gravatas e bijuterias. Por isso, devem se localizar da linha da cintura para baixo e ser rasas, com uns 20 cm de altura. Divisórias internas removíveis, de plástico ou acrílico, são a opção mais prática para evitar que o conteúdo deslize e se misture.





Em uma área tão compacta e com uma única entrada, é melhor que cada um ocupe um lado – ainda que a mulher roube um pedacinho do vizinho!



Pezinhos de anjo. A sapateira é o nicho que demanda mais esforço por parte dos projetistas, que precisam considerar o tamanho e o estilo dos calçados para desenhar os compartimentos. Sandálias rasteirinhas cabem em vãos de 12 cm de altura, mas os sapatos de salto alto exigem 18 cm no mínimo. “Antes de encomendar o projeto, faça um inventário dos modelos que pretende guardar”, ensina Sérgio. Mantenha as botas de cano longo de pé ou deitadas, recheadas de papel.

 “Assim o couro não racha e dura bem mais”, garante Sandra. Cada cabide na sua praia. Setorizar os cabideiros traz economia de espaço. Nichos para camisas precisam de 1,10 m de altura, enquanto calças e saias se contentam com 80 cm. 

Só os vestidos demandam vãos maiores, de cima a baixo. “Use cabides iguais, todos voltados para o mesmo lado. Assim é mais fácil encontrar o que procura”, aconselha Sandra. Importante: o varão superior tem de ser alcançado sem a necessidade de se equilibrar na ponta dos pés ou sobre um banquinho. Acessórios em exposição. 

Bijuterias, cintos e gravatas mais usados podem ficar fora dos armários, na face oposta à da porta – barras de inox com ganchos móveis, comuns em cozinhas, funcionam bem aqui. Para as bolsas, prefira cabideiros parafusados na parede. Segundo Sérgio, uma pequena prateleira para celular e carregador também auxilia na organização.

quarta-feira, dezembro 04, 2013

Casas com piso de madeira


Tábuas novas, antigas, pintadas ou polidas

Nada mais tradicional e polivalente que um piso de madeira. O material de celebrada característica aconchegante está presente no chão das obras mais diversas. A madeira combina com ambientes moderninhos, e com lares rústicos. Mesmo quando marcada pelo passar dos anos, ela agrega beleza aos espaços. Há quem prefira a madeira assim, judiada. 


1. Cobertura branca

O designer carioca não resistiu ao chamado do mundo. Depois de morar durante dez anos na Europa e, em seguida, cinco na capital paulista, Brunno Jahara voltou ao Rio de Janeiro. Para vivenciar novamente as belezas naturais e o cotidiano tranquilo de sua terra natal, ele alugou um apartamento em Botafogo. Instalou ali sua arte e para valorizá-la, lançou mão do branco, que uniformiza a maior parte do setor social. A alvura vai do piso de madeira ao teto.
_________________________________________________________________________

2. A cor do tempo

O negociador de arte Paul Johnson, depois de trabalhar junto às galerias na Bond Street e em Tribeca, resolveu montar um loft que é, ao mesmo tempo, espaço expositivo e morada, no Lower East Side. O apartamento conserva materiais e equipamentos originais, como o encanamento e o piso de madeira, que adquiriu uma cor cinzenta com o tempo. A casa de Johnson é um cruzamento entre um ninho de solteiro e um museu alternativo.
_________________________________________________________________________

3. Soberania da madeira

Quando o jovem advogado saiu da casa dos pais, o fez em grande estilo. Contratou os serviços de Anna Backheuser, do escritório Ateliê de Arquitetura, para reformar o apartamento de 130 m² no qual se instalaria. Na ala social, paredes vieram abaixo para garantir a relação sem barreiras entre as salas de estar e jantar, e a cozinha. A integração destes ambientes se dá também pelo uso intenso da madeira clara, que está presente no piso, nas portas, na estante embutida e em alguns móveis.
_________________________________________________________________________

4. Rusticidade nova

Apesar de amar a casa que herdou da mãe, Kurt Brunner não teria como aproveitá-la: a construção estava desmoronando. Para poder viver naquele terreno com a família, contratou o Bergmeister Wolf Architekten. Quase tudo foi demolido, exceto um muro, que foi incorporado ao projeto da casa nova. Ainda assim, a casa tem um clima rústico. O lar é uma mescla de elementos antigos e contemporâneos.
_________________________________________________________________________

5. Mescla de materiais

O prédio era novo, e o apartamento tríplex foi comprado na planta. Mesmo assim, foi preciso mudar tudo em nome da integração dos ambientes. Guto Requena removeu paredes e mesclou materiais. O piso, no segundo pavimento, de caráter coletivo, mescla madeira e concreto. Um ponto interessante desta mistura é a sala de jantar. “Cada junção, cada ângulo foi medido, em um processo que somou a criação digital à execução artesanal e que elevou a mesa, esse objeto do cotidiano, ao status de escultura arquitetônica”, orgulha-se o arquiteto.
_________________________________________________________________________

6. Vindo de longe

Fernando Lombardi e sua esposa, quando estiveram em Trancoso, foram seduzidos pela vista do mar e da natureza selvagem. Por isso, resolveram erguer uma casa ali. Eles optaram pelo conceito da beleza imperfeita: materiais simples e acabamentos rústicos, tentando seguir ao máximo a tipologia local. O piso foi feito com tábuas de demolição vindas do interior de Minas e o revestimento do telhado de taubilhas – telhas artesanais, fatiadas uma a uma no machado, reaproveitando sobras de madeiras – foi recuperado na região.
_________________________________________________________________________

7. Marcas do passado

Os canadenses Paul Gross e Martha Burns sempre quiseram viver em Nova York. Quando seus filhos decidiram cursar faculdade na Big Apple, eles compraram uma propriedade de histórico industrial em Orchard Street. Sem mexer em nada, mudaram-se para o novo lar. O piso de madeira era todo marcado. Mas tais depressões remetiam ao uso anterior do imóvel, que fora uma fábrica de roupas. As antigas máquinas de costurar, pesadas como eram, afundaram a madeira que jazia sobre os pés do móvel.
_________________________________________________________________________

8. Cor ausente

Minimalista, simples e sem nenhum toque de cor. Assim é o apartamento onde vivem o casal Hanne e Soren Berzant em Copenhague, na Dinamarca. Com o intuito de refletir bastante a vasta luz natural que adentra a morada, a base da decoração – paredes, teto e principais móveis –, é toda branca. Para combinar, o chão recebeu piso de madeira clara. As residências, assim tão pálidas, são características dos países nórdicos, onde sol é sinônimo de calor.
_________________________________________________________________________

9. Espinha de peixe

Capitaneado pelo arquiteto Andy Martin, o AMA é responsável pelo desenho da Casa Chevron, localizada num subúrbio da região oeste de Londres. A aplicação ousada de cores, desejo do dono da casa, foi feita quase que exclusivamente nos móveis, com paredes e tetos se mantendo predominantemente brancos. O charmoso piso de taco em espinha de peixe também contribui para o abrandamento da agressividade das cores.
_________________________________________________________________________

10. Como se fosse pátina

“Tenho verdadeira fixação por cabanas, faço-as há muito tempo. Elas se enquadram muito bem à natureza. Gosto da leveza da madeira, do sapé”, afirma a portuguesa Mónica Penaguião, que criou essa morada em Paraty para si. Com o conceito de open-space, sem divisórias entre sala e cozinha ou banheiro e quarto, o lar vale-se fortemente da madeira como acabamento. A pintura branca desgastada das tábuas lembra a pátina.

Fonte: Casa Vogue

quarta-feira, novembro 27, 2013

AÇO E TRANSPARÊNCIA




As vantagens do inox são várias, inclusive na decoração da cozinha. A escolha do material para uma área tão usada pelos moradores vai além dos padrões estéticos. Composto por liga de ferro, carbono e cromo, o aço conta com uma camada invisível que o protege da corrosão. Assim, os utensílios, além de belos, têm alta durabilidade e baixa manutenção. 

Uma ótima opção para deixar seu cantinho com cara de novo sempre!


Toques pontuais

Com tantas vantagens a matéria-prima não precisa ficar restrita ao espaço culinário. Quando deixamos a criatividade fluir, o aço inox apresentará aspectos decorativos agradabilíssimos. Uma escada comum pode se destacar com brilho; enquanto a luminária foi trabalhada com o material de forma longilínea e curva, realizando um contraste sutil com as retas da composição.


Realce minimalista

Seu estilo é minimalista? Acolher o aço é agregar valor às ambientações através da resplandescência natural. Os pés da cadeira e a base da mesa têm alta relevância visual e garantem um ar sofisticado, elegante e contemporâneo a qualquer local clean. Dessa forma, o menos será sempre mais!


Luminosidade e leveza

Ambientes iluminados crescem aos olhos dos observadores e ampliam o bem-estar dos moradores da casa. 

Muito utilizadas em decorações modernas, as peles de vidro — grandes paredes transparentes — abrem a casa para a luz natural reforçando o conforto e valorizando espaços. 

Já a aplicação do aço e transparência em pequenos móveis, como a cadeira, é cool e perfeita aos que buscam por um toque arrojado.



Sua vitrine

Os tradicionais vasos de vidro podem virar adornos incríveis e vitrines de belezas naturais. Quando escolhidos e preenchidos com inovação, eles se tornam e o centro das atenções. 

Neste caso, pequenas pedrinhas e flores brancas foram dispostas em três peças de tamanhos diferentes, levando harmonia até a composição inventiva. Solte a imaginação e abuse da versatilidade da transparência!