quarta-feira, janeiro 29, 2014

Octógonos, hexágonos e triângulos definem casa




Quem acredita em destino diz que não somos nós quem escolhemos as coisas mais importantes de nossas vidas. Isso pode explicar a relação entre a Casa Nicol, em Kansas City, no Estado americano de Missouri, e seu atual dono: o varejista de móveis Rod Parks. Conta Parks que ele se encantou pela casa em 1997, quando os donos originais puseram-na à venda. Na ocasião, no entanto, ela foi comprada por outra família. Em 2009, ano em que a morada foi novamente posta no mercado, a história foi outra. “A casa me prendeu como nunca antes”, contou Parks em entrevista ao The New York Times. “Ela me entendeu – e eu a entendi.”

Ao conhecer a Casa Nicol, entende-se logo o motivo da paixão de Parks. Idealizada em 1964 pelo arquiteto Bruce Goff, ela tem um estilo único. Com o exterior em forma octogonal, uma pirâmide no telhado e uma piscina hexagonal, a geometria excêntrica permeia também o interior. Dentro da residência, as salas têm oito lados, telhas hexagonais ornam paredes, e há uma série de triângulos que fazem as vezes de janelas, armários e pias. Além disso, cada sala tem uma claraboia que, além de contribuir para a boa iluminação dos ambientes, acrescenta mais figuras ao festival geométrico.

Para competir com a particularidade das formas que caracterizam a casa, cada cômodo é de uma cor extremamente marcante e diferente. O conceito por trás da divisão cromática dos espaços veio da intenção do arquiteto de desenhar um lar para “uma família de indivíduos”, ou seja, o casal Nicol e seus três filhos. Cada quarto refletiria o gosto de quem o habitava. Mesmo vivendo apenas com seu poodle, Ettore, Parks não tinha dúvidas de que poderia preencher facilmente todos os espaços da casa. Afinal, ele é dono do Retro Inferno, um empório de móveis, também em Kansas City. A preocupação real de Parks era o contrário – a quantidade de móveis embutidos já existentes na casa. Porém, ele logo percebeu a situação vantajosa na qual se encontrava: “Não precisaria mais roubar as melhores peças da loja para mobiliar minha casa. Eu poderia ter coisas boas, mas simplesmente não tantas assim”.



Como escolher, então, o que preencheria os quartos adicionais? O de paredes rosas se tornou reduto de CDs e discos de vinil, enquanto a sala vermelha foi recheada de livros, encarnando uma área de leitura. Para fomentar um hobby, o dono colocou sua bateria no quarto laranja. Os quartos roxo, verde e azul foram os únicos que receberam camas. Seguindo o estilo incomum da arquitetura da Casa Nicol, a decoração também é singular. Além de poltronas e cadeiras de design autoral, assinadas por nomes como George Nelson, Verner Panton, Erwine e Estelle Laverne, há outros elementos originais, em todos os sentidos da palavra, que pontuam a casa de forma distinta.

Um deles é uma fonte de fogo e água, desenhada pelo próprio Bruce Goff e construída com um boiler serrado, um chuveiro ao contrário e um anel de cobre perfurado. Para completar, o arquiteto pendurou um véu de pequenos espelhos sobre a instalação. Acima disso, a família que ocupou a casa antes de Parks alojou um satélite soviético. Os dois se encontram na principal sala de estar, no centro da casa. Seguindo as referências diversificadas do décor, há alguns elementos da cultura pop espalhados pela casa, principalmente na forma de arte.

Ao mesmo tempo que preservou a essência da obra de Bruce Goff, Parks fez poucas – porém, boas – escolhas de mobiliário que perpetuaram o estilo ímpar desta casa.


























Fonte: Casa Vogue

segunda-feira, janeiro 27, 2014

Closet projetado, sem desperdício de espaço


Eis o desafio: acomodar roupas, sapatos e acessórios de um casal em um closet de 1,80 x 2 m, sem bagunça nem brigas.


Nada como entregar a tarefa a quem entende do riscado. Com a consultoria de Sérgio Spadari, diretor da Ornare, empresa de armários de alto padrão, chegamos à configuração ideal de um closet para dois adultos, onde prateleiras, cabideiros e gavetas têm sua área e localização meticulosamente calculados. “Projetos sob medida aproveitam todos os cantos, sobretudo na altura, respeitando o físico dos moradores”, diz Sérgio.


Em uma planta de 1,80 x 2 m, até a parede do fundo entra no jogo, ocupada por ganchos para acessórios. O espelho é fixado atrás da porta do ambiente. Já Sandra Pina, dona da SP Organizer, dá as dicas para manter roupas e sapatos acessíveis, procurando não avançar no território alheio. “O espaço da mulher é sempre maior”, avisa.




O abre-alas. Comece pelas medidas mais importantes. Armários para adultos devem ter, pelo menos, 60 cm de profundidade, enquanto a área de circulação não pode ser inferior a 66 cm – sem essa folga, fica difícil abrir gavetas e retirar cabides dos varões. 


Em plantas enxutas, portanto, armários abertos são altamente recomendados. “Uma porta isolando o closet do quarto já reduz bastante o acúmulo de pó”, afirma Sérgio Spadari, da Ornare. Com os pés firmes no chão. Aproveitar toda a altura do ambiente não significa fazer alongamento.


As últimas prateleiras ficam reservadas a malas e peças pouco usadas, armazenadas em caixas ou sacos de tecido. “Faça o revezamento das roupas de uma estação para outra e evite embalagens plásticas, que concentram umidade”, avisa Sandra Pina, da SP Organizer, lembrando que os sacos a vácuo são exceção à regra. Pilhas comedidas. Prateleiras são ideais para roupas dobradas.


Atenção, porém, ao definir a distância entre as pranchas. Cerca de 30 cm é uma altura razoável para armazenar volumosos pulôveres de lã, mas a medida não funciona para malhas finas – pilhas muito altas desabam facilmente. Gavetas para itens pequenos. Elas guardam roupas íntimas, meias, gravatas e bijuterias. Por isso, devem se localizar da linha da cintura para baixo e ser rasas, com uns 20 cm de altura. Divisórias internas removíveis, de plástico ou acrílico, são a opção mais prática para evitar que o conteúdo deslize e se misture.






Pezinhos de anjo. A sapateira é o nicho que demanda mais esforço por parte dos projetistas, que precisam considerar o tamanho e o estilo dos calçados para desenhar os compartimentos. Sandálias rasteirinhas cabem em vãos de 12 cm de altura, mas os sapatos de salto alto exigem 18 cm no mínimo.


“Antes de encomendar o projeto, faça um inventário dos modelos que pretende guardar”, ensina Sérgio. Mantenha as botas de cano longo de pé ou deitadas, recheadas de papel. “Assim o couro não racha e dura bem mais”, garante Sandra. Cada cabide na sua praia. Setorizar os cabideiros traz economia de espaço. Nichos para camisas precisam de 1,10 m de altura, enquanto calças e saias se contentam com 80 cm. Só os vestidos demandam vãos maiores, de cima a baixo. “Use cabides iguais, todos voltados para o mesmo lado. Assim é mais fácil encontrar o que procura”, aconselha Sandra. Importante: o varão superior tem de ser alcançado sem a necessidade de se equilibrar na ponta dos pés ou sobre um banquinho. Acessórios em exposição. Bijuterias, cintos e gravatas mais usados podem ficar fora dos armários, na face oposta à da porta – barras de inox com ganchos móveis, comuns em cozinhas, funcionam bem aqui. Para as bolsas, prefira cabideiros parafusados na parede. Segundo Sérgio, uma pequena prateleira para celular e carregador também auxilia na organização.




Em uma área tão compacta e com uma única entrada, é melhor que cada um ocupe um lado – ainda que a mulher roube um pedacinho do vizinho!


sábado, janeiro 25, 2014

As piscinas de vidro




Leveza para mergulhar

As piscinas de vidro estão em alta! O material pode compor a estrutura inteira ou apenas alguns detalhes. Confira nos projetos a seguir o charme que a transparência é capaz de proporcionar







PARA DESTACAR A ILUMINAÇÃO e dar um charme ao desnível da piscina, os profissionais do escritório Studio AZ decidiram colocar um visor de vidro. "Usamos duas placas temperadas de 100 mm e laminadas entre si", dizem. O modelo de 24 m² foi revestido com pastilhas de vidro (Colormix) e bordas cimentícias que não esquentam (linha Atérmica, da Castelatto). O deque é da linha Madeyra Vechia, da mesma marca.

Água, vidro e luz. Uma combinação suficiente para encantar. Forte tendência em projetos residenciais e comerciais, as piscinas de vidro aparecem como boa opção para quem deseja dar um toque diferente à área de lazer. Com muita leveza, a transparência do material é capaz de deixar os mergulhos ainda mais especiais. "De dia, é bastante interessante ver a família se divertindo debaixo d'água. À noite, a iluminação proporciona um verdadeiro espetáculo", afirma Mauricio Margaritelli, diretor-geral da empresa T2G Technical Glass Group, especializada em construções com vidro.

O material utilizado para compor a estrutura deve ser reforçado para garantir a segurança dos usuários. "Em geral, usamos vidros laminados múltiplos semelhantes aos blindados, capazes de resistir a altos calibres de rifles e submetralhadoras. Cada placa pesa 150 kg por metro quadrado e deve ter bordas bem alinhadas e lapidadas", ressalta. Atualmente, é possível fazer a piscina inteira com o material - pisos e paredes laterais. "Conseguimos desenvolver uma caixa transparente, desde que essa característica seja planejada no início. Esse tipo de instalação não aceita improvisos", diz o diretor. O sucesso do projeto, no entanto, só estará garantido se as cargas que o material suportará forem calculadas da maneira correta. "Isso é básico e necessário. Vemos no mercado muito amadorismo e certa irresponsabilidade nesse quesito. O cálculo da espessura é muito específico, requer conhecimento e softwares de última geração", comenta.




A PISCINA DESENVOLVIDA pelo arquiteto argentino Andres Remy e sua equipe tem um visor de vidro frontal. O detalhe conta com iluminação direta e fica ainda mais em evidência à noite. Planejado de acordo com a orientação solar, o posicionamento do tanque garante bons mergulhos sempre. Além disso, essa característica permite que a piscina seja vista de diferentes pontos da casa.


A instalação do vidro ocorre depois de etapas básicas que integram a construção de uma piscina: estrutura de concreto, preparação para os encaixes e impermeabilização. "Por se tratarem de peças muito pesadas e delicadas, manipulamos o material com equipamentos especiais, como ventosas ligadas a uma bomba de vácuo com alta capacidade", explica Margaritelli.


Se todos os procedimentos forem realizados da maneira correta, a segurança estará mais do que garantida - e a beleza que uma piscina de vidro pode oferecer também. "Ela é incomparável à outra convencional, pois o aspecto lúdico e estético é incrível", ressalta o executivo.

 

EM FUNÇÃO DO DESNÍVEL DO TERRENO, a arquiteta Mirian Ehrenberger, de Campinas (SP ), optou por instalar um visor de vidro na piscina. "A transparência confere leveza ao projeto", diz. O material foi aplicado com silicone em um caixilho previamente preparado para recebê-lo. As bordas da piscina são de pedra são tomé e o interior foi revestido com pastilhas de porcelana (Atlas).


 

PLANEJADA PELA ARQUITETA Fernanda Marques, de São Paulo (SP ), a piscina de 34 m² tem uma de suas bordas feitas com vidro. "O objetivo foi proporcionar a maior transparência possível para a vista do terraço", comenta a profissional. O projeto foi executado pela T2G e revestido com pedra hijau, da Palimanan.




O VISOR DO VIDRO concebido pelos profissionais do escritório FGR Architects, da Austrália, pode ser visto a metros de distância. O detalhe foi colocado na frente da piscina da casa, que oferece vista para um cais. À noite, o detalhe é ainda mais evidenciado devido à iluminação de LE D proposta pelos arquitetos.





DIFÍCIL RESISTIR AOS ENCANTOS da piscina assinada pelos profissionais do escritório Guz Architects, de Cingapura. O vidro foi usado para compor um tipo de guarda-corpo na superfície. Em uma das paredes laterais, o material se estende até o solo e faz divisa com a sala de tevê. Quem está no local consegue contemplar os detalhes da piscina, um charme!


sexta-feira, janeiro 24, 2014

Grandes acabamentos (literalmente!)


Revestimentos em peças maiores dão sensação de amplitude e são ótimos para integrar ambientes




Com 50 x 50 cm, as peças da linha Traços (Castelatto) podem, à primeira vista, parecer comuns. No entanto, elas contam com vincos de 1,3 cm de profundidade para serem preenchidos com diferentes elementos, como cordas, tecidos e fitas de LED, entre outros. O resultado é uma textura surpreendente que pode formar diferentes tipos de desenho e integrar ambientes. Por R$ 396 o m². 

Os acabamentos em grandes formatos estão em alta. Do lado prático, a instalação é mais rápida, usa-se menos rejunte e a manutenção também é favorecida. Como se só isso não bastasse, a solução traz ganhos enormes do ponto de vista estético e pode mudar completamente a cara de um projeto.


Versáteis, pisos e revestimentos de parede em peças maiores – ou então com texturas que sugerem uma unidade maior – podem deixar os ambientes mais amplos e leves, na medida em que as linhas divisórias criadas pelos rejuntes diminuem. Tais características também favorecem o seu uso em espaços que precisam ser integrados. E isso não serve apenas para áreas abastadas. Os acabamentos desse tipo se encaixam muito bem também em espaços pequenos. Mais do que isso, eles dão amplitude a um ambiente reduzido.


Quem gosta de uma tendência urbana, pode apostar sem medo nos cimentícios. Já os adeptos do estilo clean têm ao seu dispor dezenas de modelos de porcelanatos em grandes placas que cumprem exatamente essa função. As estampas, por sua vez, ganham cada vez mais espaço e parecem conquistar os que apreciam um ar retrô, enquanto as texturas, agora mais exuberantes, caem bem em ambientes que pedem por um foco de atenção.

 Tem acabamento para todos os gostos e tipos de projeto. Confira e veja qual tipo combina melhor com você e com sua casa.





Inspirada nos clima místico da década de 1970, a Villagres criou a linha Mandala. Além do tamanho diferenciado (35 x 70 cm), as peças ganharam microrrelevos que conferem uma textura aveludada ao revestimento de parede. Elas podem ser encontradas nos tons bordô, branco, biscuit, cinza e azul. Preço sob consulta. 














O movimento no espaço sideral serviu de inspiração para a criação da linha Eclypse (Castelatto). As peças apresentam desenhos compostos por figuras geométricas circulares, com relevos e dimensões diferenciadas. Medindo 75 x 75 cm, o revestimento pode ser utilizado em áreas internas e externas. R$ 403 m². 



A designer Ana Maldonado criou a linha Denali (Solarium), nome que faz referência ao ponto mais alto da América do Norte, o Monte McKinley, no Alasca. Inspiradas nas formas das montanhas as peças apresentam nove triângulos executados em alturas diferentes para gerar movimento e sombra nas paredes onde o revestimento é aplicado. Preço sob consulta. 




Medindo 55 x 120 cm, as peças da linha Gamma (Castelatto) podem ser utilizadas tanto em áreas internas como externas. Cada uma possui um estreito baixo-relevo, que, ao ser rejuntado e paginado de forma amarrada, cria um moderno e amplo desenho geométrico pelo ambiente. Disponível nas cores Fendi, Macchiato, Canela, Cinza, Chumbo, Sépia, Areia e Branco. A partir de R$ 130 o m². 



Produzida em porcelanato no formato 51 x 103 cm, a linha Boulevard (Lanzi) é indicada para revestir paredes em áreas internas e externas. As linhas retas e a estrutura minimalista servem a quem se interessa por uma tendência mais clean, porém com personalidade. As peças podem ser encontradas nas cores White, Gris e Black. Preço sob consulta.  


A linha Paris (Castelatto) surgiu para ser uma alternativa ao cimento queimado. O revestimento tem textura suave e uniforme, que evoca bem a tendência do cimentício. Peças de dimensões grandes, que podem chegar a 100 x 100 cm, garantindo amplitude ao ambiente. R$ 115 o m². 





quinta-feira, janeiro 23, 2014

Banheiro para dois



Pastilhas coloridas, armários inteligentes e bom gosto na medida. Há diversas formas de turbinar o ambiente do casal, mesmo em metragens reduzidas. 

15 m²




A banheira (iHouse) foi disposta no jardim de inverno com teto translúcido, um luxo! O projeto da arquiteta Eduarda Corrêa é assim, cheio de pequenos mimos para o casal, como o toalheiro elétrico (Seccare). No dia a dia, o boxe de vidro temperado oferece banhos relaxantes. O piso recebeu mármore travertino navona resinado, mesmo material das paredes e da bancada.


3,20 m²
O contraste de materiais é o destaque deste banheiro, projetado pela arquiteta Maithiá Guedes. A bancada, o frontão, as paredes molhadas e os rodapés são de mármore branco piguês. Uma das paredes, no entanto, recebeu madeira nogueira; o piso é de porcelanato (Portobello). Todas essas características são ressaltadas pelo projeto de iluminação central, com equipamento dentro do boxe e embutido no forro de gesso.


De um lado, maquiagens, acessórios para o cabelo e muitos espelhos. Do outro, produtos de barbear e poucos itens sobre a pia, tudo bem clean. Assim costuma ser o banheiro de um casal, uma verdadeira mistura de gostos e personalidades. Para colocar tantas características diferentes no mesmo espaço, é preciso ter atenção redobrada para não deixar o ambiente pesado. "Temos de levar em conta qual será o uso do espaço e as necessidades dos moradores", comenta a arquiteta Renata Mueller.

Em seguida, chega a hora de partir para as escolhas - que são muitas! Não se prenda ao tamanho ou ao orçamento baixo, pois há sempre um jeito. Tudo é possível com criatividade. Cômodos com a metragem reduzida podem ser confortáveis e espaçosos, basta saber valorizar a área. Tons claros ajudam nessa etapa, bem como elementos de vidro, que imprimem leveza. "Também é fundamental prever áreas de circulação", alerta Renata.

Outro quesito importante no projeto são os materiais de revestimento. "O ideal é optar por superfícies fáceis de limpar", comentam as arquitetas Marina e Fernanda Dubal, do escritório DAD Arquitetura. Os complementos são sempre bem-vindos e fazem a diferença. "Entre as novidades do setor, destaque para espelhos com iluminação embutida e armários superiores com portas espelhadas", diz Marina. Com tantos elementos disponíveis no mercado, fica impossível não sair da mesmice e renovar os ares de um dos ambientes mais relaxantes da casa. Que tal começar agora?

12 m2
O banheiro da suíte é amplo e foi planejado pela designer de interiores Chris Carneiro. De um lado, a parede espelhada ajuda a dobrar o espaço e a conferir charme ao projeto. Do outro, a madeira de demolição oferece conforto e um toque de rusticidade. A bancada de mármore nero marquina (Penhagran) quebra a neutralidade dos tons que predominam no local.


 
11,50 m²
O casal sai para trabalhar sempre no mesmo horário e brigava pela utilização da pia. Para acabar com esse problema, a arquiteta Janete Chaoui duplicou todos os elementos (cuba, vaso sanitário e chuveiro). O piso de porcelanato (Perfect White, da Eliane) é fácil de manter, bem como a bancada de Corian® com duas cubas embutidas. O forro de gesso tem uma sanca de 15 cm que contorna o ambiente e conta ainda com um rasgo para iluminação indireta na área de boxe. As torneiras são da Deca e os acessórios, Vallvé.



3,60 m²
O espaço reduzido não foi um problema para as arquitetas Marina e Fernanda Dubal, do escritório DAD Arquitetura. O banheiro do casal exibe parede revestida de laminado melamínico (Fórmica) e detalhe de pastilha de resina de vidro na cor branca (Jatobá). Dentro do boxe (Blindex), as profissionais optaram por um detalhe de concreto aparente resinado e um banco revestido com o mesmo porcelanato preto usado no piso (Eliane). A bancada de granito preto São Gabriel e os metais luxuosos (Docol) complementam o ambiente.
 


6,48 m²
A banheira vitoriana (Doka) é o destaque do ambiente, planejado pela Segatto e pela arquiteta Ludmila Grammont. A iluminação na medida acentua as características do ambiente - luminárias de embutir (Wall Lamps) com lâmpadas fluorescentes compactas ajudam a destacar cada detalhe. O piso e a parede da área seca receberam porcelanato branco (Portinari). O gabinete foi dividido em três partes: coluna de gavetas, uma porta que esconde o sifão da pia e um gavetão para roupa suja. Um grande espelho foi escolhido para toda a faixa da parede acima da bancada para dar mais amplitude ao banheiro.


 
20 m²
A ideia era ter um banheiro com um toque levemente oriental. "Por isso, escolhemos um ofurô, madeira, fibras naturais e tons neutros para combinar com a proposta", afirma a arquiteta Eduarda Corrêa, responsável pelo projeto. O piso, a bancada e a maioria das paredes receberam mármore crema marfil anticato, apenas a divisória do boxe foi coberta com granitina bege (Fouge). O ofurô (G Real) foi desenvolvido com madeira ipê e ficou embutido no deque. O destaque, no entanto, é a iluminação. "O projeto luminotécnico foi dividido em seções para criar diferentes cenas de acordo com a necessidade do momento", diz Eduarda.


4,5 m²
Tons sóbrios convivem em harmonia com detalhes ousados no projeto da arquiteta Renata Mueller. Paredes e teto foram cobertos com tinta verdegarrafa (Suvinil). O piso de porcelanato (Eliane) e o armário branco com frente espelhada estão em sintonia com a proposta. Outro destaque é o charmoso pendente (Grey House). Vidro incolor foi usado no boxe e confere leveza ao ambiente. A bancada de mármore acomoda duas cubas e tem espaço de sobra para acomodar os utensílios do dia a dia.

Fonte: http://revistacasaeconstrucao.uol.com.br/ESCC/Edicoes/87/artigo272745-2.asp

terça-feira, janeiro 21, 2014

7 salas de jantar, 7 estilos diferentes


Área nobre pode variar do eclético ao rústico

Integradas ao estar ou destacadas em ambientes únicos, as salas de jantar merecem atenção especial. Para além dos sabores à mesa, um espírito eclético, rústico ou de alto design só faz incrementar o espaço, como demonstram os 7 ambientes selecionados abaixo. Delicie-se!


CRIATIVIDADE EM ALTA
por David Bastos


Uma sala de jantar ampla, confortável e integrada à cozinha, formando um ambiente útil e agradável. Esses atributos serviram de ponto de partida para David Bastos conceber o espaço de refeições desta casa em Trancoso, na Bahia. Sobre o piso de limestone foram dispostas a mesa e as cadeiras adquiridas na Casual Interiores, voltadas à área externa com piscina. “Como a casa tem muitas esquadrias, encaixamos as obras de arte nas poucas superfícies livres disponíveis”, diz o arquiteto, justificando a colocação das fotografias de Mário Cravo Neto sob o balcão que separa a mesa da cozinha. O inusitado recurso surtiu um efeito visual surpreendente no ambiente decorado ainda com uma obra vermelha da artista plástica Bia Dória. O rodapé alto foi adotado para facilitar a limpeza e evitar umidade e sujeira nas paredes.

SOTAQUE FRANCÊS
por Rosa May Sampaio


A proprietária deste apartamento em São Conrado, no Rio de Janeiro, já possuía o aparador e as cadeiras de ferro criadas pelo designer francês André Dubreil. Para destacar a beleza e a leveza visual dessas peças na sala de jantar, a designer de interiores Rosa May Sampaio escolheu uma mesa de vidro de Jacqueline Terpins. O tom suave do pistache, presente no papel de parede do Empório Beraldin, no linho da JRJ Tecidos, usado das cortinas, e no veludo da Manoel Canovas, na Miranda Green, que cobre o assento das cadeiras, evoca tranquilidade e cria uma atmosfera neutra para peças importantes serem apreciadas. Entre elas, o espelho napoleônico, a tela de Di Cavalcanti e as porcelanas da Cia das Índias expostas no aparador. Como resultado, a ambientação tem um sotaque francês sutil e agradável ao olhar.

DEBRUÇADA SOBRE O MAR
por Paola Ribeiro

A paisagem da praia de Ipanema a partir da avenida Vieira Souto, no Rio, orientou a composição neutra do décor criado para este apartamento, ocupado por um jovem casal europeu em suas temporadas na capital carioca. Como os proprietários recebem muitos convidados, a sala de jantar foi planejada para acomodar confortavelmente 14 pessoas ao redor da mesa Elle e das cadeiras Bossa, todas peças assinadas por Jader Almeida e compradas na Arquivo Contemporâneo. Uma das paredes acomoda uma tela da artista plástica Leli Orleans e Bragança, pintada especialmente para os moradores. Outra peça feita sob encomenda para o imóvel é o pendente de aço corten desenhado pelo lighting designer Maneco Quinderé. Um recurso para trazer a vista do oceano para dentro do apartamento foi espelhar a parede, no trecho ao lado da tela de Leli.

MIX INUSITADO
por Zize Zink

Os moradores deste apartamento em São Paulo são jovens, estilosos e ecléticos. Tanto que quiseram usar na decoração um antigo defumador de igreja. “Resolvi combinar essa linda peça a outras, mais modernas, mas sem enfraquecer sua importância”, afirma a arquiteta Zize Zink. Transformado em lustre, o defumador, de prata, flutua sobre a mesa laqueada comprada na Micasa e as cadeiras Belisa, na Trend. Outro elemento importante é o aparador com tampo de vidro apoiado sobre bases de madeira entalhada, que também pertencia aos moradores. Na parede, acima dele, a obra de Di Cavalcanti insere cor na sala predominantemente branca. Cortina executada por Carolina Seguin com linho do Empório Beraldin.

SIMPLICIDADE CHIC
por Mauricio Nóbrega

A família é grande e os moradores sempre recebem convidados para o jantar, por isso a sala de refeições ocupa uma generosa área de 36m² nesta cobertura na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, acomodando todos com conforto. Projetado pelo arquiteto Mauricio Nóbrega, o ambiente é simples e ao mesmo tempo refinado justamente por ter poucos elementos. “Como a mesa de freijó é grande, mede 1,40 x 2,80 m, optei por dois bancos duplos revestidos de couro nas cabeceiras para acompanhar as cadeiras”, diz Nóbrega. Estes móveis são da Interni, de onde também vieram as lanças que decoram a parede e os castiçais. As luminárias Krisalide, de Andrea Cerretelli e Fabiana Andrade, da La Lampe – confeccionadas com folhas de madeira – arrematam a atmosfera de leveza.

LEITURA À MESA
por Roberta Moura, Paula Faria e Luciana Mambrini

Os proprietários deste apartamento carioca, no Leblon, leem muito. E possuem tantos livros que as arquitetas Roberta Moura, Paula Faria e Luciana Mambrini resolveram tirar proveito justamente desses exemplares na decoração da sala de jantar, integrada ao living. Uma estante de madeira laqueada de branco, repleta de nichos e executada pela Marcenaria Monte Sião, ocupa uma parede do piso ao teto, funcionando como um suporte visual para as peças de design que completam o ambiente. Ao redor da mesa Tulipa, de Eero Saarinen, foram dispostas cadeiras One (pretas), do designer alemão Konstantin Grcic para a italiana Magis, compradas na Via Manzoni, e cadeiras Reflexus (brancas), de Eduardo Baroni para a Stone Design, na Arquivo Contemporâneo. Sobre a mesa, está a fruteira Blow Up, dos Irmãos Campana para a Alessi, na Poeira.

NOTÓRIO EQUILÍBRIO
por Marco Aurélio Viterbo

Os moradores deste apartamento no Morumbi, São Paulo, pediram ao designer de interiores Marco Aurélio Viterbo uma ambientação que misturasse peças modernas com antigas, de família. Na sala de jantar, destacam-se o espelho e o lustre clássico de bronze e cristal posicionado acima da mesa de madeira laqueada com pé de vidro, desenhada por Viterbo e executada pela Novo Antigo Móveis – para facilitar a circulação no ambiente de 15 m², optou-se pelo tampo redondo. O profissional também projetou o módulo branco feito pela Marcenaria Marupá, que separa o espaço de jantar da sala de almoço vizinha e serve de aparador e apoio para objetos da Conceito: Firma Casa. A tela de Eduardo Sued faz contraponto às cadeiras Mi Ming, de Philippe Starck e Eugeni Quitllet para a xO, na Micasa.

*Leia a matéria completa em Casa Vogue #339

domingo, janeiro 19, 2014

Oficina de ferreiro vira ateliê em Milão


Sede da marca MSGM ocupa edifício do séc. 19


Em 2009, Massimo Giorgetti criou a MSGM, uma marca que produz moda para o universo feminino e masculino. Desde o lançamento da sua primeira coleção, em 2010, a MSGM é um sucesso em Milão e mundo afora. Sendo assim, é de se esperar que a sede da empresa seja tão interessante quanto as suas peças. Graças a Fabio Ferrillo, arquiteto do escritório Off Arch, tal hipótese é verdadeira. Foi ele quem realizou a reforma de uma oficina de ferreiro cuja construção data do meio do século 19.

O grande feito de Ferrillo foi transformar a deterioração dos espaços em seu charme. O segredo foi promover ali uma reforma restauradora, que apenas melhorava os pontos críticos, mantendo a estética rude e industrial do galpão. Assim, veem-se por ali ainda o grande portal de entrada, os ganchos que pendem do teto, as paredes de tijolo a vista e algumas peças do maquinário antigo. A grande clarabóia central foi reformada, bem como as portas e janelas. Um shaft sem uso foi instalado em um escritório privado para refletir mais a luz no lugar.

As novidades nesta construção de 260 m² são o piso de concreto e os elementos de aço galvanizado – fora, é claro, a decoração, que em sua maioria foi garimpada em antiquários de Antuérpia e de Paris. Em pontos estratégicos há superfícies lisas que exibem cores interessantes: cinza claro e rosa. Essas fatias de parede dão ao lugar uma atmosfera descolada e, ainda, elegante – o que tem tudo a ver com a marca. Outro elemento que chama atenção é a lareira: uma Louis Philippe original do século 19, feita de mármore francês.

Na decoração há raridades, como peças assinadas por Friso Kramer, que datam da década de 1950. A grande mesa de reuniões é de Ico Parisi, e data dos anos 1960. Este item, de origem italiana, foi encontrado em solo belga. As luminárias de ar industrial foram todas resgatadas de edifícios abandonados na Île de France. As demais luminárias caracterizam-se pelo design tipicamente italiano. Para finalizar esse arranjo tão harmonioso, Ferrillo espalhou pelo escritório telas de Nathalie du Pasquier. Refinadas, ecléticas e contemporâneas, as obras refletem perfeitamente a imagem da MSGM.















Fonte: Casa Vogue

terça-feira, janeiro 14, 2014

Dúplex no Leblon tem ares de casa


Reforma integrou cômodos e deu charme



Para projetar sua nova morada, logo antes de se casarem, um economista e uma designer confiaram no trabalho da Escala Arquitetura, escritório responsável pelo décor do primeiro apartamento do marido. No caso, o desejo dos proprietários era que a cobertura dúplex no Alto Leblon, Rio de Janeiro, ficasse amplo, com ares de casa e com um terraço integrado à área social.

Com ligação e amplitude em mente, um passo importante da reforma foi a retirada da maior parte das paredes, integrando a varanda e as salas de convívio, por meio de portas de correr. Para criar uma sensação de casa, foram empregados materiais rústicos e naturais, como tijolos, madeira e palha trançada em alguns tetos. O resultado foi um look mais descontraído e acolhedor.


Como nem tudo pode ser previsto, houve surpresas no caminho. Segundo Patrícia Landau, sócia da Escala, a principal foi uma enorme viga no meio da sala que foi descoberta durante as mudanças estruturais. A solução foi aplicar um espelho ao longo dela, criando um jogo de luz que deixou a impressão de a viga ser vazada, contribuindo para a sensação de amplitude.

Na decoração as referências se misturam. A sala de estar tem como destaques duas poltronas – a bege é assinada por Sérgio Rodrigues, e a de almofadas brancas, pela Koss. O design também figura na sala de jantar, com a mesa e a cadeira branca, ambas de Eero Saarinen. Para emprestar à sala uma essência moderna, as cadeiras restantes foram laqueadas de preto. Há toques mais pessoais que se espalham pelo lar, exemplificados pelos tapetes, comprados em uma viagem pelo casal. “Acreditamos que é a mistura de peças de família com móveis de design que dá personalidade a um projeto”, conta Patrícia.

Mas o xodó dos donos é o terraço, onde recebem os amigos. No piso, pastilhas em azul e branco atribuem um charme delicado que dialoga com a natureza na forma de uma cascata de verde sobre a treliça de ferro, desenha pela Escala. Não fosse a vista privilegiada da Cidade Maravilhosa, esse projeto poderia se passar por uma casa espaçosa e iluminada.















Fonte: Casa Vogue