segunda-feira, agosto 04, 2014

O novo apartamento de Carolina Ferraz






Quando Carolina Ferraz encomendou aos arquitetos Fábio Storrer e Veridiana Tamburus a reforma do recém-adquirido apartamento em São Paulo, em 2010, ela tinha em mente como ficaria depois de pronto. Ao contrário da iluminada casa no Rio de Janeiro, a atriz queria uma ambientação escura, masculina, para o imóvel de 340 m² no bairro dos Jardins. A sugestão foi demolir boa parte das paredes e incluir elementos charmosos, como a bancada que atravessa os ambientes – recurso que vira aparador ou banco, culminando como base de estante. “Ficou perfeito. Não mudei nada no projeto”, diz ela, que só viu o resultado no final de 2011.


Dá para sentir um discreto toque de dramaticidade já no hall de entrada. “É um caixote preto”, diverte-se Carolina. O pequeno espaço de boas-vindas fica mais poderoso à noite, quando a iluminação, em vez de partir do teto, sai de fitas de LED embutidas no rodapé. Acesas, fazem brilhar as micropartículas de espelho que “pulam” do granilite preto, dando a impressão de um chão de estrelas. Revestimentos de pínus com tingimento escuro aparecem por toda a casa, mas não pense você numa atmosfera soturna. Itens exuberantes aquecem e conectam os ambientes.



Apaixonada por culinária, a atriz quis o fogão perto da sala. Dois compactos sofás com florais de Adriana Barra aproximam-na dos convidados enquanto prepara algumas das receitas que ficaram famosas no livro Na Cozinha com Carolina. “Tenho muitas, de comidas e coquetéis, que coleciono há bastante tempo”, conta. 
Fonte: Casa Vogue #348

quinta-feira, julho 31, 2014

Cuba moldada









bancada em corian - cuba moldada



Cuba moldada, cuba esculpida, cuba escavada… são denominações que descrevem quando uma cuba (ou pia) é feita no próprio material da bancada – mármore, granito, silestone, limestone, corian, concreto… e até madeira!


Na verdade as denominações “Cuba Moldada”, “Cuba Esculpida” e até “Cuba Escavada” referem-se a um trabalho de montagem de peças com espessura de 2cm em que o resultado final é de visualmente uma cuba esculpida no mármore.



A vantagem é a liberdade que você ganha na hora de projetar. Deve-se apenas seguir algumas orientações básicas de proporção e de funcionalidade. Daremos algumas dicas a seguir, mas não precisa se preocupar com detalhes técnicos, para isso a Galeria do Mármore possui arquitetos especializados que poderão orientar a melhor forma de execução em cada caso!

Cuba com Válvula Simples

(Aparente)



Cuba com Válvula Oculta “a zero”

(a caída começa no limite do lavatório)





Cuba com Tampo Falso


Igual a anterior, porém fazemos um tampo falso dando aparência de válvula oculta. A vantagem é a possibilidade de remoção do tampo para manutenção e limpeza.









Mesmo nos lavabos pequenos é possível executar um trabalho com excelência. Este tem apenas 30cm de largura e a torneira instalada na lateral.





A grande vantagem é que pode ser feita de diversos tamanhos e modelos, seguindo, é claro, as especificações coerentes de proporção e funcionalidade. Uma dica fácil é tentar fazê-la de algum tamanho parecido com alguma de cerâmica já existente no mercado.


A desvantagem é o preço um pouco mais alto e a necessidade de mão-de-obra especializada e de qualidade para a execução do trabalho.

Cuba moldada com válvula oculta feita no mármore Branco Athenee.





Banheiro de casal com cuba dupla e sem divisão moldada no mármore branco. Projeto Graça Gargantini e Letícia Junqueira, via Casa Mix. / Lavabo com cuba e bancada emMarmoglass branco. Projeto Luciana Tomas, via Casa Mix.

Bancada esculpida em mármore travertino com torneira Deca. Projeto Adriana Vale e Patricia Carvalho, via Uol Casa. / Bancada em limestone, com tonalidade semelhante a do cimento queimado. Projeto Carla Asevedo e Valéria Goldenberg Bartholi, via Uol Casa.


Lavabo com cuba moldada feita no mármore Bege Bahia. Projeto Bianca Duarte (Asenne Arquitetura).
Bancadas com cubas escavadas no mármore Travertino Romano Bruto, projeto Valéria Gontijo / Sueli Adorni.

Projeto Anderson Leite e Roberta Kassouf, via Casa Mix. / Bancada de limestone com cuba escupida e torneira Perflex. Projeto A8, via Uol Casa.


Lavabo com cuba em mármore Carrara apoiada num tampo de madeira. Piso e parede em mosaico português. 


Bancada com cuba moldada em limestone e torneira Deca. Projeto Madá Campos / Bancada com cuba esculpida feita de mármore Carrara e torneira Deca.









terça-feira, julho 29, 2014

6 dicas para contratar um arquiteto



A escolha de um arquiteto é determinante para a satisfação final de sua obra. Para tomar a melhor decisão, o portal Arquitetura e Urbanismo para Todos montou uma espécie de guia de questões a se considerar na hora de contratar e que podem te ajudar a escolher o profissional mais adequado para as suas necessidades. Tenha em mente:


1) Reflita sobre o que você precisa em sua construção.


O primeiro sinal de que você precisa de um arquiteto vem com perguntas assim: “Quero construir uma casa, mas como é a casa que eu preciso?”; “Como saberei qual a melhor decisão tomar?”; “Quanto devo gastar?”; “Que tipo de imprevistos estou arriscado a ter?”; “Terei dinheiro para tudo isso?”. Quando tiver em mente as suas expectativas, contrate um arquiteto. Ele vai te ajudar a transformar isso em uma proposta, que é a base de qualquer projeto.


2) Faça uma lista de candidatos.


Para fazer a seleção, o ideal é conversar com conhecidos que já trabalharam com esse tipo de serviço ou contate arquitetos de obras com as quais você se identifica. Se ainda assim não tiver uma ideia, tente os sindicatos de seu estado e as associações de arquitetos e urbanistas.


Assim que tiver uma lista de prováveis candidatos, a primeira coisa que se deve fazer é checar se eles possuem registro no Conselho de Arquitetura e Urbanismo de seu estado. O CAU/BR possui uma ferramenta online para fazer essa checagem. Basta clicar na guia “Buscar profissional/empresa”. Lembre-se, só diploma não basta, somente arquitetos e urbanistas registrados no CAU podem exercer a profissão no país.


3) Visite as obras que ele já fez.


Arquitetos possuem portfólios para mostrar seu trabalho. Hoje em dia a maioria expõe seus projetos na internet. Leve isso em consideração na hora de avaliar quem tem o perfil mais próximo do que você precisa, mas não fique só na internet ou no papel. Visite, se possível, as obras dele e avalie sua qualidade.


4) Arquiteto é o seu primeiro representante. Use isso a seu favor.


Tudo que envolve intenção, projeto e planejamento precisa de um arquiteto desde o início. Quanto antes você envolvê-lo na sua obra, maior leque de atuação ele terá. O arquiteto é a pessoa mais indicada para representar os interesses do cliente, pois pode debater com os executores da construção quais são as melhores soluções possíveis e adequadas para cada caso. Engenheiros e mestres de obras são ótimos profissionais para pensar o processo de construção, mas a função que ela irá exercer depois de pronta depende de uma visão global e crítica que passa pela habilidade específica dos arquitetos.


Como representante dos seus interesses, o arquiteto é o primeiro a ter preocupação com a qualidade final do resultado da obra e com a sua satisfação em relação a ela. Ele é a pessoa mais indicada para supervisionar todo o processo e garantir que tudo seja encaminhado conforme decidido no projeto.


5) Não comece sua obra sem ter um projeto pronto.


Gastar dinheiro para economizar dinheiro é uma das melhores maneiras para otimizar seus recursos. “Arquitetura é um serviço de luxo” é apenas um mito muito propagado e por isso acaba se tornando uma falsa verdade. Construções não são apenas a obra, são também a manutenção futura que ela exigirá. Cada centavo gasto com os honorários do seu arquiteto retornam, seja em tempo economizado, melhor qualidade dos materiais ou a adequação da sua construção. Projetos geralmente custam de 2% a 15% do valor total do empreendimento. Por outro lado, construir sem projeto e ter de construir de novo é uma dor de cabeça que pode multiplicar o valor da obra.


6) Na hora de definir o orçamento consulte a tabela do CAU


O CAU possui uma tabela de honorários para nortear os valores para cada atividade envolvendo o trabalho dos arquitetos e urbanistas. Ao acessá-la você precisará se cadastrar. Os honorários podem ser pagos ao final de cada uma das fases do projeto e do empreendimento. Quando maior a complexidade, mais fases e mais reuniões de aprovação a obra demandará. Os preços dos serviços arquitetônicos podem variar muito, dependendo da experiência e especialidade do arquiteto, mas a tabela é muito útil para quem nunca contratou esse tipo de serviço poder negociar esses valores de maneira justa e transparente.


Para mais dicas sobre como contratar um arquiteto, consulte e faça o download da cartilha feita pela Federação Brasileira de Arquitetos (FNA) e pelo Sindicato dos Arquitetos do Estado do Rio Grande do Sul (SAERGS).






Fonte: http://arquiteturaurbanismotodos.org.br/6-dicas-para-contratar-um-arquiteto/

Como escolher o rodapé



Muito mais do que um acabamento, o rodapé é o detalhe que complementa e, às vezes, transforma a decoração de uma casa. Ele surge como fator estético relevante para a composição visual do ambiente, dando mais profundidade e elegância ao espaço.

Com as novidades tecnológicas e avanços no setor, ficou mais fácil escolher o modelo perfeito para a residência. A ampla variedade de texturas, alturas e formatos existentes no mercado auxiliam na hora da seleção.

Para quem não quer errar, combinar o rodapé com a soleira e cor das portas é sempre uma alternativa segura. O material, entretanto, não precisa ser o mesmo. Basta que as tonalidades combinem.

É possível também ousar e ter as aberturas em cores diferentes em relação ao rodapé. A estratégia é um pouco mais arriscada, obviamente, mas, com harmonia, o resultado pode ser de requinte e bom gosto, como na foto abaixo, na qual o rodapé tem a mesma nuance que a parede.


Outra alternativa, para quem quer acertar sem medo, é usar um rodapé branco ou claro. O porcelanato que reproduz pedras, como mármore, oferece praticidade e sofisticação ao ambiente. Além de ser de fácil manutenção, fino e poder ser usado em áreas secas ou molhadas, o rodapé de porcelanato garante um toque refinado ao projeto, mesmo quando o piso é de madeira, ou de porcelanato que reproduza o material.

Rodapé da linha Progetto.

Porcelanato e rodapé da linha Galeria D’Arte.

Rodapé da linha Progetto.

O oposto também é valido. Usar o rodapé em porcelanato inspirado na madeira em pisos revestidos com peças frias – mármore e pedras em geral – também é uma proposta válida e bonita. Os padrões lançados em todas aslinhas de madeira da Portobello – ex: Canela e Pátina Marfim – da linha Ecoage da Portobello são interessantes para o efeito, assim como as peças da coleção Ecoparquet.

Rodapé da linha Ecoparquet.

Utilizar o rodapé mais alto, com destaque para as peças de 15 cm de altura, presentes em diferentes modelos nas linhas da Portobello. Assim como os frisos, que dão um detalhe especialmente interessantes quando o rodapé e a parede são da mesma tonalidade.

Rodapé de 15 cm da linha Mineral.

Rodapé de linha Marmi.

Rodapé com friso da linha Galeria D’Arte.

Fonte: http://www.portobello.com.br/blog/revestimento/dicas-de-decoracao-como-escolher-o-rodape/

quinta-feira, julho 24, 2014

Linha de pendentes aposta em design ousado


Deslumbre brilhante pendurado no teto


Existem situações em que a iluminação pode – e deve – tomar para si o foco de atenção em um ambiente, principalmente quando se trata de um grande lobby de hotel ou construção com um pé-direito avantajado. Os designers de iluminação da marca britânicaHeathfield & Co sabem muito bem disso e tiram vantagem dessa prerrogativa.


A nova coleção de pendentes criados pelo estúdio, sob o comando de Chris Fox, traz peças tão impactantes e elaboradas que mais se parecem obras luminosas de arte contemporânea. Explorando os mais diversos materiais, eles criam formas ousadas e inesperadas que brincam com figuras geométricas ou evocam referências mais lúdicas, como no caso do pendenteCloud, que leva para ambientes internos a leveza e irregularidade das nuvens.

As instalações gigantes, que podem ser customizadas de acordo com cada espaço, prometem não passar despercebidas com suas formas modernas e também dar um upgrade em qualquer decoração. Afinal, uma boa dose de luz e de design não faz mal a ninguém.
























Fonte: http://casavogue.globo.com/Design/Luminarias/noticia/2014/05/deslumbre-brilhante-pendurado-no-teto.html

terça-feira, julho 22, 2014

Frank Gehry assina edifício para a maison em Paris


Louis Vuitton em aço e vidro diáfanos
Frank Gehry assina edifício para a maison em Paris


A Fundação Louis Vuitton divulgou imagens do seu novo edifício. Projetado pelostarchitect Frank Gehry, o prédio de vidro e aço será inaugurado no próximo dia 27 de outubro no Jardin d’Acclimatation, coração da capital francesa.


O edifício centralizará as atividades da Fundação, que promove a arte contemporânea internacionalmente. Também marca os 160 anos de existência do império de luxo, que começou em 1854 como um ateliê de malas, liderado pelo artesão Louis Vuitton.

Gehry projetou o edifício envolto em 12 conchas de vidro, construídas com 3.600 painéis - cada um feito sob medida com precisão milimétrica. O aspecto diáfano permite que o monumento se funda ao jardim. Cria também um diálogo com o Grand Palais, o famoso palácio de exposições com teto transparente construído no século 19 e marco arquitetônico da cidade. 

O corpo do edifício é composto por galerias que exibem o acervo permanente e mostras temporárias, além de um auditório com capacidade para 350 lugares. Um terraço sob a cobertura de vidro oferece vistas panorâmicas de Paris e do verde ao redor.


quarta-feira, julho 16, 2014


quinta-feira, julho 10, 2014

Um legítimo loft


Construído nos anos de 1970, o apartamento passou por diversas intervenções para alcançar o estilo pretendido





Visto com frequência em filmes americanos, esse estilo de morar tem conquistado cada vez mais adeptos no Brasil, principalmente entre jovens casais e solteiros. 


As características principais são poucas paredes - promovendo a integração de ambientes e aumentando a sensação de amplitude -, instalações e concreto aparentes, que podem contribuir para a economia da obra, pois dispensam algumas fases de acabamento, além de materiais que remetem a galpões e fábricas, dando um ar de improviso ao lar. 


A partir desse perfil, o arquiteto Tiago Curioni traçou as diretrizes para adaptar um layout de mais de 40 anos às necessidades de uma planta mais moderna, com poucas divisões e mais pontos elétricos e hidráulicos, devido ao aumento de equipamentos eletrônicos usados no dia a dia.

Obra


O jovem proprietário gosta de cozinhar e receber os amigos, por isso a cozinha recebeu grande atenção durante a reforma. "Demolimos a parede que fazia divisão entre a sala, a cozinha e o quarto de empregada para melhorarmos o espaço de circulação e eliminarmos as barreiras visuais, permitindo maior incidência de luz natural, proveniente das grandes janelas da cozinha e da sala", diz o arquiteto. Para organizar os livros do morador, prateleiras e um sofá-baú de marcenaria foram construídos, formando uma pequena área de leitura entre a sala de estar e a cozinha.




Problema

Como o imóvel tem mais de 40 anos de construção, a parte elétrica e a hidráulica não eram compatíveis com a quantidade de pontos necessários para o número de aparelhos, lâmpadas e toda a tecnologia abarcada no projeto. Dessa forma, o arquiteto precisou refazer as instalações, que agora são formadas basicamente por perfilados e eletrodutos de ferro galvanizado, aparentes por todos os cômodos. Essa etapa da obra custou R$ 1.500 e permitiu a implantação de trilhos com spots cênicos, que saíram por R$ 17,50 cada, substituindo as dicroicas embutidas no gesso, comuns em projetos contemporâneos. Pendentes cônicos em alumínio compõem a iluminação da bancada de refeições e custaram R$ 80 cada.










Efeito especial

Na sala de TV, o arquiteto criou um painel revestindo a parede original com tijolinhos de demolição, que saíram por R$ 1,20 a uinidade, e em seguida aplicou um pórtico de gesso. A iluminação feita na vertical com fita de LED nas laterais confere profundidade, dando a impressão de haver um corredor atrás da TV. "O objetivo era compor um jogo de luz e sombra que evidenciasse o relevo dos tijolinhos", explica Tiago.



Separados pelo acabamento
Para caracterizar o estilo industrial, as paredes divisórias foram removidas e toda a demarcação dos ambientes agora é feita pelo mobiliário e pelos acabamentos das paredes, que foram pintadas com tinta acrílica fosca, na cor cinza (Chuva de Verão), da Coral, e das vigas estruturais, mantidas em concreto aparente, que destaca os pórticos do loft. Para aumentar o conforto visual, o arquiteto instalou rodapés de MDF branco, da Eucafloor, que custam cerca de R$ 70 o m².



A marcenaria suspensa facilita a limpeza e deixa o ambiente mais leve. O nicho ao lado das gavetas serve como sapateira

Marcenaria

Toda a marcenaria foi executada em carvalho americano - uma madeira clara em tons mel e dourado -, que se harmoniza com a cor de madeira Nogal usada no piso e com o concreto aparente das vigas. "Buscamos um acabamento o mais natural possível e que, combinado aos demais revestimentos, trouxesse um ar masculino à suíte", diz o arquiteto. A marcenaria completa, com cama, armários, criados-mudos e o gabinete do banheiro, custou R$ 10 mil. O suporte giratório possibilita ao morador assistir a TV em diferentes ângulos do quarto e custou R$ 129.









Resultado
"Não é sempre que encontramos pessoas que topem uma proposta como esta, cheia de características industriais, sem muitas paredes, instalações expostas, dando carta branca para criarmos espaços originais e diferentes do que encontramos por aí. Me preocupei em retribuir a confiança depositada, entregando um projeto harmônico, pautado pela eficiência e qualidade dos materiais", diz o arquiteto, satisfeito pelo trabalho desenvolvido. Os materiais utilizados foram escolhidos partindo do princípio da durabilidade, para que o morador não se preocupasse com uma nova reforma tão cedo. Além disso, a masculinidade solicitada pelo jovem, foi respeitada sem carregar os ambientes.

Projeto Tiago Curioni




fonte: http://construirmaispormenos.uol.com.br/ESCM/economia-obra/44/artigo313523-2.asp