terça-feira, agosto 26, 2014

Em Miami, um oásis no 35º andar

Apartamento moderno reverencia a paisagem



Quando um dinâmico casal – que vive entre Nova York e Miami, ocupado com sua vida profissional e ativismo político –, resolveu decorar o novo apartamento no 35º andar do exclusivo edifício Continuum 1, em South Beach, Miami, o pedido ao designer de interiores foi um ambiente moderno e o mais perto possível de um oásis de tranquilidade minimalista. A ideia do empresário Brad Carlson, parceiro da firma Fortis Development Group, e seu noivo Austin Allan, fundador da Tio Gazpacho, uma linha de gazpacho orgânico engarrafado, foi uma casa onde se pudesse entrar e desligar da correria do dia a dia.


Stephen Alton, o designer contratado para o projeto, decidiu então tirar partido da vista espetacular que a elevada posição do apartamento oferece para as praias do oceano Atlântico e a famosa Ocean Drive, no distrito Art Déco. “O céu, o mar e a linha do horizonte foram os pontos de partida para o projeto. Todas as decisões foram feitas a partir daí: paredes, móveis baixos, bancada da cozinha, armários, e até o piso da varanda, sempre com a ideia de alongar essa referência horizontal para dentro do apartamento. E, é claro, evitar qualquer interrupção da vista.”

Para as áreas comuns, Stephen usou o branco como artifício para manter o foco no azul do céu e do mar. Já na área dos quartos o designer escolheu cores mais tropicais e vibrantes para adicionar personalidade e sentido ao local, pois, como ele diz, “afinal estamos em Miami!”.


No living optou-se por sofá e mesa de centro bem baixos, da italiana Zanotta, que dão ao ambiente uma escala que expande o espaço para a varanda adjacente. Lá, dois bancos da Modern Outdoor, com geometria bem simples mas em forte tom de laranja, criam um contraste estimulante com o turquesa do mar. 

A mesa de jantar da italiana Desalto também segue as linhas simples da decoração. Com base cinza e tampo opaco, a peça, faz composição com as cadeiras brancas da Arper, complementando a neutralidade do mobiliário embutido da cozinha, que é aberta para o living.

Um dos destaques do projeto é o banheiro principal. Com um visual contemporâneo, selecionado pessoalmente por Stephen, o cômodo, de piso e parede de mármore Carrara, é um verdadeiro Spa. Duas pias com armários, um espaçoso box e uma fantástica banheira elevada, também de mármore Carrara, compõem o ambiente.

O projeto harmoniza bem com a Miami moderna, com toques criativos inusitados, como a instalação de espelhos na parede do hall de entrada, estabelecendo uma forte conexão com o exuberante cenário natural da cidade. Os clientes gostaram tanto do projeto que acabaram tornando o apartamento sua residência principal. “A estética clean e ampla permite curtir as vistas de qualquer ponto do apartamento. Parece que você está em um avião, voando sobre as águas azul-turquesa. Na verdade, estamos tão alto que os pequenos aviões às vezes voam passando abaixo do nível da nossa varanda”, diz Brad.







































Fonte: Casa Vogue

quarta-feira, agosto 20, 2014

Saiba quais os melhores tipos de vidro para diferentes aplicações dentro de um projeto arquitetônico


Leve e funcional

Para os que anseiam por privacidade, vidros em versões reflexivas são uma boa pedida. O lado de fora espelhado não permite que as pessoas vejam o que está acontecendo do lado de dentro.


Sustentabilidade, eficiência energética e apelo estético. Nos dias de hoje, essas três características são essenciais a qualquer projeto arquitetônico. E existe um material que pode, facilmente, garantir tudo isso: o vidro.

Extremamente versátil, o vidro pode ser utilizado em variados ambientes com as mais diversas funções, além da opção de ser incorporado em mobiliário ou objetos de decoração. "O mercado vidreiro dispõe de soluções para atender às mais distintas necessidades, tais como conforto acústico e térmico, estética de muitos padrões, diferentes níveis de reflexão e entrada de luminosidade e segurança patrimonial e dos usuários contra acidentes e violência", afirma Silvio Ricardo Bueno de Carvalho, gerente técnico da Abravidro (Associação Brasileira de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos).

Para fazer bom uso do material, no entanto, é necessário conhecer os diversos tipos existentes no mercado e saber qual é o mais adequado para cada função. A Casa & Construção conversou com especialistas e levantou um verdadeiro dossiê sobre o vidro e suas aplicações. Confira!

Portas, janelas e boxes de banheiro 
Em portas e boxes de banheiro é preciso utilizar os vidros temperados. "Esse tipo recebe um tratamento térmico que o torna cinco vezes mais resistente que um vidro comum", explica Carlos Henrique Mattar, gerente de marketing da Cebrace. Além disso, o vidro temperado traz mais segurança, já que em caso de quebra ele se estilhaça em pequenos pedaços sem ponta, evitando maiores acidentes.



Nas janelas ou em grandes aberturas, os vidros mais comuns usados nas esquadrias são os monolíticos e laminados, que podem ser incolores ou coloridos. Hoje em dia as empresas investem em tecnologias que permitem a fabricação do material com proteção solar, conseguindo bloquear até 70% do calor e conservar a luminosidade.

Guarda-corpos, coberturas e claraboias 
Pela questão da segurança, existe uma norma da ABNT que determina que os vidros utilizados em guarda- corpos sejam laminados ou aramados. O primeiro é formado por duas chapas de vidro com uma camada intermediária entre elas, que pode ser PVB (polivinil butiral) ou resina. Já o segundo tem uma malha metálica em sua massa. "Embora possam ser quebrados, os fragmentos geralmente aderem às camadas de interpostas, reduzindo os riscos de lesão", explica Alexandre Bonato, gerente técnico e comercial da Guardian.

As mesmas indicações valem para as coberturas e claraboias, sendo que nesses casos é recomendado investir em vidros com proteção solar para deixar os ambientes mais arejados e evitar o desgaste de móveis que possam ficar expostos à luminosidade solar.








O vidro colorido como revestimento de parede é uma boa saída para substituir porcelanatos. Ele também pode ser usado para portas, desde que seja temperado.

Vidros com proteção solar conseguem bloquear até 70% do calor. O melhor é que eles conservam a luminosidade e, por consequência, promovem ganhos energéticos ao manterem a temperatura agradável e diminuírem a necessidade de aquecedores ou aparelhos de ar-condicionado.








Fachadas e sacadas 
Novamente por questões de segurança dos usuários, os vidros precisam ser laminados ou temperados. No caso de o projeto contar com uma fachada de vidro, existem alguns tipos em versão refletiva que são perfeitos para quem deseja maior privacidade. Com aspecto espelhado, esses vidros não permitem que quem está do lado de fora consiga enxergar o interior da casa. Outra versão interessante são os autolimpantes, que captam os raios UV e os utilizam para quebrar a sujeira em pequenas partículas. "Quando chove, a água lava esse vidro, mantendo-o limpo e reduzindo os gastos e o esforço do proprietário", explica Mattar.

Revestimento de paredes 
Nas paredes, com fins de revestimento, o apelo estético é o principal fator na hora de escolher qual tipo utilizar. Atualmente, além dos espelhos clássicos, existem vidros impressos com várias alternativas de texturas, pintados a frio, serigrafados, coloridos e brilhantes, entre outras opções. É escolher o que combina melhor com o projeto e contratar uma empresa ou profissional especializado para a aplicação. 





Os espelhos como revestimento podem ser utilizados de diversas maneiras diferentes. Quando inteiros, dão sensação de amplitude ao ambiente. Já recortados, ganham apelo estético.


Fonte: http://revistacasaeconstrucao.uol.com.br/ESCC/Edicoes/106/artigo313614-2.asp

terça-feira, agosto 19, 2014

Estilo japonês no loft de concreto




Num edifício antigo de estilo industrial, com paredes e muitas vigas de concreto aparente, nasceu um espaçoso loft definido por uma estética de traços marcadamente japoneses. O inusitado é que o imóvel fica em Atenas, na Grécia, a milhares de quilômetros de distância do Japão. Mas estão ali a madeira, presente no piso e em muitos móveis, os painéis translúcidos e o minimalismo clean oriental, além de peças assinadas por Patricia Urquiola que garantem a vocação para o design do apartamento.

Projetado recentemente pelo escritório de arquitetura Estúdio Ese, o loft serve não só de morada, mas também de local de trabalho. O escritório conta até com uma entrada separada tanto do elevador quanto das escadas e é todo envolto por vidros jateados que formam uma caixa de aço. Outro espaço com dupla função é a cozinha, já que ela conta com uma grande mesa que serve para o jantar à noite, mas que se transforma em sala de reuniões durante o dia. Para manter a privacidade dos moradores, o quarto é isolado por meio de pilares de concreto que o separam dos demais ambientes.

Um cômodo para lá de charmoso é a varanda coberta, que conta com uma piscina rasa de estilo japonês, painéis deslizantes, plantas e duas cadeiras da designer espanhola que reforçam o charme do espaço. Uma porta de vidro (ao lado) leva a um charmoso banheiro, com banheira, sanitário e pia vertical em preto, em harmonia com o piso de ladrilho hidráulico preto e branco e com as paredes em tons de cinza.





























Fonte: http://casavogue.globo.com/Interiores/noticia/2013/02/estilo-japones-no-loft-de-concreto.html

Aeroporto Internacional de Mumbai




Inaugurado em Janeiro/2014, o Terminal 2 - inspirado na forma dos pavilhões tradicionais da Índia - adiciona aproximadamente 370.000 m2 de espaço para acomodar 40 milhões de passageiros a cada ano.


Com projeto desenvolvido pela Skidmore, Owings & Merrill (SOM), o edifício de quatro pisos integra as mais recentes tecnologias construtivas à arquitetura tradicional indiana, especialmente no design da cobertura que se estende sobre todo o terminal.



A ampla cobertura central suportada por 30 pilares em forma de cogumelo e com iluminação natural proveniente de claraboias e fachadas envidraçadas é complementada pelo fechamento lateral com painéis de metal perfurado que filtram os raios do sol. Esta disposição, aliada à utilização de um sistema de controle inteligente da iluminação artificial em todo o terminal, permite uma redução estimada de 23% no custo de energia.

Os espaços monumentais, criados abaixo das trinta colunas principais, lembram os pavilhões bem ventilados e pátios interiores da arquitetura regional tradicional. Pequenos discos de vidro colorido, dentro dos "caixotões" da cobertura, salpicam o saguão abaixo com luzes. A constelação de cores faz referência ao pavão, ave nacional da Índia e símbolo do aeroporto.

Modernidade e conforto com ênfase na cultura tradicional

Um painel de vidro com 15 metros de altura - o mais alto do mundo - abre-se para o hall do check-in. A fachada transparente também permite a companhia das pessoas (que devem permanecer fora do terminal devido ao regulamento da aviação da Índia) para ver seus amigos e familiares decolando.



O corredor de check-in leva a uma área de lojas -- um espaço comum que possibilita aos passageiros fazer compras, comer e observar os aviões levantando voo, através de suas amplas janelas do chão ao teto. Centralmente localizadas na junção dos saguões e o do núcleo do terminal, as praças comerciais oferecem um ponto focal de atividades, bem próximo dos portões de embarque. 

Nesses espaços e em todos os saguões, peças e detalhes servindo de referências culturais, tais como candelabros inspirados na flor-de-lótus e trabalhos em mosaico tradicional de vidro, criados por artistas locais, conectam o viajante a uma comunidade e uma cultura além do aeroporto. 

Obras de arte e artefatos regionais são exibidos em uma Parede Artística central, iluminada por claraboias logo acima. A prevalência da arte e da cultura locais, aliadas ao emprego de cores quentes e destaques elegantes, eleva a atmosfera do terminal além da experiência típica, frequentemente pouco criativa, dos aeroportos.



Projeto flexível

O local da construção do novo edifício do terminal estava nas proximidades do terminal existente, que teve de permanecer em pleno funcionamento durante toda a construção. Esse requisito inspirou a planta do terminal em forma de "X" alongado, que incorporaria desenhos modulares para se adaptar à construção rápida e por etapas.


Esse formato inovador também permitiu a consolidação dos departamentos de processamento de passageiros, manuseio de bagagens e de lojas e restaurantes no centro do terminal. Em cada andar, passagens radiadas diminuem as distâncias de caminhada desde o centro do terminal até as áreas de embarque, ao mesmo tempo em que maximizam o perímetro dos terminais para aumentar a quantidade de portões de acesso às aeronaves.


A cobertura do terminal -- uma das maiores do mundo, sem uma articulação de expansão -- assegura maior flexibilidade ao terminal. A estrutura metálica treliçada permite a execução de grandes vãos aumentando o espaçamento das 30 colunas de 40 metros de altura, distantes entre sim o suficiente para criar um espaço completamente livre e flexível para distribuir os balcões de atendimento aos passageiros e praças comerciais.


Modelo estrutural tridimensional da estrutura principal


Diagrama e Modelo da coluna



Aeroporto Internacional Mumbai - Corte Sul.

Detalhes da construção







Fontes:

Skidmore, Owings & Merrill / www.archdaily.com / www.engenhariacivil.com /
Imagens cortesia de Skidmore, Owings & Merrill / © SOM /