domingo, junho 07, 2015

Em São Paulo, morada transpira convivência


Peças de grife marcam lar de casal com filhos




Há muito para ver no apartamento paulistano projetado para um casal de empresários com seus dois filhos adolescentes. Peças com pedigree, como a poltrona Mama, de Gaetano Pesce; os sofás Turner Bay Hannes Wettstein; as cadeiras Flow, de Jean-Marie Massaud; as cadeiras Who, de Rodolfo Dordoni; além de dois imponentes quadros assinados por Joan Miró, preenchem com grife o imóvel de 342 m².


Convidada para desenvolver o projeto, a arquiteta e decoradora Jóia Bergamo, conta que deu vida a um apartamento recém-entregue pela construtora. "O casal queria aproveitar ao máximo os espaços, de modo que todos fossem ambientes utilizáveis. Era desejo dos proprietários também que a decoração contemplasse elementos clean e confortáveis", revela ela, que tinha a tarefa de projetar cômodos de convívios amplos com estética contemporânea e atemporal.

Para atender todos esses anseios, Jóia fez uma grande área social toda integrada com a varanda. A estratégia para sinalizar a função de cada ambiente foi a divisão dos espaços no formato de nichos aconchegantes mobiliados com design moderno.

A sala de jantar foi incorporada ao espaço gourmet. "Deixamos um ambiente grande com funções definidas e independes", diz. No mesmo lugar, um home theater, espaço zen e um canto com uma lareira para aquecer as noites mais frias.

As três agradáveis chaises funcionam como passaporte para o relaxamento. Dispostas confortavelmente no ambiente, os móveis são um convite ao bem-estar com muito charme. Após esse refúgio, foi criado um recanto zen que recebe um espaçoso futon, que dá para uma maravilhosa vista. Para demarcar os ambientes, a profissional fez um jardim minimalista formado por espadas de São Jorge.

Para compor o décor, a arquiteta trabalhou com mobiliário totalmente planejado e móveis e outros objetos novos - adquiridos em lojas como Montenapoleone e Casual Móveis. Jóia abusou do bom gosto na escolha do pisos - de mármore travertino romano bruto e madeira. Segundo ela, é um dos detalhes mais importantes da decoração.

Na ala íntima, encontram-se duas suítes customizadas para seus filhos e a suíte do casal, além de um clássico escritório, que recebeu um up com a energia do vermelho impressa em alguns móveis. Ainda neste setor da casa, merece atenção a profissional sala de música e um ateliê para oficina de violinos, hobby do proprietário.

A cozinha branca é um curinga na decoração. A mesa oval modelo Saarinen amarela confere um tom divertido e quebra a uniformidade do espaço.

















Fonte: http://casavogue.globo.com/Interiores/apartamentos/noticia/2015/06/pecas-de-grife-marcam-lar-de-casal-com-filhos.html

terça-feira, junho 02, 2015

6 erros que você deve evitar em sua loja



A escolha da iluminação é extremamente importante para mostrar seu produto



Lojas bonitas atraem mais clientes - e, claro, vendem mais (Foto: Reprodução)

Lojistas muitas vezes pensam demais na qualidade dos produtos e dos serviços que oferecem e subestimam a importância do design de loja. Detalhes do planejamento espacial do estabelecimento sofrem com a economia de gastos, o que pode ser um perigo. O barato pode sair caro e acabar prejudicando o funcionamento e as vendas. Para ajudar lojistas, a especialista Jane Porter, do site Entrepreneur, reuniu seis erros que devem ser evitados para você não ter de correr atrás do prejuízo.

1. Deixar de fazer uma inspeção completa da instalação

O espaço desejado para a loja pode parecer um lugar ideal para as suas necessidades, mas pode ter problemas ocultos. Instalações elétricas e sistemas de ventilação mal projetados custam uma fortuna para consertar. Por isso o ideal é detectá-los antes de assinar um contrato de aluguel de longo prazo. O consultor em planejamento de lojas Jerry Birnbach aconselha a levar um arquiteto ou empreiteiro ao local antes de fechar qualquer contrato. “Há muitos esqueletos escondidos, coisas que você precisaria saber logo de cara”, diz.

2. Dar pouca atenção ao giro do estoque

Muitos varejistas não pensam sobre a relação do espaço da loja com a rotatividade dos produtos. Antes de considerar as opções do projeto de design, é bom estimar a quantidade de mercadoria que você vai vender e quanto de estoque será necessário para manter a loja, e consequentemente, o espaço que eles ocuparão. Para a consultora canadense Melanie McIntosh, o mais importante é planejar e questionar: “Qual o estoque que minha loja precisa ter para cobrir o custo do funcionamento?”

3. Escolher uma iluminação errada

A escolha da iluminação adequada é extremamente importante para o quão apelativo seu produto vai parecer. Todos os produtos, de vestidos de gala a cortadores de grama, têm um tipo de iluminação mais adequado. Isso envolve conceitos como temperatura e eficiência energética. “A questão não é apenas enxergar o produto, mas também levar em consideração as cores e a temperatura da luz”, diz Birnbach.

A iluminação é muitas vezes mal projetada porque os varejistas estão tentando cortar custos. Outra situação comum é confiar muito em conselhos de terceiros – especializados ou não – sobre o assunto sem levar em conta o conhecimento próprio sobre o funcionamento do negócio.

Harvey Rovinsky, dono de sete joalherias em Nova Jersey, comprovou a importância de uma iluminação adequada quando reformou a loja matriz. O arquiteto contratado por ele selecionou um tipo de luz fria, que deixava as joias sem brilho. “No ramo de joalherias, é necessário ter um trabalho de luzes incrível”, explica Rovinsky, que atribui seu erro à sua confiança excessiva no arquiteto.

4. Negligenciar o design da área do caixa

Muitos varejistas não ligam muito para a área do caixa, apesar da sua importância. Mas é importante certificar-se de que haverá espaço suficiente para que o espaço não fique muito lotado com devoluções, clientes e produtos. “Você quer causar uma boa impressão nos clientes quando eles estão saindo”, diz McIntosh.

5. Exibir produtos de forma desordenada

O modo de exibir as mercadorias pode afetar significativamente as vendas, mas alguns varejistas não consideram a forma como seus clientes fazem compras quando planejam a loja. “Quando um cliente pergunta sobre um produto, você tem de ziguezaguear pela da loja em busca do que deseja?” pergunta McIntosh. Se a resposta for positiva, há um problema.

Jim Broadhead, dono de uma loja de artigos de viagem em Alberta, no Canadá, só percebeu como seu estabelecimento era mal organizado quando procurou a ajuda de McIntosh. A loja já funcionava havia 12 anos e contava com três andares, mas ainda assim não tinha uma distribuição de produtos eficiente. Os itens eram agrupados por tipo, com todas as calças juntas, por exemplo, desconsiderando estilo ou função.

Broadhead descobriu que os consumidores podiam se localizar melhor se os itens fossem disponibilizados por categorias, colocando, por exemplo, todas as roupas de ginástica em um só lugar. Desde o redesenho da loja, no ano passado, suas vendas cresceram 15%.

6. Renunciar flexibilidade

As tendências de compra do consumidor estão sempre mudando, o que significa que os varejistas precisam agregar flexibilidade em seus projetos. Ao mesmo tempo em que displays flexíveis podem requerer mais investimento inicial, eles podem tornar a vida muito mais fácil quando for a hora de modificar as ofertas da loja.


fonte: http://revistapegn.globo.com/Dia-a-dia/noticia/2014/12/6-erros-de-design-que-voce-deve-evitar-em-sua-loja.html

quinta-feira, maio 28, 2015

Postes com painéis solares iluminam e fornecem energia



CRIADA NO CHILE, A "ÁRVORE SOLAR" GERA ELETRICIDADE SUFICIENTE PARA ILUMINAR PRAÇAS E E CARREGAR EQUIPAMENTOS ELETROELETRÔNICOS


Desenvolvido pela empresa de iluminação chilena Tuboled, o projeto destes postes conta com LEDs e é equipado com painéis fotovoltaicos. O formato da estrutura foi inspirado na morfologia das árvores, onde as “folhas” foram substituídas pelas placas solares, a fim de incentivar e popularizar o uso de energias limpas.

Durante o dia, gera-se energia suficiente para manter dez lâmpadas de LED, dispostas no topo do volume, acesas durante a noite.

Integrado à rede pública, o sistema tem capacidade para iluminar espaços públicos como praças e avenidas com custos reduzidos, além de poder ser utilizado pela população para carregar celulares e outros aparelhos eletrônicos por meio de entradas USB.

“Trata-se de um projeto que pode ser útil para as pessoas, oferecendo um local para relaxamento no meio da cidade ou para o carregamento de seus celulares. O melhor é que tudo isso acontece gratuitamente, uma vez que o sistema utiliza a energia fornecida pelo sol”, explica o gerente geral da Tuboled, Carlos Arias.

De acordo com a empresa fabricante, existem negociações para que as “árvores solares” sejam instaladas no Brasil.
Publicada originalmente em ARCOweb em 27 de Fevereiro de 2014

sábado, maio 23, 2015

Luminária de LED inspira-se nos primeiros satélites


Cores e reflexos em um pendente espacial




A luz ganha centenas de nuances no pendente Elaine, criado pelo designer Daniel Becker, de Berlim. A peça redonda tem 150 luminárias de LED, cada uma cercada por difusores de alumínio com oito faces. O metal multiplica a luz e faz com que a peça lembre uma enorme flor de 80 cm de diâmetro


Os LEDs estão fixados a uma fina armação de aço inox quase oculta. Por dentro dela, passa a eletricidade. Segundo Becker, o design tem inspiração espacial: o formato dos primeiros projetos de satélites, que até a década de 1960 eram arredondados.

A peça foi lançada em março de 2014, durante a feira Light + Building Frankfurt, mas o projeto começou quando o designer ainda estudava na Braunschweig University of Art, na Alemanha. Na época, surgiu a proposta de criar objetos com o tema "ready-made". Becker propôs uma lumináriafuturista feita com latinhas de vela. A ideia ficou adormecida até o jovem discutir com a fabricante holandesa Quasar a criação do produto em escala industrial. Surgiram então versões de mesa e piso.

O profissional tem tanta amor pela criação que fala da luminária como se fosse humana. "Ela é uma peça de design glamurosa e esférica, adequada a muitos interiores diferentes". Não admira que tenha nome próprio.













Fonte: Casa Vogue

quinta-feira, maio 14, 2015

Imóveis adaptados garantem independência a pessoas com deficiência motora




O censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que 45 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência. O número corresponde a aproximadamente 24% da população. Do total, 13 milhões de pessoas declararam ter uma deficiência grave motora, visual, auditiva ou mental. Segundo a pesquisa, quatro milhões de pessoas afirmaram ter problemas motores severos. “É preciso olhar com carinho para estas pessoas e contribuir para que o direito a acessibilidade seja garantido”, ressalta Carlos Samuel de Oliveira Freitas, advogado imobiliário.

Segundo Freitas, é necessário que o mercado imobiliário esteja preparado para receber pessoas com deficiência, principalmente as com problemas motores. Os imóveis adaptados facilitam e muito a vida de quem não pode se mover com tanta facilidade. “O uso de cadeira de rodas, por exemplo, limita a amplitude dos movimentos, exigindo um espaço maior para virar ou dar a volta completa. O cadeirante tem que ter autonomia para realizar estas manobras. Com o planejamento certo na hora de construir, ou até mesmo reformar, isso é possível”, destaca.

Os imóveis adaptados devem priorizar a independência e o conforto de quem tem alguma limitação física. Pequenas mudanças podem significar mais qualidade de vida no ambiente residencial e permitir uma locomoção rápida e segura.


“O espaço para circulação deve ser amplo, pois assim é possível realizar manobras, circular, se aproximar de objetos e alcançá-los. Para que a cadeira de rodas passe livremente, as portas devem ter, no mínimo, 80 centímetros de vão”, observa Freitas, diretor do departamento de condomínios da PRIMAR Administradora de Bens.

Além de portas largas, os corredores de acesso aos ambientes devem permitir manobras de 90º. O excesso de mobília deve ser retirado, assim como os armários localizados embaixo de tampos. Em alguns casos, a eliminação de paredes pode ajudar a melhorar a mobilidade dentro de casa. “Os cômodos devem ser grandes o suficiente para possibilitar um giro de pelo menos 180º. Com este espaço, o cadeirante é capaz de entrar e sair sempre de frente. No banheiro, os desníveis devem ser eliminados e a instalação de barras de apoio é fundamental”, aponta.

A norma ABNT NBR 9050:2004 dá orientações sobre a acessibilidade a edificações, mobiliário, espaço e equipamentos urbanos e é uma referência na hora de planejar, construir ou reformar espaços adaptados. São critérios e parâmetros técnicos que precisam ser observados a fim de assegurar boas condições de acesso as pessoas com algum tipo de deficiência. “Somente as edificações que seguem o que está disposto nesta norma podem ser considerados acessíveis”, esclarece Freitas, vice-presidente da Associação de Advogados do Mercado Imobiliário (ABAMI).

A norma considera que a acessibilidade é a possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para a utilização com segurança e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, equipamentos urbanos e elementos. Qualquer pessoa, inclusive as com mobilidade reduzida, devem ter acesso a estes espaços. “A norma ainda destaca que o termo acessível implica a acessibilidade física e de comunicação”, acrescenta o especialista, diretor adjunto de relações com o judiciário da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (ABADI).

De acordo com os parâmetros estabelecidos na norma ABNT NBR 9050:2004, a altura de objetos como os interruptores, por exemplo, deve estar entre 0,60 e 1,00 m de altura. O documento ainda dispõe que as edificações residenciais multifamiliares, condomínios e conjuntos habitacionais devem ter áreas comuns acessíveis. “Em edificações unifamiliares a aplicação do disposto é facultativa. Esta norma é de extrema importância para as pessoas com dificuldades de mobilidade e representa um avanço para assegurar mais dignidade a esta parcela da população”, finaliza.



Fonte: http://bagarai.com.br/

terça-feira, maio 05, 2015

Reforma dá destaque à cozinha


A integração da área social foi o foco

Ele é consultor e ela advogada. Para viver com seu filho, eles adquiriram um apartamento de 137 m² no Tatuapé, em São Paulo. No entanto, a morada como foi entregue não era satisfatória. Por isso, o casal contratou os serviços das arquitetas Agnes Manso e Alice Miglorancia, do Studio SM2. A demanda mais importante dos proprietários foi a seguinte: "queremos um lar bom para receber os amigos".

Tendo essa premissa em vista, nada mais natural que colocar a cozinha em evidência, integrando-a às salas. Onde a parede foi demolida, atualmente, está uma grande mesa de jantar branca, com superfície de vidro. Em dias de eventos a mesa comporta até 8 pessoas. O teto da cozinha foi rebaixado com gesso para esconder a presença da viga entre o cômodo e a sala de estar. O desnível é marcado pela iluminação.



Sob a mesa de jantar o piso de madeira de demolição serve de transição entre as áreas da cozinha e da sala de estar – ambas tem piso de porcelanato. A mesma madeira está presente nos gabinetes inferiores da cozinha. Os armários suspensos, por sua vez, receberam como acabamento lâminas de espelho. A coifa metálica segue a temática da alta refletividade. Por traz do conjunto, vê-se uma parede revestida de pastilhas de vidro azul bic. A despensa, localizada atrás do refrigerador, é acessada pela área de serviço.

O tom predominante do projeto é o azul, presente pela casa em diversas variações. Já os materiais mais utilizados foram a madeira de demolição, a pastilha de vidro, a fórmica, a laca colorida e o vidro.

A integração dos ambientes resultou na sensação de continuidade dos espaços, o que proporciona aos visitantes e moradores a impressão de amplitude do apartamento indo de encontro à necessidade do casal: a congregação de muitos amigos.






















Fonte: Casa Vogue

quinta-feira, abril 30, 2015

Anos 1950 inspiram este café, na Polônia



Cozinha à mostra e itens retrô marcam ambiente



Localizado na cidade de Breslávia, na Polônia, o Di Café Deli proporciona uma experiência sensorial a partir da porta de entrada. O mix de aromas de cafés e pães recém-saídos do forno e a estilosa ambientação dão as boas-vindas aos visitantes, anunciando que aquele é o endereço ideal para começar bem o dia.

 Os proprietários pediram aos profissionais do Buck.Studio um projeto de interiores baseado na ideia de uma sala de jantar informal, um lugar para refeições em comum que promovesse o contato entre diferentes grupos de clientes. Como resposta, os designers de interiores traçaram um décor inspirado nos anos 1950, onde a mesa de jantar oval aparece como elemento principal, acompanhada por um grande guarda-louça de madeira, que se estende quase até o teto, e por uma ilha de mármore com função de balcão de bar.

 No meio do salão, posicionaram a luminária-instalação de vidro suspensa, criada por eles.






Os visitantes podem acompanhar o movimento da cozinha e da padaria a todo o tempo, já que elas estão separadas do salão por uma estrutura translúcida, feita com vidro, madeira e aço.

 Estes três materiais são repetidos no restante do ambiente em diferentes versões, como nos bancos e nas cadeiras retrô, com desenho inspirado em originais da década de 1950. Para acompanhar o estilo do mobiliário, o Buck.Studio criou também luminárias pendentes, posicionadas sobre as mesas menores.





A padronagem criada pelo ladrilho preto e branco do piso marca toda a identidade visual do café e é repetida nas páginas do menu, para que os clientes possam usá-lo como tabuleiro de damas enquanto esperam seus pedidos.


















Fonte: Casa Vogue