terça-feira, junho 29, 2010

Escadas




1. O que determina um bom projeto?

Para conciliar conforto e beleza, a escada deve estar em harmonia com o estilo arquitetônico da moradia. Uma localização bem estudada impede, por exemplo, que a parede seja riscada após o transporte de um móvel de um andar para outro. Evita, ainda, o surgimento de cantos sem uso e problemas de circulação no ambiente. Além disso, ao saber o espaço que ela vai ocupar, é possível calcular a quantidade de degraus, além da largura e altura deles, medidas essenciais de ergonomia.

2. Quais as medidas de conforto e segurança de uma escada?

É preciso ser minucioso na execução. Veja quais os números da escada ideal:

Largura mínima do degrau: 60 cm Atenção: quanto mais largo o degrau, maior a sensação de segurança.) 
Profundidade do piso (parte a ser pisada): entre 27 e 30 cm. 
Altura entre os degraus (espelho): entre 15,5 e 19 cm. 
Inclinação: entre 30 e 35 graus em relação ao piso. Mais inclinada que isso, ela ocupa menos espaço, mas se torna um empecilho para idosos e crianças. 
Distância mínima entre degraus e cobertura: 2 m

Para verificar se as medidas estão proporcionais e, portanto, a escada oferece passos confortáveis, respire fundo e aplique a seguinte fórmula: multiplique a altura do espelho por dois. A esse resultado, some a profundidade. O valor total tem de se aproximar de 64 cm.

Lembre-se ainda de que as quinas não podem ser muito arredondadas, para não prejudicar a firmeza do passo, nem muito vivas, ou causarão ferimentos em caso de acidente. E, se houver crianças ou idosos na casa, por exemplo, o piso deve ser de material antiderrapante ou receber acabamentos com essa característica, como as lixas ou os sulcos colocados nas beiradas dos degraus.

3. É obrigatório ter corrimão?
Há regras específicas de acordo com a utilização da escada. As de uso público devem ter obrigatoriamente corrimão. Nas casas, esse elemento pode ser dispensado ou não - é uma escolha do arquiteto e do morador. Se ambos optarem por ele, sua altura segura é de 90 cm.

4. Quais são os formatos de escadas mais comuns?

- Reta: boa para ambientes de no máximo 3,25 m de altura, ou fica cansativa demais. Se a distância for maior, divida a escada em dois ou mais lances, com patamares.
- L e U: seus patamares servem de pontos de observação. É necessário ter essa parada toda vez que a estrutura mudar de direção. Embaixo destas escadas, cria-se um espaço livre, perfeito para lavabos ou despensas.
- Caracol: é o que ocupa menos espaço. O diâmetro mínimo de 1,50 m garante que os degraus não fiquem estreitos demais junto do eixo.

5. Quais são os cuidados necessários na compra de modelos pré-fabricados?

Após escolher o modelo, procure um fornecedor conhecido no mercado: aceitar uma indicação de amigos ou de antigos clientes da empresa é uma boa idéia. No showroom, faça um teste. Isso mesmo: suba e desça algumas vezes os degraus para sentir, literalmente, se eles são firmes.

Concreto: precisa estar bem liso. Nas áreas externas, se ele estiver poroso, ficará mais frágil à umidade e às chuvas.
Madeira: esse tipo de estrutura pede cortes mais retos e encaixes perfeitos. É preciso habilidade para fortalecer os encaixes sem que a peça fique excessivamente robusta. Madeiras. As espécies mais indicadas para essas estruturas são o jatobá e o ipê (e todas as outras que são duras, resistentes e, em geral, mais escuras).
Metal: o aço carbono é a matéria-prima mais usada no modelo caracol. O segredo está em observar o nivelamento da escada. Basta verificar se as hastes do corrimão estão paralelas ao eixo da escada. Observe, ainda, se as soldas são uniformes e se os parafusos estão escondidos.

Degrau deve ser antiderrapante
 
A escolha do revestimento dos degraus deve priorizar a segurança
 

Os revestimentos usados nas escadas são muito importantes para ajudar na funcionalidade e também na segurança de quem usa o espaço. O revestimento sempre deve ter uma característica antiderrapante e não pode ser muito polido ou liso. O revestimento escolhido depende muito da preferência do dono da casa, do quanto ele está disposto a gastar e do tamanho da obra.
 

O revestimento quando é de mármore polido, tem que posuir a extremidade de cada degrau com sulcos e frisos que ajudem a barrar eventuais escorregões

Madeira, pedra, porcelanato e até chapas de ferro são os revestimentos mais usados nas escadas. “A madeira é um material que dá muito conforto aos ambientes internos, mas deve ser de origem certificada e jamais polida com cera para móveis porque fica muito escorregadia. Já as pedras como granito e mármore podem ser aplicadas com acabamento rugoso para evitar escorregões ou receberem adesivos antiderrapantes nas extremidades dos degraus.

Uma escada convencional costuma ocupar muito espaço na construção (a largura mínima deve ser de 80 centímetros e a média é de 1,2 metro), mas para espaços mais restritos há outras opções. Um ambiente com mezanino, por exemplo, pode ser acessado com escadas caracol ou do modelo Santos Dumont (em que a passada intercala um pé com o outro).


Uma opção para ocupar melhor os espaços é a escada com degraus fixados na parede com corrimão para segurança ou guarda corpo de vidro. Uma solução para ocupar espaços nas escadas convencionais, é usar a base ou lateral como armários adaptados.

Acessibilidade

Com corrimão na altura correta (80 centímetros, em média), degraus na medida certa e piso que tenha tratamento antiderrapante, as escadas podem ser acessíveis, mas as casas devem ter estrutura para futuras adaptações.
 

Embora a escada seja um elemento decorativo importante, em alguns casos ela é vista como um risco. Por isso, sempre que o espaço permitir é importante prever a construção de uma rampa para a passagem de pessoas com dificuldade de locomoção, como idosos, por exemplo.


As escadas interiores desempenham um papel importante na decoração de ambientes. A escolha do tipo correto de escada ajudará a dar fluidez ao conceito escolhido para ornamentar seu ambiente. Veja abaixo grandes idéias em termos de escadas:

Esta escada em concreto armado libera muito espaço por não depender de uma estrutura tão grande como a escada de madeira simples. A aposta aqui é o visual simples, clean e que combina muito bem com uma decoração baseada na temática geométrica.


Esta escada em concreto armado libera muito espaço por não depender de uma estrutura tão grande como a escada de madeira simples. A aposta aqui é o visual simples, clean e que combina muito bem com uma decoração baseada na temática geométrica.


Esta escada em madeira consegue ser sutil e ainda trazer muito charme para qualquer ambiente. O ponto forte é a delicadeza dos degraus do modelo. A escada consegue se transformar em um objeto de decoração discreto. Ponto fraco: pode não combinar com estilos de decoração que apostem em designs modernos e arrojados.


Para ambientes mais modernos, mas que não possuam tanto espaço esta escada em vidro é perfeita. Por segurança ela possui armação de ferro e três camadas de vidro laminado: se por acaso o vidro quebrar ele permanece fixo na armação.


Agora, se você pode desfrutar de escadas maiores, esta é uma sugestão muito boa. A escada em dois níveis combina perfeitamente sua estrutura ao branco das paredes do ambiente. Da mesma forma, seus degraus conversam com a madeira do piso.


Grandes cômodos, como salões, pedem escadas mais sofisticadas. A estrutura de aço tubular e os degraus de ipê maciço desta escada criam uma verdadeira escultura no meio da casa.



A escada concretada foi idealizada por Roberto Migoto. O mármore branco estatuário tem acabamento boleado nas bordas. O guarda-corpo de ferro foi pintado no tom do mármore.

Em formato helicoidal, a escada projetada por Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz tem espelhos de chapa grossa metálica e pisadas de pau-marfim. O primeiro degrau tem formato de caixa.


A edição de março de 2005, da revista Arquitetura & Construção trouxe uma reportagem com fotos das escadas de Santorini, Grécia. Essa escada, pintada, é um dos belos exemplares de lá.

No projeto de José Guilher Whitaker, a escada de mateira (Ita Estrutura de madeira) leva ao mezanino.

Os degraus são de toras maciças de ipê, cravadas na parede. Projeto de M/PA Pedreira de Freitas Arquitetos.

O projeto criado pelo artista plástico Ruy de Mello tem vidro laminado e temperado nos degraus e no guarda-corpo (duas placas de 10 mm). Cada degrau se apóia em tubos de aço. O primeiro e último degrau se apóiam no piso. A estrutura é de aço inox escovado.

Os degraus, chumbados na parede, são de aço enferrujado. Em vez de guarda-corpo, o arquiteto Vicente Giffoni usou luminárias (os fios passam por dentro dos degraus, que são ocos).


A estrutura da escada projetada por Vivian Calisse e Marcelo Cerqueira é metálica, pintada com tinta automotiva. Os degraus são revestidos com chapa xadrez que lembram piso de ônibus. A largura dos degraus é de 90 cm e a profundidade 38 cm.

Esta escada de concreto plissado é feita numa única fôrma, com degraus que dão estabilidade ao material e permitem apoiar tudo numa só viga. O projeto é de PM&A Arquitetura.



Pouco espaço pode ser compensado com esta escada de madeira. Os degraus chumbados na parede e sustentados por finas barras de aço parecem flutuar e conferem leveza ao ambiente.


Para complementar um ambiente contemporâneo e aproveitar ao máximo a luz do ambiente, esta escada é perfeita. Os ousados degraus de vidro temperado, conferem um design moderno para esta escada.



E por falar em ousadia e modernidade, esta escada em metal é capaz de dar um toque de estilo em qualquer ambiente.

Com degraus de madeira e corrimão em metal pintado de vermelho, a escada caracol é capaz de gerar um belo efeito ótico sem consumir muito espaço.


Escada diagonal, design de Gabriella Gustafson e Mattias Ståhlbom


1. Escada diagonal, design de Gabriella Gustafson e Mattias Ståhlbom — permite subir em ângulos mais acentuados que escadas tradicionais, portanto é uma opção para economizar espaço.
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Escada com gavetas secretas.

2. Escada gaveteiro — cada degrau, uma gaveta sempre à mão (ou ao pé).
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Gavetas na escada.
3. Gaveteiro lateral. Outra forma de fazer gavetas em uma escada. Esta na verdade é meio “dã”. Nem ficou tão bonita — passinho a frente, por favor. Vamos continuar e ver as outras.
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Escada que parece uma parte da mobília.
4. Escada bancada. Não só parece uma bancada: parte dela é a bancada. Inovador– mas como será que fica com o uso?
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Escada que é uma estante.
5. Escada estante. Degraus alternados permitem subir mais rápido: pé-direito, pé esquerdo.
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Estante que é uma escada.
6. Estante que é uma escada. Para você alcançar aquela última prateleira…
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Mais uma escada estante.
7. Mais uma escada estante. Na cor fumo. Bonita, fina e elegante.
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Uma biblioteca dentro da escada.
8. Biblioteca dentro da escada.
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Uma escada adega para 1600 garrafas.
9. Escada adega (sai do chão da cozinha e não vai a lugar nenhum: só guarda as garrafas no subterrâneo). Claro que não serve para quem mora em apartamento. Guarda até 1,600 garrafas.
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Escada lareira.
10. Escada lareira. Veja só, o truque é esconder os degraus de cima!
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Quem diria, uma escada buffet... e tem rodinhas!
11. Escada buffet, escada balcão (ou seja lá como vocês chama esse tipo de móvel). Original.
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Escada janela de vidro para entrar luz.
12. Escada janela, feita de vidro para entrar a luz.
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Escada divertida para crianças.
13. Escada divertida: combina escorregador com degraus. Desenhada por um arquiteto de Londres, Alex Michaelis, para seus filhos (que adoraram).
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Escada pendurada no meio da sala.
14. Escada pendurada no meio da sala (genial). Da firma de arquitetura holandesa MVRVD.
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Escada de cabeça para baixo.
15. Escada de cabeça para baixo. Usa o mesmo conceito da escada pendurada. Fica em Battersea, Londres (UK).
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Mini escada com degraus alternados.
16. Mini escada. Sim, os degraus alternados (pé direito, pé esquerdo) realmente economizam espaço. Aqui fica claro.
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Uma escada sensualmente curva, de madeira.
17. Escada sensualmente curva, de madeira.
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Uma escada moderna com degrau diferente.
18. Escada com degrau gangorra. Moderna e diferente.
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Simples escada metálica.
19. Escada metálica simples e elegante.
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Escada ultra-moderna, com geometria e ângulos.
20. Escada metálica não tão simples. Desenhada por Thomas Laurens, em Amsterdam, Holanda.
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Toda de vidro na Apple Store em NYC.
21. Escada toda de vidro — como andar no ar. Fica na Apple Store da 14th Street em Nova Iorque, EUA.
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Escada DNA, com corrimão flutuante.
22. Escada estilo hélice de DNA. Notem o corrimão flutuante. Design de 2003, por Ross Lovegrove.
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Escada Caracol por Francesc Rifé.
23. Dramática escada caracol, por Francesc Rifé, de Barcelona.
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A incrível e perigosa escada flutuante.
24. Famosa escada flutuante, desenhada por Jordi e com sua montagem explicada no link abaixo.
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Escada pendurada do teto.
25. Escada suspensa, como uma ponte pênsil. Ou pelo menos essa é a ilusão ótica. É chumbada na parede como a flutuante anterior.
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Outro angulo da escada pedestal.
26. Escada pedestal, de desenho australiano da Woods Marsh Architects.
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Escada que parece uma pintura tridimensional na parede.
27. Escada colorida, como uma pintura tridimensional na parede.
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Escada escultura, visão do topo.
28. Escada orgânica. Parece uma escultura de Gaudi.
(sem fonte identificada)
Escada em ondas.
29. Escada ondulada: suba nas ondas! Fica na Longchamp Store na cidade de Nova Iorque (EUA).
Fonte
Uma escada no estilo Art-Nouveau.
30. Por fim, uma escada em puro estilo Art Nouveau. Fica no Hôtel Tassel, na Bélgica.


fonte: http://arquitetura-interiores.blogspot.com/2008/01/escadas-interiores.html 
http://casa.abril.com.br/decorar/orientacao/decorar_195118.shtml
http://simplesmente.com/2009/05/02/escada/

segunda-feira, junho 28, 2010

Iluminação hospitalar

 A luz em ambientes hospitalares como um componente de saúde e conforto humano


A elaboração de um projeto de iluminação para ambientes hospitalares é um processo complexo que deve buscar, invariavelmente, satisfazer à diversidade de critérios técnicos e às compatibilidades físico-funcionais. A solução projetual deve atender prioritariamente às demandas da atividade ali desempenhada, compatibilizando a possibilidade de realização da função assistencial com outros requisitos pertinentes à arquitetura e ao conforto humano.

A modificação do cenário que abriga os prédios com a função de prestação de serviços de saúde - hospitalar com internação, hospital-dia, unidades de atenção ambulatorial ou unidades de apoio ao diagnóstico e terapia - é um conceito relativamente novo, porém que se renova ininterruptamente. As recomendações de grande significância relacionadas à harmonia arquitetônica, decorrentes das grandes inovações tecnológicas biomédicas, tiveram o seu marco histórico estabelecido a partir do princípio do século XIX, consolidando-se definitivamente com o advento da invenção da energia elétrica, na segunda metade deste século, como elemento indissociado da atividade humana.




 Após esse processo evolutivo, e simultaneamente ao surgimento da necessidade de que os ambientes sejam projetados especificamente, que os consultórios atendam às características das diversas especialidades médicas, que cada clínica exija a sua adequação, que as unidades de terapia intensiva e as demais áreas críticas do ambiente hospitalar exerçam a atenção primaz do cuidado específico na sua implantação e compatibilização tecnológica, surge também a necessidade de se promover conforto ao ambiente de trabalho.

A sensação de conforto ambiental não é uma percepção facilmente mensurável. Resultado da harmonia de vários condicionantes - hidrotérmicos, acústicos, visuais, de qualidade do ar, entre outros-ela pode propiciar a integração do homem a seu meio, otimizando seu desempenho, segundo a avaliação do ergonomista e pesquisador Peter Boyce, do Lighting Research Center, um centro de pesquisa e educação, conhecido mundialmente, voltado para iluminação: de tecnologias à aplicação e uso de energia, e de design à saúde e visão.a

 O desenho do espaço, os elementos funcionais e estéticos, a utilização adequada da iluminação natural e artificial, o uso das cores e, naturalmente, os aspectos vinculados ao conforto ambiental, assumem um papel fundamental na aproximação entre a atividade realizada no ambiente e o resultado desta. Esta abordagem ganha relevância quando se observa a sua importância no acolhimento proposto pelos programas de humanização dos ambientes de saúde. Seja esse serviço de caráter público ou privado.

Os parâmetros técnicos utilizados no Brasil para a elaboração de projetos de iluminação em ambientes hospitalares ainda estào referidos às recomendações da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT através da NBR 5413 - Iluminância de Interiores, que determina no item 5.3.28 - Hospitais, "A Iluminância mínima em lux por tipos de atividades ( valores médios em serviço )". No entanto, os novos conceitos de materiais, equipamentos e lâmpadas recomendam pesquisas mais aprofundadas e específicas para cada atividade de atenção à saúde e suas respectivas demandas lumínicas.

Orientações para um projeto de Iluminação Hospitalar
  

  • a visão que um paciente tem em um leito é do teto, por isso, a iluminação deve ser indireta;
  • cada paciente associa sua patologia às cores, portanto, dependendo da patologia, escolhe-se a cor mais adequada para o relaxamento do paciente;
  • durante uma cirurgia, o campo visual cirúrgico é vermelho e geralmente se encontra sob altíssima luminância e iluminância que varia entre 10 e 20 mil lux. Por isso, o piso do local tende a ser verde, garantindo descanso visual, e ambientes no entorno da sala de cirurgia devem ter 50% de luminância do campo cirúrgico e redução gradativa, para a adaptação do olho de quem ali trabalha;
  • baixa iluminância, próximo ao nível do piso,é ideal para deslocamentos dos pacientes pelos ambientes hospitalares;
  • luminárias nas cabeceiras dos leitos, que permitam diferentes iluminâncias, auxiliam o paciente e o trabalho de enfermagem;
  • o IRC indicado para ambientes hospitalares é de 80 até 90, para não interferir no exame clínico;
  • a temperatura de cor mais usada em hospitais está entre 4000K e 4500K. Por volta de 5000K causa sensação emocional de frio e desconforto. Aproximadamente 3000K dá a sensação de calor;
  • o uso de fluorescentes tubulares com pó trifósforo(16/18W e 32/36W ) e compactas (26W) é ideal para iluminação geral;
  • o uso de luz natural reduz o tempo de internação do paciente, pois auxilia a noção de temporalidade do paciente, ajudando na sua recuperação;
  • a iluminação artificial é indicada em áreas com grande profundidade;
  • a variação de luz anima os usuários de ambientes hospitalares. Exemplos disso é a produção de algumas áreas mais claras que outras, e iluminação de destaque para alguns objetos;



      Fonte: Lume Arquitetura por Fábio Bitencourt http://angelaabdalla.blogspot.com

Loft da Celebridade: Cláudia Raia


Projeto: Adriano Stancati e Daniele Guardini
Fotos: Leandro Farchi


A mostra Campinas Decor 2010 abriu suas portas no dia 28 de abril no Instituto Agronômico de Campinas, com uma atração especial: o Loft da Celebridade.




Todo o projeto, desenvolvido pelos renomados arquitetos Adriano Stancati e Daniele Guardini, é uma homenagem à atriz campineira: Cláudia Raia. O ambiente é inspirado em sua personalidade e imagem feminina, sofisticada e como artista talentosa, completa e ousada. A proposta foi criar um refúgio onde ela pudesse ter seu momento de relaxamento ou de concentração para se preparar para um espetáculo.

Uma antiga estufa, tombada pelo patrimônio histórico de Campinas, abriga o Loft da Celebridade. Os ambientes são todos centralizados permitindo circulação por ambos os lados, e apesar de bem definidos (cozinha de apoio, living, quarto, escritório, banho e closet),são totalmente integrados.


Seguindo um estilo contemporâneo e sofisticado, o âmbar, dourado, branco, cru e marrom, predominam no ambiente,combinando com a pintura natural decorrente de oxidação no telhado de vidro da estrutura. Os móveis exclusivos promovem a interação entre linhas retas e puras com objetos arredondados, tudo confeccionado em madeira, laca, seda, vidro e mármore nacarado super exótico.


Foram empregadas também, soluções inteligentes, como elevação do piso insulflado com ar-condicionado, persianas romanas nas laterais e no teto das áreas preservadas, banheira com borda infinita e uma TV, que percorre em trilho, todo o ambiente, garantindo conforto e bem-estar. 

domingo, junho 27, 2010

Dúvida da leitora -Loft


Olá Lorena, gostaria de saber se na sua opinião profissional a construção de um loft sai mais em conta e se é mais rápida do que a de uma casa comum.
Estive procurando modelos de lofts mas me deparei com um questionamento “onde está o guarda roupa?” Gostaria de saber tambem se há a possibilidade de construir um closet com o banheiro dentro na parte de cima do loft. Minha casa atual dispõe de um closet mal dividido que comporta o banheiro, há como associar esta idéia com melhorias?
Também me questiono se o modelo do loft pode comportar uma área exterior para receber pessoas e para a lavanderia. Isso foge totalmente dos padrões?



Viver num loft - prós e contras

Vantagens

Muita luz. O grande pé-direito permite janelas (ou paredes de vidro) de maior dimensão.
Personalidade. Mesmo antes de iniciar a decoração, o espaço já tem um ambiente muito próprio.
Potencialidades. Um loft presta-se  a uma decoração minimalista e arrojada.
Intimismo. Tudo fica perto de tudo.
As crianças estão quase sempre visíveis e sentem-se mais acompanhadas

Inconvenientes

Falta de privacidade. Quando alguém chega, é bom ter a louça lavada e a cama feita, porque tudo está, sempre, à vista
Arrumação. Um loft não é a casa mais aconselhável para pessoas desorganizadas. É preciso criar espaço e racionalizar toda a arrumação
Temperaturas. Tetos altos significam mais calorias para aquecer todo o ambiente. Por outro lado, grandes janelas ou paredes em vidro significam mais necessidades de refrigeração no tempo quente
Preço.

A readaptação é mais cara do que a construção de raiz e, mesmo partindo do zero, construir um loft é mais caro do que construir apartamentos comuns.



O que um loft de verdade tem:


- Pé-direito de, no mínimo, 3,20 metros
- Ausência de paredes como divisões internas
- Ambientes conjugados preferencialmente em um nível só
- Colunas de sustentação aparentes
- Tijolos e tubulações à vista – elétrica, hidráulica e de ar-condicionado
- Ausência de forro e piso. O chão é de cimento
- Uso de materiais frios, como cerâmica
- Iluminação natural garantida por grandes janelas




Em Nova York, regiões industriais decadentes, como o Soho, tornaram-se descoladas a partir da reciclagem de suas antigas fábricas e frigoríficos. Essas construções amplas, com pé-direito alto e vãos livres, atraíram, nos anos 60, artistas plásticos, que as utilizavam como morada e lugar de trabalho. Ateliê, quarto, sala, banheiro e cozinha se confundiam em um mesmo salão. Os lofts eram uma opção barata de moradia. Nos anos 70, com a revitalização de seu entorno pela prefeitura de Nova York, viraram moda e encareceram. Em Manhattan, os menores lofts de West Village (que vão de 55 a 78 metros quadrados) custam no mínimo 1 milhão de dólares.


No Brasil, a maioria dos projetos lançados se distanciam muito do conceito original. Surgiram muitas adaptações, chamadas muitas vezes de lofts-fake  ou apartamentos loft-inspired.  
Por exemplo, muitos dúplex encontrados no mercado, embora não sejam nada amplos, são vendidos como lofts só por causa do pé-direito duplo. O que se faz por aqui são ambientes “loftados”, pois não  há galpões de fábrica em áreas em que as pessoas gostariam de morar. Mesmo assim o metro quadrado de um loft é cerca de 20% mais caro do que o de um apartamento convencional de mesma localização.

A tradução do conceito pelo mercado local resultou em construções de pé-direito duplo e grandes janelas em que a área social se confunde com a de serviço. A ala íntima (quarto e banheiro) fica resguardada em um mezanino. Solteiros e jovens casais sem filhos são o principal público desse tipo de empreendimento. Manter a privacidade num ambiente assim, no entanto, pode ser difícil quando ele é dividido com alguém. O loft é mais que um espaço: é um estilo de vida!





Retrofit



Estas fotos ilustram o trabalho da designer de interiores Azin Valy, dos Estados Unidos, que propôs um retrofit completo para este imóvel de 1902. Um casal e um filho de 18 anos convivem neste espaço que foi todo unificado, sala, cozinha e escritório. Somente os dormitórios, banhos e uma pequena área de serviço se escondem atrás das portas.

Como unificar ambientes? 

Colocando o mesmo acabamento nas paredes e pisos

Dá para deixar pilares e vigas aparentes, já que as paredes serão derrubadas?

Com certeza sim, estes elementos estruturais do apartamento poderão ser revestidos de tinta, ou deixá-los em concreto aparente, ou ainda revesti-lo em madeira. No caso das vigas, elas poderão ser escondidas sobre forros de gesso desde que se tenha um pé direito mínimo de 2,50m. Ou então ficar aparentes.

Como é feita a distribuição de tomadas e luminárias então?

Ou se faz o embutimento tradicional, ou se utiliza os conduletes metálicos ou de PVC. Outra solução mais cara, porém bem prática, é a instalação de rodápés metálicos onde passam as fiações e são fixadas as tomadas. No teto, se não houver forro, se utiliza os conduletes, ou esquemas de trilhos com spots. Estes estão no mercado em diversos formatos.

Dica: não use neste caso, elementos de muito brilho, pingentes, vidros e cromados, estas peças são para iluminar e, portanto, são de efeito de luz. As luminárias de efeito cênico, como lustres, arandelas e abajures devem ser decorativas e posicionadas em pontos focais complementando a iluminação.

Paredes de pedra ou tijolo aparente combinam muito bem com o clima despojado de um loft, espaços abertos e conjugados, cozinhas e área de serviço compactas e ultramodernas.Em resumo é isso!


Não é fácil encontrar um armazém ou galpão para ser transformado em um "verdadeiro" loft e muito mais em um área que possa ser habitável. A maioria não tem boa localização. A liberdade de viver um lugar sem paredes pode não agradar a todos, mas a sensação de viver em um clima nova yorkino em pleno calorão carioca tem crescido nos últimos anos.

Os lançamentos imobiliários (mesmo que timidamente) iniciaram a trabalhar esse tipo de empreendimento, mas na verdade usam mais o apelo do duplex ou do apartamento que tem o pé direto duplo e com isso surge um mezanino.  Acredito que é valido na falta de um "original" para essa transformação.

Os Loft's podem ser pequenos ou majestosos, tudo vai depender do espaço ou de quantas paredes pode-se derrubar, e é muito comum transformar apartamentos em loft's


Closet

quinta-feira, junho 24, 2010

Iluminação Natural

  Aqui está um excelente exemplo de uma solução para a iluminação natural:



O solatube como é chamado esse sistema é composto por um gomo ( cúpula) que recebe a iluminação solar refletindo através de um tubo espelhado onde chega no ambiente. 

A sua instalação é simples e o seu aspecto é muito parecido com as lampadas convencionais, além do mais há a possibilidade de captação de vento para o ambiente! E um aspecto muito importante: O sistema não transfere calor para o ambiente, apenas os raios solares são transmitidos.

Residência com eficiência energética na América do Sul


Basf inaugura sua primeira residência com eficiência energética na América do Sul



A casa construída pela Basf está localizada na fábrica de Tortuguitas, Argentina. O protótipo de dois andares com cerca de 200 m², batizada de CasaE, possui sala, cozinha, banheiros e dois quartos. 
 
A construção foi realizada com fundação de alvenaria e painel de cerâmica estrutural, além de paredes, piso e laje com placas de poliestireno expandido sobre a construção tradicional. 
 
As escolhas de materiais objetivaram um isolamento térmico eficiente, gerador de economia energética. Outras soluções e tecnologias reduziram o impacto ambiental da residência.

Nos telhados, foi utilizado um teto "invertido" de espuma rígida de poliuretano projetado e uma camada de drenagem de membrana geotêxtil, que geram isolamento térmico maior. A cobertura também abriga coletores solares planos para aquecimento da água de toda a casa. Todas as aberturas da casa possuem um sistema múltiplo de vidros herméticos. 
 
A CasaE ainda possui sistema de aproveitamento de águas pluviais, além de um sistema de filtragem de ar e ventilação para a renovação e climatização dos ambientes, por meio de uma rede de tubos enterrados com forro de PVC antibacterianos.

Os cruzamentos do design de interiores com a moda

A moda é um sistema que rege os ciclos do vestuário, mobiliário, costumes. É um sistema em que as mudanças passaram a ser aceitas e criadas como uma necessidade contínua de novas expressões.

Pensando nisso, iremos mostrar que moda e design de interiores tem tudo a ver.

“Moda é arquitetura: é apenas uma questão de proporção.” Coco Chanel. 

 



Essas artes servem de influência uma pra outra há muito tempo. Coco Chanel se inspirava nas obras do arquiteto moderno Le Corbusier e da Bauhaus. Muitos estilistas se inspiram nas curvas das obras de Oscar Niemeyer (e ele se inspira nas curvas femininas). A busca de influências na moda se tornou muito comum entre os arquitetos para tornar suas obras e espaços fluídos e dinâmicos. Desejam flexibilidade e movimento, assim como os tecidos.

Alimentam a poética do abrigo estruturas, volumes, cheios e vazios, luz e sombra, transparências, materiais, cortes e recortes. Na moda, essa escala se materializa no corpo, olhando para o fazer arquitetônico como fonte de inspiração. Cristobal Balenciaga é considerado "o arquiteto da moda".

A relação moda/arquitetura sempre existiu. No século passado, diversos movimentos estreitaram ainda mais a parceria entre esses dois mundos. Não é difícil relacionar as linhas de Paul Poiret (estilista francês dos anos 20) com as dos designers Ruhlmann (art déco) ou Leleu (século 18); de Coco Chanel com Le Corbusier e Bauhaus; de Joe Colombo (1930-1971; designer de móveis) com Courrèges (anos 60)", diz o arquiteto Arthur Casas, responsável por projetos fashion como a loja de Alexandre Herchcovitch e o hotel Emiliano (Jardins).

Graças aos avanços tecnológicos, as práticas de moda e arquitetura nunca estiveram tão interligadas: plissar, dobrar e drapear agora fazem parte do vocabulário arquitetônico e do vestuário resultando em sofisticação nas passarelas e nos edifícios nas ruas.

Viram? Moda e design de interiores estão super ligados!!!

São cada vez mais frequentes os casos de criadores que desafiam as fronteiras entre os dois universos
Depois de termos dado a conhecer a aventura da Diesel no mundo do design de mobiliário e iluminação, através da colecção ‘Successful living from Diesel’, ou de termos apresentado a recente linha de casa do estilista português Miguel Vieira, há que sublinhar a corrente de criação artística que existe no sentido inverso.

Ou seja, marcas de mobiliário e design de interiores que se lançam no terreno do design de moda, provando a todos nós que estas duas áreas longe de serem estanques, são cada vez mais permeáveis, influenciando-se mutuamente.

Tomamos como exemplo a nova colecção ‘Kartell à la mode’. Ao fim de 60 anos de criação no design de mobiliário, a marca que tem sido uma das bandeiras do design ‘made in Itália’, e que tem tido na última década como criador artístico, Ferruccio Laviani, lançou em Abril passado uma colecção de calçado produzido em plástico reciclável. É a filosofia do plástico, da cor e de alguma irreverência que marca o ADN da Kartell que vemos transposta para as colecções de sapatos e botas  'Glue Cinderella', 'Lady' e 'Sofia'.

Nesta mesma corrente, recordemos as famosas sandálias 'Melissa' assinadas pelos brasileiros Fernando e Humberto Campana, ou a recente criação de Zaha Hadid para a Lacoste, com a linha 'footware'.

Esta migração que se tem tornado comum entre a moda e o design de interiores é também uma evidencia da pluridisciplinaridade que tão bem caracteriza os tempos modernos, e demonstra que os designers procuram deambular entre os dois mundos encontrando em cada um deles novos desafios à sua criatividade.

quarta-feira, junho 23, 2010

Arquitetura Contemporânea

Este hotel (The Yas Hotel) Aberto em novembro de 2009 em Abu Dhabi é um exemplo de uma arquitetura disforme e não convencional.

Inaugurado com a realização do grande premio de Fórmula 1, possui uma cobertura especial gerenciada por um sistema RGBW LED que fornece várias cores e efeitos especiais.

Toda esta arquitetura tem o Design da Asymptote Architecture que também tem uma série de outros trabalhos pelo mundo.



Don’t do it yourself...contract an architect!

Você confia no analista, paga médico e dentista e no arquiteto não há quem INVISTA? INSISTA.




O ARQUITETO é o profissional indicado para encontrar o melhor custo/benefício e executá-lo da maneira mais prática e objetiva.
Mas POR QUÊ?

Ao contrário do que se lê, se ouve e se prega - "O arquiteto onera uma obra, cria projetos inexeqüíveis, etc,etc,etc" - este profissional foi treinado para otimizar espaços E custos.

Aprende durante 5 anos universitários (e outros tantos mais de prática) sobre a melhor maneira de solucionar espaços arquitetônicos (iluminação, ventilação, circulação), sempre preocupado com seu entorno. Sem contar os conhecimentos prementes de ecologia e arquitetura auto-sustentável.

O ARQUITETO minimiza estruturas e instalações (elétrica, hidráulica, esgoto), coordenando suas interligações para que todos os elementos sejam compatíveis; une forma e função na proporção estética interior x exterior, dentro do contexto orientação geográfica, condições climáticas e topografia.

Tudo isso dentro de uma “idéia” original, é claro!

O ARQUITETO desenvolve um projeto executivo a partir do anteprojeto - que é apenas a parcela que o leigo re(conhece) -,onde os detalhamentos (de alvenaria, esquadrias, marcenaria, banheiros e cozinhas) viabilizam a construção. Nos projetos públicos existe ainda a preocupação com o simbolismo.


O ARQUITETO acompanha a execução da obra, tirando dúvidas dos operários e solucionando as novas demandas dos proprietários em tempo hábil, para que o seu cronograma não seja prejudicado.
É ainda o coordenador de projetos complementares como paisagismo, luminotécnica e sonorização

Portanto, INSISTA no ARQUITETO!

É importante contratar (desde o início) este profissional para todo tipo de intervenção (projetos, obras, reformas), seja esta residencial, comercial ou institucional, de pequeno ou grande porte. Afinal, sua casa não é produto descartável e seu tempo também é precioso.

OBRA SUSTENTÁVEL SEM MUITO GASTO

 Os defensores da arquitetura sustentável garantem que é possível aderir ao movimento sem gastar fortunas na busca de materiais ditos “ecológicos”, ou ter que se aventurar usando materiais alternativos. Para tanto, existem algumas recomendações básicas como, por exemplo:

Fundação e estrutura – Usar cimento tipo CP-3 RS32 ao invés do CP-2. Além do CP-3 ser em torno de 15% mais barato, sua composição utiliza entre 35% a 70% de escória da siderurgia, ou seja, resíduos do processo de produção do aço. O CP-3 é mais resistente à ação de substâncias ácidas, sendo, portanto indicado para construções nas regiões litorâneas. Sua fabricação permite economia no consumo de calcário e uma menor emissão de gás CO2.

Argamassa - Usar cal posolânica nas massas de assentamento e de reboque. Este tipo de cal tem 70% de rocha mineral finamente moída em sua composição, o que dispensa o processo de queima na produção, economizando água. Para assentamento de alvenaria, o traço da mistura fica mais econômico - 1 parte de cimento para duas de cal posolânica e 8 de areia. Para o reboco, diminuir a quantidade de areia para 6 partes.

Paredes – Devemos preferir materiais à base de terra. Eles permitem melhor “respiração” das paredes, muito superior àquelas feitas com blocos de concreto. O ideal é usar tijolos de solo-cimento que, dependendo do modelo, podem até dispensar a argamassa no assentamento. Este tijolo não precisa usar fogo para ser produzido, e já vem com orifícios para passagem da fiação elétrica e da rede hidráulica. Se não for possível usar solo-cimento, podemos usar, por ordem de preferência, o tijolo de barro cozido, bloco cerâmico e, por último, o de concreto.

Esquadrias – Dê preferência as de madeira – de média ou alta densidade, para aumentar a durabilidade. O consumo de energia para fabricar uma esquadria de madeira chega a ser 5 mil vezes menor do que as de alumínio e, de quebra, melhora o conforto térmico da construção. Entretanto, é preciso um tratamento adequado para impedir a degradação da esquadria. Uma solução caseira consiste em passar duas demãos de óleo de linhaça nas que ficarão expostas ao meio ambiente e, se a solução arquitetônica estiver prevendo pintura, usar esmalte sintético à base de água.

Revestimentos - Prefira produtos à base de água pois agridem menos o meio ambiente, a camada de ozônio, o profissional que vai aplicar o revestimento e, claro,o morador… Hoje existem diversas tintas com estas características, além de vernizes, colas de contato e resinas. Use estes esmaltes sintéticos também para pintar metais e batentes. Para pisos e nas paredes do banheiro e da cozinha opte por cerâmicas e azulejos com o certificado ISO 14001, o que significa que o fabricante adota medidas de controle sobre o sistema produtivo de forma a ter menos impacto ecológico. Quando possível, use madeira ao invés de cerâmicas nos pisos.

Cobertura - Preferência para telha simples, de barro queimado, ao invés das esmaltadas - o arquiteto pode tirar proveito de sua aparência mais rústica.