quinta-feira, julho 22, 2010

Grama

Por ser um tipo de vegetação utilizado largamente no mundo inteiro, muita gente acha que é simples ter um gramado em casa e que ele exige poucos cuidados. Mas a verdade é que existem dezenas de espécies diferentes, e cada uma tem características muito particulares.



1 Não pise na grama!

O problema está no grau de pisoteio. O trânsito excessivo deixa 
a terra compactada e dificulta o crescimento das raízes. 
No entanto, nãoprecisa correr para tirar as crianças do gramado. 
De acordo com o paisagistaAlexandre Galhego, basta usar espécies
mais resistentes, como a zoysia,a esmeralda e a tifton. 
"Mesmo assim, é preciso tomar cuidados extras
em espaços pisoteados: preparo do solo, adubação e irrigação",
afirma. 
Agora, se o seu jardim é forrado por grama preta, pode providenciar
a plaquinha de "proibido pisar na grama". Esse tipo não resiste nem 
aos pezinhos mais delicados.



2 A urina dos cachorros deixa a grama amarelada.

A urina dos cães tem uma concentração alta de uréia. Cada vez que eles
fazem xixi na grama, despejam uma quantidade enorme de nitrogênio.
Esse elemento, por ter uma acidez elevada, queima qualquer espécie,
deixando-a com um tom amarelado. "Além disso, essa substância pode 
alterar a composição química da terra, prejudicando o desenvolvimento
do gramado e de outras plantas", explica o paisagista da Flamboyant
Paisagismo, Edu Bianco. A solução para quem não abre mão
dos bichinhos é adestrá-los para que urinem em um local delimitado.


3 A urina das fêmeas prejudica mais do que a dos machos.

A verdade é que os cachorros costumam urinar pouco e, geralmente, 
em locais variados para marcar território. Já as fêmeas urinam em maior
quantidade de uma só vez e em um só lugar. "Assim, o estrago que elas
fazem acaba sendo mais perceptível, mas o prejuízo, no fundo, é o 
mesmo", afirma Teodoro Marques da Costa, paisagista e produtor
de plantas ornamentais da Mercado Verde.



4 A grama não precisa ser regada, só a chuva já é suficiente.

Todas as plantas, com exceção das desérticas, têm necessidade de regas
periódicas. Com as espécies gramíneas não é diferente. "Alguns tipos, como
a batatais e a chiva, até podem sobreviver, mas ficarão prejudicadas", 
conta Galhego. Ou seja, o gramado pode até resistir, mas para que 
seja bonito e uniforme, é necessária uma irrigação adequada. Além disso,
é importante lembrar que em algumas regiões nem todas as estações 
do ano contam com um índice pluviométrico satisfatório.



5 A grama pode tirar as forças de outras plantas ao redor.

Na natureza ocorre uma competição por nutrientes, luz e água. 
Isso acontece 
com todos os tipos de plantas. No entanto, de acordo com os 
especialistas, 
não há como afirmar que a grama é que tira as forças de outras espécies.
Ela só atrapalha se entrar no meio de plantas que têm por característica
brotação em suas bases, como as moreias, por exemplo. 
"Com uma adubação regular e de qualidade, a vegetação pode conviver
tranquilamente", afirma Costa.



6 Qualquer tipo de grama necessita de sol.

Mas nem todas suportam o sol pleno. Algumas espécies são apropriadas
para a sombra, como a preta, a santo agostinho e a são carlos. Já outras 
dependem completamente do sol, como a esmeralda e a batatais. Algumas
variedades podem adaptar-se e sobreviver em condições de meia sombra.
"Ainda assim, elas precisam de pelo menos 50% de luminosidade, 
ou ainda um mínimo de quatro horas de sol diárias", explica o engenheiro
agrônomo Mauricio Ercoli Zanon, responsável pela produção da Itograss. 
O segredo é escolher o tipo de grama de acordo com a incidência de luz 
solar do local.


7 Não é possível ter áreas internas com grama.

Áreas internas não significam necessariamente áreas sem iluminação solar. 
Portanto, se o espaço tiver uma incidência de luminosidade natural, 
dá para ter grama sim. A dica é buscar variedades mais tolerantes à sombra,
como a são carlos, a santo agostinho ou a preta, e realizar corretamente 
a manutenção do solo e a irrigação.


8 O clima da região interfere na vida da grama.

Na hora de planejar um gramado, procure espécies que se adaptem 
ao clima local. Zanon lembra que hoje em dia é ainda mais fácil encontrar
tipos apropriados para condições climáticas extremas, com muito frio,
ar seco ou muito calor. "Temos produções de grama cultivadas em quase
 todos os estados", diz. Escolhendo a grama correta, preparando o terreno 
de maneira adequada e irrigando e adubando periodicamente, é possível
ter um gramado saudável em qualquer lugar.


9 Um bom gramado só se mantém quando ocorre a mescla de várias 
espécies.

Alguns profissionais indicam mesclas como garantia de qualidade e
durabilidade,
mas, de acordo com Galhego, esse é um procedimento mais indicado para
campos esportivos. "Misturam-se tipos que crescem durante o inverno com 
outros que se desenvolvem melhor no verão para que os gramados durem o
ano inteiro, mesmo sob forte pisoteio", diz. Para áreas residenciais, isso não
é necessário. Com os cuidados adequados e com a escolha de uma espécie
apropriada para as condições climáticas da região, o resultado será satisfatório.


10 A grama atrai fungos em áreas úmidas.

Realmente as áreas muito úmidas são propícias para a proliferação de 
fungos, 
mas isso independe de estarem cobertas por grama. O que ocorre é a 
soma
de diversos fatores, como a alta umidade e a variação de temperatura. 
É importante verificar sempre a área gramada para detectar o problema o 
quanto antes. Assim que descobertos, os fungos deverão ser tratados 
por um profissional especializado, que irá aplicar os produtos indicados
para solucionar a questão sem prejudicar o desenvolvimento das plantas.



11 Grama cresce facilmente em qualquer lugar.

Por ser uma planta vista frequentemente, muitas pessoas acreditam que basta
espalhar algumas mudas em qualquer terreno que surgirá um belo gramado. 
Puro mito! A grama, para se desenvolver com saúde, precisa de um terreno 
preparado adequadamente, de condições climáticas favoráveis, de 
luminosidade suficiente e de manutenção constante. 
Sem isso, não tem negócio!


12 As faixas que vemos nos gramados de campos de futebol são 
formadas por uma mistura de espécies de grama.

É normal assistir a uma partida de futebol pela tevê e observar desenhos 
diferentes no gramado. Porém, o que nem todo mundo sabe, é que essas 
faixas diferenciadas não são tipos diferentes de grama. Tal efeito é 
conseguido 
por podas distintas ou então pela aplicação de corantes específicos para
este fim.



13 O melhor horário para regar a grama é pela tarde.
O horário pode ser influenciado por diversos fatores, como a quantidade de 
água disponível, a época do ano e a eficiência do equipamento de irrigação.
No entanto, os profissionais alertam que não se pode realizar a rega com 
sol forte. 
A manhã pode ser um bom período, pois a água não irá evaporar 
com tanta facilidade e resfriará a grama conforme as temperaturas
começarem 
a subir. "No inverno, por exemplo, não recomendamos a irrigação logo de
manhã ou no final da tarde, pois, caso haja o histórico de doenças no gramado,
podem ser criadas condições para o aparecimento de pragas", explica Zanon.




14 Qualquer terreno pode comportar um gramado saudável.

Existem vários tipos de grama, indicados para todos os tipos de solo, porém, 
somente escolher a espécie apropriada não garante a saúde e a beleza do
gramado. É imprescindível preparar bem o terreno, com adubação,
correção 
e irrigação necessárias às condições climáticas da região. 
É preciso, 
por exemplo, adicionar matéria orgânica em solos arenosos, realizar 
drenagem em solos úmidos e cuidar com atenção da manutenção do 
gramado. "Tomando os devidos cuidados, é possível implantar um gramado
em qualquer terreno", afirma Galhego.



15 Não é possível manter um gramado saudável em meio à 
passagem de automóveis.

É certo que em uma área com alto tráfego de veículos a grama não 
vai durar. "O contato direto do carro com a planta acaba matando-a, 
restando só a terra e, devido à compactação do solo, fica impossível o 
desenvolvimento de novas raízes", explica Bianco. No entanto, 
para residências, hoje em dia existem soluções que mantêm o aspecto
saudável mesmo em meio ao trânsito de automóveis. Trata-se de pisos
entremeados de grama, como o concregrama.



16 Devem-se espalhar fertilizantes sobre o gramado duas vezes ao ano.

A terra pode ser comparada a um algodão que sustenta as plantas. 
Para elas se desenvolverem corretamente, é necessário colocar no terreno
alguns nutrientes específicos. No entanto, a periodicidade com que se faz
isso pode variar 
com as condições climáticas, o tipo de solo, a insolação, a espécie de
vegetação
e o grau de pisoteio. O ideal é sempre realizar as adubações, sejam elas 
químicas ou orgânicas, no início dos meses de chuvas, pois as plantas 
absorvem melhor as substâncias presentes no solo. Zanon dá a dica de
ouro: "Todo gramado deve ser acompanhado tecnicamente para uma 
adubação correta e econômica".






17 O aparecimento de ervas daninhas é normal e ocorre até nos
gramados mais saudáveis.


Ervas daninhas podem ser semeadas por pássaros, pelo vento e até pela
chuva, e têm uma grande facilidade de germinação, crescendo muito 
rapidamente em qualquer lugar que conte com luminosidade natural, 
água e uma mínina quantidade de nutrientes. Logo, o aparecimento delas
nos gramados é absolutamente normal. No entanto, quando ocorre uma 
grande infestação, é sinal de que a manutenção não está sendo feita 
corretamente. A dica é, literalmente, cortar o mal pela raiz. "Esse tipo 
de vegetação deve ser retirado pela raiz regularmente", explica Costa.




fonte:
http://revistacasaeconstrucao.uol.com.br/ESCC/Edicoes/49/artigo151454-1.asp

Área de serviço

 

Além de ter a obrigação de ser funcional, a lavanderia pode - e deve - seguir o estilo estético dos outros ambientes.

 

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Moderna, a lavanderia recebeu pastilhas de vidro roxas no piso e na metade das paredes. Para dar continuidade, a porta é pintada dessa cor na mesma altura.


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O tanque de inox embutido permitiu aproveitar o espaço sob a bancada com armário. Os cestos nas prateleiras ajudam a manter o espaço em ordem.


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Na área molhada, sob a bancada de aço, ficam as máquinas de lavar e secar, além de espaço para roupas sujas. Ao lado, tábua de passar embutida e outros utensílios, como vassouras e produtos de limpeza.

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A área de serviço é separada da cozinha deste apartamento por uma porta de correr, que ocupa menos espaço. Sob a bancada de mármore, ficam as máquinas de lavar e secar e um nicho para guardar as roupas passadas.

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O tampo de trabalho apresenta um detalhe inteligente: um espaço livre entre bancada e parede. Conforme vão sendo passadas, as peças grandes como lençóis vão caindo pela abertura no apoio inferior, evitando que amassem.

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Lavanderia esteticamente integrada aos outros ambientes da residência. A porta de acesso é de aço escovado e vidro jateado. Armários com espaço para a roupa suja, a limpa e a passada. A tábua de passar dobrável fica armazenada em uma gaveta.

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O tampo do armário baixo é utilizado como bancada. O móvel possui ainda compartimentos, como nichos e área interna para utensílios, além de uma porta basculante. O varal sanfonado fica compactado quando não está sendo utilizado.

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Os produtos de limpeza ficam em prateleiras de aço alcançadas com o auxílio de uma escada - guardada em varão afixado na parede. De ferro cromado, um carrinho com rodízios facilita o transporte das roupas já passadas.

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A unidade com o estilo do apartamento se dá com o quadriculado preto-e-branco de cerâmica no piso. Sob o tampo de trabalho, um armário claro de fórmica guarda os utensílios e produtos de limpeza. Ao fundo, uma porta do armário ocupa o canto.

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Apesar de reduzido, o espaço é suficiente para a organização. Isto porque os varais puderam ser dispensados: as roupas secam ao ar livre, na área externa. Painéis laterais formam grandes nichos, onde foram dispostos os eletrodomésticos.

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A bancada e os armários revestidos de fórmica, com puxadores e cabideiro de aço, ocupam 1,80 m da parede curva. O armário vertical fica no espaço antes destinado ao guarda-roupa da empregada e abriga vassouras, baldes e tábua de passar roupa.

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Para a secagem rápida das roupas, os varais ficam em frente às janelas basculantes, em cima da lavadora e da secadora. O varão sob o armário suspenso permite a colocação de cabides com peças passadas.

 

Exuberância colorida


A mistura improvável de matizes e a integração de ambientes nortearam a concepção da cozinha de 60,5 m² deste apartamento em Higienópolis, São Paulo. A moradora, a empresária Fawsia Borralho, dona da marca de bolsas Gibb, é apaixonada por cores e achava a sua antiga cozinha antiquada. Para harmonizar as ideias que tinha em mente, Fawsia solicitou os serviços da arquitetaTieko Matsuda e equipe.

A arquiteta baniu a parede que separava a cozinha de 35m² da sala de jantar, de 25,5 m². Somente a coluna estrutural foi mantida, recebendo a cor fúcsia e a coleção de pratos da moradora: “Assim consegui atender a outro pedido de Fawsia. Ela queria, coma integração, um ambiente que acolhesse tanto os moradores quanto os amigos que freqüentam o apê”.
Quanta personalidade! Nada menos do que 11 cores enchem de vida esta cozinha ampla e ousada

Codo Meletti e 
Marcelo Magnani
A personalidade descolada da moradora pode ser percebida pela variedade de cores na cozinha. A integração com a sala de jantar promove a sensação de amplitude. Piso de ladrilho hidráulico da Dalle Piagge. A coluna estrutural foi pintada pela K2 Arquitetura com tinta Fúcsia Real, da Coral. Marcenaria (armários, ilha e gabinete da pia) da SCA
O piso de mármore foi substituído por ladrilho hidráulico e outras dez cores foram distribuídas pelos ambientes (em paredes, armários e eletrodomésticos). Na parede onde estão a pia e o gabinete, elegeu-se o verde – o lado oposto recebeu o verde-cítrico. O azul aparece na passagem que dá acesso à lavanderia e o vermelho, na parede central em que foi instalado o painel de teca, que reúne fornos e geladeiras semi profissionais.

Com tantas cores fortes, arquiteta e moradora optaram por tons mais sóbrios, como o rosa-velho para o jantar e o cinza para a área onde o marido de Fawsia costuma fumar cigarrilhas. Ilha de laminado roxo, coifa vinho, geladeira amarela e armários lilases também seguiram a onda dos tons vivazes e receptivos da cozinha.


Codo Meletti e Marcelo Magnani
Ao lado da sala de jantar, a arquiteta projetou um cantinho onde o marido de Fawsia pudesse relaxar e fumar. A parede tem o cinza Estanho Polido, da Coral. Mesa de canto da Conceito Firma Casa e móvel de madeira da extinta Jacaré do Brasil. Lustre Notte, da Wall Lamps
Codo Meletti e Marcelo Magnani
A ilha de Formica da SCA, com cooktop e coifa da Viking, destaca-se pelo tom de roxo. Ao fundo, parede pintada com verde Casa da Árvore e rosa Paz Noturna, da Coral. Flores da Uemura Flores e Plantas

quarta-feira, julho 21, 2010

Buenos Aires

Buenos Aires é uma das cidades mais fascinantes e ricas em contrastes do mundo. Uma cidade que tem a sedução do tango, bairros encantadores e centros comerciais muito atraentes.Repleta de suntuosos palácios e modernos edifícios.
 
A cidade construída pelos argentinos portenhos está localizada na margem ocidental do Rio da Prata, junto à embocadura do Riachuelo. O rio faz parte da alma do portenho e os processos de revitalização do Puerto Madero e do Riachuelo são prova disso. Boa parte dessas margens é ocupada por grandes parques, que convidam para longos e agradáveis passeios.
 
Buenos Aires é uma megalópolis com cerca de 12 milhões de habitantes, é uma cidade charmosa, plana e bem organizada. Sua arquitetura lembra Paris e Madrid, onde o antigo e o moderno se misturam. Na parte central estão localizados os bairros mais típicos, como San Telmo, La Boca, Recoleta e Palermo, museus, livrarias, parques, o Teatro Colon, bares, restaurantes, as famosas confeitarias com sua arquitetura art nouveau. As pessoas vestem-se com elegancia europeia.A vida noturna, a noite "portenã", é animada, as danceterias, lotadas às 3h da madrugada, fecham às 7 horas. É uma das maiores cidades do mundo e consegue resumir de alguma forma a variada e heterogenêa essência do agentino.
 
Cidade com moderna estrutura e dinâmica atividade, soube conservar suas velhas tradições e lugares mais íntimos. Nos sentimos fascinados pelo seu ambiente, a diferente personalidade de cada um de seus bairros, e suas enormes possibilidades culturais e comerciais.


A língua falada na Argentina é o espanhol. Em Buenos Aires você vai também ouvir falar de uma gíria chamada lunfardo, criada pela marginalidade, imigrantes e pelos moradores da região portuária e utilizada em diversos tangos.
 
Ir a Buenos Aires e não conhecer uma casa de tango é como ir a Paris e não visitar seus cafés.

O tango é a música, dança e ritmo mais representativo de Buenos Aires. Surgido no final do século passado, contribuiu para o surgimento de algumas das maiores legendas da cultura portenha, como Carlos Gardel, por exemplo. É quase uma heresia visitar Buenos Aires e não conhecer uma de suas inúmeras Casas de Tango.

Em Buenos Aires você poderá visitar uma Milonga, um salão em que se dança o tango a qualquer dia em horas variadas. Em diversos desses lugares há aulas (clases) de tango em diversos horários. Muitos desses lugares oferecem também a possibilidade de se fazer refeições.

ma das melhores maneiras de conhecer Buenos Aires é a pé. Comece pela Plaza de Mayo. Foi nesta praça que foi feita a fundação de Buenos Aires, em 1580. No meio da praça está a Pirâmide de Mayo, construída em homenagem à formação do primeiro governo nacional em 25 de maio de 1810. É nesta praça, também, que todas as quintas-feiras se reúnem as Mães de Maio num protesto silencioso contra o desaparecimento de seus filhos. Aqui estão concentradas muitas das construções importantes de Buenos Aires: O Cabildo, a Catedral Metropolitana e a Casa Rosada. 
O Cabildo foi a sede do primeiro governo colonial e data de 1751. Hoje é um museu histórico. A Catedral Metropolitana foi construída no início do século XVII em estilo neoclássico. Abriga os restos mortais do libertador General San Martin. A Casa Rosada, uma das mais belas construções de Buenos Aires, é a sede da Presidência da República.
 
O horário em Buenos Aires corresponde ao de Brasília. Nos meses de verão, os portenhos adotam horário de verão, que tem datas de início e fim variáveis.

O horário do expediente portenho é normalmente das 9h às 20h e aos sábados de 8h30 às 13h. Os shoppings funcionam de 10h até 22h, inclusive aos sábados e domingos.

Os bancos funcionam das 10h às 15h.

Os portenhos costumam jantar tarde, entre 21h e 22h. Não saem antes de 23h, os lugares animam-se na madrugada, principalmente nos circuitos freqüentados por jovens e turistas, e as festas muitas vezes terminam somente pela manhã.

Comprar é uma atividade gratificante em Buenos Aires e existem diversas formas para este exercício. A cidade dispõe de ótimas áreas de comércio, shoppings fascinantes e dezenas de Feiras de artesanatos e antiguidades.
 
Com mais de 70 milhões de cabeças de gado alimentado pelo pasto natural dos pampas, a Argentina tem a melhor carne do mundo. Na maioria dos restaurantes que servem parrilladas, as carnes são colocadas sobre pequenos fornos a carvão na mesa dos clientes. Isto mantém as carnes sempre na temperatura ideal. Claro que além das carnes há também deliciosos pratos à base de frutos do mar. Todas estas delícias gastronômicas podem (e devem ...) ser acompanhadas pelo bom vinho argentino.

Abaixo algumas dicas de passeios :

Bairro da Recoleta - Lembra uma parte de Paris, por causa de seu jeito europeu. Na fundação de Buenos Aires, os padres franciscanos construiram aí um convento. Bairro elegante, tem inúmeros cafés, mesas com guarda-sóis na calçada, antiquários e muito agito.

La Boca - Primeiro bairro dos italianos, imigrantes genoveses que preferiram ficar perto do porto. Casas coloridas, o Estádio da Bombonera (sede do Boca Juniors) . Suaprincipal atração é o Caminito, que inspirou o tango que imortalizou Carlos Gardel.

San Telmo - antigo bairro boemio. Aos domingos,é famosasua feira de antiguidades, com muito tango nas ruas.
 
Avenida Corrientes - Grande atividade noturna, combares abertos a noite inteira. 
Calle Florida - maior centro comercial, com lojas de roupas, livrarias e confeitarias.

Teatro Colón - Prédio em estilo néo-clássico de 1908, de acústica excepcional, tem capacidade para 3.200 pessoas. A temporada artística vai de abril a novembro.
Puerto Madero - conjunto de antigos armazéns no Rio da Prata,transformados em lojas, escritórios e num grande centro de gastronomia, com cerca de 1km. de restaurantes.

Bosques de Palermo - é o maior da cidade, com belissimos monumentos e cerca de 300 hectares de área verde. Nos parques pode-se observar os " Passeadores de cachorros", que chegam a levar cerca de 12 cachorros por vez.
 

Patrimônio Histórico


Patrimônio significa algo que pertence a alguém. Patrimônio histórico e cultural são as coisas palpáveis e intangíveis que são características de uma população, a agrega e a distingue de outras. Exemplo: o habito italiano de preparar inventar pratos comer macarrão; este hábito caracteriza os "italianos". O samba caracteriza os cariocas e paulistas, o churrasco caracteriza os gaúchos e o barreado os paranaenses. Os as estatuas e memórias dos heróis e sábios que unificaram um povo são patrimônio histórico. Ou seja, o que identifica,agrega e distingue uma população é patrimônio histórico e cultural.

Patrimônio Histórico refere-se a um bem móvel, imóvel ou natural, que possua valor significativo para uma sociedade, podendo ser estético, artístico, documental, científico, social, espiritual ou ecológico.
A preservação do patrimônio histórico teve início como atividades sistemáticas no século XIX, após a Revolução Francesa e a Revolução Industrial, inicialmente para restaurar os Monumentos e Edifícios Históricos destruídos na guerra.

O arquiteto francês Eugène Viollet-le-Duc elaborou os primeiros conceitos para a preservação e restauração de patrimônio edificado, tornando-se referência teórica na Europa e no Mundo. Outros pensadores como o crítico de arte inglês John Ruskin e o arquiteto italiano Camillo Boito elaboraram teorias importantes no processo de preservação e restauração, embora conflitantes.

Hoje existem diretrizes para a conservação, manutenção e restauração do patrimônio cultural, expressas em Cartas Patrimoniais e propagadas por órgãos internacionais e instituições acadêmicas.



Altar da Pátria junto ao Monumento à Independência do Brasil, no histórico distrito do Ipiranga, em São Paulo, Brasil.


Polícia Central, no Centro da cidade do Rio de Janeiro, Brasil.
Ponte 25 de Abril, em Lisboa, Portugal.




Hotel Polana, na cidade de Maputo, Moçambique.
Teatro Amazonas, em Manaus, Brasil. 

terça-feira, julho 20, 2010

Centro de compras Paço Alfândega, Recife-PE

 De convento a centro de compras

O edifício em 1858, com as torres laterais mais altas, antes do incêndio

Por seu porte e história, o edifício do Paço Alfândega possui grande importância para Recife. Ele foi erguido ao lado da igreja da Madre de Deus, em 1720, para abrigar o convento dos padres da Ordem de São Felipe Néri. Pouco mais de cem anos depois, em 1826 , a Alfândega de Pernambuco foi transferida para o prédio, que passou por adaptações, concluídas em 1841 . Uma dessas mudanças foi a abertura da rua da Alfândega, que hoje separa a construção da igreja.

Em 1922 , o edifício sofreu um incêndio. A partir de 1932 , foi transferido para a Santa Casa de Misericórdia, que o alugou para diversos inquilinos, entre eles usineiros de açúcar, que adaptaram a edificação para utilizá-la como armazém. Nos últimos anos, totalmente degradado, o espaço era um estacionamento.
O Paço Alfândega ocupa a margem do rio Capibaribe; à esquerda está a catedral e à direita, o edifício-garagem.
O Paço Alfândega ocupa a margem do rio Capibaribe; à esquerda está a catedral e à direita, o edifício-garagem


Destinado às classes média e alta, o centro de compras Paço Alfândega promete ser a âncora da revitalização da porção sul da ilha do Recife, centro histórico da capital pernambucana.

Com usos anteriores diversos, como convento e armazém, o edifício foi construído em 1720 . E, agora adaptado por Carlos Fernando Pontual, faz parte de grande empreendimento dividido em quatro volumes, todos na margem do rio Capibaribe.

A transformação de prédios antigos em centros de compras é temática presente no Brasil - onde é exemplo o Shopping Light , de Carlos Faggin, em São Paulo - e em outros países, como o Pátio Bullrich , de Juan Carlos Lopez, em Buenos Aires.

Esse tipo de intervenção, bastante utilizada para revitalizar áreas degradadas, transita entre a preservação de elementos históricos fundamentais e o arranjo interno que viabilize o empreendimento.

No caso do Paço Alfândega, a mudança de uso de um edifício do século 18, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), submeteu o projeto a uma série de exigências.

Prospecções arqueológicas e arquitetônicas (que se estenderam por mais de um ano) permitiram descobrir elementos das diversas etapas de existência da edificação (leia o quadro).

Como resultado, paredes originais desnudadas - apesar de tratar-se, historicamente, de edifício rebocado - pontuam o interior com trechos de alvenaria (de tijolos ou de pedra e tijolos) e revelam elementos do passado e da técnica construtiva.

“É uma aula de construção. As vergas possuem interessante desenho”, relata Carlos Fernando Pontual.

Como o volume ocupa uma quadra inteira, foi possível abrir quatro entradas, voltadas para faces diferentes. Os acessos no leste e no oeste rasgam a antiga alvenaria com um desenho “inusitado, uma caligrafia nova”, segundo o arquiteto. No entanto, mesmo ali manteve-se aparente o ritmo das janelas de antigas celas de convento.

A marca nítida dos locais de intervenção norteia todo o projeto, aproximando-se dos princípios da Carta de Veneza .

A estrutura interna é nova , uma vez que não mais existiam os velhos pavimentos em assoalho (que, de qualquer forma, seriam inadequados ao programa).

Pontual criou uma malha estrutural metálica independente da antiga alvenaria, mas, para “ buscar uma ordem arquitetônica ”, utilizou os mesmos eixos das arcadas sobreviventes. O aço foi escolhido por gerar menos impacto nos elementos preexistentes.


Iluminado pela cúpula, o átrio central preserva
arcadas do século 18

O terraço do terceiro andar é um mirante

Equipamentos do elevador panorâmico estão à mostra


Trechos da alvenaria existente dividem circulação e loja
O Paço Alfândega possui 82 lojas e quatro pisos. Os três primeiros são ocupados pelas unidades de comércio, com núcleo de serviços na porção sudeste do volume.

A distribuição segue a tipologia de centros de compras, alternando corredores e largos - o maior destes é o átrio central , que, ligeiramente deslocado para o sul, interliga espacialmente (com escadas rolantes e elevador panorâmico) todos os pavimentos.

Nesse grande vazio - que é o ponto de convergência do fluxo, segundo Pontual -, destacam-se a nova cúpula , que o ilumina, e a alvenaria antiga, com dois conjuntos de três arcadas sobrepostas. A praça de alimentação, no segundo andar, é o outro grande largo do conjunto.

O pé-direito mais alto do térreo possibilitou a criação de um andar técnico intermediário, no perímetro da construção. O Paço Alfândega liga-se ao edifício-garagem por meio de uma passarela no primeiro andar, que aproveita o vão de uma grande arcada construída para acesso de locomotiva e caminhões, na época em que o edifício foi depósito de açúcar.

“Colocar a ligação naquele local foi uma forma de evidenciar o acesso existente no passado. Antes havia um trilho no chão, agora vai haver outro no alto”, analisa Pontual.

O terceiro andar , por sua vez, possui cobertura plana, situada entre dois elementos preexistentes, mais altos e lineares, que ladeiam as porções norte e sul. A cúpula, que ilumina o vazio central, faz parte dessa cobertura.

Nesse piso estão três restaurantes e uma galeria de arte, circundados por um terraço de onde se pode visualizar o rio, a oeste, e o mar , a leste. Dessa forma, percebe-se o desenho da ilha do Recife, porção de terra onde nasceu a cidade.

O Paço Alfândega é parte de um empreendimento dividido em quatro volumes. Dois deles são edifícios de múltiplo uso projetados por Paulo Mendes da Rocha - garagens, centros de convenção e locais de eventos -, que estão em fase final de construção.

A quarta edificação é um exemplar eclético do final do século 19, cuja adaptação está a cargo de Luciana Menezes. O prédio abrigará, entre outros itens, oito salas de cinema, e está implantado ao norte do Paço Alfândega, logo após a igreja da Madre de Deus, catedral do Recife.



A estrutura metálica segue a modulação
das arcadas de alvenaria

Escadas rolantes e elevador panorâmico
interligam todos os pisos

Algumas lojas utilizam aberturas da alvenaria como vitrine
Texto resumido a partir de reportagemde Fernando Serapião
Publicada originalmente em PROJETO DESIGN - Edição 290 Abril de 2004 - 

Prédio purificador de ar

Projeto prevê que construção irá atenuar poluição em grandes metrópoles




Os arquitetos checos Pavlina Doležalová e Jan Smékal desenvolveram o projeto de um prédio que pode amenizar a poluição em grandes cidades. Trata-se do City Respiration Skyscraper, uma torre em forma de espiral de 240 metros de altura, cuja estrutura interna de concreto é envolta por algas purificadoras de ar e funciona como uma chaminé por onde o ar poluído entra e, em seguida, é filtrado e oxigenado. A estimativa é que, uma vez pronta, a construção traga resultados significativos para o ar da cidade em cerca de duas semanas.

fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI150930-16940,00-PREDIO+PURIFICADOR+DE+AR.html

Nichos no lugar de quadros

Em vez de preencher o vazio da parede sobre a cama com quadros, o casal optou por instalar uma pequena estante no local. Os nichos ajudam a organizar o espaço e oferecem mais opções para guardar livros e objetos de decoração.

Marcos 
Antonio


fonte:  http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI145079-16774,00-NICHOS+NO+LUGAR+DE+QUADROS.html