segunda-feira, janeiro 10, 2011

{ Paisagismo }

Fotos Lilian Knobel

Grama de sentar

Banco, mesinha, apoio para os pés. É só escolher. Nas mãos da paisagista Claudia Regina, do ateliê La Calle Florida, essas são algumas das funções extras que um vaso pode adquirir. Não tem segredo: coloque uma camada de manta de poliéster na base e preencha a cavidade com argila expandida até 8 cm da borda. Acrescente uma nova camada de manta e um pouco de terra. Finalize encaixando a placa de grama natural. “Para um evento de última hora, não fica ruim usar grama artificial. Nesse caso, basta trocar a terra por areia”, ensina Claudia. A cadeira de ferro, também da La Calle Florida, compõe o canto sombreado pelos ipês-de-jardim.
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Evelyn Müller

Perto do fogo

Com 89 cm de altura e 25 cm de diâmetro, o vaso de concreto armado costuma ser utilizado como espelho d’água, mas, desta vez, o paisagista Marcelo Bellotto fez dele uma pira de jardim. Cercada de helicônias e sobre grama-japonesa, funciona com lenha de eucalipto ou com pedras vulcânicas – esta segunda mais indicada para áreas internas por não produzir fumaça e por reter o calor mesmo depois de apagada. “Também é possível criar uma lareira a céu aberto. Basta prever a instalação de gás no jardim e um orifício na base da pira”, explica Bellotto. A peça é da Vasos da Terra. Na cadeira, almofada da Zizi Maria. O projeto do jardim é assinado por Glaucia Martins Pereira, da Clorofila Paisagismo.
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Evelyn Müller

Água em movimento

O entorno é de murtas, azaleias-anãs e barbas-de-serpente. Ao fundo, um painel de cumaru.
O que parece uma dupla de vasos com aguapés é, na verdade, uma dupla de fontes. “Qualquer modelo pode virar uma fonte, mas recomenda-se utilizar os de cerâmica, aço ou cimento”, diz o paisagista Eduardo Luppi. Aqui, o primeiro passo foi reduzir a capacidade de 60 para 30 litros, otimizando não apenas o trabalho da bomba como as trocas de água. Para isso, criou-se uma camada de concreto, que também serviu para esconder o cano de escoamento. Outra medida importante, no caso da cerâmica, é a impermeabilização – produtos à base de resina e cimento polimérico são os mais indicados.
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Evelyn Müller



Pia express

Útil em churrascos, festas ao ar livre e no dia a dia de quem cuida das plantas, o vaso-lavatório também é sugestão da paisagista Claudia Regina. Em uma peça de aproximadamente 80 cm de altura, encaixe outra ligeiramente menor e mais rasa. Essa segunda peça fará o papel de cuba. Posicione o conjunto sob a torneira e voilà! “A água pode escoar no ralo ou direto na grama". Em meio a heras e agapantos, o passarinho de resina faz parte da torneira, vendida no ateliê, e garante o charme da invenção.



fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI191163-16802,00-VASOS+VIRAM+PIAS+BANCOS+LAREIRAS+E+MUITO+MAIS.html

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Luzes e cores em harmonia



A noite na maior cidade do Brasil está mais colorida. Luzes, efeitos e cores proporcionam ao novo marco arquitetônico da cidade de São Paulo (SP) a valorização de seus desenhos e formas.

O projeto de iluminação da ponte Octávio Frias de Oliveira, construída sobre a Marginal do Rio Pinheiros, que ligará os bairros do Brooklin e Real Parque, foi concebido dentro das seguintes premissas: originalidade, simplicidade e eficiência energética.

Inaugurada no último dia 10 de maio, a ponte possui uma torre de 138m de altura - o equivalente a um edifício de 46 andares - em formato de X, que sustenta três vias de acesso que partem de diferentes avenidas. Sua sustentação, entretanto, tem o auxílio de 144 estais, espécie de cabos de aço revestidos de polietileno na cor amarela. O investimento para a construção do complexo viário, cujas obras iniciaram em 2005, foi de aproximadamente R$260 milhões.

De longe, os cabos amarelos chamam a atenção de motoristas e passageiros. Dependendo do ângulo em que se observa a construção, as hastes de sustentação ganham formas distintas. Além da forma inovadora, sua altura é outro ponto de destaque do projeto de engenharia. São apenas 25m a menos do que o Edifício Itália, o segundo mais alto do Brasil.

O projeto luminotécnico, assinado pelo lighting designer Plínio Godoy e pelo engenheiro Paulo Candura do escritório Luz Urbana, foi dividido entre as iluminações viária e monumental para a torre. O projeto ainda conta com a parceria do arquiteto responsável pela obra, João Valente Filho, e foi contratado pela construtora OAS, vencedora da licitação pública para construção da ponte.

Cada espaço recebeu equipamentos, cores e especificações adequados, partindo da idéia de que durante o dia a iluminação permita a visualização da ponte para quem circula entre suas três vias de acesso, enquanto à noite proporcione uma visão cenográfica para os que passam pela Marginal Pinheiros.

O intuito dos arquitetos era valorizar as potencialidades da ponte, contribuindo para a leitura da obra. “Nossa missão foi valorizar a arquitetura, jamais transformá-la em um pano de fundo para um show pirotécnico”, explica Godoy.

Dessa forma, com a luz diurna, são destacados os estais amarelos contra o cinza do asfalto. Já à noite a situação se inverte e o projeto luminotécnico valoriza a torre com cores no detalhamento das superfícies internas ao “X” estrutural.

De acordo com a normalização urbana, a ponte é considerada uma via secundária, exigindo iluminação urbana condizente com o fluxo e a velocidade do tráfego de veículos. Na iluminação viária foram colocados postes de 6m de altura com luminárias Milewide, as quais utilizam o sistema de lâmpadas Cosmopolis da Philips nas pistas de circulação e nas alças de acesso à ponte. Segundo a empresa são lâmpadas de alta eficiência, custo operacional baixo e vida média elevada, que reproduzem uma luz branca, com índice de reprodução de cores muito superior ao das lâmpadas de vapor de sódio.

De acordo com Paulo Candura, estudos feitos no exterior constatam que a lâmpada de sódio adotada hoje nas cidades tem alta eficiência, porém seu aspecto alaranjado não é o preferido pelo olho humano. Essas pesquisas concluíram que, quando a luz é de um branco amarelado, o olho humano ganha maior nitidez na percepção de contrates, movimentos e limites.

Dessa forma, segundo Candura, a cor da luz que as lâmpadas de sódio proporcionam não tem o efeito ideal para o olho humano. Já essas novas lâmpadas produzem uma luz mais branca, ideal para a percepção do olho humano no período da noite. Esse efeito é chamado de “Lumens Efetivos”, ou seja, produz luz que o olho humano percebe melhor. “As pessoas passam pela ponte e não entendem porque estão enxergando melhor”, conta o engenheiro.

O sistema permite ainda direcionar a luz apenas para a pista, evitando o “vazamento” de luminosidade para a torre ou os estais, o que não prejudica o efeito decorativo da iluminação na torre.

Além da melhoria em relação à cor reproduzida no ambiente urbano, o novo sistema possui uma eficiência energética considerável. As lâmpadas utilizadas no projeto são de 140W cada uma. As lâmpadas de vapor de sódio, utilizadas normalmente para iluminação em projetos como esse, consumiriam cerca de 250W cada uma.

Segundo a Philips, o sistema proporciona uma redução de 10% no consumo de energia em comparação aos projetos que utilizam vapor de sódio e 150% em comparação aos que utilizam mercúrio.

Candura explica que a nova tecnologia utiliza reator eletrônico e não o magnético, usual em São Paulo. A vantagem, segundo ele, é que esses reatores garantem que a vida útil dos equipamentos seja maior.

Já na face externa da ponte, que representa a torre principal e os estais amarelos, há uma luz branca suave produzida por meio de 20 projetores Arena Vision de 1.000W, com temperatura de cor próxima dos 5.000K, os quais foram posicionados a fim de criar nas partes internas da torre duas superfícies não iluminadas, que seriam palco das cores produzidas pelos Leds.

Esses projetores fazem parte de uma solução desenvolvida para iluminar as principais arenas esportivas do mundo. Ela já foi utilizada na iluminação dos estádios nas três últimas Copas do Mundo e nos Jogos Olímpicos de 2000 e 2004.

Godoy explica que a preocupação com a não-mistura dos resultados levou o estudo a um nível muito preciso de posicionamento e ao estudo da luminância da torre versus luminância dos estais, com base em cinco pontos de referência distintos.

Os projetistas realizaram diversos testes e concluíram que deveriam ser utilizados elementos de maior controle da luz, chamados hoods, que consistem em colimadores metálicos, limitando assim a emissão de luz para os locais definidos e minimizando o ofuscamento produzido pela visualização direta das lâmpadas. O resultado foi uma torre uniforme em suas faces externas e a mínima visualização das fontes de luz.

Para fechar o projeto, as luzes e cores aparecem para dar destaque às formas. A parte interna da torre tem uma iluminação colorida, que utiliza 142 projetores equipados com 36 Leds que possibilitam a troca dinâmica de cores ou a seleção de apenas uma tonalidade. Projetores de foco fechado foram utilizados na altura mais elevada da torre, enquanto os de foco aberto estão no túnel sob ela. As luzes que iluminam a ponte ganham, portanto, cores diferenciadas em datas comemorativas ou eventos especiais.

“A iluminação colorida, produzida pelos projetores Color Kinetics com tecnologia DMX, foi balanceada tanto na quantidade quanto no posicionamento e ângulos de ataque”, explica Godoy, que ressalta que as cores devem sempre ser utilizadas com sensatez e cuidado.

Segundo Candura, o consumo de cada um dos 140 projetores é de 50W, o equivalente a menos que uma lâmpada incandescente convencional. Foram empregados 36 Leds em cada projetor. Dessa forma, o consumo energético dos efeitos proporcionados pelos Leds, que dão cor à ponte, corresponde ao equivalente ao consumo energético de um chuveiro elétrico ou a 10% da energia de um projetor convencional.

A escolha dos Leds foi motivada pela questão da eficiência energética, pelo sistema adotado RGB, que permite a variação de cores, e pela possibilidade da utilização da iluminação dinâmica (mudança de cores) a partir de equipamentos simples e de fácil programação.

Os projetistas contam, no entanto, que a torre apresentava dois aspectos críticos. O primeiro era a questão de não ser uma superfície plana, e sim composta por vários planos com ângulos diferentes em relação aos níveis e superfícies horizontais disponíveis para instalação. O segundo aspecto crítico foi o revestimento da torre com um verniz brilhante, o que prejudicava muito a percepção desde as pistas das marginais.

Os profissionais realizaram por fim cálculos e testes de campo e chegaram ao resultado uniforme, em que cada nível utilizou uma quantidade diferente de projetores com posicionamentos e focalizações diferentes.

“Houve uma solicitação inicial de que fossem aplicadas cores em toda a estrutura da ponte. Entendemos que essa orientação se chocaria com a cultura dos paulistanos, que não aceitam bem o uso de cores na paisagem urbana. Procurou-se fazer a iluminação de maneira não agressiva, conferindo ao conjunto um detalhe elegante na valorização de sua arquitetura”, conclui Candura.







:: ficha técnica
Nome do Projeto :: Ponte Octávio Frias de Oliveira
Local :: Rio Pinheiros/Av. Jornalista Roberto Marinho, São Paulo (SP)
Arquitetura :: João Valente Filho
Projeto luminotécnico :: Plínio Godoy e Paulo Candura do escritório Luz Urbana
Construtora :: OAS/Mendes Jr.
Instalação elétrica :: Luz Urbana/Alphacom

:: fornecedores
Luminárias :: Milewide (Philips)
Lâmpadas :: Cosmópolis - 140W (Philips)
Reatores :: Eletrônicos sistema Cosmópolis (Philips); Leds: Color Kinetics (Philips); Projetores: Arena Vision (Philips) e Projetores: Tempo (Philips)
Outros equipamentos :: Postes e cruzetas para projetores : Newlux; Chaves magnéticas e relé fotoelétrico: Stieletrônica; Proteções de comando e cabos com conector: Newlux; Cabos: Cordeiro; Conectores, hastes de aterramento: Intelli; Chumbadores: J. Gonçalves e Transformadores: Indústria de Transformadores Birigui.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Luminárias do barulho

Quem gosta de música vai adorar essa novidade. São divertidas luminárias feitas à mão, com guitarras de verdade. Para acender a lâmpada, basta tocar as cordas. A criação é do roqueiro e designer norte-americano Dan Leap, que vende as peças sob encomenda em seu site. Os preços variam entre US$ 500 e US$ 600, dependendo do modelo escolhido. Detalhe: a base onde o instrumento fica apoiado é um suporte de microfone.


 fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI188682-16802,00-LUMINARIAS+DO+BARULHO.html

Pipoqueira, sorveteira e máquina de hot-dog: aqui é tudo retrô

Você também acha que a pipoca do cinema é mais gostosa que aquela feita em casa? Se isso estiver relacionado ao visual do milho estourando dentro daquelas máquinas, a questão está resolvida.

A marca norte-americana Nostalgia Eletrics tem uma minipipoqueira de cinema, em estilo retrô. A linha também inclui outros produtos, como sorveteiras, carrinhos de hot-dog e máquinas de algodão-doce, tudo com um jeito antiguinho. 

As peças, ao lado e abaixo, podem ser encontradas em lojas de produtos importados. 


 fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI188709-16802,00-PIPOQUEIRA+SORVETEIRA+E+MAQUINA+DE+HOTDOG+AQUI+E+TUDO+RETRO.html

Telefone retrô

Aparelho tem jeito de antigo e funcionalidades modernas


De antigos, esses aparelhos telefônicos só têm o estilo. Lançados pela marca norte-americana Pottery Barns Teens, eles são modernos e tecnológicos, mas com uma roupagem retrô. Além de ser sem fio, o telefone tem um identificador de chamada, memoriza até dez números e possui bateria recarregável. Disponível em três cores, a peça sai por US$ 99 e, por mais US$ 6,50, dá para personalizar com o nome do dono.




fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI194286-16937,00-TELEFONE+RETRO.html

terça-feira, janeiro 04, 2011

Escritório russo projeta hotel flutuante



Estrutura em forma de casco permite que edifício seja construído na água ou no solo



O escritório russo Remistudio desenvolveu o projeto conceitual de um hotel com estrutura em forma de arco, capaz de flutuar. O edifico de 30 m de altura denominado Ark Hotel foi desenvolvido dentro do programa "Architecture for Disaster Relief", realizado pela União Internacional dos Arquitetos (UIA), com base na preocupação com as mudanças climáticas e com a elevação do nível do mar.


Divulgação: Remistudio
Parte inferior em forma de casco permite flutuação do edifício   

Segundo os arquitetos, o edifício também poderia ser construído no solo, em áreas com grande incidência de terremotos, pois sua estrutura formada por cabos de aço e arcos de madeira comprimidos permitiria que a energia gerada pelo terremoto fosse distribuída por todo o corpo do edifício.

A construção é iniciada a partir da instalação de um suporte central que tem, em sua parte inferior, uma unidade de transformação de energia térmica em energia elétrica. Em seguida, são instalados os arcos e o fechamento. Toda a construção seria realizada com a energia gerada pela própria unidade do suporte central.

Divulgação: Remistudio
Etapas de construção

O projeto do Ark Hotel prevê quatro pavimentos de quartos, todos conectados ao jardim interno, além de um grande espaço aberto, que permitiria a circulação das pessoas pelo edifício.

Os 3,2 mil m² de área construída seriam cobertos por Etileno Tetrafluoretileno (ETFE), película plástica mais leve que o vidro, mas que garante a mesma luminosidade. Além disso, o edifício conta com um sistema de reuso de água da chuva e placas fotovoltaicas colocadas sobre a cobertura.


Divulgação: Remistudio
Edifício também pode ser construído em terra, em áreas com alta incidência de terremotos

Divulgação: Remistudio
Hotel terá jardim interno

Divulgação: Remistudio
Estrutura do edifício será feita em arcos de madeira e cabos de aço comprimidos

Divulgação: Remistudio
Estrutura inferior conta com unidade de transformação de energia térmica em energia elétrica     

Divulgação: Remistudio
Esquema de geração de energia fonte: http://www.piniweb.com.br//construcao/arquitetura/escritorio-russo-projeta-hotel-flutuante    

Arquitetura


Ser arquiteto exige tempo e muito aprendizado. E o resultado é gratificante. Pense em como pode ser interessante projetar algo que não existe. O arquiteto tem que entender de tudo um pouco, projetar envolve muitas questões além da construção em si: é preciso considerar os aspectos sociais, urbanos, psicológicos e físicos. Sua função é interpretar as necessidades e os desejos tanto individuais como coletivos, transformando-os em cidades, bairros, edifícios, assim como em espaços e equipamentos urbanos: estações, bancas de jornal e de atendimento e até cabines telefônicas, sempre com a responsabilidade de garantir coerência histórica, estética e técnica.



As vezes os estudantes se perguntam: “Como ser um bom arquiteto?”. Qualquer profissão precisa de muito esforço. Para ser um bom Arquiteto, é preciso ser um humanista curioso; pesquisador por natureza e dispor de uma vasta compreensão espacial, o que significa ter habilidade de criar e visualizar espaços que ainda não existem.


A Arquitetura é uma carreira que se constrói aos poucos. No início é importante trabalhar para alguns escritórios diferentes, pois como a forma e o tipo de trabalho variam muito de escritório para escritório, quanto maior for sua experiência, melhor será seu desenvolvimento profissional, o que o ajudará muito para definir seu método.

Conselho de Arquitetura e Urbanismo é aprovado



Confira o que muda para os arquitetos a partir de agora


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou hoje (30) o PLC 190/10 que cria o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e regulamenta a profissão de Arquitetura e Urbanismo. A sanção do PL contou com a presença do presidente da Federação Nacional dos Arquitetos (FNA), Angelo Arruda, o presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Gilson Paranhos, o presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), Ronaldo Rezende, e o presidente da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (Abea), José Antonio Lanchotti.


Secretaria de Imprensa/Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula durante encontro com representantes do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU)
O projeto foi sancionado com o veto do artigo 67, que garantia "o direito de registro no CAU ao profissional diplomado em urbanismo, cujo campo de atuação profissional será definido em função da respectiva formação acadêmica". 
Segundo Angelo Arruda, na próxima segunda-feira (3), as entidades publicarão uma nota explicando alguns aspectos do CAU, entre eles, o de que o Conselho passará a existir somente após 1° de janeiro de 2012, quando todos os conselhos regionais e o nacional estiverem funcionando. Além disso, Arruda esclarece também que, por enquanto, os arquitetos e urbanistas continuam ligados ao sistema Confea/Crea, mas que 90% do valor de anuidades e ARTs (Anotação de Responsabilidade Técnica) já serão repassadas ao CAU.
Confira o que muda com o CAU:
Atuação profissional
As atribuições e os campos de atuação profissional dos arquitetos e urbanistas estão descritas nos artigos 2º e 3º, que são uma transcrição do Anexo II da Resolução 1010 do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea). Na prática, o exercício profissional continua o mesmo, e algumas atividades são divididas com profissionais de outras áreas.
Transição A partir de agora, as Câmaras de Arquitetura e Urbanismo dos atuais Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREAs) têm entre 90 e 360 dias para convocar eleições para o CAU, dependendo do ritmo de cada Estado. Os CREAs ficam encarregados de organizar e repassar aos CAUs os documentos de todos os profissionais arquitetos e urbanistas registrados, para que o CAU funcione normalmente.
Estrutura
Haverá presidentes em todos os Estados. Os arquitetos e urbanistas votarão, obrigatoriamente, em conselheiros regionais e nacional. Entre os representantes escolhidos, haverá uma eleição para definir a Mesa de Coordenação do CAU, que inclui, entre outros cargos, o de presidente. O número de conselheiros de cada Estado será proporcional ao tamanho do Estado.
Eleições O voto será obrigatório a todos os arquitetos e urbanistas.
Registro
Após a instalação do CAU em cada Estado, o profissional deverá se registrar obrigatoriamente no Conselho para o exercício da profissão de arquiteto e urbanista.
Contribuição dos arquitetos A contribuição será de R$ 350 anuais, reajustada de acordo com os índices oficiais uma vez por ano.
Anotação de Responsabilidade Técnica
A ART terá um novo nome: Registro de Responsabilidade Técnica (RRT). O profissional deverá registrar sua movimentação técnica mediante pagamento de taxa de R$ 60. Os CAUs regionais terão obrigação de registrar seu acervo, liberar certidões gratuitas quando for necessário e expedir documentos que comprovem suas habilidades e competências.
Processos em trâmite nos Creas
Todos os processos dos arquitetos e urbanistas em curso nos Creas deverão ser concluídos pelas Câmaras de Arquitetura e Urbanismo. Os que acontecerem durante o processo de transição serão resolvidos em um acordo entre os CAUs e os Creas. As dívidas serão transferidas para o CAU, uma vez que são federais e não se extinguem.
Fiscalização do CAU
Os CAUs serão fiscalizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e auditados, anualmente, por auditoria independente. Os resultados serão divulgados para conhecimento público.

sábado, janeiro 01, 2011

Feliz 2011 amigos!! Familiares!! Clientes e Queridos leitores!!!



Vou  viajar um pouco nesse início do ano e irei me ausentar nessa primeira semana de janeiro de 2011, mas é rapidinho, vou recarregar as energias e curtir um pouco para trabalhar muito durante esse ano!! Que Deus ilumine todos nós.bjos

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Closet dos Sonhos

O PROFISSIONAL ARQUITETO


Fábula de um arquiteto

João Cabral de Melo Neto

1. A arquitetura como construir portas,
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e teto.

O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.

2. Até que, tantos livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto;
até refechar o homem: na capela útero,
com confortos de matriz, outra vez feto.

Fonte: Melo Neto, J. C. 1994. Obra completa: volume único. RJ, Nova Aguilar. Poema originalmente publicado em 1966

Enfim, CAU é sancionado!


Presidente Lula sanciona lei que cria o Conselho de Arquitetura e Urbanismo
Brasilia-DF, 17:45h, do dia 30/12/10.


O Presidente Lula acaba de sancionar a Lei que cria o Conselho de Arquitetura e Urbanismo no Brasil, nos Estados e no Distrito Federal na presença das entidades nacionais dos arquitetos e urbanistas.
Uma grande vitória de uma luta que se iniciou há mais de cinquenta anos.
A Lei será pulicada amanhã, 31/12/2010, no Diário Oficial da União.
Aguarde maiores informações no Boletim Especial do SARJ.

Do Palácio do Planalto
Jeferson Salazar

quarta-feira, dezembro 29, 2010

Forro de gesso: ambientes com sancas e recortes

Feita de gesso acartonado liso, a sanca com balanço de 40 cm marca este quarto de apartamento que tem 2,40 m de pédireito. “A solução permite embutir as lâmpadas fluorescentes, o que torna a iluminação mais tênue e aconchegante”, explica a arquiteta Betty Birger, de São Paulo. A fixação emprega um perfilado metálico chumbado nas paredes 20 cm abaixo do teto. Execução da Construtora Compasso. Na parede, cerâmica da coleção Stones (Gail).

 Ao avançar 40 cm em direção ao hall de entrada, a sanca de gesso comum desenhada pela arquiteta Evelin Sayar, de Santo André, SP, e executada pela Damazio’s Gesso, dá continuidade entre este ambiente e a sala. A cortina de luz formada por dez minilâmpadas dicroicas (Lumini) a cada 30 cm ressalta essa intenção. “O recurso dá a impressão de que o teto da sala escapou para o corredor”, observa Evelin. No restante do teto e nas paredes, revestimento marmóreo Icolori di Venezia. 

 Na reforma desta cozinha, os nichos de iluminação circulares trazem o impacto e a ousadia que os moradores queriam com o novo projeto, assinado pelos arquitetos cariocas Paula Neder e Alexandre Monteiro. Os vãos recortados no teto de gesso (com 1 m e 1,50 m de diâmetro) receberam lâmpadas fluorescentes T5 amarelas de 14 w. “O formato circular permite uma composição mais livre, pontuando a luz pelo ambiente”, explica Alexandre. Obra executada pela construtora Osborne. 


 Nesta sala de 40 m², o friso de 8,30 m de comprimento no forro de gesso acartonado segue o princípio de um cortineiro: a 20 cm da esquadria, embute lâmpadas fluorescentes de 32 w. O teto recebeu seis luminárias do tipo plafon – duas delas são oblíquas e equipadas com lâmpadas dicroicas de 35 w (ao fundo, permitem uma angulação interna que projeta a luz na parede, diretamente no quadro). As outras quatro são de 50 w. Projeto da arquiteta Márcia Carvalhaes, de Belo Horizonte, executado pela empresa mineira Iluminar.

fonte: http://casa.abril.com.br/materias/detalhes/forro-gesso-quatro-ambientes-sancas-recortes-450159.shtml

Parede vazada para organizar

A reforma deste apartamento da arquiteta Tais Mattos ampliou a área social. Engrossada com 50 cm, a parede amarela ganhou uma estante embutida, arredondada e com nichos de fundo preto, para bebidas. Uma boa pedida para organizar o ambiente e o vinho.

 fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI166743-16774,00-PAREDE+VAZADA+PARA+ORGANIZAR.html