segunda-feira, janeiro 17, 2011

Iluminação




“Quanto menor for o esforço de adaptação do indivíduo, maior será sua sensação de conforto.”
Para um ambiente aconchegante e acolhedor você não vai precisar somente de móveis, tapetes, adornos e pinturas de paredes. Pois nada terá o mesmo valor se a iluminação não fizer parte desse contexto. E não falo aqui de luminária de design ou de moda, mas sim do efeito de iluminação, esta sim dará o resultado esperado para o ambiente proposto.
O efeito de iluminação é muito importante para cada ambiente, saber qual sua função (se é trabalho ou descanso), saber o perfil do usuário (seu cotidiano, a idade), e observar a decoração do ambiente. Principalmente no que se refere as cores e texturas. Esses itens interferem e muito no efeito de iluminação desejado. Antes de sair “salpicando” o teto de luminárias, faça um estudo mais adequado e cauteloso sobre o ambiente a ser projetado, e nada melhor do que consultar alguém que seja especialista na área de iluminação, pois iluminar não é uma tarefa fácil, existem muitas informações e detalhes técnicos. Como todo e qualquer projeto, é melhor analisar muito bem antes de executá-lo. Assim estará evitando transtornos e desperdício de tempo e dinheiro com obra.
LUZ AMBIENTE e a iluminação geral de um ambiente e que pode ser classificada em luz difusa ou luz indireta. Esse tipo de iluminação não tem intenção de ressaltar algum tipo de objeto, mas ajuda na percepção de um todo do ambiente e tem maior flexibilidade na disposição interna dos ambientes. É um tipo de iluminação que pode ser usada em qualquer ambiente na casa, mas também em salas ou quartos. Nestes casos é sempre bom ter outros tipos de fonte de luz que possam modificar a intensidade de luz, pois nem sempre se quer luz total.

Este ambiente está com iluminação geral, iluminado por inteiro e sem sobras.
LUZ INDIRETA: esse tipo de iluminação trabalha por meio de reflexão onde o facho de luz é direcionado para cima e reflete no ambiente. É uma luz mais suave e agradável, pois a fonte de luz não vai diretamente aos olhos, se vê somente o efeito já produzido. Esse tipo de iluminação pode ser adotado nos ambientes como salas e quartos para se obter o efeito de luz indireta. Para isso é necessário escolher a luminária correta que esconda a lâmpada e faça a reflexão. Por exemplo: luminárias de piso, plafons, arandelas e detalhes de gesso.

Este ambiente é um bom exemplo de iluminação indireta, com as luminárias de piso nas laterais do sofá e o detalhe de gesso no teto. Esse tipo de detalhe de gesso é chamado de “rasgo” e sua fonte de luz é com lâmpada fluorescente tubular, e por ser uma sala, ambiente onde recebemos visitas e ambiente onde descansados também, então a luz deve ser amarela para criar mais aconchego.

Ambiente com complemento de iluminação indireta proporcionada pelas arandelas
LUZ DIFUSA: é uma luz mais homogênea que distribui por igual no ambiente. Esse tipo de luz é mais versátil, pode-se utilizar em qualquer ambiente, como salas, quartos, banheiros, cozinhas, garagens e corredores. Mas lembre-se, se for sala e quarto é importante ter outros tipos de fonte de luz, pois nem sempre deseja-se somente luz geral no ambiente.

Este ambiente está com fonte de luz difusa, proporcionado por dois pendentes de vidro leitoso. Fonte da imagem: site Vistosi

Outro exemplo de ambiente com iluminação difusa. Nessa foto podemos observar a mistura da luz artificial e a natural. Mas propositalmente, a luz do dia é uma luz difusa, clara e homogênea.

Este lavabo é um exemplo de uma mistura de iluminação difusa com iluminação indireta. Que é proporcionada pelo plafon de acrílico no teto que é a luz difusa e lâmpada fluorescente tubular atrás do painel do espelho que é a luz indireta. Neste caso as duas fontes de luz se complementam.
A ILUMINAÇÃO PONTUAL ou de destaque é o tipo de iluminação que cria centro de interesse para algum tipo de adorno, um móvel ou uma tela. É uma iluminação que proporciona mais luz e sombra, uma vez que o facho de luz é concentrado o restante fica com sobra. A luz pontual pode ser também luz de tarefa, como luminárias de leitura que tem uma função específica de pontuar a luz na área de trabalho.

Exemplo de iluminação pontual destacando o adesivo na parede ao fundo.

Outro exemplo de iluminação pontual direcionando e destacando para os quadros acima do aparador. Percebe-se o efeito de luz e sombra, com a concentração de luz nos quadros e margem de sombra, ou penumbra no restante do ambiente. Fonte da imagem: site Portal Casa & Cia, Uol.

Este é um ambiente que demonstra a iluminação pontual de tarefa, onde o facho de luz é direcionado conforme o interesse do usuário.
ILUMINAÇÃO DECORATIVA é uma luz mais aconchegante, a intenção dela não é “iluminar”, mas sim deixar o ambiente acolhedor. Para esse tipo de iluminação pode-se usar abajur, dispositivos de dimmer, ou mesmo com outros elementos decorativos como velas.


Nesta foto podemos ver o pendente como centro de interesse e um elemento decorativo, o efeito de luz que é produzido cria um desenho de luz nas paredes deixando-o com uma atmosfera interessante. Fonte da imagem: site Vistosi.

Ambiente com efeito de iluminação decorativa, proporcionado uma luminária de pé com cúpula.
ILUMINAÇÃO FUNCIONAL como o próprio nome diz ela deve ser funcional e está relacionada a estimulação da atividade física e mental. Esse efeito ajuda na percepção do ambiente como um todo. É muito utilizado em ambientes comerciais ou residenciais como cozinhas, lavanderias, escritórios, academias ou outro tipo de ambiente que exige boa iluminação para atividade.


Esta ambiente de recepção comercial está utilizando uma iluminação funcional e de luz geral, para se obter luz por um todo.


Nesta cozinha a iluminação funcional foi bem explorada, com um pendente de luz difusa localizada no centro do ambiente e distribuindo luz no ambiente em geral, e como segunda opção, na bancada foi projetado um tampo iluminado, favorecendo na manipulação e boa visualização dos alimentos. Fonte da imagem: site Decoração e Construção.
ILUMINAÇÃO CÊNICA, esse é o efeito de luz mais atraente de todos. Em ambientes como salas e home theater é onde recebemos visitas, então sempre queremos deixá-lo o mais aconchegante possível, uma luz mais intimista e convidativa. Pode-se dizer também que é uma luz teatral, pois transforma o cenário com efeitos de luz e sombra, destacando móveis e objetos estratégicos, fazer demarcação de piso e circulação. O ideal neste caso é deixar os circuitos o mais separado possíveis, pois assim você pode brincar com os cenários.

Ambiente com atmosfera aconchegante, marcando o painel ao fundo da imagem e destacando a mesa de centro. Fonte da imagem: site La Lampe.


Outro exemplo de ambiente com iluminação cênica, está iluminado de forma estratégica, no revestimento da parede, na marcação do piso e etc. Esta iluminada de forma que convida o usuário a sentar e descansar, assistir TV ou mesmo para conversar com os amigos. Fonte da imagem: site Decoração e Construção.


Neste ambiente pelo que vemos na foto há pouco recurso de luminárias embutidas, mas as luminárias de pé e de mesa fizeram o trabalho de iluminar de forma aconchegante, criando luz e sombra. Fonte da imagem: site Vistosi.
LUZ DE EFEITO, bem até agora vimos que a luz tem função de iluminar o ambiente ou destacar algum objeto desejado, mas no caso da iluminação de efeito é a luz o centro de interesse, com cores, formas e desenhos.


Nesta foto podemos ver o efeito de luz que as arandelas proporcionam, quando acesas elas fazem uma “escultura” de luz desenhando a parede. Fonte da imagem: site Vistosi.


Neste caso a iluminação está colorida. E como hoje existem vários tipos de lâmpadas coloridas, como LED e fluorescentes, só dependem da imaginação e criação para projetar um ambiente atraente. Fonte da imagem: site La Lampe.
Observação: nem sempre o “faça você mesmo” é o mais barato, é muito importante a contratação de um arquiteto, designer de interiores ou lighting designer para elaborar um projeto que fique interessante e adequado ao perfil do cliente. A iluminação precisa ser projetada de forma racional, pois ela pode apresentar aspectos negativos ou positivos, como bem estar, desconforto, concentração ou dispersão dependendo da forma como foi executado.


fonte: http://chandelierlux.wordpress.com

A importância da iluminação

A especialização que estou fazendo é em iluminação e arquitetura de interiores, aproveitando um pouco sobre o tema de lighting design vou comentar um pouco sobre a importância da iluminação nos ambientes.

Encontrei alguns projetos com esse foco e separei para mostrar aqui!


Essa primeira imagem mostra o ambiente apenas com a iluminação geral, percebam que apesar de estar todo iluminado, nenhum objeto ganha destaque.




Nessa imagem, observamos o mesmo ambiente com uma iluminação direcionada para a mesa de centro, valorizando completamente os objetos ali posicionados. Esse efeito foi obtido através das luminárias do tipo ARs embutidas no gesso, elas possuem o facho mais concentrado, proporcionando o destaque de objetos.






Os abajures atrás do sofá, por possuirem a cúpula de vidro opalino (leitoso) distribuem essa luz difusa e torna o ambiente mais aconchegante.






E para finalizar, as minidicróicas direcionadas destacam a marcenaria do apartamento.

Projeto do arquiteto Bernard Leroux em conjunto com a La Lampe.


Uma dica importante: Se você vai reformar um ambiente, procure um arquiteto que vai estudar o espaço e suas potencialidades, com isso consegue indicar as melhores opções para um bom projeto luminotécnico.

Lembre-se que no final das contas, nem sempre o "faça você mesmo" traz economia e satisfação. A consulta de um profissional habilitado pode fazer toda a diferença no resultado esperado!!

domingo, janeiro 16, 2011

Tipo de lâmpada: FLUORESCENTES


Fonte da imagem no site Elétrica.
Bem, antes de falar sobre as lâmpadas fluorescentes, uma dúvida: o que significa luz quente e luz fria?
- Luz quente: é a maneira de falar sobre a temperatura de cor da lâmpada que é apresentado em kelvin (k), por exemplo, uma lâmpada de 2700k reproduz uma luz mais “amarelada”. Luz quente não tem ligação nenhuma com efeito térmico de quando a lâmpada esta em operação. Então, quanto menor for à temperatura de cor, mais amarelo é o efeito da lâmpada. Esse tipo de lâmpada é mais indicada para ambientes como quartos e salas, ambientes que necessitem de luz mais aconchegante.

Exemplo de ambiente com lâmpada fluorescente amarela (luz quente). Neste ambiente foi feito um detalhe de gesso com rasgo, e com emissão de luz lâmpada fluorescente. Para fazer este efeito pode-se usar a lâmpada T8 de 3000k ou a T5 de 3000k.
- Luz fria: da mesma forma como mencionada acima, é uma maneira de falar sobre a temperatura de cor da lâmpada, porém neste caso a reprodução de cor é acima 4000k, que transmite uma luz mais “branca”. Quanto maior for à temperatura de cor, mais branca é a luz. Esta é indicada para ambientes como cozinhas e escritórios, ambientes que necessitam de luz mais estimulante para atividades e concentração.

Exemplo de ambiente com fluorescente branca (luz fria). Para um efeito de luz mais branca pode-se usar T8 de 4000k ou T5 de 4000k.
Vamos ver os tipos de fluorescentes compactas e tubulares, mas existem também as circulares. O consumo de energia das fluorescentes é até 80% menor em relação a outros tipos de lâmpadas, e com uma durabilidade até 20 vezes maior que as lâmpadas incandescentes, elas aquecem menos os ambientes, proporcionam redução de carga térmica e IRC (índice de reprodução de cor) em média de 85%.
Fluorescente compacta: sua criação foi com a principal função de substituir as lâmpadas incandescentes. São de alta tecnologia, funcional e econômica. Elas têm aplicações comerciais, industriais e residências, e disponíveis em vários formatos e potências, com design moderno e compacto. A vida útil é em média de 6.000h a 15.000 horas e a temperatura de cor é em média de 2.700K a 6.000K.

Exemplo: uma lâmpada de econômica de 20W é equivalente a uma incandescente de 100W, ou seja, consome bem menos energia e produz maior quantidade de luz.

Imagem com várias lâmpadas fluorescentes compactas com encaxe de rosca E27. Imagem disponível no site da OSRAM.

Imagem com várias lâmpadas fluorescentes compactas com pinode encaixe, estas precisam de reator. Imagem disponível no site da OSRAM.
Fluorescentes Tubulares: são uma ótima solução de economia de energia. Tem alta eficiência, longa durabilidade e usos diversos como indústrias, comércios e residências. Com o passar do tempo tem recebido mais tecnologias de tamanhos e melhor fluxo luminoso. A temperatura de cor varia entre 2.700k a 6.500k. O principio de funcionamento é de descarga de vapor de mercúrio em baixa pressão.
Quando se ouve falar em T12, T10, T8, T5 e etc, é uma relação com o diâmetro da lâmpada.
Para uso residencial e comecial, uma das lâmpadas fluorescentes mais eficiente é a T5, com diâmetro de 16 mm, representando até 40% de economia em relação a T12 e T10.
A vida útil das lâmpadas fluorescentes é em média de 7.500h a 20.000horas.

Exemplo de iluminação na fachada com fluorescente T5.
Para áreas de difícil acesso na hora da troca de lâmpadas, como mezaninos, pés-direitos duplos, alas de produção ou túneis, tem a lumilux XXT T8, com vida útil de 58.000 a 75.000 horas dependendo do tipo de reator que for utilizado.


Fonte: http://chandelierlux.wordpress.com

Tipo de lâmpadas: Halógenas

As lâmpadas halógenas vieram para dar mais brilho e teatralidade na iluminação, com ela podemos criar cenários diferentes, de acordo com nosso humor, a decoração e o clima.

Exemplo de ambiente com lâmpadas halógenas. Fonte site Lu Moura.
Lâmpadas halógenas têm o mesmo principio das lâmpadas incandescentes; porém, são mais elaboradas, tem uma luz mais brilhante, eficiência energética, maior vida útil (variando entre 2000 e 4000 horas), menores dimensões e proporcionam vários efeitos de iluminação. Tem o IRC (Índice de Reprodução de Cor) de 100%, significa uma luz mais real, com a luz que obtemos com o sol. Com essa finalidade fica mais fácil identificar as cores reais de quadros, pinturas de paredes, roupas e objetos.
Essas lâmpadas tem maior uso nos embutido para gesso, spots e luminárias de mesa.
Na linha de lâmpadas da OSRAM pode-se agora contar com as lâmpadas Halógenas Energy Saver, que tem por finalidade economizar em até 65% de energia se comparadas às lâmpadas comuns, e mantém o mesmo fluxo luminoso.

Com o mesmo formato e encaixe, porém com mais brilho e economia econômica de energia do que as incandescentes.

Tem a mesma cara da incandescente, mas a parte interna é halógena com o sistema Energy saver. Oferecendo economia de até 30% e tem durabilidade de até 2 vezes mais do que as incandescentes comuns e redução da emissão de CO2.

Incandescente comum é 60W de consumo de energia, enquanto a Energy Saver consome apenas 42Watts mas com o mesmo fluxo luminoso. O vidro do bulbo não escurece ao longo do tempo, permitindo assim uma luz mais brilhante.
Desta forma podemos manter as mesmas luminárias que temos em casa e apenas trocando por um tipo de lâmpada mais ecológica.
Abaixo uma lista de algumas lâmpadas halógenas, sua nomenclatura, potência e finalidade de uso.
DICRÓICA
A lâmpada dicróica é principalmente usada nos projetos de interiores, mas dê preferência sempre para as lâmpadas 12V, ou seja, com uso de transformador. Assim estará garantindo melhor vida útil para seu material elétrico, pois a energia chega primeiramente no transformador e posteriormente na lâmpada. Pois a tensão de rede é sempre instável e sofrer variações.
Fique sempre atento também aos graus de abertura das lâmpadas, pois cada uma tem um efeito diferente, algumas das angulações são: 10, 38 e 60 graus. Irá usa-lo de 10graus quando for para marcar uma parede que tenha textura, pedras ou outro tipo de revestimento, ou mesmo em uma parede lisa onde queres apenas marcar com pequeno facho de luz.
Mas se for para iluminar quadros, dê preferência para as de 60graus, elas tem luz de destaque , mas deixa-o de forma mais homogênea, e um detalhe muito importante, use um filtro fosco, para deixar a luz mais “limpa”. O filtro é um disco de vidro redondo, com o mesmo diâmetro da lâmpada dicróica.

Dicróica 51S
Potências de 20W e 50W, Bases GU5.3 e GU4, vida mediana de 2000 horas e temperatura de cor 3000 K. Tem a versão mini-dicróica também com 20W ou de 35W.

Dicróica Energy Saver
Potência de 35W, base GU5,3, vida mediana de 5000 horas, temperatura de cor: 3000 K e intensidade luminosa constante durante toda a sua vida útil.
A dicróica energy saver é a mais indicada tanto para uso comercial ou residêncial, quando se quer destacar algum objeto, quadro, roupa, etc. Além de economizar energia ela produz bem menos calor que uma dicróica comum.

Dicróica Titan
Potências: de 20W e 50W, base GU5,3, vida mediana de 4000 horas e temperatura de cor 3000 K.

Exemplo de iluminação com dicróica fazendo o efeito wallwash, isso quando o objetivo é iluminar a parede toda , ou onde se tem quadros, escultura ou mesmo textura. Para um melhor efeito é indicado que os embutidos fiquem 50cm de afastamento em relação à parede, e usar com filtro fosco para minimizar as sombras.

Exemplo de ambiente com iluminação de dicróica, com facho mais aberto direcionando para a escultura. Projeto da arquiteta Suzy Melo.

Efeito de lâmpada mini-dicróica de 10graus. Para este efeito os embutidos devem estar de 10 à 15cm de afastamento em relação à parede. Fonte da imagem Light Design.

Dicróica ALU
Potência de 50W, base GU5,3, vida mediana de 3000 horas e temperatura de cor 3000 K.
Com refletor alumínio, bloqueia que a luz possa ir parte de trás. Indicado para locais com forro de gesso limitado, assim o calor vai somente para baixo. Indicado também para spost abertos em que a lâmpada fica aparente, pois se neste caso for usar os outros modelos de dicróica, a luz vai para a parte de trás e num efeito prismático e cores diferentes, que não é o mais indicado neste caso.

Luminária Ya Ya Ho (1982-84) por Ingo Maurer. Fonte da imagem livro 1000 ligts. Essa luminária é um bom exemplo para especificar a lâmpada dicróica Alu, proporcionando assim o facho de luz somente para frente, uma vez que a lâmpada fica totalmente exposta no trilho.

Dicróica Cool-Blue
Potência de 50 W, base GU5.3, vida mediana de 4.000 horas e temperatura de cor 4.500K
Uso em joalherias, lojas de cerâmica, de vidro e galerias de arte, em lugares onde precise de fontes de luz fria.
Tem acabamento fosco na parte de trás do refletor para uma luz mais difusa suave e sem ofuscamento na parte de trás.Com revestimento high-tech, que filtra da luz o componente vermelho quente. Isto resulta em uma luz halógena mais fria, com uma temperatura de cor de 4.500 K, mais próxima da luz diurna natural. (fonte da descrição OSRAM)

Efeito da Lâmpada Dicróica Cool Blue em um objeto prata. A lâmpada da esquerda é de 3000K (amarelada) e da direita 4500K cool blue (branco). Nesta imagem podemos ver como a luz branca realça o objeto prata.
Halopar 16
Potência: 50W, bases GU10 e GZ10, vida mediana de 2.000 horas e temperatura de cor 2.900 K.
Esta lâmpada é indicada para luminárias onde não tem possibilidade do uso de transformador, é ligada diretamente na rede.
Halopar 20, 30 e 38.
Estas lâmpadas têm fácil encaixe com a base E27 (de rosca) convencional. Indicadas para iluminação dirigida e de destaque, devido ao controle de facho de luz.
Podem ser usadas em área interna como iluminação de bancada; dentro do box do chuveiro; etc. Ou área externa como jardins em espetos ou up-lights.
Potências de 50W, 75W e 90W, vida útil 2.000 h e temperatura de cor: 3.000 K.

Exemplo de iluminação de jardim, onde pode-se especificar lâmpadas PAR para causar esse efeito. Fonte da Imagem Site DF Paisagismo.
Haloline

Potência entre 100W, 150W, 300W, 500W e 1000W,
base R7s, vida mediana de 2.000 h, temperatura de cor 3.000 K. Também na versão Energy Saver.
É mais conhecida como “palito”, para uso geral em luminárias para áreas internas e externas. Ajuda a realçar e enfatizar estrutura, colunas, fachadas, monumentos, lojas e vitrines. É conectada diretamente à rede sem auxílio de transformador. Halógena é muito usada em refletores e luminárias tipo plafon e arandelas que produzem iluminação indireta.


Exemplo de luminária com lâmpada halógena com efeito de luz indireta. Fonte da imagem site La Lampe.

Halostar Energy Saver
Potências de 35W e 65W, base GY6.35, vida mediana de 4000 horas e temperatura de cor 3000 K.
Ideal para uso em lustres, candelabros, luminárias de leitura e luminárias de móveis.
Halopin Energy Saver
Potência de 33W, com Base G9, vida mediana de 2.000 horas e temperatura de cor 2.900 K.
Não necessita de transformador, é uma lâmpada halógena compacta, permite que os designers desenvolvam luminárias pequenas e com uma boa fonte de luz.
AR
A família das AR são as halógenas lâmpadas que deixam o ambiente mais cênico. Muito utilizada em obras de arte como esculturas devido ao facho de luz concentrado. As AR 48 podem as vezes substituir as dicróicas dependendo do efeito que se espera e tem o facho de luz bem concentrado. AR70 são mais usadas em pé-direito comum, enquanto as AR111 tem um bom desempenho em pé-direito alto. Um cuidado especial que temos que ter com essa lâmpada é de não colocar em cima de sofás ou cadeiras onde uma pessoa irá se sentar, pois as AR tem o refletor que joga o facho de luz e a concentração de calor toda para baixo. Todas as AR são 12V, com uso de transformador.

AR 48 e 70.
Potências entre 20W e 50W, bases BA15d e GY4, vida mediana de 1.000 h, 2.000 h e 3.000 horas, temperatura de cor 3000 K.
AR 48 tem angulação de 8graus, AR70 tem de 8 e de 24 graus.

Halospot 111 Energy Saver
Potências de 35W e 65W, base G53, vida mediana de 4.000 horas e temperatura de cor de 3.000 K.
Angulações de 4, 8 e 24graus.


Exemplo de iluminação de destaque na mesa de centro. Para esse efeito a indicação é uma AR70 de 8 graus. Fonte da imagem site Obravip.

Cuidado especial: Procure não tocar no bulbo das lâmpadas halógenas sem utilização de luvas, pois o contato de gorduras e impurezas da própria pele em seu bulbo pode ocasionar diminuição sua vida útil da lâmpada. Caso ocorra acidentalmente limpe-a com um pano umedecido em álcool.