quinta-feira, março 17, 2011

Projetos

Projeto Igreja Congregacional  no Dinamérica  - Campina Grande  PB

Projeto: Alex Barros, Lorena Cavalcanti, Laura Braga -  3d  Studio Design


Projeto Duplex Loja Comercial e  Residência 


Projeto : Reforma Residência no Conjunto dos Professores - Bodocongó - Oliveiros e Verbena 


Projeto: Alex Barros, Lorena Cavalcanti, Laura Braga -  3d  Studio Design


Foto atual


Projeto : Reforma  Duplex Escola de música e Residência no Bairro da Palmeira - Claúdia

 O terreno 

Projeto



Residência no Bairro de Bodocongó - Campina Grande  PB


Iluminação de Monumentos e fachadas


Case: Fachadas que valorizam - Iluminação "micro" em escala "macro"
Dicas de iluminação para destacar um edifício no cenário urbano
Por: Claúdia Cavallo

O cenário urbano, prédios e monumentos podem passar desapercebidos ou tornarem-se referência de localização ou ponto turístico. A iluminação de fachadas pode agregar grande valor a edifícios públicos e privados, atraindo olhares, despertando curiosidade e valorizando empreendimentos.
A seguir, Neide Senzi, arquiteta e especialista em projetos de iluminação, apresenta alguns de seus recentes projetos de iluminação de fachadas, do tradicional ao moderno, com dicas sobre tipos de lâmpadas, temperatura de cor, uso de cores, entre outros recursos.


Estilo arquitetônico e tridimensão

A iluminação de fachadas deve ser considerada como um contraponto à iluminação natural. Enquanto a luz natural caracteriza-se pela uniformidade, indefinição de volumes ou sombreamento indesejável, a luz artificial tem o papel de exaltar a volumetria de um prédio, pelo contraste (relação luz x sombra). Em seus trabalhos, Neide Senzi segue a "escola francesa", que determina a valorização e interpretação dos principais pontos da arquitetura através da iluminação: "Embora fachadas sejam superfícies grandes, sua iluminação deve ser pensada de forma 'micro' em vez de 'macro'. É preciso respeitar os detalhes, ornatos e volumes; trabalhar pontualmente para que, no conjunto, se crie tridimensão" - conceitua.

O primeiro item a ser analisado no desenvolvimento do projeto luminotécnico de uma fachada, portanto, é o estilo arquitetônico do prédio. De que maneira sua volumetria se destaca? Verticalmente, através de colunas? Horizontalmente? Há varandas, sacadas ou elementos que dêem profundidade?...

Em construções mais recentes há chance de conversa direta com o arquiteto, troca de idéias e informações. Neide Senzi adianta que, "de modo geral, na arquitetura moderna não há o uso de grandes volumetrias horizontais. Não há recuos enormes, balanços consideráveis e alas proeminentes. Os prédios modernos são como cubos sólido. Sua tridimensionalidade se dá através dos ornatos arquitetônicos. Por isso, antes de qualquer coisa, convém observar onde se deram estes ornatos. Na base? No coroamento? Na alvenaria?..."

Downlight ou uplight?

Neide Senzi só evidencia a verticalidade de um prédio através de uplights. Nunca, downlights. Ela defende: "O ser humano olha um edifício de baixo para cima e a luz tem que respeitar a perspectiva, o ponto de fuga."

Vapor de sódio ou vapor metálico?

O tipo de lâmpada mais indicado para iluminação de fachadas é a de alta eficiência, de longa vida útil, que exija pouca manutenção. Vapor de sódio ou vapor metálico? Neste caso, depende do revestimento. Uma construção antiga não, necessariamente, deve ser iluminada por lâmpadas de vapor de sódio. Da mesma forma, nem todo prédio moderno precisa receber a "luz branca" das lâmpadas de vapor metálico. O prédio da sede da Votorantim, de meados de 1930 e arquitetura neoclássica, mesmo sendo antigo, sua fachada é pintada de uma cor quase branca. Por isso, é iluminada por lâmpadas de vapor metálico. Já no Museu do Ipiranga, a opção foi vapor de sódio, também em função da cor do revestimento.




Museu do Ipiranga - SP
Opção por vapor de sódio em função da cor do revestimento.

Mais de uma temperatura de cor
O uso de fontes com a mesma temperatura de cor na iluminação de uma fachada inteira pode ficar monótona, gerar pouco interesse visual. Por outro lado, não se deve, jamais, utilizar temperaturas de cor diferentes num mesmo elemento arquitetônico. Se um prédio é todo definido através de pilares simétricos e idênticos e iluminados, por exemplo, com lâmpadas de diferentes temperatura de cor, o resultado pode comprometer a unidade. O edifício Angélica tem base em granito bege, para o qual a lâmpada de vapor de sódio se aplicou muito bem. Na parte superior, onde o revestimento é pintura em tom mais claro e num nível recuado, o uso de vapor metálico foi mais adequado, até para acentuar a volumetria.

Ofuscamento
Em iluminação de fachadas, ofuscamento deve ser evitado sempre... que necessário. Não é preciso investir em equipamentos quando as pessoas não terão acesso visual à fonte de luz. Por outro lado, é preciso estar atendo à parte aérea. Edifícios localizados em áreas urbanas - principalmente prédios históricos - são, normalmente, cercados por outros edifícios mais altos. Como as pessoas nestes prédios ao redor irão visualizar o que está abaixo? Ofuscamento, em iluminação de fachada, deve considerar quem passa pela rua, quem está dentro do prédio iluminado e quem está em prédios vizinhos.

Uso de cor
Na opinião de Neide Senzi, o uso de cor em iluminação de fachadas só se justifica como apelo comercial, para destacar um hotel, um prédio empresarial, diferenciar um empreendimento. "Estudos comprovam que o ser humano é atraído pela cor e, como em iluminação este recurso ainda é recente, um prédio que recebe iluminação colorida vira um referencial, um landmark na cidade. Em prédios históricos, entretanto, no Brasil, esta solução tem sido rejeitada e considerada como um desrespeito ao patrimônio."

Edifício San Paolo
Sua arquitetura é neoclássica e sua característica principal são as molduras horizontais contornando o edifício. Não há ênfase nos pilares. A iluminação respeita e valoriza a horizontalidade do prédio, pois concentra-se na base e no coroamento.


Edifício San Paolo - SP
A iluminação respeita e valoriza a horizontalidade do prédio, pois concentra-se na base e no coroamento.

Votorantim
Caracteriza-se pela verticalidade, por sua alvenaria bem detalhada e por ser entremeado com grandes janelas e caixilhos. "Não adianta iluminar as janelas e vidros. Pelo contrário, convém escondê-los. Iluminá-los significaria jogar luz para dentro do edifício, causando incômodo a quem trabalha ali. A definição do prédio da Votorantim está na simetria dos pilares e na marcação de verticalidade é nela que se deve focar. Há grandes frontões, arcos, nichos, molduras, brasões... Estes elementos é que devem ser valorizados" - explica Neide.

Edifício Angélica
O arquiteto quis dar a idéia de um prédio "infindável", sobre uma base sólida. Não há coroamento. A iluminação valoriza a base e, depois, a verticalidade da construção. A base recebeu atenção especial também. "A base de um prédio é sempre importante, porque é o que dá sustentação. Se iluminamos demais a parte superior e de menos a base, o edifício parece estar flutuando" - justifica Neide. Para evitar vazamento de luz para dentro dos escritórios, foram usados projetores de facho bem concentrado, fixados nas bases dos pilares.

Sheraton
Optou-se por uma iluminação impactante, que destacasse o hotel na cidade de Curitiba. O principal elemento arquitetônico eram "anéis" metálicos centrais, que foram destacados pelo uso de cor - favorecido pelo fato de a estrutura metálica onde incide a luz ser branca. Foi utilizado um equipamento com recurso de mudança de cor (color changer), possibilitando a renovação visual da fachada em diferentes ocasiões ou épocas do ano. Projetores com lâmpada de vapor metálico coroam a parte superior do edifício, como complemento.


Sheraton - Curitiba
O principal elemento arquitetônico eram "anéis" metálicos centrais, que foram destacados pelo uso de cor.

Teatro Imprensa
O antigo edifício, localizado num ponto central de São Paulo, foi reformado, adquirindo um aspecto moderno, com revestimento em Alucobond. O arquiteto desejava uma iluminação que valorizasse a fachada, marcando a localização do Teatro Imprensa na cidade. Acima do teatro - que fica no térreo - há andares de escritórios. A iluminação respeitou estas duas diferentes funções do edifício, para que a luz da fachada não interferisse no uso dos escritórios no período noturno. Na parte inferior, optou-se por um apelo cênico, como uma extensão do teatro. Foram instaladas mini-luminárias com lâmpadas bolinha de 25W sob a marquise, como as usadas nos tradicionais teatros da Broadway. A parte superior, onde funcionam os escritórios, é formada por alvenaria e caixilhos. Adotou-se o recurso de uplight, com projetores de fachos ultraconcentrados (8 a 10 graus), posicionados apenas na alvenaria, para evitar vazamento de luz para o interior do prédio. "Coloquei uma 'bateria' de projetores de facho aberto para criar a base da parte de escritórios do edifício e, depois, fui 'pincelando' a verticalidade com luminárias de facho concentrado" - detalha Neide. Foi usada lâmpada vapor metálico colorida azul de 400W para manter o conceito "cênico" que destaca o Teatro no cenário urbano.


Teatro Imprensa - SP
Na parte inferior, optou-se por um apelo cênico.Na parte superior, adotou-se o recurso de uplight.

Torre da Telet - Claro Digital

A companhia canadense ganhou a concorrência de telefonia celular em Porto Alegre e estava criando um centro administrativo novo, de arquitetura arrojada - uma torre de 100m de altura, com um observatório na parte superior. A construção localiza-se no alto de uma colina e pode ser visualizada de quase toda a cidade. Neide Senzi propôs um projeto que tivesse a torre em si como principal atrativo visual. Aproveitá-la como um grande recurso de marketing para a empresa, através do uso de equipamentos que projetassem iluminação colorida. As cores poderiam ser alternadas de forma a criar expectativa na paisagem urbana. Em alguns momentos essa cor seria a mesma do logotipo da empresa, criando uma associação de marca. Havia uma série de obstáculos a serem contornados. 

O primeiro era a escala: que tipo de equipamento garantiria fachos com intensidade para chegar a 100m de altura? Onde e como posicionar as fontes de luz? A superfície a ser iluminada era cilíndrica, em concreto (sem revestimento) - o que significava baixíssimo índice de reflexão - e havia, ainda, o observatório ao longo do percurso. Não era permitido o uso de transformadores eletromagnéticos nem qualquer outro equipamento que pudesse causar interferência no sistema de telefonia. O projeto luminotécnico foi desenvolvido, tendo o uso de projetores color changer, através de filtros giratórios dicróicos, com recurso de infinitas e variadas cores, como elemento principal. Para cobrir os 100m de altura, os projetores foram instalados em dois níveis: um sistema na laje do edifício administrativo focalizando o topo da torre e outro, na altura mediana do fuste da torre, que iluminariam todo o corpo. Acima do observatório foram instalados, ainda, projetores com lâmpadas de vapor metálico, fazendo o coroamento. A instalação dos projetores na laje da base da torre seria relativamente simples. 

Os que deveriam iluminar o corpo principal, entretanto, representavam um desafio e tanto. A solução seria aproveitar "braços" em balanço - tirantes - que servem para subida e descida de antenas para manutenção. Foi preciso trabalhar em conjunto com o departamento de Engenharia para se definir exatamente em que parte dos "braços" os projetores poderiam ficar, de forma que não interferissem no mecanismo de manutenção. A torre, de concreto, foi pintada de branco, para que se pudesse explorar ao máximo a gama de cores oferecida pelos projetores.

Os sistemas são todos interligados e controlados numa mesa central de comando, com operações pré-programadas e acionadas juntamente com a iluminação geral da torre, pelo chefe de manutenção. "Foi um trabalho de interação de equipe, com a participação dos arquitetos do escritório GAD Design, autores do projeto de arquitetura, engenheiros e técnicos da Claro Digital, além do próprio presidente da empresa no Brasil, que apostou na idéia. Fizemos vários estudos também com os técnicos do fabricante americano dos projetores especiais tipo color changer, com base em trabalhos em grande escala já realizados com o mesmo tipo de equipamento. O custo de investimento foi alto - 120 mil dólares só nestes projetores. Tudo teve que ser previamente pensado em detalhes - pois não se poderia relocar o equipamento depois de tudo instalado -, mas o resultado foi compensatório. A torre tornou-se um landmark na cidade. Existem ônibus de turistas que vão ao local para visitar e tirar fotos e a torre passou a interagir com os moradores, que sempre procuram saber de que cor ela será iluminada naquela noite... "Este caso exemplifica como a iluminação pode se transformar em ferramenta de marketing e de grande apelo visual para uma empresa, mesmo na grande escala de um contexto urbano." - comemora Neide Senzi.


 
Torre da Telet - Claro Digital Porto Alegre
Aproveitamento da própria torre como recurso de marketing, com uso de projetores color changer. 
 
:: Fonte: Revista Lume Arquitetura - edição número 3 

terça-feira, março 15, 2011

Torre de TV em Tóquio alcança 601 m de altura e se torna a maior do mundo

Construtora utilizou tecnologia para minimizar impactos de terremotos no estrutura



A Tokyo Sky Tree alcançou, ontem, 601 m de altura, tornando-se a maior torre de transmissão de TV do mundo. A torre deverá ter 634 m de altura ao final de sua construção, previsto para dezembro deste ano. Com 600 m de altura, a Canton Tower, em Guangzhou, foi ultrapassada.


Divulgação: Tobu Tower Sky Tree Co.
Torre deverá se transformar em ponto turístico de Tóquio

Com projeto do arquiteto Tadao Ando, a torre será construída com uma estrutura central de concreto armado baseada na arquitetura japonesa de edifícios como o Taipei 101, que conta com um pilar central e pisos independentes, que ajudam na minimização dos impactos dos terremotos. As fachadas são feitas de molduras de aço conectadas ao "esqueleto" central.

Para a construção do pilar central, a Obayashi Corporation, empresa responsável pela construção, utilizou um sistema de formas trepantes, para agilizar o processo. Já nas fundações, a empresa utilizou um sistema de estacas escavadas, que contam com estrias, funcionando como cravos para ajudar na sustentação da torre.

A base do edifício tem uma forma triangular que vai se tornando circular de acordo com a sua altura. Na altura de 350 m, há o primeiro observatório, com três pavimentos. Depois, 100 m acima, há um observatório de dois pavimentos com um corredor circular. Segundo a Tobu Tower Sky Tree Co., empresa responsável pela administração da torre, o segundo observatório é o mais alto do mundo.

Segundo Hirotake Takanashi, porta-voz da empresa, a construção dos 30 m restantes é uma fase crítica que envolve a instalação de uma antena digital. Além da torre, haverá, no mesmo terreno, edifícios comerciais, uma praça e duas estações de trem.

O projeto de iluminação utiliza conceitos da cultura japonesa em sua composição. Com projeto de Hirohito Totsune, um lado é iluminado com apenas uma cor; no outro, a torre foi dividida em segmentos, cada um com uma cor.

As obras foram iniciadas em julho de 2008, com investimento de 60 bilhões de ienes, equivalente a aproximadamente US$ 734 milhões. A abertura de todo o complexo está prevista para o primeiro quarto de 2012.

Divulgação: Tobu Tower Sky Tree Co.
Torre começa com uma forma triangular e vai se tornando circular conforme a elevação

Divulgação: Tobu Tower Sky Tree Co.
Torre conta com dois projetos de iluminação diferentes fonte: http://www.piniweb.com.br/construcao/tecnologia-materiais/torre-de-tv-em-toquio-alcanca-601-m-de-altura-211124-1.asp

Arquitetura da reconstrução chilena

Depoimento de Patricio Mardones à revista AU de março fala da do papel dos arquitetos após tragédias como terremotos. Como contribuir para a recuperação do espaço?

 


Após o acontecimento de uma catástrofe natural, há a necessidade da reconstrução do espaço afetado, para que as pessoas voltem a viver em sua localidade. Essa reconstrução aconteceu no Chile, em fevereiro de 2010, e deverá acontecer agora no Japão.

Na última edição da Revista AU, o arquiteto argentino Ricardo Sargiotti, sócio-fundador do estudio x arquitectos e professor de desenho arquitetônico na Faculdade de Arquitetura da Universidade Católica de Cordoba, perguntou ao arquiteto chileno Patricio Mardones como funciona o processo de reconstrução de um país após a tragédia.Leia a seguir alguns trechos desta entrevista.

Confira a entrevista:

As conotações do termo "reconstrução" aparecem sempre impregnadas em desânimo. Reconstrução remete a destruição, desamparo, perda de algo, seja em casos de catástrofes ou não. O primeiro esforço do arquiteto está na superação dessa fase?
 
No caso chileno, os terremotos (e as ações de reconstrução) acompanham os habitantes desde o início do povoamento do território. Pode-se dizer que os terremotos, tsunamis e erupções fazem parte da paisagem e da cultura nacional, de nossa relação com a natureza. Uma estimativa rápida indicaria que cada geração no Chile é testemunha de pelo menos duas grandes reconstruções após alguma catástrofe natural. A relação repetida com essas situações vai amenizando toda a nação, incluindo os arquitetos. Acredito não errar ao dizer que o otimismo e o vigor necessários para as tarefas de reconstrução são qualidades que, no Chile, afloram naturalmente após um desastre. Parece-me que no Chile a palavra "reconstrução", mais do que vinculada ao desânimo, remete à possibilidade de gerar uma realidade nova, de revisar modos de vida, e a oportunidade de desenvolver uma visão sobre os desejos cidadãos.


Nos casos de catástrofes, a ânsia de dar soluções urgentes pode fazer com que a oportunidade de repensar vícios de planejamentos anteriores (a tábula rasa, por tantas vezes ansiada) perca-se em conflitos de interesses temporários e ideológicos. Como você vê isso?

Desde fevereiro de 2010 houve discussões públicas muito interessantes (em escolas de arquiteturas e organismos estatais correspondentes) sobre como agir diante de uma emergência. Lembro-me de duas ideias. Uma sustentava que a emergência colocava duas necessidades opostas: a de uma resposta imediata que resolvesse em curto prazo as demandas urgentes, e a de uma visão central de longo prazo, que dificilmente pode ser construída simultaneamente. Como construir um conjunto habitacional para 100 famílias em poucos dias, sem tempo para planejar, integrar nem adaptar, evitando que essa solução temporária se transforme em definitiva? Em realidades de recursos limitados, este é um problema central: a qualidade de vida se empobrece quando o acampamento de emergência precário se converte na nova matriz de desenvolvimento urbano. Nisso houve buscas - ainda experimentais - que tentam dar soluções que dêem tempo para que autoridades e arquitetos resolvam um projeto com visão, que converta o desastre em uma oportunidade de renovação urbana, por exemplo. Há ainda um segundo ponto de vista que sustenta que nessas situações não se pode pretender que haja tempo para pensar, e se deve aceitar o potencial de o imediato se consolidar como permanente. Então, os esforços de reconstrução devem ser empregados em levantar as peças que possam acelerar processos naturais de regeneração. A proposta de Elemental para reconstruir a cidade de Constitución, arrasada pelo maremoto, é um exemplo desta proposta: o principal ponto do plano é a construção de um parque público, não a entrega de habitações terminadas.

Outra constante associada com a reconstrução passa pela ideia de patrimônio. A reconstrução remete a algo pré-existente ou, do lado oposto, ignora completamente o pré-existente. Há padrões que devem ser seguidos?

O arquiteto e crítico Fernando Pérez fez uma observação a respeito que me parece muito aguda: nessas situações, a palavra patrimônio adquire uma outra conotação, mais civil. Patrimônio é o que se tem, aquilo com o qual se conta. Quando uma família perde sua casa e resta apenas um par de paredes de pé, talvez esse par de paredes mereça mais atenção, pois é tudo o que lhes resta. É isso ou nada. Em março de 2010 houve muitas demolições preventivas em vilas rurais do Sul do Chile, quase todas feitas com boas intenções por voluntários não-especializados, que passaram por cima dessa consideração. A manutenção dos traçados e o cuidado com os elementos que podem ser resgatados são tão importantes quanto a claridade necessária para não levantar arremedos historicistas construídos com o pretexto de conservar uma certa imagem tradicional. Cada tempo tem seus modos de construir e toda reconstrução coloca em discussão oportunidades de continuidades e oportunidades de renovação.

Iluminação realça a identidade de edifício adaptado a novo uso

Vista posterior do prédio e da pista de cooper. As luminárias de piso são equipadas com fluorescentes compactas
Iluminação realça a identidade de edifício adaptado a novo uso
A inauguração do centro esportivo marcou o final de mais uma etapa das obras de adaptação do antigo complexo fabril que deu lugar ao campus Santo Amaro da Universidade Senac, em São Paulo. A proposta de iluminação elaborada por Gilberto Franco e Carlos Fortes tira máximo partido da luz natural e busca valorizar as características do prédio.
O campus Santo Amaro da Universidade Senac ocupa a área de uma antiga indústria, cujas edificações vêm sendo adaptadas ao novo uso (leia PROJETO DESIGN 292, junho de 2004, e 305, julho de 2005). A mais recentemente concluída criou um centro esportivo de 15 mil metros quadrados e capacidade para 6 mil pessoas. Parte da área é descoberta e concentra quadras e pista de atletismo; a outra, com 7,6 mil metros quadrados, é interna e abriga, na porção posterior do volume do centro de convenções, duas quadras poliesportivas, praça aquática com três piscinas, saunas, vestiários e salas para as diferentes modalidades de ginástica.

O centro de convenções, à direita, e o centro esportivo, à esquerda. A iluminação embutida no piso ressalta a textura
dos painéis

A iluminação das fachadas emprega lâmpadas de vapor metálico CDMR de 70 watts e 3 mil kelvins
O projeto luminotécnico de Gilberto Franco e Carlos Fortes tira proveito da farta luminosidade natural e prioriza o bem-estar dos usuários a partir do uso de lâmpadas de baixa temperatura de cor e de recursos para controle de ofuscamento. Também realça o trabalho de remodelagem do edifício , assinado por Aflalo & Gasperini Arquitetos.

A estrutura original do prédio foi mantida e acrescida de um mezanino metálico em forma de C, ocupado pelas salas de ginástica. O tratamento das fachadas estabeleceu a remoção dos antigos fechamentos frontais em pré-moldados de concreto. Parte deu lugar a amplos panos de vidro e parte foi substituída por novos painéis pré-moldados de concreto texturizado, na mesma linguagem dos blocos já reformulados. Para a iluminação da fachada, os profissionais trabalharam com luminárias embutidas no piso, equipadas com lâmpadas de vapor metálico CDMR de 70 watts e 3 mil kelvins. “A iluminação rasante ressalta a textura dos painéis, evitando que as superfícies fiquem chapadas”.

Na galeria de acesso, a iluminação é feita por fluorescentes tubulares em luminárias de chapas metálicas perfuradas nos vãos entre as vigas metálicas aparentes
A praça aquática recebe iluminação indireta dada por projetores assimétricos equipados com lâmpadas de vapor metálico de 150 e 250 watts
O acesso é feito por uma galeria que se integra ao eixo de circulação dos blocos acadêmicos. À esquerda dessa entrada ficam as duas quadras poliesportivas, com pé-direito triplo; à direita, todas as demais instalações, com as piscinas no térreo. A principal delas, semi-olímpica e com oito raias, está na área de maior altura, marcada pela linha de sheds que atravessa o prédio longitudinalmente. Abaixo destes foram criadas duas passarelas metálicas, uma sob a outra. A superior permite acesso para manutenção dos caixilhos e a inferior dá suporte a projetores com lâmpadas de vapor metálico de 150 e 250 watts, que direcionam a luz assimetricamente para o forro acústico branco, a fim de iluminar a piscina indiretamente. “ Assim a luz vem sempre do mesmo lugar , independentemente de ser dia ou noite”, explica Fortes. A área também recebe iluminação através das fachadas transparentes e da parede de vidro em plano inclinado que identifica a sala de aeróbica, no mezanino. Repetindo as soluções adotadas nas demais salas desse piso, a iluminação do espaço é proveniente de sheds e de conjuntos óticos com quatro células parabólicas em alumínio fosco, dotados de fluorescentes compactas longas de 55 watts e 3 mil kelvins. “São lâmpadas de grande eficiência, e sua alta emissão luminosa permite trabalhar com menos pontos”, ressalta o luminotécnico.

A praça aquática tem duas outras piscinas, ambas iluminadas por projetores assimétricos com lâmpadas de vapor metálico. Nesse setor encontra-se o primeiro de dois painéis criados para o centro pelo artista plástico Luiz Paulo Baravelli. Cada um tem cerca de 30 metros de extensão por três de altura e apresenta bailarinas de madeira ebanizada sobre mosaico de vidro colorido. Para o primeiro, a intenção era dar iluminação homogênea de fundo, com destaque para as bailarinas. O resultado foi alcançado com o uso de projetores em trilhos eletrificados e equipados com lâmpadas CDMR de 35 watts e 3 mil kelvins. Para o segundo, posicionado na galeria transversal, a idéia era dar efeito wall wash ao plano de fundo, o que foi garantido com projetores assimétricos dotados de fluorescentes de 32 watts. O destaque das peças é feito com CDMR iguais às do anterior.

O plano de fundo do painel recebe efeito wall wash de projetores assimétricos com fluorescentes de 32 watts. O destaque é dado por CDMR de 35 watts e 3 mil kelvins

Vista geral a partir da sala de musculação

A parede de vidro inclinada permite que a iluminação da sala de aeróbica atinja a piscina
Soluções mais simples caracterizam as quadras poliesportivas cobertas, únicos ambientes que receberam lâmpadas de temperatura de cor mais elevada . Uma estrutura metálica auxiliar fixada ao telhado dá suporte a projetores assimétricos com lâmpadas de vapor metálico de 400 watts e 4 mil kelvins e reatores próprios para lâmpadas de vapor de sódio. “Esse recurso rebaixa a temperatura de cor da luz e quebra o contraste entre esse espaço e os demais”


As circulações são iluminadas por fluorescentes compactas de 26 watts, em luminárias embutidas no forro

No mezanino, todas as salas recebem iluminação por um sistema de alta eficiência e antiofuscamento

A sala de musculação repete as soluções luminotécnicas dos demais espaços. O piso emborrachado na área de pesos livres garante mais segurança aos esportistas

Vista da sala de lutas, com teto em plano inclinado e luminárias embutidas seguindo a modulação do forro

A linha dos sheds complementa a iluminação da sala para exercícios aeróbicos

domingo, março 13, 2011

Novo Neutro

Preto, branco e cinza não são as únicas cores neutras. 

Outras cores e variações aparecem com tudo neste ano como os “novos neutros“. Tons avermelhados, azulados e amarelados fazem parte deste cenário.

E estas tonalidades ficam perfeitas no quarto e no banheiro, onde combinam facilmente com as tradicionais cores de toalhas. Então que tal conhecer um pouquinho mais de cada “novo neutro” e usar a cor na hora de decorar a casa?


Os tons avermelhados variam do bege ao marrom e deixam o ambiente mais clássico, tradicional e confortável.

Cores que vão do cinza ao preto fazem parte dos tons azulados. Estas tonalidades são extremamente elegantes e dão um up na decoração.

Mas se a intenção é deixar o ambiente iluminado e com um certo frescor, a melhor opção é apostar nos tons amarelados, que variam do creme ao marrom dourado.

fonte: http://blogaroeirahome.com.br/2011/03/novo-neutro/ 

Silo antigo em cidade da Dinamarca é transformado em edifício residencial

O antigo silo foi transformado em um edifício residencial com 21 apartamentos
Silo antigo em cidade da Dinamarca é transformado em edifício residencial
Boa parte das cidades dinamarquesas conta com silos em seus arredores ou até mesmo em suas áreas urbanas. A maioria deles, porém, está desativada. Esse era o caso do bairro de Løgten, no setor norte da cidade de Aarhus, onde um antigo silo foi transformado em um edifício residencial com 21 apartamentos de acordo com projeto do escritório CF Moller, sediado em Copenhague.

Alternativa ao padrão de expansão urbana praticado na Europa, onde predominam conjuntos de casas e edifícios residenciais que seguem modelos preestabelecidos de planta e acabamento, a proposta reúne imóveis com espaços generosos e plantas que nunca se repetem, distribuídos em tipologias como penthouses e duplex, além de apartamentos de um pavimento, todos com dois dormitórios.

A estrutura das escadas e dos elevadores, assim como a laje da cobertura, são originais do antigo depósito de grãos. Ao redor desse corpo foi configurada a edificação, onde os apartamentos estão construídos sobre um novo vigamento de aço. A volumetria projeta-se para fora, em busca da luz e das vistas para paisagem. “O resultado assemelha-se a um conjunto de tijolos Lego”, explica o arquiteto Mads Moller, sócio-fundador do CF Moller.


A estrutura das escadas e dos elevadores do antigo depósito de grãos foi mantida

Como igrejas ou moinhos de vento, os silos se destacam na paisagem rural
A protuberância dessa estrutura fornece generosos terraços e vistas para a Baía de Aarhus e para a cidade. Ao mesmo tempo, todos os apartamentos contam com iluminação natural durante a manhã ou a tarde, dependendo da fachada para onde estão voltados, norte ou sul. Como o silo ocupa um platô, todas as unidades tem visuais privlegiadas do entorno, mesmo nos andares inferiores.

No nível térreo do empreendimento, uma praça pública e um estacionamento conectam o edifício a um centro comercial com lojas, supermercado, além de residências do tipo sobreloja.

A relevância urbana do antigo silo foi mantida – ele ocupa uma área cercada por campos e é a única edificação da cidade com mais de cinco andares. De acordo com os arquitetos, o cliente queria preservar esse elemento emblemático na paisagem, mas principalmente garantir a continuidade da área construída disponível, que seria perdida caso a estrutura principal do silo fosse demolida.

Em um dos lados do edifício, a estrutura original do silo foi mantida à vista, para que, no futuro, novas gerações possam ter acesso à memória local. “Em áreas de tradição rural como esta, os silos têm uma importância cultural e histórica tão grande na paisagem quanto os moinhos de vento ou as torres de uma igreja”, conclui o arquiteto.


Além de preservar a memória, a solução garante o uso da área construída disponível

Em um dos lados do edifício, a estrutura original do silo foi mantida à vista

A volumetria projeta-se para fora, em busca da luz e das vistas para paisagem

O edifício ocupa uma área cercada por campos e é a única edificação da cidade com mais de cinco andares

No nível térreo, uma praça pública e um estacionamento conectam o edifício a um centro comercial

Os andares estão construídos sobre um novo vigamento de aço

A protuberância da estrutura fornece generosos terraços e vistas para a cidade

Para os arquitetos, o projeto se assemelha a um conjunto de
tijolos Lego

Todas as unidades residenciais recebem iluminação natural, durante a manhã ou a tarde

A laje de cobertura é original do antigo silo

Todos os apartamentos contam com vista para o entorno, mesmo nos andares inferiores

O edifício tem imóveis com tipologias variadas, como duplex e penthouses
fonte: Texto de Fabio de Paula
Publicada originalmente no ARCOWEB
Março de 2011

sábado, março 12, 2011

Entenda como são construídos os edifícios resistentes a terremotos


Tremor de magnitude 8,9 foi o maior do Japão e o 7º maior da história.
No país, prédios são construídos para minimizar número de vítimas.

 

 

 fonte: http://g1.globo.com/tsunami-no-pacifico/noticia/2011/03/entenda-como-sao-construidos-os-edificios-resistentes-terremotos.html

 

sexta-feira, março 11, 2011

Praticidade em um toque!

Interruptor Inteligente – TOUCH


O Interruptor Inteligente Exatron é o interruptor que você está procurando. Com ele você pode manter a lâmpada acessa por 1 hora, controlar a intensidade da luminosidade e a velocidade de ventiladores ou simplesmente acender e apagar a lâmpada através de touch (toque).
Funcionalidade e aplicação do produto:
O Interruptor Dimerizável Temporizado Digital Exatron é um comando de iluminação inteligente com alta tecnologia que aciona a carga através de touch. Possui função interruptor (ON/OFF), dimmer e timer. Ideal para uso residencial e comercial.

Características Técnicas:

ü      Possui aureola luminosa para auxiliar sua localização no escuro, integrando-se à decoração do ambiente;
ü      Função Interruptor: liga e desliga através de toque, um toque liga outro desliga;
ü      Função Dimmer: mantendo o dedo no sensor touch a carga ira variar sua intensidade da mínima ate máxima e vice-versa. Retire o dedo quando chegar à intensidade desejada;
ü      Função Timer: três toques rápidos e consecutivos no sensor touch habilita o modo timer, ficando ligado por 1 hora;
ü      A placa 4x2 possui um modulo cego que pode ser substituído por um interruptor ou tomada (não incluso);
ü      Tensão: 100 a 240 VCA / 50-60 Hz – Bivolt automático;
ü      Três fios;
ü      Possui exclusivo software que identifica se a carga é lâmpada eletrônica, e neste caso não dimmeriza, atuando nas funções ON-OFF e Timer.