sexta-feira, agosto 19, 2011

Lustres com lâmpadas de LED

Além do advento tecnológico, as peças garantem um visual moderno em ambientes como salas e halls


Lustre com lâmpadas de LED

A tendência LED ganha cada vez mais espaço no universo na decoração. Depois de complementar sofáscortinas, paredes e tantos outros artigos, agora é a vez dos lustres.

As lâmpadas modernas dão uma pitada de estilo a ambientes como salas e halls e são uma ótima pedida para os fãs de tecnologia. Veja alguns modelos abaixo:




O clima futurista fica por conta dos LEDs


As luzes modernas dão um toque especial nas peças

O lustre confere um visual diferenciado

Paixão por design tatuada na pele

Você teria coragem de desenhar no próprio corpo o seu móvel de desejo?


Ter tatuagem virou lugar-comum. Para fugir do trio borboleta, tribal e letras chinesas, muitos optam por desenhar na pele seus objetos de desejo – neste caso, móveis de design assinado. Cadeiras, lustres e poltronas tatuadas expressam o amor que essas pessoas têm por decoração. Selecionamos três exemplos que ilustram bem essa moda. E você, escolheria qual objeto? 

Eames Lounge Chair and Ottoman, de Charles e Ray Eames
Barcelona Chair, de Mies van der Rohe
Eames Wire Chair, também de Charles e Ray Eames
 

quinta-feira, agosto 18, 2011

Arquitetura preserva história de CG

Prédios localizados no centro da cidade e outros bairros são considerados patrimônios

Quem passa todos os dias pelo Centro de Campina Grande, muitas vezes não presta atenção na arquitetura da cidade e não imagina que parte do lugar é considerado um patrimônio histórico da Paraíba. O Centro Histórico, que compreende um "cinturão" englobando ruas e praças centrais, contendo edificações em estilo art-dèco, inglês, neoclássico, além de vários monumentos, foi tombado em 2004 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep). 

Alguns destes tombamentos são bastante conhecidos, como o Museu Histórico e a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, na avenida Floriano Peixoto; outros, como a casa onde morou o cantor e compositor Rosil Cavalcanti, na rua Afonso Campos, passam muitas vezes despercebidos.


Foto: Nelsina Vitorino/DB/D.A Press
De acordo com o historiador Thomas Bruno Oliveira, as primeiras construções edificadas em Campina Grande foram na esquina da Rua Vila Nova da Rainha, antigo sítio Barrocas. 

Ano após ano, várias outras construções seriam levantadas,contando a história da cidade. "Porém, seu tombamento não tem impedido que seus prédios e monumentos sejam destruídos pela voracidade do 'progresso', desfigurando o patrimônio histórico da cidade", informou. Fato constatado quando da reforma da casa Rosil Cavalcanti, que teve parte de sua estrutura original modificada.

Outro fato que modificou, pelo menos um pouco do cenário histórico da cidade, foi a destruição da chaminé da antiga empresa Caranguejo, no Açude Velho.

Os novos proprietários do local foram advertidos pelo Ministério Público e terão que construir uma réplica da chaminé. Mas eles fizeram porque não tinham conheci-mento do tombamento. Em várias ruas do centro, casas e prédios são transformados sem que seus donos tenham consciência da importância histórica de sua arquitetura. 
Na outra ponta, um dos colégios mais conhecidos e antigos da cidade, o Imaculada Conceição (Damas), está passando por uma restauração, com o aval do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). De acordo com a chefe de Divisão de Fiscalização, Infração e Multas do Iphaep, Darlene Karla, depois de protegido, o patrimônio, seja ele privado ou público, não pode sofrer nenhuma intervenção sem autorização, sob pena de notificação, multa e até um processo judicial.

Cine São José

Vários prédios e imóveis fixados não apenas no Centro, como também em bairros, como o São José, a exemplo do Cine São José; e Prata, no caso o Palácio do Bispo, onde está instalado o gabinete do prefeito, também fazem parte do processo histórico da cidade. Conforme Darlene, atualmente técnicos do Instituto e da Secretaria de Cultura do Estado estão trabalhando no sentido de concluir um projeto que vai restaurar e revitalizar o Cine São José, tombado desde o ano de 2001, mas que está esquecido. 
Restauração pode ir parar na Justiça


Caso alguma intervenção seja realizada sem autorização prévia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep), o proprietário (seja ele público ou privado) sofrerá as mesmas punições: será notificado e terá a obra embargada, estando sujeito ao pagamento de multa, caso permaneça executando a obra de maneira irregular, sem o aval do Instituto. 
E, em casos específicos, como o desabamento de um imóvel que cause prejuízos a outros ou mesmo a morte de uma pessoa, o proprietário do imóvel poderá, inclusive, responder na Justiça. "Na cidade de Campina Grande, o Iphaep já teve, sim, problemas com alguns proprietários dessas contruções, mas eles foram resolvidos e o Instituto não divulga os nomes nem os imóveis", contou Darlene Karla Araújo.

Para saber quais intervenções podem ser realizadas no imóvel, basta o proprietário apresentar uma lista de documentos junto ao Iphaep. Entre eles, uma solicitação ao diretor do instituto questionando qual o grau de proteçãodo imóvel, anexando fotos e um anteprojeto, caso já tenha em mente que alteração pretende fazer no imóvel. Dentro de alguns dias, que dependem da demanda dos técnicos e da complexidade da orientação, o interessado receberá as orientações.

A única exigência do patrimônio estadual é no sentido de que qualquer intervenção no imóvel (de uma pintura a uma restauração do bem) seja solicitada ao Instituto e aprovada pelo seu Conselho Deliberativo (Conpec).

Esta regra determinada pelo Iphaep vale igualmente para o proprietário público (Governo Federal, Estadual ou Municipal) ou proprietário particular. No caso da Catedral de Nossa Senhora da Conceição (Damas), no Centro de Campina Grande, ela é tombada desde 2001 e é um imóvel particular, que pertence à Diocese de Campina Grande. A recuperação do bem foi aprovada pelo Conselho. Conforme a chefe de Fiscalização, todas as intervenções realizadas na obra, para a total recuperação, vêm sendo acompanhadas pelos técnicos do Instituto do Patrimônio.  

 fonte:  Diário da Borborema

quarta-feira, agosto 17, 2011

Ponte chinesa tem forma de dragão


No meio de uma paisagem predominantemente verde, o escritório Taranta Creations, fundado pelo arquiteto Enrico Taranta, está erguendo a ponte Eco-Bridge, na área montanhosa de Chongqing, na China.

O formato curvilíneo da estrutura lembra o corpo de um dragão e o teto em forma de grade, instalada para refletir a luz do sol, remete às escamas desse animal típico da cultura chinesa.

A construção começou a ser feita em 2009 e tem a previsão de ficar pronta em 2012.

Caminho que brilha

Designer cria piso para área externa inspirado no astro da música pop Michael Jackson


Editora Globo
A peça é formada por cinco partes
De uma maneira muito simples e requintada, você pode transformar o seu jardim em uma pista de dança - ou melhor, no clipe Billy Jean, de Michael Jackson. Inspirado no piso que se ilumina conforme o astro dança, o arquiteto italiano Roberto Paoli criou a série Walkover. 

A peça é formada por cinco partes que lembram pedras brancas e podem ser dispostas no chão de maneiras diferentes. 

A luminária de jardim, se é que podemos chamá-la assim, foi lançada em abril, na Semana de Design de Milão.




Divulgação
De dia, a peça é um caminho comum, no jardim
Divulgação
De noite, o jardim se transforma

Casa dobrável pode ser levada para qualquer lugar



Bem parecida com um contêiner, a XBO é o protótipo de uma casa dobrável que pode ser levada para onde o dono quiser, sem exigir estrutura externa permanente. A construção tem 12 metros de comprimento, 3,2 metros de largura e 3,5 de altura. A estrutura, feita pelo escritório “70 N arkitektur as”, possui duas partes que podem ser separadas, fazendo aparecer um jardim interno de 7 metros de comprimento.

A quitinete foi criada para uma exposição na Europa que visava sustentabilidade e, por isso, foi concebida com uma proposta minimalista, com o uso controlado dos recursos, mas sendo confortável, ao mesmo tempo. Seu design possui grandes vidros nas janelas e estrutura de linóleo e bétula.

Se alguém fosse morar lá, teria à sua disposição uma varanda com um banco, uma pequena cozinha com armário, sala de estar e um jardim com paredes ajustáveis com uma escada para o telhado. No outro cômodo, haveria outro quarto com prateleiras e um banheiro.

Novo prédio mais alto do mundo terá quase 1 Km de altura

 Com 999 metros de altura e 530.000 metros quadrados, o Kingdom Tower foi desenhado para ser o mais recente prédio mais alto do mundo. Seu projeto supera em 173 metros o Burj Khalifa, o maior arranha-céu atualmente, e é fruto do trabalho do escritório Adrian Smith + Gordon Gill Architecture.

O prédio será a peça central da Kingdom City, uma cidade de 23 milhões de metros quadrados que abrigará casas, hotéis e centros comerciais, em Jeddah, na Arábia Saudita. Com um design assimétrico, a torre remete a uma folha brotando da terra. Com isso, os criadores quiseram passar a ideia de que tudo cresce ao redor desse lugar.

Para a locomoção interna dos visitantes, o Kingdom Tower terá 59 elevadores, que servirão de observatório e vão se mover a uma velocidade de 10 metros por segundo. Além deles, o projeto prevê 12 escadas rolantes. Dentro desse gigante, irão funcionar um luxuoso hotel, escritórios, condomínios de luxo e flats. No 157º andar, será construído um terraço aberto de 30 metros de diâmetro para os visitantes desfrutarem da vista ao ar livre.

A construção está prevista para terminar em 2016 e deverá custar 1,2 bilhão de dólares. Já o orçamento para toda a Kingdom City está estimado em 20 bilhões de dólares.

luminárias artísticas

Marca italiana cria luminárias artísticas, inspiradas em acessórios e roupas femininas


Divulgação


Chapéus e roupas saem do guarda-roupa feminino para entrar direto no universo do design e da decoração. É que a empresa italiana Italamp lançou uma delicada coleção de luminárias de mesa inspiradas em acessórios de moda. São peças românticas, em formato de chapéus de diversas cores e estilos. Outro modelo imita uma blusa com o zíper semiaberto. Por enquanto, os produtos não estão disponíveis para venda no Brasil. Confira as fotos:

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Divulgação
Divulgação

fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI217889-16937,00-ILUMINACAO+DELICADA.html

terça-feira, agosto 16, 2011

Sala para crianças



Felizes as crianças que podem ganhar dos pais um luxo como este: uma saleta só delas, onde brincar é a única atividade obrigatória. O ambiente é lúdico até não poder mais – nos quadrados coloridos que enfeitam a estante; na porta magnética feita sob medida para pendurar as obras de arte dos pequenos; nas cortinas com motivos infantis; no tapete para lá de convidativo, desses onde se passa horas na companhia dos filhos. Até os sofás parecem pensados para a merecida soneca das crianças, depois de tanta bagunça.

fonte: Casa Vogue

Tirando onda


Projetada pelos arquitetos do Iredale Pedersen, esta casa de férias encarna o clima ideal para os que cutem um fim de semana longe das loucuras das grandes cidades. A morada em frente à praia da Flórida, na Austrália, faz a combinação perfeita: sol, mar e boa arquitetura. 

A obra de apenas um piso tem todo seu espaço alinhado e estruturado com madeira de plantações de pinheiros, pré-fabricados e transportados para o local especialmente para a construção. 

No interior, vidros proporcionam luz natural nos ambientes. Já no décor, o branco predomina todo o espaço. Outros materiais como chapas de fibrocimento e aço, também foram utilizados no projeto, colunas finas de aço suportam todo o telhado denso e ondulado.










segunda-feira, agosto 15, 2011

Casinha de dormir

Quarto de gêmeas tem camas encaixadas em recuo na parede. A ideia é simular duas pequenas casinhas


Os pais precisavam dividir o quarto entre duas irmãs gêmeas, do jeito mais agradável possível. Então, surgiu a ideia de transformar as camas em casinhas, onde as meninas poderiam brincar durante o dia e descansar à noite. Com recuos na parede, eles criaram este espaço divertido, com direito a telhadinhos e cortinas, onde as camas são encaixadas. Na parede, uma pintura feita pela tia das meninas, a artista Morgan Bricca, complementa o ambiente deixando-o ainda mais romântico e feminino. 


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A cama é encaixada em um recuo, com forma de casinha
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Repare que nas laterais internas das "casinhas" há prateleiras para colocar as luminárias e outros objetos pessoais das meninas

Café e lavanderia ao mesmo tempo

Estabelecimento diferente em Oslo, na Noruega, tem restaurante para que os clientes aproveitem enquanto as roupas são lavadas


Aqui no Brasil nem tanto, mas nos Estados Unidos e na Europa, é comum as pessoas lavarem suas roupas fora de casa, em estabelecimentos que “emprestam” as máquinas de lavar e secar. Este espaço, em Oslo, capital da Noruega, serve para isso, mas tem um diferencial.

Enquanto esperam até que as peças estejam limpas e secas, os clientes podem aproveitar para comer, beber e bater um papo no charmosíssimo restaurante/café, com decoração vintage, que funciona no mesmo lugar. A lavanderia, que se chama Laundromat, ainda tem sinal de wi-fi e mais de 4 mil livros para emprestar a quem vai ficar um tempo por ali, aguardando.


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A lavanderia diferente fica em Oslo, capital da Noruega
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Enquanto esperam as roupas ficarem limpas, os clientes podem passar o tempo neste charmoso café
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Telefones antigos decoram uma das paredes
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A coleção de canecas enfeita a prateleira
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Impossível se entendiar: são cerca de 4 mil livros oferecidos aos clientes

domingo, agosto 14, 2011

Arquiteto alemão projeta casas modulares que produzem mais energia do que consomem

Eu falei a algum tempo da Zero House

“Triple Zero” é uma marca desenvolvida por Werner Sobek para definir as demandas que um edifício deve cumprir para satisfazer as aspirações quanto à sustentabilidade ambiental. Os três zeros significam: consumo zero de energia, emissão zero de carbono e zero resíduos na construção e desconstrução.



A construção não requer energia. A energia gerada por fontes alternativas dentro e fora do edifício ou a porção imediata da propriedade sobre a qual o edifício está é pelo menos igual à demanda energética primária do edifício usada para aquecimento, arrefecimento, água quente, energias auxiliares e energia para todas as aplicações domésticas típicas.

O edifício não produz emissões de CO2. O valor de referência é a demanda total de energia primária, que é então convertida em emissões de CO2. Nenhum processo de queima é permitido no prédio ou na propriedade.
O desperdício é zero quando se trata de construção e desconstrução do edifício. Ao final do seu ciclo de vida todos os elementos da construção podem ser totalmente reciclados, ou seja, nenhum dos componentes precisam ser incinerados ou enviados para um aterro sanitário. O terreno pode ser devolvido à natureza sem problemas de contaminação ou acúmulo de resíduos.

A engenharia alemã tem sido anunciada como inovadora na área de sustentabilidade e com a ajuda do aclamado arquiteto e engenheiro estrutural, Sobek, parece também estar empurrando o movimento das casas pré-fabricadas.

Sobek e sua empresa de design de engenharia conceberam uma série de casas pré-fabricadas, modernas e modulares. Projetadas para serem elegantes e sustentáveis usam sistemas pré-fabricados leves, peças modulares e foram especialmente projetadas para serem eficientes em termos energéticos.

A característica mais importante é que essas casas produzem mais energia do que consomem. Portanto, podem agir como pequenas centrais também.


O destaque aqui vai para a casa R128, que é uma casa de vidro e aço, e utiliza materiais totalmente ecológicos e recicláveis. Suas peças são leves e modulares, o que facilita o transporte e a construção. A casa experimental que fica em Stuttgart, na Alemanha, foi construída em apenas 11 semanas. 

No interior, a residência não possui portas ou paredes e é controlada por sensores de movimento e comandos de voz. A casa também é energeticamente eficiente, com painéis solares no telhado e painéis de vidro que ajudam a manter a temperatura ambiente confortável durante todo o ano.

fonte: http://www.ciclovivo.com.br

sábado, agosto 13, 2011

Artacho Jurado - Arquitetura Proibida


A São Paulo da década de 1950 viu brotar em seus pontos nobres um novo estilo de construção residencial: apartamentos amplos, de fachadas extensamente decoradas e criados para satisfazer a expectativa do público da classe média emergente na época, o que implicava oferecer aos moradores um conjunto de instalações até então inusitadas em condomínios, como jardins de inverno, solário, piscina, salão de leitura, salão de festas e grandes saguões de circulação.

O idealizador dessas edificações era João Artacho Jurado, empresário que soube aliar em seus projetos quesitos como boa localização, conforto, espaço, baixo preço de venda e, até, recursos para garantir o barateamento de contas de manutenção do condomínio, de modo que o consolidasse como opção atraente de habitação.

No livro Artacho Jurado: Arquitetura Proibida, Ruy Eduardo Debs Franco faz um balanço da trajetória e legado de Jurado, nos quais se mesclam inovações arquitetônicas, ousadia empresarial, autodidaxia e controvérsias estéticas. Com sua publicação, coloca-se em discussão mais um aspecto da história da urbanização e produção arquitetônica na capital paulista.

Bretagne, Cinderella, Parque das Hortencias, Apracs (Scarpa ao contrário)... Só pelos nomes, tão distantes da realidade paulistana, não dá para imaginar que esses prédios contam um dos episódios mais interessantes da arquitetura da capital.

Todos foram projetados pelo empreendedor autodidata João Artacho Jurado (1907-1983) e partilham cores, formatos e materiais inusitados para o período em que foram construídos, em meados do século 20.

Devido à sua ousadia, Artacho, que não se formou em arquitetura, foi muito criticado por arquitetos da época. João Artacho Jurado foi um empresário paulista, proprietário da Construtora Monções, depois com nome alterado para Scarpa.

Artacho Jurado começou a trabalhar na década de 1930 e sua produção se aprofundou nas décadas de 40 e 50. Apesar de não ser arquiteto, idealizava os prédios e pedia para algum arquiteto assinar as plantas. Artacho não frequentou escolas pois seu pai, que era anarquista, se recusava a deixar seu filho jurar a bandeira, cerimônia obrigatória nas escolas da época.

Numa época de arquitetura racionalista, Jurado pregou a exuberância.

Misturou pilotis, pastilha, gradis, ornatos, boulevards internos, piscinas sinuosas nas coberturas, curvas acintosamente decorativas. Forma não era função, definitivamente. Era um “hollywoodiano”, um Gaudi dos anos 50. O espetáculo não era apenas o que saía de sua prancheta, mas também as estratégias de comercialização. Afinal, ele era empreiteiro antes de ser arquiteto. 

Sua arquitetura reflete os sonhos hollywoodianos do pós-guerra em uma mistura de estilos e linguagens: o moderno, o nouveau, o déco e o clássico. Visando a classe média-alta e alta, seus edifícios eram projetados com uma série de serviços e opções de lazer: piscina, terraço com bar na cobertura, onde eram promovidas as festas de inauguração.

Constantemente fiscalizado pelo CREA, nas placas de suas obras seu nome não podia figurar em tamanho maior do que o nome do engenheiro responsável. No entanto, Artacho Jurado dificilmente obedecia à imposição, aumentando a ira de alguns arquitetos, que consideravam ultrajante sua atuação profissional, visto que ele não era arquiteto formado.

O reconhecimento de suas obras foi tardio, uma vez que nunca lhe foi permitido assiná-las

sexta-feira, agosto 12, 2011

Patchwork Império artesanal


Técnica das mais lembradas quando o assunto é exercitar a criatividade, o patchwork não sai da mira dos decoradores. Utilizando materiais diversos como tecidos, couros e peles, o processo de unir e costurar retalhos em novas formas e propósitos amadureceu tanto que conquistou súditos, empresas, estúdios e admiradores a serviço da sofisticação


Espelho de parede oval, modelo Império, 90x53 cm, da Rojemac para Dayan Casa, por R$ 744. 
Vaso Arcade Bohemia, 36 cm, da Rojemac para Dayan Casa, por R$ 213. Baú de couro, Cecilia 
Dale, R$ 5.450. Lareira Elétrica Opti-Myst, com chama 3D, da Entreposto, R$ 14.998. Castiçal 
de cristal, modelo Star Garden, na Star Home, por R$ 958. Tapete de patchwork, em couro lavado
laranja, na Século Tapetes, R$ 16.300. Poltrona Flavia, folheada em prata, com assento em patchwork
de pelo de coelho, na Star Home. Preço sob consulta. Também em patchwork, manta de pelo de 
coelho, cinza natural, 1,30 x1,80 m, na Star Home, por R$ 1.886.




Rococó, Violão e Oval, as molduras em patchwork são da Coisas da Doris. Preços entre 
R$ 150 e R$ 490. Pufe redondo, com pés pintados e revestido com tecidos coloridos e poás, 
44x25 cm. R$ 593, na Estar Móveis. Banquinho retangular, com pés pintados e em tecidos
coloridos, 51x37x26 cm; R$ 593, na Estar móveis. Xícaras de chá com pires, da Presentes 
Mickey, por R$ 24 cada


Painel em patchwork, executado pela artista plástica Silvia Schmidt, com tecidos da Regatta 
Tecidos Especiais, Larmod e Paranatex. Porta-joias em prata antiga, da Rojemac para Dayan Casa.
Jogo de cama, modelo Gstaad, em patchwork, 100% algodão, na Casa Almeida. R$ 799 o kit com
três peças (almofadas à parte). Travesseiros Trisoft Eco, feitos 100% de fibra de garrafa PET
reciclada. R$ 21,99 cada.




Customizados, a poltrona mosaico mede 76x84x94 m e custa a partir de R$ 1.164 (o preço varia de
acordo com o tecido utilizado) e o pufe mosaico, com rodízios, 50x50 cm, a partir de R$ 677. 
Na Fomatual Baby & Kids.Tapete Leon, da Coleção Art Déco 2011, com formas geométricas
dos "loucos anos 20" que remetem ao patchwork, 100% nylon Por R$ 836,46 o m², na Avanti.
Mesa de canto, modelo Faux Bambu. Na Vila Vitória, R$ 3.850

Poltronas em patchwork de veludo liso e devorê. Na Bya Barros, R$ 5.900 cada. 
Almofada Goas, 40x35 cm, com patchwork em pelo de coelho, R$ 360, na Kare.
Banqueta em patchwork de tecidos, 54x30x100 cm, em madeira e tecido de algodão, 
R$ 850, na Kare.

 fonte: http://revistadcasa.uol.com.br/ESDC/Edicoes/50/artigo224281-3.asp