segunda-feira, março 15, 2010

Materiais ecológicos

O que são materiais ecológicos ou ecoprodutos?

Ecoprodutos são todos artigos de origem artesanal ou industrializada, que sejam não -poluentes, atóxicos, benéficos ao meio ambiente e á saúde dos seres vivos, contribuindo para o desenvolvimento sustentável.

Como saber se o material/tecnologia é sustentável ou menos impactante?

* Matéria-prima – é virgem ou reciclada? Como é extraída? É um recurso renovável?
* Qual é o processo produtivo? Apresenta baixo consumo de energia? E de água? O processo é poluente? (ar, água, terra, som). Gera que tipo de resíduos?
* O produto é poluente?
* Sua instalação, manutenção gera resíduos?
* Como é a logística de distribuição do produto? Consome muita energia?
* E a embalagem? Possui potencial de reciclagem ou de reuso?
* Possui algum tipo de certificação ( tipo ISSO 14001) ou SELO?


PEDRA

Um dos preceitos básicos da arquitetura sustentável é aproveitar os materiais disponíveis próximo à obra. Portanto, em locais com pedra em abundância, utilizá-la é um procedimento adequado

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Pedras pizarra revestem a sala de jantar projetada por Fabiana Avanzi e Tininha Loureiro.


O processo de extração é ainda mais impactante quando feito em blocos, como no caso do granito. "Sobram muitos pedaços de rocha que não têm uso."

Já numa lavra de mármore bem conduzida, a quantidade de sobras é menor. Esse tipo de pedra também leva vantagem em relação ao granito no aproveitamento das sobras, que são moídas e usadas na agricultura, como corretivo do solo. Depois de extraídos, os blocos de pedra vão para as serrarias, onde são cortados em placas, e a seguir para as marmorarias, de onde saem como revestimentos, tampos e bancadas.

Nessas etapas, o ponto crítico é o destino da chamada polpa, uma mistura formada pelo pó resultante da serragem e do polimento e pela água consumida nesses processos. Se liberado na natureza sem tratamento, esse material pode turvar e assorear os cursos d'água próximos.
Em resumo: o setor de pedras ornamentais ainda está se organizando na busca da certificação. Por enquanto, não é possível ter certeza de que o produto que compramos foi extraído e processado de acordo com as leis ambientais.

Solo-cimento, solução para economia e sustentabilidade



O solo-cimento está por aí há décadas, mas seu uso ainda é bem restrito. Com isto, florestas inteiras são devastadas para produzir tijolos cerâmicos que, além de tudo, são mais caros. Conheça as características do solo-cimento e procure utilizá-lo, a natureza agradece (e seu bolso também).

Muito se tem falado em sustentabilidade, de suas premissas e também de sua necessidade imediata. Mas pouco se fala nas soluções, além das óbvias reciclagem de água e economia de energia, que deveriam ser preocupação de qualquer cidadão.

As autoridades só se preocupam com o barateamento da construção popular, para produzir mais habitações com menos verba, e logo pensam em economizar nas paredes e materiais de acabamento, mas parece que o solo-cimento vem sendo negligenciado, não entendemos muito bem porque.

Casa popular feita com tijolos de solo-cimento em Cuiabá-MT
Casa popular feita com tijolos de solo-cimento em Cuiabá-MT
O solo-cimento é um material alternativo de baixo custo, obtido pela mistura de solo, água e um pouco de cimento. A massa compactada endurece com o tempo, em poucos dias ganha consistência e durabilidade suficientes para diversas aplicações na construção civil, indo de paredes e pisos até muros de arrimo.

O solo-cimento é uma evolução de técnicas de construção do passado, como o adobe e a taipa. A vantagem é que os aglomerantes naturais, de características variáveis e instáveis, foram substituídas pelo cimento, produto industrializado e de qualidade controlada.

Há duas grandes áreas onde o solo-cimento pode ser uma solução muito interessante. A primeira está nos loteamentos populares, onde a própria comunidade pode produzir tijolos e pisos com maquinário simples e a baixíssimo custo. Outra área, mais sofisticada e tão importante quanto, são os condomínios onde a ecologia e a sustentabilidade ditam regras. Nestes empreendimentos, o solo-cimento pode ser produzido igualmente no local, diminuindo o custo da construção, agredindo muito menos o meio ambiente, usando mão-de-obra da região e, de quebra, produzindo habitações com um conforto térmico insuperável, ajudando a diminuir a necessidade de ar condicionado e calefação, novamente, ajudando o meio-ambiente e diminuindo a demanda por energia.

Modos de utilização

Na construção civil, o solo-cimento pode ser usado de quatro maneiras diferentes: em tijolos ou blocos, nos pisos e contrapisos, em paredes maciças e também ensacado. Vejamos:

Tijolos ou blocos -- São produzidos manualmente ou em pequenas prensas, dispensando a queima em fornos. Eles só precisam ser umedecidos para se tornar muito resistentes e com excelente aspecto.

Paredes maciças – Técnica similar à taipa de pilão usada no período colonial. A a massa é compactada diretamente na forma montada no próprio local da parede, em camadas sucessivas, no sentido vertical, formando painéis inteiriços sem juntas horizontais.

Pavimentos -- O solo-cimento também é compactado no local, com o auxílio de formas, mas em uma única camada. No final, o piso fica constituído por placas maciças, totalmente apoiadas no chão.

Ensacado – A mistura de solo-cimento, em formato de uma “farofa úmica”, é colocada em sacos que funcionam como formas. Os sacos têm a boca costurada, depois são colocados na posição de uso, onde são imediatamente compactados, um a um. O resultado é similar à construção de muros de arrimo com matacões, isto é, como grandes blocos de pedra.

Componentes utilizados no solo-cimento

Conforme já dissemos, o solo-cimento nada mais é do que uma mistura de cimento, água e solo. Mas não é qualquer solo, o ideal é usar areia argilosa, onde a maior é areia e a menor é de argila. A areia pura não contém argila, assim não é adequada para o solo-cimento, na verdade, estaríamos produzindo blocos de concreto ao invés de tijolos de solo-cimento.

O solo argiloso, que contém mais argila do que areia, também não é adequado pois requer uma quantidade maior de cimento, sendo difícil de misturar e compactar. Mas este tipo de solo pode ser corrigido, basta adicionar areia. Claro que há limites econômicos e técnicos para isso, por isto é melhor fazer alguns testes e colocar na ponta do lápis até que ponto é interessante corrigir um solo inadequado ou partir logo para blocos de concreto ou cerâmicos tradicionais.

O solo para a mistura deve estar limpo, sem galhos, folhas, raízes ou material orgânico. Aliás, solos com muito material não servem para a produção de solo-cimento.

Testando o solo

Antes de iniciar a produção é preciso saber se o solo é adequado ao solo-cimento, técnica e economicamente falando. Para saber, existe um teste bem simples, apelidado de “teste da caixa”, que consiste em fazer um corpo de prova da seguinte maneira:

1 -- Retira-se uma amostra de aproximadamente 4kg do solo que está em avaliação. Não usar a camada superficial, que sempre contém matéria orgânica. A amostra de solo deve ficar secando até que possa passar por peneira com malha entre 4 a 6mm

2 -- Misturar água aos poucos, até que a mistura, ao ser pressionada com uma colher de pedreiro, comece a grudar na lâmina.

3 -- Colocar o solo já umedecido em uma caixa de madeira com as dimensões internas de 60 x 3,5 x 8,5 cm, conforme figura ao lado. A parte interna da caixa deve ser untada com óleo ou desformante comercial.

4 -- Encher totalmente a forma, pressionando e alisando a superfície com a colher de pedreiro, certificando-se de não criar nenhum espaço vazio no interior da massa.

5 -- Deixar a caixa em ambiente fechado, protegida do sol e da chuva durante 7 dias, molhando-a todos os dias. Depois disto, medir a retração ocorrida no sentido do comprimento da caixa e também nos dois lados da mesma. Some as três medidas. Se o valor ficar abaixo de 2 cm e se não aparecerem trincas no corpo de prova então o solo é adequado e pode ser usado.

Certamente, o ideal é usar solo retirado do próprio local da obra. Caso ele não passe no teste da caixa será preciso procurar solo mais adequado em outro local. Aliás, o local de retirada do solo é denominado “jazida”. Por questões econômicas, a jazida deve ficar o mais próximo possível da obra, já que o custo do transporte pode inviabilizar economicamente o projeto.

Assim, pode-se estudar várias misturas, com diferentes quantidades de cimento, e água e de adição de areia até conseguir um traço que atenda aos requisitos do teste da caixa de maneira a utilizar o solo do próprio local ou próximo a ele.

Preparo do solo-cimento

O traço da massa, ou seja, a dosagem dos componentes, deve ser estudada com cuidado fazendo quantos corpos de prova forem necessários. Em geral, nas obras de pequeno porte usa-se o traço padrão de 1 para 12, ou seja, uma parte de cimento para cada 12 partes de solo adequado, aquela mistura que aprovamos no teste da caixa.

Em obras de maior porte o solo-cimento pode ser produzido em usinas ou centrais de mistura, com prensas manuais ou hidráulicas. Em obras de pequeno porte, a mistura é feita manualmente pois a mistura em betoneira é difícil pois o material tem muita liga.

Antes de fazer a mistura é preciso passar o solo por uma peneira de malha entre 4 a 6 mm para retirar pedras e outras impurezas. Depois, esparramar o solo sobre uma superfície lisa e impermeável, numa camada com 20cm a 30cm de altura. Espalhar cimento sobre o solo peneirado e revolver bem, até a mistura ficar com coloração uniforme. Novamente, espalhar a mistura numa camada com 20cm a 30cm de altura e adicionar água, aos poucos, de preferência com um regador com crivo, misturando tudo novamente.

Os componentes devem ser misturados até que a massa fique parecendo uma farofa úmida de coloração uniforme, próxima à cor do solo utilizado mas levemente escurecida devido à presença da água.

Entretanto, atenção: é muito importante que a quantidade de água da mistura seja dosada com atenção. Muita água faz com que o material perca resistência e tenda a trincar. Com pouca água a compactação fica difícil e o solo-cimento ficará com menos resistência. Mas como saber se a proporção está certa? Bem, existem alguns pequenos testes práticos:

Encha bem a mão com a mistura e aperte com força. Logo em seguida abra a mão e o bolo formado deve apresentar perfeitamente a marca dos dedos. Se isto não acontecer, a mistura está com pouca água.

A seguir, levante o bolo até uma altura de 1 m e deixe cair. No impacto o bolo deve se desmanchar, caso contrário é porque a mistura está com muita água. Nesse caso, esparrame e revolva bastante a mistura, para que o excesso de água evapore, ou então adicione mais solo e cimento. Repita o teste, até estar certo de que a quantidade de água está adequada.

A mistura do solo-cimento começa a endurecer rápido, devendo ser usada em no máximo duas horas após o preparo. Por isto, deve-se evitar preparar mais solo-cimento do que for ser utilizado nesse intervalo de tempo.

Fabricação de tijolos: lançamento, compactação e cura

Numa condição mais rudimentar, os tijolos podem ser feitos em pequenas formas de madeira com adensamento manual. Para agilizar o processo, a produção de pequenos volumes de tijolos pode ser feita com uma prensa manual, leve e de baixo custo. Cada prensa pode facilmente produzir 1500 tijolos por dia. O procedimento é simples:

Prensa manual para produção de tijolos de solo-cimento
Prensa manual para produção de tijolos de solo-cimento
1 -- Abrir a tampa da forma da prensa e preenchê-la com a mistura de solo-cimento previamente preparada.

2 -- Nivelar a mistura, retirando o excesso, e depois fechar a tampa da forma da prensa.

3 -- Acionar a prensa para compactar a mistura.

4 -- Acionar a alavanca da prensa para retirar os tijolos da forma.

Após esta desforma, retirar cuidadosamente os tijolos da prensa. Eles devem ser empilhados em local protegido do sol e do vento, tomando o cuidado de fazer pilhas com no máximo 1,5m de altura. Feita a produção, é preciso cuidar da cura do cimento.

A cura é feita nos tijolos recém produzidos, no local onde devem ficar armazenados, sem movimentação, pelos tempo em que dura o processo. Molhar os tijolos ao menos 3 vezes ao dia, durante os 7 primeiros dias. Após essa fase os tijolos estarão prontos para serem armazenados ou outro local ou usados imediatamente.

As prensas manuais não produzem blocos de solo-cimento, apenas tijolos. Mas as prensas hidráulicas podem fabricar tanto tijolos quanto blocos de solo-cimento, com grande volume de produção, mas o preço do equipameto é elevado e só se justifica em obras de grande porte.

Usando os tijolos

Depois de fabricados e curados, os tijolos de solo-cimento podem ser usados normalmente, como se fossem tijolos comuns. A instalações hidráulicas e elétricas também são executadas do mesmo modo que nas construções convencionais.

Não há necessidade de revestir as paredes feitas com solo-cimento, mas convém fazer uma pintura de impermeabilização à base de latex, esmalte ou técnica similar, para aumentar sua durabilidade, novamente, da mesma forma que se faz com alvenaria de tijolos comuns.

Em resumo...

A técnica do solo-cimento é muito interessante e tem inúmeras aplicações. Mostramos aqui apenas o básico para você conhecer alguma coisa dos procedimentos, mas consideramos de grande importância pesquisar o assunto e pensar, além das vantagens econômicas, também no lado social e da não-agressão ao meio-ambiente, ou seja, na sustentabilidade de seu empreendimento ou ação social.

APLICAÇÕES DO SOLO-CIMENTO NA CONSTRUÇÃO CIVIL
BenfeitoriaAplicação
EdificaçõesFundação. Baldrame, sapata corrida ou parede maciça apoiada diretamente sobre o solo
Alvenaria, com tijolos e blocos ou então em paredes maciças
Piso e contra-piso, pavimentação
PaisagismoPiso e contra-piso de passeios e calçadas
Pátios e terreiros
PavimentaçãoBase e sub-base de ruas e estradas
Contenção de encostasMuro de arrimo com solo-cimento ensacado
Contenção de córregosRevestimento dos taludes e canais com solo-cimento ensacado ou em parede maciça
Pequenas barragensDique com solo-cimento ensacado
Cabeceiras de pontes, pontilhões, bocas de galeriasMuro de arrimo com solo-cimento ensacado


sexta-feira, março 12, 2010

Entrevista

Vou postar a a entrevista que a Jornalista Cely Fraga me fez sobre Sustentabilidade.


Inicialmente, como você explica o conceito de Arquitetura Sustentável? Quando começou esse movimento de aplicar sustentabilidade nos projetos arquitetônicos e urbanísticos? Como isso reflete no setor da construção civil e na sociedade?

Numa época em que o planeta vive uma crise de energia, a busca pelo seu melhor aproveitamento é papel de todos os profissionais. No campo da arquitetura, hoje mais do que nunca, é preciso oferecer condições para que a energia seja solicitada da forma mais racional e menos dispendiosa possível.

O termo Sustentável é utilizado para todo o processo que tem a qualidade de continuidade e preservação. Trocando em miúdos, é toda atividade humana que não extingue os recursos de seu ambiente, dando-lhe tempo e condições para que se renove, seja isto por meio natural ou também por ação humana.

O projeto de arquitetura sustentável contesta a idéia do edifício como obra de arte e o compreende como parte do habitat vivo, estreitamente ligado ao sítio, à sociedade, ao clima, a região e ao planeta. Compromete-se a difundir maneiras de construir com menor impacto ambiental e maiores ganhos sociais, sem, contudo, ser inviável economicamente.

Utilizar os recursos da natureza sem agredir o meio ambiente é o que existe de mais moderno na arquitetura atual. Para isso, buscamos a utilização de maneira adequada dos elementos naturais, como o vento, a água e o sol. Fazendo projetos aliados aos recursos da natureza, devemos não somente atender a necessidade econômica dos clientes, como também garantir a sustentabilidade do planeta.

Aproveitar a natureza do lugar e respeitar seus limites é uma das características principais para uma construção sustentável que trazemos desde os antepassados. Muitos exemplos podem ser citados ao longo da história como cada povo construiu usando os elementos que dispunham ao redor de suas ocupações.

A sustentabilidade surge como uma junção e evolução de técnicas e soluções já conhecidas, algumas muito antigas, como também utiliza conceitos da arquitetura bio-climática e evolui até chegar ao que conhecemos hoje como arquitetura sustentável, que envolve muito mais fatores que a bio-climática, por isso é tão complicado dizer ao certo qual foi o seu início,Muitos consideram que esse movimento surgiu na década de 1970.

A primeira definição de desenvolvimento sustentável foi cunhada pelo Brundtland Report, em 1987, nas décadas seguintes, grandes conferências mundiais foram realizadas, como a Rio’92, no Rio de Janeiro, em 1992, e a Rio+10, em Johannesburgo, em 2002. Nessas reuniões, protocolos internacionais foram firmados a fim de rever as metas e elaborar mecanismos para o desenvolvimento sustentável. O desafio global de melhorar o nível de consumo da população mais pobre e diminuir a pegada ecológica e o impacto ambiental dos assentamentos humanos no planeta foi o grande tema em debate.

No final da década de 1980 e início da década de 1990, as questões de sustentabilidade chegaram à agenda da arquitetura e do urbanismo de forma incisiva, trazendo novos paradigmas.

Quais são as principais vantagens de um projeto que traz o conceito de sustentabilidade?

As principais vantagens para um projeto com o conceito de sustentável, são tanto do ponto de vista ambiental quanto dos aspectos sociais, culturais e econômicos, proporcionando uma grande vantagem para os consumidores que terão uma casa saudável, clara, termicamente confortável e que gaste menos água e energia.

Além de beneficiar o meio ambiente, garante o bem estar de seu usuário (faz bem para a saúde, para o bolso e para o planeta.)

A prática da arquitetura sustentável em empreendimentos imobiliários pode ser ainda mais vantajosa, uma oportunidade que não pode ser desperdiçada. Esse nicho de mercado é hoje um diferencial, mas no futuro se transformará em requisito, pois está dentro da necessidade urgente de melhores indicativos de qualidade de vida.

Os principais benefícios são:

· redução dos custos de investimento e de operação;

· imagem, diferenciação e valorização do produto;

· redução dos riscos;

· mais produtividade e saúde do usuário;

· novas oportunidades de negócios;

· satisfação de fazer a coisa certa.

Você diz no blog que: “Hoje os edifícios são os principais responsáveis pelos impactos causados à natureza”. Por quê? E mais, quais são as possíveis ações que a construção civil pode tomar para amenizar ou anular esse quadro?

Hoje os edifícios são os principais responsáveis pelos impactos causados à natureza, pois consomem mais da metade de toda a energia usada nos países desenvolvidos e produzem mais da metade de todos os gases que vem modificando o clima, isso quer dizer que a construção civil é considerada uma das atividades que mais geram resíduos e alteram o meio ambiente, em todas as suas fases, desde a extração de matérias-primas, até o final da vida útil da edificação. Essas alterações sobre o meio ambiente abarcam desde as etapas de construção de determinado empreendimento até os momentos de manutenção, reforma, ampliação, desocupação e demolição.

A médio e longo prazo, como você prevê a aplicação do conceito de sustentabilidade na arquitetura dentro da sociedade? Do que depende para que os projetos sustentáveis sejam incorporados ao dia-a-dia do setor da construção civil? Como o mercado percebe atualmente a bandeira da sustentabilidade nas construções?

A arquitetura sustentável vem ganhando um número cada vez maior de adeptos e projetos exemplares. Esse nicho de mercado é hoje um diferencial, mas no futuro se transformará em requisito, pois está dentro da necessidade urgente de melhores indicativos de qualidade de vida.

“A arquitetura é uma atividade que já implica de imediato no que há de mais simples e nobre na sustentabilidade: o planejamento.” Explica, se possível com detalhes, como pode ser executado esse planejamento.

A aplicação da sustentabilidade na arquitetura inicia-se na fase do projeto através de um estudo aprofundado do local, para que o edifício possa aproveitar o máximo das condicionantes do terreno como: a topografia, os elementos meteorológicos, a orientação solar e a vegetação. Também deve ser feita a escolha do sistema construtivo, com o mínimo impacto no terreno, e o material adotado terá que ser encontrado na própria região.

Cuidados durante a construção com desperdícios de materiais e proteção da vegetação existente. A Adoção de um sistema de tratamento de resíduos, reutilização da energia solar, aproveitamento e reciclagem da água, utilização de materiais recicláveis e reciclados.

Se adotarmos esses procedimentos ecológicos, estaremos reduzindo o uso de recursos limitados, integrando o ecossistema natural e construído, facilitando o processo de depuração da água, diminuindo os riscos de saúde e sanitários e buscando um equilíbrio ambiental. Na qual constituirá uma moderna estratégia direcionada a produção de edificações mais seguras e saudáveis.

A incorporação desses elementos, simples ou sofisticados, nos projetos, passa a ser uma necessidade e uma obrigação. Dessa forma, a arquitetura será uma ferramenta do desenvolvimento sustentável, dentro do conceito do pensar globalmente agindo localmente, considerando de um lado o aspecto econômico, de outro o ecológico, e ambos associadosà visão social.

Atualmente, qual o principal entrave na disseminação do conceito de sustentabilidade? É o mercado, a escassa consciência da sociedade, fatores econômicos (custo elevado numa construção) ou todos esses fatores?

Todos esses fatores são determinantes, a principal dificuldade é a obtenção de materiais e alguns tipos de serviço adequados aos conceitos exigidos fazendo com que o custo aumente consideravelmente, juntamente com a falta e conscientização da sociedade. No Brasil estamos acostumados a se preocupar com o custo inicial da obra, se pensarmos va longo prazo teremos um custo final positivo com redução nas contas de energia, água etc.

O preço de implementação de alguns sistemas ambientalmente sustentáveis em um edifício verde gera um custo cerca de 5% maior do que um edifício convencional, mas a sua utilização pode representar uma economia de considerável de recursos, durante o uso e ocupação do imóvel.

No blog você diz que:Com projetos arquitetônicos alternativos é possível construir residências que proporcionem uma economia de energia elétrica de, pelo menos, 40% e uma economia de água que pode chegar a 50%. E o que é melhor, com um custo médio de cerca de 10% menor do que o de uma residência convencional. Isso significa economia imediata na obra e economia ao longo de anos”. Qual a logística que permite seguramente chegar a esses resultados?

Esses dados foram obtidos através de pesquisas em teses e artigos, eles utilizam dados estatísticos, fazendo uma comparação do gasto de equipamentos através do consumo de energia e água convencional e o consumo através de fontes alternativas como os painéis solares e da captação de chuvas e reaproveitamento de água.

Quais são as principais preocupações a serem levadas em consideração em um projeto sustentável?

Com a sustentabilidade, temos um novo modelo de gerenciamento, no qual irá permitir que se produza mais e melhor, associado a elevação contínua dos predicados do produto, utilizando-se menos insumos, provocando menos poluição e redução do desperdício.

Portanto, a aplicação de conceitos sustentáveis prioriza a valorização da qualidade de vida, onde os resultados técnicos dependerão dos engenheiros e arquitetos; o sucesso econômico estará condicionando aos empresários descobrirem que as políticas, regulamentos, acordos voluntários e questões ambientais poderão ser utilizados como estratégias competitivas em seus negócios.

E a construção civil, caberá o papel de indutora desse processo, revelando a sua face social e ambientalmente responsável, através da “produção limpa” rumo ao desenvolvimento sustentável, onde a compreensão disto é a primeira condição para o exercício de cidadania, pela harmonização das preocupações sócio-econômicas e ecológicas, visando a melhoria da qualidade de vida.

Alguns princípios básicos para o projeto:

  • Avaliação do impacto sobre o meio em toda e qualquer decisão, buscando evitar danos ao meio ambiente, considerando o ar, a água, o solo, a flora, a fauna e o ecossistema;
  • Implantação e análise do entorno;
  • Seleção de materiais atóxicos, recicláveis e reutilizáveis;
  • Minimização e redução de resíduos;
  • Valorização da inteligência nas edificações para otimização do uso;
  • Promoção da eficiência energética com ênfase em fontes alternativas;
  • Redução do consumo de água;
  • Promoção da qualidade ambiental interna;
  • Uso de arquitetura bioclimática.

Dentro das questões hídricas e energéticas, quais são as ações propostas pela arquitetura sustentável?

A utilização de energia renovável por meios de sistemas para aquecimento da água (uso de painéis solares), diminuindo assim, o uso de chuveiro elétrico. Por meio de painéis fotovoltaicos ou de placas solares, pode-se gerar energia para as partes comuns do condomínio e pré-aquecer a água, com economia de gás e redução na emissão de CO2. Atualmente, as placas solares são comuns em casas e importantes em economia energética, principalmente se a casa tem aquecimento de água por meio elétrico. Com o avanço tecnológico, essas placas se mostram muito mais eficientes, o que tornou viável seu uso para edifícios multifamiliares

Outro item importante para a arquitetura sustentável é a utilização racional da água nos empreendimentos. O projeto de um edifício sustentável deve prever a redução no consumo de água e uma gestão inteligente deste recurso, através de tecnologias de reúso de água, utilização das águas pluviais e equipamentos de redução de consumo tais como torneiras e chuveiros com temporizadores ou sensores.

A reutilização das águas, de uso em geral, para fins secundários através de um tratamento em reservatórios. E para um melhor aproveitamento, captar as águas pluviais com a utilização de calhas. Uma questão definida como básica, é o aproveitamento da água da chuva para regar plantas e jardins; lavar as áreas externas e ser usada nas descargas sanitárias.

Na arquitetura sustentável existe também a preocupação com o destino correto dos resíduos gerados na própria obra. Como é feito o gerenciamento desses resíduos para que reduza os impactos ambientais e entre, se possível, na rota de reciclagem?

A realização do tratamento de resíduos e separação seletiva do lixo são muito importantes, porque os resíduos da construção civil têm impacto significativo no volume de resíduos das cidades, dessa forma buscar a redução de desperdícios,eliminando-os quando possível, promover a segregação dos materiais para reutilização no próprio canteiro, encaminhar os resíduos para reciclagem ou dar destinação compromissada para as áreas licenciadas com a utilização de transportadores (caçambeiros) credenciados.

Após seguir todos os parâmetros e manterem-se dentro das especificações da arquitetura sustentável, os prédios são avaliados? Eles recebem algum certificado comprovando o status de prédio ecológico? Essa comprovação agrega valor à construção?

Os métodos para avaliação ambiental de edifícios surgiram na década de 1990 na Europa, EUA e Canadá com a intenção de encorajar o mercado a obter níveis superiores de desempenho ambiental.

Atualmente, praticamente cada país europeu, além de Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão e Hong Kong, possui um sistema de avaliação de edifícios. No Brasil, o atestado de boa conduta ambiental e social mais difundido é a Certifcação LEED do USGreen Building Council (GBC) [Conselho Norte Americano de Prédios Verdes]. Mas outros sistemas de certificação estão começando a despontar.

O Green Building Council Brasil, ou também conhecido como GBC Brasil, é uma organização não governamental que surgiu para auxiliar no desenvolvimento da indústria da construção sustentável no País, utilizando as forças de mercado para conduzir a adoção de práticas de Green Building em um processo integrado de concepção, construção e operação de edificações e espaços construídos.

A missão da ONG é atuar fortemente na disseminação do conhecimento sobre construções verdes, capacitando tecnicamente profissionais dos vários elos do setor da construção e integrando todos os agentes do mercado, sejam organizações governamentais ou privadas.

O GBC também trabalha na divulgação das melhores práticas adotadas, incluindo tecnologias, materiais, processos e procedimentos operacionais, bem como promoverá o sistema de certificação LEED (Leadership in Energy & Environmental Design) no Brasil, que vai ser adaptado à realidade do país para aumentar a eficácia do sistema sendo uma ferramenta que dá as diretrizes para mensurar o grau de sustentabilidade de cada prédio.

De acordo com o índice a ser atingido, será determinada a pontuação do edifício e o grau de certificação. Pode ser um certificado simples ou nas classificações prata, ouro e platina.

A Eletrobrás e o Inmetro lançaram, no início de julho de 2009, em São Paulo, a Etiqueta de Eficiência Energética para edifícios comerciais, de serviços e públicos. A Etiqueta de Eficiência Energética em edificações faz parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) e foi desenvolvida em parceria entre a estatal Eletrobrás e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).

O objetivo é incentivar a iluminação e a ventilação naturais, reduzindo o consumo de energia elétrica. Para que os edifícios recebam a classificação, os projetos devem ser analisados e contemplados com etiquetas de A a E, de acordo com o consumo de energia.

Possui como desafio disseminar a etiquetagem dos edifícios em todo o país. Inicialmente implantada de forma gradual e voluntária, a etiquetagem passará a ser obrigatória no futuro. A validade da etiqueta é de cinco anos, prazo em que os edifícios certificados deverão passar por novas avaliações do Inmetro.

Tal como já acontece com a etiqueta dos eletrodomésticos, o comprador passará a compreender que o pequeno custo a mais, pago em um imóvel ambientalmente sustentável, será largamente compensado, em três ou quatro anos, pela economia no consumo de energia na operação e na administração do edifício.

Por que você focou na questão da Arquitetura Sustentável? Por entender que é uma nova realidade que está chegando para ficar, por uma questão ideológica ou por aspectos mais logísticos como o fato de reduzir custos a médio e longo prazo?

O meu interesse na sustentabilidade surgiu na época da faculdade pelas necessidades que estamos vivendo.

Problemas como a crise no abastecimento de água e o elevado custo social de produção e desperdício da energia elétrica fazem parte de nosso cotidiano e de nosso futuro.

A crescente preocupação com o planeta e com o gerenciamento dos recursos naturais, renováveis ou não, aliados a preocupação com a arquitetura e o urbanismo e o que isso representa para a sociedade (busca do conforto e adequação ao clima, além de outros) faz com que nós, arquitetos e urbanistas, tentemos estabelecer uma base ecológica para a produção arquitetônica.

O desenvolvimento sustentável assegura que sejam supridas as necessidades presentes, sem, porém, comprometer a possibilidade de futuras gerações satisfazerem as necessidades de seu tempo.

Traça um panorama do seu trabalho como um todo e fala um pouco sobre você e sua personalidade. Por que arquitetura, quais são os seus interesses dentro da profissão, como é a Lorena profissional e se traz traços do pessoal para dentro dos seus projetos. Por exemplo, se você é uma pessoa perfeccionista na vida pessoal e leva essa característica para os trabalhos que executa. Quais são os planos para o futuro? Pretensão de ampliar seu campo de atuação para fora da Paraíba?

Lorena Andrade Cavalcanti é Bacharelada em Arquitetura e Urbanismo pela FACISA em 2008 na cidade de Campina Grande, PB. Fazendo Pós-Graduação em Lighting Design e Arquitetura de interiores pelo IPOG.


Tenho como meta trabalhar com agilidade e precisão. Por isso utilizo uma metodologia em que os projetos são desenvolvidos em maquetes eletrônicas 3D humanizadas desde os primeiros estudos. Desta forma, o cliente e o arquiteto conseguem conversar “a mesma língua”.

Me interesso muito por sustentabilidade, tento conscientizar os clientes para a sua utilização em seus projetos.

Antes de iniciar o curso tinha uma visão romântica e limitada a respeito da Arquitetura. Sempre fui uma pessoa muito criativa e acreditava poder estabelecer um vínculo entre minhas habilidades e minhas escolhas profissionais através desta carreira.

A escolha da profissão de arquiteta foi resultado de uma grande reflexão e uma decisão difícil, pois embora fosse minha escolha, meus familiares queriam que eu seguisse outra profissão. Nessa área tem que ter muita comunicação, agilidade de mostrar o seu projeto e muito conhecimento. O que há de melhor nessa área é demonstrar a sua criatividade. Sou muito feliz nessa profissão, cada trabalho para mim é um desafio. Nunca um projeto é igual ao outro, é sempre uma novidade diferente.

Sempre fui uma pessoa muito dedicada naquilo que eu faço, e na vida profissional não poderia ser diferente, sou muito perfeccionista com relação ao meu trabalho, me apego aos mínimos detalhes para ter um projeto bem sucedido.

Para mim, a arquitetura surge do encontro do arquiteto com suas experiências e desejos com o cliente. Muitos dos arquitetos deixam de evoluir justamente por se fixar em receitas prontas. Eles deixam de se arriscar fazendo com que a identidade do cliente seja esquecida. Acredito na criação de uma identidade do trabalho do arquiteto, mas acredito que isso vai acontecendo ao longo do tempo - não é uma coisa inventada.

Estou no início da carreira, me dedicando bastante e batalhando para consolidar minha profissão na cidade e no estado. Pretendo fazer mestrado na área de arquitetura sustentável. Futuramente se surgirem oportunidades irei estender meu trabalho para outros estados da região Nordeste.

Quero aproveitar deste espaço para agradecer a Cely Fraga e o jornal O Estado, em Fortaleza pela entrevista realizada e a oportunidade de esclarecer um pouco do conceito de sustentabilidade na arquitetura e de divulgar o meu trabalho.

quinta-feira, março 11, 2010

Entrevista - Jornal O Estado do Ceará

Arquitetura sustentável repercute no mercado da construção civil














Agradecimentos para a jornalista Cely Fraga do Jornal o Estado do Ceará que me entrevistou sobre sustentabilidade.

http://www.oestadoce.com.br/?acao=noticias&subacao=ler_noticia&cadernoID=15&noticiaID=24585



O foco na sustentabilidade ganha, a cada dia, mais força dentro da sociedade contemporânea. A defesa por um mundo sustentável deixou de ser bandeira, compreendendo um movimento de conscientização em prol de um planeta que utilize recursos naturais mantendo a sua continuidade e preservação.

PROJETO CONSCIENTE
Segundo Lorena, o conceito de arquitetura sustentável mantém o olhar racional sobre os projetos arquitetônicos, entendendo-os como corpo do habitat vivo, desmistificando o senso comum de que construções devem ser apenas artísticas.

“O projeto de arquitetura sustentável contesta a ideia do edifício como obra de arte e o compreende como parte do habitat vivo, estreitamente ligado ao sítio, à sociedade, ao clima, a região e ao planeta. Compromete-se a difundir maneiras de construir com menor impacto ambiental e maiores ganhos sociais, sem, contudo, ser inviável economicamente”, explicou a arquiteta.

Aproveitar a natureza do lugar e respeitar seus limites, destacou Lorena, é uma das características principais para uma construção sustentável. Algumas técnicas, inclusive, são utilizadas desde os antepassados. “Muitos exemplos podem ser citados ao longo da história como cada povo construiu usando os elementos que dispunham ao redor de suas ocupações”, contou.

A profissional ressaltou que utilizar recursos da natureza sem agredir o meio ambiente é o que existe de mais moderno na arquitetura atual. Para isso, os projetos devem primar pela utilização de maneira adequada dos elementos naturais, como o vento, a água e o sol.

“Fazendo projetos aliados aos recursos da natureza, devemos não somente atender a necessidade econômica dos clientes, como também garantir a sustentabilidade do planeta”, argumentou.

Para Lorena, atualmente, os edifícios são os principais responsáveis pelos impactos causados à natureza, pois consomem parte de toda a energia usada nos países desenvolvidos e produzem mais da metade de todos os gases que vem modificando o clima.
Isso comprova que a construção civil é considerada uma das atividades que mais geram resíduos e alteram o meio ambiente, em todas as suas fases, desde a extração de matérias-primas, até o final da vida útil da edificação.
“Essas alterações sobre o meio ambiente abarcam desde as etapas de construção de determinado empreendimento até os momentos de manutenção, reforma, ampliação, desocupação e demolição”, comentou.

VANTAGENS
Os resultados obtidos pela arquitetura sustentável são percebidos em todas as esferas da sociedade, pois perpassam além da questão ambiental, refletindo na economia e nas causas sociais. Pontos como redução dos custos de investimento, valor agregado ao produto e redução de riscos são algumas vantagens dos projetos sustentáveis elencadas pela arquiteta.
“As principais vantagens para um projeto com o conceito de sustentável, são tanto do ponto de vista ambiental quanto dos aspectos sociais, culturais e econômicos. Esse projeto proporciona um grande benefício para os consumidores que terão uma casa saudável, clara, termicamente confortável e que gasta menos água e energia. Além de beneficiar o meio ambiente, ele garante o bem-estar de seu usuário, faz bem para a saúde, o bolso e ao planeta”, analisou Lorena.
No mercado imobiliário, observou a arquiteta, a prática da arquitetura sustentável em empreendimentos pode ser ainda mais vantajosa. “Esse nicho de mercado é hoje um diferencial, mas no futuro se transformará em requisito, pois está dentro da necessidade de melhores indicativos de qualidade de vida”, ponderou.

SOBRE LORENA
Lorena Andrade Cavalcanti é formada em Arquitetura e Urbanismo e, atualmente, cursa Pós-Graduação em Lighting Design e Arquitetura de interiores. Em 2009, montou o próprio escritório, onde desenvolve projetos, reformas de interiores residenciais, comerciais, corporativos e maquetes eletrônicas. “Tenho como meta trabalhar com agilidade e precisão. Por isso, utilizo uma metodologia em que os projetos são desenvolvidos em maquetes eletrônicas 3D humanizadas desde os primeiros estudos. Desta forma, o cliente e o arquiteto conseguem conversar ‘a mesma língua”, assegurou a arquiteta.
Antes de iniciar o curso, a profissional confessa que tinha uma visão romântica e limitada a respeito da Arquitetura. Entretanto, o dia a dia fez Lorena perceber as outras faces da profissão. “Para mim, a arquitetura surge do encontro do arquiteto com suas experiências e desejos com o cliente.
Muitos arquitetos deixam de evoluir justamente por fixar-se em receitas prontas. Eles deixam de se arriscar fazendo com que a identidade do cliente seja esquecida. Acredito na criação de uma identidade do trabalho do arquiteto, mas acredito que isso vai acontecendo ao longo do tempo - não é uma coisa inventada”, destacou.

Serviço:

Lorena Cavalcanti – Arquiteta e Urbanista
End.: Rua Maciel Pinheiro, Edifício Ariús, 102 Sala 34, Campina Grande-PB
Blog: http://lorenaarquiteta.blogspot.com/
 

segunda-feira, março 08, 2010

Banheiro


Reforma do banheiro de um apartamento em João Pessoa.











Zaha Hadid


8 de março, dia internacional das mulheres.
Zaha Hadid




O trabalho arquitetônico de Zaha Hadid, além de fantástico e muitas vezes surreal, é conhecido como desconstrutivista. Ela é a primeira mulher a ganhar o Pritzker Price (algo como o Oscar para arquitetos, ou o Nobel...).

Sua arquitetura venceu muitos concursos e é hoje uma das mais requisitadas do mundo. Polêmica, conquistou seu espaço na arquitetura e no design de produtos, chegando a ser citada como uma das cem mulheres mais poderosas do mundo em 2008, justificando toda sua fama e o apelo comercial que seu nome passou a ter, produzindo para grandes empresas do mundo.

Nascida no Bagdá, no dia 31 de outubro de 1950. Formou seu próprio escritório em Londres no ano de 1980. Seus trabalhos polêmicos, geram discussões pelo mundo todo, mas o fato é que sua arquitetura é única, e que influencia muitos jovens arquitetos que seguem a mesma corrente.

A verdade é que suas linhas e seus conceitos são bem claros, e é fácil de identificar sua arquitetura numa fração de segundos.




Serpentine Gallery Pavilion, London, Inglaterra
Nuragic and Contemporany Art Museum, Cagliari, Italia


domingo, fevereiro 28, 2010

Luzes, Cortinas... Ação!

Dicas para iluminação do seu Home Theater

Costumo dizer que não adianta comprar uma Ferrari e colocar para andar numa estrada de terra. O seu desempenho será pior do que o de um fusca modelo 1962. Melhor seria comprar um Off Road 4X4!

O mesmo acontece quando se trata da luminosidade ou da luminotécnica de um Home Theater. De nada adianta você comprar aquele último modelo de TV de alta definição ou o mais moderno dos sistemas de projeção e tela se você não tiver uma luminosidade adequada dentro do seu espaço.

Natural ou artificial, a iluminação é decisiva na qualidade de uma boa imagem. A intensidade, assim como a direção da fonte de luz são fundamentais para que você não tenha problemas, não só com a qualidade da imagem, quanto com a visibilidade de quem a esteja assistindo.

Luminosidade Natural

A iluminação natural, se mal administrada, pode ser prejudicial tanto para os sistemas de TV de Plasma, LCD ou LED quanto para os de projeção e tela.


Uma janela aberta atrás do espectador e de frente para a tela produz um reflexo indesejável no vidro das TVs de Plasma, e alguns modelos de LCD. A não ser que você deseje usar sua TV como um espelho retrovisor, é recomendável que seja colocada uma cortina ou persiana que reduza sensivelmente a intensidade da luz. O blackout não é absolutamente necessário se você não precisar escurecer totalmente a sala, mas será fundamental se o por do sol acontecer exatamente na direção desta janela.


Os projetores e telas, ao contrário do que muitos pensam, não precisam mais de um ambiente totalmente escuro, apesar de exigirem uma menor luminosidade para o seu melhor aproveitamento. Os sistemas atuais, desenvolvidos exclusivamente para residências e salas de Home Theater, contam com uma luminância um pouco mais baixa que é compensada por um contraste muito mais elevado do que os equipamentos produzidos até poucos anos atrás, além de serem FullHD, com 1080p, iguais aos melhores televisores existentes no mercado. Podem até mesmo ser assistidos com as janelas abertas, durante o dia.

O que deve ser evitado é que a luz externa concorra com a luminosidade do projetor, o que pode causar uma alteração no contraste daquilo que esteja sendo assistido. O excesso de luminosidade, num dia muito claro, assim como o sol incidindo diretamente sobre a tela, pode ser fatal para a qualidade e visibilidade da imagem. Entretanto, prevalecem os mesmos cuidados utilizados no exemplo acima, quando falamos das TVs.

Por outro lado, uma janela colocada atrás da TV ou da tela, traz um problema que tem mais a ver com a visão do espectador, do que com a qualidade da imagem. O olho humano funciona como a íris de uma câmera fotográfica e registra principalmente a luz de maior intensidade. Portanto se a luminosidade que vem da janela for superior à que vem da TV ou da tela, a última ficará prejudicada pelo excesso da primeira. Neste caso também é aconselhável o uso de cortinas e persianas, assim como a “blackout” nas ocasiões de maior incidência de luz.

As janelas laterais, geralmente não provocam reflexos para quem está de frente para a TV e de costas para elas, sem prejudicar a imagem, sendo bastante para estes casos cortinas e persianas mais leves.

Iluminação Artificial

Assim como para os outros cômodos da casa é fundamental um projeto de iluminação (luminotécnica) para o Home Theater. A direção, intensidade e distribuição da iluminação é tão importante para a imagem como a acústica para a qualidade do som.


A iluminação do Home Theater deve ser toda indireta, tanto no forro quanto na parede, sem esquecer abajures e luminárias. São recomendados circuitos independentes e dimerizados para que possam ser dosadas as intensidades de luz e a sua distribuição de acordo com o que esteja sendo exibido.

Cada circuito deve privilegiar um ponto essencial do Home para que se possam exercer atividades essenciais, como a de leitura sobre o sofá, a mesa de centro (onde fica a pipoca), a iluminação do móvel dos equipamentos, iluminação indireta na parede, etc. Estes circuitos podem ser programados em cenas distintas, para cada tipo de atividade, como filmes, shows, programas de TV , mesmo para se ouvir música ou conversar. Estas cenas variam de acordo com cada uma destas funções, podendo ser automatizadas*, assim como as cortinas e o sistemas de áudio e vídeo.

Da mesma forma que com a iluminação natural, alguns cuidados devem ser tomados. Seguem abaixo algumas dicas com relação a eles.

1. A lâmpada de teto, seja ela dicróica, halógena ou incandescente deve ter um foco fechado para não atrapalhar a visão de quem esteja assistindo a TV ou ao telão.

2. Luzes frias devem ser evitadas para não alterar a temperatura das cores.

3. O abajur lateral, colocado de frente para a tela funciona no caso de uma tela de projeção e de algumas TVs de LCD. Porém deverão ter sua intensidade regulada para baixo, ou mesmo ser desligadas quando houver uma TV com acabamento frontal em vidro.

4. Nunca, por motivos óbvios, colocar um lustre pendurado entre o projetor e a tela, a não ser que a peça esteja acima da linha de projeção.

5. Um ambiente totalmente escuro é ideal para um cinema, mas para o dia a dia de um Home Theater pode ser prejudicial à visão. Procure usar a dimerização ou deixar alguns pontos acesos quando for ficar muitas horas diante da TV.

6. Luzes de orientação de pouca intensidade, baixas, a 30 cm do piso são excelentes para facilitar a circulação na sala, principalmente quando houver degraus ou desníveis no piso.

7. Sempre que possível coloque na parede uma iluminação indireta, de baixo para cima, à meia altura. Arandelas são recomendáveis na maioria dos casos.

fonte: Guiadecorar

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Procurando arquiteto?

Você é de Campina Grande ou região e está pensando em construir ou reformar?


Entre em contato para conversarmos!

Arquitetura residencial - Arquitetura de interiores - Arquitetura comercial - Paisagismo - Maquete Eletrônica



Várias são as questões a considerar antes de pensar em construir: a localização, o terreno, o arquiteto, o estilo da edificação e claro, o quanto se quer (e se pode!) gastar.

O arquiteto é o profissional capacitado para auxiliar em todas as etapas que envolvem a construção.

Com uma assessoria desde o princípio do processo, o arquiteto vai evitar gastos desnecessários como o quebra-quebra de uma obra mal projetada.

Portanto, se vai construir, CONSTRUA CERTO, CONTRATE UM ARQUITETO!




Nossa meta é trabalhar com agilidade e precisão.

Por isso utilizamos uma metodologia de trabalho totalmente tridimensional ou seja, os projetos são desenvolvidos em maquetes eletrônicas 3D humanizadas desde os primeiros estudos.

"A produção de uma maquete eletrônica evita erros de execução e gastos desnecessários. É um fator determinante na satisfação do cliente, ajuda na compreensão do projeto, facilita a venda e dá credibilidade ao autor, transmitindo ao cliente com fidelidade o que ele terá após a conclusão da obra."

Desta forma, cliente e arquiteto conseguem conversar “a mesma língua”. Ganha-se tempo e o projeto fica exatamente com a “cara” que o cliente deseja.


Quem é Lorena Cavalcanti:

É formada em Arquitetura e Urbanismo pela FACISA em 2008 na cidade de Campina Grande,PB. Fazendo Pós-Graduação em Lighting Design e arquitetura de interiores pela IPOG.

Experiência Profissional: Em 2007 fez estágio na SEPLAN -PMCG ( Secretaria de Planejamento de Campina Grande, PB). Em dezembro de 2008 fez um breve treinamento na loja de móveis projetados Italínea. Estagiou em Brilhante Filho arquitetos de janeiro a dezembro de 2009 e está iniciando as atividades como autônoma em escritório localizado na Rua Maciel Pinheiro, Edifício Ariús, 102 Sala 34.
Campina Grande.

Experiência com autocad 2d e 3d, Corel draw, photoshop, maquete eletrônica em sketchup, promob e 3ds Max.

O escritório é especializado em :

Arquitetura residencial - Arquitetura de interiores - Arquitetura Corporativa - Paisagismo - Urbanismo - Maquete Eletrônica - Planta Humanizada - Levantamentos.


Satisfazer as necessidades de seus clientes é um constante desafio para os arquitetos, exigindo qualificação especializada.

Acreditando que o cliente visa essencialmente soluções modernas e econômicas, a arquiteta Lorena Cavalcanti proporciona um atendimento personalizado, qualificado e constante, monitorando, coordenando e gerenciando os projetos complementares, bem como acompanhando, fiscalizando e gerenciando a obra.

Atualmente, o brasileiro tem olhado a arquitetura com olhos e sentimentos diretamente ligados ao bem-estar, seja nas áreas residenciais, seja nas comerciais. No nosso escritório nascem formas que buscam sempre traduzir as necessidades do cliente, com aquilo que existe de melhor em arquitetura, sempre dentro do orçamento estipulado pelo cliente.

Em nossos projetos, colocamos as idéias e debatemos a real necessidade das propostas. Não existem fórmulas prontas, a verdadeira arquitetura está em criar e orientar o cliente sobre tudo aquilo que se pode oferecer em arquitetura e resultando naquilo que se deseja para cada obra.

Dimensionar os espaços físicos, procurando a perfeita funcionalidade, sempre aliada à harmonia e à qualidade estética, são os principais objetivos no desenvolvimento dos projetos arquitetônicos e são fundamentais para o sucesso do empreendimento, seja na Construção Civil, seja na Arquitetura de Interiores.

Algum dia você pensou em contratar um arquiteto pra decorar a sua casa ou apartamento novo, mas se deparou com pensamentos como estes abaixo?





“Contratar um arquiteto é algo tão caro... é inviável para mim...


“Tenho que me mudar logo, não tenho tempo pra escolher um arquiteto e fazer um projeto demora...”


Felizmente, todos estes paradigmas estão com os dias contados.



Habitação popular e média também é desenhada por arquiteto... mas arquiteto tem que trabalhar só pra rico! Design de interiores então? É só pra artista de novela, político, mega empresário, socialite. Infelizmente este é o pensamento de muitos sobre o profissional de arquitetura.

O nosso escritório orienta aquele jovem casal, que acabou de começar a sua vida, comprou o primeiro apartamento e quer fazer os seus móveis e decorar com acompanhamento de um profissional especializado, sem ter que ficar nas mãos de um vendedor de loja. E como tem gente casando e comprando apartamento novo né!

Coisa boa... Mas esse casal jovem, nunca contratou um arquiteto ou um decorador, nem sabe onde encontrar um, e o pior, já nem procura por que “pensa” que não tem condições de pagar por esta comodidade.


O cliente tem total liberdade pra escolher com quem fazer os móveis ou onde comprá-los...

Estamos vivendo um momento particular na construção civil. Impulsionado por incentivos fiscais promovidos pelo governo atual, o mercado de imóveis novos encontra-se bastante aquecido.




Junte a isto, a estabilização da economia brasileira, que tem provocado uma série de mudanças na sociedade. TVs de LCD, laptops, home-theater, móveis de design, até mesmo eletrodomésticos em aço inox não são mais uma exclusividade da classe A, por exemplo. A melhora do poder aquisitivo nas classes B,C e D traz consigo uma vontade de morar melhor, em ter conforto em viver ou receber em sua casa.

Outra realidade que inspirou diz respeito à competitividade do mundo globalizado e o ritmo acelerado das grandes cidades. Se pra você, tempo é dinheiro, o seu projeto tem que ser objetivo, inteligente, prático e rápido de executar.

Eu A-D-O-R-O economizar...





Então aproveite a redução de IPI para móveis e materiais de construção (em vigor até março de 2010), e contrate já o seu projeto , ainda dá tempo!



!"Projetando Sonhos , Construindo a realidade..."