segunda-feira, junho 13, 2011

Afinal, que cor é essa?


LATERAL
Design de Guilherme Torres, a mesa lateral Fruit (40x45 cm ou 40x55 cm) em laca quartzo, está à venda na DBox

OLD FASHION
Com desenho retrô, o sofá (230x98x75 cm) do Estúdio Glória foi restaurado e customizado pela estilista Karina Vargas

LUMINÁRIA DE CHÃO
Da 4x Wipfli, a luminária de chão (167x30 cm) tem cúpula em tecido de algodão plissado e pé de madeira torneada

Nem verde, nem azul. A cor sensação do momento não tem definição, mas atende por muitos nomes: acqua, turquesa, quartzo, azul Tiffany (devido ao tom-ícone propagado pela badalada joalheria), verde-esmeralda e até mesmo aspargo. A confusão no mobiliário e na arquitetura de interiores se justifica porque existe mesmo uma charmosa variação. Quem arrisca um palpite?


ON THE WALL
Novidade apresentada na feira Heimtextil, o papel de parede Lumini explora tons frios, entre eles o acqua, na estampa de arabescos


OVAL
Da Divano Móveis, a mesa tem base em alumínio fundido com pintura automotiva e contra-tampo em MDF com pintura em laca na cor acqua

COBOGÓ
Tormijo, mesa lateral ou de centro com design de Felipe Protti para a FG Home. Em MDF com pintura automotiva em laca acrílica na cor quartzo

PETISQUEIRAS
Na cor azul-turquesa, bowls e bandeja em cerâmica nacional no conjunto da Again



MULTIPEÇAS
Da Kare, conjunto turquoise, em craquelê, com xícaras, pratos e bowls

GIGANTES
Peças decorativas em cerâmica turquesa da Vasos Artes & Ofícios: garrafão, nos tamanhos P (145x55x55 cm) e G (175x55x55 cm) e cantil (97x75x75 cm)



"É uma cor relacionada com os tons de água e simboliza a energia restauradora e a busca por equilíbrio. É versátil e ameniza os marrons e cinzas, compartilha a alegria com os laranjas e torna-se sofisticada com os metálicos."
Deise Marchezano de Melo, especialista em cores da Lukscolor







LAQUEADO
Aparador Eiffel, de Paulo Sartori, em laca verde-turquesa, novidade da Essenza Design.. A peça está disponível na medida de 200x50x80 cm e é produzida em MDF.

POLTRONA
Do Estúdio Em2Design, poltrona inspirada na fachada do Hotel Altis, em Lisboa. Na medida 62x66,5x 85,5 cm. Estrutura em MDF com acabamento em laca

"É uma tonalidade relacionada ao mar e ao céu que transmite segurança, tranquilidade, é calma e relaxante. Vai ao encontro da busca atual por bem-estar e qualidade de vida."
Erica Tagutti, consultora de pinturas decorativas da Suvinil

MUITOS ASSENTOS
Sofá Oliver, da Golden Line, no tamanho 320x94x80 cm. Tem pés de alumínio e revestimento em suede e microfibra

PIXELMANIA Também da Em2Design, o gaveteiro Pixel foi inspirado nos modelos típicos asiáticos, com seus múltiplos nichos. Tons diferentes de laca foram aplicados em suas gavetas, formando um caleidoscópio pixelado de cores.O móvel mede 900x480x1230 cm. Estrutura em MDF

ABAJUR
Da designer Cristina Bertolucci, o abajur turquesa (66x32 cm) remete às formas dos corais misturadas à cor do mar. Base metálica com revestimento de gesso impermeabilizado e cúpula em algodão

POLTRONA + BANQUETA NANI
Assinada por Rejanne Carvalho, a dupla de poltrona e banqueta Nani, da DBox, em laca emborrachada

quinta-feira, junho 09, 2011

Acompanhamento de obra





 Residência no bairro do Catolé , Campina Grande em fase de conclusão .




 Residência em Bodocongó, Campina Grande, em fase de conclusão.

Projetos 3d arquiDesign - Alex Barros, Lorena Cavalcanti e Laura Braga

terça-feira, junho 07, 2011

Transparência e conforto

Tradicionais na arquitetura, os blocos de vidro trazem funcionalidade aos ambientes, oferecendo luminosidade, cores, proteção e leveza




 
Foto: Divulgação Sicmol
Claridade e conforto térmico e acústico para os ambientes. Para conseguir essas características, os tradicionais blocos ou tijolos de vidro são a opção de muitos arquitetos, que preferem gastar menos sem prejudicar a estética do projeto.

"A utilização de materiais translúcidos para vedar ambiente é uma maneira eficaz de trazer luz natural para o interior, reduzindo o consumo de energia elétrica. Os blocos de vidro possuem ainda extensa variedade de texturas e até mesmo cores, o que oferece leveza, harmonia e aconchego aos espaços", destaca o arquiteto William Hanna. A arquiteta Thelma Christina concorda que é possível utilizar os tijolos de vidro com criatividade e elegância. "Com eles, uma cozinha, por exemplo, pode parecer mais ampla e contar com luz natural para o preparo de alimentos e a realização de refeições. Da mesma forma, são boas opções para locais que necessitam de privacidade, como as áreas de chuveiro", acrescenta a profissional.
 


O bloco incolor apresenta transparência de quase 80% e protege o espaço do fogo durante um bom tempo. "Eles são realmente seguros se aplicados com técnica e têm coeficiente de condução térmica de 2,9 W/h contra 6,0 W/h do vidro plano, ou seja, com um coeficiente menor, proporcionam maior isolamento", defende Pedro Almeida, gerente de Logística e Produto da Seves Glassblocks do Brasil.
Aplicação 

Hanna alerta que, no assentamento, é importante utilizar uma argamassa própria, um espaçador para cada unidade, uma esponja úmida para retirar o excesso de argamassa e rejunte com cimento branco ao final do processo. Outro aspecto importante são as dimensões. Em um painel de blocos de vidro, elas são limitadas em altura e largura em 5 m. "Para a construção de um painel com mais de 25 m2, é preciso contar com vigas e pilares de reforço. Já paredes curvas e de áreas externas deverão ser sempre reforçadas com ferro de 5 mm, vertical e horizontalmente, em qualquer medida", esclarece a diretora comercial da Sicmol, Ângela Sebba.


Modelos, medidas e investimento

Os tijolos de vidro, geralmente, medem 19 x 19 x 8 cm. Porém, atualmente, os fabricantes oferecem modelos em várias medidas, como 24 x 24 x 8 cm, 30 x 30 x 10 cm, 33 x 33 x 12 cm e 42 x 42 x 12 cm.
Quanto às cores, há muitas variações. "Há modelos com coloração no próprio vidro, em versões metalizadas ou comuns; coloração por injeção de tinta no interior dos blocos, todos na versão metalizada; e coloração no próprio vidro".

Como o acabamento oferece luminosidade e bom isolamento termoacústico, não necessita de pintura e tem fabricação no Brasil, pode se revelar com bom custo x benefício para a obra. "Dependendo do modelo e solução, os custos podem variar de R$ 6 a R$ 30 a unidade."

Foto: Divulgação Seves Glassblock/ Foto: Gerson Li

Destaque do banheiro

No projeto deste banheiro máster, a arquiteta Beth Choueri aproveitou o painel de blocos de vidro da fachada do edifício para oferecer uma luminosidade diferenciada, destacando o ambiente em relação aos demais banheiros. Foi usado um modelo incolor, na medida 20 x 20 cm.

Fotos: Fran Parente
Clima ideal
Ao utilizar o bloco de vidro, o arquiteto Rogério Perez ofereceu luminosidade constante e manteve a privacidade deste espaço dedi cado ao descanso da sauna.
O mod elo transparente, com textura ondulada (C&C), tem 19,5 x 19,5 x 10 cm. No lavabo, abaixo, blocos de vidro formam a parede curva, conferindo luz e leveza ao espaço.


Passagem sob os blocos
Para facilitar a locomoção da sauna para a piscina e vice-versa, a arquiteta Lúcia Helena Bellini projetou uma passagem sob a parede de blocos de vidro ondulados (Margem Projetos). Na medida 20 x 20 cm, o material oferece claridade, além de uma sensação de frescor ao refletir a água.


Proteção e claridade
Neste banheiro, os profissionais da Tieppo & Gonzalez Arquitetura de Interiores optaram por blocos de vidro de 10 x 10 cm (C&C) para fechar a área do chuveiro. O material impede que a água se espalhe e ainda traz claridade para a banca da, já que reflete a luz vinda da janela.
Foto: Divulgação /Fotos: Lucas Fonseca




Foto: Leandro Farchi /Fotos: Divulgação Seves Glas
Luz natural e privacidade
Neste espaço projetado pelo arquiteto Aquiles Nícolas Kílares, o painel de tijolos de vidro separa o lavabo do living, garantindo iluminação natural à entrada do primeiro ambiente. Os blocos de 19 x 19 x 8 cm contribuíram ainda para aumentar a privacidade dos usuários do cômodo.
Esta banheira de blocos de vidro, assinada pela arquiteta Simon e Lourenço, recebeu o modelo Bolha, da Sicmol, que, por ser transparente, dá leveza a o formato da peça . Para a a plicação, foi utilizada a Arga 100 Plus Colorida (Ceramfix), que assenta e rejunta simultaneamente. Cada bloco sai por R$ 11,69.



Foto: Divulgação Seves Glassblock
Blocos diferenciados
Uma das novidades da Seves Glassblocks do Brasil é a linha Pégasus (fotos acima).
Com ela, é possível construir paredes com juntas de até 2 mm, contra as de 10 mm de modelos convencionais.

"Temos ainda a linha Tecnology, que pode ser usada em assoalhos - modelos com face única - e mezaninos - tijolos de face dupla".
Alguns projetos inovam com jogos de luzes atrás dos painéis, criando um efeito inusitado.

"Já os modelos que fogem do formato padrão, quadrado, têm terminais lineares e curvos, e os retangulares são recomendados para paredes curvas.

Há também os angulares (corner blocks), usados em viradas de direção a 90º", completa o gerente. O destaque da Sicmol é a linha Ocean.

"Trata-se de um produto incolor, com luminosidade superior e design diferenciado. Com ele, realmente, é possível surpreender na estética", garante a diretora comercial.

fonte: http://revistacasaeconstrucao.uol.com.br/ESCC/Edicoes/70/artigo218951-2.asp

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Copa 2014 – a importância do controle de orçamento de obras

No dia 30 de outubro de 2007, o mundo assistiu à eleição do Brasil como país sede da Copa do Mundo de 2014. Praticamente 4 anos se passaram desde o anúncio realizado em Zurique, na sede da FIFA, e as obras previstas não mostram uma evolução satisfatória desde então. Já faz algum tempo que os órgãos públicos brasileiros vêm sofrendo inúmeras cobranças de diversos setores para acelerarem as construções dos estádios. Nas últimas semanas, as maiores cobranças ao governo vieram da própria imprensa brasileira. A menos de 4 anos para a Copa do Mundo no Brasil, vamos entender de que forma esta demora pode afetar o governo brasileiro em diversas outras áreas.

Semana passada, a revista Veja, em sua edição de número 2.218, apresentou uma matéria de 10 páginas detalhando a situação dos estádios brasileiros que estarão na Copa. A situação diagnosticada é grave: segundo a reportagem, se o ritmo das obras continuar da mesma maneira, o Brasil estará pronto para o evento apenas em 2038. A revista revela que dos R$ 23,7 bilhões previstos para o orçamento total, apenas R$ 590 mil foram investidos, 7,5% do total.


Para realizar a reportagem, a revista organizou uma verdadeira operação aérea, com fotógrafos sobrevoando cada um dos 12 estádios previstos para abrigar as seleções de todo o mundo. Exceção feita ao estádio Castelão, no qual o ritmo das obras anda dentro do prazo para 2013, todas as outras reformas estão atrasadas. As situações mais críticas, conforme a reportagem, estão nas sedes Curitiba, Natal e São Paulo: na primeira, há um entrave entre o Atlético Paranaense e o Estado para decidir quem irá desembolsar os R$ 130 milhões da obra; em Natal, o Estádio Machadão dará lugar à Areia das Dunas, mas ele ainda precisa ser demolido; em São Paulo, as obras do futuro estádio do Corinthians só começaram nesta semana, no dia 30/05.

Entre as possíveis razões para o atraso elencadas pela Veja, estão: o fato de se ter 12 cidades-sedes, que dificulta a centralização dos investimentos; a falta de um órgão para gerenciar, fiscalizar e cobrar a execução dos projetos – na África do Sul, por exemplo, o governo arcou com 98% dos gastos e controlou o cronograma; dificuldade de se obter recursos rapidamente – as obras não conseguem financiamentos no prazo adequado frente ao BNDES, que, por sua vez, retém a verba porque os contratantes não cumprem as obrigações contratuais; por fim, o velho costume de que em cima da hora o dinheiro costuma aparecer – no Pan, que também tinha obras atrasadas, o orçamento total foi de R$ 4 bilhões, dez vezes a projeção inicial.

Além dos estádios

Um estudo realizado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) prevê que nove aeroportos brasileiros não ficarão prontos a tempo da Copa 2014. De acordo com o instituto, as obras dos aeroportos de Manaus, Fortaleza, Brasília, Guarulhos, Salvador, Campinas e Cuiabá só ficariam prontas em 2017, tomando por base os prazos médios de elaboração de projetos e licenciamentos do país. Os de Confins e Porto Alegre já estão com projetos básicos prontos, entretanto, também não ficariam prontos dentro do prazo. Veja aqui a matéria da Folha.com sobre o estudo.

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, admitiu a preocupação do governo com o cumprimento dos prazos, após o seminário Infraestrutura de Transporte no Brasil, realizado em São Paulo, no dia 27/5. “Tudo nos preocupa, porque queremos fazer um evento de máxima qualidade, mas os desafios na área de transporte são muito maiores que a Copa do Mundo”, afirmou a ministra.


Douglas Vivian, especialista do setor de serviços da TOTVS, acredita que os aeroportos ficarão prontos a tempo, mas chama atenção para as falhas apresentadas até então. “Possivelmente, as obras serão entregues, mesmo que de forma parcial e a qualquer custo, para enfim termos a tão esperada Copa do Mundo. O fato é que todos esses atrasos comprovaram a nossa incompetência em planejar e executar, o que, aliado aos interesses políticos, demonstra que ainda não estamos suficientemente maduros para mostrarmos ao mundo todo o potencial do Brasil”.

Mesmo com todas as dificuldades apontadas, Douglas tem confiança de que o Brasil irá sediar uma boa Copa do Mundo. “Tenho certeza de que vamos aproveitar esta grande oportunidade para crescer como país e como povo, mostrando a todos o orgulho de ser brasileiro. Esta é a hora de passar por cima de tudo e fazer com que o mundo veja o nosso poder de superação, desta vez planejando com empenho e organização”.

fonte: Blog da TOTVS

segunda-feira, junho 06, 2011

O mundo no século XXI, imaginado pelos nossos avós

Inventores pensavam em tecnologias inusitadas para a solução de problemas da época. E não é que eles acertaram algumas?

Arquiteto


No início do século XX, mais precisamente em 1910, uma série de gravuras foram desenhadas para mostrar às pessoas como seria o mundo em 2000. Naquela década, Santos Dumont havia provado que o homem poderia voar a bordo de aviões impulsionados por motores a gasolina - esta era a tecnologia que mais impressionava as pessoas naquele momento.

A automação e o aproveitamento máximo da mão de obra, frutos da Revolução Industrial, também figuravam entre as principais preocupações dos inventores. É o que se pode comprovar nas imagens abaixo - um exercício de Futurologia feito pela geração dos nossos avós:


A videoconferência já era imaginada - e desejada - no início do século passado!


Será que os barbeiros perderiam seus empregos?


Nas salas de aula, lições seriam distribuídas por meio de um gramofone com vários fones


Carros voadores: eles também faziam parte do imaginário


fonte:  http://expositions.bnf.fr/utopie/feuill/index.htm e http://olhardigital.uol.com.br/cache_true/jovem/digital_news/noticias/o_mundo_no_seculo_xxi_imaginado_pelos_nossos_avos

domingo, junho 05, 2011

Dia Mundial do Meio Ambiente


Preservar é mais que estar na moda: é garantir um mundo melhor para você e sua família!


Ser verde está na moda. E é imprescindível. Atitudes relacionadas ao consumo, desperdício, poluição e formas sustentáveis de geração energia estão em voga, e nosso desenvolvimento e permanência aqui pela Terra depende delas e de novas ideias. 

Para promover atos em prol da natureza, a ONU criou, em 1972, o Dia Mundial do Meio Ambiente, que acontece todo 05 de junho. A data recorda o dia de abertura da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Humano (Estocolmo, 1972), que culminou com a criação do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).
Repense seus atos
 
A ocasião é excelente para repensarmos atitudes diárias e passar aos filhos, amigos e parentes, consciência ecológica. Atitudes simples, como fechar a torneira quando escovar os dentes ou chuveiro durante o banho ajudam a economizar muitos litros d'água. Em vez de 180, você passa a gastar 48 litros de água por ducha, por exemplo. A ONG Redes das Águas tem mais informações sobre como não disperdiçar o líquido mais precioso do planeta.

Cada gesto pode ser direcionado para ajudarmos na construção de uma sociedade ecologicamente mais organizada. Vai fazer compras? Não esqueça as ecobags, que agora trazem assinaturas de estilistas famosos e viraram artigos fashion. Em Belo Horizonte, já existe lei que proíbe o uso de sacolas plásticas pelo comércio e quem desobedece leva multa em dinheiro. No Rio de Janeiro, os estabelecimentros devem oferecer sacolas reutilizáveis e os consumidores que optarem por não levar os sacos plásticos para casa recebem um ressarcimento.

sexta-feira, junho 03, 2011

Telhado branco

Depois do teto verde, ou cobertura jardim, agora é a vez do telhado branco. Em ambos os casos, a ideia é melhorar o conforto térmico dentro das casas. A segunda opção parece mais fácil de implantar do que a primeira, mas essa é uma discussão que só está começando. Pelo menos no Brasil.

Apesar dos telhados cobertos por vegetação serem mais eficientes (por cobrirem uma área de exposição ao sol bem maior), para quem não pode ter um telhado assim, muros verdes também produzem um efeito parecido, se não conseguir colocar vegetação no telhado, tente colocar nos muros!

Neste caso, para o telhado, temos uma alternativa, ela não é tão eficiente como a outra, mas ajuda...

Se você viu o filme “Uma Verdade Inconveniente”, do Prêmio Nobel da Paz, Al Gore, sabe que a cor branca dos pólos reflete de 80 a 90% da luz solar. Quando derretem, acabam com o mesmo índice de reflexão do oceano: 8%, em média. Ou seja, quanto mais os pólos derretem, mais eles próprios contribuem para o aquecimento global. Aplicando essa teoria, podemos traçar um paralelo para a realidade de sua casa. Não dá para trazer a neve para sua casa, certo? Então, por que não trazer a cor branca? Pintar telhados e paredes de branco pode fazer com que até 90% da luz incidente seja refletida, já que a tinta dessa tonalidade rebate de 50 a 90% dos raios solares. O professor de Física das Construções da USP, Racine Prado, diz que: “O branco refletivo ou o aluminizado refletem 90% da radiação solar. Com as superfícies externas da casa pintadas de branco, menos calor penetra na casa e a temperatura interna pode variar até 5°C”. No mínimo, você ganha em conforto térmico e usa menos ar-condicionado.

OBS: A tinta vermelha ou marron só reflete de 20 a 35% e as cores laranja e cinza ficam na média dos 50 e 30% respectivamente.

Para quem achou colocar vegetação no telhado difícil ou trabalhoso, está alternativa é bem mais fácil de fazer. Vamos fazer a nossa parte!!!

Fonte: Revista Superinteressante.

terça-feira, maio 31, 2011

Sustentabilidade

Cuidados simples, alguns até já praticados, podem fazer diferença na natureza

Mais que uma realidade, cada vez mais a casa sustentável é uma necessidade. Para ficar no dado: a construção civil é o segmento que mais consome matérias-primas e recursos naturais no mundo, de acordo com o Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica (Idhea). Para ficar no positivo: construções sustentáveis podem reverter o quadro de degradação ambiental e preservar os recursos naturais para gerações futuras.

Em tempos de mudanças climáticas, quanto mais opções que poupem o meio ambiente, melhor. E a maioria das inovações não é cara ou dá retorno financeiro a médio e longo prazo, o que pode sensibilizar bolsos mais resistentes.

Confira abaixo nove dicas para construir uma casa ambientalmente amigável. Na maioria, são cuidados simples, alguns que até já são praticados, que podem fazer diferença na natureza.
  1. Como se trata de um mercado em constante renovação, informe-se sempre pela internet e com quem trabalha com esse tipo de material quais são as novas tendências
  2. Troque os materiais de construção pelos produzidos com baixo custo ambiental. Por exemplo, tijolo de solo-cimento em lugar do tradicional. Pode custar mais, mas dispensa o acabamento com massa corrida, ou seja, o custo fica zero a zero
  3. Isole bem a casa, como forma de aproveitar ao máximo a refrigeração e o aquecimento, evitando desperdício
  4. Sistemas de captação de energia solar e de água da chuva são mais complexos de serem instalados, mas dão resultados e retorno do investimento a médio e longo prazo
  5. Medidores de consumo de água ajudam a controlar e reduzir o consumo
  6. Troque lâmpadas comuns pelas fluorescentes, que consomem menos
  7. Em vez de ar-condicionado, use ventiladores de teto. Também servem no frio, para movimentar o ar quente concentrado no alto
  8. Algo de baixo trabalho e alto rendimento: plantar árvores. Se forem frutíferas, melhor: você pode consumir a produção e até iniciar sua própria horta
  9. Dê preferência a utensílios do lar eletrodomésticos com certificados de que não agridem o meio ambiente, como vassouras feitas a partir de mata desmatada legalmente

segunda-feira, maio 30, 2011

O que fotografar na obra?


Fotos tiradas durante a obra ajudam a identificar serviços malfeitos e a divulgar soluções técnicas adotadas no canteiro



O registro fotográfico das atividades que se passam no canteiro pode ajudar a identificar serviços malfeitos, a melhorar os procedimentos da empresa e a divulgar boas práticas adotadas na obra. Mas, para não perder tempo tirando fotos que não terão utilidade no futuro, é preciso saber o que fotografar e como as imagens capturadas poderão ser usadas.

Adriano Bastos, coordenador de obras da REM Construtora, sempre carrega uma câmera digital na mala. "Eu fotografo as obras que visito não só para acompanhar sua evolução, mas para usar as imagens em reuniões da construtora e relatórios internos", revela o engenheiro, que destaca também a importância das fotos para identificar pontos a serem aprimorados nos serviços executados nas obras.

Nas construtoras que promovem treinamentos internos, o uso das imagens é fundamental para facilitar a visualização do conteúdo transmitido nas salas de aula. "Tenho um registro histórico das etapas de obras, principalmente dos sistemas construtivos, das dificuldades encontradas e do que dá certo e do que dá errado na execução. Isso serve como material didático para cursos e treinamentos internos da empresa", afirma Fabio Luis Garbossa, diretor de operações da construtora BKO.

Bastos lembra que as fotos também revelam detalhes que muitas vezes passam despercebidos na hora das visitas técnicas. "É comum, por exemplo, perceber depois que os operários não estavam usando equipamentos de proteção individual", relata. "Quando isso acontece, já encaminho a imagem para o técnico de segurança da obra e ela toma as medidas necessárias", salienta.

Carla Andrade da Silva, técnica em edificações e arquiteta, explica que, além de ajudar a solucionar problemas, a fotografia ajuda a envolver na obra profissionais que normalmente ficam mais distantes do canteiro. "Na obra, muitas vezes o arquiteto e o engenheiro estrutural não estão presentes, por exemplo. As fotos aproximam estes profissionais da obra e os incluem no processo de melhorias continuas", destaca.


Fotos: divulgação BKO e REM Construtora

DICA S DE FOTOGRAFIA
» No momento de tirar a foto, segure a câmera com firmeza para que a imagem não saia tremida;
» Planos abertos servem para mostrar a disposição geral dos elementos no ambiente;
» Para detalhes técnicos, como o registro do posicionamento das armaduras, prefira as fotos mais fechadas. Se necessário, chegue bem perto do objeto para obter melhores imagens;
» Logo após tirar a foto, veja na tela se a imagem está nítida; repita o procedimento se a foto estiver ruim.

O QUE FOTOGRAFAR?
Para que a câmera fotográfica se torne uma ferramenta de trabalho útil, não basta sair clicando pelo canteiro. É preciso escolher o que será registrado e saber como as imagens podem ser usadas. Veja abaixo quais os locais e atividades mais importantes a fotografar enquanto a obra acontece.

Fotos: Marcelo Scandaroli
Estoque
Muitas vezes materiais de construção são perdidos devido ao armazenamento inadequado. Fotografar o estoque pode ajudá-lo a identificar problemas dessa natureza.
Contenções
O trabalho de contenção do terreno é complexo e delicado. As fotos da sequência construtiva ajudam no acompanhamento dos serviços.

Estrutura
Capture imagens dos procedimentos de montagem das fôrmas e do posicionamento das armaduras e dos eletrodutos antes da concretagem.
Transporte de materiais
A falta de cuidados no transporte pode ocasionar danos em materiais delicados como blocos e peças de vidro. Registre a atividade e descubra se é preciso corrigir ou melhorar os procedimentos.
Divulgação: REM Construtora Fundações
Registre a imagem dos equipamentos e da sequência construtiva. Compartilhe- as com o projetista de fundações, que poderá ajudar na fiscalização dos trabalhos.
Concretagem
As imagens de como o concreto penetra e se acomoda na fôrma podem ser relevantes em concretagens complexas, como a de peças com armaduras mais densas.
Fotos: Marcelo Scandaroli Cura do concreto
A cura inadequada do concreto pode resultar em fissuras em sua superfície. Fique atento a esses detalhes e fotografe-as, caso sejam identificadas.
Esquadrias
O chumbamento correto do contramarco depende do conhecimento prévio do tipo de revestimento da parede. Registre exemplos certos e errados e aproveite- os depois nos treinamentos.
Grauteamento
Sempre que for feito o grauteamento de fissuras e nichos de concretagem, registre a sequência executada. É uma comprovação de que as medidas corretivas adequadas foram tomadas.
Instalações elétricas e hidráulicas
Registre onde estão as passagens de instalações elétricas e hidráulicas. As imagens servirão para produzir o manual do proprietário, que o orientará em futuras reformas.
Alvenaria
Fotos dos procedimentos de execução, como da primeira fiada, dos demais blocos, da verificação do prumo e do nivelamento das paredes do assentamento servem de apoio para treinamento de operários.
Revestimentos de fachada
Mostre como foram feitas as juntas de dilatação, que ajudam a evitar que o revestimento fissure. Caso apareçam fissuras, fotografe-as, registrando também as ações corretivas adotadas.
 FONTE: http://www.equipedeobra.com.br//construcao-reforma/36/camera-na-mao-fotos-tiradas-durante-a-obra-ajudam-216081-1.asp?

domingo, maio 29, 2011

"Box House" mostra que habitação popular pode, sim, ter alta qualidade, estética inovadora e um belo design

O premiado projeto "Box House" mostra que habitação popular pode, sim, ter alta qualidade, estética inovadora e um belo design.

 

 

Situado no bairro periférico da Brasilândia, na zona norte de São Paulo, o conjunto reúne 17 residências, em um terreno de 1.011 m². A demanda foi da própria incorporadora: um projeto diferenciado, destinado às classes C e D, com extrema qualidade e sem custos extras. Ao receber a proposta, em 2007, o arquiteto Yuri Vital enxergou o ineditismo da iniciativa no mercado brasileiro, que, nas últimas décadas, vem assistindo a um boom na construção de habitação popular de baixa qualidade. “São paradigmas ingênuos e preconceituosos”, critica o arquiteto.
Vista para a comunidade: o projeto tira partido do próprio terreno, alto e com grande declive, cujo entorno pode ser visto das varandas de todas as casas
Sem monotonia
As casas são geminadas, porém construídas a partir de volumes, desníveis e recuos. A proposta fugiu dos padrões usuais aplicados aos conjuntos habitacionais brasileiros criados ultimamente
Versão ousada
Inspirado em conjuntos habitacionais brasileiros dos anos 1960, Vital apostou na simplicidade. As casas de 46 m² são como “caixas”, e a solução para não ultrapassar a altura de seis metros definida pelo gabarito municipal foi construir a garagem em declive, abaixo do nível do terreno. No primeiro pavimento estão sala, lavabo, cozinha e área de serviço. No segundo andar, dois quartos e um banheiro.
Na entrada da vila, fechada com portão e cancela, foi reservado um pequeno espaço para o playground.




Como alternativa ao asfalto, os bloquetes de concreto da rua interna ajudam a minimizar o calor e ainda facilitam a absorção de água
Democracia
As casas foram vendidas em leilão público por R$ 90 mil. Hoje, os moradores convivem com
interessados pelo projeto, que ganhou prêmios, como o do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB)
Novas tecnologias e baixo custo
A ideia inicial do arquiteto era utilizar a tecnologia de bloco estrutural. Porém, em função de demandas construtivas, optou por misturar essa técnica à alvenaria tradicional.
Ainda assim, foi obtida economia de 30% em relação ao método convencional. Explica-se: a alvenaria estrutural necessita de quantidade menor de concreto, pois canos e fios passam por dentro dos blocos durante o levantamento das paredes – no método tradicional, as superfícies são “rasgadas” depois de prontas.
Estrutura eficiente e detalhes discretos
Amplas esquadrias de alumínio colaboram para a ventilação e iluminação das residências. Outra solução: a laje de concreto é coberta com telhas comuns, que evitam o calor, mais uma vantagem das habitações populares brasileiras da década de 1960, que aqui foram adotadas. Detalhes, como os avanços nas portas de entrada, trazem mais riqueza estética ao projeto. Nichos, como os que existem abaixo da escada e ao fundo da garagem, aproveitam ao máximo a estrutura compacta.
As cores da fachada foram padronizadas: cinza e vermelho criam identidade contemporânea. Mas os interiores ganharam a personalização de cada morador
Na parede lateral, o cobogó, outro nome para definir o elemento vazado, ajuda na iluminação e ventilação.
fonte: http://portalcasaecia.uol.com.br/ESCM/economia-obra/7/artigo215670-2.asp