terça-feira, junho 28, 2011

Águas subterrâneas do rio Mapocho irão refrigerar empreendimento no Chile

Cada pavimento terá dois intercambiadores responsáveis pela refrigeração dos dutos



O Parque Titanium, composto por três edifícios comerciais em execução no bairro El Golf, em Santiago, é a grande aposta chilena no uso de energia geotérmica para climatização do ambiente. Sob uma área de 60 mil m² onde o empreendimento é erguido, passam águas do Rio Mapocho a uma temperatura praticamente constante de 15ºC. O degelo da cordilheira dos Andes colabora para a manutenção da baixa temperatura no verão. Essa água subterrânea será utilizada para refrigerar o interior das três torres planejadas.

Divulgação
As duas primeiras torres do empreendimento, em forma triangular, são erguidas em ritmos distintos. A primeira, mais avançada, será inaugurada na metade de 2012 e a segunda, recém saindo da etapa de fundações, no final do mesmo ano. Em 2013 estará concluída a terceira edificação. O projeto de desenvolvimento imobiliário leva a assinatura do arquiteto chileno Abraham Senerman.

Segundo o arquiteto Andrés Weil, responsável pelo andamento do projeto, a água coletada num volume de 280 l/s será utilizada para a refrigeração antes de ser injetada no aquífero a 100 m de profundidade. Proibida para consumo, ela pode ser utilizada para gerar refrigeração. Antes de ser injetada, essa água passa por "intercambiador" de calor localizado no subterrâneo, que esfria os equipamentos VRV (volume de refrigeração variável) localizados nos diversos andares.

O sistema deve permitir a redução do consumo de energia elétrica, um dos requisitos para a obtenção da certificação Leed de sustentabilidade. Segundo Weil, o sistema de climatização é de última geração, mas não deixa de ser convencional. Funciona por volume de refrigeração variável (VRV),  podendo estabelecer a climatização do ambiente levando em conta a temperatura de distintos recintos. Cada andar dos edifícios terá duas máquinas do tamanho de um frigobar, que se encarregarão de manter a refrigeração distribuída internamente por dutos.

Segundo Weil, o sistema substitui outros procedimentos mais comuns que utilizam mais energia para levar essa água ao topo do edifício. De acordo com cálculos do arquiteto, em relação ao sistema convencional de refrigeração, os VRVs geram uma economia de consumo de energia de 60% e os VRVs que utilizam água, 90%. "A geotermia foi um presente que nós recebemos por estar ao lado do Rio Mapocho", diz Weil. Mas sua utilização não se restringe a essa situação, e por isso o arquiteto indica aos seus pares considerar a possibilidade de fazer uso dela em seus projetos. No Chile, alguns edifícios já utilizam esse tipo de energia.

Divulgação
Divulgação
Divulgação
Divulgação

Jardim com bom gosto e Moda e tendência no uso da vegetação

Saiba como realizar um belo projeto paisagístico sem gastar muito

Benedito Abbud

Jardins para sentir e viver

Benedito Abbud é mestre em arquitetura paisagística pela FAU-USP. Ex-presidente da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas tem projetos no Brasil e exterior

Com um projeto adequado é possível ter um bom projeto paisagístico sem gastar muito. Recentemente, Benedito Abbud e sua equipe desenvolveu um, em um condomínio residencial de padrão médio/alto, cujas áreas verdes tiveram custo de R$ 60,00 por metro quadrado. Sendo que este custo, já computada a mão de obra do paisagista e a compra de terra e plantas, pode chegar a R$ 200,00 o metro quadrado.


Além de reduzir os custos, usar a criatividade é fundamental para um projeto mais em conta.
Dependendo do padrão da obra, os acabamentos de toda a área externa (pisos, muretas, piscinas, quadras, churrasqueiras, pergolados, mobiliário etc) podem ter especificações com o custo reduzido. Por exemplo, no lugar de pisos especiais, que são relativamente caros, pode-se utilizar piso cimentado texturizado.

Esse material, no qual pode ser usada a técnica de ranhura (feita por uma vassoura), ou porosidade (processo adquirido pelo simples ato de jogar sal grosso no cimento ainda fresco, e que depois de seco é só varrer para retirar o sal, fazendo com que o cimento fique parecido com mármore Travertino), apresenta um aspecto interessante e acaba oferecendo uma segurança tão boa como a do piso especial. Além de poder ser feito em várias cores e texturas, e ser enriquecido com detalhes de pisos cerâmicos ou pedra.

Também é possível economizar na hora de preparar o espaço de lazer, cujos materiais variam muito de preço. É possível escolher um equipamento com as mesmas funções, porém com materiais e padrões diferentes, que custe 1/5 do preço de outro.

Criatividade também é fundamental para um projeto de paisagismo mais em conta. As partes acidentadas de terrenos podem ser aproveitadas. Um talude do terreno pode ser transformado em brinquedo, onde as crianças podem se divertir subindo em cordas. Um simples muro de divisa de terreno pode ser transformado em lousa, por exemplo. Construir uma casa na árvore também é uma opção barata e interessante.

Árvores frutíferas são meios interessantes para atrair passarinhos e chamar a atenção das crianças. Então, no lugar das frutíferas já produzindo, mais caras, por que não utilizar mudas pequenas, baratas e que também terão frutas em um determinado espaço de tempo?

A iluminação é também um importante elemento na composição noturna do jardim. Projetores de jardim valorizam os espaços, assim como balizadores de piso em locais estreitos e postes com arandelas em grandes espaços abertos, que determinam o uso noturno destes lugares. 

Com a grande diversidade de equipamentos de iluminação disponíveis no mercado, adequando-se as especificações das luminárias de baixo custo aos locais corretos, podemos atingir um ótimo resultado quanto ao aspecto noturno do jardim.

Moda e tendência no uso da vegetação

Mesclar plantas da moda e tendências em soluções paisagísticas é saída para surpreender no jardim


Embora seja difícil trabalhar com elementos de moda e tendências no paisagismo, essas duas manifestações são importantes de serem consideradas, entendidas e trabalhadas no dia a dia do arquiteto paisagista e daqueles que se interessam pela área.



Foto: Divulgação
Ao emoldurar o móvel de madeira com o caminho de pedras, o paisagista criou um espaço de contemplação no jardim, muito comum nos projetos atuais
A moda tem um tempo de duração menor do que a tendência, ou seja, aquilo que hoje está em alta rapidamente estará em baixa. Ela é uma solução pronta em busca de lugares para ser aplicada. Nas décadas de 20 e 30, a arquitetura modernista trazia jardins que encontravam na escultura dos cactos o formalismo ideal para contrapor com as inovadoras e, na época, muito estranhas, linhas retas.

Na década de 50, o jardim na frente das casas, separado das calçadas apenas por gradis baixos - que construíam uma leve barreira para cachorros vadios -, privilegiava os “arranjos” de dracenas com agaves, cactos, espada-de-São Jorge, pedras e galhos secos, entre caminhos serpenteados, entendidos como românticos na época.

Tais caminhos levavam a um interior de móveis palitos com vasos em forma de cones, onde, em geral, vicejava um esplêndido fícus elástico, de folhas enormes e abundantes, contrastando com aquele ambiente. Por ser uma árvore enorme e de raízes agressivas, essa planta em pouco tempo destruiu vasos e, para ser reaproveitada, foi plantada em passeios públicos e quintais, que hoje são importantes na paisagem urbana de vários bairros paulistanos (embora suas raízes “levantem” o passeio e até alicerces das residências).

Com o passar dos anos, algumas plantas entraram e saíram de moda por influência da televisão e depois das exposições de decoração, como Casa Cor. Entre elas a raphis excelsa, a dracena vermelha, o agave attenuata, o bambu mossô, os rhipsalis, o dasylirium, o pennisetum, a palmeira azul e, ultimamente, as paredes verdes desenvolvidas por Patrick Blanc e redesenhadas em vários sistemas em todo o mundo.

Estas últimas podem passar de um modismo para uma tendência mais perene, uma vez que traz um conceito interessante de revestimento verde. Apesar de manutenção difícil e tendo a opção das trepadeiras, as paredes verdes, em muitos casos, representam uma expressiva composição estética e “verdejam” o ambiente, trazendo a sensação de natureza em espaços verticais, cada vez mais comuns nas grandes cidades urbanizadas.

Tendências

Já as tendências são conceitos e ferramentas que conduzem a determinados usos da vegetação, em função do lugar onde será empregada. Alguns desses conceitos podem ser: o uso de uma planta escultórica no ponto focal de uma cena ou de um caminho; ou posicionamento de uma espécie de forma expressiva contra a luz, para realçar o recorte de sua silhueta.


Foto: Divulgação
 
Exposições e até mesmo programas de televisão influenciam os projetos paisagísticos
Ou ainda uma iluminação especial para provocar uma sombra de desenho marcante numa superfície contínua (sem janela); um conjunto de copas caducas para provocar a refrescante sombra no verão e o calor do sol no inverno; passar entre maciços arbustivos da mesma espécie, realçando a sensação de inserção do transeunte no jardim.

Entre seguir a moda ou acompanhar as tendências, talvez a solução ideal seja mesclar as duas sem deixar de atender o gosto e o sonho dos clientes para encantá-lo e buscar surpreendê-lo, que é um dos objetivos de todos os projetos.
No tempo que estagiei em um escritório aqui em Campina Grande, tive contato com um projeto paisagístico de Benedito Abbud para a área de lazer de um edifício, me encantei pelo paisagismo, tudo é planejado, pensado, e ate projetado no futuro como as árvores irão crescer, o tamanho que a copa irá ter e a altura. Sou apx por paisagismo.


Quer ter um bidê?

Aqui em casa tem!! Eu acho bem cafona, os banheiros são bem estilo anos 80, de azulejo de florzinha , com bidê, vaso e box combinando com a cor do piso e das flores do azulejo.  Eu  ainda faço minha reforma no meu banheiro!!! Casa de ferreiro espeto de pau.

Peça controversa, o bidê volta a aparecer nos banheiros, mas exige cuidados de uso e instalação. Confira.



Foto: Getty Images 

Excluído dos banheiros a partir da década de 70, quando os imóveis começaram a diminuir de tamanho e a discussão sobre sua eficácia para a higiene ficaram em xeque, o bidê está voltando à cena.


Substituído pela ducha higiênica, que vem sendo largamente usada em conjunto com a bacia sanitária, o bidê requer uso individual. Isso porque a saída da água em forma de fonte faz com que o líquido, após atingir a área a ser higienizada, retorne ao ponto de saída. Logo, se outra pessoa for usar essa peça poderá ter suas partes íntimas lavadas com algum resquício da lavagem anterior. Por essa razão, em banheiros de uso coletivo, nem pensar em instalar ou usar o bidê.

Mas com o crescente número de banheiros por pessoa – principalmente em imóveis de alto padrão – a peça retorna aos projetos, muitas vezes associada à ducha higiênica, melhorando a qualidade do uso.

Tê-lo ou não é realmente uma opção pessoal. Mas uma vez que se decida instalá-lo não se pode esquecer das dimensões mínimas, que garantam o uso adequado da peça. Isto é, um espaço em torno de 20 cm de cada lado para o encaixe das pernas. Caso contrário, seu uso poderá ser prejudicado.

 fonte: http://ht.ly/4Yb3D

segunda-feira, junho 27, 2011

Luz solar encanada

Ross Lovegrove é um conceituado designer britânico que conquistou o mundo com suas formas orgânicas, modernas e inovadoras. Inclusive já mostramos uma criação dele aqui.
Em parceria com a Velux, Lovegrove reinventou o túnel solar, deixando-o mais bonito e funcional do que era antes.

O túnel solar funciona da seguinte forma: um tubo flexível revestido internamente com um material reflexivo é colocado no telhado da casa. De lá, ele é direcionado para o cômodo que precisa de iluminação. A “tampa” que fica para o lado de fora é geralmente feita de acrílico com filtro para os raios UV, portanto só a luz solar chega ao ambiente, os raios nocivos ficam do lado de fora.



Dessa maneira você possui um cômodo iluminado durante o dia sem gastar nenhum centavo. Essa é uma solução perfeita para aqueles ambientes que ficaram enclausurados e recebem pouca ou nenhuma luz natural como corredores, banheiros ou escadas.
Talvez seja possível instalar esse sistema em fachadas ou diretamente no chão, para iluminar porões, garagens ou depósitos localizados no subsolo.
Veja como era o acabamento final do túnel solar antes e depois de Ross Lovegrove.

Além de ficar mais bonito e moderno, ele ficou também mais funcional, já que esse pendente serve com um difusor, espalhando melhor a luz pelo ambiente.

quinta-feira, junho 23, 2011

Avião desmontado vira cobertura de casa nos Estados Unidos

747 Wing House conta com partes de um Boeing. Telhado com estrutura curvada favoreceu a vista da residência localizada em uma área montanhos


Quando o arquiteto David Hertz foi contratado para projetar uma residência em uma área montanhosa da cidade de Malibu, Estados Unidos, o objetivo era valorizar a vista do local.

Para atender esse requisito, o arquiteto idealizou uma cobertura com estrutura curvada, e acabou por projetá-la com uma asa de avião como telhado. A residência, batizada de "747 Wing House"

Divulgação: David Hertz Architects
Asas ocupam uma área de 232 m² cada
A cobertura da residência principal foi construída com duas asas de avião que ocupam uma área de 232m² cada. A fuselagem ainda foi aproveitada nos telhados das outras partes da casa, como o quarto de hóspedes, o celeiro, um estúdio e um local para meditação. De acordo com o arquiteto, "comprar o avião inteiro saia mais barato do que comprar partes separadas". O modelo Boeing 747-200 foi adquirido em um dos vários "cemitérios" de aviões existentes nos Estados Unidos e foi transportado para o terreno com a ajuda de um helicóptero.

A parede dos fundos da casa é de concreto, sendo que o restante da fachada foi projetada com vidros, para garantir a vista do local. Colunas metálicas simples sustentam a cobertura. A estrutura é conectada à asa no local onde as turbinas ficavam encaixadas.

De acordo com o arquiteto, não existe nenhuma restrição por parte da prefeitura com relação ao telhado com partes de avião, mas é necessário que a residência seja registrada na Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês), para que outros aviões não confundam a casa com os destroços de uma aeronave que sofreu uma queda, por exemplo. 

O terreno de 55 acres pertencia anteriormente ao designer Tony Duquette, que tinha construído 21 estruturas metálicas do tipo Pagoda, tradicionais da arquitetura oriental, e que foram destruídas por um incêndio. Parte dessas estruturas foi reutilizada nesse projeto.
Divulgação: David Hertz Architects
Tipo de cobertura não obstrui a vista da região
Divulgação: David Hertz Architects
Suíte foi coberta com peças da cauda do avião
Divulgação: David Hertz Architects
Avião inteiro foi comprado para ser utilizado na obra fonte: http://www.piniweb.com.br/construcao/arquitetura/aviao-desmontado-vira-cobertura-de-casa-nos-estados-unidos-220100-1.asp

Quarto edifício mais alto do mundo terá aberturas laterais para reduzir a pressão do vento sobre a estrutura

Projeto do escritório Adrian Smith + Gordon Gill foi desenvolvido de modo que a aerodinâmica do edifício de 606 m permitisse a utilização de menos material para a estrutura



Divulgação: Adrian Smith + Gordon Gill

Divulgação: Adrian Smith + Gordon Gill
O escritório Adrian Smith + Gordon Gill venceu o concurso para o projeto do Wuhan Greenland Center, que deverá ser o quarto edifício mais alto do mundo, com 606 m de altura. As obras devem começar ainda em 2011 na China e a previsão é de que sejam concluídas em cinco anos. Preocupados com a ação do vento contra a estrutura, os arquitetos projetaram aberturas em três alturas diferentes, que serão responsáveis por deixar o ar passar e diminuir a pressão do vento. A ideia é que a aerodinâmica do edifício diminua o montante de material estrutural.
De acordo com os arquitetos, o projeto foi desenvolvido a partir de três conceitos: o formato cônico, cantos arredondados e um topo abobadado, que será responsável por reduzir a resistência do vento e a criação de vórtices sobre o edifício. A torre será construída seguindo a ideia de um tripé, sendo que os cantos serão cobertos com vidro curvo, diferentemente das fachadas, que serão de um vidro com mais textura. O núcleo do edifício será construído com concreto, com o resto da estrutura em metal.


O prédio de 119 andares terá aproximadamente 300 mil m² de área construída, sendo 200 mil m² de escritórios, 50 mil m² de apartamentos, 45 mil m² de quartos de hotel e 5 mil m² de um clube privado, que ficará na cobertura do edifício.

O prédio contará também com sistemas de reuso de água cinza, controle de iluminação durante o dia e um sistema que gera energia a partir do vento capturado por aberturas no edifício.


Divulgação: Adrian Smith + Gordon Gill

Divulgação: Adrian Smith + Gordon Gill

Radier

Nivelamento e posicionamento são as chaves para um trabalho bem-executado

Locação topográfica
Se o posicionamento do radier não for feito corretamente, depois da execução é muito difícil remediar. Assim, uma equipe deve garantir o correto posicionamento com aparelhos como teodolito ou estação total.


Nivelamento do terreno
Deve ser respeitada uma tolerância máxima de variação no nivelamento de 1 cm ou 2 cm no momento da terraplenagem, para evitar consumo excessivo de concreto. É recomendável que um laboratório acompanhe esta etapa, fiscalizando o grau de compactação do solo.
Fotos: Marcelo Scandaroli
Nivelamento do gabarito
Além da necessidade de se respeitar a sequência de montagem do gabarito metálico, que já é a fôrma do radier, seu nivelamento garante a espessura mínima de concreto no pior ponto. Aqui, o controle também é feito por topógrafo.

Tubulação
As tubulações são enterradas com localização pré-definida no gabarito. Para demarcar a abertura das valas, a faixa pode ser feita com cal ou areia de outra

Espaçamento da ferragem
Se a armação for de tela ou de barras retas de aço, deve-se tomar cuidado para a ferragem não encostar no plástico. Isso se faz com espaçadores garantindo o cobrimento mínimo da armadura.
Lona plástica
A lona tem duas funções no radier: evitar que a água faça percolação ascendente, pois ela infiltraria no radier e criaria umidade; e evitar perda da água do concreto ou mesmo sua contaminação com a terra.
Acabamento superficial
Mestras metálicas garantem o nivelamento, e, quando a área de projeção é grande, pode-se posicionar placas metálicas junto aos gabaritos metálicos, como guia para o sarrafeamento. A máquina acabadora de superfície deve ser usada quando começa a pega do concreto, pois depois de endurecido não é possível dar o acabamento, e quando o concreto está mole não se consegue entrar com a máquina no radier.


Apoio técnico: engenheiro Marcelo Nogueira, gerente de qualidade, e Thiago Bittencourt, gerente de desenvolvimento de tecnologia da Rossi

fonte: http://www.piniweb.com.br

quarta-feira, junho 22, 2011

Lounge da Vogue na SPFW apostou no preto

Criado pelo arquiteto José Roberto Moreira do Valle e sua equipe, o lounge se destaca pela utilização da cor preta e de outras tonalidades escuras, suavizadas pelo uso de elementos coloridos e pela iluminação com um toque cenográfico. Assim, o piso de madeira na cor cappuccino recebe um tapete preto, enquanto as paredes são revestidas por tecidos da mesma cor, bem como o grande sofá. Negras também são as cortinas e o painel de vidro que ficam atrás da mesa da redação. A pincelada de cor fica por conta dos acessórios, como a banqueta amarela Bubu, de Philippe Starck.

Da mesma forma em que as cores são utilizadas para equilibrar o preto, José Roberto utilizou algumas peças de mobiliário contemporâneo para fazer um contraponto aos móveis e luminárias com desenho clássico. Dessa forma, um lustre vintage de cristal Baccarat e uma mesa lateral inspirada numa lata de refrigerante compõem um ambiente harmônico. O preciosismo nos detalhes, aliás, é uma característica do projeto, que já causou surpresa em vários visitantes. “Nem parece um espaço que vai ser desmontado dentro de poucos dias”, já observaram alguns.


O ambiente do lounge é dominado pelo preto e outras tonalidades escuras: sobre o piso, da Gasômetro Madeiras, tapete Bellouchi (Foto: Fáustulo Machado


A iluminação tem papel importante no projeto: as luminárias de piso e de mesa são da Simone Figueiredo Luz (Foto: Fáustulo Machado)

 Sapatos coloridos sobre a revista fazem alusão ao universo da moda. Ao fundo, Invasão da Piazza San Marco, de Lucio Carvalho, acervo da Galeria Arte Aplicada (Foto: Fáustulo Machado)

 Clássicos de diferentes épocas: sobre a mesa Saarinen (Vermeil), lustre de cristais Baccarat da Began Antiguidades. Ao fundo, painel em vidro Ebony, da Guardian (Foto: Fáustulo Machado)

 Atmosfera vintage: estofada pelo Estúdio Bergamin com tecidos Tecdec, a poltrona anos 50 forma um belo par com o abajur Simone Figueiredo Luz. A cortina de veludo, também da Tecdec, foi confeccionada pela Uniflex D&D (Foto: Fáustulo Machado)

Obras de arte dão um ar irreverente ao espaço. Em primeiro plano, batedeira Kitchen Aid com intervenção de Lucio Carvalho; no centro da mesa, vaso com antúrios da Benedixt e, ao fundo, tela do acervo da Galeria Arte Aplicada (Foto: Fáustulo Machado)

Composto por tubos de PVC com pintura preta fosca, o painel canelado é o pano de fundo para o logo da revista (Foto: Fáustulo Machado)

fonte: http://casavogue.globo.com/interiores/lounge-da-vogue-na-spfw-aposta-no-preto/#gallery-1

terça-feira, junho 21, 2011

Lelé apresenta mais detalhes dos projetos para o Minha Casa, Minha Vida

Arquiteto desenvolveu tipologias em estrutura metálica com argamassa armada montadas manualmente. Proposta também contempla edificações em encostas

Lelé foi convidado pela presidente Dilma Roussef para rever e apresentar uma solução ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Conhecido pela Rede Sarah de Hospitais e Tribunais de Contas da União, um dos maiores especialistas brasileiro na pré-fabricação apresentou dois projetos, inicialmente detalhados para regiões de favelas de Salvador - a urbanização de Pernambués, com ocupação mista de apartamentos e casas geminadas, e o conjunto habitacional para Cajazeiras.

Mas as soluções podem ser adaptadas a qualquer parte do País.

Divulgação: IBTH
Projeto do arquiteto para a favela de Cajazeiras


"O programa tem de levar em conta as diversas tipologias brasileiras, típicas de cada lugar, inclusive topográficas. No caso de Salvador, a topografia dificulta muito a implantação de um prédio convencional, conforme está sendo feito", explica. Desenvolvida e apresentada em janeiro, a proposta está ainda à espera da superação de entraves burocráticos para ser implementada.

Os prédios propostos são de estrutura mista metálica com argamassa armada. Todas as peças, inclusive as metálicas, são montadas manualmente. "A peça mais pesada, uma laje que vence 2,70 m de vão, pesa 86 kg, o que permite que duas pessoas a montem manualmente", explica Lelé.

A proposta para Pernambués, além das unidades habitacionais, inclui creche, escola, área de lazer. "Habitação não é só o lugar onde você mora, é um conjunto de coisas que fazem você sobreviver, inclusive o trabalho. Em Salvador, onde a economia informal tem um peso forte, é impossível pensar uma proposta como essa sem levar em consideração todos os parâmetros", avalia.

Divulgação: IBTH
Proposta do arquiteto para favela de Pernambués
Lelé pretende realizar o projeto pelo Instituto Brasileiro de Tecnologia do Habitat, sem fins lucrativos, que criou há dois anos em Salvador, cujo objetivo, além da pesquisa, é a realização de obras públicas com a pré-fabricação. Segundo Lelé, um programa de abrangência nacional como este requer industrialização e qualidade, o que só se consegue com tecnologia. E disso, ele entende.

Confira, a seguir, entrevista com o arquiteto e mais imagens dos projetos:

Como foi seu trabalho para o Minha Casa, Minha Vida?

Fiz uma análise do programa para o caso de Salvador, onde a topografia dificulta muito a implantação de um prédio convencional, conforme está sendo feito. A proposta não é tirar as pessoas do local, é refazer, com o apoio de uma fábrica.

De que forma a fábrica trabalharia? As casas têm de ser bem feitas, industrializadas. Montaríamos uma mini-usina em cada local, para atender uma demanda de 300 unidades e uma população de 2 a 2,5 mil pessoas. A mini-fábrica, que pode ser desmontável e transportada para outro local, tem capacidade para fazer 40 apartamentos em 45 dias.

Qual é o sistema construtivo?
 
Um sistema misto de aço com argamassa armada. São construções com até quatro pavimentos, como as que eles constroem hoje, e até com uma pequena oficina no quarto nível, pois essa população vive muito do que produz em casa. A proposta contempla a forma de vida que eles adotam hoje, dando-lhes conforto. O bondinho sobre trilhos, por exemplo, leva os moradores morro acima, evita que eles subam 40 metros feito cabritos.\

As pessoas da comunidade poderiam trabalhar para fazer as suas próprias moradias, ou é necessário mão de obra qualificada?

A gente qualifica a mão de obra num instante. A qualificação é pequena porque, a rigor, trata-se de um jogo de armar que se aprende com rapidez. Lógico que há os instrutores. O que estamos propondo é a racionalização da construção nos mínimos detalhes, nada é improvisado. Um tipo de construção que vai se multiplicando e que pode ser repassada para qualquer pessoa, e para as empresas.

Projeto Cajazeiras


Divulgação: IBTH

Divulgação: IBTH

Divulgação: IBTH
Projeto Pernambués

Divulgação: IBTH

Divulgação: IBTH

Divulgação: IBTH

Divulgação: IBTH

Divulgação: IBTH
Leia reportagem e entrevista completa sobre o projeto na edição 208 (julho de 2011) da revista AU
fonte: http://www.piniweb.com.br//construcao/arquitetura/lele-projeta-duas-propostas-para-o-minha-casa-minha-vida-220098-1.asp?utm_source