quinta-feira, julho 14, 2011

Vegetação ocupará toda fachada de edifício residencial em construção na França



Plantas adaptadas a crescer entre rochas serão o principal elemento da fachada de um edifício residencial em construção na cidade de Nantes, na França.



Criado pelo arquiteto Edouard François, o projeto prevê que a vegetação cresça dentro de tubos de aço inoxidável.



As varandas ocuparão todo o perímetro de cada andar, mas somente uma pequena parte delas será protegida pelos tubos metálicos, a fim de garantir o máximo de crescimento das plantas que proporcionarão sombra e conforto para os moradores.



Chamado “Tour Végétale de Nantes”, o edifício terá um pedestal com centro comercial e estacionamento, um nível intermediário semelhante a um cubo e dedicado a escritórios, e a torre residencial com terraços e volumetria elíptica.



François é conhecido na França por incorporar a vegetação à arquitetura.



Sua obra mais conhecida é um conjunto habitacional em Paris chamado Bio Eden (imagem acima).

fonte: www.edouardfrancois.com

Casa ecológica é feita com sobras, madeira reciclável e garrafas pet

 O projeto é da Universidade Tecnológica do Paraná. No futuro, a ideia é usar energia reaproveitável para abastecer um carro elétricio.

Placas encaixadas, as paredes já vem prontas. É como um brinquedo de montar. A obra é rápida e limpa. Enquanto 10% do material usado numa construção comum de alvenaria vira lixo, em uma obra ecológica a quantidade de resíduos fica perto de zero.

No escritório verde da Universidade Tecnológica do Paraná vai funcionar um centro para apoiar os projetos sustentáveis dos professores e alunos. O próprio escritório é um deles.

O telhado está virado para a região mais ensolarada da cidade, onde vão ficar os painéis de energia solar. As janelas têm vidros duplos, o que diminui o barulho. Elas também aumentam a luminosidade e não é preciso acender a luz durante o dia. Quando as janelas - uma em frente a outra - são abertas, uma corrente de ar refresca o ambiente.

A construção verde não poderia deixar de ter um jardim e ele fica num local inusitado: o telhado. Além da grama, ele também foi feito com a ajuda de materiais reciclados, e a solução foi bem criativa. “A grama fixa dentro dos módulos material reaproveitado de sola de sapato. Vem tudo do Rio Grande do Sul, que tem muita fábrica de sapato. A gente vai fazer com flores, posso fazer canteiro de ervas. Só não posso usar plantas de raízes profundas, são raízes rasas. O ecotelhado diminui de três a cinco graus a temperatura dentro da casa”, explica o professor Eloy Casagrande, coordenador do projeto.

A madeira das paredes é de reflorestamento. Os painéis têm espaço para receber um material feito de lixo reciclado. “No nosso caso, estamos usando manta de pet reciclado, cada metro quadrado dela recicla 30 garrafas. Eu tenho aqui sete mil garrafas, que me garante o conforto térmico. Se eu colocar manta de 5mm de borracha, que é de pneu reciclável, acabo aumentando o isolamento acústico”, diz Eloy.

O reaproveitamento é regra no escritório verde. A escada, por exemplo, é feita de restos de escada. A madeira que seria jogada fora, queimada, acaba virando produto ainda com design, com estética bem agradável.

Quando ficar pronta, a casa vai gerar energia com a luz do sol e a força do vento. A ideia do futuro é usar essa energia para abastecer um carro eletrécio, que a universidade está fazendo em parceria com uma empresa. A bateria é carregada na tomada, como um telefone celular. Uma carha de oito horas dá uma autonomia de 120km.

Outra opção é jogar a sobra de energia na rede elétrica para ajudar a iluminar a cidade e manter a natureza protegida.

Bar Armazém Medeiros

Prateleiras cenográficas revestem o volume lateral do mezanino
Prateleiras cenográficas revestem o volume lateral do mezanino
Armazém renova esquina mineira
Habituada à escala do objeto e ao universo museográfico, a arquiteta e designer Isabela Vecci adotou um viés de restauro cenográfico no projeto deste bar. Tendo à disposição um sobrado da década de 1940, em Belo Horizonte, ela retomou a ambiência e a espacialidade da construção original, de esquina, onde até os anos 1980 funcionou um armazém de nome Medeiros, que serviu de inspiração para a visualidade retrô do empreendimento.
Atuando em programa de natureza efêmera - bares são repaginados com certa frequência -, a arquiteta Isabela Vecci idealizou o projeto do Armazém Medeiros como contraponto à transitoriedade. E não apenas do bar em si, como também do processo de descaracterização do entorno de pequena escala construída.

Descontraído, portanto, o bar Armazém Medeiros ostenta como características principais a tipologia de esquina e o generoso pé-direito interno, ornamentado por prateleiras cenográficas que, feitas com madeira pinus, abrigam alguns dos itens (ainda em produção) comercializados antigamente naquele espaço.

Uma abordagem lúdica, portanto, a de mencionar e relacionar o presente uso da edificação com o programa original que o sobrado abrigava.

A fachada foi restaurada, valorizando-se a tipologia do sobrado de esquina
A fachada foi restaurada, valorizando-se a tipologia do sobrado de esquina
As prateleiras funcionam como contraponto vertical à ambiência escura dos revestimentos e à iluminação pontual
As prateleiras funcionam como contraponto vertical à ambiência escura dos revestimentos e à iluminação pontual.
É grande a densidade de ocupação - 120 assentos apenas no pavimento térreo -, e o projeto priorizou a iluminação reduzida e pontual dos interiores, combinada com mobiliário e revestimentos em tonalidades escuras.

As prateleiras, por exemplo, são equipadas com lâmpadas de baixa potência ligadas em circuito diverso de sua especificação (110 volts em vez de 220), de modo a reduzir-se ainda mais a luminosidade efetiva.

Nesse contexto, a cenografia funciona como contraponto que valoriza a verticalidade do salão principal e, de quebra, organiza visualmente a interferência negativa das vigas e pilares de sustentação do mezanino.

Alguns dos produtos comercializados antigamente pelo armazém compõem as prateleiras do bar
Alguns dos produtos comercializados antigamente pelo armazém compõem as prateleiras do bar
A madeira pinus se destaca nos interiores
A madeira pinus se destaca nos interiores

O volume suspenso, embora não original da construção, foi mantido por Vecci numa das laterais do bar. Seus elementos estruturais, revestidos linearmente pelas prateleiras ornamentais, tornaram-se o elemento articulador dos interiores.

Complementam a ambiência cenográfica e retrô quatro candelabros artesanais, cujas pequenas cúpulas são constituídas por garrafas cortadas de cerveja.

A linguagem retrô foi utilizada pela arquiteta como contraponto à natureza efêmera do programa
A linguagem retrô foi utilizada pela arquiteta como contraponto à natureza efêmera do programa
Croquis das prateleiras cenográficas
Croquis das prateleiras cenográficas

quarta-feira, julho 13, 2011

Edifício mais alto da América Latina é inaugurado no Panamá

Com 284 m de altura, complexo hoteleiro e residencial do empresário Donald Trump custou 400 milhões de dólares.
Divulgação

O empresário americano Donald Trump inaugurou na quarta-feira (06/07/2011) o Trump Ocean Club International Hotel & Tower Panamá, complexo de 70 andares localizado de frente para o Oceano Pacífico, na capital do país. Em formato de vela de barco, o edifício é considerado o mais alto da América Latina, alcançando cerca de 284 m de altura.

DivulgaçãoO projeto, assinado pelo escritório colombiano de arquitetura Arias Serna Saravia, é dividido em três áreas. Na parte mais baixa, de 11 andares, há uma área de 57 m² reservada para lofts com até dois quartos. Já na "vela" do edifício ficarão as residências, que comportam a maior parte do edifício, e as 47 suítes de hotel.

O edifício também conta com 37 elevadores, spa, marina, cassino, lojas, restaurantes, boutiques e uma ilha com praia particular, além de um terraço de mais de 900 m² com uma piscina com vista para o oceano e um centro de convenções de 4.200 m².

O empreendimento é o primeiro do empresário Donald Trump na América Latina. A obra está avaliada em mais de 400 milhões de dólares.
Divulgação


Divulgação


Divulgação
Divulgação

terça-feira, julho 12, 2011

{ Inspiração do dia }


A luz pode não só ressaltar o interior da sua casa mas também a parte de fora. Veja que legal esses spots direcionais, eles realmente realçam a casa mesmo ela tendo poucos elementos decorando a área externa.
fonte: http://www.lojaskdblog.com.br/blog/2011/05/12/decorando-com-as-luzes/

Revista Paladar & Cia - Campina Grande - PB

Queria aproveitar e agradecer o convite que o Jornalista Rosildo Brito me fez para falar sobre o Centro de Gastronomia que foi o tema do meu TCC da  graduação.



Arquitetura e Gastronomia

Nesse contexto a cidade já conta com uma proposta um tanto audaciosa e à altura da grandiosidade que Campina  Grande sustenta a começar pelo seu nome. Consiste no projeto de criação do Centro de Gastronomia de Campina Grande, uma idéia que visa incrementar o segmento na cidade, dado a esta, a cara de um grande pólo gastronômico de toda a região nordeste.  Mais que um espaço arquitetônico pensado especialmente para o segmento, o projeto, de autoria da arquiteta Lorena Andrade Cavalcanti, apresenta a idéia da implantação de um instituto de gastronomia que visa criar e treinar chefes, garçons e barmens, entre outros, além de atrair turistas e a população local para o consumo de mercadorias produzidas no local, fazendo uma ligação importante com o patrimônioc cultural da região.

"A idéia seria criar um espaço específico e amplo com uma proposta diversificada de serviços voltados para o desenvolvimento da gastronomia  na cidade e, mais do que isso, com uma função social agregada a ele, como por exemplo, o funcionameto de uma oficina-escola de gastronomia voltada à população de baixa renda"descreveu Lorena Cavalcanti ao destacar o aspecto da geração de ocupação produtiva  e de renda que acompanharia o Centro de Gastronomia Campinense.

O terreno escolhido para abrigar a estrutura predial da iniciativa localiza-se entre a Rua Vigário Calixto e a Rua Nazinha Goes de Albuquerque, no Bairro do Catolé. "O bairro atualmente é o que possui maior desenvolvimento na cidade, de topografia plana e próximo ao centro. Em termos de acessibilidade, esta nova instituição estaria somente se utilizando da infra-estrutura existente no local", justifica. Em síntese, conforme descreve o projeto - fruto da monografia da autora no curso de Arquitetura - a proposta prevê para a cidade uma edificação para curso profissionalizante, que atue como fonte de inclusão social da população carente das áreas próximas, além de uma fonte de atração de turistas na região e aumento da renda com a venda de produtos fabricados no local.

De acordo com a autora do audacioso projeto arquitetônico, o Centro de gastronomia engloba uma escola técnica de gastronomia, cozinha industrial, restaurante e 12 lojas conforme ilustra a maquete  elaborada pela autora do projeto. Integra-se ao projeto uma grande área com tratamento paisagístico em torno de um lago que proporciona uma maravilhosa paisagem, com a presença de um caramanchão que serve como área de estar e contemplação.

Em termos descritivos, o partido arquitetônico é modernista, utilizando concreto, estrutura metálica e vidro. Possui um raciocínio projetual baseado em volumes geométricos predefinidos com a utilização da arquitetura modular que dá vez a uma forma de concepção potencialmente livre e simples. A volumetria é feita pela combinação de pilares de concreto armado e estruturas espaciais metálicas curvas que produzem um bonito efeito estético e plástico na edificação e na adoção de formas simples e geométricas.

Com o intuito de obedecer ao máximo todos os entraves de programa, foi elaborado uma séries de estudos preliminares que deram base ao projeto, o qual como faz ressaltar a arquiteta, está fundamentado numa necessidade já observada na cidade que é uma maior valkorização da gastronomia como um instrumento de alavancar o desenvolvimento do turístico. "Associar gastronomia, patrimônio e turismo é algo fundamental para o sucesso da atividade, tendo em vista que este patrimônio detém a princípio, o potencial para atrair turistas " explica Lorena Cavalcanti ao destacar  que o centro, cuja proposta é ser uma instituição  de Parceria Público-Privada, tem como objetivo difundir e valorizar a cultura da culinária da Região, pretendendo contribuir para que Campina Grande se torne um dos maiores pólos gastronômicos do Nordeste.

Como se vê, muito mais do que a terra do Maior São João do mundo, a Rainha da Borborema reúne todos os ingredientes para se tornar um grande e importante pólo gastronômico de toda a região.

Construção de bairro sobre o mar na Dinamarca começa neste ano

Para preservar o espaço verde de Copenhague, governo local optou por obras em extensão da região portuária da cidade.



Com a falta de terrenos disponíveis e para preservar as áreas verdes da capital, a Dinamarca deve começar ainda neste ano a construção de um novo bairro sobre o mar na cidade de Copenhague. A área, construída sobre aterros em uma extensão de Nordhavnen, região portuária da cidade, deverá abrigar cerca de 40 mil habitantes e o mesmo número de postos de trabalho. Quando construído em sua totalidade, o local contará com edifícios que juntos somarão 4 milhões de metros quadrados de área útil.



Divulgação

O projeto é resultado de uma competição de ideias concluída em 2009 para a expansão de Nordhavnen. A proposta, desenvolvida pelos escritórios de arquitetura Cobe e Sleth Modernism e os consultores Polyform e Rambøll, visa estabelecer novos padrões para a nova cidade-bairro, com o objetivo de minimizar as emissões de CO2 e o impacto das alterações climáticas de uma forma rentável.

A nova área foi desenvolvida com base em seis temas principais: ilhotas e canais, identidade e história, cidade de cinco minutos, azul e verde da cidade, cidade CO2 amigável e grade inteligente.



Divulgação

Primeiramente, o programa para a área é dividido em uma série de pequenas ilhas separadas por canais e bacias. O objetivo não é só fazer com que as pessoas interajam com a água, como também permitir que o projeto da nova Nordhavnen seja construído em fases. Cada ilhota é uma unidade integral, que serve como um distrito local dentro da nova cidade-bairro. Cada uma dessas áreas possui características e qualidades específicas, mas todas as habitações serão misturadas com instalações comerciais, instituições públicas, comércios de serviços, espaços urbanos, praças, parques, cafés e restaurantes.

Já a identidade e a história são lembradas pela prioridade dada ao transporte público e a bicicleta na cidade. A nova Nordhavnen será posteriormente ligada ao sistema de Metrô e as estradas de Copenhague, além do próprio porto já existente na região.



Divulgação
A cidade de cinco minutos, por sua vez, é um conceito utilizado pelos arquitetos em referência ao tempo que se levará para andar 400 m, mesmo que de transporte público. A ambição é de que pelo menos um terço de todo o tráfego na área seja de ciclistas e pelo menos um terço de transportes públicos - os automóveis devem responder por não mais de um terço.

O projeto ainda prevê a criação de um "laço verde" com os sistemas de transporte público (principalmente metrô elevado) em Nordhavnen. "Até dois terços de todas as pessoas entrando ou saindo do bairro no futuro irão se movimentar ao longo do ciclo verde, o resto vai atravessar Nordhavnen", dizem os autores no projeto. Instalações de educação, esporte, comércio e cultural estarão localizadas próximos ao laço verde para facilitar o acesso dos moradores.



Divulgação
Para se tornar uma cidade CO2 amigável, como desejam os autores do projeto, os edifícios serão todos projetados para baixa demanda de energia em instalações eficientes. Serão aproveitadas as oportunidades locais para a energia geotérmica, solar, eólica, bombas de calor, armazenamento térmico sazonal e biomassa marinha.

Apesar de o início da construção estar prevista ainda para este ano, o projeto da nova cidade de Nordhavnen ainda está em desenvolvimento, de acordo com o interesse das empresas no local. "Em outras palavras, há um quadro, mas não um plano detalhado. O conceito permite que a estrutura urbana seja desenvolvida com base em demandas de mercado dentro de uma zona tampão flexível ao longo de vários anos, sem se desviar dos princípios de desenvolvimento sustentável", explicam os arquitetos.



Divulgação

O desenvolvimento de Nordhavnen é realizado pelo órgão CPH Cidade e Desenvolvimento Portuário, em colaboração com a prefeitura de Copenhague e uma série de consultores. O custo da obra, ainda não estimado, será dividido entre o governo e as empresas que se instalarem na região. A previsão é de que uma primeira parte fique pronta em 2025, mas a conclusão do projeto deve acontecer somente em 2050.



Divulgação
fonte: http://www.piniweb.com.br/construcao/infra-estrutura/construcao-de-bairro-sobre-o-mar-na-dinamarca-comeca-neste-224273-1.asp

segunda-feira, julho 11, 2011

Projeto concluído - Escritório 3d arqui-design




Residência Oliveiros e Verbena
Bairro: Bodocongo - Campina Grande - PB

Projeto 3d Arquidesign - Alex Barros, Lorena Cavalcanti e Laura Braga

Projeto concluído - Escritório 3d arqui-design


Projeto Concluído - Residência no Bairro do Catolé - Sr. Maracajá

Projeto 3d ArquiDesign

domingo, julho 10, 2011

Móveis grafitados

Inspirado pela arte urbana, designer cria móveis com intervenções gráficas. Os desenhos, no entanto, só conseguem ser vistos de alguns ângulos


Divulgação

A arte da rua veio parar dentro de casa. Depois de aparecer em paineis e até nas paredes residenciais, o grafite veio parar nos móveis.

É o caso da coleção Awake your inner vandal - Well behaved graffiti in your home (Algo como, “Desperte o vândalo que há dentro de você – Grafite bem-comportado na sua casa”, em português), desenvolvida pelo designer californiano Ilan Dei

Os desenhos, no entanto, não ficam escancarados logo à primeira vista. É preciso olhar de certos ângulos ou reparar nos detalhes para enxergá-los. 


Divulgação
Divulgação
Divulgação

O móvel inglês mais caro do mundo

Um leilão de móveis realizado em Londres, na Inglaterra, organizado pela Sotheby’s agitou os amantes da decoração. Nomeada de Harrington Commode, esta cômoda se tornou a mais cara mobília inglesa do mundo, sendo arrematada por um valor de 3.793.250 libras, cerca de R$ 10.146.000.

O móvel, inicialmente estimado entre 600.000 e 1.000.000 libras, foi assinado pelo famoso designer inglês Thomas Chippendale, em 1770. A peça superou todos os recordes britânicos de móveis vendidos em leilão.

   Divulgação

   Divulgação



sábado, julho 09, 2011

Evoluídas e charmosas

Para quem mora em lugares frios, uma dica ótima.
Fixas, móveis ou cenários 3D, as lareiras transformaram-se em objetos de decoração e podem ocupar e aquecer qualquer espaço da residência.

Quando o frio aperta, aumenta a vontade de ficar em casa com os amigos. Um bate-papo regado a um vinho de qualidade pode se tornar ainda mais agradável junto ao calor de uma lareira.

Antigamente, tais estruturas eram privilégio de quem morava em casa, pela necessidade da chaminé. Hoje em dia, graças aos novos tipos de abastecimento, mais práticos e econômicos, as lareiras podem ser instaladas em apartamentos e espaços menores. Além disso, com os desenhos cada vez mais elaborados, as peças ganharam também funções estéticas. "Elas são contemplativas e, muitas vezes, viram o ponto focal de uma decoração", diz o arquiteto Filipe Bender. 

No entanto, há quem ainda sinta falta do calor da madeira queimando. Nesse caso, é possível encontrar lareiras feitas de metal ou alvenaria, que podem ser executadas sob medida, prontas para embutir. Um nicho adequado e que se encaixe no perfil arquitetônico da residência fica à escolha do proprietário. Vale lembrar que, nesse sistema, é necessário ter uma chaminé para condução da fumaça. 

A maioria acaba escolhendo os modelos à gás, os elétricos e os ecológicos, que utilizam biofluido à base de etanol. "As lareiras a gás podem ser alimentadas por botijões comuns ou GLP (gás liquefeito de petróleo) encanado", explica Bender. Nesse caso, as peças devem possuir uma válvula para bloquear a passagem do gás. Esse esquema, por ser altamente inflamável, requer um profissional capacitado para fazer a instalação.


Na planta da casa localizada no Morumbi, em São Paulo, já constava a lareira. Porém, com design mais quadrado, convencional. A arquiteta Vivian Calisse, da Capolavoro, desenvolveu um nicho de cimento queimado para dar amplitude e integrar a lareira às grandes dimensões do ambiente. A peça funciona a lenha.





Para transformar a varanda em uma extensão do living e deixar o ambiente agradável tanto em dias quentes como nos dias mais frios, a arquiteta Karina Afonso instalou uma lareira a gás da Construflama. A estrutura foi feita em mármore travertino, o mesmo que reveste o chão da área.


1- Da Planika Fires, a lareira chamada de "Hot Chocolate" é também uma mesa de centro. Ela é feita em madeira veener natural e conta com um recipiente com capacidade para um litro de combustível natural. A lareira funciona ininterruptamente por até três horas e meia. R$ 22.298,20, na Obra Vip.

2- Também da Planika Fires, a lareira "Single" é feita de resina poliéster e fibra de vidro. O acabamento é executado em laca na cor branca ou vermelha. Com 23 cm de altura e 80 cm de diâmetro, a lareira funciona por até quatro horas com um litro de Biofuel. R$ 8.998,20, na Obra Vip.

3- Em formato de L, a lareira da Planika Fires é feita em madeira com vidro duplo temperado. Ela funciona a álcool 99,5% ou 92,8%. O recipiente tem capacidade para dois litros, que mantêm a chama acesa durante até oito horas. O produto não produz fumaça, fuligem nem cinzas, e não precisa de chaminé. R$ 17.998,20, na Obra Vip.

4- Combinando fogo, concreto e vidro, a lareira "Jar" é ideal para quem não tem muito espaço. Da Obra Vip, ela funciona com Biofuel. Um litro do combustível rende até três horas. A peça tem 75 cm de altura e 41 cm de diâmetro. R$ 7.180,74 na Obra Vip.

5- Com formas arredondadas, a lareira "Bubble", da Planika Fires, é feita em resina poliéster, fibra de vidro e poliuretano. A pintura em um tom alaranjado dá uma cara mais moderna à peça. Ela funciona com Biofuel, tem 56 cm de altura e 90 cm de diâmetro. R$ 9.158,20, na Obra Vip.

6- A minilareira "Fire Place", da Waise, é perfeita para quem deseja unir charme e praticidade. Pequena, com 36,5 cm de altura e 24,5 cm de diâmetro, ela cabe em qualquer ambiente. A peça é composta por suporte de inox para armazenar o bioetanol em gel, tampa protetora para inserir a chama, base de alumínio e cuba em vidro temperado transparente. R$ 741,60, na Obra Vip.


Mais do que simplesmente aquecer o ambiente, a lareira da Construflama, desenhada pela designer de interiores Jóia Bergamo, chama atenção de quem passa pelo living. O espaço amplo comportou uma estrutura de mármore exuberante, que se estende até o teto. A lareira funciona a gás, que vem direto da cozinha por meio de uma tubulação embutida.





A arquiteta Mariela Klann Fonteyne projetou a suíte Lua de Mel na Casa Hotel Campinas com base no conceito de hotel-boutique. A lareira da Construflama, que usa o álcool como combustível, foi acomodada entre o quarto e o banheiro. A peça foi executada em uma caixa de aço cheia de areia e rodeada por argila expandida, apoiada sobre uma mesa com pés em inox e tampo em ráfia.






No terraço de inverno criado para a Mostra Artefacto Beach & Country 2009 pela arquiteta Denise Barretto, a lareira, além de aquecer, faz as vezes de escultura. O volume metálico na cor preta foi fixado na laje por braçadeiras e, dentro do ambiente, contrasta com os revestimentos frios e em tonalidades mais claras.





O projeto que a arquiteta Cilene Monteiro Lupi expôs na Mostra Artefacto 2010 privilegiou soluções ecologicamente corretas. Assim, ela optou por uma lareira abastecida com biodiesel. A caixa dupla de inox com queimador interno foi embutida num nicho feito em mármore.

 
ELÉTRICAS
1- Além de aquecer o ambiente, a lareira elétrica da Dimplex purifica o ar. Ela conta com um sistema de filtragem integrado que remove esporos, pólen, poeira e outros agentes alérgicos. Tanto a chama, conseguida graças a um efeito 3D, como o aquecimento, são regulados por controle remoto. Preço sob consulta.

2- Com a aparência de uma lareira tradicional, o modelo DF23, da Dimplex, conta com o efeito 3D de chama patenteado pela empresa. Funciona por controle remoto e pode ser instalado em qualquer ambiente, basta apenas um disjuntor e tomada corretamente dimensionada e exclusiva para o equipamento. Preço sob consulta.



3- Na vertical, a lareira elétrica da Dimplex, além de economizar energia e não poluir o ambiente com a emissão de gases, garante a segurança do usuário com o resfriamento do vidro frontal. O aquecimento e a purificação do ar, assim como a intensidade da chama em 3D, são regulados por controle remoto.

4- Quem fica inseguro com o fogo, pode optar por uma peça que aquece com uma chama de "mentirinha". Da K3 Imports, a Lareira elétrica aquece um ambiente de 25 m² em 20 minutos, sem a necessidade de qualquer combustível. O efeito visual fica por conta de uma tela de LCD. Pode ser comprada também com um aparador.



 

Diferente, a Lareira Elétrica Opti-Myst, da Entreposto, reproduz perfeitamente a chama de uma lareira convencional, efeito obtido com vapor d'água iluminado por lâmpadas xênon. As toras são pintadas a mão e iluminadas internamente com lâmpadas LED que variam de intensidade, dando a sensação de brasa queimando. Regulada por controle remoto, aquece o ambiente sem ressecar o ar.




Unindo conforto à ideia de sustentabilidade, a lareira da Líder Interiores é feita em padrão demolição. Os acabamentos e encaixes em linhas retas proporcionam a instalação rápida em qualquer tipo de parede. As medidas são: 100 cm de altura, 100 cm de largura e 33 cm de profundidade. Custa a partir de R$ 4.680,00.
Os modelos ecológicos, alimentados por biofluido, liberam uma quantidade mínima de CO2, não produzindo fumaça ou cheiro. 

Por não precisarem de tomadas, dutos nem chaminés, essas lareiras são encontradas em diversas formas e materiais. "Nos quesitos instalação e custo-benefício, a lareira ecológica ganha das lareiras tradicionais e pode ser instalada em qualquer ambiente dentro de casa", afirma a arquiteta Cilene Monteiro Lupi. Para ela, outra grande vantagem é otimizar a manutenção e a limpeza. 


Os avanços tecnológicos permitiram um outro tipo de lareira, as elétricas. Elas são como aquecedores de ar e algumas contam até com sistemas de purificação. A diferença em relação aos equipamentos tradicionais usados para aquecer o ambiente é que a aparência lembra a de uma lareira tradicional, a lenha. 

Telas de LCD exibem chamas em efeito 3D que podem ser controladas remotamente. Algumas podem, inclusive, ser instaladas em nichos que imitam dutos de chaminés.

Para a arquiteta Mariela Klann, existem duas principais diferenças entre as lareiras de hoje em dia e as movidas a lenha.

"A primeira é a grande variedade de opções de combustíveis contra a única opção da madeira, e a outra é que as lareiras de antigamente eram feitas sob medida para cada local, o que exigia mão de obra especializada e projeto detalhado", afirma. 

Com tantas alternativas no mercado, só passa frio quem quer. Escolha o modelo mais adequado para a sua casa ou apartamento e enfrente o inverno com muito charme.

fonte: http://revistacasaeconstrucao.uol.com.br/ESCC/Edicoes/71/artigo224098-6.asp