sábado, outubro 15, 2011

Deixe seu velho apartamento com aspecto de novo

Não é necessário comprar outro apartamento para ter um ambiente com cara de novo. Algumas mudanças aqui e outras ali fazem toda a diferença em um imóvel de construção antiga. Aliás, os mais velhinhos podem ser uma boa opção para quem quer mais espaço – geralmente, os empreendimentos mais recentes são menores e com estrutura mais compacta. 

Antes de pensar em móveis e decoração, devemos revisar a parte de infraestrutura, como elétrica e hidráulica. Também recomendo rever a iluminação, substituindo por um projeto mais adequado, que deixe o local agradável, comenta a arquiteta Priscila Baliu, da Franchini & Baliu Arquitetura e Design.


Quem tiver verba para investir, pode optar também pela troca de revestimentos de paredes e de pisos de cozinha, banheiros e área de serviço. Além de mudar, você vai valorizar o imóvel com a pequena reforma. Uma interferência menor é a substituição das louças e metais. Já os azulejos antigos podem ser pintados com tintas apropriadas. Não é o ideal, mas renovam a aparência, explica Priscila Baliu.

Caro X Barato

Uma mudança radical, para quem pode investir mais, começa na contratação de um profissional qualificado para desenvolver o projeto e acompanhar a obra, além de indicar tendências e trabalhar os espaços de uma forma mais funcional para cada caso. Derrubar paredes e integrar ambientes é um recurso com ótimos resultados, sugere Sueli Adorni.

Uma boa pintura também é imprescindível para dar cara nova ao apê, sendo mais indicada a opção por cores claras e neutras, que favorecem a iluminação natural e, em geral, não cansam. Pode-se ainda trocar o antigo rodapé da sala por um novo, de MDF na cor branca e com altura maior que o habitual, cujo efeito é moderno.

Já o teto, se for rebaixado com gesso, pode proporcionar boa dose de modernidade, além de embutir novos pontos de luz em locais estratégicos e funcionar como cortineiro, ocultando os trilhos das cortinas.

Quem não tem muita verba para uma reforma, por sua vez, pode caprichar mais na decoração, alterando os móveis de lugar e revestindo paredes com papel ou tecido. Pequenos detalhes ajudam a transformar. Um truque para o living, por exemplo, é trocar o revestimento dos sofás e mudar as cores das almofadas e das cortinas. O resultado pode ser surpreendente, diz Sueli Adorni.
Se o tapeceiro cobrar caro, lance mão de capas de sofá para ter uma aparência renovada. Tapetes também são boas soluções, pois ajudam a disfarçar pisos desgastados. O importante é não usar nada com cara de velho, alerta Priscila Baliu.

A restauração de um bufê ou um armário também pode trazer jovialidade. Um móvel antigo pintado ou laqueado com uma cor vibrante consegue até mesmo revigorar um ambiente. Por fim, o que dá bastante resultado é abusar dos itens de decoração contemporâneos, como aqueles espelhados ou com vidros, que dão um charme especial ao espaço, conclui Sueli Adorni.

Rústico-atual, um estilo de vantagens

Contemporânea por fora, acolhedora por dentro. O projeto tira partido de materiais brutos e "pegada" moderna, sem exageros.


A natureza pautou a construção dessa casa em Brasília (DF) do começo ao fim. Encantado pela quantidade de árvores do terreno, o proprietário – que é biólogo – aceitou que a residência fosse disposta diagonalmente no lote para não interferir na vegetação. “Além disso, usamos materiais rústicos, como cimento queimado, vidro e piso de tijolo maciço”, relata Paula Farage, arquiteta do escritório Quinta Arquitetura, Design e Paisagismo.

Tijolos ecológicos
A terra do terreno foi aproveitada na fabricação dos tijolos usados na alvenaria. “Alugamos a máquina, que funciona como uma prensa, com uma empresa especializada. Os tijolos precisaram de apenas um mês para ficarem prontos, enquanto isso, a fundação da casa era executada”, revela a arquiteta. A medida barateou a obra: cada unidade custou R$ 0,20, contra R$ 0,75 do tijolo aparente cozido, cotado pelo proprietário na ocasião.






Deixe toda a luz entrar
As paredes de vidro garantem uma sala bem servida de iluminação natural e ainda possibilitam aos moradores a contemplação da beleza do entorno. “São de vidro temperado por razões de custo e emolduradas por madeira”, explica a arquiteta Veridiana Goulart, que também assina o projeto. As molduras que contornam as paredes aparecem também de rodapés e tabeiras junto ao piso de cimento queimado.




Sala de vidro
Os chamados panos de vidro precisaram ser bem planejados para não receber incidência direta do sol, o que transformaria a sala em uma estufa. “É preciso tomar cuidado também com as emendas, para criar uma vedação perfeita. Esquadrias de vidro exigem mais atenção que as de quadros metálicos”, alerta Veridiana. Outro detalhe é que vidro temperado precisa ser dimensionado com precisão no projeto, pois não pode ser recortado após passar por tratamento térmico. Mais uma observação: é preciso ter espaço no lado de fora da casa para realizar a faxina periódica.






O forro recebeu réguas de cedrinho sem um pingo de verniz (com custo de R$ 30 o m²). Mas, para deixar a madeira resistente, aplicou-se um fungicida. As vigas ficam em evidência e os pendentes dão charme à composição

Acabamentos baratos e ainda despojados
O estilo rústico-contemporâneo, como o desta morada, pode valer a pena: o conceito dispensa acabamentos caros e valoriza a simplicidade. “Na cozinha, por exemplo, a referência era os pisos dos botecos antigos do Rio de Janeiro. Então, usamos cerâmica branca (20 x 20 cm) com pastilhas pretas (5 x 5 cm) na diagonal”, conta Paula. Para manter a funcionalidade, as paredes do banheiro foram pintadas com tinta esmalte na cor roxa. O resultado é mais resistência à umidade e aos pingos de água que escapam da pia. Os proprietários só não economizaram recursos na escolha da bancada, que é em mármore branco.











Plus: mezanino
Reservado dos ambientes sociais, o mezanino desfruta a mesma boa iluminação e ventilação de todo o lar. O cômodo possui ainda comunicação direta com a área térrea da casa, permitindo mais interação entre a família. Seu único diferencial ficou por conta do piso: para se tornar mais quente e aconchegante, o escritório recebeu parquet, que é formado pela junção de pequenas peças de madeira maciça. A parede branca foi a única que do estar que recebeu reboco e tinta.













fonte: http://construirmaispormenos.uol.com.br/ESCM/economia-obra/11/artigo236142-3.asp

sexta-feira, outubro 14, 2011

Retrofit

O Retrofit é a prática arquitetônica que se insere na agenda do desenvolvimento sustentável. O processo envolve mudar o interior para adequá-lo ao projeto, sem mexer na estrutura externa.