quinta-feira, outubro 17, 2013

Garagem dentro do apartamento!?



Goiânia está prestes a receber um dos edifícios mais luxuosos do país. Nomeado de Victorian Living Desire, o edifício terá elevadores para carros, que terão uma vaga dentro de cada um dos apartamentos.

O nome ‘Victorian’ é relacionado ao período de prosperidade que a Inglaterra viveu no século XIX durante o reinado da Rainha Vitória. A época foi marcada por grande crescimento econômico e uma elevação significativa no estilo de vida do europeu. Durante esse período as pedras começaram a faltar, e procurando manter a resistência e a beleza do revestimento dos edifícios, os arquitetos da época recorreram ao uso do mineral, que será o revestimento do luxuoso edifício, que estará na área do Marista, bairro nobre de Goiânia.


O terreno que abrigará esse imenso empreendimento é de nada mais que 1.148.650 m², sendo que 18.206,11 desses serão de área construída. As especificações de cada apartamento são impressionantes. 5 vagas de garagem, sendo 4 no térreo e uma dentro de cada apartamento, 37 pavimentos com 31 para moradia, sendo um apartamento por cada andar e 4 quartos com suíte cada. Todos os cômodos já vêm com ar condicionado. O piso com o qual o chão será revestido tem 1m² nas áreas sociais e íntimas, o que eleva ainda mais o padrão de luxo, somadas às bancadas de mármore e quartzo branco no banheiro e na cozinha. Todos os apartamentos tem sol da manhã e tem acesso às áreas comuns, que tem churrasqueira, piscina, salão de jogos, salão de festas/brinquedoteca e um tratamento acústico bem trabalhado para que os habitantes tenham o máximo de conforto possível.

O sistema de elevadores é chamado de SkyDrive, e tem capacidade de transportar até 2,5 toneladas a uma velocidade de 1,5 m/s. O elevador é único, portanto os carros devem ser retirados assim que chegarem ao seus andares, com alarme avisando à portaria em casos contrários. O ambiente no qual o carro ficará é composto por revestimento emborrachado na altura do para choque e tem aberturas nas laterais e no teto, com um exaustor que tem o intuito de evitar problemas com o gás liberado pela descarga do veículo. Há ainda faixas reflexivas que indicam a posição das rodas ao entrar.





Estilo japonês no loft de concreto


Estética oriental reina em imóvel ateniense



Num edifício antigo de estilo industrial, com paredes e muitas vigas de concreto aparente, nasceu um espaçoso loft definido por uma estética de traços marcadamente japoneses. O inusitado é que o imóvel fica em Atenas, na Grécia, a milhares de quilômetros de distância do Japão. Mas estão ali a madeira, presente no piso e em muitos móveis, os painéis translúcidos e o minimalismo clean oriental, além de peças assinadas por Patricia Urquiola que garantem a vocação para o design do apartamento.

Projetado recentemente pelo escritório de arquitetura Estúdio Ese, o loft serve não só de morada, mas também de local de trabalho. O escritório conta até com uma entrada separada tanto do elevador quanto das escadas e é todo envolto por vidros jateados que formam uma caixa de aço. Outro espaço com dupla função é a cozinha, já que ela conta com uma grande mesa que serve para o jantar à noite, mas que se transforma em sala de reuniões durante o dia. Para manter a privacidade dos moradores, o quarto é isolado por meio de pilares de concreto que o separam dos demais ambientes.

Um cômodo para lá de charmoso é a varanda coberta, que conta com uma piscina rasa de estilo japonês, painéis deslizantes, plantas e duas cadeiras da designer espanhola que reforçam o charme do espaço. Uma porta de vidro (ao lado) leva a um charmoso banheiro, com banheira, sanitário e pia vertical em preto, em harmonia com o piso de ladrilho hidráulico preto e branco e com as paredes em tons de cinza.

































Fonte: Casa Vogue

segunda-feira, outubro 14, 2013

Luminárias especiais dão forma ao conceito de pureza nobre

Destacam-se no andar superior as luminárias especiais, feitas com tela de cobre
Destacam-se no andar superior as luminárias especiais, feitas com tela de cobre
A dupla Maneco Quinderé e Miguel Pinto Guimarães, respectivamente iluminador e arquiteto, compartilhou a ideia de criar uma visualidade tão simples quanto possível em meio à identidade sofisticada do restaurante Oro, inaugurado recentemente no Rio de Janeiro. Eles conceberam um contraponto ao rebuscamento da culinária do chef Felipe Bronze, que costuma trabalhar com inusitadas misturas de ingredientes.
O conceito de pureza nobre inspirou formalmente a escolha de materiais naturais com matriz cromática semelhante - o marrom do ladrilho e da madeira - e, no que diz respeito à luminotécnica, a explicitação das lâmpadas e do cobre como unidades elementares do projeto.

No pavimento térreo há o pendente feito com folha de cobre e lâmpada incandescente de 300 watts, revestida desde a base até a porção do corpo que acondiciona o filamento elétrico. O cobre alude à liga metálica que dá nome ao restaurante e, ao mesmo tempo, define a aparência artesanal da peça criada pelo iluminador carioca.
Materiais naturais e homogeneidade cromática são enfatizados pela simplicidade de recursos da luminotécnica
Materiais naturais e homogeneidade cromática são enfatizados pela simplicidade de recursos da luminotécnica
A luminosidade difusa e rebaixada dos pendentes especiais é complementada pela luz indireta geral, proveniente das paredes e forros
Luminosidade difusa e rebaixada dos pendentes especiais
é complementada pela luz indireta geral, proveniente das
paredes e forros.
Com ela, a ambiência tende intencionalmente à baixa luminosidade, para o que colaboram a dimerização e o artifício de ligar lâmpadas de 220 volts em circuito de 110 volts. Trata-se do efeito luz de velas preconizado pelo projeto e pontuado com certa liberdade sobre as mesas de madeira.

Originário do teatro, Quinderé acredita que os restaurantes e as residências oferecem ao lighting designer maior liberdade técnica e formal, o que de certa forma explica a identidade artesanal, customizada, de seus projetos na área - característica que ele atribui à carência de indústrias de elevada tecnologia no Brasil e que recebeu elogios do veterano iluminador Peter Gasper em entrevista concedida a PROJETO DESIGN (edição 351, maio de 2009).

Portanto, faz parte de seu cotidiano a investigação contínua de materiais como a delicada tela de cobre originalmente utilizada na área médica e empregada nas luminárias circulares do segundo andar do restaurante.

Elas são como as peneiras que se usam na garimpagem do ouro - outra referência simbólica do projeto - e servem de suporte à disposição orgânica de lâmpadas incandescentes, do tipo vela, sobre a densa malha metálica.

As peças especiais que dão identidade ao projeto têm como retaguarda a iluminação geral indireta proveniente de paredes e tetos (sancas invertidas que utilizam fluorescentes tubulares) e a visualidade pop das vitrines da cozinha e do bar.

Na primeira, a aparência colorida da luz decorre da aplicação sobre o vidro transparente da gelatina em tonalidade rosa, acessório habitualmente utilizado na luminotécnica teatral; na segunda, a luz amarela homogênea tem origem no requadramento do balcão envidraçado com fita de led.

A sofisticação com elementos singelos foi o mote dos projetos arquitetônico e luminotécnico
A sofisticação com elementos singelos
foi o mote dos projetos arquitetônico
e luminotécnico
A iluminação colorida do balcão do bar, feita com led, resulta na aparência pop
A iluminação colorida do balcão do bar, feita com led, resulta na aparência pop
As texturas dos interiores foram referência para o aspecto artesanal das luminárias especiais de cobre
As texturas dos interiores foram referência para o aspecto artesanal das luminárias especiais de cobre
A gelatina aplicada sobre a vitrine da cozinha filtra a luz fluorescente e funcional com interessante efeito colorido, que contrasta com a relativa sobriedade dos interiores
A gelatina aplicada sobre a vitrine da cozinha filtra a luz fluorescente e funcional com interessante efeito colorido, que contrasta com a relativa sobriedade dos interiores
No térreo destacam-se os pendentes personalizados, feitos com chapas de cobre que envolvem lâmpadas incandescentes de 300 watts
No térreo destacam-se os pendentes personalizados, feitos com chapas de cobre que envolvem lâmpadas incandescentes de 300 watts

sábado, outubro 12, 2013

A luminária que gruda na parede


Peça prática de Chris Kabel é um hit da Droog



Por mais que se pense e se preveja, na hora de fazer o projeto, em quais pontos da casa devem ser iluminados, é só quando se vive lá dentro que um morador se dá conta de tudo o que o lar precisa em matéria de luz. Foi com essa questão em mente que o designer Chris Kabel criou a Sticky Lamp, um dos produtos de sucesso da Droog.

Como diz o nome, a invenção literalmente cola onde quer que seja, sem a necessidade de furar nenhuma superfície para fixá-la. A ideia surgiu quando Kabel foi à casa de um amigo que havia colado lâmpadas na parede com fita adesiva. O designer então aperfeiçoou o conceito.

Para conseguir o efeito pegajoso desejado, foi necessário criar uma espécie de membrana, feita de plástico especial, que tem o espaço exato para encaixar a lâmpada. O material é o mesmo usado em embalagens de alimentos e resiste a queimaduras.

A Sticky Lamp existe desde 2002 e virou um marco na carreira de Chris Kabel por seu design e técnica de fixação inovadores. “A lâmpada é popular por que é diferente das outras, é difícil encontrar alguma que funcione assim”, explica Kabel. No Brasil, ela está disponível para compra na Carbono.




terça-feira, outubro 08, 2013

Apartamento reinterpreta os anos 1970 com vigor


Um dúplex cítrico e pop em Miami



Ousado, naturalmente. Mas o decorador nova-iorquino Anthony Baratta também queria que seu apartamento fosse um estado de espírito, um reflexo perfeito do lugar privilegiado onde se encontra. Pensemos na Flórida: vêm à mente sol e laranjas, certo? Pois assim é seu dúplex, suspenso de frente para o azul-turquesa da baía de Biscayne, onde ele se refugia no inverno – porque, afinal de contas, Miami fica a apenas cinco horas de Manhattan, onde mora durante o resto do ano.

“Queria dar a este apartamento tons diferentes dos de qualquer outra casa que eu já havia tido antes”, afirma Baratta, mago das cores e da geometria deslumbrante, de Nova York a Los Angeles. “Também não queria que entrasse nada preto, nem nas molduras das janelas, nem mesmo na tela do televisor.”

O edifício foi construído em 1982, e, embora a princípio ele tenha pensado em mudar-se para o lugar deixando-o como estava, seu sócio, Bill Diamond, o dissuadiu. “Ele me disse que eu não poderia conviver com a cor verde das paredes, e com banheiros e pisos que não tinham nada a ver comigo”, conta. A distribuição era perfeita: 100 m² divididos em uma planta diáfana com cozinha, sala de jantar, sala de estar e banheiro; e, no andar de baixo, a suíte com closet, ambos os pavimentos coroados por terraços.



A primeira coisa a ser feita foi determinar uma paleta de cores revigorantes, frescas, como o suco recém-extraído de uma laranja com toda a sua polpa. Ele encontrou em um leilão on-line a icônica escrivaninha Boomerang (1969), de Maurice Calka, de fibra de vidro amarela, e comprou-a no mesmo instante. “Eu não tinha a intenção de dar um estilo dos anos 1970 ao dúplex. Na verdade, eu buscava uma atmosfera mais moderna do que retrô, mas ela veio sozinha”, diz Baratta.

O laranja-labareda da parede do living é resultado de um papel vinílico pintado que traz o aspecto brilhante característico daquela época. Esse clima nostálgico é enfatizado por um sofá também laranja e tecidos criados pelo próprio decorador, inspirados nas pílulas do artista plástico Damien Hirst. Na parede oposta, ele acrescentou um mural com resplandecentes raios de sol emprestados dos estampados de Alexander Girard e dispôs uma mesa de aço e vidro do fimdos anos 1950.

No andar de baixo, o dormitório e os banheiros também não escaparam da tormenta cítrica. E o resultado não é um pastiche, mas um suco vitamínico, energizante. É preciso dizer que ele teve dúvidas durante o projeto e cometeu alguns erros que não se importa em reconhecer: “Um deles é o piso de vidro branco-gelo que eu trouxe da China. Sou tão maníaco pelos acabamentos que sou obrigado a ter cera e um pano sempre à mão”.

















Fonte: Casa Vogue

sábado, outubro 05, 2013

Loft se debruça sobre Baía de Todos os Santos


Não é apenas mais uma vista incrível




Quando um apartamento goza de um generoso panorama da maior baía do Brasil, criar qualquer interferência à admiração de tal beleza natural tem a gravidade de um pecado. 

No caso deste loft debruçado sobre a Baía de Todos os Santos, em Salvador, os arquitetos Márcia e Regi Amaral souberam reverenciar a exuberância da paisagem, sem, porém, abrir mão de projetar um lar moderno, charmoso e confortável.

Os profissionais começaram por despir o espaço de 100 m² de paredes, vigas e quaisquer outros elementos que obstruíssem a vista. Terminaram com um apartamento em que, excetuando-se os banheiros, tudo cabe em um só ambiente. Superfícies espelhadas aumentam visualmente o espaço e fazem com que a deslumbrante vista invada com ainda mais força o loft. Mas já que (só) beleza não põe a mesa, o projeto conta com uma prática artimanha para momentos em que se quer privacidade: portas de correr que, quando abertas, desaparecem dentro das paredes. Se necessário, elas podem separar os ambientes.



A paleta que forma a base da decoração do apartamento consiste de cinza, preto e branco. Mas em momento algum a composição corre o risco de cair no monótono, graças a diversas injeções de tons alegres e marcantes em peças do décor e em obras de arte. Um ótimo exemplo está nas duas mesas laterais adjacentes ao sofá, coloridas respectivamente em tons chamativos de amarelo e turquesa. Frescor e jovialidade a toda prova.

Há diversos indicadores de que, se o dono deste lar é jovem e descontraído, isso não o impede de apreciar uma boa dose de elegância. No banheiro e no lavabo, diferentes tipos de mármore emprestam sofisticação aos ambientes. Enquanto isso, na varanda gourmet, uma das paredes foi revestida com um mosaico de mármore piguês, o que resultou em um lookoriginal e elegante. Aos móveis tampouco falta personalidade. A varanda conta com duas poltronas Linna, design de Jader Almeida, e bancos Crocco, de Heloisa Crocco. No quarto, há uma estante criada a partir de cinco módulos que podem ser posicionados de forma diferente. Natureza e comodidade unem-se assim, segundo Márcia Amaral. Ainda bem.



































Fonte: Casa Vogue