quarta-feira, abril 28, 2010

A moda e a arquitetura caminham juntas

A moda e a arquitetura caminham juntas


Obra de Frank GehryObra de Frank Gehry
Assim como a casa, a roupa tem uma constituição de habitáculo, de lar onde o corpo se abriga. E essa é uma ideia discutida pelo engenheiro de estruturas Yopanan Rebello. “A roupa pode ser vista, em primeira instância, como o abrigo imediato, mais próximo da pele humana do que qualquer outro elemento que a arquitetura possa conceber. Uma espécie de arquitetura primeira, abrigo que se descola da pele do homem e se projeta ampliando sua ocupação", diz ele  em texto para a "revista AU" (Arquitetura e Urbanismo).
A moda e a arquitetura têm o mesmo papel de expressar o espírito ou as vontades de uma determinada época, só que em matérias e formas diferentes.
Vestido de Glória CoelhoVestido de Glória Coelho
Assim como os projetos de edificação, as estruturas das peças de roupa são calculadas e passam por um trabalho de construção frente a um determinado material que pode resultar em um desenho desejável e possível.

No Brasil, a moda tem se alimentado da arquitetura não apenas nas estruturas e modelagens. Nas passarelas do inverno 2010, apareceram coleções como a da Maria Bonita, que se inspirou no trabalho da modernista Lina Bo Bardi, e da estilista Glória Coelho, que mostrou a continuação da sua coleção de verão inspirada no  futurista norte-americano Frank Gehry.

As silhuetas são muito próximas das obras criadas pelos arquitetos, assim como as linhas, texturas e combinações de cores que remetem ao conceito de cada um. Tanto Glória quanto Danielle Jensen, estilista de Maria Bonita, acertaram nas propostas de material para a realização das peças, apresentando roupas criativas e bem elaboradas. 


Obra de Lina Bo BardiObra de Lina Bo Bardi
O interessante é que a harmonização estética do ambiente com a roupa cria uma linguagem consistente, um estilo dos tempos de hoje. E isso pode ser visto não só no trabalho dos estilistas que se espelharam em arquitetos, como em coleções que têm uma cara contemporânea como a da Osklen, que leva um design minimalista e arquitetônico na sua concepção.   Novidade do passado
No começo do século XX, na Belle Epóque, a arquitetura se deixou influenciar pela Art Noveau. As construções da época eram sempre marcadas por muitas formas orgânicas, linhas curvilíneas e motivos meio naturais. A moda seguiu o mesmo caminho
. “O corpo feminino tornou-se um verdadeiro repositório de linhas curvas, onde a cintura nunca tinha sido tão afunilada como nesse momento”, escreveu o historiador de moda João Braga no seu livro “História da Moda”.

Nos anos 20, as linhas sinuosas da Art Noveau foram substituídas pela geometria da Art Déco, que também ecoou tanto na arquitetura, como na moda, com os vestidos retos, sem marcar o corpo, com as cinturas baixas e motivos geométricos.

segunda-feira, abril 26, 2010

Coifas e Depuradores - Cozinha

 Com a moda das cozinhas integradas à sala de jantar e estar é preciso pensar em soluções para evitar que a fumaça e a gordura se espalhem pela casa. Para viabilizar a nova tendência, os depuradores mudaram de cara e se transformaram em, além de peças essenciais, objetos de decoração de primeira qualidade.

 
Foi-se o tempo em que cozinha era só pra preparar os alimentos para serem servidos na sala de jantar. Ela é uma das partes mais charmosas e aconchegantes de uma casa e já virou protagonista em muitas residências e projetos de arquitetura. Por causa disso, não dá mais para se ter uma cozinha com cheiro de fritura, não é?

 E, para evitar que isso aconteça, conte com a coifa. Ela serve exatamente para não deixar que a fumaça e o cheiro se espalhem no ambiente.

 Mas, e o depurador, para que serve? Bem, tanto a coifa quanto o depurador servem para renovar o ar. O que difere um do outro é o que vai acontecer com este ar dentro do aparelho.

 Na coifa, o ar sugado é filtrado e expelido da cozinha por meio de dutos, que podem ter saída pelo teto, pelas laterais, pelo forro ou pela parede. No depurador, o ar é filtrado e jogado mais uma vez para o ambiente.

 Os depuradores são mais populares e mais antigos do que a coifa, é como se fossem exaustores. Há dois tipos de aparelhos disponíveis para venda, o comum e o eletrostático. Os depuradores são a melhor solução para ambientes em que não é possível instalar os dutos das coifas.

 A instalação de ambos é bem parecida e quase não interferem na estrutura da cozinha, desde que bem feitas.

O processo de instalação de uma coifa ocorre da seguinte maneira: faz-se um furo de, no máximo, 13 centímetros de diâmetro, por onde passará o duto que expelirá a gordura e o mau cheiro. Depois disso, basta pregá-la na parede.

 Claro que, dependendo do espaço, o processo de instalação pode variar. Por isso, o recomendável é que você sempre siga as instruções do fabricante e procure profissionais que entendam do processo e sejam, de preferência, autorizados pela marca responsável pelo aparelho que você comprou.

 Principalmente porque este tipo de aparelhagem, apesar de estar se tornando cada vez mais comum, ainda envolve um custo relativamente alto de investimento, e ninguém quer desperdiçar dinheiro, certo?
 
Confira algumas empresas especializadas em coifas de cozinha








domingo, abril 25, 2010

Portas escondidas

Elas ficam embutidas na parede, reforçando a integração de ambientes e economizando espaços

Com a necessidade cada vez maior de ganhar espaço nos projetos, as portas de correr já têm posto garantido como um eficiente "truque" da arquitetura. Agora, a versão embutida na parede recebe mais atenção. Ela funciona como uma verdadeira cortina, revelando ou isolando ambientes.

Além disso, ajuda a economizar espaço, proporcionando mais leveza e sensação de amplitude ao ambiente, já que fica totalmente oculta quando aberta.

MATERIAIS
O mais tradicional é a madeira ou o MDF, mas o vidro também pode ser utilizado. Cada folha de madeira precisa ter no mínimo 4 cm de espessura para não envergar. Já o vidro precisa ter mais de 10 mm e ser temperado para garantir a segurança dos moradores. O único problema da porta com vidro é que ela não pode ser grande para não ficar muito pesada.

TAMANHOS 

As portas de embutir não têm um tamanho máximo. Tudo vai depender do projeto e do espaço dentro da parede para esconder a folha. Já o vão mínimo fica entre 60 e 70 cm, padrão para a passagem.
Independentemente do tamanho, a atenção precisa ser voltada para as ferragens. É preciso ter os materiais adequados para sustentar o peso da porta e fazer com que ela deslize facilmente. 

INSTALAÇÃO 

As portas de correr embutidas são fixadas em trilhos e roldanas, que podem ser escondidos ou aparentes. Para modelos com mais de 3 m de altura e acima de 80 kg, melhor usar uma estrutura em aço ou alumínio no miolo da madeira para ajudar na sustentação.


 A instalação pode ser feita tanto em parede de alvenaria quanto de drywall. No caso de uma reforma para a instalação desse modelo de porta, é preciso verificar se a parede pode ser perfurada e se não há elementos estruturais e tubulações pelo caminho.

 

Quando as portas estão abertas, a sala de televisão e a de estar ficam completamente integradas. Neste projeto, quando é preciso privacidade, portas de correr saem de dentro da alvenaria e isolam o ambiente. As três folhas de MDF com acabamento em laca branca têm 1,20 m cada, e se sobrepõem entrando diretamente na parede. As portas correm em um trilho com roldanas que fica escondido no trabalho feito no teto do ambiente.



A porta de correr que une madeira laqueada branca e vidro serigrafado. Com duas folhas de 1,50 m cada, a porta corre por um trilho superior embutido no gesso e por um guião no chão, que é invisível e ajuda na estabilidade das folhas. Ao abrir, a porta, corre para dentro da parede de drywall, deixando o espaço apenas para o puxador de barra.



Como neste espaço há uma viga de sustentação, foi construido uma segunda parede de alvenaria e é por este vão que corre a porta com duas folhas de 1,30 m cada. Um detalhe é o reaproveitamento do material, já que as folhas são de madeira maciça retirada de outro local do apartamento. Com este pequeno trabalho de alvenaria foi possível instalar a porta e ainda esconder a viga que antes era aparente. A porta corre por um trilho escondido na parte superior e fica totalmente embutida na parede. Para abri-la, foi instalado um puxador tipo alça na espessura da madeira.




Separando o home theater da sala de estar, as portas de correr são de vidro acidato com estrutura de alumínio  O vidro recebeu um banho de ácido que conferiu um aspecto opaco, semelhante ao conseguido com o jateamento. A vantagem é que esse acabamento evita manchas ao toque das mãos.






Com as portas abertas, o ambiente parece único, completamente integrado. Porém, quando é preciso isolar os espaços, uma grande porta de correr isola o home theater . São cinco folhas de 1,11 x 2,70 m que quando totalmente abertas deixam um vão de circulação com 5,47 m. A porta tem folhas feitas em estrutura de alumínio revestidas em MDF com pintura branca, e corre por um trilho suspenso tipo stanley instalado na parte superior. Além disso, para dar mais estabilidade, ela tem um pino com rolamento sobre guia em chapa galvanizada embutida no piso. O puxador é do tipo lingueta em aço inox.


quinta-feira, abril 22, 2010

Tapetes


Mais do que simples objetos de decoração, os tapetes são acessórios indispensáveis em uma casa e podem deixar qualquer ambiente mais aconchegante e bonito. 


Podem complementar ou serem o destaque na ambientação, ressaltando a personalidade do ambiente e delimitam espaços. Ao escolher o tapete de um ambiente deve-se levar em consideração vários aspectos: o estilo do ambiente, as cores utilizadas nos móveis e demais elementos, a praticidade e o gosto pessoal. 


Os materiais são os mais diversos como fibras naturais e sintéticas, algodão, couro, lã, bambu, linho, vinil, jeans e até grama sintética. A tendência atual aponta para os de fibras como o sisal, coco e de algas. Estes podem ser utilizados em qualquer ambiente e são super práticos, além de serem laváveis. 


Os formatos variam dos tradicionais retangulares, passando pelos redondos, quadrados e até triangulares, com motivos geométricos, florais, listrados ou lisos. É preciso estar atento ainda ao tipo do piso: revestimentos mais neutros aceitam melhor os modelos estampados, enquanto que os pisos mais trabalhados pedem tapetes lisos. 



Se ele vai delimitar um ambiente, separando a sala de estar da de jantar, por exemplo, o ideal é que seu tamanho seja o suficiente para acolher todos os móveis do ambiente que se quer delimitar. Se você quer apenas destacar um móvel, como uma mesa de jantar ou uma cama, então ele deverá estar 80 cm além do limite do móvel. 

Os tapetes de um mesmo ambiente não precisam ser idênticos. A melhor saída é buscar uma unidade para os modelos, que pode ser na cor, na textura ou na estampa. Para locais mais íntimos, como home-theater e quartos, o tapete pode ser mais felpudo como os de lã com espessura superior a 45 mm, permitindo que o morador se esparrame no chão. Ambientes mais sofisticados, com móveis de estilos clássicos, podem receber tapetes mais requintados e elaborados, como os tradicionais orientais, de preferência originais, que continuam em alta. 


Os mais famosos são os Persas. Já nos ambientes contemporâneos é possível fazer um contraste dos móveis atuais com esses tapetes ou utilizar os artesanais, os indianos ou os de sisal. Para quem tem um estilo mais moderno, uma boa escolha são os tapetes em couro, que podem ser feitos com tiras ou em quadros. 


Os tapetes de banheiro, de cozinha e de área de serviço devem ser sempre emborrachados, para evitar acidentes. É preciso ter cuidado com modismos, senão você vai ter que conviver com um tapete indesejável ou por a mão no bolso e comprar outro modelo.


quarta-feira, abril 21, 2010

iGLOO: um inovador empreendimento


Recebi um email que contém um projeto inovador, achei muito interessante compartilhar no blog.
Se trata do iGLOO, um empreendimento que reúne alta tecnologia, personalização e sustentabilidade. O empreendimento conta com sistema de biometria nas portas dos apartamentos como opção de personalização; tela touch screen no hall social do térreo para acionar os serviços exclusivos e internet e Iluminação LED nas áreas comuns, gerando economia de energia.
    * Alta tecnologia, personalização e sustentabilidade são os diferencias do residencial
    * Sistema de recarga para carros elétricos, tecnologia conjugada de energia solar e gás, fechadura biométrica e planta aberta são destaques do empreendimento
 A BKO, incorporadora e construtora com foco em empreendimentos de médio e alto padrão, lança em Alphaville, Barueri (SP), o iGLOO, um inovador empreendimento que reúne os diferenciais: alta tecnologia, personalização e sustentabilidade, concebido para oferecer o máximo de qualidade de vida.
 O empreendimento, com infraestrutura de lazer completa (espaço fitness, piscina e salão de festas), privilegia um conceito novo de moradia: quando menos é mais para viver e conviver.
 O residencial está localizado na Rua Vicente de Carvalho, 219, Melville – uma região agradável e privilegiada, próxima ao centro comercial de Alphaville, com fácil acesso a academias, clubes, restaurantes, supermercados e escolas.
 O iGLOO contará com uma torre de 23 andares, sendo 184 unidades com plantas abertas de 62m² e 43m², que permitem várias opções de layouts.
Diferenciais:
 - Serviços exclusivos que tornam o dia a dia mais fácil, tais como: baby sitter, lavanderia, massagem, supermercado delivery, concierge, house keeper, intranet, SPA, entre outros;
- Infraestrutura para automação dos apartamentos (iluminação, persianas, som);
- Sistema de biometria nas portas dos apartamentos como opção de personalização;
- Tela touch screen no hall social do térreo para acionar os serviços exclusivos e internet;
- Sistema central de aquecimento solar e gás com fração solar de 31%, gerando economia para o condomínio;
- Iluminação LED nas áreas comuns, gerando economia de energia;
- Torneiras com fechamento automático nas áreas comuns;
- Sistema de recarga nas vagas para carros elétricos;
- Bicicletas elétricas disponíveis para o condomínio;
- Janelas maiores que o padrão, proporcionando melhor iluminação e ventilação natural;
- Coleta seletiva de lixo.
 Informações pelo site: www.iglooilive.com
Aqui na minha região este padrão de moradia ainda está fora da realidade, mas quem sabe em um futuro próximo terá esse tipo de edifício na cidade.

A madeira invadiu o banheiro

Ao contrário do que muita gente pensa, o material pode sim ser usado nesse ambiente. Mas é preciso escolher corretamente e fazer o tratamento adequado para que as peças sejam resistentes e sempre belas.

Quando surge uma dúvida na escolha do acabamento ideal, a madeira é sempre uma boa pedida. O material imprime um ar nobre e aconchegante aos ambientes, sem nunca sair de moda. O revestimento pode ser aplicado também no banheiro. Usar a madeira em áreas molhadas é muito comum na Europa, mas no Brasil ainda encontramos resistência. O segredo é escolher madeiras especificas para este local e protegelas:

As recomendadas
O ideal é optar por madeiras mais duras e resistentes que suportem bem a água e a umidade, como cumaru, ipê, jatobá, itaúba, garapeira e teca.

A preparação
Tão importante quanto a escolha é ficar atento à correta instalação e impermeabilização das peças.

A proposta do arquiteto Maurício Nóbrega traz a madeira como elemento central no banheiro executado pela Todeschini Copacabana. Os painéis de madeira revestidos com melamina padrão Block dão acabamento às paredes da área seca (3 m²). Para proteger as peças, a opção foi montálas suspensas ao chão. Os painéis foram fixados através de suporte de metal ( com sistema de encaixe oculto. O gabinete (1 m) foi executado no mesmo material e conta com um gavetão aramado com frente de vidro branco.

   
A madeira ipê foi a eleita pela arquiteta Débora Aguiar. As réguas (1 x 0,1 m) que seguem pelo piso e se estendem à parede também foram usadas dentro do boxe. Toda a madeira recebeu impermeabilizante transparente à base de resina e solvente, realçando o tom e protegendo o material. Para mantê-la sempre bonita a impermeabilização deve ser refeita uma vez por ano. O banheiro que contrasta o preto e o branco foi suavizado pelo uso do material natural.


O contraste elegante entre madeira e mármore travertino foi a escolha do arquiteto Guilherme Torres. No revestimento das paredes e nos armários, Torres utilizou lâminas de carvalho americano com verniz PU fosco. . As réguas de 15 cm de largura vão do chão ao teto e foram instaladas com encaixes de 1 cm de largura e 0,5 mm de profundidade.




As arquitetas Gisele Taranto e Izabela Lessa,, apostaram na madeira para criar um banheiro mais intimista, imprimindo ao ambiente a elegância de um estar. Gabinete (0,65 x 2,40 x 0,55 m) e armário (2,65 x 2,30 x 0,35 m) foram executados com peroba do campo, ambos tratados com selador e laminação apropriada. No piso, a opção foi pela peroba mica. As réguas receberam aplicação de resina para proteção. Como uma boa ventilação é fundamental para preservar a madeira, a janela ampla (3,80 x 2 m) resolve a questão.


No banheiro de cores neutras, a madeira se destaca. A arquiteta Caroline Bollmann optou pelo marfim tingido tanto para o gabinete (2,5 m) quanto para o deque da banheira. A madeira do deque foi protegida com verniz naval fosco e a porta de carvalho, com verniz PU fosco. A ventilação fica por conta da ampla janela atrás do deque. O ideal é que esses ambientes sejam bem ventilados para evitar que o material se danifique.

terça-feira, abril 20, 2010

Alunos do curso de Iluminação e Design de Interiores obtêm destaques na apresentação de trabalhos

Segue o link da matéria, publicada no site do IPOG, a respeito do nosso trabalho do módulo de História da Iluminação:

http://www.ipog.edu.br/?cat=noticias&id=73

Todos estão de parabéns!
 
 
“O trabalho foi muito interessante, pois nos permitiu conhecer a história da iluminação, sua evolução e como ela faz parte do costume e da vida das pessoas”, revela o aluno Marcelo Varandas sobre a avaliação aplicada pelo Professor Farlley Derze no módulo “História da Iluminação”, do curso “Iluminação e Design de Interiores”.

Desde dezembro de 2009, o professor inovou ao solicitar dos pós-graduandos o resgate histórico referente aos registros de iluminação de alguma região, e colocar as informações no papel ou em recursos audiovisuais. Os alunos são orientados a entrevistarem pessoas de mais idade, que lembram de como foi a chegada da luz e o desenvolvimento das tecnologias luminotécnicas em um local específico.

 “Com essa metodologia, o aluno tem a possibilidade de tornar-se pesquisador e historiador para descobrir os processos e influência da iluminação no ritmo da sociedade”, diz Farlley Derze.

Ainda de acordo com o professor, a aceitação das turmas em realizar o trabalho tem sido de 100%. Segundo ele, “todos alunos aceitam fazer e se entusiasmam com a atividade, por que  assimilaram a importância do resgate histórico para realmente serem especialistas em iluminação”.

O trabalho feito pelos alunos são entregues em forma de vídeo ou texto e estão passíveis de publicação em revistas e congressos que valorizam as produções científicas.

“A qualidade do trabalho está tão impressionante, que nós do IPOG estamos incentivando a publicação destes materiais”, diz o diretor pedagógico do Instituto de Pós-Graduação, Leonardo Moraes.
Curso de pós-graduação “Iluminação e Design de Interiores”

 A pós-graduação Iluminação e Design de Interiores é uma das especializações mais reconhecidas e tradicionais do IPOG. Há 6 anos, a instituição oferece o curso em 20 unidades espalhadas pelo país. Mais de 39 turmas já foram encerradas e atualmente 17 estão em andamento.
 
A coordenação é da arquiteta e light designer, Jamile Tormann. Profissional lembrada nacionalmente pelos seus projetos para Ed Motta, Timbalada, Zélia Duncan, Cássia Eller e outros artistas. Hoje, ela é a responsável pela iluminação do Teatro Goiânia, na capital do Estado de Goiás, e pela iluminação urbanística temática, na cidade de Recife (PE).

Relações entre Moda, Arquitetura e Estrutura.

 “A roupa pode ser vista, em primeira instância, como o abrigo imediato, mais próximo da pele humana do que qualquer outro elemento que arquitetura possa conceber. Uma espécie de arquitetura primeira, abrigo que se descola da pele do homem e se projeta ampliando sua ocupação“.

Por estar lidando com arquitetos que não tinham uma ligação com a moda, as discussões para se chegar ao texto final foram muito boas. Como a matéria era sobre as relações entre Moda, Arquitetura e Estrutura, fomos selecionando projetos e roupas que pudessem estabalecer uma comparação.

Dois estilistas foram exemplares para nós: as roupas de papel de Jum Nakao e Issey Miyake.
A saia de Jum Nakao, um conjunto de tiras de papel vegetal e anel plástico compõem um sistema entre cabos e barras rígidas. Essa saia faz parte da coleção de verão de 2004, ano em que Nakao inspirado nos vestidos do século XIX revoluciona a moda, em um desfile com roupas de papel. Uma metáfora de origem. Delicadas armações, com requinte de bordados e rendas re-desenham as estruturas dos vestidos.
jum2.jpgkenzo1.jpg
A solução estrutural da saia nos remete a um dos impressionantes conjuntos olímpicos de meados do século passado: as coberturas do ginásio e da piscina de Tóquio projetados por Kenzo Tange, em 1968. Um esqueleto que ganha forma a partir da associação de cabos e barras, nesse caso, cabos e barras curvas na forma de arcos.
tange.jpg
A escala e os materiais são outros, a estratégia é a mesma. Aqui a plasticidade de uma curva suave e de um anel de borda, em Nakao, ou segmento de borda em Tange, fazem da saia e da cobertura do ginásio um mesmo conceito estrutural.
Nem sempre a construção da forma ocorre a partir de elementos rígidos, há momentos em que cabos isolados dão forma a malha de cabos. Essa estratégia estrutural é que configura a forma pretendida. Nas roupas são as pences, costuras, pregas e viéses constituem o equivalente aos cabos estabilizante. A volumetria de arestas e mudanças de direção são viabilizadas por cabos ou costuras, elementos que dão a devida tração nos vértices construindo as dobras, como na roupa de Miyake. Cabos de crista e de vale se suscedem configurando a cobertura do estádio de Riyardh
myake.jpg riy-ext.jpg
Dos cabos chegamos as cascas. Uma passagem que se dá através de um enrijecimento que garanta permanência que impede a mudança de forma com o carregamento. Associar um material adequado a uma geometria de dobras nos leva ao universo das cascas.
Cascas em concreto são velhos conhecidos na arquitetura. Nervi muitas vezes se vale dessa geometria. Um exemplo interessante que lembra a seqüência de dobras retilineas, como no Palácio dos Esportes em Roma. Esse mesmo conceito estrutural pode ser visto na gola e na pelerine em papel vegetal de Jum Nakao:

jum.jpgpier-luigi-nervi.jpg
Os plissados na roupa e nas estruturas são dobras que ajudam a obter rigidez necessária, quando se deseja manter elementos esbeltos. Quando a escala de construção faz com que as espessuras originais das cascas se tornem insuficientes para garantir a devida resistência, novas nervuras ou dobras podem ser incorporadas aquela lâmina, garantindo a espessura inicial.
O tecido plissado e tecnológico de Miyake, corresponde a um material que garante através da estrutura do próprio tecido a construção de uma geometria que permaneça estável como cascas e não mais membranas. As minúsculas nervuras transformam a membrana original em um novo sistema estrutural no qual a rigidez prevalece. É como o enrijecimento pelo uso de nervuras em substituição às lâminas maciças da catedral St. Mary´s, na Califórnia, Estados Unidos (1966-71), de Nervi. E que transformam a lâmina original em uma eficiente casca.
isseymiyake.jpgigrja.jpg
Guardando as evidentes especificidades e distinções entre arquitetura e moda, da escala ao procedimento, o que nós buscamos é entender como um trabalho de construção e os desafios frente a um determinado material pode resultar em um desenho desejável e possível, desde que se entenda o que está na base de cada um dos procedimentos.

fonte: blog de Moda de Ricardo  Oliveiros