segunda-feira, maio 30, 2011

O que fotografar na obra?


Fotos tiradas durante a obra ajudam a identificar serviços malfeitos e a divulgar soluções técnicas adotadas no canteiro



O registro fotográfico das atividades que se passam no canteiro pode ajudar a identificar serviços malfeitos, a melhorar os procedimentos da empresa e a divulgar boas práticas adotadas na obra. Mas, para não perder tempo tirando fotos que não terão utilidade no futuro, é preciso saber o que fotografar e como as imagens capturadas poderão ser usadas.

Adriano Bastos, coordenador de obras da REM Construtora, sempre carrega uma câmera digital na mala. "Eu fotografo as obras que visito não só para acompanhar sua evolução, mas para usar as imagens em reuniões da construtora e relatórios internos", revela o engenheiro, que destaca também a importância das fotos para identificar pontos a serem aprimorados nos serviços executados nas obras.

Nas construtoras que promovem treinamentos internos, o uso das imagens é fundamental para facilitar a visualização do conteúdo transmitido nas salas de aula. "Tenho um registro histórico das etapas de obras, principalmente dos sistemas construtivos, das dificuldades encontradas e do que dá certo e do que dá errado na execução. Isso serve como material didático para cursos e treinamentos internos da empresa", afirma Fabio Luis Garbossa, diretor de operações da construtora BKO.

Bastos lembra que as fotos também revelam detalhes que muitas vezes passam despercebidos na hora das visitas técnicas. "É comum, por exemplo, perceber depois que os operários não estavam usando equipamentos de proteção individual", relata. "Quando isso acontece, já encaminho a imagem para o técnico de segurança da obra e ela toma as medidas necessárias", salienta.

Carla Andrade da Silva, técnica em edificações e arquiteta, explica que, além de ajudar a solucionar problemas, a fotografia ajuda a envolver na obra profissionais que normalmente ficam mais distantes do canteiro. "Na obra, muitas vezes o arquiteto e o engenheiro estrutural não estão presentes, por exemplo. As fotos aproximam estes profissionais da obra e os incluem no processo de melhorias continuas", destaca.


Fotos: divulgação BKO e REM Construtora

DICA S DE FOTOGRAFIA
» No momento de tirar a foto, segure a câmera com firmeza para que a imagem não saia tremida;
» Planos abertos servem para mostrar a disposição geral dos elementos no ambiente;
» Para detalhes técnicos, como o registro do posicionamento das armaduras, prefira as fotos mais fechadas. Se necessário, chegue bem perto do objeto para obter melhores imagens;
» Logo após tirar a foto, veja na tela se a imagem está nítida; repita o procedimento se a foto estiver ruim.

O QUE FOTOGRAFAR?
Para que a câmera fotográfica se torne uma ferramenta de trabalho útil, não basta sair clicando pelo canteiro. É preciso escolher o que será registrado e saber como as imagens podem ser usadas. Veja abaixo quais os locais e atividades mais importantes a fotografar enquanto a obra acontece.

Fotos: Marcelo Scandaroli
Estoque
Muitas vezes materiais de construção são perdidos devido ao armazenamento inadequado. Fotografar o estoque pode ajudá-lo a identificar problemas dessa natureza.
Contenções
O trabalho de contenção do terreno é complexo e delicado. As fotos da sequência construtiva ajudam no acompanhamento dos serviços.

Estrutura
Capture imagens dos procedimentos de montagem das fôrmas e do posicionamento das armaduras e dos eletrodutos antes da concretagem.
Transporte de materiais
A falta de cuidados no transporte pode ocasionar danos em materiais delicados como blocos e peças de vidro. Registre a atividade e descubra se é preciso corrigir ou melhorar os procedimentos.
Divulgação: REM Construtora Fundações
Registre a imagem dos equipamentos e da sequência construtiva. Compartilhe- as com o projetista de fundações, que poderá ajudar na fiscalização dos trabalhos.
Concretagem
As imagens de como o concreto penetra e se acomoda na fôrma podem ser relevantes em concretagens complexas, como a de peças com armaduras mais densas.
Fotos: Marcelo Scandaroli Cura do concreto
A cura inadequada do concreto pode resultar em fissuras em sua superfície. Fique atento a esses detalhes e fotografe-as, caso sejam identificadas.
Esquadrias
O chumbamento correto do contramarco depende do conhecimento prévio do tipo de revestimento da parede. Registre exemplos certos e errados e aproveite- os depois nos treinamentos.
Grauteamento
Sempre que for feito o grauteamento de fissuras e nichos de concretagem, registre a sequência executada. É uma comprovação de que as medidas corretivas adequadas foram tomadas.
Instalações elétricas e hidráulicas
Registre onde estão as passagens de instalações elétricas e hidráulicas. As imagens servirão para produzir o manual do proprietário, que o orientará em futuras reformas.
Alvenaria
Fotos dos procedimentos de execução, como da primeira fiada, dos demais blocos, da verificação do prumo e do nivelamento das paredes do assentamento servem de apoio para treinamento de operários.
Revestimentos de fachada
Mostre como foram feitas as juntas de dilatação, que ajudam a evitar que o revestimento fissure. Caso apareçam fissuras, fotografe-as, registrando também as ações corretivas adotadas.
 FONTE: http://www.equipedeobra.com.br//construcao-reforma/36/camera-na-mao-fotos-tiradas-durante-a-obra-ajudam-216081-1.asp?

domingo, maio 29, 2011

"Box House" mostra que habitação popular pode, sim, ter alta qualidade, estética inovadora e um belo design

O premiado projeto "Box House" mostra que habitação popular pode, sim, ter alta qualidade, estética inovadora e um belo design.

 

 

Situado no bairro periférico da Brasilândia, na zona norte de São Paulo, o conjunto reúne 17 residências, em um terreno de 1.011 m². A demanda foi da própria incorporadora: um projeto diferenciado, destinado às classes C e D, com extrema qualidade e sem custos extras. Ao receber a proposta, em 2007, o arquiteto Yuri Vital enxergou o ineditismo da iniciativa no mercado brasileiro, que, nas últimas décadas, vem assistindo a um boom na construção de habitação popular de baixa qualidade. “São paradigmas ingênuos e preconceituosos”, critica o arquiteto.
Vista para a comunidade: o projeto tira partido do próprio terreno, alto e com grande declive, cujo entorno pode ser visto das varandas de todas as casas
Sem monotonia
As casas são geminadas, porém construídas a partir de volumes, desníveis e recuos. A proposta fugiu dos padrões usuais aplicados aos conjuntos habitacionais brasileiros criados ultimamente
Versão ousada
Inspirado em conjuntos habitacionais brasileiros dos anos 1960, Vital apostou na simplicidade. As casas de 46 m² são como “caixas”, e a solução para não ultrapassar a altura de seis metros definida pelo gabarito municipal foi construir a garagem em declive, abaixo do nível do terreno. No primeiro pavimento estão sala, lavabo, cozinha e área de serviço. No segundo andar, dois quartos e um banheiro.
Na entrada da vila, fechada com portão e cancela, foi reservado um pequeno espaço para o playground.




Como alternativa ao asfalto, os bloquetes de concreto da rua interna ajudam a minimizar o calor e ainda facilitam a absorção de água
Democracia
As casas foram vendidas em leilão público por R$ 90 mil. Hoje, os moradores convivem com
interessados pelo projeto, que ganhou prêmios, como o do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB)
Novas tecnologias e baixo custo
A ideia inicial do arquiteto era utilizar a tecnologia de bloco estrutural. Porém, em função de demandas construtivas, optou por misturar essa técnica à alvenaria tradicional.
Ainda assim, foi obtida economia de 30% em relação ao método convencional. Explica-se: a alvenaria estrutural necessita de quantidade menor de concreto, pois canos e fios passam por dentro dos blocos durante o levantamento das paredes – no método tradicional, as superfícies são “rasgadas” depois de prontas.
Estrutura eficiente e detalhes discretos
Amplas esquadrias de alumínio colaboram para a ventilação e iluminação das residências. Outra solução: a laje de concreto é coberta com telhas comuns, que evitam o calor, mais uma vantagem das habitações populares brasileiras da década de 1960, que aqui foram adotadas. Detalhes, como os avanços nas portas de entrada, trazem mais riqueza estética ao projeto. Nichos, como os que existem abaixo da escada e ao fundo da garagem, aproveitam ao máximo a estrutura compacta.
As cores da fachada foram padronizadas: cinza e vermelho criam identidade contemporânea. Mas os interiores ganharam a personalização de cada morador
Na parede lateral, o cobogó, outro nome para definir o elemento vazado, ajuda na iluminação e ventilação.
fonte: http://portalcasaecia.uol.com.br/ESCM/economia-obra/7/artigo215670-2.asp

Designer reinventa lustre de cristal com objeto inusitado

Conheça o guarda-chuva de luz do designer Philippe Starck


A combinação entre um elemento clássico de decoração, como um lustre de cristal, e um objeto banal e cotidiano, como um simples guarda-chuva, é improvável. No entanto, não é impossível. Que o diga o designer Philippe Starck, que uniu as duas coisas para criar o Marie Coquine Chandelier para a marca francesa Baccarat. Além de ter um visual diferente, tornando-se quase uma escultura na sala, a peça tem utilidade, já que a parte de cima do guarda-chuva ajuda a difundir a luz de forma suave no ambiente. O inusitado lustre faz parte da linha Highlights Collection.

Divulgação
Divulgação


fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI220379-16802,00-DESIGNER+REINVENTA+LUSTRE+DE+CRISTAL+COM+OBJETO+INUSITADO.html

quinta-feira, maio 26, 2011

A mesa de trabalho revela quem é seu dono

 Local organizado pelo profissional pode revelar aspectos interessantes sobre seu perfil e detalhes indesejáveis.

 

Ter em cima da mesa somente as ferramentas essenciais para a rotina diária é o importante, segundo especialistas.

 Para quem passa muito tempo no trabalho, a mesa pode se tornar uma segunda sala de estar: fotos, objetos decorativos, plantas, livros e até bonbonnières com guloseimas. Com uma rápida olhada ao canto do colega ao lado, fica fácil saber mais sobre ele. A mesa de trabalho pode revelar muito do dono - inclusive o que ele não deseja.
A consultora de imagem corporativa Renata Mello diz que é natural o desejo de criar uma atmosfera de conforto no ambiente profissional, sobretudo quando se passa muito tempo nele. Num local competitivo, no entanto, o excesso de personalização pode imprimir uma imagem distorcida.

Na medida certa, brinquedinhos e objetos com referências ao universo infantil podem passar a ideia de criatividade; em exagero, acusam infantilidade. "Trabalho não é lugar de expor intimidade", explica Renata. "A etiqueta da mesa de trabalho vale muito em profissões formais, e salas e baias que são compartilhadas", completa.

Bagunça organizada? - Uma mesa cheia de papeis e livros não é, necessariamente, desorganizada. "Tudo depende do perfil de trabalho", diz a home organizer Ingrid Lisboa. "Mas volume de trabalho também não é sinônimo de bagunça", pondera.

Ingrid recomenda ter em cima da mesa somente as ferramentas essenciais para a rotina diária. "O que não é de uso imediato, descarte ou arquive em pastas", aconselha.

Cíntia Covre, especialista em organização da Otimiza Design, acrescenta que não adianta retirar tudo de cima da mesa e entulhar em gavetas. "O importante é saber onde estão as coisas", diz. Para quem não consegue evitar excesso de material sobre a mesa, a especialista sugere o uso de acessórios funcionais. "Um porta-canetas, um porta-trecos e uma pasta de arquivos, por exemplo, são essenciais e decoram."

Cuidado com o que sua mesa diz de você

- Pilhas de papeis e livros espalhados: demonstra desleixo e falta de habilidade com organização. DICA: Evite empilhar coisas. Organize seus papeis em pastas;

- Bichinhos, elementos infantis e muitas plantas: personalidade sensível, que pode ser confundida com imaturidade; alguém que não está preparado para uma promoção, por exemplo. DICA: escolha apenas um objeto;

- Porta-retratos com fotos pessoais, inclusive de turmas em baladas. Demonstra exibicionismo, alguém que só pensa em diversão. DICA: Seja discreto. Prefira fotos da família e dos colegas;

- Mesa vazia: O pessoal da limpeza agradece, mas demonstra que você não tem vínculos profundos, não vai permanecer muito no emprego ou está sempre em férias;

 

quarta-feira, maio 25, 2011

Luminárias de latinhas retrôs


Esta cozinha cinza aberta para a sala é parte do projeto de um apartamento em São Paulo, reformado pelo designer de interiores Gustavo Jansen. O ar retrô do ambiente fica por conta das luminárias de Ingo Maurer, feitas com latinhas da famosa sopa Campbell's. Para se inspirar e pensar em novas possibilidades de reuso de materiais que iriam para o lixo.


Foto: Marcelo Magnani

terça-feira, maio 24, 2011

Painel inspirado no cordel unifica blocos desiguais

O painel tem 80 desenhos inspirados em xilogravuras de livretes de cordel

O painel tem 80 desenhos inspirados em xilogravuras de livretes de cordel

Inaugurado no reinado de d. Pedro 2°, o prédio onde funciona a Assembleia Legislativa de Alagoas ganhou com o tempo anexos que contribuíram para sua desvalorização no contexto urbano. O projeto do arquiteto Mário Aloísio Melo usa um painel vazado de alumínio, com desenhos inspirados na cultura popular alagoana, para unificar os blocos secundários e criar uma composição que devolve ao prédio sua importância na paisagem.
A Assembleia Legislativa de Alagoas ocupa o Palácio Tavares Bastos, construção de 1851 localizada no centro de Maceió. Com o passar dos anos, o prédio foi se tornando pequeno para as atividades parlamentares e ganhando anexos nas faixas laterais e do fundo do lote, onde passaram a funcionar os gabinetes dos deputados. Com exceção do primeiro bloco, projetado por Zélia Maia Nobre e implantado no flanco direito, os demais não tinham valor estético nem estabeleciam relação com o palácio, o que diminuiu sua importância no contexto urbano.

Além da ausência de identidade arquitetônica, os acréscimos não ofereciam condições adequadas para acomodar deputados, assessores e demais funcionários, o que levou à abertura de uma licitação para adaptar a edificação às necessidades diárias. A solução vencedora, apresentada por Mário Aloísio Melo, do escritório Traço Planejamento e Arquitetura, partiu da ampliação dos anexos e da unificação das fachadas.
Os anexos contornam o Palácio Tavares Bastos, inaugurado em 1851
Os anexos contornam o Palácio Tavares Bastos, inaugurado em 1851
Os painéis de alumínio unificam os blocos anexos construídos em torno da Assembleia Legislativa
Os painéis de alumínio unificam os blocos anexos construídos em torno da Assembleia Legislativa
O acesso principal está no centro do prédio original
O acesso principal está no centro do prédio original
“O grande problema era a falta de espaço. Havia departamentos que a Assembleia queria levar para o prédio principal, mas não tinha lugar. Também não havia como adquirir terrenos adjacentes, pois o edifício está em uma área com cerca de dez metros de desnível em relação às ruas de fundo e laterais. A saída foi ocupar todo o limite do perímetro e criar o pavimento superior dos anexos. Com isso conseguimos atender os atuais 28 deputados, mas se o número aumentar não haverá lugar para todos”, resume Melo.

O aumento na área construída é de pouco mais de 1,3 mil metros quadrados.
Todas as construções existentes foram mantidas e reestruturadas em acordo com as novas cargas previstas; apenas um dos volumes necessitou de estrutura completamente nova.

Além de diversos modelos de esquadrias e acessos autônomos, os anexos tinham diferentes níveis de piso, problema que foi resolvido com a criação de rampas que permitiram integrá-los como se fossem uma edificação única.

Detalhe da face leste
Detalhe da face leste
O detalhe da face oeste mostra o contraste entre o novo e o antigo
O detalhe da face oeste mostra o contraste entre o novo e o antigo
A passarela preexistente ganhou novas esquadrias de fechamento e manteve sua função original, de interligar os anexos ao plenário, localizado no primeiro andar do palácio. As antigas entradas independentes foram substituídas por uma nova, sob a passarela.

Externamente, a unificação dos blocos já previa o uso de uma pele metálica vazada de grande apelo estético, que ajudasse a resgatar a importância do prédio original.

“Ao pesquisar as opções, encontrei o artista plástico J. Maciel, que criou o painel compositivo com cerca de 80 imagens representativas da cultura popular alagoana, inspiradas nos livretes de cordel”, detalha Melo.
Com seis metros de altura e 200 de extensão, essa pele é formada por aproximadamente 2,4 mil módulos de 80 x 80 centímetros, feitos com alumínio reciclado fundido. Em acordo com o projeto, ela deveria estar a 60 centímetros das paredes, a fim de possibilitar a realização de serviços de pintura e manutenção.
Porém, como o alinhamento externo varia, em alguns pontos essa distância é bem menor. “Só percebemos o problema na hora de instalar o painel. Se tivéssemos visto antes, teríamos encontrado um jeito de resolver”, lamenta o arquiteto.

O projeto abrangeu ainda algumas intervenções no palácio, a maioria a título de manutenção, como troca de reboco e pintura. A exceção ficou por conta da abertura de uma sala para a imprensa na parte de trás do plenário e da instalação do estúdio da TV Assembleia na porção frontal.
Também foram reformulados os setores de atendimento ao público e aqueles que funcionam diretamente ligados ao plenário, tais como taquigrafia, atas e protocolos. Como o plenário havia sido reformado há pouco tempo, não demandou intervenção.
No total são 2,4 mil módulos de 80 x 80 centímetros, feitos com alumínio reciclado fundido
No total são 2,4 mil módulos de 80 x 80 centímetros, feitos com alumínio reciclado fundido
O prédio onde funciona o Legislativo foi originalmente construído para ser a sede do Tesouro estadual
O prédio onde funciona o Legislativo foi originalmente construído para ser a sede do Tesouro estadual
Desenhos
O bloco dos anexos ganhou um pavimento, o que permitiu acomodar os 28 deputados
O bloco dos anexos ganhou um pavimento, o que permitiu acomodar os 28 deputados
Passarela interliga os anexos ao plenário, no primeiro andar do prédio antigo
Passarela interliga os anexos ao plenário, no primeiro andar do prédio antigo
Vista posterior do prédio. O desnível entre as ruas chega a dez metros
Vista posterior do prédio. O desnível entre as ruas chega a dez metros
Passarela ganhou novas esquadrias de fechamento
Passarela ganhou novas esquadrias de fechamento
Texto de Adilson Melendez
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 366 Agosto de 2010

Cabides feitos de cadeiras recicladas

Faça como o designer italiano Antonello Fusè: crie suportes de roupas personalizados para seu armário.

   Divulgação


Que tal dar uma nova vida àquela cadeira sem uso, esquecida num canto qualquer de sua casa? O designer italiano Antonello Fusè dá a dica: transformar o encosto do móvel em um divertido cabide de roupas. Para fazê-lo não é preciso muita técnica. Basta cortar a parte a ser utilizada e inserir um gancho de metal. O acabamento fica a critério de cada um. Os cabides feitos pelo artista estão à venda na Europa pelo site Resing e os preços variam entre 10 e 15 euros.

   Divulgação

segunda-feira, maio 23, 2011

Já viu uma cadeira com pernas invisíveis?

Designer americano cria móvel com inspiração ilusionista



Você arriscaria se sentar em uma cadeira em que três, das quatro pernas, estivessem quebradas? Provavelmente não. No entanto, se o móvel for assinado pelo designer americano Peter Bristol, você pode perder o receio. É que o artista criou a Presidente Cut a partir de uma ilusão de ótica. O segredo da peça está na placa de metal escondida sob um espesso tapete que dá a sustentação perfeita ao objeto



  Divulgação

  Divulgação

  Divulgação

fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI233641-16802,00-JA+VIU+UMA+CADEIRA+COM+PERNAS+INVISIVEIS+ACREDITE+SE+QUISER.html

Clássicos do Design Italiano






Bocca, 1970
Inspirado em um sofá projetado em 1936 pelo artista surrealista Salvador Dalí (1904-1989), que homenageava a atriz norte-americana Mae West, este sofá para dois leva a assinatura do grupo italiano de antidesign Studio 65. É feito de espuma de poliuretano e tecido elástico.


Falkland, 1964
Com estrutura tubular de alumínio e difusor de tecido elástico, esta luminária despertou muita atenção em seu lançamento pela criatividade e inovação. Bruno Munari, um dos expoentes do design italiano, projetou a peça para a Danese, em Milão, e mostrou neste projeto como a simplicidade podia resultar em poesia.


Sacco, 1968/69
Recheada de poliestireno, este assento reflete a influência dos movimentos radicais antidesign dos anos 1960. A ideia de Piero Gatti, Cesare Paolini e Franco Teodoro era propor uma forma menos convencional de sentar, fugindo dos padrões ergonômicos convencionais. A peça da Zanotta virou um best-seller do design mundial.

 

Bombo, 1997
Regulável por pistão a gás e com alavanca para o ajuste de altura, este banco de assento giratório, de Stefano Giovannoni para a Magis, combina assento de plástico ABS com pé e descanso de aço cromado. Desenhado para bares e bancadas de cozinhas americanas, dispõe de extensa variedade de cores para o assento.
Mart, 2004
Antonio Citterio realizou uma longa pesquisa ao criar esta poltrona fabricada pela B&B Italia, que adapta materiais tradicionais às necessidades do desenho moderno. Confortável como uma chaise-longue, sua concha tem versões com o encosto alto e baixo. Há também uma opção de pé em cruz.

Achille Castiglioni (1918-2002)

Achille dedicou sua vida a pesquisar materiais, formas e técnicas. Iniciou a carreira no estúdio dos irmãos, Livio e Pier Giacomo. Esse último foi seu parceiro em diversos projetos ícone, como a luminária Arco (1962), da Flos, que rompia com a rigidez geométrica. Suas criações racionalistas, temperadas por um humor irônico, receberam nove Compassos d’Oro, prêmio concedido pela Associação de Desenho Industrial Italiana.





Alessandro Mendini (1931)

O arquiteto estudou no Politécnico de Milão, tornando-se doutor da escola em 1959. Trabalhou com Marcello Nizzoli até 1970, desenhando produtos industriais. De 1970 a 76, foi editor-chefe da Casabella, uma revista italiana que abordava o design radical. Para o grupo de design Alchimia, produziu mobiliário, exposto no Salão do Móvel de Milão (1981), e, para a Alessi, artigos de prata e aço inox, como o famoso saca-rolhas Anna G.


A excelência do fazer do artífice, como os mestres vidreiros de Murano, associada ao talento dos arquitetos-designers, ajudou a consolidar o design da Itália no pós-guerra. Símbolo da reconstrução desse período, a motoneta Vespa (1946) se tornou um sucesso de vendas por representar um meio de transporte barato e conveniente.

Outro projeto emblemático é a poltrona Donna, de Gaetano Pesce (1969), feita de espuma de poliuretano.





Fundada em 1921, em Omegna, norte da Itália, a Alessi começou como a oficina metalúrgica do exímio artesão Giovanni Alessi, que concentrava sua atividade fabril na produção semiartesanal de componentes para camas e itens utilitários, usando latão, cobre e prata niquelada. Anos mais tarde, a produção mudou para utensílios como galheteiros, baldes de gelo, cestos de pães e conjuntos de bules. Nos anos 1930, o filho de Giovanni, Carlo Alessi, passou a desenhar as peças da fábrica, o que se estendeu até o pós-guerra. Em 1970, Alberto Alessi, filho de Carlo, assumiu a direção e conduziu a empresa no processo que a transformou em sinônimo de design italiano, levando sempre em conta a qualidade fabril associada à estética e à sofisticação, com doses de humor e inovação. Alberto conseguiu arrebanhar um fabuloso grupo de colaboradores, como Alessandro Mendini, Stefano Giovannoni, Ettore Sottsass e tantos outros italianos e estrangeiros, que passaram a criar desenhos para uma infinidade de produtos. Entre seus clássicos, está a poética chaleira MG33 (2005, foto) de Michael Graves, com passarinho no bico. "Meu trabalho não é diferente de um diretor de galeria de arte ou de cinema. Uso outras ferramentas, mas o papel é o mesmo: fazer uma intermediação entre a criatividade e o coração dos consumidores", diz Alessi.




Estabelecida em 1908 na cidade de Ivrea, a Olivetti, primeira fábrica de máquinas de escrever da Itália, viveu seu apogeu nos anos 1950, sob a direção de Adriano Olivetti, filho do fundador, o engenheiro elétrico Camillo Olivetti. Adriano dedicou atenção especial ao desenvolvimento tecnológico, à qualidade de inovação do produto e fortaleceu as operações internacionais da empresa, transformando-a em líder na fabricação de equipamentos para escritório. Entre seus produtos emblemáticos estão: a máquina de escrever Lexicon 80 (1948), a portátil Lettera 22 (1950, foto) e a calculadora Divisumma 24 (1956), criações de Marcello Nizzoli (1887-1969). Além dele, outros arquitetos e designers contribuíram com a empresa, ajudando a revolucionar a aparência desses equipamentos. Admirada por sua excelência tecnológica, inovação, qualidade de projeto e política de bem-estar corporativo, com filiais na Itália, em outros países da Europa e nos Estados Unidos, a Olivetti se adaptou às diversas transformações do mercado de comunicação. Mudou da tecnologia mecânica para a eletrônica, dos produtos de escritório aos computadores, sistemas de TI e telecomunicações. Desde 2003, faz parte do grupo Telecom Itália.




Sinônimo de carro veloz e esportivo, a Ferrari, do cavalinho rampante, começa como escuderia em 1929, fundada por Enzo Ferrari (1898-1988), filho do proprietário de uma pequena fundição de metal. Apaixonado por velocidade, Enzo se tornou na década de 1920 um piloto bem-sucedido, trabalhando para a mais famosa escuderia da época, a Alfa Romeo - a Ferrari nasceu como um braço dessa marca. Em 1939, as empresas se separaram e Enzo fundou, em 1943, a Auto Avio Costruzioni, que projetava e desenhava carros de corrida. A primeira experiência com um modelo de rua ocorreu em 1948 e foi batizada de Inter 166. A partir de 1952, o estúdio Pininfarina passou a criar a maioria das carrocerias da Ferrari, incluindo a da inconfundível e cobiçada Testarossa (foto), apresentada no Salão de Paris em 1984.



fonte: http://casa.abril.com.br/casaclaudia/34anos/produtos-fizeram-historia.shtml