terça-feira, julho 05, 2011

Brunete Fraccaroli e a sua Casa de vidro de Bonecas




Brunete Fraccaroli apresenta a sua Casa de Bonecas

  Projeto da arquiteta Brunete Fraccaroli
  Um escorregador no meio da casa.

O sonho de muitas meninas tornou-se realidade através do projeto da arquiteta Brunete Fraccaroli para a Casa Kids 2010: uma casa de boneca feita inteiramente de vidro. “ Eu queria brincar. É um laboratório”, revela ela, que levantou a estrututa de 80m² em uma área livre na área externa do Jockey Club de SP, onde acontece a mostra.

O projeto tem razão de ser. Até hoje a arquiteta não deixou as bonecas de lado. Neste caso, mais especificamente as Barbies. “Tenho uma coleção com 400 bonecas”, conta ela. Com tamanha fonte de inspiração, não é de se estranhar a riqueza de detalhes na decoração, onde impera um lustre cheio de bonecas.

Dividido em quatro ambientes, o espaço conta com futons de pelúcia no quarto, banheiro e um escorregador central, que dá acesso à cozinha. Tudo em tons de rosa.

Para garantir conforto e segurança, nas paredes e no teto Brunete utilizou placas de vidro SunGuard Solar Silver 20, da Guardian, que controla a entrada de calor e filtra os raios UV, garantindo conforto térmico dentro da casa, sem a necessidade de um ar condicionado.

Por se tratar de uma estrutura de vidro, o projeto contou apenas com pilares e vigas para sua sustentação, com uma novidade: eles também são feitos em vidro temperado e laminado. A estrutura foi reforçada com ferragens e conectores simples.

O ambiente tem 45 m² de área construída, baseada em vidro temperado e laminado. "O vidro além de reciclável, diminui o uso de energia elétrica, o que minimiza a necessidade de iluminação ou ar-condicionado.", explica Fraccaroli ". A cobertura de vidro tem como objetivo controlar a entrada de calor e filtrar os raios ultravioletas.

 Casa de Bonecas

A casa de Bonecas conta com um living principal com móveis e banquetas em formatos de elefantinhos. O quarto tem uma minicama redonda e o banheiro, minipia e bacia, customizada por Greg Design. Na casa não poderia faltar a cozinha que está equipada com minifogão, cadeiras Ghost desenhadas por Phlipe Starck e até uma bancada em cores pink e verde maçã


 Escorregador da Casa de Bonecas

No espaço estão presentes outras peças conceitos como escorregador em Futton de pelúcia nas cores lilás, rosa, azul e branco e finaliza em um enorme caracol colorido. Esse escorregador está instalado sobre uma estante de brinquedos com ursinhos e bonecas.

 Espaço para as bonecas Barbie

A arquiteta Brunete Fraccaroli cedeu algumas bonecas de sua coleção com mais de quatrocentas bonecas Barbie para o espaço que traz todo o encanto do universo infantil e das bonecas.

Brunete Fraccaroli é arquiteta formada pela Universidade Mackenzie de São Paulo e conhecida internacionalmente como arquiteta colorida. Profissional conceituada e requisitada tanto para projetos residenciais quanto para comerciais faz parte do conselho da Associação Brasileira de Designer de Interiores, ABD.

Olafur Eliasson e o arco-íris

O artista mundialmente famoso Olafur Eliasson criou um “arco-íris” para o Museu ARoS, localizado em Aarhus, na Dinamarca.
O arco-íris na verdade é uma instalação permanente de arte. Construída na cobertura do museu, a obra consiste em um círculo de 150 metros de comprimento, 3 metros de altura e 52 de diâmetro.

Não só a forma, mas também as cores criam um contraste com o edifício cúbico e simples. Suas paredes são feitas de vidros coloridos que dão nome à instalação: “Your Rainbow Panorama”. Com vidros das sete cores do arco-íris e a 50 metros de altura, você pode ter uma vista panorâmica da cidade com a cor que você quiser.

Além da instalação, o Museu revestiu com madeira toda a cobertura do prédio, criando uma área de lazer de 1500 metros quadrados, onde os visitantes podem apreciar a vista da baía e de toda a cidade com as cores originais!
Olhando de longe temos a impressão de que a instalação está flutuando sobre o Museu. Olafur acredita que sua obra de arte funciona como um instrumento de orientação, que divide a cidade em zonas coloridas.

“Um museu é uma máquina de visão que desafia nossos sentidos, pensamentos e opiniões”, diz Olafur Eliasson.

segunda-feira, julho 04, 2011

Luz, câmera, ação! Salas de tevê iluminadas da forma correta garantem entretenimento com aconchego

Foto: J.Vilhora
Teresa Simões optou por colocar dois embutidos com quatro lâmpadas dicróicas LED em cada luminária. Atrás do painel da tevê, foi utilizada uma iluminação indireta, feita a partir de seis T5, fluorescentes, fixadas no painel suspenso da tevê. 
A dimerização cria um ambiente mais aconchegante, alternando luz baixa e iluminação total, quando necessário. 
Projeto: Atta Arquitetura e Construção, arquiteta Teresa Simões. Luminotécnica: Super Pimpa


Home theater é um ambiente indispensável para cinéfilos de plantão - e também para amantes da programação de tevê. A alta qualidade de imagem e áudio dos novos equipamentos estimula a visão e a audição, proporcionando um mergulho na história do filme sem que percebamos. 

Um elemento importante nessa "viagem tela adentro" é a iluminação: a combinação entre posicionamento, cor e intensidade reflete a atmosfera do ambiente."Sempre deve haver uma associação entre luz (natural e artificial), cobertura de janelas e projetor ou televisão. Ambientes claros demais atrapalham a projeção de imagens, e luzes mal posicionadas podem refletir diretamente na tela da tevê, o que também atrapalha a visibilidade", afirmam os arquitetos Marcos Contrera e Marcos Biarari.

Para controlar a incidência de luz externa, as persianas blackout são unanimidade, pois proporcionam proteção solar, conforto térmico e compõem a decoração. "Barrar a iluminação natural é fundamental para evitar reflexos, principalmente em salas com projetores", explica a arquiteta Marília Veiga. Ainda segundo a profissional, a iluminação direta jamais deve atingir a tela ou o rosto dos usuários, mas é importante para tornar o espaço mais dinâmico e versátil. 

As lâmpadas dicroicas halógenas, de luz branca e brilhante, são mais indicadas para iluminação geral, por terem ângulo de cobertura maior. As AR fornecem facho de luz mais fechado, ideal para destacar obras de arte e elementos decorativos. "O conceito deve ser tornar o espaço de convivência e lazer extremamente aconchegante, por meio da multiplicidade de soluções e efeitos cenográficos", define a arquiteta Myrna Porcaro. Segundo ela, além de sempre evitar a área de projeção, a automação para coordenar lâmpadas e sonorização oferece conforto extra ao morador. 


Dimerização 

Com luzes dimerizadas, as lâmpadas são acionadas via painel eletrônico de parede ou controle remoto. Se esse sistema for associado a uma solução completa de automação, mordomias como comando pelo celular e configuração de acendimento e apagamento em horários programados também se tornam possíveis.
Dimerizar também representa economia: lâmpadas de 100 W com o mecanismo podem poupar até 40% de energia. "A automação não se traduz apenas como um recurso de comodidade. Por serem acionadas menos vezes, as lâmpadas ganham vida útil mais longa", afirma Biarari.

Fotos: J.Vilhora
 A dupla Marcos Contrera e Marcos Biarari combinou iluminação geral com um cenário de cinema.
O ambiente foi todo pontuado com lâmpadas dicroicas, AR's, que se alternam nas funções de servir à iluminação geral e de focar objetos, respectivamente.
Todas as lâmpadas são de luz amarela, um tom mais quente e aconchegante.
Blackout nas janelas oferecem o máximo proveito dos equipamentos de imagem. 
Projeto: Marcos Contrera e Marcos Biarari Home Theater e Automação: Antares Digital Life. Iluminação: Lustres Irie.


Foto: Kitty Paranaguá
A arquiteta Myrna Porcaro procurou valorizar pontos estratégicos, como obras de arte, e marcar outros, como entradas e passagens. Sancas e luminárias garantem a luz indireta. Outra solução do espaço foi a utilização de dimmer para dosar a intensidade das luzes e de blackout para viabilizar a utilização do telão durante o dia. As lâmpadas escolhidas foram LED fluorescentes, T5, alógenas dicroicas com filtros e ARS70 com difusores. Projeto: Myrna Porcaro. Iluminação: Pro Light.

Fotos: Levi Mendes Jr
O loft 65 m² projetada por Marília Veiga é uma homenagem ao cineasta Fernando Meirelles. No espaço contemporâneo multifuncional, a iluminação precisou atender a todas as funções. Sobre mesa de centro, a AR70 valoriza os objetos. Perto da chaise long, uma luminária para a leitura. Nas prateleiras e no móvel do home theater, a iluminação especial e indireta funciona quando a tevê é ligada. Line light com lâmpadas de xênon garantem o efeito discreto. Projeto: Escritório Marília Veiga. Iluminação: Lumini.

Fotos: Divulgação
No ambiente criado para o fotógrafo Marcio Scavone, Maria Antonia Penteado buscou uma iluminação que destacasse as obras. Com facho mais fechado, lâmpadas AR70 destacaram os pilares, e mesa de centro. Dicroicas (MR16) fixadas em trilho eletrificado possibilitam o movimento das luminárias. Lâmpadas PAR20, com facho mais aberto, pontuam o corredor. Projeto de interior: Maria Antonia Penteado Projeto luminotécnico: Studio Arqlux, arquiteta e lighting designer Juliana Furlan. Iluminação: Omega Light.

quarta-feira, junho 29, 2011

Lustres

Quem aqui não penou um pouco no colégio até aprender o comportamento das ligações moleculares?

Em homenagem as aulas de química que eu adorava, aqui vão as luminárias do studio nova iorquino Lindsey Adelman.







 fonte: http://www.casadevalentina.com.br/hotsite/sem-categoria/lustres.html

terça-feira, junho 28, 2011

Águas subterrâneas do rio Mapocho irão refrigerar empreendimento no Chile

Cada pavimento terá dois intercambiadores responsáveis pela refrigeração dos dutos



O Parque Titanium, composto por três edifícios comerciais em execução no bairro El Golf, em Santiago, é a grande aposta chilena no uso de energia geotérmica para climatização do ambiente. Sob uma área de 60 mil m² onde o empreendimento é erguido, passam águas do Rio Mapocho a uma temperatura praticamente constante de 15ºC. O degelo da cordilheira dos Andes colabora para a manutenção da baixa temperatura no verão. Essa água subterrânea será utilizada para refrigerar o interior das três torres planejadas.

Divulgação
As duas primeiras torres do empreendimento, em forma triangular, são erguidas em ritmos distintos. A primeira, mais avançada, será inaugurada na metade de 2012 e a segunda, recém saindo da etapa de fundações, no final do mesmo ano. Em 2013 estará concluída a terceira edificação. O projeto de desenvolvimento imobiliário leva a assinatura do arquiteto chileno Abraham Senerman.

Segundo o arquiteto Andrés Weil, responsável pelo andamento do projeto, a água coletada num volume de 280 l/s será utilizada para a refrigeração antes de ser injetada no aquífero a 100 m de profundidade. Proibida para consumo, ela pode ser utilizada para gerar refrigeração. Antes de ser injetada, essa água passa por "intercambiador" de calor localizado no subterrâneo, que esfria os equipamentos VRV (volume de refrigeração variável) localizados nos diversos andares.

O sistema deve permitir a redução do consumo de energia elétrica, um dos requisitos para a obtenção da certificação Leed de sustentabilidade. Segundo Weil, o sistema de climatização é de última geração, mas não deixa de ser convencional. Funciona por volume de refrigeração variável (VRV),  podendo estabelecer a climatização do ambiente levando em conta a temperatura de distintos recintos. Cada andar dos edifícios terá duas máquinas do tamanho de um frigobar, que se encarregarão de manter a refrigeração distribuída internamente por dutos.

Segundo Weil, o sistema substitui outros procedimentos mais comuns que utilizam mais energia para levar essa água ao topo do edifício. De acordo com cálculos do arquiteto, em relação ao sistema convencional de refrigeração, os VRVs geram uma economia de consumo de energia de 60% e os VRVs que utilizam água, 90%. "A geotermia foi um presente que nós recebemos por estar ao lado do Rio Mapocho", diz Weil. Mas sua utilização não se restringe a essa situação, e por isso o arquiteto indica aos seus pares considerar a possibilidade de fazer uso dela em seus projetos. No Chile, alguns edifícios já utilizam esse tipo de energia.

Divulgação
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Jardim com bom gosto e Moda e tendência no uso da vegetação

Saiba como realizar um belo projeto paisagístico sem gastar muito

Benedito Abbud

Jardins para sentir e viver

Benedito Abbud é mestre em arquitetura paisagística pela FAU-USP. Ex-presidente da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas tem projetos no Brasil e exterior

Com um projeto adequado é possível ter um bom projeto paisagístico sem gastar muito. Recentemente, Benedito Abbud e sua equipe desenvolveu um, em um condomínio residencial de padrão médio/alto, cujas áreas verdes tiveram custo de R$ 60,00 por metro quadrado. Sendo que este custo, já computada a mão de obra do paisagista e a compra de terra e plantas, pode chegar a R$ 200,00 o metro quadrado.


Além de reduzir os custos, usar a criatividade é fundamental para um projeto mais em conta.
Dependendo do padrão da obra, os acabamentos de toda a área externa (pisos, muretas, piscinas, quadras, churrasqueiras, pergolados, mobiliário etc) podem ter especificações com o custo reduzido. Por exemplo, no lugar de pisos especiais, que são relativamente caros, pode-se utilizar piso cimentado texturizado.

Esse material, no qual pode ser usada a técnica de ranhura (feita por uma vassoura), ou porosidade (processo adquirido pelo simples ato de jogar sal grosso no cimento ainda fresco, e que depois de seco é só varrer para retirar o sal, fazendo com que o cimento fique parecido com mármore Travertino), apresenta um aspecto interessante e acaba oferecendo uma segurança tão boa como a do piso especial. Além de poder ser feito em várias cores e texturas, e ser enriquecido com detalhes de pisos cerâmicos ou pedra.

Também é possível economizar na hora de preparar o espaço de lazer, cujos materiais variam muito de preço. É possível escolher um equipamento com as mesmas funções, porém com materiais e padrões diferentes, que custe 1/5 do preço de outro.

Criatividade também é fundamental para um projeto de paisagismo mais em conta. As partes acidentadas de terrenos podem ser aproveitadas. Um talude do terreno pode ser transformado em brinquedo, onde as crianças podem se divertir subindo em cordas. Um simples muro de divisa de terreno pode ser transformado em lousa, por exemplo. Construir uma casa na árvore também é uma opção barata e interessante.

Árvores frutíferas são meios interessantes para atrair passarinhos e chamar a atenção das crianças. Então, no lugar das frutíferas já produzindo, mais caras, por que não utilizar mudas pequenas, baratas e que também terão frutas em um determinado espaço de tempo?

A iluminação é também um importante elemento na composição noturna do jardim. Projetores de jardim valorizam os espaços, assim como balizadores de piso em locais estreitos e postes com arandelas em grandes espaços abertos, que determinam o uso noturno destes lugares. 

Com a grande diversidade de equipamentos de iluminação disponíveis no mercado, adequando-se as especificações das luminárias de baixo custo aos locais corretos, podemos atingir um ótimo resultado quanto ao aspecto noturno do jardim.

Moda e tendência no uso da vegetação

Mesclar plantas da moda e tendências em soluções paisagísticas é saída para surpreender no jardim


Embora seja difícil trabalhar com elementos de moda e tendências no paisagismo, essas duas manifestações são importantes de serem consideradas, entendidas e trabalhadas no dia a dia do arquiteto paisagista e daqueles que se interessam pela área.



Foto: Divulgação
Ao emoldurar o móvel de madeira com o caminho de pedras, o paisagista criou um espaço de contemplação no jardim, muito comum nos projetos atuais
A moda tem um tempo de duração menor do que a tendência, ou seja, aquilo que hoje está em alta rapidamente estará em baixa. Ela é uma solução pronta em busca de lugares para ser aplicada. Nas décadas de 20 e 30, a arquitetura modernista trazia jardins que encontravam na escultura dos cactos o formalismo ideal para contrapor com as inovadoras e, na época, muito estranhas, linhas retas.

Na década de 50, o jardim na frente das casas, separado das calçadas apenas por gradis baixos - que construíam uma leve barreira para cachorros vadios -, privilegiava os “arranjos” de dracenas com agaves, cactos, espada-de-São Jorge, pedras e galhos secos, entre caminhos serpenteados, entendidos como românticos na época.

Tais caminhos levavam a um interior de móveis palitos com vasos em forma de cones, onde, em geral, vicejava um esplêndido fícus elástico, de folhas enormes e abundantes, contrastando com aquele ambiente. Por ser uma árvore enorme e de raízes agressivas, essa planta em pouco tempo destruiu vasos e, para ser reaproveitada, foi plantada em passeios públicos e quintais, que hoje são importantes na paisagem urbana de vários bairros paulistanos (embora suas raízes “levantem” o passeio e até alicerces das residências).

Com o passar dos anos, algumas plantas entraram e saíram de moda por influência da televisão e depois das exposições de decoração, como Casa Cor. Entre elas a raphis excelsa, a dracena vermelha, o agave attenuata, o bambu mossô, os rhipsalis, o dasylirium, o pennisetum, a palmeira azul e, ultimamente, as paredes verdes desenvolvidas por Patrick Blanc e redesenhadas em vários sistemas em todo o mundo.

Estas últimas podem passar de um modismo para uma tendência mais perene, uma vez que traz um conceito interessante de revestimento verde. Apesar de manutenção difícil e tendo a opção das trepadeiras, as paredes verdes, em muitos casos, representam uma expressiva composição estética e “verdejam” o ambiente, trazendo a sensação de natureza em espaços verticais, cada vez mais comuns nas grandes cidades urbanizadas.

Tendências

Já as tendências são conceitos e ferramentas que conduzem a determinados usos da vegetação, em função do lugar onde será empregada. Alguns desses conceitos podem ser: o uso de uma planta escultórica no ponto focal de uma cena ou de um caminho; ou posicionamento de uma espécie de forma expressiva contra a luz, para realçar o recorte de sua silhueta.


Foto: Divulgação
 
Exposições e até mesmo programas de televisão influenciam os projetos paisagísticos
Ou ainda uma iluminação especial para provocar uma sombra de desenho marcante numa superfície contínua (sem janela); um conjunto de copas caducas para provocar a refrescante sombra no verão e o calor do sol no inverno; passar entre maciços arbustivos da mesma espécie, realçando a sensação de inserção do transeunte no jardim.

Entre seguir a moda ou acompanhar as tendências, talvez a solução ideal seja mesclar as duas sem deixar de atender o gosto e o sonho dos clientes para encantá-lo e buscar surpreendê-lo, que é um dos objetivos de todos os projetos.
No tempo que estagiei em um escritório aqui em Campina Grande, tive contato com um projeto paisagístico de Benedito Abbud para a área de lazer de um edifício, me encantei pelo paisagismo, tudo é planejado, pensado, e ate projetado no futuro como as árvores irão crescer, o tamanho que a copa irá ter e a altura. Sou apx por paisagismo.


Quer ter um bidê?

Aqui em casa tem!! Eu acho bem cafona, os banheiros são bem estilo anos 80, de azulejo de florzinha , com bidê, vaso e box combinando com a cor do piso e das flores do azulejo.  Eu  ainda faço minha reforma no meu banheiro!!! Casa de ferreiro espeto de pau.

Peça controversa, o bidê volta a aparecer nos banheiros, mas exige cuidados de uso e instalação. Confira.



Foto: Getty Images 

Excluído dos banheiros a partir da década de 70, quando os imóveis começaram a diminuir de tamanho e a discussão sobre sua eficácia para a higiene ficaram em xeque, o bidê está voltando à cena.


Substituído pela ducha higiênica, que vem sendo largamente usada em conjunto com a bacia sanitária, o bidê requer uso individual. Isso porque a saída da água em forma de fonte faz com que o líquido, após atingir a área a ser higienizada, retorne ao ponto de saída. Logo, se outra pessoa for usar essa peça poderá ter suas partes íntimas lavadas com algum resquício da lavagem anterior. Por essa razão, em banheiros de uso coletivo, nem pensar em instalar ou usar o bidê.

Mas com o crescente número de banheiros por pessoa – principalmente em imóveis de alto padrão – a peça retorna aos projetos, muitas vezes associada à ducha higiênica, melhorando a qualidade do uso.

Tê-lo ou não é realmente uma opção pessoal. Mas uma vez que se decida instalá-lo não se pode esquecer das dimensões mínimas, que garantam o uso adequado da peça. Isto é, um espaço em torno de 20 cm de cada lado para o encaixe das pernas. Caso contrário, seu uso poderá ser prejudicado.

 fonte: http://ht.ly/4Yb3D

segunda-feira, junho 27, 2011

Luz solar encanada

Ross Lovegrove é um conceituado designer britânico que conquistou o mundo com suas formas orgânicas, modernas e inovadoras. Inclusive já mostramos uma criação dele aqui.
Em parceria com a Velux, Lovegrove reinventou o túnel solar, deixando-o mais bonito e funcional do que era antes.

O túnel solar funciona da seguinte forma: um tubo flexível revestido internamente com um material reflexivo é colocado no telhado da casa. De lá, ele é direcionado para o cômodo que precisa de iluminação. A “tampa” que fica para o lado de fora é geralmente feita de acrílico com filtro para os raios UV, portanto só a luz solar chega ao ambiente, os raios nocivos ficam do lado de fora.



Dessa maneira você possui um cômodo iluminado durante o dia sem gastar nenhum centavo. Essa é uma solução perfeita para aqueles ambientes que ficaram enclausurados e recebem pouca ou nenhuma luz natural como corredores, banheiros ou escadas.
Talvez seja possível instalar esse sistema em fachadas ou diretamente no chão, para iluminar porões, garagens ou depósitos localizados no subsolo.
Veja como era o acabamento final do túnel solar antes e depois de Ross Lovegrove.

Além de ficar mais bonito e moderno, ele ficou também mais funcional, já que esse pendente serve com um difusor, espalhando melhor a luz pelo ambiente.

quinta-feira, junho 23, 2011

Avião desmontado vira cobertura de casa nos Estados Unidos

747 Wing House conta com partes de um Boeing. Telhado com estrutura curvada favoreceu a vista da residência localizada em uma área montanhos


Quando o arquiteto David Hertz foi contratado para projetar uma residência em uma área montanhosa da cidade de Malibu, Estados Unidos, o objetivo era valorizar a vista do local.

Para atender esse requisito, o arquiteto idealizou uma cobertura com estrutura curvada, e acabou por projetá-la com uma asa de avião como telhado. A residência, batizada de "747 Wing House"

Divulgação: David Hertz Architects
Asas ocupam uma área de 232 m² cada
A cobertura da residência principal foi construída com duas asas de avião que ocupam uma área de 232m² cada. A fuselagem ainda foi aproveitada nos telhados das outras partes da casa, como o quarto de hóspedes, o celeiro, um estúdio e um local para meditação. De acordo com o arquiteto, "comprar o avião inteiro saia mais barato do que comprar partes separadas". O modelo Boeing 747-200 foi adquirido em um dos vários "cemitérios" de aviões existentes nos Estados Unidos e foi transportado para o terreno com a ajuda de um helicóptero.

A parede dos fundos da casa é de concreto, sendo que o restante da fachada foi projetada com vidros, para garantir a vista do local. Colunas metálicas simples sustentam a cobertura. A estrutura é conectada à asa no local onde as turbinas ficavam encaixadas.

De acordo com o arquiteto, não existe nenhuma restrição por parte da prefeitura com relação ao telhado com partes de avião, mas é necessário que a residência seja registrada na Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês), para que outros aviões não confundam a casa com os destroços de uma aeronave que sofreu uma queda, por exemplo. 

O terreno de 55 acres pertencia anteriormente ao designer Tony Duquette, que tinha construído 21 estruturas metálicas do tipo Pagoda, tradicionais da arquitetura oriental, e que foram destruídas por um incêndio. Parte dessas estruturas foi reutilizada nesse projeto.
Divulgação: David Hertz Architects
Tipo de cobertura não obstrui a vista da região
Divulgação: David Hertz Architects
Suíte foi coberta com peças da cauda do avião
Divulgação: David Hertz Architects
Avião inteiro foi comprado para ser utilizado na obra fonte: http://www.piniweb.com.br/construcao/arquitetura/aviao-desmontado-vira-cobertura-de-casa-nos-estados-unidos-220100-1.asp

Quarto edifício mais alto do mundo terá aberturas laterais para reduzir a pressão do vento sobre a estrutura

Projeto do escritório Adrian Smith + Gordon Gill foi desenvolvido de modo que a aerodinâmica do edifício de 606 m permitisse a utilização de menos material para a estrutura



Divulgação: Adrian Smith + Gordon Gill

Divulgação: Adrian Smith + Gordon Gill
O escritório Adrian Smith + Gordon Gill venceu o concurso para o projeto do Wuhan Greenland Center, que deverá ser o quarto edifício mais alto do mundo, com 606 m de altura. As obras devem começar ainda em 2011 na China e a previsão é de que sejam concluídas em cinco anos. Preocupados com a ação do vento contra a estrutura, os arquitetos projetaram aberturas em três alturas diferentes, que serão responsáveis por deixar o ar passar e diminuir a pressão do vento. A ideia é que a aerodinâmica do edifício diminua o montante de material estrutural.
De acordo com os arquitetos, o projeto foi desenvolvido a partir de três conceitos: o formato cônico, cantos arredondados e um topo abobadado, que será responsável por reduzir a resistência do vento e a criação de vórtices sobre o edifício. A torre será construída seguindo a ideia de um tripé, sendo que os cantos serão cobertos com vidro curvo, diferentemente das fachadas, que serão de um vidro com mais textura. O núcleo do edifício será construído com concreto, com o resto da estrutura em metal.


O prédio de 119 andares terá aproximadamente 300 mil m² de área construída, sendo 200 mil m² de escritórios, 50 mil m² de apartamentos, 45 mil m² de quartos de hotel e 5 mil m² de um clube privado, que ficará na cobertura do edifício.

O prédio contará também com sistemas de reuso de água cinza, controle de iluminação durante o dia e um sistema que gera energia a partir do vento capturado por aberturas no edifício.


Divulgação: Adrian Smith + Gordon Gill

Divulgação: Adrian Smith + Gordon Gill