Fonte: living gazette
domingo, fevereiro 20, 2011
sábado, fevereiro 19, 2011
André Le Nôtre - O versátil paisagista francês criador dos principais jardins do mundo
O jardim clássico francês é um produto direto do mundo culto e pessoal do paisagista André Le Nôtre, diferente do que se banalizou como o “estilo francês” difundido através do catálogo de formas de Dézallier, desprovido da profundidade dos questionamentos de Le Nôtre, como se verá ao longo deste escrito. E se a imagem do mais hábil paisagista francês é mais popular fora da França, como observa Bernard Jeannel, é provavelmente porque para vários franceses sua obra ainda está muito associada a um passado fortemente criticado, ligado à monarquia francesa.
André Le Nôtre, que viveu entre 1613 e 1700, era filho de jardineiros e seu círculo familiar, profissional e social foi em parte ligado a este meio. Sua família vivia no entorno do Jardim des Tuileries, seguindo uma tradição “tão antiga quanto lógica de alojar os jardineiros nas proximidades dos jardins que cuidavam”. Desde muito jovem Le Nôtre pode assistir as transformações do jardim des Tuileries, acompanhando o trabalho de seu pai e dos melhores jardineiros da época. Certamente também contribuíram em sua formação a leitura dos escritos de autoria de Claude Mollet, primeiro jardineiro do rei e colega de seu pai Pierre Le Nôtre.
Paralelamente à jardinagem, Le Nôtre freqüentou durante seis anos o ateliê de Simon Vouet convivendo com importantes artistas contemporâneos a ele. O pintor Simon Vouet, que foi também professor de Charles Le Brun e Eustache Le Sueur, tinha vivido na Itália entre 1615 e 1627 onde tomou contato com as correntes representativas da pintura italiana da época. Na sua volta à Paris dirigiu um importante ateliê de pintura adaptando o estilo italiano ao gosto das grandes decorações pedidas pela corte, aproximando-se do classicismo de Nicholas Poussin.
Nesse ateliê Le Nôtre fez amizade com Charles Le Brun pintor e decorador, de Vaux-le-Vicompte e Versalhes, com quem compartilha do gosto e a curiosidade pelos mitos da antiguidade nos quais Le Brun se inspirava com frequência. Também se iniciou em escultura com Lerambert.
Além das amizades ligadas ao mundo das artes e da jardinagem, outro aspecto a destacar na sua formação foi a familiaridade que adquiriu relativa aos problemas teóricos e práticos da perspectiva. Segundo, Bernard Jeannel na sua época “era possível estudar as Leçons de perspective positive du Cerceau, e segundo este mesmo autor, Le Nôtre também “estuda com atenção os quarenta e três livros de La perspective curieuse ou magie artificielle do padre Nicéron”. Neste tratado, diferentemente da perspectiva teórica (ou ótica), a perspectiva “positiva” trata essencialmente dos efeitos práticos da deformação da perspectiva. Como se verá na seqüência do artigo, Le Nôtre aplicará com maestria os conhecimentos técnicos relativos à perspectiva e outros ligados à arte dos jardins.
Em 1635, aos 22 anos de idade, André Le Nôtre foi nomeado primeiro jardineiro de Gaston d’Orleans, irmão do rei Luis XIII e trabalha acompanhando seu pai no Jardin des Tuileries, onde permanecerá durante mais de 20 anos.
Seus contatos, a tradição oral, o estudo de pintura e escritos ligados às técnicas de jardinagem, aliados a sua curiosidade, vão pouco a pouco ampliando sua visão e sua capacidade de expressão plástica. Esta bagagem de conhecimentos e vivências o permitirá realizar, a partir dos seus quarenta anos, um conjunto de obras marcantes das quais destacamos os jardins de Vaux-le-Vicompte e Versailles.
Vaux-le-Vicompte, situado em Maincy, 55 Km a sudeste de Paris, é considerado uma de suas obras primas. O jardim e o palácio foram concebidos para o ministro das Finanças Nicholas Fouquet. Paradoxalmente – após a festa de inauguração deste jardim em 1661, feita em homenagem a Luis XIV – Nicholas Fouquet foi encarcerado e mantido em prisão até sua morte, entre outros motivos, por possuir uma propriedade mais aparatosa que a do Rei.
No jardim de Vaux-le-Vicompte Le Nôtre usa com maestria os recursos da perspectiva na composição paisagística. Este é um jardim para ser visto a partir do Palácio e tem autonomia em relação à sua arquitetura. Para compensar a distribuição axial em pendente do terreno e sua longa extensão em detrimento de sua largura, Le Nôtre oculta partes do jardim e anula os efeitos da perspectiva em fuga. Cria assim um jardim de uma cena só, aparentemente menos longa e não imediatamente evidente como em Versalhes. Para isso, ao longo de um eixo central ordena uma seqüência de parterres, espelhos d’água que culminam com uma estátua de Hércules fechando a perspectiva e relacionando o fundo do jardim com um quadro de Nicholas Poussin dos 7 sacramentos.
No mesmo ano da prisão de Fouquet, Luis XIV iniciou a ampliação do antigo pavilhão de caça de Luis XIII que seria transformado no palácio de Versalhes e residência real a partir de 1682. As obras do palácio foram desenvolvidas num longo período de tempo e dela participaram os arquitetos, Louis Le Vau (1612–1670), Jules Hardouin-Mansart (1646–1708), Jacques Ange Gabriel (1698–1782) e o pintor e interiorista Charles Le Brun (1619–1690).
Com relação ao lugar escolhido para instalar Versalhes, sua topografia plana e sem atrativos e a falta de água para abastecer a corte o indicam como um dos mais inadequados para estabelecer o jardim e a residência da corte. No entanto, para Luis XIV, Versalhes foi concebido para dar “a medida exata da gigantesca dimensão do governo humano sobre a natureza” e entendimento desta iniciativa deve ser vinculado a um contexto de domínio simbólico e físico do território.
Numa escala macro o jardim se estrutura através de grandes eixos retilíneos onde se distribuem parterres, espelhos d’água, elementos arquitetônicos. O eixo central atinge cerca de 14 km de comprimento e permite uma visão ampla do território. Esta experiência do olhar que alcança o horizonte longínquo está na base do eixo visual, o mecanismo fundamental de ordenação do conjunto de Versalhes e de muitos outros da arquitetura barroca. Ela se incorporará como um dos mecanismos de ordenação compositiva mais fundamentais da Ecole de Beaux Arts cujas origens remontam precisamente ao reinado de Luis XIV.
Numa escala micro, o jardim apresenta uma cenografia arquitetônica e vegetal obcecada pelo detalhe e voltada ao deleite e à provisão de acontecimentos para os convidados do rei (cenas de teatro, terraços, fontes, conjuntos de estátuas, labirinto, espelhos d’água).
Embora Vaux-le-Vicompte e Versalhes em si já representem muito bem o auge da produção de Le Nôtre, paralelamente a estes o paisagista também participa do desenho de vários outros jardins nos arredores de Paris e nas províncias, entre eles Tuileries, Champs-Élysées, Chantily, Saint Germain, Saint Cloud, Sceaux, Fontainebleau, Meaudon. Permanece em todos eles a idéia de ordem, simetria que concorrem para sua inteligibilidade.
Por outro lado, “numa época na qual a linguagem mitológica é o modo de expressão comum na Europa Artística, os jardins de Le Nôtre exprimem uma mensagem de triunfo que se evidencia ou oculta segundo o caso”. Essa dupla polaridade dos seus jardins que tem como apoteose Versalhes, onde, de um lado temos o rigor de uma organização geométrica do espaço e do outro temos o ressurgimento de uma mitologia lúdica e oracular – vem a cristalizar a herança do humanismo francês, como bem observa Bernard Jeannel. Em síntese, sua obra é um registro excepcional da política, ciência e sensibilidade do seu tempo.
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Estantes
Organização e beleza
Estantes não são apenas móveis comuns, mas sim importantes peças que organizam e podem definir o estilo da casa
Muitas pessoas acreditam que as estantes não devem ocupar toda a área da parede. No entanto, existem muitos modelos interessantes que podem, sim, cobrir todo o espaço, valorizando - e muito - uma parte específica do ambiente. Para isso, é necessário que o móvel siga o estilo de decoração adotado para o local.
Além de garantir charme extra para a casa, esses móveis também podem ser úteis para acomodar com beleza livros, porta-retratos e outros objetos. Basta ser criativo e harmonizar os elementos. Inspire-se nessa seleção de estantes expostas na Casa Cor 2010 para organizar sua residência.
Moderno e cool, o Loft do Artista, projeto do designer de interiores Francisco Cálio para a Casa Cor 2010, privilegia total mobilidade, conforto e bem-estar na homenagem ao artista plástico Marco Magalhães. Transpassando a área destinada à garagem, a estante Brasília (5 x 0,35 x 3,20 m), de MDF laqueado branco, em forma de gráficos superpostos, domina a parede e confere um visual inusitado ao espaço. Uma prateleira superior na cor amarela cria um ponto de contraste. Nos nichos irregulares, livros e adornos se acomodam sob o comando da gravidade, enquanto os vãos maiores emolduram obras do artista.
A estante projetada pela arquiteta Simone Goltcher ocupa toda a parede do ambiente Loft do Jogador de Polo da Casa Cor 2010, inspirado no empresário e jogador de pólo Rico Mansur, e abriga uma série de objetos que remetem às corridas de cavalos. Leds nas prateleiras e na parte alta fazem a luz clara contrastar com as cores escuras da madeira.
Sustentabilidade foi a inspiração da arquiteta Débora Aguiar na concepção desse projeto. “A ideia central foi criar um móvel que unisse tecnologia e natureza, o que resultou em uma peça de mobiliário diferente e bastante vistosa”, afirma. A estante compõe o living do ambiente Casa de Campo, exibido na Casa Cor 2010. Com pórticos da Ornare e acabamento em laca, a peça fica ainda mais elegante com a iluminação amarela, que contrasta com os tons da parede e da própria estante. Segundo Débora, o móvel foi inspirado em casais apaixonados que, aos poucos, mobiliam a casa, criando um ninho.
fonte : http://revistacasaeconstrucao.uol.com.br/ESCC/Edicoes/59/artigo177243-5.asp
Identidade carioca terá novo templo em Copacabana
Com inauguração prevista para o segundo semestre de 2012, a nova sede do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS/RJ) tem a missão de se tornar o templo da identidade carioca e um ponto de encontro para a população e para turistas brasileiros e estrangeiros. Implantado na Avenida Atlântica, em Copacabana, o prédio substituirá as instalações do museu aberto em 1965, que atualmente funciona em dois endereços, na Praça 15, re-gião central da cidade, e na Lapa. Ele ainda abrigará o Museu Carmen Miranda, hoje localizado no bairro do Flamengo.
A nova sede do MIS/RJ - uma iniciativa do governo do estado do Rio e da Fundação Roberto Marinho - teve concepção arquitetônica escolhida em concurso internacional vencido por Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio, titulares do estúdio Diller Scofidio + Renfro, de Nova York (leia PROJETO DESIGN 356, outubro de 2009). O desenvolvimento do projeto está a cargo do escritório brasileiro Índio da Costa Arquitetura, Urbanismo, Design e Transporte. Os arquitetos norte-americanos propuseram o museu na forma de um bulevar vertical com sete pavimentos, percurso contínuo externo e volumetria que corresponde ao traçado de rampas e patamares seqüenciais. Para explicar a idéia que serviu de inspiração à fachada, os autores usam a imagem do calçadão de Copacabana dobrado e transformado em elemento vertical. Mas certamente esta não é a única referência do projeto, que apresenta conceito e linguagem semelhantes à proposta que Diller Scofidio + Renfro desenvolveu em 2001 para o Museu de Arte e Tecnologia de Nova York, que não chegou a ser implantada.
Primeiro museu audiovisual brasileiro, o MIS/RJ conduzirá o visitante num passeio pela rica história cultural da cidade, conhecida pela criatividade de suas manifestações artísticas e pela diversidade de ritmos musicais. A divisão interna prevê três grandes eixos, a começar pela Galeria de Exposições, uma espécie de vitrine do acervo. A seguir virão a Fábrica da Memória, que transformará a produção memorialista em produto cultural, e o Centro de Documentação, espaço destinado ao público pesquisador. Além de salas de exposições permanentes e temporárias, o programa inclui sala para teatro e cinema com 300 lugares, loja, café, restaurante panorâmico, terraço, piano-bar e mirante no topo do edifício.
O acervo da instituição inclui 22 coleções particulares, doadas ou adquiridas, que reúnem itens como fotos, cartazes, discos, filmes e textos. O MIS/RJ também produz parte de seu acervo a partir da gravação em áudio e vídeo de depoimentos dados por personalidades ligadas à cultura. São cerca de mil depoimentos e aproximadamente 4 mil horas de gravação, disponíveis para consulta.
A curadoria MIS/RJ ficou a cargo do jornalista Hugo Sukman. Para apresentar aos freqüentadores o acervo da instituição, ele dividiu o museu em temas como humor, música, natureza, noite carioca e modo de vida, no qual será inserido o acervo de Carmen Miranda. Moderna e atraente, capaz de interagir com diversos públicos, a museografia é assinado por Daniela Thomas e Felipe Tassara. (N. C.).
Museu da Imagem e do Som
Local: Rio de Janeiro, RJ
Data do inicio do projeto: 2009
Previsão da conclusão das obras: 2012
Área do terreno: 1.300 m²
Área construída: 9.800 m²
Arquitetura: Diller Scofidio + Renfro - Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio (autores);
Indio da Costa AUDT (nacionalização do projeto)
Estrutura: Escritório Técnico Julio Kassoy e Mario Franco (concreto);
Limonge de Almeida Consultoria e Projetos (metálica)
Agência bancária Sustentável
Pra quem não sabe, essa agência, inaugurada em 2006, foi a primeira construção reconhecida como sustentável na América Latina, através do selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design).
Durante a visita, coordenada pelo engenheiro responsável pela obra, a concepção do projeto e detalhes da construção são apresentados, incluindo materiais e sistemas usados para minimizar o impacto ambiental do prédio e garantir o conforto interno.
Confira alguns diferenciais do edifício:
- fachada agência sustentável | imagem: banco real
- sistema de ar condicionado sem gases nocivos ao meio ambiente | imagem: banco real
iluminação gerada a partir de energia solar | imagem: banco real
- tubos feitos de garrafas pet para captação de águas pluviais | imagem: banco real
- central de atendimento a deficientes auditivos | imagem: banco real
- paredes com tintas à base de água e argamassa sem processo de queima | imagem: banco real
Sustentabilidade fica evidente no desenho de parque tecnológico
Como outras cidades do país, Brasília também pretende ter o seu polo de tecnologia. O empreendimento, denominado Parque Tecnológico Capital Digital, será implantado em área vizinha à da Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência da República.
O escritório Oliveira & Andrade, dos arquitetos Leonardo de Oliveira e Rogério Pontes de Andrade, é o autor da proposta do edifício-sede. “Atualmente, estão em andamento as obras de infraestrutura viária e trabalhamos na fase final do projeto executivo”, informa Oliveira. Além da governança do parque, o conjunto vai abrigar a Fundação de Amparo à Pesquisa do Distrito Federal e a Secretaria de Ciência e Tecnologia.
A proposta foi orientada por princípios associados às construções sustentáveis, que os autores consideram afinados com a ideia de um parque tecnológico. “Buscamos expressar de forma objetiva e subjetiva esses conceitos na linguagem do edifício e no portal de acesso do conjunto”, conta Oliveira. Ele acrescenta que, embora a sustentabilidade e a eficiência energética tenham entrado na agenda mundial no final do século 20, a arquitetura moderna brasileira já exercitava esses fundamentos 40 anos antes e produzia um farto repertório.
Esse repertório, aprofundado e incorporado a elementos típicos do novo século, foi um estímulo para os autores. A ideia da pérgola fotovoltaica, por exemplo, é oriunda da proposta de Martínez Lapeña y Torres para a Expo 2004, em Barcelona, revela Oliveira. Além de responder às premissas práticas de redução do consumo de energia e reúso dos recursos hídricos, entre outras, o projeto procura evidenciá-las no desenho, diz o arquiteto. Indícios dessa postura são o portal de acesso, que funciona como receptáculo de águas pluviais, e a sede sob a sombra da pérgola.
O edifício funcional tem a configuração de um pavilhão, com lajes ancoradas em apoios delgados e vedação permeável. No desenho, as lajes se evidenciam na fachada, tornando-se protagonistas da volumetria. O acesso em rampa sobre o teto-jardim do auditório volta-se para a área central do prédio e transpõe o vazio entre os dois blocos. “Nas faces expostas às cargas térmicas excessivas, aumentamos a densidade dos brises. Nas áreas de auditório e videoconferência, a vedação tem caráter hermético para assegurar o isolamento acústico e a inércia térmica propícios a essas atividades”, detalha Oliveira.
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
Novo modelo de semáforo é desenvolvido
Em época de verão os semáforos localizados nas principais vias das cidades brasileiras costumam apresentar com maior frequência problemas que, além de causar transtornos aos motoristas, podem ocasionar graves acidentes de trânsito.
Com a incidência frontal dos raios solares nos semáforos convencionais, os refletores posicionados atrás do conjunto óptico fazem com que os raios sejam refletidos na direção do motorista. Isso, em conjunto com as lentes coloridas, cria a sensação de falso aceso das cores sinalizadas – o chamado “efeito fantasma”. E em dias de fortes chuvas ou quando há queda de energia, os equipamentos costumam entrar em pane, podendo permanecer desligados por horas.
Um novo modelo de semáforo, que começou a ser testado na cidade de São Carlos (SP) em janeiro, poderá solucionar esses problemas, além de possibilitar economia de energia e reduzir impactos provocados pelo descarte de lâmpadas incandescentes no meio ambiente.
Desenvolvido pela empresa DirectLight, formada a partir de um grupo de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos, o equipamento utiliza um conjunto de diodos emissores de luz (LEDs) de alta potência e eficiência óptica, que pode resultar em uma economia de energia de até 90%.
“Um semáforo convencional utiliza lâmpadas incandescentes de 100W, que consomem 400W em apenas um cruzamento de quatro vias, enquanto os LEDs do sinalizador de trânsito que projetamos consomem apenas 40W”, afirma o coordenador do projeto, Luís Fernando Bettio Galli.
De acordo com Galli, outra vantagem dos LEDs em relação às lâmpadas incandescentes é a vida útil. Os LEDs podem permanecer mais de 50 mil horas acesos, apresentando 75% da eficiência inicial, ao passo que as lâmpadas incandescentes duram apenas 4 mil horas. “O LED é um emissor que não apaga repentinamente. Ele vai degradando com o tempo e, depois de seis anos ligado, só perderá 25% da eficiência óptica inicial”, declarou.
Uma das principais diferenças do semáforo brasileiro à base de LED para outros sinalizadores de trânsito baseados na mesma tecnologia em outros países está no sistema óptico.
Os semáforos antigos utilizam uma centena de LEDs de 5mm, que foram desenvolvidos na década de 1960. Já o novo modelo utiliza apenas sete diodos emissores de luz, mais modernos, confiáveis e de potência mais alta, que consomem menos energia. Para isso, os pesquisadores envolvidos no projeto desenvolveram nos últimos dois anos um conjunto composto por três tipos de lentes.
Ao dispor os LEDs próximos ao conjunto de lentes, os pesquisadores conseguiram obter um melhor aproveitamento e distribuição da luz emitida pelos diodos e direcioná-la de forma correta.
Com isso, reduziram a quantidade de LEDs, dispensando a necessidade de refletores e eliminando o “efeito fantasma” produzido pelos semáforos convencionais. “Não adianta simplesmente colocar os LEDs virados para frente, porque eles têm uma abertura de emissão de 120 graus. Desenvolvemos o conjunto de lentes para aproveitar ao máximo a luz emitida por eles e direcioná-la só para a parte que interessa, que é o trânsito”, explicou Galli.
O projeto foi desenvolvido pela empresa em parceria com o Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica do Instituto de Física da USP de São Carlos e contou com financiamento da Fapesp por meio do Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe), no projeto Sinalizador de trânsito à base de LED com operação emergencial.
Avaliação instantânea
Outra inovação apresentada pelo equipamento está no sistema eletrônico embarcado, o qual permite que seja alimentado tanto pela rede elétrica convencional como por energia solar ou por um banco de baterias em situações de emergência, como um blecaute.
Um sistema de gerenciamento inteligente instalado no semáforo faz a cada milissegundos uma avaliação e decide qual a melhor forma de alimentação para o equipamento em um determinado momento. “A prioridade do equipamento é trabalhar com energia solar, por meio de placas fotovoltaicas, que é sua principal forma de alimentação. Mas, se mudar o tempo, ele utilizará energia elétrica. E, caso não tenha sol e falte energia elétrica, ele passará a utilizar um banco de baterias com duração de pelo menos 40 minutos, que é tempo suficiente para que os guardas de trânsito cheguem ao local e controlem a situação”, explicou Galli.
Segundo ele, já existem semáforos a energia solar e blecaute em outros países, porém nenhum ainda conseguiu integrar as três formas de alimentação utilizadas pelo equipamento brasileiro.
Os semáforos que estão sendo testados em três locais em São Carlos, por meio de um convênio firmado entre a DirectLight e a Secretaria de Transporte e Trânsito do município paulista, operam inicialmente apenas com energia elétrica.
Antes mesmo de obter a certificação e começar a ser comercializados já estão despertando o interesse de prefeituras de outros municípios. “Pelos testes e simulações que fizemos em parceria com a USP por meio de um software específico de simulações, o equipamento está se comportando muito próximo do que esperávamos. Os resultados dos testes em campo também estão sendo muito positivos”, afirmou Galli.
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Empresa de andaimes lança máquina e processo para fazer tijolos de entulho .
A aposta na redução do impacto ambiental da construção civil foi o que levou a empresa gaúcha de fornecimento de andaimes e equipamentos para o setor, a Baram, a desenvolver uma máquina e um processo para fazer tijolos de entulho na canteiro da obra, explicou o principal executivo da empresa Josely Rosa.
A empresa que não tem um projeto de sustentabilidade vai ser banida do mercado e quatro ou cinco anos,” explicou.
A unidade de reciclagem do grupo Baram, Verbam, deve lançar o novo produto na Feira Internacional da Indústria da Construção (Feicon) que ocorrerá em São Paulo no mês de março. Este é o primeiro produto que visa redução do impacto ambiental na construção, mas logo deverão ser lançados mais três, revelou o empresário.
Na verdade, a Verbam vende uma máquina de triagem e processamento do entulho, mas para atendar à demanda das construtoras a empresa desenvolveu também o processo e treina os funcionários na elaboração do tijolo.
“Primeiro desenvolvemos a máquina, mas sem o produto final, que é o tijolo, houve aceitação baixa,” lembrou. “Voltamos a estudar o produto e percebemos que as construtoras precisam ver uma vantagem final”.
Pelo processo desenvolvido, é possível construir uma casa de 60m2 com 50 toneladas de entulho. Além de reduzir o custo do tijolo e reduzir a pegada ecológica da alvenaria na obra, pois o tijolo não necessita queima, o produto da Verbam permite cortar custos com contratação de caçambas, garantiu Rosa.
Foram investidos cerca de R$600 mil e o trabalho de sete engenheiros pesquisadores no desenvolvimento do produto que começou há cinco anos quando Rosa voltou de feiras europeias de construção.
“Quando visitei a Europa comecei a perceber para onde caminhávamos,” explicou. “A preocupação [com o meio ambiente] está crescendo e nós empresários não temos opção a implementar processos menos danosos ao meio ambiente”.
Além da pressão do público, por meio da mídia, os próprios clientes da empresa estão exigindo melhores padrões enquanto novas leis vão começar a exigir melhores padrões, disse Rosa que vislumbra um dia as construtoras recebendo entulho de outras obras para fabricar seus próprios tijolos.
Testes mostraram que o tijolo feito pelo processo da Verbam é mais resistente que os tijolos de cerâmica ou concreto. Hoje, a empresa já desenvolve três projetos com o conceito e já pesquisa um sistema adesivo para fixar os tijolos e eliminar a necessidade de cimento, explicou Rosa sem revelar quais serão as outras inovações que empresa está pesquisando.
fonte: http://www.revistasustentabilidade.com.br/construcao-verde/empresa-de-andaimes-lanca-maquina-e-processo-para-fazer-tijolos-de-entulho
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Arquiteto australiano cria peça de iluminação em homenagem à união familiar
Sua casa pode ficar ainda mais aconchegante com luminárias em forma de casinha. Apresentadas recentemente em uma exposição no Museu de Arte Contemporânea de Sydney, na Austrália, essas peças foram criadas pelo arquiteto australiano Kristian Aus e fazem uma homenagem à família, ao conforto do lar e à união entre as pessoas. As luminárias são feitas de plástico e peças de borracha e certamente cairiam bem no quarto do bebê ou em uma sala de leitura.
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segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Portfólio
Portfólio - Lorena Cavalcanti - http://lorenaarquiteta.blogspot.com
Em breve
Em Breve o site do Escritório - 3D ARQUI-DESIGN http://3darquidesign.blogspot.com/EQUIPE: ALEX BARROS, LAURA BRAGA E LORENA CAVALCANTI.
domingo, fevereiro 13, 2011
Criando um clima
Com um projeto luminotécnico bem executado o home theater fica ainda mais acolhedor e sofisticado, tornando-se o espaço perfeito para relaxar e assistir a um bom filme
O sofá é confortável, a tela e o som têm qualidade de cinema, mas para que o ambiente fique perfeito, a iluminação é fundamental. Para criar um clima aconchegante, a luz indireta e periférica é a mais indicada e, de preferência, com lâmpadas quentes, amareladas e âmbar, que são mais confortáveis e não distorcem as cores. A aposta nos circuitos independentes e no dimmer pode gerar a intensidade luminosa desejada, combinações interessantes e novos cenários.
A lâmpada ideal
As mais indicadas são as halógenas, grupo que inclui dicroicas, minidicroicas, PAR e AR, que possibilitam uma iluminação pontual e permitem o uso de dimmer. A dicroica é uma boa opção para a luz pontual e a AR funciona muito bem para destacar objetos de decoração, pois é uma luz de foco fechado, que não ofusca. A arquiteta Roseana Monteiro também indica o uso da fluorescente T5.
| O requinte da luz Os 30 m² do home theater criado pelos arquitetos Adriano Stancati e Daniele Guardini, da A+D Arquitetura + Design (Campinas Decor 2009), possuem um sistema de automação que cria cenas por luz indireta. Atrás da parede de gesso há lâmpadas fluorescentes T5 (36W - cor 830) dimerizadas. Os nichos e degraus possuem fitas de LED (2W) na cor âmbar e a luz geral fica por conta dos spots embutidos no teto equipados com minidicroicas (25W) com ângulo de 32 graus. O rebaixo chanfrado no teto de gesso acartonado, bem como os rasgos e nichos, recebem lã de rocha de 96 kg/m³ para garantir uma perfeita eficiência acústica. Dispersas pelo ambiente, velas de LED, da Philips, complementam o projeto luminotécnico. |
Os arquitetos Gustavo e Claudia Pimenta e a designer de interiores Patrícia Franco projetaram um home theater (28 m²) com um sistema de automação que permitiu a criação de circuitos independentes e dimerizados. "Optamos por um trabalho de gesso para embutir a iluminação indireta, com mangueira luminosa para trazer o clima de cinema ao ambiente", explicam. O rebaixo abriga ainda minidicroicas (35W) voltadas para a parede e para os nichos, além de lâmpadas AR 70 (50W) com luz focada no móvel da tevê. |
Simplicidade que valoriza
O desafio da arquiteta Glaucya Taraskevicius foi criar uma iluminação adequada ao espaço do home theater e que ainda pudesse destacar a decoração. Para tanto, o teto foi rebaixado, possibilitando a iluminação embutida. Para destacar os objetos de decoração e a poltrona, Glaucya apostou em spots equipados com AR 70 (50W) - de foco mais definido e que não ofusca. O circuito de iluminação se completa com as lâmpadas AR 111 (50W) e um círculo de minidicroicas que proporcionam mais aconchego.
| Teto trabalhado Diferenciado, o home theater projetado pelo arquiteto Luiz Maganhoto e pelo designer de interiores Daniel Casagrande tem o teto trabalhado em prismas de gesso com a função de rebater o som e melhorar a acústica. Neles, foram embutidos spots equipados com lâmpadas AR 111 (50W), instaladas acima de cada poltrona. Para cuidar da luz periférica, os profissionais trabalharam com minidicroicas de foco fechado que destacam os quadros nas laterais da sala. De cada lado da tela de projeção, dois pontos, também de minidicroicas, iluminam as caixas de som. Para complementar o projeto, AR 70 (50W) com foco dirigido foram posicionadas sobre a mesa, além de um pendente e abajures. |
| Muitas cenas Para esconder a fiação do projetor e abrigar as peças de iluminação embutida, o teto do nível inferior do home theater foi rebaixado. Nas laterais, a arquiteta Roseana Monteiro acomodou painéis de madeira retroiluminados com lâmpadas fluorescentes T5 amareladas e dimerizadas, que proporcionam maior conforto visual e mais eficiência com menos calor. Os painéis ainda ganharam arandelas com lâmpadas bipino. Com circuitos independentes, a variedade de lâmpadas e o controle da intensidade da luz permitem a criação de diversos cenários. Os pontos de minidicroicas acomodados próximo ao rack auxiliam no manuseio dos equipamentos. |
| Projeto adaptado Transformar a sala de tevê em home theater exigiu da arquiteta Roseana Monteiro criatividade para adequar o espaço de 14 m² à nova confi guração. "Tivemos alguma difi culdade para passar mais fi os para alimentar as luminárias, pois os conduítes não comportavam a nova fi ação", comenta. O painel que abriga a tevê foi retroiluminado com duas lâmpadas fl uorescentes T5, proporcionando uma luz mais difusa. A iluminação geral fi ca por conta de dois rasgos paralelos no gesso equipados com uma sequência de três minidicroicas. Para garantir a criação de diferentes cenários, o acendimento alternado das lâmpadas e a dimerização são controlados no próprio interruptor. |
Estrelas de fibra
O trabalho da arquiteta Sueli Adorni, desenvolvido em parceria com a PuntoLuce, criou uma iluminação indireta através da fibra ótica que adorna o teto. "O céu estrelado, além de fornecer este tipo de iluminação, trouxe charme extra ao ambiente", comenta a profissional. A iluminação direta fica a cargo de dicroicas (50W) embutidas no forro de gesso. O abajur (Grifes e Design) complementa a ambientação.
fonte: http://revistacasaeconstrucao.uol.com.br/ESCC/Edicoes/47/artigo143478-2.asp
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