terça-feira, julho 26, 2011

Espaço reduzido, conforto garantido – BEDUP

Já sabemos que hoje em dia os apartamentos estão ficando cada vez menores, mas se você mora em um realmente pequeno que não tem nem espaço para a cama, encontramos uma solução perfeita!
Colocar a cama no teto! Isso mesmo! Dá só uma olhada nessas fotos:






Projetada pelos designers franceses da BEDUP, esse móvel parte do princípio que você não precisa da cama durante e o dia e sim de espaço livre. Durante a noite, o inverso acontece e aí é só acionar o mecanismo que baixa a cama.


Ao contrário de outros móveis retráteis que precisam de espaço livre para serem montados ou de uma movimentação diária do resto da mobília para liberar espaço para a cama, a BEDUP não necessita de nada disso. Você pode deixar todas as suas coisas no lugar sem ficar arrastando coisas pra lá e pra cá, já que é possível parar a cama na altura desejada.








A BEDUP pode ser instalada na sala, no quarto ou até mesmo no escritório que pode acabar virando um quarto de hóspedes. Para que o cômodo fique iluminado você pode instalar pontos de luz na parte inferior da cama, que ficam com um acabamento semelhante ao de spots embutidos no gesso.



Para deixar a cama completamente escondida, é possível embutir todo o mecanismo da cama no gesso. Dessa forma a cama só aparece na hora de dormir e só o fundo com os pontos de iluminação é que aparecem, dando um toque diferente ao restante do gesso.



Com BEDUP você garante seu conforto sem abrir mão do seu espaço.

segunda-feira, julho 25, 2011

Tênis que ilumina

Estudante de arquitetura cria divertidas luminárias em formato de calçados

A imagem de um par de tênis sobre a mesinha lateral da sala nem sempre deve ser associada a uma casa desorganizada, em estado caótico. Pelo menos, não se o calçado em questão servir para iluminar o ambiente. A estudante de arquitetura Clara Sjodin, da Lund University, na Suécia, criou estas luminárias que têm o formato de sapatos. Detalhe: o cadarço tem mais que um papel decorativo, pois funciona como cabo elétrico para fornecer energia às lâmpadas. 


Divulgação

fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI224082-16937,00-TENIS+QUE+ILUMINA.html

domingo, julho 24, 2011

A barbie arquiteta

A Barbie Architect (ainda não lançada o Brasil), vem com um capacete de obra, óculos de grau, tubo para guardar projetos (rosa, claro!), e no seu vestido tem um skyline estampado.



Uma ótima desculpa pra
comprar uma Barbie.

Nos EUA, ela estará à venda por em média $13,00.

As árvores do futuro

Idealizadas como um mobiliário urbano, as treepods poderão ser a salvação para o ar que respiramos.
Entusiastas afirmam que o design salvará o mundo. Mas, antes de entrar em profundas discussões sobre a questão, vale a pena se dedicar a descobrir como design, tecnologia e consciência  ecológica foram associadas em um projeto que pode, sim, significar uma solução para a vida num futuro próximo. Muito em voga, as tecnologias que promovem a sustentabilidade incutiram na dupla de designers franceses Mario Caceres e Cristian Canonico, da Influx Studio, de Paris, a ideia da utilização das formas de uma árvore em um projeto que remete a filmes de ficção. Batizado como Treepod, o protótipo que está dando o que falar trata-se de uma espécie de árvore artificial que, além de ter um visual futurista arrebatador, é dotado de recursos ecológicos e sustentáveis.


A iniciativa propõe incorporar e melhorar artificialmente a mais importante característica biológica de árvores naturais: a capacidade de limpar o ar, levando à liberação de CO² e O².

Pensado como um artigo próprio para decorar ambientes externos, a Treepod foi projetada utilizando recursos feitos inteiramente em plástico reciclado de garrafas. Inspirado não só nas árvores, mas no pulmão humano, o design dos “galhos” contará com múltiplos pontos de contato que servem como filtros minúsculos de CO².

Além disso, durante o dia, a Treepod pode servir como área de recreio para as crianças, que podem brincar nas suas gangorras. Isto mesmo! Á arvore foi equipada com gangorras, e é através delas que suas baterias são carregadas, por meio da geração de energia cinética.

A Treepod ainda coleta energia solar, acumulando recursos que serão empregados na produção de oxigênio e na sua iluminação durante a noite, proporcionando um visual futurista aos espectadores locais.

Via: Art Concept Decor e http://site.sca.com.br/blog/

sexta-feira, julho 22, 2011

A evolução da vida e da arte do antigo Egito

Tutankhamon: Exposição O Rei Dourado e os Grandes Faraós, EUA







"Estamos muito satisfeitos com esta solução. O meu cliente adora mostrá-la, e a equipe gostou de trabalhar com ela durante a instalação. Até agora, tem sido extremamente fiável e os responsáveis pela manutenção do sistema também ficaram impressionados".
Bradley Malkus da Lightswitch

O projeto

Tutankhamon: O Rei Dourado e os Grandes Faraós é uma exposição itinerante que mostra um impressionante conjunto de artefatos do Rei Tutankhamon e de vários outros Faraós, que já foi vista por 5 milhões de visitantes em todo o mundo. A exposição centra-se na XVIII Dinastia, um período de 100 anos em que o Egito estava no auge do seu poder e a “era dourada” da arte egípcia, revelando a história, a vida familiar, a religião e muitos outros aspectos da vida destes importantes governantes.

Com mais de 130 extraordinários objetos, incluindo muitos do reinado de Tutankhamon, bem como tesouros dos mais importantes faraós que governaram o Nilo ao longo de 2.000 anos de história, esta exposição enquadra Tutankhamon no contexto da cultura do antigo Egito e centra-se no esplendor dos faraós egípcios, na importância da realeza para o povo do antigo Egito, e nas cerimônias complexas e simbólicas relacionadas com a vida e a morte no palácio.

A Lightswitch, um consórcio com ampla experiência na criação de design visual para eventos dinâmicos ao vivo e ambientes arquiteturais impressionantes, trabalhou com uma excelente equipe reunida pela Arts & Exhibitions International para montar esta extraordinária exposição.

"A equipe da Lightswitch tem muita experiência no design de exposições itinerantes deste tipo. Sabemos como reinventar uma exposição à medida que vai se deslocando por vários locais de diversos tipos. Compreendemos os desafios envolvidos na criação de uma experiência dramática e bela para os visitantes, lidando com as diversas preocupações que têm de ser consideradas. Aprendemos a conjugar teatralidade, design arquitetonico e questões sobre conservação, mantendo o calendário e o orçamento sob controle. Sentimos também que a nossa vasta experiência neste tipo de projetos nos confere uma "perspectiva geral" única e nos ajuda a trabalhar de forma mais eficiente com o resto da equipe de produção para alcançar tudo isto", disse Bradley Malkus da Lightswitch.

A solução
Além da criação do design de iluminação, a Lightswitch foi responsável pela especificação e encomenda de todo o sistema de iluminação que será utilizado ao longo dos 5 anos que a exposição vai andar e inclui mais de 200 Selecon Aureol BeamSpots/Shapers.

Um dos principais objetivos do design deste projecto foi oferecer ao público uma exposição esteticamente atraente, bem como apossibilidade de ver os objetos e compreender as informações apresentadas em texto, gráficos e vídeo de forma clara. Ainda mais importante – como em qualquer projeto que inclua artefatos valiosos – houve um grande cuidado para garantir que a iluminação criasse um ambiente seguro para os objetos, bem como para os visitantes.


Selecon Aureol Beams
Selecon Aureol Beams

 fonte: http://www.lighting.philips.com.br/projects/egypt_museum.wpd

Segredos de um projeto de iluminação

Um bom projeto luminotécnico deve levar em conta basicamente duas coisas: o uso do espaço e tudo o que queremos valorizar nele.


Num living, por exemplo, uma iluminação equilibrada deve mesclar uma luz geral e difusa para a execução de tarefas - como a do lustre sobre a mesa de jantar - com outras mais focadas - na mesa de centro, numa escultura ou num quadro na parede. Isso significa pelo menos três circuitos independentes (na sala da foto, de 58 m², o arquiteto usou oito circuitos). Os novos sistemas de automação e dimerização permitem fazer combinações entre os circuitos, graduar a intensidade das lâmpadas e, assim, criar uma variedade de cenas para diferentes usos. São tantos os recursos tecnológicos a nossa disposição que é necessário a ajuda de um especialista. A boa notícia é que a maioria das lojas do ramo conta com arquitetos e light designers preparados para orientar o cliente.
Cenas personalizadas

As paredes que separavam estar e jantar desta sala vieram abaixo e o projeto de iluminação ajudou a integrar os ambientes. O arquiteto Marcelo Rosset criou cenas com atmosferas distintas e usou um sistema de automatização da Scenario.
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Veja o projeto de iluminação
Cenas diferentes com um simples toque

Moradora de um loft em São Paulo, a arquiteta Consuelo Jorge ressalta a praticidade que a automação do sistema de iluminação oferece. "Da cabeceira da minha cama, desligo a luz de toda a casa", afirma. Mas do que ela gosta mesmo é a versatilidade do equipamento ao criar climas de acordo com seu humor e sua necessidade. "Uma das minhas cenas preferidas, que eu chamo de 'jantar à luz de velas', acende as luminárias do jardim e poucas luzes na sala", explica. Sem dúvida, a maior vantagem desse tipo de automação é oferecer comodidade ao usuário, que pode mudar o clima do ambiente com apenas um toque. "Ao pressionar o botão do teclado ou controle remoto, ele estará acionando, de uma só vez, conjuntos de lâmpadas que correspondem a circuitos específicos", explica João Jorge Gomes, da Scenario, empresa especializada no assunto. Segundo o light designer Rodrigo Jardim, da Synapse, a automação é uma grande aliada na criação de um projeto em conformidade com a personalidade do morador. "É como se fôssemos diretores de cena de um teatro", explica. Outra vantagem do controle automatizado é que ele regula a intensidade de luz das lâmpadas (dimerização) e assim economiza energia. A desvantagem fica por conta do elevado custo do equipamento. "Além disso, a automação não é muito útil em apartamentos pequenos, com poucos circuitos", explica o arquiteto Gilberto Franco. Nesse caso, ele recomenda o dimmer simples como um recurso para multiplicar os efeitos de luz nos ambientes.
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Painel de automação
Dicas para economizar energia

Dispositivo que permite controlar a intensidade de luz, o dimmer reduz o consumo de energia e, de quebra, aumenta a durabilidade da lâmpada. "Os modelos eletrônicos permitem uma economia ainda maior", explica Cláudia Garcia, da Delmak, empresa que comercializa a marca americana Lutron (especializada em automação e dimerização). A escolha de lâmpadas também influenciao consumo.

As fluorescentes consomem, em média, 80% menos que as incandescentes. "Por isso, devem ser empregadas em ambientes onde a luz fica acesa mais de quatro horas por dia, como áreas de serviço", explica Marc Vam Riel, da La Lampe. Para Marc, em áreas sociais, como salas de estar, usadas por poucas horas durante a semana, as lâmpadas fluorescentes podem ser evitadas. "Sua reprodução de cores é inferior à das halógenas e incandescentes", acrescenta. Encontrado apenas nas fluorescentes compactas, o selo Procel Inmetro, colado no cartucho da lâmpada, reconhece que o produto é econômico e tem um padrão de eficiência aprovado pela Cepel (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica).
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Dimmer
De olho nas lâmpadasAs prateleiras das lojas expõem uma variedade incrível de modelos. Todos eles, porém, pertencem a uma das três famílias: incandescentes (as mais comuns), fluorescentes (as mais econômicas) e halógenas (as mais sofisticadas).
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Fluorescente

Incandescente
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Dicróica              Halógena
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                          Halógena palito

Halógena AR
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Halógena PAR
Efeitos especiais

Alguns efeitos básicos combinados garantem uma boa iluminação e trazem
conforto sem que o morador se dê conta. "O melhor projeto de iluminação é
aquele em que nem parece existir um projeto", diz Ricardo Heder, da Reka.
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Luz para cima (uplight)
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Luz para baixo (downlight)
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Luz nas paredes (wallwash)

quarta-feira, julho 20, 2011

3D - ARQUIDESIGN - NOSSO ESCRITÓRIO

João Filgueiras Lima e o Centro cultural e de pesquisa, Brasília

A mistura de nave interplanetária e morada indígena reflete, de certa forma, o jeito de ser de Darcy Ribeiro
A mistura de nave interplanetária e morada indígena reflete, de certa forma, o jeito de ser de Darcy Ribeiro
 
Taba do antropólogo ganha memorial
 
Híbrido de oca com disco voador, o Memorial Darcy Ribeiro foi desenhado pelo arquiteto João Filgueiras Lima (Lelé). Desde dezembro do ano passado, esse amálgama de óvni com casa nativa, implantado no campus da Universidade de Brasília (UnB), tem a missão de guardar a trajetória de um dos mais polêmicos pensadores brasileiros.
 
Na inauguração do Memorial Darcy Ribeiro, no último mês de dezembro, o então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva brincou com uma das mais exuberantes características da irrequieta personalidade do antropólogo.

O volume anexo, do anfiteatro, é parcialmente revestido por placas de concreto
O volume anexo, do anfiteatro, é parcialmente revestido por placas de concreto
O edifício circular tem cobertura com diâmetro de quase 40 metros
O edifício circular tem cobertura com diâmetro de quase 40 metros
 
“Parecia que ia faltar Brasil para tantas ideias de Darcy”, observou. “Brasil não vai faltar, ele que faz falta”, acrescentou. Não poderia, portanto, ter partido de outra pessoa, senão do próprio Ribeiro, a intenção de construir um local para guardar seu acervo no campus da Universidade de Brasília, da qual foi um dos idealizadores.

Conta a história que, internado no Hospital Sarah Kubitschek de Brasília para tratar de um câncer, em 1996, Ribeiro reforçou ao amigo Lelé, por meio de teleconferência, o desejo expresso anteriormente de que o arquiteto projetasse uma casa para abrigar os livros e o acervo do antropólogo, bem como de sua primeira companheira, Berta Ribeiro.

Lelé recorda‑se ainda que a ideia do memorial começara a florescer em uma conversa entre ambos em 1995, quando Ribeiro fugiu do tratamento no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, para refugiar-se em sua casa em Maricá (onde o arquiteto era um dos poucos a ser recebido).

Com o agravamento da doença, a urgência se acelerou. Ribeiro não queria que a construção parecesse vetusta; pelo contrário, desejava que combinasse arrojo e beleza, inovação e simplicidade.

Uma semana depois da videoconferência, Lelé mostrou-lhe pessoalmente o primeiro esboço do edifício, ao qual o próprio homenageado, emérito apelidador (é dele a alcunha de Sambódromo dada ao local de desfile das escolas de samba), deu o nome extraoficial de Beijódromo, já que pretendia que seu memorial fosse também um local de afetos.

A formação em talude foi aproveitada para acomodar a plateia do teatro
A formação em talude foi aproveitada para acomodar a plateia do teatro
No centro da edificação está o espaço ajardinado, que tem pé-direito duplo
No centro da edificação está o espaço ajardinado, que tem pé-direito duplo
A ponte que dá acesso ao memorial é coberta por uma marquise metálica
A ponte que dá acesso ao memorial é coberta por uma marquise metálica
 
Nos desenhos e na maquete, o programa proposto por Ribeiro consolidara‑se numa mistura heterogênea - mas nem por isso menos bela - de oca e disco voador. Para que a execução do projeto se completasse passaram-se, porém, 14 anos.

Lelé concebeu para o centro cultural e de pesquisa um edifício circular de dois pavimentos com 31,60 metros de diâmetro e cobertura de 37 metros, em cujo centro existe um espaço igualmente circular ajardinado, com 13 metros de diâmetro e pé-direito duplo. O térreo está apoiado no solo.

O pavimento superior possui laje de concreto armado sustentada por 32 vigas radiais metálicas engastadas a pilaretes também metálicos, posicionados na periferia da construção e, no centro, em um anel interno que distribui a carga para oito pilares metálicos tubulares.

Para a estrutura da cobertura, o arquiteto empregou 32 vigas radiais apoiadas externamente nas vigas do piso superior e internamente em um anel metálico com três metros de diâmetro.

A cobertura é de telhas dobradas em chapas pré-pintadas de aço galvanizado e, no trecho correspondente ao jardim interno, de chapas de policarbonato alveolar. No interior do prédio, lâminas de aço pré-pintado funcionam como brises na área vedada com policarbonato, permitindo aproveitar a luz natural na maior parte do dia.
Envolto por um lago, o memorial tem acesso por uma ponte coberta por marquise metálica. Na parte posterior da construção circular fica o teatro, anexo que aproveita a formação em talude constituída pela terra retirada na escavação para o círculo de água.

Um sistema de vaporização resultante da passagem do ar introduzido no prédio por meio de nebulização mecânica da água do lago proporciona conforto ambiental em todo o conjunto.
Salas de aulas, galeria para exposição, cineclube, gabinetes de pesquisa, centro de documentação, café, livraria e anfiteatro estão reunidos no memorial. Ele abriga, além do acervo de Darcy e Berta, a biblioteca do antropólogo, com cerca de 30 mil volumes.

O espaço pode acolher apresentações artísticas, lançamento de livros e exposições. O memorial fica entre o Instituto Central de Ciências (que Ribeiro apelidou de Minhocão) e a reitoria. Resultado de um convênio entre o Ministério da Cultura e a Fundação Darcy Ribeiro, teve investimento de 8,5 milhões de reais.

fonte: http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/joao-filgueiras-lima-centro-cultural-20-07-2011.html

terça-feira, julho 19, 2011

segunda-feira, julho 18, 2011

Casa Girasol (Villa Girasole)

 

Parece impossível mas tal obra existe: uma casa rotativa que acompanha progressivamente o movimento do sol ao longo do dia. Fica situada em Verona, Itália, foi construída em 1925 e ainda funciona.

Muito justamente recebeu o nome de Villa Girasole. Conheça o projeto deste espantoso edifício, muito à frente do seu tempo.

A Villa Girasole é uma extraordinária obra realizada durante os anos de ouro da arquitetura funcionalista. Fica situada em Marcellise, na região de Verona, em Itália, e foi projetada pelo engenheiro naval Angelo Invernizzi que tinha o sonho aparentemente insensato de possuir uma casa que seguisse o movimento do sol. A sua construção não foi fácil, pois envolveu situações técnicas bastante complexas e dispendiosas. Foi iniciada em 1929 e apenas ficou concluída em 1935, bastante tempo para uma casa.


O edifício é composto por duas partes, uma base circular de 44 metros de diâmetro e um bloco rotativo com dois pisos em forma de "L" na parte superior. As duas partes estão unidas no centro por um elemento pivotante com a forma de uma torre de mais de 40 metros de altura, semelhante a um farol. O conjunto assemelha-se muito a um relógio em que a parte rotativa corresponde aos ponteiros.

Para mover esta massa de cerca de 5000 m³ e 1500 toneladas, Invernizzi concebeu um engenhoso sistema de 3 trilhos circulares acoplados à cobertura do edifício-base onde deslizava um conjunto de 15 "patins" solidários com o edifício superior. A energia era fornecida por dois motores diesel que proporcionavam o deslocamento a uma velocidade de 4mm por segundo, permitindo descrever uma rotação completa em 9 horas e 20 minutos, bem mais que o necessário para seguir o movimento do sol.


É espantoso que tenha sido possível construir tal edifício e mais espantoso ainda que se mantenha funcionando. Atualmente a Villa Girasole é propriedade da Fundação Invernizzi e da Academia de Arquitetura de Mendrisio, na Suíça.

domingo, julho 17, 2011

Só o Arena da Baixada terá custo de reforma menor que o argentino Ciudad de La Plata

Estádio onde a seleção brasileira disputará o próximo jogo pela Copa América custou R$ 367,2 milhões. Veja os preços dos estádios em obras para 2014



Sede do próximo jogo do Brasil nas quartas-de-final da Copa América, o Estadio Único - Ciudad de La Plata (Argentina) foi reformado a partir de 2008, quando o país foi escolhido como sede do campeonato. Sua reforma, estimada em US$ 216 milhões (cerca de R$ 367,2 milhões), teve custo menor que as atuais reformas dos estádios brasileiros, com exceção da Arena da Baixada (Curitiba).


A reforma incluiu as obras da cobertura e de finalização do estádio, como um cubo central com tela em LED, palcos e plateia VIP, novos estacionamentos, iluminação compatível com transmissão de televisão em alta definição, além de um campo móvel, que pode ser desmontado em 48h para realização de outros eventos como espetáculos artísticos.


Divulgação
Sua "re-inauguração" foi feita em 17 de fevereiro de 2011. O projeto do estádio é do arquiteto Roberto Ferreira e Associados (Barcelona, Espanha), junto com os engenheiros da Weidlinger Associates (Nova York, EUA). A planta tem formato de duas circunferências com raio de 85 m cada, com centros a 48 m de distância um do outro.


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O sistema de cobertura escolhido compõe-se de uma rede tensionada e autoequilibrada que, por sua vez, é formada por uma rede triangular, anéis de tração e mastros voadores. A membrana da cobertura é feita de fibra de vidro recoberta com PTFE (Politetrafluoretileno).


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O suporte da cobertura é feito pela treliça perimetral, de geometria triangular, que se apoia no topo da estrutura de concreto do estádio. A treliça serve como um anel de compressão, resistindo aos esforços horizontais e carregamentos verticais da cobertura. A área total da cobertura com membrana é de 39.500 m². Toda a estrutura metálica da cobertura soma 1,3 mil t e os cabos de aço estrutural, 18,2 km de comprimento.


Divulgação
Inaugurado em 2003 com capacidade de 53 mil lugares, o Ciudad de La Plata não teve sua cobertura instalada por falta de recursos, devido às dificuldades econômicas do país. Nestes oito anos, ele funcionou com gramado, assentos e a treliça perimetral. As peças metálicas da cobertura, cabos e membrana haviam sido fabricados e estavam armazenados em containers.


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O estádio sediou a estreia do Brasil na Copa América, contra a Venezuela, e também receberá o jogo das quartas-de-final Brasil x Paraguai, além de uma das semifinais e a disputa pelo terceiro lugar.


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Números dos estádios brasileiros
Mineirão (Belo Horizonte): reforma (rebaixamento do campo, proporcionando aumento da visibilidade; novos vestiários; recuperação estrutural do estádio, criação de novos acessos à arena, entre outras ações)
Capacidade: 67 mil lugares
Custo estimado: R$ 684,09 milhões
Mané Garrincha (Brasília): reforma (ampliação do número de arquibancadas de 45 mil para 71 mil lugares, eliminação da pista de atletismo, rebaixamento do gramado em 4 m e estacionamentos no subsolo)
Capacidade: 71 mil lugares
Custo estimado: R$ 676,52 milhões
Estádio José Fragelli "Verdão" (Cuiabá): reconstrução de novo estádio
Capacidade:  42,5 mil lugares
Custo estimado: R$ 555,49 milhões
Arena da Baixada (Curitiba): reforma para atender às exigências da Fifa
Capacidade: 41.375 mil lugares
Custo estimado: R$ 141,56 milhões
Estádio Castelão (Fortaleza): reforma (intervenções no gramado, camarotes, setor de imprensa, arquibancadas, cobertas, vestiários, entre outras; criação de garagem, camarotes, lounges, praça de acesso, restaurantes)
Capacidade: 67 mil lugares
Custo estimado: R$ 492,67 milhões
Arena Amazônica (Manaus): reconstrução (cobertura fixa para as arquibancadas, restaurante, estacionamento subterrâneo para carros e ônibus e acessos planos para portadores de necessidades especiais)
Capacidade: 48 mil lugares
Custo estimado: R$ 514,45 milhões
Estádio das Dunas (Natal): construção
Capacidade: 45 mil lugares
Custo estimado: R$ 413 milhões
Beira-Rio (Porto Alegre): reforma (nova cobertura em estrutura metálica, cadeiras numeradas, vagas para estacionamento, novas cabines de imprensa, lojas, restaurante panorâmico, áreas de lazer e praça de alimentação)
Capacidade: 62 mil lugares
Custo estimado: R$ 141,72 milhões
Arena Pernambuco (Grande Recife): construção
Capacidade: 46 mil lugares
Custo estimado: R$ 488,33 milhões
Maracanã (Rio de Janeiro): reforma (nova cobertura, modificações em seus acessos, aumento no número de sanitários e de lanchonetes)
Capacidade: 76 mil lugares
Custo estimado: R$ 931,8 milhões (R$ 705,60 em 30/04)
Fonte Nova (Salvador):  reconstrução
Capacidade: 50 mil lugares
Custo estimado: R$ 591,7 milhões
**Arena Corinthians (São Paulo): construção
Capacidade: 65 mil lugare
Custo estimado: entre R$ 700 milhões e R$ 1,07 bilhão, segundo o Sinaenco

À moda Inglesa


Durante séculos, reis e rainhas impuseram seu modo de viver, dando origem a diversos estilos de decoração. Conheça alguns que nasceram na Inglaterra e inspire-se para decorar o castelo particular do seu herdeiro


Vitoriano

Nascido durante o reinado da rainha Vitória (1837 a 1901), o estilo abusa dos tecidos florais e dos padrões geométricos, como riscas de giz e xadrez, enquanto o mobiliário, esculpido em madeira, é repleto de ornamentos, como entalhes e tachas decorativas. Móveis em ferro também entram em cena, como coadjuvantes. Nas paredes, papéis ou mesmo tecido, ambos ricamente decorados.

Chippendale

Estilo de mobiliário inglês criado por Thomas Chippendale no século XVIII, misturando diversas influências, como o rococó, o gótico e formas chinesas.

Country inglês

Democrático, o estilo permite uma variedade de combinações, sempre levando em conta a harmonia. Caracterizando-se pela aparência rústica, possibilita a mistura eclética de móveis, tecidos, revestimentos de parede em diversos materiais. Discretas, as cores têm inspiração na natureza. 

Clássico inglês
Austeridade e elegância, além de luxo e sofisticação, são os adjetivos desse estilo, que flerta com matérias nobres, como lustres de cristais, e fazendas encorpadas. As peças, sempre com medidas generosas, apresentam linhas simples, estofados e capitonê no encosto. Nas paredes, papel padronizado. 

Colonial britânico

O estilo nasceu durante o período das viagens marítimas e conquistas de novos territórios. Instalados nas colônias, os colonizadores ingleses buscaram reproduzir com materiais locais o mobiliário europeu, em uma tentativa de recriar seu modo de vida em outras terras. Madeiras escuras, paredes claras e acessórios sofisticados são as características desse tipo de decoração. 

Cottage

Sobriedade com detalhes românticos dão o tom nesse estilo bucólico e acolhedor. Toques vintage e paleta de cores em tons pastel somam-se aos móveis esculpidos em madeira com aspecto envelhecido, nos quais a decoupage marca presença. Estampados clássicos ingleses, em especial o estilo floral, são empregados em papéis de parede, enxoval, tapetes e objetos de cerâmica.

Alguns icones ingleses 

Big Ben: sino instalado na Torre do Relógio, no Palácio de Westminster
Torre de Londres: monumento histórico localizado às margens do rio Tamisa
London Eye: roda-gigante, um dos pontos turísticos mais disputados da cidade
Bobby: termo carinhoso pelo qual o policial inglês é chamado
Routemaster: tradicional ônibus de dois andares londrino