quarta-feira, julho 20, 2011
João Filgueiras Lima e o Centro cultural e de pesquisa, Brasília
A mistura de nave interplanetária e morada indígena reflete, de certa forma, o jeito de ser de Darcy Ribeiro
Taba do antropólogo ganha memorial
Híbrido de oca com disco voador, o Memorial Darcy Ribeiro foi desenhado pelo arquiteto João Filgueiras Lima (Lelé). Desde dezembro do ano passado, esse amálgama de óvni com casa nativa, implantado no campus da Universidade de Brasília (UnB), tem a missão de guardar a trajetória de um dos mais polêmicos pensadores brasileiros.
O volume anexo, do anfiteatro, é parcialmente revestido por placas de concreto
O edifício circular tem cobertura com diâmetro de quase 40 metros
“Parecia que ia faltar Brasil para tantas ideias de Darcy”, observou. “Brasil não vai faltar, ele que faz falta”, acrescentou. Não poderia, portanto, ter partido de outra pessoa, senão do próprio Ribeiro, a intenção de construir um local para guardar seu acervo no campus da Universidade de Brasília, da qual foi um dos idealizadores.
Conta a história que, internado no Hospital Sarah Kubitschek de Brasília para tratar de um câncer, em 1996, Ribeiro reforçou ao amigo Lelé, por meio de teleconferência, o desejo expresso anteriormente de que o arquiteto projetasse uma casa para abrigar os livros e o acervo do antropólogo, bem como de sua primeira companheira, Berta Ribeiro.
Lelé recorda‑se ainda que a ideia do memorial começara a florescer em uma conversa entre ambos em 1995, quando Ribeiro fugiu do tratamento no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, para refugiar-se em sua casa em Maricá (onde o arquiteto era um dos poucos a ser recebido).
Com o agravamento da doença, a urgência se acelerou. Ribeiro não queria que a construção parecesse vetusta; pelo contrário, desejava que combinasse arrojo e beleza, inovação e simplicidade.
Uma semana depois da videoconferência, Lelé mostrou-lhe pessoalmente o primeiro esboço do edifício, ao qual o próprio homenageado, emérito apelidador (é dele a alcunha de Sambódromo dada ao local de desfile das escolas de samba), deu o nome extraoficial de Beijódromo, já que pretendia que seu memorial fosse também um local de afetos.
Conta a história que, internado no Hospital Sarah Kubitschek de Brasília para tratar de um câncer, em 1996, Ribeiro reforçou ao amigo Lelé, por meio de teleconferência, o desejo expresso anteriormente de que o arquiteto projetasse uma casa para abrigar os livros e o acervo do antropólogo, bem como de sua primeira companheira, Berta Ribeiro.
Lelé recorda‑se ainda que a ideia do memorial começara a florescer em uma conversa entre ambos em 1995, quando Ribeiro fugiu do tratamento no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, para refugiar-se em sua casa em Maricá (onde o arquiteto era um dos poucos a ser recebido).
Com o agravamento da doença, a urgência se acelerou. Ribeiro não queria que a construção parecesse vetusta; pelo contrário, desejava que combinasse arrojo e beleza, inovação e simplicidade.
Uma semana depois da videoconferência, Lelé mostrou-lhe pessoalmente o primeiro esboço do edifício, ao qual o próprio homenageado, emérito apelidador (é dele a alcunha de Sambódromo dada ao local de desfile das escolas de samba), deu o nome extraoficial de Beijódromo, já que pretendia que seu memorial fosse também um local de afetos.
A formação em talude foi aproveitada para acomodar a plateia do teatro
No centro da edificação está o espaço ajardinado, que tem pé-direito duplo
A ponte que dá acesso ao memorial é coberta por uma marquise metálica
Lelé concebeu para o centro cultural e de pesquisa um edifício circular de dois pavimentos com 31,60 metros de diâmetro e cobertura de 37 metros, em cujo centro existe um espaço igualmente circular ajardinado, com 13 metros de diâmetro e pé-direito duplo. O térreo está apoiado no solo.
O pavimento superior possui laje de concreto armado sustentada por 32 vigas radiais metálicas engastadas a pilaretes também metálicos, posicionados na periferia da construção e, no centro, em um anel interno que distribui a carga para oito pilares metálicos tubulares.
Para a estrutura da cobertura, o arquiteto empregou 32 vigas radiais apoiadas externamente nas vigas do piso superior e internamente em um anel metálico com três metros de diâmetro.
A cobertura é de telhas dobradas em chapas pré-pintadas de aço galvanizado e, no trecho correspondente ao jardim interno, de chapas de policarbonato alveolar. No interior do prédio, lâminas de aço pré-pintado funcionam como brises na área vedada com policarbonato, permitindo aproveitar a luz natural na maior parte do dia.
Envolto por um lago, o memorial tem acesso por uma ponte coberta por marquise metálica. Na parte posterior da construção circular fica o teatro, anexo que aproveita a formação em talude constituída pela terra retirada na escavação para o círculo de água.
Um sistema de vaporização resultante da passagem do ar introduzido no prédio por meio de nebulização mecânica da água do lago proporciona conforto ambiental em todo o conjunto.
Salas de aulas, galeria para exposição, cineclube, gabinetes de pesquisa, centro de documentação, café, livraria e anfiteatro estão reunidos no memorial. Ele abriga, além do acervo de Darcy e Berta, a biblioteca do antropólogo, com cerca de 30 mil volumes.
O espaço pode acolher apresentações artísticas, lançamento de livros e exposições. O memorial fica entre o Instituto Central de Ciências (que Ribeiro apelidou de Minhocão) e a reitoria. Resultado de um convênio entre o Ministério da Cultura e a Fundação Darcy Ribeiro, teve investimento de 8,5 milhões de reais.
fonte: http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/joao-filgueiras-lima-centro-cultural-20-07-2011.html
terça-feira, julho 19, 2011
segunda-feira, julho 18, 2011
Casa Girasol (Villa Girasole)
Parece impossível mas tal obra existe: uma casa rotativa que acompanha progressivamente o movimento do sol ao longo do dia. Fica situada em Verona, Itália, foi construída em 1925 e ainda funciona.
Muito justamente recebeu o nome de Villa Girasole. Conheça o projeto deste espantoso edifício, muito à frente do seu tempo.
A Villa Girasole é uma extraordinária obra realizada durante os anos de ouro da arquitetura funcionalista. Fica situada em Marcellise, na região de Verona, em Itália, e foi projetada pelo engenheiro naval Angelo Invernizzi que tinha o sonho aparentemente insensato de possuir uma casa que seguisse o movimento do sol. A sua construção não foi fácil, pois envolveu situações técnicas bastante complexas e dispendiosas. Foi iniciada em 1929 e apenas ficou concluída em 1935, bastante tempo para uma casa.
O edifício é composto por duas partes, uma base circular de 44 metros de diâmetro e um bloco rotativo com dois pisos em forma de "L" na parte superior. As duas partes estão unidas no centro por um elemento pivotante com a forma de uma torre de mais de 40 metros de altura, semelhante a um farol. O conjunto assemelha-se muito a um relógio em que a parte rotativa corresponde aos ponteiros.
Para mover esta massa de cerca de 5000 m³ e 1500 toneladas, Invernizzi concebeu um engenhoso sistema de 3 trilhos circulares acoplados à cobertura do edifício-base onde deslizava um conjunto de 15 "patins" solidários com o edifício superior. A energia era fornecida por dois motores diesel que proporcionavam o deslocamento a uma velocidade de 4mm por segundo, permitindo descrever uma rotação completa em 9 horas e 20 minutos, bem mais que o necessário para seguir o movimento do sol.
É espantoso que tenha sido possível construir tal edifício e mais espantoso ainda que se mantenha funcionando. Atualmente a Villa Girasole é propriedade da Fundação Invernizzi e da Academia de Arquitetura de Mendrisio, na Suíça.
domingo, julho 17, 2011
Só o Arena da Baixada terá custo de reforma menor que o argentino Ciudad de La Plata
Estádio onde a seleção brasileira disputará o próximo jogo pela Copa América custou R$ 367,2 milhões. Veja os preços dos estádios em obras para 2014
Sede do próximo jogo do Brasil nas quartas-de-final da Copa América, o Estadio Único - Ciudad de La Plata (Argentina) foi reformado a partir de 2008, quando o país foi escolhido como sede do campeonato. Sua reforma, estimada em US$ 216 milhões (cerca de R$ 367,2 milhões), teve custo menor que as atuais reformas dos estádios brasileiros, com exceção da Arena da Baixada (Curitiba).
Números dos estádios brasileiros
Mineirão (Belo Horizonte): reforma (rebaixamento do campo, proporcionando aumento da visibilidade; novos vestiários; recuperação estrutural do estádio, criação de novos acessos à arena, entre outras ações)
Capacidade: 67 mil lugares
Custo estimado: R$ 684,09 milhões
Mané Garrincha (Brasília): reforma (ampliação do número de arquibancadas de 45 mil para 71 mil lugares, eliminação da pista de atletismo, rebaixamento do gramado em 4 m e estacionamentos no subsolo)
Capacidade: 71 mil lugares
Custo estimado: R$ 676,52 milhões
Estádio José Fragelli "Verdão" (Cuiabá): reconstrução de novo estádio
Capacidade: 42,5 mil lugares
Custo estimado: R$ 555,49 milhões
Arena da Baixada (Curitiba): reforma para atender às exigências da Fifa
Capacidade: 41.375 mil lugares
Custo estimado: R$ 141,56 milhões
Estádio Castelão (Fortaleza): reforma (intervenções no gramado, camarotes, setor de imprensa, arquibancadas, cobertas, vestiários, entre outras; criação de garagem, camarotes, lounges, praça de acesso, restaurantes)
Capacidade: 67 mil lugares
Custo estimado: R$ 492,67 milhões
Arena Amazônica (Manaus): reconstrução (cobertura fixa para as arquibancadas, restaurante, estacionamento subterrâneo para carros e ônibus e acessos planos para portadores de necessidades especiais)
Capacidade: 48 mil lugares
Custo estimado: R$ 514,45 milhões
Estádio das Dunas (Natal): construção
Capacidade: 45 mil lugares
Custo estimado: R$ 413 milhões
Beira-Rio (Porto Alegre): reforma (nova cobertura em estrutura metálica, cadeiras numeradas, vagas para estacionamento, novas cabines de imprensa, lojas, restaurante panorâmico, áreas de lazer e praça de alimentação)
Capacidade: 62 mil lugares
Custo estimado: R$ 141,72 milhões
Arena Pernambuco (Grande Recife): construção
Capacidade: 46 mil lugares
Custo estimado: R$ 488,33 milhões
Maracanã (Rio de Janeiro): reforma (nova cobertura, modificações em seus acessos, aumento no número de sanitários e de lanchonetes)
Capacidade: 76 mil lugares
Custo estimado: R$ 931,8 milhões (R$ 705,60 em 30/04)
Fonte Nova (Salvador): reconstrução
Capacidade: 50 mil lugares
Custo estimado: R$ 591,7 milhões
**Arena Corinthians (São Paulo): construção
Capacidade: 65 mil lugare
Custo estimado: entre R$ 700 milhões e R$ 1,07 bilhão, segundo o Sinaenco
À moda Inglesa
Durante séculos, reis e rainhas impuseram seu modo de viver, dando origem a diversos estilos de decoração. Conheça alguns que nasceram na Inglaterra e inspire-se para decorar o castelo particular do seu herdeiro
Vitoriano
Nascido durante o reinado da rainha Vitória (1837 a 1901), o estilo abusa dos tecidos florais e dos padrões geométricos, como riscas de giz e xadrez, enquanto o mobiliário, esculpido em madeira, é repleto de ornamentos, como entalhes e tachas decorativas. Móveis em ferro também entram em cena, como coadjuvantes. Nas paredes, papéis ou mesmo tecido, ambos ricamente decorados.
Chippendale
Estilo de mobiliário inglês criado por Thomas Chippendale no século XVIII, misturando diversas influências, como o rococó, o gótico e formas chinesas.
Country inglês
Democrático, o estilo permite uma variedade de combinações, sempre levando em conta a harmonia. Caracterizando-se pela aparência rústica, possibilita a mistura eclética de móveis, tecidos, revestimentos de parede em diversos materiais. Discretas, as cores têm inspiração na natureza.
Clássico inglês
Austeridade e elegância, além de luxo e sofisticação, são os adjetivos desse estilo, que flerta com matérias nobres, como lustres de cristais, e fazendas encorpadas. As peças, sempre com medidas generosas, apresentam linhas simples, estofados e capitonê no encosto. Nas paredes, papel padronizado. Colonial britânico
O estilo nasceu durante o período das viagens marítimas e conquistas de novos territórios. Instalados nas colônias, os colonizadores ingleses buscaram reproduzir com materiais locais o mobiliário europeu, em uma tentativa de recriar seu modo de vida em outras terras. Madeiras escuras, paredes claras e acessórios sofisticados são as características desse tipo de decoração.
Cottage
Sobriedade com detalhes românticos dão o tom nesse estilo bucólico e acolhedor. Toques vintage e paleta de cores em tons pastel somam-se aos móveis esculpidos em madeira com aspecto envelhecido, nos quais a decoupage marca presença. Estampados clássicos ingleses, em especial o estilo floral, são empregados em papéis de parede, enxoval, tapetes e objetos de cerâmica.
Alguns icones ingleses
Big Ben: sino instalado na Torre do Relógio, no Palácio de Westminster
Torre de Londres: monumento histórico localizado às margens do rio Tamisa
London Eye: roda-gigante, um dos pontos turísticos mais disputados da cidade
Bobby: termo carinhoso pelo qual o policial inglês é chamado
Routemaster: tradicional ônibus de dois andares londrino
quinta-feira, julho 14, 2011
Vegetação ocupará toda fachada de edifício residencial em construção na França
Plantas adaptadas a crescer entre rochas serão o principal elemento da fachada de um edifício residencial em construção na cidade de Nantes, na França.
Criado pelo arquiteto Edouard François, o projeto prevê que a vegetação cresça dentro de tubos de aço inoxidável.
As varandas ocuparão todo o perímetro de cada andar, mas somente uma pequena parte delas será protegida pelos tubos metálicos, a fim de garantir o máximo de crescimento das plantas que proporcionarão sombra e conforto para os moradores.
Chamado “Tour Végétale de Nantes”, o edifício terá um pedestal com centro comercial e estacionamento, um nível intermediário semelhante a um cubo e dedicado a escritórios, e a torre residencial com terraços e volumetria elíptica.
François é conhecido na França por incorporar a vegetação à arquitetura.
Sua obra mais conhecida é um conjunto habitacional em Paris chamado Bio Eden (imagem acima).
fonte: www.edouardfrancois.com
Casa ecológica é feita com sobras, madeira reciclável e garrafas pet
O projeto é da Universidade Tecnológica do Paraná. No futuro, a ideia é usar energia reaproveitável para abastecer um carro elétricio.
Placas encaixadas, as paredes já vem prontas. É como um brinquedo de montar. A obra é rápida e limpa. Enquanto 10% do material usado numa construção comum de alvenaria vira lixo, em uma obra ecológica a quantidade de resíduos fica perto de zero.
No escritório verde da Universidade Tecnológica do Paraná vai funcionar um centro para apoiar os projetos sustentáveis dos professores e alunos. O próprio escritório é um deles.
O telhado está virado para a região mais ensolarada da cidade, onde vão ficar os painéis de energia solar. As janelas têm vidros duplos, o que diminui o barulho. Elas também aumentam a luminosidade e não é preciso acender a luz durante o dia. Quando as janelas - uma em frente a outra - são abertas, uma corrente de ar refresca o ambiente.
A construção verde não poderia deixar de ter um jardim e ele fica num local inusitado: o telhado. Além da grama, ele também foi feito com a ajuda de materiais reciclados, e a solução foi bem criativa. “A grama fixa dentro dos módulos material reaproveitado de sola de sapato. Vem tudo do Rio Grande do Sul, que tem muita fábrica de sapato. A gente vai fazer com flores, posso fazer canteiro de ervas. Só não posso usar plantas de raízes profundas, são raízes rasas. O ecotelhado diminui de três a cinco graus a temperatura dentro da casa”, explica o professor Eloy Casagrande, coordenador do projeto.
A madeira das paredes é de reflorestamento. Os painéis têm espaço para receber um material feito de lixo reciclado. “No nosso caso, estamos usando manta de pet reciclado, cada metro quadrado dela recicla 30 garrafas. Eu tenho aqui sete mil garrafas, que me garante o conforto térmico. Se eu colocar manta de 5mm de borracha, que é de pneu reciclável, acabo aumentando o isolamento acústico”, diz Eloy.
O reaproveitamento é regra no escritório verde. A escada, por exemplo, é feita de restos de escada. A madeira que seria jogada fora, queimada, acaba virando produto ainda com design, com estética bem agradável.
O reaproveitamento é regra no escritório verde. A escada, por exemplo, é feita de restos de escada. A madeira que seria jogada fora, queimada, acaba virando produto ainda com design, com estética bem agradável.
Quando ficar pronta, a casa vai gerar energia com a luz do sol e a força do vento. A ideia do futuro é usar essa energia para abastecer um carro eletrécio, que a universidade está fazendo em parceria com uma empresa. A bateria é carregada na tomada, como um telefone celular. Uma carha de oito horas dá uma autonomia de 120km.
Outra opção é jogar a sobra de energia na rede elétrica para ajudar a iluminar a cidade e manter a natureza protegida.
fonte: http://glo.bo/pkKyu3
Bar Armazém Medeiros
Prateleiras cenográficas revestem o volume lateral do mezanino
Armazém renova esquina mineira
Habituada à escala do objeto e ao universo museográfico, a arquiteta e designer Isabela Vecci adotou um viés de restauro cenográfico no projeto deste bar. Tendo à disposição um sobrado da década de 1940, em Belo Horizonte, ela retomou a ambiência e a espacialidade da construção original, de esquina, onde até os anos 1980 funcionou um armazém de nome Medeiros, que serviu de inspiração para a visualidade retrô do empreendimento.
Atuando em programa de natureza efêmera - bares são repaginados com certa frequência -, a arquiteta Isabela Vecci idealizou o projeto do Armazém Medeiros como contraponto à transitoriedade. E não apenas do bar em si, como também do processo de descaracterização do entorno de pequena escala construída.Descontraído, portanto, o bar Armazém Medeiros ostenta como características principais a tipologia de esquina e o generoso pé-direito interno, ornamentado por prateleiras cenográficas que, feitas com madeira pinus, abrigam alguns dos itens (ainda em produção) comercializados antigamente naquele espaço.
Uma abordagem lúdica, portanto, a de mencionar e relacionar o presente uso da edificação com o programa original que o sobrado abrigava.
A fachada foi restaurada, valorizando-se a tipologia do sobrado de esquina
As prateleiras funcionam como contraponto vertical à ambiência escura dos revestimentos e à iluminação pontual.
É grande a densidade de ocupação - 120 assentos apenas no pavimento térreo -, e o projeto priorizou a iluminação reduzida e pontual dos interiores, combinada com mobiliário e revestimentos em tonalidades escuras.
As prateleiras, por exemplo, são equipadas com lâmpadas de baixa potência ligadas em circuito diverso de sua especificação (110 volts em vez de 220), de modo a reduzir-se ainda mais a luminosidade efetiva.
Nesse contexto, a cenografia funciona como contraponto que valoriza a verticalidade do salão principal e, de quebra, organiza visualmente a interferência negativa das vigas e pilares de sustentação do mezanino.
As prateleiras, por exemplo, são equipadas com lâmpadas de baixa potência ligadas em circuito diverso de sua especificação (110 volts em vez de 220), de modo a reduzir-se ainda mais a luminosidade efetiva.
Nesse contexto, a cenografia funciona como contraponto que valoriza a verticalidade do salão principal e, de quebra, organiza visualmente a interferência negativa das vigas e pilares de sustentação do mezanino.
Alguns dos produtos comercializados antigamente pelo armazém compõem as prateleiras do bar
A madeira pinus se destaca nos interiores
O volume suspenso, embora não original da construção, foi mantido por Vecci numa das laterais do bar. Seus elementos estruturais, revestidos linearmente pelas prateleiras ornamentais, tornaram-se o elemento articulador dos interiores.
Complementam a ambiência cenográfica e retrô quatro candelabros artesanais, cujas pequenas cúpulas são constituídas por garrafas cortadas de cerveja.
A linguagem retrô foi utilizada pela arquiteta como contraponto à natureza efêmera do programa
Croquis das prateleiras cenográficas
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Arquitetura de interiores,
bar,
iluminação,
light design
quarta-feira, julho 13, 2011
Edifício mais alto da América Latina é inaugurado no Panamá
Com 284 m de altura, complexo hoteleiro e residencial do empresário Donald Trump custou 400 milhões de dólares.
O empresário americano Donald Trump inaugurou na quarta-feira (06/07/2011) o Trump Ocean Club International Hotel & Tower Panamá, complexo de 70 andares localizado de frente para o Oceano Pacífico, na capital do país. Em formato de vela de barco, o edifício é considerado o mais alto da América Latina, alcançando cerca de 284 m de altura.
O edifício também conta com 37 elevadores, spa, marina, cassino, lojas, restaurantes, boutiques e uma ilha com praia particular, além de um terraço de mais de 900 m² com uma piscina com vista para o oceano e um centro de convenções de 4.200 m².
O empreendimento é o primeiro do empresário Donald Trump na América Latina. A obra está avaliada em mais de 400 milhões de dólares.
terça-feira, julho 12, 2011
{ Inspiração do dia }

- A luz pode não só ressaltar o interior da sua casa mas também a parte de fora. Veja que legal esses spots direcionais, eles realmente realçam a casa mesmo ela tendo poucos elementos decorando a área externa.
- fonte: http://www.lojaskdblog.com.br/blog/2011/05/12/decorando-com-as-luzes/
Revista Paladar & Cia - Campina Grande - PB
Queria aproveitar e agradecer o convite que o Jornalista Rosildo Brito me fez para falar sobre o Centro de Gastronomia que foi o tema do meu TCC da graduação.
Arquitetura e Gastronomia
Nesse contexto a cidade já conta com uma proposta um tanto audaciosa e à altura da grandiosidade que Campina Grande sustenta a começar pelo seu nome. Consiste no projeto de criação do Centro de Gastronomia de Campina Grande, uma idéia que visa incrementar o segmento na cidade, dado a esta, a cara de um grande pólo gastronômico de toda a região nordeste. Mais que um espaço arquitetônico pensado especialmente para o segmento, o projeto, de autoria da arquiteta Lorena Andrade Cavalcanti, apresenta a idéia da implantação de um instituto de gastronomia que visa criar e treinar chefes, garçons e barmens, entre outros, além de atrair turistas e a população local para o consumo de mercadorias produzidas no local, fazendo uma ligação importante com o patrimônioc cultural da região.
"A idéia seria criar um espaço específico e amplo com uma proposta diversificada de serviços voltados para o desenvolvimento da gastronomia na cidade e, mais do que isso, com uma função social agregada a ele, como por exemplo, o funcionameto de uma oficina-escola de gastronomia voltada à população de baixa renda"descreveu Lorena Cavalcanti ao destacar o aspecto da geração de ocupação produtiva e de renda que acompanharia o Centro de Gastronomia Campinense.
O terreno escolhido para abrigar a estrutura predial da iniciativa localiza-se entre a Rua Vigário Calixto e a Rua Nazinha Goes de Albuquerque, no Bairro do Catolé. "O bairro atualmente é o que possui maior desenvolvimento na cidade, de topografia plana e próximo ao centro. Em termos de acessibilidade, esta nova instituição estaria somente se utilizando da infra-estrutura existente no local", justifica. Em síntese, conforme descreve o projeto - fruto da monografia da autora no curso de Arquitetura - a proposta prevê para a cidade uma edificação para curso profissionalizante, que atue como fonte de inclusão social da população carente das áreas próximas, além de uma fonte de atração de turistas na região e aumento da renda com a venda de produtos fabricados no local.
De acordo com a autora do audacioso projeto arquitetônico, o Centro de gastronomia engloba uma escola técnica de gastronomia, cozinha industrial, restaurante e 12 lojas conforme ilustra a maquete elaborada pela autora do projeto. Integra-se ao projeto uma grande área com tratamento paisagístico em torno de um lago que proporciona uma maravilhosa paisagem, com a presença de um caramanchão que serve como área de estar e contemplação.
Em termos descritivos, o partido arquitetônico é modernista, utilizando concreto, estrutura metálica e vidro. Possui um raciocínio projetual baseado em volumes geométricos predefinidos com a utilização da arquitetura modular que dá vez a uma forma de concepção potencialmente livre e simples. A volumetria é feita pela combinação de pilares de concreto armado e estruturas espaciais metálicas curvas que produzem um bonito efeito estético e plástico na edificação e na adoção de formas simples e geométricas.
Com o intuito de obedecer ao máximo todos os entraves de programa, foi elaborado uma séries de estudos preliminares que deram base ao projeto, o qual como faz ressaltar a arquiteta, está fundamentado numa necessidade já observada na cidade que é uma maior valkorização da gastronomia como um instrumento de alavancar o desenvolvimento do turístico. "Associar gastronomia, patrimônio e turismo é algo fundamental para o sucesso da atividade, tendo em vista que este patrimônio detém a princípio, o potencial para atrair turistas " explica Lorena Cavalcanti ao destacar que o centro, cuja proposta é ser uma instituição de Parceria Público-Privada, tem como objetivo difundir e valorizar a cultura da culinária da Região, pretendendo contribuir para que Campina Grande se torne um dos maiores pólos gastronômicos do Nordeste.
Como se vê, muito mais do que a terra do Maior São João do mundo, a Rainha da Borborema reúne todos os ingredientes para se tornar um grande e importante pólo gastronômico de toda a região.
Construção de bairro sobre o mar na Dinamarca começa neste ano
Para preservar o espaço verde de Copenhague, governo local optou por obras em extensão da região portuária da cidade.
Com a falta de terrenos disponíveis e para preservar as áreas verdes da capital, a Dinamarca deve começar ainda neste ano a construção de um novo bairro sobre o mar na cidade de Copenhague. A área, construída sobre aterros em uma extensão de Nordhavnen, região portuária da cidade, deverá abrigar cerca de 40 mil habitantes e o mesmo número de postos de trabalho. Quando construído em sua totalidade, o local contará com edifícios que juntos somarão 4 milhões de metros quadrados de área útil.
O projeto é resultado de uma competição de ideias concluída em 2009 para a expansão de Nordhavnen. A proposta, desenvolvida pelos escritórios de arquitetura Cobe e Sleth Modernism e os consultores Polyform e Rambøll, visa estabelecer novos padrões para a nova cidade-bairro, com o objetivo de minimizar as emissões de CO2 e o impacto das alterações climáticas de uma forma rentável.
A nova área foi desenvolvida com base em seis temas principais: ilhotas e canais, identidade e história, cidade de cinco minutos, azul e verde da cidade, cidade CO2 amigável e grade inteligente.
Primeiramente, o programa para a área é dividido em uma série de pequenas ilhas separadas por canais e bacias. O objetivo não é só fazer com que as pessoas interajam com a água, como também permitir que o projeto da nova Nordhavnen seja construído em fases. Cada ilhota é uma unidade integral, que serve como um distrito local dentro da nova cidade-bairro. Cada uma dessas áreas possui características e qualidades específicas, mas todas as habitações serão misturadas com instalações comerciais, instituições públicas, comércios de serviços, espaços urbanos, praças, parques, cafés e restaurantes.
Já a identidade e a história são lembradas pela prioridade dada ao transporte público e a bicicleta na cidade. A nova Nordhavnen será posteriormente ligada ao sistema de Metrô e as estradas de Copenhague, além do próprio porto já existente na região.
A cidade de cinco minutos, por sua vez, é um conceito utilizado pelos arquitetos em referência ao tempo que se levará para andar 400 m, mesmo que de transporte público. A ambição é de que pelo menos um terço de todo o tráfego na área seja de ciclistas e pelo menos um terço de transportes públicos - os automóveis devem responder por não mais de um terço.
O projeto ainda prevê a criação de um "laço verde" com os sistemas de transporte público (principalmente metrô elevado) em Nordhavnen. "Até dois terços de todas as pessoas entrando ou saindo do bairro no futuro irão se movimentar ao longo do ciclo verde, o resto vai atravessar Nordhavnen", dizem os autores no projeto. Instalações de educação, esporte, comércio e cultural estarão localizadas próximos ao laço verde para facilitar o acesso dos moradores.
Para se tornar uma cidade CO2 amigável, como desejam os autores do projeto, os edifícios serão todos projetados para baixa demanda de energia em instalações eficientes. Serão aproveitadas as oportunidades locais para a energia geotérmica, solar, eólica, bombas de calor, armazenamento térmico sazonal e biomassa marinha.
Apesar de o início da construção estar prevista ainda para este ano, o projeto da nova cidade de Nordhavnen ainda está em desenvolvimento, de acordo com o interesse das empresas no local. "Em outras palavras, há um quadro, mas não um plano detalhado. O conceito permite que a estrutura urbana seja desenvolvida com base em demandas de mercado dentro de uma zona tampão flexível ao longo de vários anos, sem se desviar dos princípios de desenvolvimento sustentável", explicam os arquitetos.
O desenvolvimento de Nordhavnen é realizado pelo órgão CPH Cidade e Desenvolvimento Portuário, em colaboração com a prefeitura de Copenhague e uma série de consultores. O custo da obra, ainda não estimado, será dividido entre o governo e as empresas que se instalarem na região. A previsão é de que uma primeira parte fique pronta em 2025, mas a conclusão do projeto deve acontecer somente em 2050.
fonte: http://www.piniweb.com.br/construcao/infra-estrutura/construcao-de-bairro-sobre-o-mar-na-dinamarca-comeca-neste-224273-1.asp
Com a falta de terrenos disponíveis e para preservar as áreas verdes da capital, a Dinamarca deve começar ainda neste ano a construção de um novo bairro sobre o mar na cidade de Copenhague. A área, construída sobre aterros em uma extensão de Nordhavnen, região portuária da cidade, deverá abrigar cerca de 40 mil habitantes e o mesmo número de postos de trabalho. Quando construído em sua totalidade, o local contará com edifícios que juntos somarão 4 milhões de metros quadrados de área útil.
O projeto é resultado de uma competição de ideias concluída em 2009 para a expansão de Nordhavnen. A proposta, desenvolvida pelos escritórios de arquitetura Cobe e Sleth Modernism e os consultores Polyform e Rambøll, visa estabelecer novos padrões para a nova cidade-bairro, com o objetivo de minimizar as emissões de CO2 e o impacto das alterações climáticas de uma forma rentável.
A nova área foi desenvolvida com base em seis temas principais: ilhotas e canais, identidade e história, cidade de cinco minutos, azul e verde da cidade, cidade CO2 amigável e grade inteligente.
Primeiramente, o programa para a área é dividido em uma série de pequenas ilhas separadas por canais e bacias. O objetivo não é só fazer com que as pessoas interajam com a água, como também permitir que o projeto da nova Nordhavnen seja construído em fases. Cada ilhota é uma unidade integral, que serve como um distrito local dentro da nova cidade-bairro. Cada uma dessas áreas possui características e qualidades específicas, mas todas as habitações serão misturadas com instalações comerciais, instituições públicas, comércios de serviços, espaços urbanos, praças, parques, cafés e restaurantes.
Já a identidade e a história são lembradas pela prioridade dada ao transporte público e a bicicleta na cidade. A nova Nordhavnen será posteriormente ligada ao sistema de Metrô e as estradas de Copenhague, além do próprio porto já existente na região.
O projeto ainda prevê a criação de um "laço verde" com os sistemas de transporte público (principalmente metrô elevado) em Nordhavnen. "Até dois terços de todas as pessoas entrando ou saindo do bairro no futuro irão se movimentar ao longo do ciclo verde, o resto vai atravessar Nordhavnen", dizem os autores no projeto. Instalações de educação, esporte, comércio e cultural estarão localizadas próximos ao laço verde para facilitar o acesso dos moradores.
Apesar de o início da construção estar prevista ainda para este ano, o projeto da nova cidade de Nordhavnen ainda está em desenvolvimento, de acordo com o interesse das empresas no local. "Em outras palavras, há um quadro, mas não um plano detalhado. O conceito permite que a estrutura urbana seja desenvolvida com base em demandas de mercado dentro de uma zona tampão flexível ao longo de vários anos, sem se desviar dos princípios de desenvolvimento sustentável", explicam os arquitetos.
O desenvolvimento de Nordhavnen é realizado pelo órgão CPH Cidade e Desenvolvimento Portuário, em colaboração com a prefeitura de Copenhague e uma série de consultores. O custo da obra, ainda não estimado, será dividido entre o governo e as empresas que se instalarem na região. A previsão é de que uma primeira parte fique pronta em 2025, mas a conclusão do projeto deve acontecer somente em 2050.
segunda-feira, julho 11, 2011
Projeto concluído - Escritório 3d arqui-design
Residência Oliveiros e Verbena
Bairro: Bodocongo - Campina Grande - PB
Projeto 3d Arquidesign - Alex Barros, Lorena Cavalcanti e Laura Braga
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